EntreContos

Detox Literário.

A Fazenda (Enredada)

Estavam cada vez mais frequentes casos que requeriam de um bom investigador conhecimentos que iam além da boa e velha intuição. Ainda que esta continuasse a ser o melhor suporte na hora de tomar as decisões mais complicadas, sozinha não era capaz de fazer frente ao que vinha acontecendo. De alguma forma, isso instigava Susana a fazer melhor o seu trabalho, embora, naquele momento, estivesse buscando espaço para ele entrar, ao menos um pouquinho, na sua vida a cada dia mais atribulada.

Davi era um velho conhecido das investigações em que havia precisado de uma assessoria técnico-científica mais eficiente, mas agora tinham o que muitos chamariam de uma relação amorosa improvável, nascida apesar (ou por causa) dos numerosos enfrentamentos ocorridos entre eles, ora no necrotério municipal, ora no Instituto de Pesquisa Científica Atlantis – o IPCA – que ele herdara do pai e ao qual se dedicava com muito fervor. Este era conhecido como o território dele; aquele como o dela. Ambos até então eram conhecidos apenas pela excelência profissional e a imensa capacidade de fazerem inimigos. Amar algo além do trabalho era novidade até para os dois; mas aconteceu. No fim das contas, estabeleceu-se uma parceria cujos limites ainda não estavam bem delineados, mas que, pelo menos no trabalho, costumava dar bons resultados, ainda que os desgastes pessoais fossem inevitáveis. E, de novo, ela precisaria dos conhecimentos dele.

Já fazia uma semana que um corpo havia sido encontrado. Não fossem alguns elementos que particularizavam aquele caso, seria mais um corpo de uma bela moça encontrada morta. O que realmente desafiava os conhecimentos de Susana e do seu legista era o fato de não conseguirem precisar a causa da morte. Teria aquela moça morrido de causas naturais? Teria sido um suicídio? Ou um homicídio?  A primeira análise feita pelo legista, registrava o fato de que fora encontrada numa clareira, nua, acomodada de forma confortável e sem que o seu corpo apresentasse qualquer sinal de violência. “Parece que apenas dorme”, disseram alguns. De fato, não fosse a ausência de batimento cardíaco, a falta de atividade neural e a queda na temperatura corpo, alguém poderia supor que ainda vivia. Para piorar o caso, a autópsia do legista não apontava para nenhuma causa provável, dado o excelente estado de conservação do corpo.

A fim de colher dados que a ajudassem a elucidar o caso, a investigadora recorreu aos arquivos da corporação. Para sua surpresa, descobriu que não era um caso isolado: outras mulheres foram encontradas em situações similares em pequenas cidades do Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo. E, por mais que tentasse encontrar mais dados sobre os casos, nenhuma investigação tinha sido concluída. A única coisa que ela poderia afirmar com certeza àquela altura era que a forma como haviam sido encontradas era muito parecida. Fora isso, não havia nenhuma comprovação que interligasse os casos. Como um último recurso, solicitou a um colega que utilizasse o pouco que ela havia descoberto e fizesse uma pesquisa no banco de dados de pessoas desaparecidas, mas a falta de aprofundamento na investigação e a ausência de documentos de identidade (todas estavam nuas) dificultava o processo. Parecia que elas simplesmente nunca haviam existido de fato.

Então chamou Davi. “Fazer o quê?”, pensou ela. E ele foi, ainda que a contragosto, pois não queria negar-lhe ajuda. Mas ao ser recebido por Susana no necrotério, não segurou um leve sorrisinho sarcástico e perguntou:

– Por que aqui e não lá? – ela sequer se deu o trabalho de responder. Ambos sabiam que se a equipe dele conseguisse levar aquele corpo para o IPCA, talvez ela nunca mais o visse. Davi não era apenas o herdeiro de um cientista talentoso, na verdade dava mostras de ser ainda melhor que o pai. Suas pesquisas tinham um amplo campo de atuação, mas todas voltadas para a melhoria da qualidade da vida humana e de suas potencialidades, o que era de se estranhar em alguém com imensa dificuldade em entender a lógica das relações entre as pessoas. (Alguns juravam que ele apresentava traços da síndrome de Asperger, embora cientificamente nada sustentasse esse pressuposto.)

A fim de diminuir a tensão crescente, Susana solicitou ao legista que mostrasse o corpo. Davi imediatamente calçou as luvas de látex e passou ele mesmo a fazer suas análises. Ele não era exatamente um médico, mas detinha conhecimentos científicos variados que poderiam indicar um caminho investigativo à sua namorada. Engraçado ele ter namorada, pensou. Com o bisturi e a ajuda do legista, descosturou a fenda frontal no corpo inerte sobre a mesa. No mesmo instante, ele sentiu um odor desconhecido que lhe provocou uma leve excitação no corpo. Levantou os olhos e observou atentamente a feição dos seus colegas na busca de algo que demonstrasse que eles também haviam sentido aquilo. Apesar de conhecer sua fama de estranho, resolveu perguntar:

– Vocês sentiram? – Susana perguntou o que havia para sentir. E ele a viu linda, mais linda do que normalmente era. Resolveu calar-se naquele momento e continuar suas análises que, no fim, pouco ou nada acrescentariam ao relatório do legista, pois sua experiência pessoal fora excluída de suas considerações.

Mas ele não era de desistir.

– Isso é espetacular! – pensou ele em voz alta enquanto continuava a analisar o corpo minuciosamente. O legista, que não conseguia gostar de Davi e sequer fazia questão de disfarçar, afirmou que só um homem nascido em condições privilegiadas e sem empatia pelo próximo poderia ver algo de espetacular naquela situação. Contudo não era à morte que ele se referia, mas a outro pequeno e quase imperceptível detalhe percebido apenas por ele naquele corpo: num pequeno local onde o bisturi havia sido introduzido havia sinais evidentes de regeneração.

Aquele era um momento crucial: informava sua descoberta ou mexia seus pauzinhos para levar o corpo para o IPCA? E Susana? O que diria a ela? Antes que conseguisse formular uma resposta para si mesmo, o legista se deu conta do quanto já era tarde e, com a anuência da investigadora, resolveu guardar o corpo. “Susana quer ir embora”, pensou Davi. Ela olhou para ele, mas parecia não o ver, pois também estava imersa nas próprias pesquisas frustradas. Talvez por isso, sequer se espantou quando ele disse que queria ficar mais um pouco para estudar o caso. Ela mesma ficaria, não fosse o cansaço dos dias dedicados a um caso que parecia sem solução. E, apesar do orgulho ferido, resolveu quebrar o protocolo e permitir que Davi ficasse mais um pouco. Era incomum para ela sentir aquela sensação de desconforto e de impotência, pois da forma como ia sua investigação nem um nome a pobre moça teria em sua lápide.

Já passava das 2h da madrugada quando a última pessoa deixou o prédio. Susana já devia estar dormindo há algum tempo, pensou Davi, que continuava ali buscando respostas para as suas descobertas. A ciência era o seu guia, mas não estava lhe dando o suporte necessário para o que via diante dos seus olhos: a regeneração, ainda que lenta, continuava. E qual não foi a sua surpresa ao perceber que aquele corpo dado como morto tinha uma leve protuberância no seu ventre. Pegou imediatamente o bisturi para não pairar dúvidas sobre a obviedade científica de que era o corpo naquele estado poderia inchar, mas, ao tocá-lo, percebeu que a temperatura era quase natural agora e isso o paralisou. Lamentou não ter levado o corpo para o seu instituto em respeito à Susana e sentou-se num sofá para pensar no que fazer. Sabia que aquilo era algo extraordinário e que deveria ser estudado num lugar com maiores recursos, mas sentia-se tão cansado que mal conseguia pensar direito.

De repente, aquele cheiro que ele sentia de forma sutil no corpo tomou todo o ambiente e ele se sentiu mais e mais cansado. Lutava para manter as pálpebras abertas. Foi quando ele viu três vultos luminosos que pareciam corpos, mas não pareciam humanos. A luz era tão forte que as imagens pareciam se misturar. Pensou na possibilidade de ter sido drogado e estar alucinando, mas era tudo muito confuso. Fixou os olhos no corpo da mulher sobre a mesa e viu que a leve saliência era agora um ventre enorme. Aquela mulher morta, estava passando, bem na sua frente, por uma cesariana.

Recolheram o que quer que havia naquele corpo e disseram “Está feita a colheita”. Já estavam partindo quando uma das silhuetas se aproximou do rosto dele e lhe perguntou: – Por que está acordado? Por que nos vê?

Ele adormeceu.

Acordou com a Susana sussurrando em seu ouvido algo que não entendeu bem e com uma evidente expressão de felicidade. Olhou o relógio de pulso. Já passava das 9h e tudo parecia bem calmo. Afoito, abriu todas as gavetas do necrotério até encontrar aquela que era a sua razão de estar ali. Para sua surpresa parecia um corpo como qualquer outro, mas apesar da refrigeração já se encontrava num estágio bem avançado de deterioração. O legista e a Susana olhavam a cena sem entender nada, então ela lhe perguntou o que estava acontecendo. Surpreso, ele disse: Você não se lembra? Ela respondeu que se lembrava de várias coisas, mas que a mais importante era que ele não prezava a própria saúde. Afinal tinha dormido num sofá velho de necrotério! Aliás, disse ela, “Por que dormiu aqui?”.

A esta altura nem mesmo ele sabia o que havia acontecido. Fora drogado? Teve um sonho? Mas se foi sonho, como foi parar ali? Seu estado de confusão mental era tanto que saiu às pressas do prédio, ignorando tudo o que Susana dizia. Parou na calçada do prédio sentindo-se alheio a tudo a sua volta e percebeu que precisa de um meio para voltar para o instituto. Sua namorada o alcançou. Era muito carinhosa e, por um instante, ele permitiu-se abraçar. Ela lhe propôs irem a uma cafeteria do outro lado da rua para ele pudesse se acalmar. Ele aceitou.

Sentaram-se em frente à janela enquanto ele observava tudo ao seu redor. Nada havida mudado. As coisas estavam exatamente como sempre estiveram. Isso deixou-lhe um pouco mais calmo, embora dificilmente pararia de pensar naquilo havia ou não havia acontecido. Ele não tinha certeza de nada. Só de que ela estava ali. A Susana. Por que gostava dela? Não costumava gostar de ninguém em particular, apenas sentia que devia fazer o melhor para que todos ficassem bem. Sempre relacionou-se com o mundo assim. Mas a Susana….

Terminaram o café e ela disse que precisava trabalhar. Ele só queria ir para casa. Sentiu uma leve tontura, mas disfarçou e deu uma desculpa à namorada para ir ao banheiro passar uma água no rosto. Debruçou-se sobre a pia e molhou não só o rosto, mas o pescoço também. A sensação da água fria lhe trazia bem-estar. Levantou a cabeça, pegou alguns papéis-toalha para secar o rosto e olhou-se no espelho. Novamente, sentiu-se paralisado e viu surgirem, bem na frente dos seus olhos, algumas palavras no espelho:

“Nosso bebê nunca esquecido. Continue sua missão.”

Era verdade. Tinha acontecido. E ele era um deles.

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Sobre Fabio Baptista

12 comentários em “A Fazenda (Enredada)

  1. Fil Felix
    17 de setembro de 2018

    Boa noite! Achei interessante a premissa sobre as mulheres que funcionam de “mães de aluguel” aos alienígenas, criando híbridos. É uma história bastante clássica em se tratando desse gênero. A Scully passa por algo semelhante em Arquivo X, na HQ Estranho Beijo do Warren Ellis também mostra esse lado das grávidas, pra citar uns exemplos. Aqui você junta o tema ao relacionamento da Suzana com Davi, que pode ser um deles, que é “ativado” ao abrir o corpo, que sente essa atração por ela. O final fica bastante aberto, o que traz seus pontos positivos (ao deixar na mão do leitor interpretar a história) e seu lado negativo (em poder chegar a lugar nenhum). Só senti que há momentos muito “rápidos”, com uma sequência de ações, uma atrás da outra, mas sem dar tempo pra conhecermos melhor o psicológico ou a personalidade das personagens.

  2. Antonio Stegues Batista
    14 de setembro de 2018

    Pois é um enredo meio estranho, algumas pontas soltas que o leitor tem que desatar para dar lógica â narrativa. A escrita é meio travada no início, frases grandes, o “e” ligando dois assuntos, ou duas ações. Um ponto no lugar do e seria o mais certo. Depois da metade a escrita fica mais arrumada, deixando a leitura fluida. A parte policial ficou legal, corpos aparecendo, mulheres nuas, investigação sem solução, etc. A parte do necrotério e das autópsias, mais ou menos verossímil. A parte dos aliens ficou legal, porém o final ficou enredado. Quer dizer, as linhas de raciocínio formaram uma maçaroca, onde é necessário encontrar, aliás, adivinhar uma solução. De qualquer forma, pra mim é um conto regular. Boa sorte.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    14 de setembro de 2018

    Olá!

    O seu conto é muito bem escrito. A leitura é fluida e praticamente sem falhas, com boas descrições, conjurando imagens bem nítidas na mente do leitor e criando as atmosferas corretas para cada situação.

    A história ficou um pouco confusa. O final deixa óbvio que ele era um dos alienígenas mas o resto ficou muito subjetivo. Era ele, afinal, que “engravidava” as mulheres? Susana seria a sua próxima vítima? E, pior, ele fazia tudo isso de forma inconsciente? Por que, afinal, ele não sabia que era um alienígena?

    Além disso, achei estranho que o médico legista não tivesse aberto o corpo da mulher por inteiro, como qualquer autópsia. Se ele tivesse feito isso o “bebê alien” dentro dela ficaria óbvio, não?

    A história também termina com ares de continuação o que nunca é bom para um conto. Mas, em compensação, o seu texto é muito bem estruturado: você cria as premissas corretas, mistério, tensão, constrói bem os personagens, estabelece o relacionamento entre eles, então o conto chega ao clímax e a uma conclusão. Você parece estar acostumada a escrever este tipo de coisa. Isso, somado à sua técnica bem polida e sem erros, garante uma boa nota ao conto.

    Parabéns!

  4. Caio Freitas
    12 de setembro de 2018

    Achei a ideia fenomenal. Usar humanas para gerar bebês realmente daria uma puta história. Mas aí quando começa a ficar bom, puf. Acaba. Acho que você poderia ter trabalhado um pouco sobre ele tentando aceitar que ele é de verdade. Não tenho nada contra ele descobrir meio que magicamente a verdade, talvez a mensagem no espelho tenha sido algo da cabeça dele que dispara no momento em que os aliens precisam dele. A ideia é realmente muito boa, mas acabou meio abruptamente, o que me deixa triste, pois eu realmente gostei do enredo. Boa sorte no concurso.

  5. iolandinhapinheiro
    11 de setembro de 2018

    Olá, autora!

    Estava sentindo falta de um conto com esta pegada policialesca, investigações, autopsias, mistérios. O conto investe bastante em explicar o relacionamento entre a policial e o cientista, para fazer uma boa caracterização destes dois personagens, sendo eu a autora, teria diminuído esta parte e me concentrado mais na parte do corpo e dos fenômenos que ocorreram na noite em que examinou o cadáver hospedeiro.

    Achei duas coisas bacanérrimas: o uso de uma mulher humana como forma de reproduzir o bebê alien, e a verdadeira natureza do cientista dar a impressão aos locais que na verdade ele tinha uma Síndrome de Asperger, belíssimo disfarce e excelente sacada da autora. Agora todas as pessoas que conheço que tenham Asperger vou achar que, de repente, elas sejam apenas alienígenas camuflados.

    Conto bem escrito e sem problemas, tão bom que eu fiquei esperando mais, porém não veio, me conformarei.

    Deixo aqui os meus parabéns e o desejo de que vc tenha muita sorte no desafio.

  6. Ricardo Gnecco Falco
    5 de setembro de 2018

    Olá, enredada! Tudo bem? Acabei de ler o seu conto e gostei bastante da história. Sua escrita é bem visual e foi fácil visualizar as cenas que descreveu. Gostei do tom policial que deu à obra, deixando o ritmo fluir de forma tranquila e contínua. O relacionamento da investigadora e do cientista merecia um pouquinho mais de palavras (vi que não utilizou-se dos limites fornecidos pelo Certame), pois são envolvimentos assim (difíceis de se explicar) que costumam ser mais atrativos para os leitores. Gostaria de ter sabido um pouco mais sobre esse casal e, creio eu, havia pano para essa manga… (rs!) Mas a história é boa e a narrativa cumpre o que promete, entregando um final que responde a algumas perguntas feitas durante a leitura (inclusive pelos próprios aliens). Agradeço por ter compartilhado a sua história e desejo a você boa sorte no Desafio! Saudações,
    Paz e Bem!

  7. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    2 de setembro de 2018

    Confesso que brochei um pouco no fim desse conto e fui checar. Mas são somente 1833 palavras, por que o final me pareceu tão abrupto? Normalmente tenho essa sensação quando o autor, forçado a marretar o texto dentro do limite de palavras, acaba cortando onde não deve.

    Então, bora reler o texto para detectar onde está quebrado. Não achei.

    Parece-me que o/a autor/a desejou fazer um “plot twist carpado”, mas tomou foi um tombo nesse final, porque a informação, simplesmente jogada, sem qualquer prenúncio, ficou tão gratuita que o leitor se sente…. uót…

    Além do que ela não faz muito sentido. Por que ele teria de ser “um deles” para conseguir vê-los? E por que “eles” se manifestariam no espelho? O final, embora possa ser defendido, me pareceu muito inferior ao conjunto do texto, muito apressado. Como assim, garoto/a? Terminar uma história dessas desse jeito tão brusco?

    • Enredada
      4 de setembro de 2018

      Jurava que o fim era o charme. Rsrsrs. Obrigada pela crítica. Por que no espelho? Não sei. Por que nao?

  8. Alessandro Diniz
    2 de setembro de 2018

    Oi, Enredada! Seu texto é interessante, mas a forma como vc escreve é um pouco confusa. Por exemplo, a despeito do casal ser um tanto diferente e isso refletir no relacionamento, a maior parte do tempo eles parecem estranhos um para o outro. Como se ainda não tivesse acontecido nada e eles ainda estivessem naquela fase de negação da atração. A parte final em que o Davi é também um produto alien e tem uma missão a continuar, ficou um pouco deslocada da estória. Só a frase aparecer no espelho como uma manifestação mágica já foi algo bem fora do contexto. Tem umas frases que ficaram muito estranhas, como esta: “Pegou imediatamente o bisturi para não pairar dúvidas sobre a obviedade científica de que era o corpo naquele estado poderia inchar, mas, ao tocá-lo, percebeu que a temperatura era quase natural agora e isso o paralisou.”. Seu português não é ruim, apenas a pontuação deixa a desejar em algumas partes. E a organização de algumas frases, como a que usei de exemplo. Boa sorte!

    • Enredada
      4 de setembro de 2018

      Antes de tudo, obrigada por ler e pela crítica. Quis fazê-los estranhos. Não diria que negam a relação, mas que ela é atípica. Ele age como age por não se encaixar bem no nosso mundo e nas relações humanas; já as dificuldades dela encaixam-se no perfil dele. Vou analisar minha pontuação, embora eu me entenda muito bem. Brincadeira! Rsrsrsrs. Obrigada.

  9. Anderson Roberto do Rosario
    1 de setembro de 2018

    Parecia um sonho dele, mas aí vem o final e nos revela tudo e mais, faz outra revelação incrível, ele também é um alienígena. Um bom conto. Achei que faltou explorar mais a relação dos dois rivais, quem sabe houvesse uma paixão recolhida ali, algum mal resolvido no passado, enfim. Fiquei curioso por saber mais. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Enredada
      4 de setembro de 2018

      Olá! Obrigada por ler e pela crítica. Você entendeu bem: eram rivais e atraídos um pelo outro. Com certeza, isso provocou um relacionamento meio estranho. Havia admiração, mas havia reserva.

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Informação

Publicado em 1 de setembro de 2018 por em Alienígenas.