EntreContos

Detox Literário.

P34 (Priscila Pereira)

 

Quando meu aparelho de voo espatifou na superfície indócil daquele planeta hostil, minha maior preocupação foi não ser pego pelos nativos. Sabia muito bem o que faziam com seres de outros planetas, assim como eu. O universo ainda não era tolerante com viajantes intergaláticos, eram todos vistos com desconfiança e temor. Que cada um continue no planeta em que nasceu – era o lema da convenção interplanetária.

Minha nave estava totalmente avariada e como não tinha noção de como era a tecnologia do planeta, talvez nunca conseguisse arrumar. Na verdade esse planeta era totalmente desconhecido para mim, não estava ainda nos mapas estelares. Assim que camuflei, como pude, minha nave, saí para fazer uma verificação de território.

Havia muita vegetação, plantas enormes de caules finos e flores extravagantes. Nada parecia comestível e eu estava quase morto de fome, líquidos cristalinos escorriam por enormes pedras incrustadas no solo avermelhado e quente. Experimentei, era potável, matava a sede e aliviava o cansaço. Ainda não havia deparado com um nativo sequer, nem animal, nem vida inteligente. Estava preocupado, talvez tivesse que ficar ali para sempre.

***

Assim que amanheceu, Zita pegou seus instrumentos de caça e saiu para o horto. A caça estava cada dia mais escassa, mas ela precisava se alimentar, mesmo sem vontade nenhuma. Disseram que ela superaria, que era possível sobreviver sem sua metade, sabia disso, o que ela não conseguia superar era o fato de Ury ter sido assassinado por suas crenças, isso não conseguiria superar nunca! Precisava caminhar até a exaustão para aliviar a raiva e conseguir um pouco de paz, e foi o que obteve, até o momento em que ouviu o barulho no céu, como o zumbido de dezenas de enxames de marimbondos selvagens. Assim que a visão se adaptou à luz fosforescente, pode divisar um objeto voador segundos antes que se chocasse ao solo, alguns metros longe de onde estava. Por pouco não era esmagada pelo troço.

Ficou observando escondida, por longos minutos até que o ser saísse do objeto voador. Não se surpreendeu muito, era uma espécie muito semelhante à sua. Havia sim algumas diferenças visíveis, mas não muitas. Ficou desapontada, ouvira histórias horríveis sobre seres de outros planetas com aparência medonha e hábitos alimentares aterrorizantes. O espécime à sua frente, que escondia muito habilmente sua nave, parecia inteligente e dócil. Claro que não dócil o bastante para fazê-la se apresentar a ele.

Seguiu-o de longe e quase o impediu de tomar das águas soporíferas, mas pensou que poderia se aproximar e investigar melhor quando surtisse seu efeito. Ele andou mais alguns passos, tropeçou e já caiu adormecido, Zita ainda esperou algumas unidades de tempo para sair de seu esconderijo e amarrá-lo, precisava levá-lo para um lugar seguro, logo os agentes da regência chegariam e vasculhariam a área. O peso do alienígena dificultou a retirada de ambos, mas Zita estava acostumada ao trabalho árduo. Enfim chegaram à uma caverna quase totalmente coberta pela vegetação, Zita encontrara em uma de suas expedições e se apropriara dela. Estava muito curiosa, era proibida a interação com seres interplanetários e, de qualquer forma, a aparição de um era tão rara que todos pensavam que fosse invenção da regência para assustá-los.

Então Ury estava certo, os seres de outros planetas estavam mesmo fazendo viagens e explorando o universo. Por que só eles eram proibidos de tentar se comunicar com os de fora? Por que não podiam construir naves? Por que ele teve que morrer tentando provar para a regência que estava certo? Agora ela poderia provar! Demoraria, pelo menos meio dia para que o alienígena despertasse, então ela aproveitou para procurar algum animal desavisado que seria a próxima refeição de ambos, se tudo desse certo.

Voltou com alguns roedores, o viajante espacial ainda não havia acordado, então limpou os animais e colocou-os sobre a fogueira, o cheiro da comida ajudaria a despertá-lo. Olhando assim de perto, o ser adormecido era agradável de se ver, assim como ela, possuía um tronco com membros inferiores e superiores; uma cabeça coberta com cabelos pretos e anelados, olhos, nariz, boca, orelhas, tudo no mesmo lugar, mas com formatos e cores diferenciadas. Sua pele era da cor dos campos recém arados para o plantio. Muito monocromático, foi o que pensou.

***

Sonhei com o espaço, pela primeira vez, desde que empreendi essa jornada só havia sonhado com a Terra. Estrelas me atraíam, buracos negros me sugavam e eu indefeso, separado da minha nave, sem meu traje espacial, só a pele me separando da invasão do universo. Abri os olhos, assustado, estava tonto, a visão desfocada.Tentei me mexer, levei alguns segundos para descobrir que estava firmemente amarrado. Quase completamente alerta, percebi que um nativo me encarava. Tudo o que eu mais temia aconteceu, então. Estava nas mãos deles. Mas, quem eram eles? O nativo emitiu um som ininteligível. Mesmo com os pulsos amarrados, consegui ativar a interface de meu comunicador, que instantaneamente analisou, decifrou e converteu a linguagem do nativo em ondas sonoras que eram captadas pelos implantes em meu cérebro.

— Você vem em paz? Perguntou ele novamente.

Agora que podia ver o ser claramente, fiquei admirado com sua aparência. Sua cabeça era coberta por pedras preciosas, não sei se eles já nasciam assim os se de alguma forma implantavam. Eram ovaladas e estavam hora roxas, hora azul escuro. Parecia variar a cor por uma razão específica.

— Sim – respondi vacilante – Me perdi no espaço e por problemas em minha nave acabei caindo aqui. Que planeta é esse?

O nativo pareceu aliviado, as pedras em sua cabeça passaram para um azul claro constante.

— P34. De onde você vem?

— Da Terra. – Não tinha certeza, mas parecia que o ser era inofensivo, então arrisquei perguntar – Não pretendo fazer mal algum a você. Por favor, você pode me desamarrar?

Ele meditou longamente antes de desamarrar minhas mãos. Esfreguei meus pulsos doloridos enquanto observava-o estender um pedaço de carne assada na fogueira.

— Tem fome?

Eu estava faminto.

— Um pouco, obrigado.

Peguei a carne e comi com cuidado, não sabendo exatamente o que estava comendo. Tinha um gosto bom, parecido com os coelhos da Terra.

— Você tem um nome, visitante do espaço?

— Tenho, é Thiago e você?

— Me chamo Zita.

Comemos em um silêncio incomodante, cada um refém de seus pensamentos, medos, desconfianças e terrores, ambos tentando esconder esse amontoado de sensações e se fazendo de fortes e durões. Bem, pelo menos era o que eu estava fazendo. Tomei coragem e perguntei:

— Tem alguma possibilidade de você me ajudar a arrumar minha nave para que eu possa voltar para casa?

Controlei o medo que sentia e olhei profundamente nos olhos de felino com enormes irís em um fantástico tom de lilás. Eles nem piscavam. Desviei o olhar antes que Zita pudesse ler meus pensamentos, se é que sua espécie podia fazer isso.

— Não vejo como isso possa ser possível, já que somos proibidos de construir naves para explorar o espaço. – Disse calmamente, enquanto mastigava com raiva o pedaço de carne com seus dentes pontiagudos.

— Por que são proibidos? Não existe tecnologia suficiente aqui?

— Existe sim, mas a regência diz que as viagens espaciais são perigosas demais, que ninguém consegue sobreviver longe de seu planeta natal. Dizem que é para nossa própria segurança, mas matam todos aqueles que ousam pensar diferente e tentar alguma exploração.

— Eu poderia dizer a eles que as viagens são seguras… – Não, eu não poderia, mas queria ver se Zita concordava comigo, se ele (ou ela, sei lá) me jogaria aos leões.

Li verdadeira indecisão em seu olhar, depois de quase um minuto veio a resposta:

— Fique à vontade… se quiser ser morto.

***

Zita não tinha certeza do que fazer com Thiago, sua primeira intenção havia sido proporcionar uma comoção geral na população mostrando o alienígena, depois entregá-lo para a regência, provando que seu parceiro estava certo, mas sua determinação esmorecia a cada minuto que passava com ele. O alienígena era inteligente, sensível e não havia feito nenhuma tentativa de molestá-la de forma alguma. Não via-o como um animal, mas como alguém como ela. Deixá-lo para ser analisado, dissecado, torturado e morto pela regência estava além de sua capacidade de se perdoar por isso depois. Mas o que fazer com ele? Como ajudá-lo?

Thiago sabia que estava nas mãos do nativo, precisava ser inteligente e conseguir a simpatia e a confiança dele se quisesse ajuda para sair daquele planeta hostil. Deu graças ao universo por ter sido capturado por um deles que não era doutrinado pelos governantes, ao contrário, parecia ter horror a eles. Com certeza isso era uma vantagem.

Ainda sem a certeza do que deveria fazer, Zita decidiu dar ouvidos a sua intuição e ajudar Thiago a voltar para casa, desamarrou seus pés e guiou-o para fora da caverna. Era quase noite no planeta P34 e do firmamento pequenas gotas de diamante precipitaram sobre eles, o restinho de luz solar passando entre os diamantes proporcionou um espetáculo nunca visto por Thiago. Maravilhado, ajuntou o que pode e guardou nos bolsos.

— O que está fazendo? – Perguntou Zita.

— Guardando, isso é raro na Terra e vale uma fortuna.

— Pois aqui não vale nada. Despenca do céu. Rara está a comida, se continuar assim, todos morreremos… Vamos embora, está escurecendo. Se alguém te encontrar você estará morto.

Enquanto Zita o guiava até sua casa, tentava responder todas as perguntas que ele fazia sobre o planeta e seus habitantes. O que mais intrigou Tiago foi a descoberta que naquele planeta o sexo do indivíduo era reconhecido, além do meio óbvio, pelas pedras em suas cabeças. Ovaladas para as fêmeas e retangulares para os machos. Eles já nasciam assim. Zita era fêmea.

— No seu planeta como sabem à primeira vista se são machos ou fêmeas? – Perguntou ela curiosa.

— As fêmeas possuem seios. – Respondeu tentando se esquivar da pergunta.

— E o que é isso? – Ela não iria parar até saber.

— Bem, é uma protuberância na parte da frente do tronco, uma não, duas… – Thiago não imaginou que ficaria tão embaraçado para responder uma pergunta tão simples.

— Parece interessante. – Disse ela divertida com o constrangimento dele.

— São sim… muito. – Ele ficava cada vez mais envergonhado.

— Então você é macho.

— Sou.

— E já encontrou a sua fêmea?

Zita então contou que em sua raça já nasciam predestinados a uma pessoa que era sua metade fisiológica. Só se reproduziam ligados a essa pessoa e eram atraídos a ela por magnetismos moleculares.

— Nossa, não… minha raça não tem nada parecido com isso…

— Então como vocês reproduzem?

— Bem, quando um macho e uma fêmea se amam eles se casam e têm filhos. Não necessariamente nessa ordem…

— E como sabem a quem amar?

— Não sabemos. É complicado. Na verdade poucos encontram alguém com quem dividir a vida toda, a maioria só procura mesmo.

— Parece triste…

— E é mesmo…

A casa de Zita era quase dentro do horto, um pouco afastada da aglomeração da comunidade, mas não longe o suficiente para que Thiago não pudesse ouvir e ver o burburinho dos habitantes, parecia um formigueiro, muito organizado e eficiente. Eles não podiam perder muito tempo, logo os agentes da regência estariam batendo na porta de Zita, já que sabiam muito bem que ela também era simpatizante dos alienígenas. Ela devia pensar rápido se quisesse tirá-lo de lá. A essa hora a nave dele já devia estar confiscada. Só restava uma saída para Thiago e ela sabia muito bem, mas não queria usar esse recurso, era a última coisa que a ligava ao seu companheiro de vida.

***

Ainda não havia processado todas as informações que consegui sobre o planeta e seus habitantes, um lugar incrível na verdade, riquíssimo em pedras preciosas e pobre de alimentos, a vida animal por alguma razão, desconhecida para eles, estava desaparecendo e a vegetação em sua quase totalidade não era comestível. A situação era crítica. Eles obviamente poderiam entrar no mercado negros intergalático e trocar seus diamantes por comida, mas preferiam morrer de fome à explorar o espaço.

Observei Zita correr para lá e para cá arrumando provisões, juntou tudo que poderíamos precisar e praticamente me arrastou até um galpão no subsolo de sua casa. Parecia uma mistura de laboratório com oficina. Não acreditei quando vi, coberta por alguns tecidos, uma nave novinha. Zita me explicou que antes de ser morto, seu parceiro conseguiu finalizar a nave e estava prestes a tentar uma decolagem. A regência (sejá lá o que for isso) desconhecia que ele havia chegado tão longe em seu intento. No entanto, ela não sabia como pilotar, nem se funcionaria. Eu não conhecia a tecnologia deles, mas com certeza iria tentar sair de lá. Ouvimos sirenes soando ao longe, colocando nossos sentidos em alerta.

— Eles estão chegando, você não tem muito tempo, precisa colocar isso pra funcionar agora! – Gritou Zita, as pedras de sua cabeça ficaram em um tom vermelho sangue.

Assenti e pulei para dentro do veículo estelar, o painel de controle era muito diverso dos que eu já tinha visto, mas minha central de informações logo se adaptou aos mostradores e já tinha uma ideia de como pilotar.

— Vou despistá-los. Boa viagem! – Disse antes de puxar uma alavanca que abriu o teto e pude ver que ainda chovia diamantes.

— Você não vem comigo? – Perguntei estendendo a mão para ela.

Não sei porque fiz isso. Queria mesmo levá-la comigo? Por que? Zita parecia tão indefesa e triste. Eu queria protegê-la. Sabia que provavelmente ela estava arriscando sua vida para me salvar. As pupilas de seus olhos de gata se transformaram em um risco vertical boiando no lago lilás de sua íris. As pedras de sua cabeça passaram de vermelho sangue para um tom de rosa encarnado.

— Eu não posso… meu lugar é aqui. Vou tentar atrasá-los o quanto puder. Vá e encontre uma fêmea para viver e morrer por ela.

— Venha e procure uma solução para os problemas do seu planeta, eu prometo te trazer de volta. Se você ficar, será morta! – Eu estava genuinamente preocupado com ela.

— Eu sei… Vou ter o mesmo fim que Ury e isso para mim é uma honra. Morrerei para que o sonho dele se realize. Me prometa que voltará com um meio de evitar que meu povo morra de fome. – Implorou ela.

Como eu faria isso? Era praticamente impossível.

— Eu prometo. Tente ficar viva. Vou te procurar quando voltar…

— Não perca seu tempo…- Apesar da dureza das palavras, a entonação deixava clara sua tristeza e resignação. – Vá, eles estão quase aqui!

Mal acabou de dizer essas palavras e eu já podia ouvir o barulho de movimentação do lado de fora. Ainda pude ver Zita correndo em direção à porta. Ela não olhou para trás.

***

Aquele foi um dia memorável no planeta P34, foi o dia em que, pela primeira vez, um objeto voador construído por um de seus habitantes, com a tecnologia local, fez uma viagem ao espaço, lançando sementes de esperança e possibilidades nas mentes dos jovens.

Anúncios

Sobre Fabio Baptista

46 comentários em “P34 (Priscila Pereira)

  1. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: inicialmente, seu conto me lembrou de um filme antigo, acho que era “Inimigo Meu” – só que aqui eles estão se conhecendo. Os diálogos, ainda que simples, conduzem a história e introduzem as informações necessárias ao leitor para compreender o universo da história.

    LEITURAS ADICIONAIS: se não melhorou o conceito da leitura original, também não prejudicou a nota anteriormente dada.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  2. Fil Felix
    12 de outubro de 2018

    Boa noite! Gostei do tom político que há no conto, que foi bem acertado (e sem usar a URSAL…). O alienígena, nesse caso, é um humano. Ele vai num planeta que prefere morrer de fome que fazer contato e transições com outros planetas e civilizações. Não há grandes explicações, mas a gente consegue entrar na magia. E essa generalização funciona pra gente utilizar o conto em diversas situações reais aqui na Terra, de como a ditadura e ignorância podem nos afetar. Também gostei da Zita ter escolhido ficar, não cai no clichê do juntos e felizes pra sempre. Só achei as situações muito convenientes, como ela ter encontrado ele, ela ter uma nave, ele já aprende a dirigir… Sem grandes conflitos. Mas gostei.

  3. angst447
    12 de outubro de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    O conto está bem escrito, com boas descrições dos personagens e ambientação. A chuva de diamantes ficou bem poética.
    Encontrei uma similaridade entre o clima político/social do planeta e a nossa realidade terráquea: a xenofobia crescente.
    O final do conto traz um aspecto romântico: o sacrifício da heroína pelo seu planeta e pela memória do seu par. Espero que Thiago tenha conseguido realizar algo para fazer o sacrifício da Zita valer a pena.
    O ritmo da narrativa é bom, agilizado pela presença dos diálogos.
    Boa sorte!

  4. Bruna Francielle
    11 de outubro de 2018

    O ponto forte deste conto é a criatividade, sem dúvidas.
    Desde as gotas de diamante que chovem, até a diferenciação biológica através de pedras nas cabeças dos seres felinos. Não sei dizer se ficou tão, mas tão criativo que ultrapassou alguma barreira invisível chegando a ficar um pouco bizarro no fim da contas.
    Outra coisa inovadora foi esse sentimento entre os seres intergaláticos, de que não era bom nem indicado ficar viajando entre planetas diferentes, pois as coisas poderiam acabar mal. Isso deu uma certa verossimilhança a história.
    Os diálogos me soaram um pouco frios, mas no fim, conseguiu acrescentar emoção com o sacrifício de Zita por Thiago.
    Parabéns

  5. Amanda Gomez
    9 de outubro de 2018

    Olá, Megamente.

    Seu conto foi muito bem conduzido do começo ao fim. Gostei bastante da narrativa, dos personagens… Intercalar os tempos acabou sendo sim uma ótima estratégia.

    Achei muito bonita a descrição da alien, o fato de demonstrar as emoções, a cultura do planeta P34 também, a questão de como eles encontram-se seus pares, a biologia envolvida. Você foi bastante criativo em diversos pontos.

    Fiquei pensando em qual teria sido a melhor escolha dela, ficar ali demonstra mais uma desesperança em algo maior…a vontade de render-se mas não fazer Isso em vão. Talvez seja isso que ela estava esperando, uma chance de mostrar seu valor.

    Gostaria que ela tivesse ido, desbravado o mundo e voltasse em busca dos seus… Mas aí talvez… Ela se perderia também.

    Gostei do final, a semente foi plantada.

    Parabéns!

  6. Miquéias Dell'Orti
    8 de outubro de 2018

    Olá!

    Um ótimo conto!

    No começo me lembrou Avatar, com a alien selvagem que faz parte de uma sociedade tribal superdesenvolvida. Mas depois, quando somos apresentados a sua forma, digamos, singular demais, essa impressão ficou pra trás kkk.

    Há uma complexidade no sistema de convivência social e na natureza dos seres de P34. Isso fica evidente na narrativa e me deixou com uma vontade de saber mais sobre esse povo e sua história. Ponto para você!

    Gostei da estética que deu ao texto. Intercalar o relato em primeira pessoa com a história de Zita cotada por um narrador onipresente deixou-o num formato bastante interessante.

    Também curti o final. Apesar de esperar algo nesse sentido, ele foi bem construído e bem preparado por você ao longo da narrativa.

    Parabéns!

  7. Dônovan Ferreira Rodrigues
    6 de outubro de 2018

    Muito bom cara. Gostei da parte em que, mesmo não estando arraigado no contexto da história, ela fala de como a reprodução funciona para eles. O texto ficou muito legal, direto, duro, prático, como os dois personagens, uma caçadora e um viajante. Muito legal mesmo.

    Algumas anotações:

    “Experimentei, era potável” Aqui eu fiquei meio… assim.. Tipo vc cai em um planeta novo e bebe uma parada que escorre do chão por que “era potável”? Parece não condizer.

    “ali para sempre”. Aqui parece um pouco forçado ele usar o “para sempre”. Ele está em um lugar deserto e com fome. Não me parece uma situação onde alguém usaria termos que remetam à eternidade. Mas esse é só MEU ponto de vista. Posso estar enganado. ^^

    “sem meu traje espacial, só a pele me separando da invasão do universo” Muito bonito mano. E condizente com o nível de instrução e poesia que o personagem poderia ter. Legal demais.

    “O nativo emitiu um som ininteligível. Mesmo com os pulsos amarrados, consegui ativar a interface de meu comunicador, que instantaneamente analisou, decifrou e converteu a linguagem do nativo em ondas sonoras que eram captadas pelos implantes em meu cérebro”. Talvez essa parte tenha ficado um pouquinho didática demais. Tipo, é massa pq explica a coisa de um modo bem legal, mas parece que foi escrita para ser lida por um leitor e isso as vezes quebra a suspensão de descrença de alguns. Talvez ficasse mais imersivo, se for essa for a intenção… hm… sei lá… “a ponta dos dedos conseguiu pressionar o comunicador. Senti o vibrar das engrenagens digitais na mente, e no instante seguinte os sons ganharam sentido”. Entende? Ele não está explicando o que está acontecendo para alguém, estamos acompanhando a situação de dentro de sua cabeça, sem precisar lembrar que estamos lendo um texto. Estamos viajando com ele no fluxo de suas ideias. Mas essa apenas a minha opinião e posso estar enganado. Se curtir e achar que acrescenta, massa. Se não tudo bem tb. ^^

    “No entanto, ela não sabia como pilotar, nem se funcionaria. Eu não conhecia a tecnologia deles, mas com certeza iria tentar sair de lá. Ouvimos sirenes soando ao longe, colocando nossos sentidos em alerta”. Aqui eu fiquei meio assim de ele não ter se questionado mais. Uma nave feita em um porão e um explorador espacial nem questionou que talvez ela servisse apenas para dar um salto além da atmosfera e voltar, provando assim que não se morre no espaço? Ele apenas disse que “tentaria sair” imaginando que aquela nave pudesse alcançar algum destino pós vácuo? Imaginei que talvez Zita já tivesse visto o parceiro ir além céu com aquela nave e voltar com novidades de como era o céu acima do céu. Mas no final do texto fala que foi a primeira viagem. Bom… talvez a nave tenha explodido e não sabemos, não é? Mas o fato de ele não questionar me deixou com uma pulga atrás da orelha.

    Enfim… é isso.
    Gostei bastante, muito legal mesmo. Não sei pq, me Lembrou Asimov. Acho que a escrita dura, angular, reta, direta, mas ainda assim com pitadas de poesia.
    Parabéns de verdade.

  8. Fabio D'Oliveira
    5 de outubro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Escrita simples, precisa e experiente. O autor sabe conduzir a história com maestria, sem abusar de qualquer técnica, mantendo toda a narrativa no mesmo nível. Foi uma leitura gostosa, de fato. Sem erros, sem tropeços. Parabéns!

    – O que senti: Gostei dos personagens, mesmo não sentindo muito por eles. Acho que o maior defeito desse conto está na magnitude da história. Parece apenas uma parte do prólogo de um bom livro de FC. Há muitas subtramas, muitos detalhes ocultos de como o universo e seus mundos funcionam. Como a história não fecha redonda, acaba ficando esse sentimento.

    – O que entendi: Um terráqueo que é um viajante intergaláctico acaba caindo num planeta desconhecido. Zita é uma das nativas desse planeta, que sofreu uma grande perda recentemente, e se sente atraída pelo andarilho das estrelas: mais por causa do que ele poderia lhe ser útil do que por qualquer outra coisa. Uma certa amizade se forma, pequena, mas forte o suficiente para a empatia entrar em ação. E assim Zita abre o caminho para Thiago fugir do planeta. Acaba numa promessa, do tipo que parece indicar apenas o início, mas é apenas o final mesmo. A história é muito boa. A execução também. A escrita do autor se destaca. Mas o conteúdo do conto, seu início, meio e fim, acabou prejudicando o conteúdo geral. Parece uma história incompleta. Muitos autores adoram finais abertos, eu sou um deles, mas tem que saber executá-las. Se não, fica esse vazio.

  9. Jorge Santos
    3 de outubro de 2018

    Olá. Tive de reler o seu texto antes de fazer o meu comentário. A história é simples e levanta questões interessantes de xenofobia. Falta ritmo, há excesso de erros gramaticais (exemplo “hora” que devia ser “ora”). Nada disso impossibilita a leitura. A meu ver, é mais complicada a fragilidade da narrativa. A existência da nave é exemplo disso. Seria mais credível que a nave original tivesse sido reparada do que existir uma nave pronta a ser utilizada. Da mesma família forma, quando as personagens se apresentam, dizer que é da Terra, funcionaria se fosse de um bairro da mesma cidade. No contexto em que foi usado soou a falso e diminuiu a empatia com o texto.

  10. Emanuel Maurin
    3 de outubro de 2018

    Adorei sua narrativa, no meu ver a melhor que li até agora. Um começo cheio de ação, que manteve a mesma constância o conto todo e o principal, sem enrolar o leitor com palavras maçantes, muito bom. Talvez nossos hábitos alimentares sejam mais aterrorizantes que os de seres de outros planetas.

  11. Fabio Baptista
    26 de setembro de 2018

    Anotações durante a leitura:

    – Sabia muito bem o que faziam com seres de outros planetas, assim como eu.
    >>> Pela afirmação anterior (planeta hostil), já dava pra sacar que o(a) protagonista era de outro planeta, o que tornou esse ambíguo “assim como eu” desnecessário.

    – planeta
    >>> a palavra se repete muito durante o texto

    – só a pele me separando da invasão do universo
    >>> essa ficou legal

    — Você vem em paz? Perguntou ele novamente.
    >>> — Você vem em paz? – perguntou ele novamente.

    – nasciam assim os se de alguma forma
    >>> ou

    – estavam hora roxas, hora azul escuro
    >>> ora roxas, ora azuis

    — Sim – respondi vacilante – Me perdi no espaço
    >>> — Sim – respondi vacilante. – Me perdi no espaço

    – ela também era simpatizante dos alienígenas
    >>> esse conceito ficou meio estranho. Comentarei melhor no final.

    – mercado negros
    >>> negro

    ———————-

    Impressões finais:

    A parte técnica cumpre bem o papel de narrar os eventos com clareza (que é o mais importante) e, apesar de alguns deslizes na revisão e pontuação, não compromete na gramática. Em questão de estilo, frases bonitas e elaboradas, etc., não oferece muito. Em contrapartida, o(a) autor(a) usou com muita competência uma técnica avançada: a transição de narradores. A chance de tornar o conto confuso é grande, mas aqui ficou bem legal, sendo possível até antever e criar expectativa tipo “ah, agora deixa eu ver como foi o ponto de vista da Zita”. Muito bom.

    A trama tem um tom meio de fábula. Esse deve ser o terceiro conto com essa pegada e chego à conslusão que FC e fábula não combinam muito, talvez por um estilo (FC) induzir a uma abordagem mais realista e outro (fábula) acabar tendo que recorrer, mais cedo ou mais tarde, a simplificações que acabam comprometendo a verossimilhança. Por exemplo, a descrição de Zita me levou a entender que se tratava de uma sociedade tribal. Daí começamos a ver que eles possuíam naves e tecnologia de exploração espacial que não podiam ser usadas. São alguns detalhes que vão aparecendo de modo não muito natural e dão o tal do contraste FC x Fábula.

    O final ficou bacana, mas senti que poderia ter investido um pouco mais na ação, detalhando melhor a fuga, o risco de Zita e seu sacrifício para salvar o planeta.

    Uma leitura agradável, no geral.

    Abraço!

    • Megamente
      28 de setembro de 2018

      Obrigado, Fabio. Tanta revisão pra deixar passar essas coisas… aiai… um dia ainda mando um conto perfeito, na revisão, é claro…kkk Olha, eu nem sabia que a troca do ponto de vista narrativo era uma técnica avançada, é só uma coisa que gosto de ver e de fazer, acho revigorante, em um texto..kk Até mais!

  12. jggouvea
    25 de setembro de 2018

    Aqui temos uma obra escrita por alguém que tem um bom traquejo da ficção científica e que dedicou algum tempo a construir um mundo para a ação acontecer. É preciso valorizar isso.

    Existem certos problemas conceituais nesse universo, como, principalmente, os diamantes se acumularem. Por menos que chova diamante lá, considerando milhões de anos, o planeta já deveria estar coberto deles e a vida, extinta. Outro problema é a inconsistência tecnológica (que eu chamo de “problema da Atlântida”). Não é logicamente possível que uma civilização onde a tecnologia para se construir uma nave espacial superluminal está à disposição de qualquer um consiga controlar o acesso a esta, ainda mais em um cenário de escassez.

    Porém, como se trata de um conto curto e razoavelmente despretensioso, o que se deve valorizar é a capacidade imaginativa do autor, a sua habilidade para criar empatia com o leitor e os personagens. Sim, os personagens. Apesar de que só a Zita é realmente desenvolvida, mas o Thiago também é um personagem crível.

    Vou dar uma nota boa, mas não a maior.

    • Megamente
      28 de setembro de 2018

      Obrigado! Não almejaria a nota mais alta, sei que tenho muito que aprender ainda… fiquei feliz pelo “um bom traquejo da ficção científica e que dedicou algum tempo a construir um mundo para a ação acontecer”, um bom traquejo na FC foi muita bondade sua…kkk Até mais!

  13. Paula Giannini
    24 de setembro de 2018

    Olá autor(a),

    Tudo bem?

    Você apostou em um conto com narrativa em dois diferentes pontos de vista. Assim, temos a visão do viajante que chega ao planeta desconhecido e belo, e, a da nativa do planeta, vislumbrando o extraterrestre.

    É interessante notar que o extraterrestre é um humano. Sei que muitos contos se utilizaram dessa premissa, mas aqui, com dois pontos de vista, ao analisar, fica-se pensando quem é o extraterrestre, quem o nativo. Isso é algo interessante. Uma camada a mais, talvez não intencional, mas presente, dentro do texto.

    O ponto alto do conto reside na capacidade do(a) autor(a) em criar empatia no leitor. Mais que isso, a empatia se dá com ambos os personagens, assim como com o planeta e sua beleza e modo de vida peculiar.

    Parabéns por escrever.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

    • Megamente
      28 de setembro de 2018

      Obrigado pelo comentário, Paula. Como sempre, você enxerga aspectos no conto que nem eu sabia que existia. Sou seu fã. Um beijo. Até mais!

      • Paula Giannini
        29 de setembro de 2018

        Hahahhaha Megamente, tamb sou sua fã, tenho certeza.

  14. Marco Aurélio Saraiva
    24 de setembro de 2018

    É um conto bem escrito e com um enredo seguro, quase clichê, mas que prende o leitor. Fiz uma série de anotações que talvez ajudem a melhorar o roteiro caso você queira aprimorá-lo:

    1) Como pode Thiago ser um viajante intergalático e, quando cai em um planeta desconhecido, ir testando as plantas no olho (“Nada parecia comestível”)? E então, quando ele avista água, nem testa antes de beber? Mais para frente no conto o leitor descobre que ele tinha um aparelho capaz de traduzir qualquer linguagem. Será que este aparelho não poderia, também, analisar vegetais e água para ver se são comestíveis ou potáveis?

    2) Como Zita sabia que demoraria seis dias para Thiago acordar, sem nem conhecer o metabolismo dele?

    3) Não acha muita coincidência logo a Zita – A ÚNICA habitante do planeta dela que tinha algum motivo para escondê-lo do conselho – ter encontrado o Thiago?

    4) A nave que Ury criou funcionou de primeira? Isso é quase impossível, rs rs.

    De mais, a sua escrita é de fácil compreensão e você tem jeito para cativar o leitor. Acho que o único problema que notei foram nas vírgulas. Apenas um exemplo:

    A frase: “Sonhei com o espaço, pela primeira vez, desde que empreendi essa jornada só havia sonhado com a Terra. ”

    Ficaria melhor assim: “Sonhei com o espaço pela primeira vez. Desde que empreendi essa jornada só havia sonhado com a Terra.”

    Ah, e uma breve anotação: no trecho “Comemos em um silêncio incomodante…” o certo seria “…incômodo…”.

    Enfim: um bom conto, sem arriscar muito no enredo mas que prende o leitor e passa uma boa mensagem de esperança e paz. Bem escrito, sem falhas óbvias a não ser as vírgulas.

    • Megamente
      28 de setembro de 2018

      Olá Marco, então ,como eu já disse a um dos comentaristas, não manjo nada de FC então ficou muita ficção sem nada de científico, todos os pontos que você descreveu sairiam muito melhor se meu conhecimento de FC fosse um pouquinho maior. De qualquer forma valeu pelo comentário tão detalhado. Até mais!

  15. Fheluany Nogueira
    22 de setembro de 2018

    Inspirou-se na animação para criar a dúvida sobre quem é herói e quem é vilão? Pensei nisso por causa do desenvolvimento do conto, a desconfiança e o medo inicial dos dois protagonistas. O pseudônimo também poderia ser “meigamente”, pois sua narrativa emociona, é cativante, leve e terna, com clima de tristeza e poesia bem construído. Torci muito para um final feliz.

    A descrição dos nativos e do planeta é curiosa e rica. Acho que é melhor que os terráqueos nunca cheguem até lá, porque saqueariam tudo e matariam os viventes para comercializar suas cabeças.

    Há algumas pontas soltas, deslizes gramaticais, mudanças de foco narrativo e repetições de palavras e informações a serem evitadas. No conjunto é um bom trabalho.

    Parabéns pela participação. Abraço.😊👍

    • Megamente
      28 de setembro de 2018

      Oi Fátima, muito obrigado pelo comentário. O pseudônimo é só uma homenagem ao meu alienígena preferido…kkkk não pensei na animação para escrever o conto.
      Concordo com você, devemos preservar P34 da ameaça humana. Até mais!!

  16. Victor O. de Faria
    20 de setembro de 2018

    E: Um texto de um autor iniciante, mas que contém muito sentimento e imaginação nas entrelinhas. É uma história simples e meiga, com teor esperançoso, diferente de muitos contos vistos por aqui. Tem quase uma pegada infantil. Cativa pela simplicidade. Algumas partes estão um pouco apressadas, e isso poderia ser revisto numa revisão futura. Tem boa habilidade em transmitir melancolia.
    T: Precisa de uma boa lapidação nas construções e revisão gramatical, mas o autor está no caminho certo.

    • Megamente
      21 de setembro de 2018

      Então, Victor… não sei se ainda sou iniciante… acho que amadureço devagar demais… kkk só isso. Que bom que estou no caminho certo né, pelo menos isso…kkk até mais!

  17. Rafael Penha
    19 de setembro de 2018

    Olá,

    Gostei muito do conto. Sensível e interessante.

    PONTOS POSITIVOS: a descrição física da raça alienígenas é bem original e interessante, com as pedras preciosas exibindo emoções. A relação desenvolvida pelos protagonistas é incrível. Fluída e profunda. No final, o leitor se encontra torcendo pelos dois.
    Narrativa simples e direta, forma que aprecio bastante. O epílogo ficou meio deslocado, apesar de poético.

    PONTOS NEGATIVOS a alternância de narrativa, indo de 1 a 3 pessoa, me incomodou bastante. Quando se há um narrador, geralmente não ha as impressões em primeira pessoa outro personagem. Seria melhor colocar as impressões de p34 em primeira pessoa também. Achei a gênese do mundo um pouco contraditória, eles tinham tecnologia para sair do planeta, mas ainda caçavam animais para comer. Parece um planeta primitivo, não aparentam tertecnologia para sair. Outra coisa que me incomodou, foram os recursos simplistas para resolver problemas de trama, como um tradutor universal e um dispositivo que faz o piloto automaticamente entender como pilotar uma nave desconhecida. Acho que poderia se usar outros mecanismos de rotieor para não preicasr cair nesses recursos.

    Gostei muito do conto e, apesar das ressalvas mencionadas, ele tem coração, que é o mais importante

    Abraço!

    • Megamente
      21 de setembro de 2018

      Oi Rafael, que bom que gostou apesar dos problemas que apontou e você está certíssimo… FC não é a minha praia então o conto ficou com muita ficção e nenhuma ciência…kkk fazer o quê né…

  18. Evandro Furtado
    15 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – O último parágrafo é desnecessário, e impediu um final perfeito;

    Pontos Positivos

    – Essa ideia de humano visita planeta está saturada, mas o autor conseguiu trabalhar com ela de forma a criar um conto muito interessante, com uma sensibilidade única que toca o leitor;
    – A história é muito bem construída e os personagens muito empáticos. O leitor torce para que tudo dê certo para ambos e o autor é muito inteligente em não entregar um final feliz cliché;
    – As alternâncias primeira pessoa/terceira pessoa são muito bem realizadas e ajudam na construção dos personagens.

    Balanço Final: Outstanding

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Cara, seu comentário valeu todo o desafio pra mim, muito obrigado!
      Lendo agora, ficaria bem melhor sem aquele ultimo paragrafo mesmo… vacilo!

  19. Antonio Stegues Batista
    12 de setembro de 2018

    Gostei da história, muito bem escrita, a narração diferenciada. Mas o motivo dos regentes proibirem o avanço tecnológico e por consequência, viagem espacial, ficou meio estranho, tanto quanto o motivo da falta de alimento que permaneceu obscuro. Preferiam morrer de fome a abandonar o planeta em busca de outro lugar para viver. Gostei dos personagens e torci por eles, ficaram marcantes, como uma imagem forte, cada um com sua personalidade e aspecto físico. Aquelas pedras preciosas caindo do céu, também ficou bem estranho. Deve doer pra caramba andar debaixo de uma chuva de pedras! Boa sorte.

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Oi Antônio, obrigado pelo comentário. A regência não proibia o avanço tecnológico, só o uso dele para viagens e ou explorações espaciais e não queriam essas explorações por medo do planeta ser alvo de alienígenas cobiçosos de suas pedras preciosas. Bem, os diamantes eram como gotas de água, pequeninos, mas acho que mesmo assim deveria doer… menos para os nativos que tinham a cabeça protegida pelas pedras que mudavam de cor…

  20. iolandinhapinheiro
    11 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Gostei muito do seu conto, ele me fez imaginar o lugar lindo que era o planeta da Zita. Suas descrições foram muito felizes em produzir este efeito. E a trama foi me prendendo, me cativando até que de repente… vráaaaa! O conto terminou!

    Como assim, coleguinha? Isso não se faz, tá? Fiquei aqui na pior sem saber o que iria acontecer com Zita e se Thiago iria voltar com a solução para os problemas do estranho planeta onde chovia diamantes. Véi, isso não se faz!

    Ainda assim eu adorei! Só queria que tivesse uma continuação, a sua história tem potencial para muito mais enredo.

    Obrigada pela gostosa leitura e sorte no desafio

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Oi Iolandinha, então né, num desafio com limite não dá pra contar tudo que a gente quer … fica muito pra sua imaginação. Espero que nela a Zita escape da morte, Thiago consiga voltar com ajuda e que os dois de alguma forma sejam felizes… Obrigado por ter gostado mesmo sem todas as respostas.

      • iolandinhapinheiro
        18 de setembro de 2018

        Gostei demais da conta, autor! Eu me senti uma criança num lugar colorida, brilhante e mágico

  21. Ricardo Gnecco Falco
    8 de setembro de 2018

    Olá, Megamente! Tudo bem? Acabei de ler o seu conto e gostei bastante da história! Está muito bem escrito e rolou uma empatia pelas personagens. Fiquei até triste por Zita não ter aceitado o convite de Thiago e partido com ele rumo ao infinito, onde todas as possibilidades são latentes. Foi uma leitura bem gostosa e agradeço a você por ter compartilhado a sua história com a gente! Boa sorte no Desafio! Saudações terráqueas,
    Paz e Bem!

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Olá, Ricardo, tudo bem e você? Que bom que gostou dos meus personagens, também fiquei triste pela Zita, mas ele teve vontade própria e nem ligou para a minha… Boa sorte pra você também! Saudações alienígenas!

  22. Evelyn Postali
    8 de setembro de 2018

    Eu entendo Zita perfeitamente, mas torci muito para que ela fosse com ele para longe daquele planeta. Como se fosse um conto de fadas. Fiquei torcendo mesmo, mas o final me pareceu adequado para o conto.
    Eu gostei também de como você os envolveu, de como eles construíram seu relacionamento, de como ele explicou para ela coisas de onde ele veio. Apesar de ser clichê, não vi como algo negativo dentro da trama.
    A leitura foi agradável, sem erros que travasse.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Oi Evelyn, também torci pelos dois, queria muito que a Zita fosse, mas ela não quis mesmo… preferiu ficar pra morrer como o Ury, amor alienígena deve ser mais forte que o nosso…Obrigado pelo comentário.

  23. Pedro Paulo
    8 de setembro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    O enredo se centra em dois personagens, uma nativa e um viajante, ambos descobrindo um ao outro por enquanto que o plano de fundo do contexto político do planeta vai condicionando suas interações e o rumo da narrativa. Torna-se envolvente justamente pela relação entre os personagens, definida nos seus diálogos e na confiança que rapidamente desenvolvem. A premissa é comum e o desenrolar também não chega a ser verdadeiramente inovador, embora a temática alienígena esteja perfeitamente encaixada no conto. Boa sorte!

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Obrigado pelo comentário, Pedro Paulo. O conto ficou assim, medianos, mesmo… sem grandes inovações.

  24. Caio Freitas
    8 de setembro de 2018

    O conto é bem interessante. Consegue explorar bem a relação entre um humano e um alien que acabaram de se conhecer. Gostei de você não tê-los tornado um casal, pois ela explica que já tinha nascido destinada a outro, mas ainda assim conseguiu fazer da relação entre eles bem interessante. Parabéns e boa sorte.

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Obrigado Caio, eu queria fazer um romance sem romance, sabe como é? Parece que consegui, né? 🙂

  25. Wilson Barros
    4 de setembro de 2018

    Estilo muito bom, econômico, conciso, sem erros gramaticais. A história causa expectativa, como se deseja, e torna a leitura fluida. Os detalhes da relação entre os sexos são muito interessantes, como em “A Mão Esquerda da Escuridão”, de Ursula Le Guin. O final me lembrou o conto “Tendências” de Asimov. Eu teria feito diferente, claro. A moça seria trazida à terra e os dois seriam torturados para revelar a localização do planeta dos diamantes, que seria invadido, provando que a regência estava certa. Não sei se dava certo, já restava pouco espaço.
    Enfim, um conto muito envolvente, personagens bem elaborados, definidos claramente. O enredo é consistente e criativo. OS detalhes são interessantes. Muito bom, parabéns.

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Nossa Wilson… coitados dos meus personagens, não mereciam isso… kkk Olha cara, até que ficaria legal uma pegada meio dark né… mas enfim, meu estilo é mais água com açúcar mesmo… fazer o que. Obrigado pelos elogios.

  26. Sarah Nascimento
    1 de setembro de 2018

    Olá! Olha, gostei bastante da sua história! Fiquei com aquela vontade de ler mais, é muito interessante e diferente esse planeta e esses seres que você criou.
    Essa interação do Tiago e a Zita para mim foi a melhor parte, a troca de informações sobre cada cultura, foi muito bom citar a importância e ideais desse personagem que era o parceiro da Zita. Mostrar o quanto ele era importante e os motivos pelos quais foi morto.
    Eu achei que a Zita acabaria indo com ele na nave, foi uma pena ela não ter ido. Pena também que o conto não pudesse ser maior eu estava me divertindo muito com a leitura.
    Parabéns pela criatividade, você consegue fazer a gente se envolver com os personagens e torcer por eles.
    O único aspecto que me incomodou foi a mudança de ponto de vista. Acho que escolher um ponto de vista é melhor que mudar de um personagem para o outro, e depois colocar em terceira pessoa. Mesmo assim, como já disse, eu adorei ler a história e gostaria muito que pudesse ter continuação. Novamente parabéns!

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Oi Sarah, muito obrigado pelo comentário, me deixou realmente feliz. 😉

  27. Alessandro Diniz
    31 de agosto de 2018

    Seu conto é interessante. Tem um ritmo constante, sem altos e baixos. Vc consegue criar expectativa com o que vai acontecer, com facilidade. è bastante fantástico, chovem diamantes e a tecnologia humana consegue assimilar a língua e tecnologia alienígena num passe de mágica. Tem um certo romantismo e é um pouco ingênuo o estilo que vc deu à escrita. Seu português é bom. Só pecou na pontuação, em alguns trechos. Seu estilo é simples e limpo. O parágrafo final ficou um pouco matado. Vc poderia ter feito melhor. Boa sorte!

    • Megamente
      18 de setembro de 2018

      Obrigado cara, pelo comentário bastante técnico. Você é novo por aqui, não é? Boa sorte!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado em 31 de agosto de 2018 por em Alienígenas.