EntreContos

Detox Literário.

A Casa Transformada (Karina)

AVISO DA MODERAÇÃO: A pedido do autor, esse conto não está mais participando do certame. Assim, sua leitura não é mais obrigatória.

Tudo começa com um sentimento de insatisfação. Nada me parece bem. O país está em decadência, transeuntes desnutridos passeiam suas misérias pelos bairros nobres da capital. A maior cidade do país perde seu encanto de cidade evoluída, cheia de charme seguidora dos momentos importantes do mundo. Enchentes e banhos de lama encobrem cidades e expulsam moradores desnorteados, à cata de um lugar seguro na terra. É hora de mudar de planeta. Faltam super-heróis. Super-Homem poderia nos levar para Kripta, ou algum anjo vingador para os céus. Sabemos que anjos e demônios já voltaram à terra, os estúdios de cinema nos alertam para isso, mas o ser humano é distraído, não leva nada a sério, é tudo entertainment.

Recebo mensagens diárias pelas redes sociais, as grandes inventoras da felicidade virtual, são conselhos, parábolas de otimismo, evidencias de que navegamos para outros planetas cheios de felicidade borbulhante como bolhas de champanhe espumante nos coçando as narinas. As pesquisas científicas proliferam. Naves são enviadas ao sol, o espaço está carregado de satélites espaciais em busca de um novo mundo onde a felicidade se esconde.

Religiões afirmam que a cada novo nascer, os fatos anteriores de outras vidas são eliminados para não impedirem a felicidade nessa nova vida, nessa nova galáxia. E a minha curiosidade trabalha, quer respostas, quero saber a minha origem, quero descobrir a causa da minha indignação, quero ser feliz. Lembro-me ainda de quando estudava Filosofia e Mitos, que Platão, Confúcio, Buda e Goethe, falavam de valores eternos que na época passavam em branco pela minha nuvem de superficialidade. Mas quando se envelhece, apesar de não doer, volta-se para uma vida interior e então surge o grande enigma: se você não se encaixa onde está, ou não souber se centrar, chega o sofrimento do quem sou eu, para onde vou?

Então lembramos de histórias anteriores, civilizações que se formaram, religiões que se transformaram, seres que outras galáxias que nos visitaram, até livros escritos sobre plataformas de extras terrestres se espalham pelo planeta.

Eu estou no olho do furacão, sinto-me uma intrusa em meu mundo povodo de transeuntes que me olham com olhos grandes e redondos ou cabelos multicores, de passos enormes, e desconfio de que alguém quer o meu corpo para alguma experiencia qualquer. Já descarto flertes sedutores ou elogios falsificados certa que ao ceder me encontrarei despida de minha identidade.

Por isso resolvi mudar. Se ainda não posso me mudar do planeta, posso me embrenhar solitária no campo e como os sacerdotes indianos refletir sobre a minha existência.

A casa isolada no centro da clareira na pequena cidade rural chama a minha atenção. Luzes brilham ao seu redor. Lêmures correm pelos campos floridos.

Mais parece um iglu pela forma arredondada lembrando um rosto gordo. As duas escotilhas redondas e grande cobertas de um vidro furta-cor, sugerem olhos à espreita de um perigo iminente. A porta em forma de arco lembra uma mesquita muçulmana, e ao redor plantas multicores dão-lhe um ar espacial. Uma casa futurista construída dentro de um espaço secular. Ideal para quem como eu pretende se transformar em ermitão. O grande circulo acima da casa, lembrava a aurora boreal.

Ao lado apoiado num tronco com forma de elefante um senhor de longas barbas brancas olhos redondos como a lua, me lembrou as histórias de lemurais, e eu me senti um avatar. Sem proferir uma única palavra percebi a sua comunicação e ouvi dentro de meu cérebro a pergunta quem sou eu? Para que eu vim ao mundo? A presença daquele ser imóvel silencioso abriu-me a porta da casa-iglu e eu entrei. A sala redonda e aconchegante me mostrou uma realidade harmônica e eu me senti parte daquela casa.

Foi uma sensação instantânea, e assim que a porta se fechou, arco-íris apareceram no teto.

E foi mais instantamente que me senti abduzido. À casa capsula subiu e atravessou galáxias ante a minha visão, um sentimento de ternura, de acomodação me invadiu, e todas as cidades sagradas existentes na terra, desfilaram antes meus olhos admirados. Aos poucos a sensação de descoberta me surgiu, e percebi que havia sido escolhido pelo ser de barbas brancas. Então o arco-íris apareceu sobre montanhas e a casa capsula aterrissou. O sol batendo sobre as pedras transformou o universo numa nuvem dourada e eu percebi que no vale abaixo uma cidade resplandecia sob a luz. Lembrei-me de Gaia, de Uluru, Kryon, e todas as demais cidades sagradas que preparam a evolução humana.

Voltaria algum dia para a Terra?

Anúncios

Sobre Fabio Baptista

18 comentários em “A Casa Transformada (Karina)

  1. iolandinhapinheiro
    7 de setembro de 2018

    Olá, pessoa!

    Seu texto é curto e reflexivo, como o fluxo de pensamentos de uma pessoa fora de sua natureza, desadaptada. Li, reli, e não encontrei exatamente um enredo, aí ficou difícil de avaliar.

    Vi poucos erros e a escrita não é problemática, mas também não é atraente, não cria ligação entre o leitor e o protagonista, tanto a vida dele é algo linear em sua tristeza quanto o nosso interesse uma vez que nada de emocionante ocorre, ou quando ocorre algo drástico o autor descreve o evento sem despertar empatia de quem está lendo.

    A adequação ao tema eu achei bem leve e após terminar minhas leituras cheguei a conclusão de que o texto ou é propositadamente despretensioso, ou fui eu que não consegui ler o que vc nos contou em suas sutilezas.

    Abraços e sorte no desafio

  2. Nilza Amaral
    5 de setembro de 2018

    Achei todos os comentários magníficos. Realmente pensei num fluxo de consciência quando todos no pais pensam em deixa-lo. Para isso é que escrevemos, para mexer com a verve do leitor. Quanto à revisão também concordo. Foi escrito no ¨spur of the moment¨

  3. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    3 de setembro de 2018

    Outro detalhe: usar corretamente as referências. O planeta natal do Super-Homem é Krypton, não “Kripta” e, conforme o universo do personagem, ele foi destruído há milhares de anos. Levar-nos para lá não seria realmente boa ideia.

    • Nilza Amaral
      5 de setembro de 2018

      Isso é uma ficção,bem longe de ser executada. O concurso e de contos fictícios, não de depoimentos

  4. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    3 de setembro de 2018

    O problema com esse texto é que ele não é um conto. É um poema em prosa, e não é dos muito bons, porque recai demais em uma linguagem comum.

    Não há personagens, não há engajamento, apenas o prolongado lamento de um personagem que não diz a que veio e sequer tem nome.

    O envolvimento de aliens é genérico e não constroi nenhuma empatia.

    Como não há conflito latente, não sabemos o que há realmente sobre o texto.

  5. Fheluany Nogueira
    2 de setembro de 2018

    Um texto intimista, bem escrito com uma linguagem poética e descrições bem elaboradas. Pareceu-me um ensaio, uma avaliação crítica sobre a vida futura, sobre as eternas questões filosóficas. Faltou uma história, uma trama consistente; faltou ação. Mesmo assim gostei, foi uma leitura agradável, reflexiva, com citações clássicas e valiosas, que fazem bem recordar.

    A dica é para a revisão, ocorrem alguns deslizes, acredito que na digitação. E, em alguns trechos, ficou difícil entender se o protagonista era do gênero feminino ou masculino — ou talvez seja ambivalente, assexuado. Talvez tenha ocorrido a evolução espiritual tão desejada; afinal, anjos não têm sexo…

    Parabéns pela participação. Fez um bom trabalho. Abraço. 😊🌺

  6. Evandro Furtado
    1 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – O conto parece que se detém na ambientação, sem nunca avançar para uma trama mais concreta. Há uma tentativa disso, mas não se aprofunda;
    – Sob uma perspectiva de gênero, isso seria aceitável se essa descrição acabasse por provocar reflexões mais profundas. Não foi o caso;

    Pontos Positivos

    – A linguagem poética é utilizada com maestria;

    Balanço Final: Average

  7. Higor Benízio
    30 de agosto de 2018

    Talvez um conto escrito na hora errada. É evidente algumas tentativas frustadas construir um raciocínio sobre questões existências, o que é digno de quem tem um primeiro contato (raso) com grandes pensadores ( Platão, Confúcio, Buda e Goethe etc, sitados no texto) – o que não é nenhum problema, pelo contrário, é um primeiro estágio necessário. Um exemplo disto, é essa ideia de ermitão, uma grande invenção da filosofia fast-food. Enfim, caso o autor(a) esteja consciente disso, e queira justamente expor o ponto, tudo bem, mas acabou deixando o texto sem rumo. Se não, é o que eu disse anteriormente, talvez não fosse a hora de lidar com estas questões. Talvez seja a hora de amadurecer mais um pouco neste sentido.

  8. Antonio Stegues Batista
    29 de agosto de 2018

    O conto é a história de alguém insatisfeito com o significado da vida, da própria existência. Procura isolar-se do caos num lugar tranquilo e vai parar exatamente na astronave de um alienígena que a leva para uma viagem cósmica, ou talvez a um universo paralelo. É a resposta que ela procurava e não se deu conta, evolução espiritual. O texto tem uma mensagem que não ficou completa. Ocorreu alguns errinhos de digitação. Às vezes, na pressa de publicar, esquecemos que uma boa revisão é importante. No total é um bom conto. Boa sorte.

  9. Mariana
    28 de agosto de 2018

    O conto é intimista, um fluxo de consciência sobre a inadequação da personagem. Apenas no final sabemos que ela está fora da Terra. Frases bonitas, como quando ela fala sobre o medo de perder a sua identidade. No entanto, é um fragmento de algo maior. Senti falta de saber o seu nome e como ela é, como ela foi parar ali etc. Cabe desenvolvimento, a escrita é marcante e as reflexões são muito bem postas. Parabéns e boa sorte no desafio!

  10. Evelyn Postali
    27 de agosto de 2018

    Li num tapa, como dizia meu amigo, mas o tapa me fez pensar. Pensei sobre a nossa condição humana, sobre como nos estabelecemos, como nos relacionamos, como somos reflexivos quando nos é dado condição. E também senti uma nostalgia, talvez, não sei definir o sentimento no fim, porque todo o fim é sempre um recomeço, não é mesmo.
    Tem uns errinhos, aí, mas não muito fora do normal.
    De resto, gostei do conto, mesmo tendo a sensação de que é um relato.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  11. Caio Freitas
    26 de agosto de 2018

    Olá, Karina. É uma proposta interessante, mas talvez por não conhecer bem o personagem, não me senti tão atraído por suas reflexões. Parabéns e boa sorte.

  12. Rafael Penha
    25 de agosto de 2018

    Olá, Karina

    Um conto intimista e reflexivo.

    PONTOS POSITIVOS:
    A autora consegue ilustrar muito bem a confusão e as sensações do personagem. Conta com um domínio excelente do português, unindo a poesia à prosa de forma bem simples e eficaz.

    PONTOS NEGATIVOS
    A autora passa muito tempo falando sobre a vida confusa do personagem e a história não progride. Não percebi arco de desenvolvimento do personagem, nem da história. Parece que ela só queria uma saída do mundo e de repente achou. Tampouco vi bons elementos do tema Alienígena, podendo facilmente se passar por um conto de fantasia.

    Gostei da forma poética e de aprofundar o personagem, mas me faltou o desenvolvimento do mesmo e um enredo para a história.
    Grande abraço!

  13. Pedro Paulo
    22 de agosto de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados.

    Num conto conciso, apreendi que a autora escolheu passar pela temática alienígena por meio da alienação da personagem. Desde o começo, sente-se uma profunda desilusão, um deslocamento tão profundo que fica aberto a ser compreendido como parte do processo de envelhecer. Na frustração também foram escritas as esperanças dela, logo melhores definidas pelo isolamento, um autoexílio. Embora tudo isso tenha se feito perceber nos primeiros parágrafos, escritos para despertar a introspecção da personagem, acredito que o final não coube muito bem. A casa-cápsula levar a protagonista para o cosmos me parece ter sido uma tentativa de dar concretude ao aspecto “extraterrestre” da trama, enquanto eu já a percebia como uma alienígena a partir do que já havia sido colocado. Creio que, ao inverso, poderíamos acompanhar a personagem isolamento “adentro”, vendo os efeitos da solidão em sua perspectiva e então, talvez por meio da interação dela com outras pessoas, vendo o que a alienação teria lhe feito. Noto que uma revisão mais atenciosa poderia ter sido feita, pois percebi alguns erros. Esqueceu de acentuar “evidências”, comeu uma letra da palavra “povoado” no quinto parágrafo e, ligeiramente mais grave, referiu-se à personagem no masculino e no feminino, não definindo muito bem o seu gênero. Claro que nada disso afetou no enredo, os erros sendo comuns e o pequeno deslize não influindo em nada, já que não faria diferença a protagonista ser um homem ou uma mulher. Boa sorte!

  14. Bruna Francielle
    21 de agosto de 2018

    TEMA: Sim

    CRIATIVIDADE: Estranha.

    INTERESSE PELA HISTÓRIA Alto.

    ERROS APARENTES: “seres que outras galáxias que nos visitaram” (de outras); “mundo povodo” (povoado)

    PONTOS POSITIVOS: Do que consegui captar do texto, gostei da descrição da casa/nave em forma de iglu e do senhor de barba branca e óculos. Gostei também da construção de algumas frases e da aura “intimista”.

    PONTOS NEGATIVOS: Confesso que não sei bem o que li. O texto foi uma completa viagem, tanto que não sei se sequer pode ser considerado um “conto”, visto que, aparentemente, faltam características básicas para um conto (no sentido de eu não me lembrar de ler nenhum conto “clássico” – que todos consideram ser um conto – com esse formato). Parece mais um aglomerado de reflexões e questionamentos sem conexão entre eles. Faltou um “fio da meada” para conduzir a história, e talvez uma história para ser conduzida.
    FRASE DE DESTAQUE: “Recebo mensagens diárias pelas redes sociais, as grandes inventoras da felicidade virtual, são conselhos, parábolas de otimismo, evidencias de que navegamos para outros planetas cheios de felicidade borbulhante como bolhas de champanhe espumante nos coçando as narinas.”

  15. Wilson Barros
    21 de agosto de 2018

    Belo estilo, impecável, moderno, riqueza vocabular, começo impactante. As palavras se sobrepõem em uma dança que ilumina as ideias, em um ritmo encantador, como em “A Casa e o Ladrilho” de Mário Bennedetti: “Agora já somos uma tarde de outono… Mas peço desculpas, é sempre doloroso recordar o futuro”
    Senti algo de Asimov, dois ou três contos do mestre tem enredo similar, com essa dualidade terra-espaço. Aliás, o título de um de seus livros é o poético “Para onde Vamos?”. A religiosidade hindu foi muito bem apresentada no conto. Achei o mais marcante de tudo a referência À Lemúria, como vista na Doutrina Secreta de Helena Blavatsky e seus teosóficos. O Avatar de Vishnu também esteve perfeito.
    Como sugestão, uma revisão, já que os adjetivos estão misturados masculino/femininino: intrusa, solitária, ermitão, abduzido. Erros de digitação: evidencias, povodo, circulo, capsula. Alguns errros parecem causados pelo corretor do androide: seres que, extras terrestres. E o planeta do Super-Homem é Krypton, Kripta (com i) é a melhor revista de terror que o engenho humano já produziu. Um conto muito poético, e bem integrado à ficcção científica.

  16. Anderson Roberto do Rosario
    21 de agosto de 2018

    Olá, Karina.

    Seriam os deuses astronautas? Um conto intimista, reflexivo. Que nos faz pensar sobre questões filosóficas nunca respondidas, eternizadas nas mentes humanas. Lembrou H. P. Lovecraft em alguns momentos, apesar de não ter o terror, mas a atmosfera é lovecratiana. O que consideraria como negativo talvez seja a falta de ação e um desenrolar mais abrangente. Digamos, seu personagem comparado a Hamlet por exemplo. Ambos estão perdidos no seu espaço/tempo, deprimidos, desiludidos com o rumos que as coisas tomaram. Porém muitas coisas acontecem em volta do nosso herói Hamlet, conxavos, tramóias, contra ele, contra Laertes, Ofélia. A própria Gertrudes é uma peça facilmente manipulada por Cláudio. Enfim, entende o que digo? Faltou você nos abrir o leque do mundo do seu personagem e nos mostrar porque ele tem esses sentimentos. Mesmo assim curti muito o conto. O mistério no final, o homem de Barba branca quem seria? O arquiteto do universo? Deus? Ou seria o patriarca de uma raça ancestral que está aqui antes de nós e pode ter colonizado nosso planeta, até nos criado? Nisso me lembrou Lovecraft. Parabéns pelo conto e sorte no desafio!

  17. Sarah Nascimento
    20 de agosto de 2018

    Olá! Seu conto está muito bem escrito. Você descreve muito bem os lugares junto com o que o personagem sente. Além disso, tem várias referências como os nomes dos filósofos e pensadores.
    Apenas uma coisa me confundiu: o personagem era homem ou mulher? Em um trecho diz: “me sinto uma intrusa” e depois fala: “fui escolhido”. Era pra ficar incerto mesmo? Esse foi o único ponto negativo que pensei, amenos que a incerteza seja intencional nesse caso.
    Mais para o começo do conto podemos sentir a desconfiança que o personagem sente em relação aos outros. Pensando bem agora, eu estou em dúvida se ele era humano ou não.
    Eu gostei muito do final quando o personagem entra na casa e o que acontece a seguir. Também acho que a pergunta no final do conto ficou muito boa porque demonstra que ele ainda pensa no planeta Terra.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado em 20 de agosto de 2018 por em Contos Off-Desafio.