EntreContos

Detox Literário.

A Triste História de Marcos Santos (Edinaldo Garcia)

O Arrependimento

 

Relâmpagos clareavam por meros átimos o céu noturno. Raios rasgavam o horizonte enquanto milhões de pingos aquosos despencavam há horas em dilúvio. O vento sacudia os galhos das árvores frondosas da mata densa que cercava a charmosa chácara do Sr. Santos.

Ele mantinha-se postado em frente à janela, admirando o poder da natureza. Jamais em toda a vida havia feito isso. Seus olhos eram fisgados pelos clarões súbitos como flashes sobre os morros longínquos. Enxurrada corria pelo jardim da frente como um rio rasgando a terra e atropelando as flores delicadas tão bem cultivadas pelo caseiro. Frutos eram arrancados e arremessados das altas mangueiras, jaqueiras e dos abacateiros que outrora serviam como instrumentos de degustação aos familiares dos empregados e instigavam ao roubo as crianças das fazendas vizinhas.

Marcos Santos suspirou à medida que passava as mãos pelos cabelos lisos, precocemente grisalhos. Trinta e oito anos de uma vida de excessos.

Pela visão periférica, viu a garota se remexer por debaixo dos cobertores. Ela abriu preguiçosamente os olhos orientais e com voz suave questionou:

– O que está fazendo?

– Nada. Só apreciando a tempestade.

Ela sorriu tímida. A pupila ainda dilatada era agredida pela luz tênue do abajur.

Marcos voltou-se para ela:

Me diga, Helena, qual é o seu sobrenome mesmo?

Aquela pergunta soou para ela como uma punhalada insensível em seu coração apaixonado. Amava-o desde o colegial. Ignorada era, pois ele, embora pobre, corria atrás das amizades dos garotos mais abastados e se enamorava apenas pelas meninas mais populares. Certa vez, Marcos deu-lhe um beijo na boca no último dia de aula. Mas depois ela descobriu que não passou de uma aposta perdida para os companheiros igualmente inescrupulosos.

– Itami – ela respondeu com o desapontamento fugindo de seus lábios em meios aos fonemas.

Ele fechou os olhos por instantes, suspirou e depois a fitou com olhos de afeto. O carinho de seu olhar a fez estremecer. O corpo se aqueceu de alegria súbita.

– Você merece alguém muito melhor do que eu – ele disse.

– Não! Eu quero você.

– Eu sou um Zé Ninguém, Helena. Só lhe fiz mal…

“Zé Ninguém?!” Ela pensou, encarando um dos homens mais ricos e influentes do país. O rosto almejado pelas revistas de glamour do mundo todo.

Te deu algum remorso da época do colégio, foi? – Ela forçou uma brincadeira.

– Não, Helena! Você não entende. Precisa ir embora agora.

Neste momento um trovão ribombou ensurdecedor como se o céu estivesse explodido.

 

O Pacto

 

Nove anos atrás, Marcos caminhava próximo às terras que um dia viriam a lhe pertencer. A bota suja de barro pisava com firmeza. Em seu rosto perdurava uma expressão determinada. O coração a palpitar descompassado. Não vou desistir, encorajava a si mesmo.

A noite avançada e silenciosa trazia os açoites dos ventos frios do outono. O lugar fora esquecido pelo tempo, uma estrada de terra abandonada e desértica. Morada do Sete-Peles; diziam os antigos moradores da região. Cemitério de crianças pagãs. Lugar de despacho e feitiçaria negra.

Dirigiu-se à encruzilhada. Foram meses de conjecturas antes da decisão crucial. “Minha vida sempre foi um lixo”, pensava. “Chega de vontades não realizadas”. Ambicionava dinheiro inesgotável, poder sem limites, mulheres lindas, bebidas caras… Vida plena. Sentia nojo do pai e da mãe. Trabalhadores incansáveis, honestos compulsivos e pobres de alma e renda. Cansou de acordar às quatro da manhã para assar os pães saborosos, tão elogiados pelos clientes, sendo ele próprio consumidor daquele amassado pelo diabo.

Pousou a garrafa de aguardente e a galinha morta no centro do caminho. O papel com os desejos escritos à mão ele enterrou. O vento então assoviou uma fúnebre melodia. Os altos eucaliptos rangeram como um caixão sendo aberto pelo lado de dentro. Grilos trilaram chorosos e ao longe um cão começou a ladrar assustado.

 

O Luxo

 

Em seis meses a padaria de Marcos cresceu assustadoramente. Ele triplicava os funcionários a cada mês e a cada semana abria uma filial nova. Presidentes de partidos políticos batiam em sua porta lhe oferecendo candidaturas. Será um grande vereador. Diziam alguns. Vereador nada, é um sujeito influente, que tal prefeito? Outros tentavam seduzi-lo. Que porcaria de prefeito, deve nos representar no congresso nacional.

Já não ficou surpreso, portanto, quando lhe ofereceram um contrato para trabalhar como jurado em um programa de confeitaria na televisão. Aceitou por diversão.

Era demasiado difícil lidar com todo o assédio, no entanto era o seu sonho se realizando. Aprenderia a viver a nova vida. Aos poucos conhecia pessoas da sociedade abastada, influenciadores dos rumos do mundo: atores, cantores, artistas plásticos, ricos empresários e políticos influentes. Conheceu modelos lindas. Mulheres adornos que o dinheiro comprava. Orgias; bebedeiras; viagens.

Convites para sociedades secretas vieram aos montes: Clubes exclusivos para cavalheiros poderosos, governantes do mundo. Simbologia egípcia figurava em anéis e colares que ele passou a usar.

Notou outro poder além do carisma adquirido subitamente e da conversa simples e encantadora que seduzia a todos. Percebeu que poderia levar qualquer mulher para a cama apenas com o olhar.

Certo dia, revelou isso durante uma festa onde pessoas bem vestidas se agitavam no imenso salão.

– Eu consigo comer quem eu quiser – Marcos dizia a um ator famoso.

– Você tem o poder do Zé Bunitinho, é? – o homem barrigudo riu alto, balançando sua taça de oneroso vinho francês. Ele então chamou outros engravatados para a conversa.

falando sério. Foi um dos poderes que o diabo me concedeu. – O pacto era assunto raro em diálogos, às vezes em tom de brincadeira acaso fosse ouvido por estranhos. A verdade era que todos ali haviam feito algum acordo com o Inferno.

Riram muito, sem levá-lo a sério.

– Bah, guri! Teu maior poder é o dinheiro e o prestígio social – revidou um político velho. – Todos nós temos este “poder”.

– Querem apostar alguma coisa? – Marcos instigou.

– O que quer, meu jovem? – indagou um empresário árabe em bom Português.

– Quero uma das suas refinarias de petróleo. – Foi a primeira coisa que veio à mente de Marcos. Certamente se outro houvesse feito a mesma pergunta o objeto da aposta também seria alterado.

– Tudo bem! – respondeu divertido o homem trajado com kandoora, como se tivesse jogado poucos centavos na mesa do pôquer. – Só se for pra cama com ela ainda esta noite. – Apontou para uma loira alta em meio aos convidados. Os cabelos longos desciam lisos, terminando em cachos bem definidos nas pontas; os olhos cor-de-violeta, raros e exóticos para alguém não albino; o rosto corado, de bochechas rosadas; e a boca pequena e vermelha atiçava os desejos mais íntimos dos varões. Trajava um longo vestido branco com generosos decotes em suas costas e seios; colar e pulseira resplandeciam dourados e verdadeiros assim como os brincos que caiam até próximos aos ombros.

Marcos arregalou os olhos e exclamou num tom de voz que extrapolou o bom senso de uma conversa reservada entre homens:

– FICOU LOUCO?!!

– Não disse que comia qualquer uma? – revidaram.

– Ela é a noiva da festa – argumentava. – Está casando com o filho do um senador que com certeza será deputado no próximo mandato… A família é praticamente dona do Maranhão…

– Sabemos de tudo isso, guri! Ainda assim a aposta está na mesa – Depois se voltou para o árabe. – O que desejas em troca?

– Ah! Me dá aquela fazendinha lá no pantanal.

Embora estivesse nervoso, Marcos decidiu ir adiante. Fizera a revelação e deveria provar sua autenticidade.

– Certo – disse, já dando os primeiros passos rumo à sua presa sob os olhares satíricos dos homens.

*

– Olá.. Letícia? – Marcos iniciou o diálogo estendendo a mão para a mulher.

– Oi – ela respondeu com frieza, mal olhando para ele. As pessoas a parabenizavam o tempo todo.

– Preciso conversar com você – ele prosseguiu.

– Escuta – ela respirou fundo, contendo a impaciência. – Daqui a pouco será a valsa e está tudo muito corrido.

– Só me olha um instante!

Num ato impensado, movida pelo reflexo das palavras de Marcos, Letícia se virou rapidamente. Seus olhos se encontraram. Os castanhos enérgicos dele lançaram um tiro de sedução demoníaca nos olhos azuis-arroxeados dela.

Repentinamente ela ardeu em desejos por aquele jovem. Como uma mística oculta arrebatadora. Assustada e impressionada, parecia saber que o homem estava a mexer em sua mente, cutucando fundo em sua libido. Poderia ela se afastar do predador de uma só vez, fugir; pois ela sempre soube lidar com isso. Deitou-se com homens poderosos-asquerosos por interesses diversos e rejeitou amores inúteis, afinal, ela acreditava que esse é o preço que uma mulher bonita paga para viver plenamente. Estava a se casar com um ser quase desconhecido, sem vínculo afetivo por mero interesse de poder. Aproximou-se de Marcos e sussurrou em seu ouvido:

– Espere-me no segundo andar! – rendeu-se aos encantos.

*

Escorado na porta do quarto principal, Marcos observava a decoração renascentista com uma ou outra obra barroca do imenso palacete. Logo, foi contemplado com a visão de Letícia caminhando em sua direção; os quadris a balançar sedutores.

– Dançou? – ele perguntou.

Ela apenas meneou a cabeça.

– Deixei ele bebendo com os velhos barrigudos que estão prometendo colocá-lo no senado ou congresso e mais dezenas de benefícios lícitos e ilícitos diversos. – Ela sorriu maliciosa. Destrancou a porta e o convidou a entrar.

Suas bocas se juntaram e suas línguas se entrelaçaram em excitação incontrolável. Retiravam as roupas um do outro com violência e ansiedade.

O coração de Letícia palpitava contra o peito dele, ao passo que cabelos sedosos lhe acariciavam o rosto. A pele macia e cheirosa instigou-lhe o membro.

Ela o empurrou na grande cama macia. Respiravam ofegantes. Os gemidos se iniciam baixinho, mas logo se intensificaram.

 

A Decadência

 

Em raras ocasiões, Marcos recebia ligações das pessoas da época da pobreza.

– Sua mãe está com câncer. Informara-lhe uma velha amiga de infância (Helena Itami).

Ele não se preocupou. “O diabo não vai me afetar, pois saúde perfeita fazia parte do pacto. O demônio pode matar toda a minha família, mas diferentemente de Jó, não poderei ser tocado”.

Notou com o tempo que não poderia se afeiçoar a ninguém. Morriam todos. Namorou alguns meses uma atriz famosa, rosto conhecido em novelas aclamadas. Pelo telejornal descobriu que o avião onde ela estava caiu. A velha cozinheira de uma de suas mansões passou a tratá-lo como filho; e ele, carente de afago, rendeu-se aos carinhos da sua Tia Nastácia – em personalidade e aparência. Todavia, não tardou para que uma parada cardíaca também a levasse.

“O mais importante é a vida além desta, filho. Escolha entre o paraíso ou o inferno.” – lembrava-se das palavras do pai que se afogou numa enchente. Se não houvesse recusado a ajuda do filho não teria morrido em desgraça, dentro de uma tapera imunda. Pelo menos está bem agora ao lado de Deus, e quanto a Marcos? Já havia traçado o destino de sua alma.

 

A Bruxa

 

Arrependido, seguiu os conselhos dos conhecidos mais espirituosos. O luxo não mais o alegrava, as mulheres não o satisfaziam, a existência era um convite ao suicídio.

Dentro do terreiro esotérico, Marcos viu carrancas horríveis penduradas em toda parte, esculturas de gesso e madeira de entidades distintas; fitas penduradas com dizeres em línguas estranhas. Sentada num banquinho velho sobre um tapete redondo colorido encontrava-se uma velha, negra e banguela.

Tão logo ela o encarou, desfigurou o rosto numa expressão de assombro.

Tem um ser demoníaco te acompanhando, menino – proferiu numa voz cansada e rouca.

– Como faço para me livrar disso? – ele perguntou.

Ocê não se livra. O Demônio é quem decide se te quer ou não.

– Como vou saber?

Ela fechou os olhos e iniciou uma reza antiga. Um mantra esquecido há milênios pelos mais sábios, passado de geração em geração. Alguns segundos depois ela abriu os olhos e revelou:

– Ele não quer a sua alma.

– Como?

– Só te pedirá um favor, mas isso será quando se encontrarem.

– Quando será?

– Saberás que sua hora se abreviará quando sentir prazer com a dor; depois fugirá pelo Vale dos Corpos Secos, e encontrarás com o seu carrasco num palácio de esmeralda onde almas ainda gemem desesperadas.

Ele não acreditou muito na velha. Achou por demasia ficção as revelações.

Saiu ainda mais triste e frustrado.

 

A Morte

 

Os Trovoes se intensificaram.

Helena se recusava a ir embora mesmo debaixo das insistências de Marcos.

– Pegue a caminhonete e suma daqui, por favor! – ele insistia.

– Por quê?

– Seu nome significa dor em japonês. Você sabe disso. – Ele a puxou pelo braço, arrastando-a pela casa e a empurrou para fora. Jogou-lhe as chaves do veículo. – Sai de perto de mim. Você é um anjo e eu… – Bateu a porta violentamente. Ao longe, em meio ao som da tempestade ela ouvia um cachorro latir.

Sozinha, Helena permaneceu debaixo da chuva, chorando e conjecturando sobre a loucura repentina do amado. Depois de anos, ele enfim tivera olhos para ela. Uma noite apenas. Jantar agradável. Jamais o vira tão risonho e despreocupado com a vida. O passeio noturno pelo parque; o convite à chácara; o sexo carinhoso ao som da tempestade inesperada.

*

Marcos caminhava inquieto pelos cômodos. O animal feroz que parecia tão distante, estava agora no seu encalço, bufando dentro da residência. Latidos altos e graves lhe atiçavam o medo.

O cão enorme surgiu na porta. Negro como a noite sem estrelas; os olhos rubros como brasas quentes; os dentes afiados e à mostra.

– Fique longe de mim! – gritou, saindo pelos fundos, avançado pelo quintal arborizado. Ganhou a mata densa, pisando no chão lamacento com a chuva a lhe castigar o corpo. Atravessou o cemitério abandonado, tropeçando em cruzes enferrujadas e outras de madeira apodrecidas.

Por mais que corresse, o cão estava em sua cola como se pudesse apanhá-lo a qualquer momento, mas não o fazia por um propósito maior.

À frente, sobre o morro, avistou o velho casarão colonial da família Esmeralda. Escravocratas, difamados pela História local. Torturados de negros. Incestuosos depravados. Morreram castigados todos num incêndio misterioso. A residência, assombrada, mantinha-se inabitada por séculos. Ofegante e sem forças, Marcos abrigou-se ali.

Ficou surpreso ao se deparar com um homem de fino terno em pé a fitá-lo com um sorriso maroto. Loiro, de rosto liso e roupas incrivelmente limpas em meio àquela sujeira.

– Você sempre vindo a mim, não é mesmo, Marcos Santos, ou devo chamá-lo de Sr. Santos?

– Desta vez estou fugindo de um cão do inferno.

– Você jamais perde o bom humor.

– Acaba com isso. Vamos logo para o inferno.

– Quero mais de você do que um mera alma, infeliz mortal. Tenho em você planos para uma coisa muito maior.

– Vai me deixar ir pro Céu?

– Isso é assunto seu com Deus. Eu não mando ninguém para lugar nenhum, tampouco para o Lago de Fogo.

– O que quer de mim?

 

O Nascimento

 

Marcos andava de um lado a outro na sala de espera do hospital. Meia hora que pareceu uma eternidade. Helena entrara na sala de cirurgia esperançosa.

Quando a enfermeira veio, ele não aguentou de ansiedade. Ela sorriu e disse-lhe:

– Parabéns, Senhor Santos, seu filho é um garotão cheio de saúde.

Nesse momento, Marcos se lembrou das palavras do Diabo:

– Se quiser sua alma de volta deverá cuidar do meu filho. O anticristo.

……………………………

Texto atualizado em 03/01/2018

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51 comentários em “A Triste História de Marcos Santos (Edinaldo Garcia)

  1. Hércules Barbosa
    31 de dezembro de 2017

    Saudações

    O tema apresentado já foi e é bastante explorado em muitos trabalhos literários, e ele pode servir de inspiração para novos, desde que reflitam sobre as épocas em que estão sendo escritos.
    O poder de Marcelo dado pelo senhor das trevas de controlar as vontades das pessoas é interessante e o final do trabalho deu um desfecho já anunciado ao longo da narrativa.

    Parabéns pelo trabalho e sucesso.

  2. Bianca Amaro
    30 de dezembro de 2017

    Olá O Observador.
    Tenho que admitir que não gostei muito do seu texto, não é o tipo de conto que me agrade. Sinto muito.
    Mas tenho que admitir também que é bem adequado ao tema (o superpoder está ali,com certeza), a linguagem é boa, o texto flui sem muitos problemas, o poder é bem original e não notei erros graves na gramática.
    Uma típica história de pacto com o capeta (o que, como já disse antes, não me agradou nem um pouco) e é um pouco previsível.
    Bom, muita gente já falou de erros e tudo mais, então não vou criticar muito, ok?
    Conclusão: o autor sabe escrever, mas a história não é das melhores.

    Enfim, parabéns por escrever e boa sorte no desafio!

  3. Fil Felix
    30 de dezembro de 2017

    O conto traz um tema já bem conhecido do público, que é o trato com o diabo. O que não gostei é que não fugiu muito do que se espera de histórias assim, como a riqueza vindo disso, o dinheiro, sucesso e sexo, culminando num arrependimento envolvendo amor e o famoso filho do demônio. Nesse sentido, o poder que surge entre o pacto parece apenas enfeitar a situação para caber no desafio. Mas gostei de como usou o retorno no tempo, colocando a gente no meio de tudo, sem perceber como era o Marcos, depois ir apresentando-o, pra pegar empatia ou não. A cena da festa também ficou muito boa, bem descrita e até cinematográfica. O poder ali funcionou muito bem.

  4. Higor Benízio
    30 de dezembro de 2017

    Quando nos deparamos com um tema tão batido, esperamos que algum aspecto do texto demonstre originadade, seja na escrita, seja no roteiro, o que infelizmente nao acontece aqui. Esperava algum grande momento com Helena, o que nao aconteceu.

  5. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Esse conto tem alguma coisa que me ganhou. Não sei explicar bem. Ele não parece, mas é meio absurdão, mas de um jeito engraçado. O humor negro contido funcionou. E até as referências, algo que não curto muito, gostei, como: “– Eu consigo comer quem eu quiser – Marcos dizia a um ator famoso.

    – Você tem o poder do Zé Bunitinho, é?”

    Ri pra cacete. Foi interessante testemunhar o seu poder de sedução, e os contornos do seu pacto. O final, com a revelação do nascimento do filho, que era o anticristo, me pareceu tão absurdo que comecei a rir. Meu querido autor, não sei se era essa a sua intenção, mas o conto foi como uma tragada em um baseado. Gostei e fiquei rindo feito imbecil.

  6. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    É uma história e tanto, muito bem estruturada. A construção de Marcos é muito boa, assim como toda a construção da tensão durante o conto. O ritmo começa lento e alcança o frenético em uma ascendente. O enredo chama muito a atenção e prende o leitor.

    O conto perde um pouco do brilho da história inicialmente interessante quando o leitor começa a levar em conta alguns “buracos” ou algumas “dívidas” do enredo. Por exemplo, toda a cena da festa de noivado da mulher loira, até o momento em que ela a possui, serve apenas para introduzir o poder de sedução de Marcos: algo que é completamente descartável no conto inteiro, já que estamos falando de alguém que fez o pacto com o diabo. O que quero dizer é que a premissa já estava lá: o pacto estava feito, ele já havia conseguido a fama e a fortuna que queria. O poder de sedução foi um “plus” que para nada serviu no enredo… enfim, poderia ser facilmente descartado. Como alguns outros contos de desafio, o superpoder aqui parece ter sido inserido mais para “bater ponto”, já que o poder de Marcos não poderia ser justamente o ponto focal do conto, que era o seu pacto com o demo.

    No final, a mansão da Família Esmeralda surgiu muito repentina, sem antes se apresentada, quase como um “Deus Ex-machina” para fazer valer a profecia da velha. Pior ainda: todo o arco do anticristo ficou pela metade, e também surgiu do nada, sem grandes explicações. O conto termina abrupto “pela metade”, deixando claro que havia muito mais para ser contado mas que o espaço não permitia mais explorações do enredo.

    Por outro lado, porém, gostei muito de outros aspectos da história. O sobrenome de Helena foi uma adição interessante à profecia, assim como o “Vale dos Corpos Secos”. O desenvolvimento de Marcos foi legal, apesar de já ser um tema batido, este do pacto-seguido-de-arrependimento. Helena pedia um pouco mais de construção, já que parece uma personagem e tanto.

    Destaco a frase abaixo:

    “Cansou de acordar às quatro da manhã para assar os pães saborosos, tão elogiados pelos clientes, sendo ele próprio consumidor daquele amassado pelo diabo.”

    =====TÉCNICA=====

    Muito boa. Fenomenal, eu diria. Excelentes frases e descrições, um vocabulário imenso e muito bem usado. Só não entendi o seu uso repetido de “lhe dar” quando acredito que você queria falar “lidar”. De resto, técnica excelente, muito fluida e compreensiva.

    Parabéns!

  7. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    O primeiro parágrafo me deixou com uma má impressão, pensei estar diante de um daqueles textos de linguagem excessivamente rebuscada, beirando o pedantismo. Essa tentativa de tentar uma frase de efeito a cada sentença continuou, mas o texto acabou engrenando para mim, despertando a curiosidade e fluindo bem. Lapsos de revisão foram poucos, destaque negativo para o “lhe dar” (lidar) que apareceu por duas vezes.

    A história não traz muitas novidades, mas foi bem contada e acabou agradando. A parte da loira, apesar de bem narrada, foi meio sem função para a trama. Também estranhei indicarem uma mulher ali da festa (mesmo se fosse a noiva). Se fosse eu apostando uma refinaria de petróleo, desafiaria o fdp a comer a rainha da Inglaterra, no mínimo.

    A bruxa meio que caiu de pára-quedas na história, assim como a revelação do significado em japonês do nome da mulher me pareceu um belo Deus-Ex (talvez Diabo-Ex aqui).

    O final talvez ficasse melhor com algo mais mundano, esse negócio de anticristo já saturou.

    Abraço!

  8. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    34. A triste história de Marcos Santos (O Observador):
    Partindo de uma PREMISSA bastante surrada, o tal pacto com o Diabo, o autor conduz seu personagem por situações bastante convencionais, e até mesmo a sedução da noiva é gratuita para o andamento da história. O final, meio “Coração Satânico”, também me decepciona como o filme na última cena. No que diz respeito à TÉCNICA, o autor mostra que tem bom domínio da narrativa e de vocabulário, somente o uso de entretítulos não tão interessantes tira um pouco da fluidez. Como APRIMORAMENTO, eu queria sugerir que o autor buscasse um final alternativo, menos previsível.

  9. Edinaldo Garcia
    29 de dezembro de 2017

    A Triste História de Marcos Santos (O Observador)

    Trama: Sujeito desprezível faz acordo com o Capiroto para ter uma vida mais luxuosa.

    Impressões: Embora o texto tenha uma pegada infanto-juvenil, traz temas pesados, como promiscuidade, mau-caráter, prostituição, amor às coisas materiais em oposição à honestidade. Obviamente entendo que nada disso reflete a opinião do autor sobre tais coisas, como li aqui acusações de machismo. Num mundo do politicamente correto, estamos todos sujeitos a sermos mal interpretados, mesmo num texto ficcional, não é verdade? Contudo é uma narrativa bastante pesada que não acrescenta nenhuma clara lição de que a vida de luxo e excessos não vale a pena. O autor perdeu uma grande oportunidade de ensinar algo de bom aos seus leitores. Na minha opinião, o texto se perde em descrições de como ficou a vida do sujeitinho sem dar ao leitor nada com que pudesse se agarrar à trama. Sou cristão e acredito que Jesus é a única salvação. Jó, como foi citado, é um exemplo bíblico de como a fidelidade a Deus, mesmo nas piores condições, é compensadora no final, basta ter fé, pois se está com o Criador tudo ficará bem. O desfecho é sim inesperado, sendo um ponto positivo e outro negativo, pois o enredo não parece fechar, como se apenas estivesse terminado mais um capítulo.

    Linguagem e escrita: Bastante fluida. De uma leveza agradável. As cenas são muito claras e vívidas. O autor tem potencial, mas ainda está meio cru (se assim posso dizer). Há dois ou três errinhos de digitação e uma interrogação faltando aí, mas não citarei para não ser chato. rsrsrs

    Veredito: Não me cativou muito, embora sua leitura tenha me entretido bem.

  10. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Observador. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Olhe, como se diz na minha terra, “a bota não casa com a perdigota”. A história em si mesma não está mal, apesar de ser um tema muito batido. Mas é sempre engraçado ler mais uma de pacto com o Diabo, não é assim? O problema, além dos já apontados pelos colegas (estou a comentar a 22, embora só vá publicar no final de todas as leituras) é que a linguagem não combina com o conteúdo. Frases como “Ignorada era”, “fúnebre melodia” ou “Morreram castigados todos” (esta última carece de, ao menos, uma vírgula) emprestam invariavelmente um cariz geralmente poético, algo que o texto não tem nem pretende ter. Dos vários comentários que li, subscrevo em absoluto o que a Paula lhe dirigiu na parte da noiva (assertiva e suave como sempre, a Paula). Mas se fosse só isso, repare: “Conheceu modelos lindas. Mulheres adornos que o dinheiro comprava.”, Que é isso? Todas as modelos são mulheres adorno, compráveis por dinheiro?
    E além do “lhe dar”, duas vezes, notei duas interrogações a terminar em ponto final e um “Estivesse explodido”, onde penso que seria explodindo, esta ao menos, apenas um erro de digitação.
    O Marcos Santos é realmente um triste. Tudo bem. Gosto de encontrar personagens vis, tristes, execráveis, fazem falta.
    Não aprecio tanto uma linguagem mais poética num texto onde não cabe e muito menos apreciações pessoais relativas a arquétipos, como aqui fez com as mulheres bonitas, embora pudesse ter sido com outra coisa qualquer.
    Não fossem estes pormenores e teria apreciado bastante mais o conto pois, como já referi, a história até vai bem, ainda que seja previsível.
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  11. Fernando Cyrino.
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Observador, você me traz a história de um pactário. Contratos feitos com o demônio costumam gerar boas narrativas mas aqui achei que você errou um pouco a mão. A sua história é rica em detalhes, as descrições que faz são muito boas (a chuva, os relâmpagos, por exemplo, a cena da festa na qual ele exercerá o superpoder de levar para a cama qualquer mulher…). No entanto senti falta de mais dentro do seu enredo e aqui me passou isto do erro de mão. Fiquei com a impressão que tinha outra ideia na cabeça, Observador, e que a mudou enquanto ia escrevendo… e, quem sabe, não tenha optado pela melhor estrada. Achei que seu conto prometia mais além do que aquilo que no final me foi oferecido. E isto apesar da sua capacidade de me conduzir pelo texto. Abraços.

  12. Felipe Rodrigues
    27 de dezembro de 2017

    O conto envolve um contexto de crítica social que me agrada, o cutuco social está aí, personalizado nestes personagens estigmatizados com características tão baixa e tão frequentes como a avareza, desonestidade, passividade, entre outros. Sobre o desenvolvimento do texto, não há inovações estéticas – se é que isso é possível, não há trabalho esmerado na palavra, notei excesso de adjetivos, mas a história parece um microcosmo do Brasil.

  13. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. Para mim o ponto alto do conto foi quando a previsão da mulher se realizou de uma forma bem inesperada e real, tipo todos os itens estavam no plano real:o cemitério por onde ele passou(Vale dos corpos secos) e principalmente o casarão da família esmeralda que tinha maltratado os negros(palácio de esmeralda) . Também gostei da referencia sutil que fez aos iluminatis(chamados também de governadores do mundo) logo no começo que fala da entrada dele na vida de luxo, falando das simbologias egipcias que ele usava em anéis em colares, acho que esse símbolo deve ser a pirâmide que é o símbolo deles segundo dizem. O conto mantém o suspense do começo ao fim. O final surpreende, pois pensamos que o personagem ia morrer. Parabéns. Boa sorte!!

  14. Renata Rothstein
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Observador!
    Gostei muito do seu conto, viu?
    Embora a história de vender a alma ao cão já seja bem batida, vc segurou bem e de forma bem criativa a trajetória do Marcos.
    Necessita de algumas revisões, com certeza os colegas já apontaram algumas.
    O final realmente foi bem triste, coitada de Helena.
    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  15. Priscila Pereira
    27 de dezembro de 2017

    Superpoder: riqueza, fama, sedução recebidos do demo…

    Olá Observador, não serei a chata que vai falar mais uma vez do seu erro….kkkk sorry 😉
    Olha o seu conto é bom, aborda um tema interessante, que parece ficção, mas é muito mais verdadeiro do que possa parecer… deixando isso de lado… o começo ficou muito descritivo, demais… e com umas descrições que eu achei engraçadas…. a cena da sedução da noiva está totalmente inútil na trama, você poderia ter usado o espaço pra outras coisas. A parte da previsão da bruxa foi bem legal… deve ter sido difícil encaixar tudo né… e o final… bem, eu ri, só de imaginar o anticristo sendo brasileiro… não ia prestar mesmo né. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  16. Rafael Penha
    27 de dezembro de 2017

    Olá ,Observador

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei e leitura interessante e fluida. Há um ou outro erro, mas nada que uma revisão mais calma não resolva.

    3- Estilo – O texto me parece oscilar entre o lírico e o informal. O autor narra com facilidade e simplicidade, e causa uma sensação intimista com o leitor, deixando-o a vontade para ler até o fim.

    4- Roteiro; Narrativa – Um enredo simples e sem muitas reviravoltas. Alguns personagens não precisavam estar na história, como “A menina da escola”. Outros entram e saem de forma muito gratuita, só para explicar algo ao leitor, como a “bruxa”. O enredo poderia ser melhor trabalhado para que alguns personagens tivessem mais peso,assim, entrando com naturalidade na trama. O final, achei anti-clímax. Beirando o óbvio. Gostaria de ter misto mais sofrimento nele.

    Grande abraço!

  17. Leo Jardim
    26 de dezembro de 2017

    # A Triste História de Marcos Santos (O Observador)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – apesar de bem estruturada, ela é relativamente simples: um homem faz pacto com o Diabo e recebe poderes em troca de dar a vida ao anticristo
    – a organização do texto, com várias passagens de tempo, foi bem feita
    – houve, porém, um certo exagero e gorduras que poderiam ser removidas sem afetar a trama: qual a utilidade, por exemplo, da cena do casamento? No fim ele termina com Helena que já era apaixonado por ele, então bastava dizer que ele conseguia quem queria, sem precisar gastar tanto espaço para isso
    – o fim não me chocou muito, pois a bruxa já havia adiantado parte dele (também acho que a cena dela poderia ser removida); fechou bem o conto, mas não causou o efeito esperado

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫):

    – alguns excessos de descrição cansaram um pouco, como no primeiro parágrafo, na sessão do pacto e quando descreveu a mulher na festa
    – apesar dos excessos, há de se elogiar a capacidade descritiva do autor: todas as cenas foram muito vívidas e bem construídas; esse estilo, porém, costuma funcionar melhor em textos de mais fôlego, como novelas ou romances (em contos, fica a sensação de gordura)
    – Era demasiado difícil *lhe dar* (lidar) com todo o assédio (…) ela sempre soube *lhe dar* (lidar) com isso (😓)
    – Está casando com o filho do um senador que com certeza será deputado no próximo mandato… A família é praticamente dona do Maranhão… (diálogo explicativo, ficaria melhor dito pelo narrador que pelo personagem)
    – mais *dezenas de* benefícios lícitos e ilícitos *diversos* (redundância)
    – – Sua mãe está com câncer. *travessão* Informara-lhe uma velha amiga de infância

    💡 Criatividade (⭐▫▫):

    – pactos permeiam as histórias por aí; este conto acabou por não trazer muito de novo apesar das boas descrições

    🎯 Tema (⭐▫):

    – o personagem ganhou poderes com o pacto, mas nenhum deles foi fundamental à trama: fama e fortuna (que é o fruto mais comum de pactos) não é um superpoder
    – o único superpoder seria a manipulação das mulheres e pessoas, mas como falei, acabou sendo de pouca importância para a história

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫):

    – o texto constrói cenas bem vívidas e intensas, mas entrega uma trama simples e um pouco previsível, não causando um grande impacto

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, recomendo a leitura de um artigo que escrevi: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  18. Estela Goulart
    26 de dezembro de 2017

    Olá. Gostei do seu conto. Você conseguiu narrar a história de um jeito bom, não deixando que o fato de estar bem descritivo e arrastado fosse um problema. Encontrei poucos erros, mas, sem dúvida, uma revisão ajuda e não foi nada que me atrapalhasse. Entendi o superpoder, mas talvez você devesse dar mais ênfase a essas partes. Enxugar um pouquinho e colocar mais poder, não sei… Enfim. Só um conselho. O conto está bom, gostei bastante. Parabéns e boa sorte.

  19. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Não vi diferença substancial no tratamento do enredo que gira em torno da venda da alma ao Demônio, em relação ao conhecido clichê. Além do sujeito que enriquece subitamente por causa do contrato, temos outros lugares-comuns tratados sem distanciamento do óbvio, a exemplo do cão com olhos vermelhos, a noite chuvosa, o casarão mal assombrado e o homem bem vestido que surge inesperadamente.

    O desfecho é um pouco surpreendente, mas em minha opinião não salva a narrativa.

    É positivo no conto o fato de ele mostrar bem que para ser muito rico é necessário atuar ao arrepio da lei. Ou seja, na raiz das megafortunas está a desonestidade. Não à toa o protagonista diz sobre seus pais: “Trabalhadores incansáveis, honestos compulsivos e pobres de alma e renda”. A honestidade, portanto, é caminho certo para a pobreza, de modo que esse conceito ético não vale para quem “pensa longe”. Outras cenas mostram isso, como a festa e o fato de a mulher estar prestes “[…] a se casar com um ser quase desconhecido, sem vínculo afetivo por mero interesse de poder”.

    Em “Ele mantinha-se postado […]” o correto é SE MANTINHA.

    Em “a mão” faltou sinal indicativo de CRASE.

    Em “Era demasiado difícil lhe dar com todo o assédio […]” o corretor é LIDAR.

    No neologismo “Mulheres adornos” deveria estar grafado um HÍFEN.

    Em “Não disse que comia qualquer uma – revidaram” falta ponto de INTERROGAÇÃO após de UMA.

    Em “Você sempre vindo a mim, não é mesmo, Marcos Santos, ou devo chamá-lo de Sr. Santos” falta ponto de INTERROGAÇÃO após MARCOS SANTOS e após SR.SANTOS.

    Em “os quadris a balançar sedutores” falta VIRGULA após o verbo.

    Em “Um mantra esquecido há milênios pelos mais sábios, passado de geração em geração” é uma construção estranha. Se o mantra foi esquecido como ele foi transmitido a outras gerações?

    Em “Achou por demasia ficção as revelações” o termo POR DEMASIA está incorreto. Deveria ser DEMASIADA.

    Em “Sabemos de tudo isso, guri! Ainda assim a aposta está na mesa – Depois se voltou para o árabe. – O que desejas em troca?” o trecho ENTRE TRAVESSÕES refere-se a um movimento do protagonista , porém a fala que antecede não é dele. Isso causa confusão.

    • O Observador
      26 de dezembro de 2017

      Olá, tudo bem.
      Antes de mais nada agradeço as observações feitas. Foram muito úteis. No entanto quero aqui só esclarecer alguns mal-entendidos acerca da gramática. Não é minha intenção causar polêmica ou ofender, mas acredito que algumas coisas ficaram confusas, talvez foi devido às minhas construções textuais mesmo. Vamos lá.

      “Ele mantinha-se postado […]” Aqui não há regra gramatical que me obrigue a usar próclise, o pronome “ele” não é fator atrativo e nem o verbo, penso, obrigaria a isso.
      https://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal/

      O lhe dar – foi um erro primário meu mesmo (minha maldição neste desafio) hehe. Sua observação está perfeita.

      Em “Mulheres adornos” até pensei em colocar o hífen, mas o fato de “mulher” ser substantivo e “adorno” adjetivo eu resolvi tirar. Não sei se tomei a melhor decisão, mas acredito que a mensagem foi passada de maneira clara.

      Não disse que comia qualquer uma – revidaram” realmente faltou a interrogação. Já até vou corrigir aqui no meu texto original.

      “os quadris a balançar sedutores” sinceramente não vejo a necessidade de vírgula, pois não entendo por que deveria separar o adjunto do verbo. Os quadris balançando sedutores.

      A questão do mantra eu quis dizer que foi esquecido pelos magos em geral, mas que aquela geração específica o havia preservado. Acho que não fui bem claro nisso. Tentarei explicar melhor no original.

      Não entendi também o “por demasia” estar errado.

      “Sabemos de tudo isso, guri! Ainda assim a aposta está na mesa – Depois se voltou para o árabe. – O que desejas em troca?” esse trecho não se refere ao protagonista. É o mesmo personagem, tanto é que o sotaque continua.

      Enfim. Não é minha intenção ofendê-lo, apenas sanar dúvidas e, por ventura, debater, como adultos.

  20. Andre Brizola
    25 de dezembro de 2017

    Salve, Observador!

    Temos aqui um conto muito bem escrito, com algumas cenas interessantes e um nível de detalhamento que acrescenta riqueza às descrições. A cena da aposta, em O Luxo, pra mim é o grande destaque, pois é muito bem definida e nos dá um pouco de acesso ao personagem, o que até então não havia acontecido com clareza.
    Mas, no geral, não gostei muito do enredo. A trama envolvendo um pacto com o diabo ficou muito plana, muito tradicional. Quando surgiu a bruxa, achei que aquilo daria um novo norte ao conteúdo, mas o personagem descartou o encontro muito facilmente. Ele fez um pacto com um diabo, mas julgou as previsões como ficção. Achei meio incoerente, sendo ele próprio exemplo do sobrenatural…
    O final também foi um pouco decepcionante. De repente a garota se torna parte da profecia, e a mansão dos Esmeralda, que estava ali o tempo todo, nunca foi considerada por ele?
    Novamente, o conto é muito bem escrito, mas o enredo não acompanhou com a mesma intensidade, infelizmente.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  21. Pedro Paulo
    24 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    A história do homem que faz um pacto com o diabo já foi mencionada por muitos daqui como uma bastante comum, o que é bem verdade. Ainda assim, foi uma boa tirada considerando o desafio proposto, uma vez que a história ainda é sobre superpoderes, alterado somente o meio como o protagonista os acessou. Como já deve saber, não é a primeira personagem cujos poderes derivam do diabo. Tem o Motoqueiro Fantasma e, de um modo diferente, tem Jesse Custer de Preacher, que tem um poder muito parecido e derivado de coisas do inferno/céu. Vale muito a pena conferir os quadrinhos. O que eu quero dizer é que esse caminho para a trama acaba sendo forte dentro do desafio, dado que não vi outros contos com investidas do tipo.

    Apesar de achar o superpoder bem escolhido, a trama já não é tão interessante, tanto em si só, como também dentro do desafio. Não é ruim e o autor soube escrevê-la de um modo instigante, com uma escrita clara e um domínio da história, que ele conseguiu alternar entre o que acontece no presente e no passado. O principal problema é que a história não é tanto sobre o superpoder de Marcos, mas sobre os meios com os quais ele os acessou, trazendo uma narrativa que nos leva a um acerto de contas e um desfecho um tanto previsível, já que era inexplicável. O trecho da festa, em que ele seduz Letícia, fica como um exemplo pouco inspirado dos seus poderes. Em alguns momentos, o autor quis demonstrar o efeito desses poderes nos colocando na perspectiva da vítima, Letícia, mas acredito que o fez de maneira rasa, atribuindo pensamentos e reflexões muito “clichês” ou “comuns” a personagem, como aquilo de “homens com os quais ela teve que dormir para conseguir viver plenamente”.

    Penso que a história teria sido melhor se o acerto com o diabo tivesse ficado em segundo plano, como algo que sabemos e que o personagem teme e abomina, mas sendo sobre alguma situação em que a personagem estivesse usando plenamente o seu carisma inescapável, talvez pudesse ser esse caso com Letícia, mas mais desenvolvido em uma trama menos clichê, com uma dinâmica maior entre as personagens, não reduzidas a “homens ricos” e tudo mais. Mas isso é só uma sugestão.

    Enfim, é um bom conto, que poderia ter sido mais desenvolvido em uma trama mais inovadora. Sei que já leu muito nos outros comentários, mas devo deixar registrado que também percebi a troca de “lidar” por “lhe dar”, um erro que certamente o autor não repetirá.

  22. Sigridi Borges
    24 de dezembro de 2017

    Olá, Observador!
    O texto flui muito bem e abordou o tema.
    Desenvolvimento coerente, mas previsível.
    Achei exagerada a quantidade de adjetivos em todos os aspectos. Talvez diminuindo um pouco ficaria bem mais apreciável.
    Por que será que todas as Helenas sofrem? Não consigo entender isso. Quando li que havia uma no escrito, sabia que seria uma sofredora em potencial. Sugiro que, em textos futuros, evite tal nome. Previsível.
    Não quero, de forma alguma, fazer com que você se ofenda, peço desculpas se o fiz. Penso que críticas são feitas para você crescer. Você tem muito potencial.
    Obrigada por escrever.

  23. Rubem Cabral
    24 de dezembro de 2017

    Olá, Observador.

    Não gostei muito do conto. Achei que um pacto com o diabo não é exatamente um superpoder, que os personagens foram muito “planos” e a trama maniqueísta/moralista. A escrita precisa de um polimento: há algumas vírgulas faltantes e algumas trocas, feito “lidar” vs “lhe dar”.

    O final-surpresa foi bom, o Marcos finalmente mostrar um pouco de bondade tbm foi bom, mas achei preconceituoso o uso do ritual de umbanda como meio de se fazer um pacto demoníaco.

    Abraços e bia sorte no desafio!

  24. Luis Guilherme
    24 de dezembro de 2017

    Boa tarrrde, td bem por ai?

    A leitura do conto foi interessante e entregou oq prometeu. Historias de pacto com o diabo estao um pouco batidas, entao raramente algo surpreendente acontece. Assim, a primeira metade do conto me pareceu um pouco arrastada. Nao por falta de qualidade da sua escrita, q eh boa, mas por ser um pouco previsivel. A cena da conquista da noiva, po exemplo, achei meio desnecessaria.

    Gostei de algumas passagens, como a que fala q tds aqueles homens poderosos tbm tinham um pacto com o inferno. Hahahah boa

    Notei que em dois momentos aparece “lhe dar”, no lugar de “lidar”. Achei meio estranho errar duas vezes isso, mas vou pensat q foi erro de revisao.

    O fim, apesar de esperado, eh melhor q a primeira metade. Pobre Helena, se envolveu com o crapula e olha como terminou.

    A.estrutura em topicos deu um ritmo bom à historia. Gosto de usar esse recurso, tbm.

    Enfim, um conto que entretém, mas que nao traz nada muito novo ou diferente. Parabens e boa sorte!

  25. Mariana
    24 de dezembro de 2017

    Temos aqui uma história de pacto com o Diabo, uma das muitas releituras do Fausto de Goethe. A história é boa e prende a atenção, apesar de não apresentar inovação nenhuma. Fiquei com pena de Helena, uma boa mulher sendo usada desta maneira. No mais, um lhe dar perdido que acredito que seria lidar. Enfim, espero que Helena e a sua alma se salvem. Parabéns e boa sorte no desafio.

  26. Juliana Calafange
    23 de dezembro de 2017

    O conto é interessante, tem uma boa estrutura, mas achei um pouco arrastado. Talvez uma enxugada geral resolvesse o problema.
    Mas é interessante a saga desse homem, que desejou tanto o poder e depois se cansou e se frustrou com ele. Mas essa história de criar filho do Diabo, Anticristo, já tá um pouco batida, né Observador?
    Quando o Diabo disse que não queria a alma do Marcos, mas precisava de um favor, fiquei imaginando que coisa inusitada seria esse favorzinho. Mas aí veio o óbvio… De qualquer forma, valeu. Achei divertido ler, apesar do final previsível.
    Boa sorte!

  27. Catarina Cunha
    22 de dezembro de 2017

    Embora não haja nenhuma novidade no conto, o texto é bem escrito e há domínio da trama. Achei esquisito um “soube lhe dar com isso”, não seria “lidar”? Sei, sei, é uma tortura não poder consertar até o fim do desafio. Também estou sofrendo com o meu.
    O meio merece uma boa enxugada e o final é previsível. O começo está ótimo.

  28. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Olá. Este seu conto está mais adequado ao desafio anterior, o de Terror. Nele, um homem faz um pacto com o Diabo, que passa a satisfazer todos os seus sonhos, em troca da sua alma e da vida de quem ele gosta. A premissa é interessante, não fossem os muitos erros de gramática que existem no texto e a profusão de clichés. O leitor nunca se encontra em território desconhecido – há sempre algo que nos remete para uma qualquer referência.

  29. Paula Giannini
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Sob a premissa de um pacto com o demônio, seus motivos e consequências, o(a) autor(a) nos traz um conto onde a questão do poder (tema do desafio) passa pelo “poder de manipulação” da vontade de outras pessoas.

    Uma premissa forte e que figura em filmes, novelas e livros da literatura universal, não à toa. Afinal a questão do poder é um dos maiores conflitos da humanidade.
    Ao construir seu conto, o(a) autor(a) utilizou-se de um personagem crível e tão amoral quanto seria qualquer um que fizesse um pacto com o mal. Um homem que aparentemente tem de tudo, uma ótima menina apaixonada por ele, um negócio próprio e de família, uma padaria e uma profissão das mais interessantes, mas que, ainda assim, opta por buscar o caminho mais curto para chegar àquilo que ele acredita ser o sucesso.

    O mal, entretanto, como é de praxe em textos do gênero, cobra o seu preço e, para manter sua alma, o homem se torna “pai” do anticristo. Assim, a narrativa funciona quase como uma fábula.
    Gostaria de tecer um comentário acerca da personagem noiva que se rende aos encantos (ou ao domínio de manipulação do protagonista).
    Personagens não refletem, obviamente, a opinião de autores. Precisamos dos amorais, das vítimas e dos equivocados em nossos textos, pois sem eles não há conflito, não há história. No entanto, ao trabalhar na escrita, dependendo das escolhas que fazemos, principalmente em um mundo onde o “politicamente correto” está tão em voga, podemos soar diferente daquilo que gostaríamos.

    Me explico:

    O autor escreve: Deitou-se com homens poderosos-asquerosos por interesses diversos e rejeitou amores inúteis, afinal, “É “ o preço que uma mulher bonita paga para viver plenamente.

    Talvez, ao construir o texto todo no pretérito e utilizar o verbo ser no presente, justamente aí, para a personagem bela que precisa se subjugar para ser feliz, o texto pode (e de fato aconteceu, como li em alguns comentários) soar equivocado por parte do(a) escritor(a).

    No entanto, se o(a) autor(a) mantivesse o pretérito na construção, todo e qualquer leitor entenderia perfeitamente que o texto foi “dito” pela noiva. É ela quem pensa assim e não necessariamente o(a) autor(a). Afinal, um artista jamais deve fazer juízo de caráter de seus personagens ou obra, caso contrário, só teríamos textos didáticos ou panfletários, não é?

    Se me permite, veja como soa diferente: Deitou-se com homens poderosos-asquerosos por interesses diversos e rejeitou amores inúteis, afinal, era este o preço a ser pago por uma mulher bonita em busca de uma vida plena.

    Assim, o texto está na boca de quem deve, a personagem. Você não acha?

    Aqui no E.C, estamos todos para aprender. Eu aprendo aqui, ao comentar e refletir sobre as escolhas que fazemos como autores, aprendo com meus erros, meus acertos. Obrigada por sua paciência. 😉

    Parabéns pelo conto.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  30. angst447
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Observador, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado.
    Há pequenas falhas na sua revisão, principalmente aquele … humm, nem vou falar que erro foi porque repetiram isso tanto aqui que você deve ter traumatizado. Mas sabe o que é, né? 🙂
    O ritmo mantém-se agradável durante todo o conto, embora o começo seja um tantinho lento. Dá para cortar algumas voltas no comecinho?
    A narrativa prende a atenção, queremos saber o que acontecerá com o rapaz e com a sua alma. E o que o diabo quer? Uma babá para o seu filhote. Que pai mais zeloso, né?
    Boa sorte!

    • O Observador
      21 de dezembro de 2017

      Muito obrigado pelas críticas. Não estou traumatizado não, hehe. Oh erro infeliz, viu. Escrevi este conto no último dia e reli várias vezes, mas este passou; e o pior que ele aparece duas vezes no texto. hehe. Creio não haver outro erro. Agora, o excesso realmente vou arrumar. A Bia me deu uma aula que vou levar pra toda minha vida como escritor amador. Gosto de textos mais rápidos, simples e diretos. Adoro Agatha Christie; Pulp Fiction (ficção barata). Percebo, no entanto, que o tom do entrecontos é algo mais poético e acabei exagerando no início.Mais uma vez agradeço muitooo!!

      • O Observador
        21 de dezembro de 2017

        *cheap fiction (ficção barata). Ou eu deslizando no inglês. Estava aqui conversando com um amigo sobre o filme hahahaha (que vergonha)

  31. Givago Domingues Thimoti
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Observador!

    Tudo bem?

    O conto é muito bom. A história está muito bem escrita, com uma linguagem boa e fluída, exceto em certos pontos por conta de uns adjetivos em excesso.

    O que destaco de positivo nessa história foi a fuga de um clichê. Pactos com o Tinhoso geralmente geram dinheiro. Aqui, gerou, além das verdinhas, o poder do próprio chifrudo de influenciar as pessoas. O final foi muito bom também; o filho de Marcos é o anticristo.

    Se Deus é brasileiro, o anticristo é político que trabalha no Congresso Nacional!

    Parabéns e boa sorte!

  32. Bia Machado
    21 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,7/1 – Achei muito bom o enredo, é um plot com muitas possibilidades. Mas não foi desenvolvido a contento, em minha opinião. Umas partes mais cuidadas, outras nem tanto, causando “quebra” no ritmo da leitura, que comento em seguida.
    – Ritmo: 0,6/1 – A quebra no ritmo aconteceu em alguns momentos, em outros foi muito acelerado. Havia partes em que o texto não me interessava tanto, outros já acontecia o contrário. Uma coisa que me incomodou muito foi o excesso de adjetivos. Em algumas partes foi até engraçado, como em “Os altos eucaliptos rangeram como um caixão sendo aberto pelo lado de dentro.” Por que colocar o
    adjetivo “altos” para os eucaliptos? Por acaso eu imaginaria um eucalipto que não fosse alto? O primeiro parágrafo do conto, por exemplo. É um adjetivo a cada meio metro, por que dizer, por exemplo, que as gotas eram aquosas? Se não fosse aquosas, seriam como? Por que dizer que as árvores eram frondosas e a mata era densa? Dizer se a mata era ou não densa não iria me fazer imaginar a mata de uma forma diferente, compreende? Eu imaginaria do jeito que eu imaginei. Sobre o final, eu gostei, mas achei-o escrito de forma descuidada, como se estivesse com pressa.
    – Personagens: 0,5/1 – Gostei em partes. Achei-os pouco desenvolvidos, devido ao texto que tem um ritmo meio acelerado.
    – Emoção: 0,7/1 – Gostei, sim, mas nada que tenha me dado alguma emoção maior.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado. Mais de um poder abordado, inclusive. Faltou desenvolver mais isso dentro do conto, mas compreendo que com o limite de palavras ficaria complicado, a não ser com uma reorganização completa do conto.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Há umas coisinhas aí a arrumar, provavelmente a revisão corrida e alguns erros que são mais comuns do que pensamos, como usar “lhe dar” em vez de “lidar”. Vejo tanto isso pelas bandas do Facebook, rs…

    Dicas:
    Sinceramente? O primeiro parágrafo do texto poderia ser eliminado completamente que não faria a menor falta, em minha opinião. Se ele for mantido, sugiro que tire tudo que é adjetivo desnecessário para a leitura, para a compreensão do texto (e que isso seja feito no texto todo). Se a árvore é alta, ou frondosa, isso não me diz nada para ajudar em minha compreensão de leitor.

    Frase destaque:”Notou com o tempo que não poderia se afeiçoar a ninguém. Morriam todos. Namorou alguns meses uma atriz famosa, rosto conhecido em novelas aclamadas. Pelo telejornal descobriu que o avião onde ela estava caiu.” (Sou doida por ter rido disso? =P)

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

    • O Observador
      21 de dezembro de 2017

      Esse “lhe dar” é uma maldição que vou levar até o final do desafio, mas é merecido. Como algo tão, tão @#$% passa despercebido? hehe. Muito obrigado pela leitura e saiba que todas as críticas são muito bem vindas e serão vistas numa revisão do texto tão logo o desafio acabe ou/se quando usá-lo no futuro.

      • Bia Machado
        22 de dezembro de 2017

        É isso aí, Observador, depois mostre como ficou após a reestruturação. Será um baita exercício.

  33. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá! 🙂

    Conto de escrita fluída, corrida e de história familiar. O pacto com o diabo é sempre um tema explorado mas por mais que repetido, pode sempre ser cativante.
    Foi fácil ler o seu texto mas faltou na minha opinião um final de maior impacto. Quase adivinho que ao escrever, tinha tudo na sua cabeça excepto o final, e parece que o mesmo foi feito sem grande convicção. Talvez esteja enganado, mas ficou essa sensação.

    Parabéns pelo conto e obrigado por ter escrito.

  34. iolandinhapinheiro
    19 de dezembro de 2017

    Olá, autor.

    Gostei muito da fluidez do seu conto. A gente lê com muita facilidade. O seu personagem é interessante, a vida dele é como eu imagino ser a vida de quem faz pacto com o diabo: farta e tensa.

    No conto há uma reflexão sobre o imediatismo dos desejos, a transitoriedade dos prazeres e da eternidade da alma. Os pensamentos de que o fim se aproxima vão dilapidando a alegria do cara, e ele vai observando que não fez um bom negócio à medida em que as pessoas a quem ele se apega vão morrendo.

    Você criou uma boa história que vai crescendo em tensão de maneira envolvente, com alguns pequenos percalços como os que já foram levantados aqui pelos colegas. Neste aspecto o que mais me incomodou foi vc usar “lhe dar” no lugar do verbo “lidar”. Também achei o final inferior ao resto do texto.

    No mais um texto eficiente e adequado ao tema.

    Sorte no desafio.

  35. Fheluany Nogueira
    19 de dezembro de 2017

    Superpoder: o poder de subjugar outras pessoas, induzi-las a fazerem o que o protagonista queria.

    Enredo e criatividade: O título pega bem, realmente temos uma história triste, até de terror, desenvolvida em tom melancólico de cansaço e remorso. Pactos com o diabo, perseguição por cães do mal são mesmo clichê, mas este teve a forma de pagamento diferente, pesada e a ajuda da bruxa para desvendar uma solução para o dilema.

    Estilo e linguagem: Não sei se sou eu que estou cansada, mas senti alguns entraves à leitura: frases longas, adjetivação intensa, excesso de comparações e metáforas.

    Mas, no conjunto, é um texto muito bom, acima da média. Gostei. Parabéns pela participação! Abraços

  36. Antonio Stegues Batista
    19 de dezembro de 2017

    Fazer pacto com o diabo, não é novidade na literatura. Gostei do enredo, não tanto das frases, algumas longas com excesso de adjetivos. O ambiente também ficou legal, a bruxa e o cão foram figuras importantes e marcaram bem o terror na trama. Dizer que o objetivo do demo ara outro, e não a alma de Marcos, aguçou a curiosidade e o final não podia ser outro. Um bom conto, apesar das falhas apontadas, como no “lhe dar”(lidar). Boa sorte.

  37. Regina Ruth Rincon Caires
    18 de dezembro de 2017

    História de um homem que tem uma gana incontrolável de ser rico e muito poderoso. Para que o processo acontecesse de maneira mais célere, fez um pacto com o tinhoso. É um texto bem construído, escrita fluente, enredo muito bom, inteligente. Percebe-se que, apesar dos poderes que lhe foram concedidos pelo demo, a vida de Marcos passou a ter uma aflição crescente, incomodativa. Criará o “anticristo”… Não consigo compreender a necessidade de apontar “ERRO” quando é notório, facílimo de perceber que não se trata disso. Não é erro, é deslize de digitação, não é desconhecimento do autor. Não há razão para criticar. Ai, ai…
    Parabéns, Observador!
    Boa sorte!

  38. Gustavo Araujo
    17 de dezembro de 2017

    Conto com forte apelo infanto-juvenil. A já conhecida jornada do homem que sucumbe à tentação do diabo e com ele acaba estabelecendo um pacto: a alma em troca de sucesso. Embora se trate de um clichê literário, penso que o autor soube trabalhar bem os elementos. Afora a cena de sedução, desnecessária a meu ver em vista do detalhismo empregado, que não se viu no restante da trama, o enredo se desenvolveu a contento. Como literatura juvenil que é, não privilegia os personagens, mas a ação em si, o contar ao mostrar, a fluidez à imersão psicológica ou filosófica. Enfim, é um conto escrito para entreter de modo automático, sem pretensões de parecer marcante. Tendo sido este o objetivo do autor, pode-se considerar como missão cumprida. Aliás, é o que mais se vende em tempos atuais. Para quem prefere algo mais provocante, porém, como é o meu caso, a história, dada a ingenuidade que a permeia, pode parecer um tanto rasa. De todo modo, é um trabalho honesto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  39. Miquéias Dell'Orti
    17 de dezembro de 2017

    Oe,

    Conto bacana, história interessante, apesar de cair um tema meio que batido eu gostos bastante de histórias que envolvem um pacto com o cramunhão.

    Marcos era padeiro, uma profissão muito bacana, e que podia até ser melhor explorada dentro do contexto da história, em minha opinião.

    Tem algumas construções que não me agradaram como leitor… como um certo excesso de comparações e metáforas. Não que elas sejam ruins, muito pelo contrário, mas acho que, para mim, meio que se acumularam em excesso no texto.

    Também não curti muito algumas formas de trabalhar a voz passiva, de um jeito meio Mestre Yoda em alguns períodos… mas isso é uma questão puramente de estilo… seu estilo… e apesar de eu não gostar muito, isso não tirou meu interesse pela história.

    A ambição sem precedentes, sem se preocupar com as consequências de um ato vil… depois, o arrependimento, o cair em si… é uma característica tão normal dos seres humanos, não é? Promover desgraça em benefício próprio e se ajoelhar em desculpas ao ter que assumir as consequências de seus atos. Um bom contexto para a narrativa.

    A entrada da velha bruxa deu uma gás na história, com um gancho para o que poderia acontecer para Marcos se livrar daquela situação.

    O cão aparecendo como um avatar do demo lembrou o filme A Profecia. Acredito que tenha sido uma referência. O final reforçou ainda mais essa minha opinião, com o nascimento do anticristo.

    Parabéns.

  40. O Observador
    16 de dezembro de 2017

    Hehe, se tem alguém machista aqui, essa pessoa é a personagem Letícia. Um caso gravíssimo cabível de processo hein.

  41. Paulo Ferreira
    15 de dezembro de 2017

    O enredo bem poderia ser uma boa ideia para o bom conto, entretanto a forma como essa escrita foi conduzida não ajudou em nada uma história, pelo menos aceitável. A escrita é precária, sem qualidade literária. Logo no primeiro parágrafo vem com esta: “que outrora serviam como instrumentos de degustação aos familiares dos empregados” Eles não comiam, só degustavam? Mais à frente esta preconceituosa: “Deitou-se com homens poderosos-asquerosos por interesses diversos e rejeitou amores inúteis, afinal, é o preço que uma mulher bonita paga para viver plenamente”. Que sentençazinha infame esta, hem! Torça para que uma mulher de fato não leia esta frase e, se ler, ao ter conhecimento não lhe trucida. Veja, por exemplo, (eu não havia tido conhecimento dos comentários anteriores ao meu, quando me deparei com o “Ângelo” percebendo a mesma gravidade desta frase em sua crítica). O final então é hilário. Ainda vai vir o Anticristo? Vai ser difícil de aguentar. Valeu pelo esforço de transpor tudo isso para o papel.

  42. Neusa Maria Fontolan
    14 de dezembro de 2017

    Marcos adquiriu poderes através de um pacto com o diabo, entre eles o poder de induzir as pessoas a fazerem o que ele queria. Teve todas as regalias que a vida pode proporcionar. Com o tempo cansou do luxo e teve um pequeno arrependimento, então procurou uma bruxa para orientá-lo. A meu ver esse arrependimento durou pouco, já que ele aceitou criar o filho do Demo. Pobre Helena que, inocente e desinformada, entrou nessa parada.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  43. Olisomar Pires
    11 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: leitura fluida, tensão bem construída, bons personagens, enredo fechado que cumpre seu papel.

    Pontos negativos: explicitar a conquista sexual em detalhes, retirou um pouco a aura da magia.

    Impressão pessoal: o superpoder estaria no Diabo, nesse caso, o conto atende ao tema.

    Sugestão pertinente: a moça do colégio não tem relevância para a trama.

    E assim por diante: um bom conto, escrito bem e interessante, traz a antiga lição sobre o poder do Mal e suas consequências.

    Parabéns.

  44. Angelo Rodrigues
    11 de dezembro de 2017

    Caro O Observador,

    Superpoder de exercer as vantagens dadas pelo Demo.

    Conto com viés clássico daqueles que fazem pacto com o Demônio. Não é mal repeti-lo, salvo pelo fato de que se sabe o final, o inexorável final onde aquele que faz o pacto não sairá impune.

    O conto, por vezes, passa por uma proliferação de minúcias que alongam o texto e não empurram a trama, onde as frases traz palavras que ilustram de forma enviesada o objetivo, a saber, por exemplo:
    “Frutos eram arrancados e arremessados das altas mangueiras, jaqueiras e dos abacateiros que outrora serviam como instrumentos de degustação aos familiares dos empregados e instigavam ao roubo as crianças das fazendas vizinhas.” Creio que um excesso dizer que os frutos eram instrumentos de degustação. Passa do ponto.
    Creio que houve também um erro construtivo na frase:
    “– Ela é a noiva da festa – argumentava. – Está casando com o filho DO UM senador que com certeza será deputado no próximo mandato… A família é praticamente dona do Maranhão…” Afinal, quem seria deputado, o filho ou o senador, que sofreria um rebaixamento de posto? Bem, sendo do Maranhão tudo é possível, mas… acho que merecia um ajuste.

    Notei que por duas vezes foi usada a construção LHE DAR quando o correto seria LIDAR.

    Uma frase que não cairá bem às feministas:
    “Deitou-se com homens poderosos-asquerosos por interesses diversos e rejeitou amores inúteis, afinal, É O PREÇO QUE UMA MULHER BONITA PAGA PARA VIVER PLENAMENTE.”

    WTF?

    Boa sorte no desafio.

  45. Amanda Gomez
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Observador.

    Mas esse Marcos heim… Já fez merda com a vida dele, não satisfeito ainda acha de trazer ao mundo o anticristo, e usando a guria lá que não tem culpa de nada. Eu mudaria o título para A incrível habilidade de Marcos Santos pra fazer merd@ hahahahah.

    Bem, eu gosto do conto, ele entretém tem um quê de conto típico de pacto com o diabo e essas coisas, mas não me incomodei com os dejavu não, cria-se uma expectativa, um mistério pra saber o que vai ocorrer, como ele vai se livrar de tudo isso. Eu não esperava por esse fim, e um ponto a favor. Particularmente eu torci para que o personagem se desse bem mal mesmo, mas ao que parece quem se deu mal foi a humildade inteira rs.

    Gostei das cenas, a escrita está boa, lê-se muito rápido, sem entraves.

    Parabéns pelo trabalho, Boa sorte no desafio.

  46. Evelyn Postali
    10 de dezembro de 2017

    Caro((a)_Autor(a),
    O superpoder seria encantar as pessoas? Seria dominar as pessoas a ponto de elas fazerem o que ele queria que fizessem? Então, está dentro do desafio. A linguagem é boa. Está bem escrito. Fazer pactos para adquirir riqueza é algo, mas fazer pacto para exercer poderes sobre as outras pessoas é bem inteligente. E, afinal, ele conseguiu. Apenas pelo final, que não foi nem um pouco feliz. Cuidar do anticristo será um problemão. Acredito que não será nada fácil. Com relação aos erros de escrita, não notei erros, não. Então, está ok. A trama é simples, não tem reviravoltas, nem tem uma tensão com maior destaque. A leitura consegue ser tranquila até o final.
    Boa sorte no desafio.

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Publicado às 10 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .