EntreContos

Detox Literário.

Ultrarromantismo (Dave Milch)

Veio do mar, partindo ele em duas metades, em duas ondas para os lados que dariam títulos a quem se aventurasse surfa-las. Cada passo da abissal criatura escamosa fazia tremer o solo, desde a praia até o centro da cidade. Vidros trincavam, placas se soltavam dos suportes, concreto rachava, apenas com o tremor de cada passada. 

A população, em polvorosa ao ver o vulto se avolumar no horizonte, entra em histeria. Talvez fosse a terceira vez essa semana, mas a histeria parecia ser ainda a reação mais adequada. A massa popular corre na direção oposta ao monstro. Exceto um homem.

Takaro Dadeskonto não temia aquele ser gargantual. Nem os que vieram antes dele. Ele era a única chance de salvação daquela cidade, e se orgulhava disso.

O monstro alcança a cidade, e começa a rotina de destruição que era habitual a essas criaturas. Os prédios eram arrebentados como maquetes de papelão….realmente parecidos com maquetes de papelão, carros viravam chapas de ferro debaixo de suas patas. O ataque era furioso, sem objetivo, sem senso, sem hora para terminar, o que atrapalharia bastante, pois era dia útil da semana e isso forçava a concessão de uma folga e horas extras para compensar posteriormente.

Takaro decide que já era hora de intervir, principalmente após a destruição de seu karaokê predileto pela criatura. Erguendo no ar uma espécie de escova de dentes elétrica, grita uma palavra intraduzível nesse idioma (algo a ver com tua mãe). O dispositivo brilha e vibra intensamente, e em um momento Takaro toma o tamanho de um edifício, um colant colorido e afetado e um capacete de motociclista.

Prontamente vai em confronto ao monstro, derrubando prédios, destruindo carros, quase na mesma proporção que a criatura, mas como ele é o herói alguém passaria um pano depois. Cruza os braços em posição de combate. O monstro o encara naquela ridícula posição, mas havia algo ali. Takaro também nota, quando os dois se fitam. Aquela meia dúzia de olhos, incineravam não apenas com a fúria, havia um fervor ali que Takaro não entendia bem. A insígnia no peito de Takaro começa a brilhar intermitentemente, ele havia sido atingido. Havia algo no ar além da radioatividade. A criatura se aproxima de Takaro, mais calma, com leveza, a mão escamosa enlaça a sua com ternura, e os dois seguem de volta a enseada, veriam juntos o poente…

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31 comentários em “Ultrarromantismo (Dave Milch)

  1. Renata Rothstein
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Dave Milch, tudo bem?
    Gostei do seu conto, muito diferente de todos, até aqui.
    leve, curto, direto, bem-humorado (adorei o Takaro Dadeskonto rsrs), é claramente uma alusão às séries japonesas que assisti quando criança (Jaspion, Changeman, Spectro man hehehe, muito bom).
    E daí que nasce uma super paixão do super herói com o super vilão, achei demais, só acho que poderia ser um pouco estendido e com mais alguns detalhes, além de uma revisão, e daí tudo vai ficar dahorané?
    Grande abraço!

  2. Hércules Barbosa
    17 de dezembro de 2017

    Saudações

    O conto, bem curto, tem um tom anedótico que faz lembrar os seriados japoneses que passavam no Brasil nas décadas de 60, 70 e 80 do século passado (National Kid, Ultraman, Jaspion etc). O nome do protagonista já denota o teor cômico do texto e o trecho final no qual Takaro e o monstro ao invés de travarem batalha observam juntos o horizonte à beira da praia conclui essa mensagem de humor.
    Objetividade é algo que prezo em textos, em especial literários, mas neste em especial passou-me a impressão de querer que a história “acabasse logo”. Senti falta de um mais informações sobre personagens envolvidos, por exemplo. o que Takaro estava fazendo na praia antes de “confrontar” com o monstro?

    Parabéns e sucesso no desafio.

  3. angst447
    16 de dezembro de 2017

    OLÁ , Dave Milch, tudo bem? Parente da Cláudia Leite?
    O conto curto, curtíssimo, é sempre um alento aos leitores atarefados. O tom de seriado retrô com toque de humor funcionou bem, até certo ponto.
    Aliás, tive a impressão de que o autor divertiu-se muito ao escrever o conto. Fiquei com inveja, confesso. Eu geralmente, sofro.
    Há falhas na sua revisão, principalmente quanto aos tempos verbais. Nada grave, mas é algo que precisa ser revisto.
    O ritmo, bem, o ritmo é acelerado pelo tamanho do texto. Uma leitura rápida e divertida.
    E claro, o conto abordou o tema proposto pelo desafio.
    Boa sorte!

  4. Edinaldo Garcia
    16 de dezembro de 2017

    Ultrarromantismo (Dave Milch)

    Trama: Monstro gigante sai do mar pela terceira vez em uma semana para destruir a cidade, mas desta vez surge um herói para combatê-lo.

    Impressões: Um texto que satiriza os chamados super sentais. O fato de ser uma trama episódica não é um defeito e tampouco achei que a falta de profundidade dos personagens atrapalha já que o autor se utiliza do conhecimento prévio do leitor sobre a temática para desenvolver a piada. Confesso que um conto grande com essa pegada, da forma com que foi elaborada, seria enfadonho.

    Linguagem é escrita: É boa. Apresenta pequenas falhas em algumas construções como:

    “Os prédios eram arrebentados como maquetes de papelão…. realmente parecidos com maquetes de papelão.”

    Tempos verbais que mais parecem que entramos numa máquina do tempo estragada me incomodaram. Exemplo:

    “O monstro alcança a cidade, e começa a rotina de destruição que era habitual a essas criaturas.”

    Veredito: É um conto sem muitas pretensões com uma boa sátira mas um desenvolvimento com cara de arte inacabada. É sim divertido e eu ri de algumas coisas, como no nome do protagonista. O título também é muito criativo.

  5. Sigridi Borges
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Dave Milch!
    Conto curto tal qual meu comentário.
    Simples, objetivo.
    Lembou-me dos heróis que eu acompanhava enquanto criança.
    Heróis e vilões gigantes invadindo e destruindo cidades inteiras.
    Cuidado com concordâncias.
    Obrigada por escrever.

  6. Leo Jardim
    16 de dezembro de 2017

    # Ultrarromantismo (Dave Milch)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – extremamente simples, trata-se de uma sátira aos antigos seriados japoneses, como Ultraman
    – a piadinha do fim é divertida, mas acontece sem explicação ou sentido; funcionaria melhor se fosse melhor desenvolvida; por que, afinal, eles se apaixonaram? Quem era, afinal, Takaro (ótimo nome)?

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – um texto curto, escrito de forma despretensiosa; com isso, a leitura fica leve e divertida
    – não possui erros graves, mas precisa tomar cuidado com a variação do tempo verbal entre pretérito e presente; por exemplo ex.: O monstro *alcança* a cidade, e *começa* (presente) a rotina de destruição que era habitual a essas criaturas. Os prédios *eram* (pretérito) arrebentados
    – no geral, todos os verbos de uma cena precisam estar no mesmo tempo verbal, pois ocorrem ou ocorreram no mesmo período do tempo
    – além disso, tome cuidado com a repetição próxima; faça você mesmo o teste: http://repetition-detector.com/?p=online

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – aqui ganha pontos pela proeza de resolver finamente o imbróglio do Ultraman

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – 100% adequado

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – é um conto divertido, não chegou a me arrancar uma gargalhada, mas me fez sorrir; se trabalhasse melhor a técnica, talvez o efeito fosse ampliado; acredito, porém, que o objetivo (fazer sorrir) foi alcançado

  7. Fheluany Nogueira
    15 de dezembro de 2017

    Superpoder: O agigantamento do protagonista? Condições de enfrentamento do monstro?

    Enredo e criatividade: Microconto que traz uma sátira ao estilo dos mangás ou animes japoneses. É um texto para quem gosta de humor escrachado, ação ridícula (o herói provoca o mesmo tipo de destruição da cidade que o monstro?) e romance duvidoso (que justifica o título). Uma paródia que diverte, faz rir muito.

    Estilo e linguagem: há alguns deslizes gramaticais que exigem uma revisão atenta quanto aos tempos verbais e repetições, uso dos possessivos gerando ambiguidade e um pronome reto na função de objeto direto (“partindo ele”).

    Apreciação: Texto curto, leve e cômico, enquadrado no tema. De início cheguei a pensar que o monstro fosse uma metáfora para as tsunames que assolam o Japão. No geral, gostei, sobretudo da sátira. Parabéns pela participação! Abraços.

  8. Pedro Luna
    14 de dezembro de 2017

    Bom texto, descompromissado. Uma mistura de crítica com sátira dos filmes de monstro e heróis que ficam gigantes. Aqui no Brasil isso bombou muito, então o conto funciona. Dei risadas com os prédios maquete de papelão e com o nome do cidadão. Gosto dessas brincadeiras com os nomes japoneses, permitem muito o uso da imaginação.

    Não tem muito o que ser dito. Não é grandioso nem marcante, mas foi rápido e divertido, então gostei.

  9. Givago Domingues Thimoti
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Dave Milch!

    Por mais que o conto tenha um tom humorístico, não achei muito engraçado. O texto foi tão curto que, quando acabei a leitura, soltei um “Mas é isso? Só?” Fiquei decepcionado, não vou negar.

    Para mim, o final irônico foi o grande ponto do texto, a quebra da expectativa do leitor. Ganhou um pontinho por isso.

    Dessa vez, o humor escrachado não me conquistou.

  10. iolandinhapinheiro
    14 de dezembro de 2017

    Hahaha. Show! Foi uma mistura de Godzilla. Jaspion e Meninas Superpoderosas. Gostei do nome do personagem, gostei da ultra fluidez, gostei do humor e do final escolhido (inusitado). Infelizmente há alguns problemas gramaticais que exigem uma revisão cuidadosa. O tema está perfeitamente adequado, o conto é uma delícia de ler, o humor irônico é um bônus que o autor nos dá. O conto peca por não aprofundar enredo e personagens, mas é completo dentro do proposta que trouxe. Então, parabéns e muita sorte no desafio.

  11. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Cara, que doidera! Takaro Dadeskonto? Adorei hahahaha.

    É uma texto legal. Curto, rápido. Mas tem algumas falhas de execução que atrapalham a leitura, principalmente as mudanças de tempo verbal. Ficou estranho.

    O tom de humor foi muito bem inserido na trama. Ela é divertida e tira boas risadas. O final “ultrarromântico” é o ápice do absurdo, mas como o conto todo é um absurdo gigantesco, a gente aceita de boa.

    Um texto leve e engraçado, enquadrado no tema e tudo… mas a execução precisa de ajustes, principalmente (como eu disse) quanto ao tempo verbal.

    Parabéns pelo empenho.

  12. Andre Brizola
    13 de dezembro de 2017

    Salve, Dave!

    O conto é surpreendente e isso me faz gostar dele. A sátira/homenagem ficou muito bem equilibrada e divertida. Se foi essa a intenção, foi um tiro na mosca.
    Entendo a falta de descrições mais amplas, ou uma maior caracterização dos dois personagens como um paralelo aos seriados japoneses, visto que eles eram exatamente assim. Todos os personagens eram sempre iguais, tinham as mesmas motivações e, no final, Tóquio era destruída por uma briga de gigantes.
    O final, a parte que me foi surpreendente, é o que transforma o enredo em algo diferente daqueles tokusatso. É quase humor negro que da destruição de uma capital tenha surgido o romance improvável.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  13. Estela Goulart
    13 de dezembro de 2017

    Olá, Dave Deudeskonto. Assim como seu conto (que por sinal me deu um ânimo a mais devido ao humor) serei rápida. Creio que a crítica e a sátira foram bem construídas, e a rapidez deixam aquele gostinho no leitor. O que falar mais? Gostei, muito bom mesmo. Parabéns e boa sorte.

  14. Catarina
    13 de dezembro de 2017

    O título explica tudo. Humor simples e direto.
    Sempre achei essa série bem trash. E nada melhor do que um conto trash (no bom sentido) com uma pegada romântica.
    Claro que os dois sempre foram loucos um pelo outro, ou não brigariam tanto. Legal assumirem a relação no final. Rsrs. Bom conto, despretensioso.
    Cabe revisão dos tempos verbais e do vocabulário repetitivo. Em um texto curto a revisão é crucial. Cada palavra é uma arma ou um alvo. Você escolhe.

  15. Felipe Rodrigues
    10 de dezembro de 2017

    Se entendi, é uma sátira sobre as séries orientais que muito passaram na rede Manchete nos anos 90, uma sátira, sim, pois ao final entendi que monstro e pseudo-Jiban elançam-se em vôo cheio de afeto? Se sim, gostei bastante. Em tempo, gostei de alguém ter lembrado daquelas narrativas simples e objetivas, com efeitos toscos e até pula-mula entre as ondas.

  16. Amanda Gomez
    10 de dezembro de 2017

    Olá!

    O conto tem muito boas sacadas, desde o título até várias referências. O nome do personagem funcionou comigo, achei engraçado. Pra mim o conto teria sido só mais uma sátira, leve, despretensiosa e inteligente, mas aí li o comentário da Paula e pensei : Será? Que tem muito que a superfície apresenta? É uma teoria muito interessante, acredito que isso já o faz satisfeito com o trabalho feito, quando o leitor viaja, mesmo tento apenas poucas palavras pra isso é muito gratificante.

    Queria sabe escrever assim, curto , simples e direito.

    Parabéns pelo trabalho, Boa sorte no desafio.

  17. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Logo de cara me veio Godsila na cabeça
    Uma história sem muito a revelar, apenas um monstro que se apaixona por outro monstro. Takaro deu um desconto pro monstro e o segue para o bem da humanidade.
    O poder está em Takaro com sua transformação.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  18. Luis Guilherme
    9 de dezembro de 2017

    Takaro Dadesconto! Hahahhahaha pqp!!

    Caraca, ri mto do nome do protagonista, mto bom. Combinou com o estilo divertido do conto.

    Gostei! Foi prazeroso de ler, e foi uma pena quando acabou. Isso é ótimo sinal.

    Gosto (e sempre escrevo) contos curtinhos. Acho que são mais dinâmicos e cada palavra acaba tendo mais valor.

    Quanto ao tempo verbal, dei uma olhada e vi q ja foi bastante falado nos comentários, entao nao vou me prolongar nisso. Vale uma revisão.

    Enfim, bom conto, me diverti lendo. O desfecho é otimo!

    Parabens e boa sorte!

  19. Paula Giannini
    8 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Não sei se só eu vi o que direi abaixo… (sim li todos os comentários até aqui, adoro isso) Se sim, bem, essa é a minha visão como leitora e ela foi clara como água.
    A trama, para mim, apresenta um garoto escovando os dentes em seu banheiro.

    Será que sou louca?!

    Enquanto escova, ou finge que o faz, cobrado pela mãe, ele enche a pia de água e brinca com seus bonequinhos, imaginando monstros submersos e divididos em dois, criando universos e, mais que isso, sendo o dono de sua própria história. O herói acima do bem e do mal. O único capaz de deter as monstruosidades gigantescas.

    Além disso, claro, o(a) autor(a) nos traz referências de filmes japoneses e suas gigantescas criaturas que vem do mar, em criações dos anos 70 e 80.
    Confesso que a premissa me fez pensar… Por que não tive essa ideia antes? kkkkkk Não dá mais tempo. Se desse, escreveria um conto baseado em uma brincadeira de menino.

    Sobre os tempos verbais conflitantes, imaginei se você não quis criar os tempos divididos em: o do menino no banheiro e o da história imaginada por ele. De qualquer forma, é um bom trabalho, que merece um segundo tratamento após o desafio.

    Ah, também adorei o bom humor.

    Parabéns

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  20. Bianca Amaro
    6 de dezembro de 2017

    Olá autor(a)! Parabéns pela sua história.
    É um conto bem curtinho, mas é legal. Faz referência aquelas história de monstros japoneses colossais, e (pelo que entendi) também faz uma crítica ao mundo dos super herois, criticando seus trajes.
    Me lembrou um pouco alguns jogos de videogame, como se misturasse Monster Hunter Tri com o filme Godzilla.
    Mas, como citei antes, é uma história muito curta. Não deu tempo de deixar-se cativar pelos personagens, pela história. Apesar disso, foi possível visualizar o contexto. Mas… Eu esperava um pouco mais.
    Resumindo, é uma história legal, mas com uma trama não muito rica, que deixou muito a esperar.
    Boa sorte!

  21. Pedro Paulo
    5 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Aqui o autor nos escreve uma sátira ambientada no que parece ser um daqueles filmes japoneses a respeito de monstros gigantes (ou um dos seus grandes derivados). A escrita evidencia a ironia e deixa clara a intenção do texto, que não perde tempo ao concluir com um final bastante absurdo. O conto se adequa ao tema e tem uma trama concisa que, embora curta demais para gerar um impacto ou deixar uma impressão memorável, cumpre a sua intenção de fazer graça em cima do gênero.

  22. Rubem Cabral
    4 de dezembro de 2017

    Olá, Dave.

    Um conto divertido e curtinho, inspirado, sem dúvida, em Ultraseven, Ultraman e similares.

    No entanto, houve uma confusão quanto ao tempo verbal. Em sua narração você variou muitas vezes, sem escolher se narrava no presente ou passado, o que deixou o conto meio confuso, pois as ações não ocorreram em períodos diferentes da linha do tempo.

    O final, com o Takaro e o monstro indo ver o pôr do sol, foi engraçado e justificou o título.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  23. Regina Ruth Rincon Caires
    3 de dezembro de 2017

    Menino, que rapidez! É um texto que cumpre o tema do desafio, o homenzinho valente tem superpoder. Torna-se enorme e enfrenta o monstro. É uma narrativa curta, com confusão de tempo verbal, mas que diverte o leitor. Não sei como alongar este comentário.
    Boa sorte, Dave Milch!

  24. Priscila Pereira
    3 de dezembro de 2017

    Super poder: aumento de tamanho?

    Oi Dave, conto curto e rápido, mais uma sátira aos filmes e nomes japoneses de super heróis, não tem muito o que dizer… Podia ter desenvolvido melhor, criando uma trama, um enredo, mas tá valendo… Parabéns e boa sorte!

  25. Paulo Ferreira
    3 de dezembro de 2017

    O conto retrata bem os filmes de monstrengo japoneses. Mostrando em forma de sátira os poderes sobrenaturais dentro e fora do homem. Um conto curto, mas que coube perfeitamente a ideia proposta.

  26. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    Um kaiju apaixonado e um ultraman para chamar de seu. Eu deveria gostar, mas não gostei. Talvez porque o tom de brincadeira pareceu mais como um desprezo do que, possivelmente, seja. Tem uns erros de tempo verbal. A construção do personagem não me pareceu muito caprichosa. Talvez ele esteja fora de contexto – devia ter sido inscrito no desafio da comédia. Acredito que possa ser reescrito mudando tudo. Talvez consiga algo bacana se você se esforçar.
    Boa sorte no desafio.

  27. Antonio Stegues Batista
    3 de dezembro de 2017

    Traduzindo: “abissal criatura”(criatura das profundezas abissais). “ser gargantual” ( Gargantua era um gigante que comia muito). Combater monstros gigantes era o trabalho de Takaro, o nome de guerra deve ser Ultraman. Enquanto ele lutava, pensava nas horas extras que iria ganhar e nas férias com a família numa ilha paradisíaca, de preferência, sem monstros para não atrapalhar o piquenique.
    No fim, ou por outra, no meio da batalha, o monstro se apaixona por Takaro.
    A história terrível de uma batalha com um final feliz. Dizer que esse conto é bom, ta caro! Deixando as brincadeiras de lado, achei um bom conto, sim. Boa sorte.

  28. Mariana
    3 de dezembro de 2017

    Acredito que temos um fã de tokusatsu por aqui: o monstro, a insígnia brilhando etc. No entanto, o conto é muito curto e não mostra o principal: o superpoder do herói. Me passou a sensação de que, quando ia engrenar, o autor parou. Quanto aos tempos verbais, faço coro de que precisam ser revisados – mas não sei se, embalada pelo charme da ideia, não me senti tão incomodada com esse aspecto. Parabéns ao autor e boa sorte no desafio.

  29. Olisomar Pires
    3 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: o texto se adapta ao tema.

    Pontos negativos: não me parece um conto no sentido clássico da palavra.

    Impressões pessoais: divertida a leitura, rápida.

    sugestões pertinentes:uma continuação seria interessante, mas não tenha pressa ao escrever.

    E assim por diante: uma mistura cômica com heróis meio incoerentes foi uma boa ideia.

  30. Angelo Rodrigues
    3 de dezembro de 2017

    Caro Dave,

    seu conto me lembrou – e acho que essa foi a intenção – as sagas japonesas desde Godzila passando por National Kid e os J-heróis (Jaspion, Jiban, Jiraia).
    Sendo um conto bem curto, não permitiu maiores compreensões acerca dos personagens.
    Não está ruim, mas também não achei que tenha ficado bom. Ficou com jeito de sátira e como sátira faltaram os elementos tais.
    Interessante a ideia de que um mostro saia do mar, ataque o Japão e encontre um par para viver na escuridão profunda das águas frias do mesmo mar.
    Com intenção ou não você reportou muito bem o Japão de hoje, um país onde a solidão se tornou algo muito comum, chegando a espantar a falta de contato entre pessoas.
    Ao menos o monstro se deu bem e arrumou alguém pra viver.

    Boa sorte no desafio.

  31. Fabio Baptista
    3 de dezembro de 2017

    Uma sátira aos spectromans e ultrasevens da vida que atende ao tema (mais pela memória afetiva do leitor aos referidos seriados do que pelo que está escrito). Apesar de simpática, deixou muito a desejar.

    Não há muito tempo para criar empatia e gerar o efeito humorístico desejado. Talvez se tivesse trabalhado melhor o começo, dando a entender que seria sério para depois escrachar, o resultado seria melhor.

    A parte técnica faz uma confusão de tempos verbais mais medonha do que o monstro que saiu da água.

    Abraço!

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Publicado em 3 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.