EntreContos

Detox Literário.

A coisa (Phill)

1

 

Tio Ted nunca gostou que mexessem nas coisas dele, mas não pude evitar.

 Estava ali, brilhando. Era como… Me atraia como um ímã. Agora, e cada vez mais perto, quase lá…

— O que pensa que está fazendo moleque? — era meu tio na porta, com seu típico pijama azul bebê que sempre achei ridículo, e a pior cara do mundo.

 — Eu, eu estava… — estava roubando! Mexendo nas suas velharias irritantes que fedem a mofo, o que mais poderia ser?

 — Sabe que não pode entrar aqui! Laura, minha filha, com tanto homem no mundo!

 Ele sempre detestou meu pai. Vovô morreu quando minha mãe tinha a minha idade e, desde então, tio Ted acha que é o pai dela. Vive enchendo o meu saco. Dizendo que tudo é culpa do desajustado, infantil e vagabundo do Ed (eu). Falta só um chapéu de patrulheiro e um caderninho de multas, aí sim ele estaria completo. Um completo filho da puta.  

 Me pegou pelo braço, como fizera tantas outras vezes, mas já era tarde demais. Coloquei no bolso. Fui rápido o suficiente para pegar sem que ele visse.

 Titio me deixou de castigo, o que foi ótimo, pois tive privacidade para ver a coisa. Assim que bateu a porta, xingando, corri para cama o mais rápido que pude. Ouvia a voz da minha mãe ecoar pelas paredes do quarto enquanto perguntava ao patrulheiro o que estava acontecendo.

 — Sabe muito bem que Victor não gosta quando você grita com ele — essa é a minha mãe!

— Ah! Não venha me falar daquele relapso! Tudo que sabe fazer é trabalhar, não cuida da própria família! Agora, por exemplo, devia estar acordado, vendo o marginalzinho do seu filho tentar me roubar — o babaca estava gritando com ela.

 E eu morrendo de vontade de matar o desgraçado. Eu bem que podia, afinal, descansava bem ali, no meu bolso, brilhando, bastava coragem para usar. Consigo até imaginar a cena, gostaria de ver a cara dele quando me visse. A cara do grande e adulto Theodore, passado para trás pelo pequeno, adolescente e ingênuo Edward.  

 Já tinha chegado ao limite da minha raiva quando a conversa entre mamãe e tio Ted terminou. A porta do quarto se abriu devagar, era minha mãe, mas eu não queria papo. Fingi ter pegado no sono, e deu certo. No minuto seguinte já não havia mais ninguém para me incomodar. Tudo pronto. Era a hora de olhar.

 Tirei a coisa do bolso com um pouco de dificuldade, não parecia tão grande quando eu peguei pela primeira vez. Al vai adorar ver isso, e V também! Falei para aqueles dois bundões que eu ia conseguir, disse para não duvidarem. Fui lá, e peguei!

Olha como ela brilha! Tanto que mal consigo olhar por muito tempo. Linda! A coisa mais legal que já vi em toda a minha vida!  

2

 

 — Ed — esperou, e bateu outra vez — Ed! Ed! Vai se atrasar!

 — Ok mãe, já vou — respondeu o garoto com a voz arrastada.  

Ainda sonolento, Edward se levantou. Ao olhar em volta, lembrou que mais uma vez naquela semana havia esquecido de arrumar o quarto. Putzs, que droga. Mamãe vai ficar uma fera”, levou as mãos à cabeça como se estivessem em brasa, derretendo seu rosto devagar enquanto deslizavam até o queixo.

 Tudo estava uma zona. Brinquedos espalhados por todo o chão e restos de pizza na janela, eram apenas uma pequena parte da desordem.

 — Ai! Mas que merda! — bradou ao tropeçar e cair de cara no chão.

 — Meu filho, está tudo bem aí em cima? — gritou Laura da cozinha.

 — Está sim, tropecei numa montanha!

 Deu graças a Deus por não ter quebrado seu trenzinho. Uma paisagem a menos para os passageiros de plástico apreciarem.

 O café da manhã estava servido. Laura e Ted já estavam sentados quando o destruidor de belezas naturais se juntou a eles.

  — Que porcaria é essa no seu rosto? — observou Ted.

  — Tropecei numa montanha — riu um pouco —, cadê o meu pai?

  — Saiu cedo hoje, estava com pressa.  

  — Pressa? Ah, pelo amor de Deus, Laura! Ele parecia um lunático.  

  — Olha quem fala…

  — Moleque! Deixa eu te pegar no meu quarto outra vez!

  — Parem vocês dois. Será que eu não posso comer em paz? Ed, seu tio vai lhe dar carona para a escola hoje. Termine seu café logo ou vai se atrasar.

 No caminho para a escola, tio e sobrinho não trocaram uma só palavra. O dia estava escuro, frio e chuvoso, o que obrigou Ted a acender os faróis. Com o barulho da chuva batendo na lataria do carro mal conseguiam ouvir o rádio, que estava ligado e dava as últimas notícias sobre um suposto apagão que aconteceria mais tarde.  

 

 “Muito bom dia, moradores de Anápolis! Aqui quem fala é Saul Mason, seu amigo de todas as manhãs! Recebemos essa manhã a notícia de que nossa querida cidade pode sofrer mais um apagão hoje, não é mesmo Boris?”

 “Bom dia Saul e amigos ouvintes! É verdade sim, a companhia elétrica responsável pelo abastecimento de Anápolis declarou ontem à noite que poderíamos ter mais um dos recorrentes apagões na cidade. O problema é que, se faltar luz de novo, vai ser a quinta vez esse mês. É com você Saul, aqui quem fala é Fernando Boris diretamente da sede da Companhia Elétrica Magno.”

 

 Tomara que falte luz mesmo! Tudo que eu precisava era de mais um dia sem aula”, pensou Ed, feliz com a notícia que acabara de ouvir. Ted dirigia alheio ao noticiário. Agora um Blues suave começava a tocar e ele não deu um pio. Estacionou junto ao portão principal da Escola Neville, e ofereceu um guarda-chuva que estava no porta-luvas para o garoto.

 — Toma, para não molhar os livros.

 — Valeu, tio. Não queria mesmo molhar meu cabelo — saiu do carro com pressa. Abriu o guarda-chuva e olhou para o tio — vai na fé, bundão — e acenou. Depois seguiu para dentro da escola junto com um monte de outros alunos.

— Seu merdinha! — murmurou Ted arrancando com o carro.

 

3

 

 Poucos alunos estavam presentes na aula de química do Sr. Walter. Talvez, e quase com certeza, muitos faltaram devido às notícias do apagão que provavelmente aconteceria em algum momento naquele dia. O próprio professor, lutando para sobrepor sua voz ao som do vento e da chuva, alertou que a aula poderia ser suspensa a qualquer momento. Mas toda essa situação pouco importava para Ed. Estava satisfeito que Valentin (V) e Albert (Al) não tinham matado aula.

 — Ei, Al — sussurrou Ed inclinando a cabeça na direção do amigo, sentado na carteira ao lado — você precisa ver a “coisa”.

 — Meu irmão, não é que tu conseguiu? Deve ser muito foda essa parada!

 — Também quero ver — disse Valentin esticando o pescoço da carteira logo atrás de Ed.

— Vou mostrar no recreio, meu tio nem se deu conta de que eu peguei. É melhor torcerem para faltar luz, assim vamos ter mais tempo para apreciar essa bela obra.

 Os outros dois balançaram positivamente a cabeça e responderam em uníssono.                 

 — Pode crer!

 Após uns trinta minutos, que para Ed, V e Al pareceram uma eternidade, o sinal para o recreio tocou. Não faltara luz, pelo menos não ainda, quando os três garotos saíram correndo porta à fora em direção ao Bosque Verde. Assim era chamado o cantinho bem atrás do refeitório, onde o mato crescia até os joelhos. O lugar, famoso por suas histórias, sempre foi frequentado por todos aqueles que pretendiam fazer tudo o que não podia ser visto pela coordenadora da escola, a temida Dona Nazaré. Se você quisesse fumar, beber, dar uns amassos ou mostrar coisas roubadas do seu tio na hora do recreio, sua melhor e mais segura opção seria, sem dúvida, o Bosque Verde.

 — Vai abrir ou não vai? — V protestou.

 — Não nesta chuva. Vamos ali, debaixo daquela árvore — Ed apontou para uma mangueira com uma sombra gigante onde, diferente do resto do chão, estava seco e protegido da chuva.  

 Já debaixo do abrigo, Ed respirou fundo e tirou a mochila das costas; estendendo-a no chão.

 — Vocês não podem contar pra ninguém, ouviram? — V e Al assentiram com a cabeça, estavam visivelmente ansiosos.

 O sobrinho de Ted começou a abrir lentamente o zíper, inclinando a mochila um pouco, a fim de permitir que só ele visse o seu conteúdo. Colocou a mão devagar dentro do bolso onde a coisa estava, admirando a cara de tortura que seus amigos faziam cada vez que parava de mover seu braço.

 — Vamos logo com isso!

 — O V tem razão, Ed. Pega logo essa parada, chega de enrolação!

Edward não lhes deu ouvidos, mantinha o ritmo lento só para incomodar. Ficou assim durante longos vinte segundos e, quando finalmente pareceu ter agarrado alguma coisa… Congelou. Seu queixo caiu sobre o peito como uma fruta madura cai de uma árvore. Imediatamente V e Al reclamaram, achando que mais uma vez Ed os fizera esperar para ver a coisa.

 Apalparam o amigo, mas ele não dava sinais de que estava brincando. O desespero então começou a entoar sua melodia sobre a situação, aumentando o volume gradativamente à mediada que tentavam acordar Ed e, ele, mal se movia. Os empurrões foram, aos poucos, dando lugar a chutes e socos que não surtiam efeito algum, como se batessem em um cadáver.

 — Tá bom bonitão, pode parar com a brincadeira — disse Valentin, cutucando Ed.

 — É isso aí! — concordou Albert, que estava prestes a dar um chute no amigo desmaiado.

Chutou, mas errou o alvo e acabou acertando uma raiz da mangueira, o que lhe custou a unha do dedão direito.

 — Mas que merda! Olha o que você me fez fazer! Ed, para de brincadeira! Meu pé está sangrando!

 — Cara, você devia mirar melhor os seus pontapés, olha quanto sangue! — apontou para o tênis de Al, que tinha uma enorme mancha vermelha na ponta. — Melhor a gente ir pedir ajuda, ele parece ter desmaiado de verdade, e seu pé deve estar horrível.

 — É melhor mesmo, vamos chamar Dona Nazaré.

V começou a ajudar Al, que mancava e reclamava de dor no pé. Ao virarem as costas para o amigo, Ed acordou com uma cara assustadora. De repente, o garoto começou a gritar.

 — Não vão embora! Ajudem aqui! Essa coisa vai me engolir! — Ed agonizava e se debatia mais do que uma criança que não sabe nadar, e decidiu pular na parte funda da piscina. Tentando se livrar da mochila — Vai me comer! —, olhou para baixo e viu as pregas do zíper se transformarem em dentes enormes e pontiagudos.  

 Assustados, Valentin correu para agarrar a criatura/mochila e Albert, sem o apoio do amigo, caiu no chão, mas logo se levantou e foi ajudar V. Ed não parava de gritar. A cena mais parecia um parto: dois mandando empurrar e um urrando de dor. O braço de Ed já estava quase todo dentro da mochila. Seus amigos puxavam com toda a força mas a criatura não desistia. Avançava cravando seus dentes na carne fresca como se não comece há anos. O sangue de Ed começou a empoçar e ser arrastado pela água da chuva. Era simplesmente incrível o fato de que ninguém na escola escutava toda aquela gritaria.  

 Sem mais nem menos, a mochila parou. Al e V foram arremessados para trás pelo recuo causado quando, de repente, não é mais necessário fazer força. Dividiam agora a mochila, que pendia no colo dos dois. Os dentes tinham sumido, e estava murcha.

Quando o entendimento voltou aos olhos dos garotos, viram um Ed sem o braço direito e novamente desacordado. Ao lado do menino, a coisa brilhava.

 — V… Al… — sussurrou Ed, meio desacordado — cadê o meu braço?

 — Vai se foder! — gritou Al, com a voz muito rouca.

 — Al… Me ajuda… Eu, eu não sabia. — Ed ergueu a cabeça e viu, espantado, que seus amigos estavam deformados. Pareciam ter queimaduras de terceiro grau por toda a face.

 Albert sangrava pelos olhos enquanto Valentin arrancava tufos de cabelo queimado da cabeça.  

Junto com um trovão, praticamente no mesmo instante, faltou luz finalmente. O Bosque Verde escureceu e, além do som da chuva, Edward podia ouvir o resto da escola gritando devido ao apagão. Vozes iam e vinham entre reclamações, gritos e cantorias que, aos poucos, foram deixando Ed confuso. Começou a ficar sonolento, e quase perdeu a consciência, que somente foi recobrada quando, num susto, viu Valentin começar a pegar fogo dos pés à cabeça. Podia sentir o cheiro da carne do amigo queimando.

 Albert ria e apontava para V como se assistisse a melhor comédia já feita.

 — Olha Ed, olha só pra mim. Estou pegando fogo! — choramingou V; suas lágrimas evaporavam com o calor do fogo. — Ah, meu Deus… É tudo culpa sua Ed! Lisa nunca vai querer beijar um rosto todo queimado!

 V, desesperado, pegou um galho próximo sem ter a menor ideia do que estava fazendo. Quando notou que umas das pontas era afiada, sorriu em direção a Ed.   

 — Adeus… — disse e, logo em seguida, atravessou o galho na garganta.

Sangue jorrou por todos os lados. Vapor vermelho subia pelo ar enquanto Valentin ia sendo consumido pelas chamas. Al ria mais alto agora, tão alto que um raio brilhou mudo no horizonte.  

  — Bom, o próximo sou eu né, Ed? — perguntou Al em meio a gargalhadas.

 Edward não respondeu, estava em estado de choque. Baixou a cabeça e começou a chorar, pedindo desculpas aos amigos e ao seu tio Ted.  

 — Olha pra mim, não adianta mais pedir desculpas — urrou, e logo em seguida as chamas tomaram seu corpo —, estou ardendo! Por que eu também? Por que não levou só o V? — o garoto já não ria mais. Estava sério. Esticou o braço direito e arrancou o galho do pescoço de Valentin, espalhando cinzas pelo ar. Sua mão, praticamente carbonizada, tinha os ossos a mostra. Ele mal conseguia segurar o galho.

 Ed deu um grito de pânico.

  — Não Al! Não! Não faça isso Al…

 — Você sabe, Ed, qual é a sensação de ter o corpo todo queimado? — enfiou a estaca no peito e caiu para trás com um baque surdo.

 — Al… Por favor…

Mais um trovão, e junto com ele o tempo parou. Edward pôde ver as gotas de chuva paradas no ar, como se fossem pequenos espelhos que refletiam tudo à sua volta. As chamas que cobriam seus amigos não faziam um movimento sequer, e muito menos barulho.

 Alguém havia retirado as pilhas do relógio.

 — Para! — Ed gritou, competindo com o silêncio — Para, por favor…

De repente, como em resposta ao garoto, um zumbido alto ecoou por todo o lugar. Tão perturbador quanto o canto de mil cigarras ao mesmo tempo, e muito mais agudo. Ed não tardou em levar uma mão ao ouvido, porém, para a sua surpresa, se deu conta de que tinha os dois ouvidos tampados. Seu braço direito estava de volta, e sem nenhum arranhão. Feliz, ergueu sua mão direita bem em frente aos seus olhos, mal acreditando no que via. Mas não aguentou por muito tempo, o zumbido era muito intenso, e logo voltou a tampar os ouvidos. Revelando o que se escondia bem na sua frente.

Tio Ted olhava o sobrinho fixamente. Seus olhos brilhavam mais que os faróis de um caminhão numa rodovia escura. Tinha a mochila de Ed numa das mãos, e a coisa na outra.

— Como dizia sua falecida tia: certos objetos têm poder — esperou alguma reação do garoto, que não moveu um músculo. — Eu disse para não mexer.

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33 comentários em “A coisa (Phill)

  1. Renata Rothstein
    18 de dezembro de 2017

    Oi, Phill!
    Olha, vc teve ideias muito boas, criativas de verdade, mas não foi dessa vez que “a coisa” engrenou,.
    Está bastante confuso, acho que vc escreveu e postou, não revisou (o que é normal,mas no “comesse” que está comece, pegou pesado).
    Os nomes e as iniciais, aliás, nomes estrangeiros, com exceção de dona Nazaré, esse conjunto não ornou.
    A cena de terror/loucura com o objeto maldito lá do tio até foram empolgantes, mas dá para polir.
    Uma questão que fiquei intreigada é como os meninos foram para o bosque com um temporal, e lamberam em fogo, sei lá.
    Veja, com um bom remake seu conto ficará excelente.
    Boa sorte!

  2. Amanda Gomez
    15 de dezembro de 2017

    Olá!

    Sei que já está cansado de ”ler” isso, mas tenho que dizer que o seu texto de fato é muito confuso, está mal estruturado, não há liga…as coisas acontecem uma hora de forma linear e depois tornam-se desconexas.

    Em certo ponto eu não sabia quem era quem, o que estava acontecendo, quem estava falando. Esse falha de estrutura prejudicou muito seu texto.

    A história em si…demora muito pra engrenar, o começo é extenso, conta muita coisa ao mesmo tempo que não conta nada. As explicações aparecem lá no final e tornam-se um tanto destoante de todo o resto.

    As cenas das mortes, do aparecimento da coisa não ficaram visíveis na minha mente, uma bagunça mesmo.

    O texto se inspira claramente em histórias de terror, em especial do King, os garotos de escola, o mistério e etc. Eu gosto dessa temática, inclusive ela voltou com força esses tempos com IT a coisa e Stranger Things, infelizmente você não conseguiu alcançar esse objetivo ( se é que era).

    Nomes gringos com ambientação brasileira fica muito zoado rs. A adequação ao tema…bem, a impressão que tive é que a visão de superpoder que você teve foi essa, e vou respeitar, mas pra mim faltou.

    Uma lapidação, um pouco mais de foco e objetividade deixaria o texto interessante.

    Boa sorte no desafio!

  3. Hércules Barbosa
    15 de dezembro de 2017

    Saudações

    Acredito que o autor tenha influências de Stephen King, pois algumas características e passagens deste conto remetem ao trabalho do escritor norte americano.Uma relação conflituosa entre os membros da família, os mistérios envolvendo os objetos guardados pelo tio do protagonista e transformar um objeto como a mochila em um ser vivo, poderoso e agressivo são boas ideias, mas já usadas e o conto mais me pareceu de terror do que com superpoderes, pois o primeiro aparece mais evidenciado do que o segundo. Narrativa fluente

    Parabéns pelo trabalho

  4. Givago Domingues Thimoti
    15 de dezembro de 2017

    Olá, Phill

    Tudo bem?

    O conto tem muitos problemas:

    1- Faltou uma revisão para corrigir erros gramaticais, que variam desde a falta de vírgulas até deslizes graves de ortografia (era para ser comesse). Atente-se também para a repetição de palavras.

    2- O texto, como um todo, foi mal desenvolvido. No início, deu-se a entender que o garoto era uma criança de uns 8 anos. Então, de repente, ele é um adolescente. Nomes tipicamente estadunidense em Anapólis-GO não foram uma boa escolha porque soou muito estranho para quem lia.

    3- O texto ficou muito confuso. As construções das cenas causam isso. Por exemplo, o que aconteceu com Edward debaixo da árvore? Por que ele desmaia repentinamente? E o que fez a mochila criar dentes? Textos abertos são legais, mas esse conto em especial ficou muito aberto.

    A história é boa, tinha potencial. Quero dizer, ainda tem, porém, é necessário rever, corrigir e aprender. Escrever é assim mesmo. Não se abata e continue o trabalho.

  5. Fheluany Nogueira
    15 de dezembro de 2017

    Superpoder: Não está claro quem tem o poder de alterar o tempo e provocar alucinações, talvez o tio, que o usa através da “coisa” para castigar o menino pelo roubo.

    Enredo e criatividade: Conto infanto-juvenil, com um clima de mistério, suspense e ares da sessão da tarde e trazendo uma lição de moral. Há muitos exageros no desenvolvimento da trama: cenas desnecessárias e confusas, muitos nomes e estes com o agravante de serem norte-americanos em Anápolis.

    Estilo e linguagem: A narrativa tem caráter próprio, a leitura é leve e divertida, apesar de ser um misto de FC e terror. A introdução ficou muito estendida e o conflito, fantástico.
    Não sei se a troca do foco narrativo foi boa opção e o texto precisa de uma revisão gramatical.

    Parabéns pela participação! Abraços.

  6. Leo Jardim
    14 de dezembro de 2017

    # A coisa (Phill)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – algumas cenas sobraram, pois não acrescentaram nada à trama, como o exagero de detalhes dele acordando de manhã, do café da manhã e da ida dele para o colégio; muito poderia ser cortado
    – o próprio anúncio no rádio, poderia ser bem mais reduzido; não foi importante para a trama saber o nome dos repórteres, por exemplo; num conto, ao contrário de num romance, essas gorduras jogam contra
    – muitos personagens também aumentou a sensação de texto muito gorduroso; pelo menos metade deles poderiam ser removidos sem dano à trama
    – as cenas depois que a mochila ganhou vida foram tão surreais que ficou difícil imaginar; os meninos queimando e falando normalmente foram o pior, ficou bem claro que era alucinação
    – o fim, por isso, ficou óbvio: tudo aquilo foi por causa da tal coisa (boa a ideia de não dar nome)

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – o texto mostra alguns bons momentos, mas acaba sendo muito truncado por problemas estruturais e de pontuação
    – Laura, minha filha, com tanto homem no mundo! (Ficou confusa essa mudança de interlocutor, seria bom marcar isso com inserções do narrador, como: “e disse para minha mãe” ou algo assim)
    – Sabe muito bem que Victor não gosta… (que Victor? Mais um nome que surge no diálogo antes de ser apresentado ao leitor; isso trava a leitura)
    – respondeu o garoto com a voz arrastada (o narrador mudar assim de repente também dá aquela travada)
    – Brinquedos espalhados por todo o chão e restos de pizza na janela *sem vírgula* eram apenas uma pequena parte da desordem (não se separa sujeito e predicado)
    – Tá bom *vírgula* bonitão (vírgula do aposto)
    – Não *vírgula* Al! Não! Não faça isso *vírgula* Al…

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – muitos elementos batidos, mas o conto tem uma dose de personalidade

    🎯 Tema (▫▫):

    – a coisa tinha um poder de criar ilusões, é isso? Com tudo acontecendo no reino onírico, podia ser qualquer coisa, até mesmo um sonho do menino
    – além disso, não creio que objetos com poder seja o tema do desafio

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫):

    – o conto se perde em cenas desnecessárias e, quando o conflito realmente surge, o faz de maneira que fica óbvia a ilusão/sonho; por causa disso, o fim não teve o impacto esperado; se as cenas no bosque fossem mais críveis, acho que teria funcionado melhor

  7. iolandinhapinheiro
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Phil. Acho que entendi o seu conto e a questão do superpoder apresentado por vc. O tio tinha algo na gaveta. Algo brilhante que o menino achava bonito. O menino não tinha ideia do efeito do objeto, já devia ter conversado com os colegas sobre o objeto porque eles ficaram felizes quando ele finalmente trouxe. No momento em que ia mostrar a coisa tudo se transformou para os três meninos. No fim o protagonista voltou ao normal, o tio retorna e se descobre que o homem sabia do furto e castigou o menino fazendo a tal coisa provocar alucinações (?) nos três. O superpoder é do tio que o usa através da coisa. O conto tem problemas: nomes típicos de personagens americanos em moradores de Anápolis, alguns erros gramaticais e passagens confusas, mas tudo isso já foi falado pelos colegas. Resta-me desejar boa sorte no desafio. Um abraço. Iolanda.

  8. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    A alternância da voz narrativa, um recurso que pode dar muito errado, funcionou para mim. Quando fui para parte 2 confesso que na primeira linha olhei e fiquei.. “ok, talvez não tenha sido a melhor estratégia”… mas depois a coisa fluiu bem. Eu entendi essa passagem como uma introdução à história e achei bacana a forma como ficou.

    Um problema: os nomes Edward, Theodore, Valentin, Albert, além do nome da escola, Neville… nada disso combina com Anápolis, mano!!! A história acabou perdendo força por conta disso 😦

    A transformação(?) da mochila em um ser dentuço e assustador deixou a coisa mais legal. A tensão e a insanidade dos amigos sendo queimados e depois a revelação de que tudo não passara de um artifício da “coisa” (que ficamos sem saber o que é) teve seu mérito.

    O tema, superpoderes, para mim, ficou fora do contexto da historia, infelizmente. Mas foi um conto divertido.

    Parabéns pelo trabalho.

  9. Andre Brizola
    13 de dezembro de 2017

    Salve, Phill!

    Li o conto hoje, durante meu almoço, e fiquei sem entender algumas coisas. Me comprometi a ler novamente numa situação mais tranquila e, agora, tendo em mente o que de fato aconteceu, já posso comentar.
    A primeira coisa que me vem à mente é que a confusão da primeira leitura não se desfez complemente. Os nomes dos personagens não ajudam nesse sentido, e a gente se pega sempre tendo que reler pra ver quem é que está pegando fogo e quem é que está com a coisa. Outra coisa é o início, com a aparição de alguns personagens que não acrescentam nada ao enredo, são apenas mais nomes para o rol, já grande.
    Essa confusão toda acabou me afastando do enredo propriamente dito. E é um enredo que traz boas sacadas, sobretudo com relação ao superpoder, visto que podemos ter três tipos de interpretação. O poder é da coisa, é do garoto, ou do tio? Eu preferi ficar com a interpretação de que o superpoder é o do tio, que pega o sobrinho em pleno furto e “mostra” a ele as consequências de seu ato. É isso? Bom, se não é, ficarei com essa, pois é a que me pareceu mais interessante!
    Acho que é um conto a ser reescrito. Talvez ampliado, dando significado a todos os personagens presentes. O enredo é legal, mas confuso da forma como foi utilizado.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  10. Estela Goulart
    13 de dezembro de 2017

    Olá, Phill. O conto infanto-juvenil é bastante simples, com algumas vírgulas faltando aqui e ali e mais especificidade em relação aos diálogos, mas ainda sim de fácil compreensão. Achei legal o mistério acerca da “coisa”. Eu, particularmente, vejo como uma pedra brilhante… ou sei lá… enfim. A questão é que em alguns momento vi o caráter lúdico, ponto positivo. Mas forçou demais na reação dos amigos de Ed enquanto morrem. Novamente, é um conto infanto-juvenil, então acredito que seja compreensível. Legal a briga entre o tio e o sobrinho, tornando a história divertida, e a dúvida em quem realmente tinha o superpoder. Parabéns e boa sorte.

  11. Catarina
    12 de dezembro de 2017

    Contos infanto-juvenis não me tocam muito. Até porque não sou o público-alvo.
    O conto é gramaticalmente bem escrito e o poder da Coisa, ficar sem origem definida, foi inteligente; deu um ar inocente ao conto.
    Com certeza o (a) autor (a) domina a escrita, mas a trama está confusa, quando a premissa é extremamente simples.
    Lamento, não me encantou.

  12. Sigridi Borges
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Phill!
    Confesso que fiquei um pouco confusa durante a leitura. Senti dificuldade em acompanhar as personagens com nomes abreviados. Não encontrei o superpoder em alguém, mas sim, na “coisa”. Em certo momento cheguei a pensar que o superpoder do rapaz era de pegar fogo. Depois percebi que não era isso.
    Mesmo assim, acho válido seu escrito. Um aprendizado.
    Obrigada por escrever.

  13. Felipe Rodrigues
    10 de dezembro de 2017

    Do começo ao fim do texto eu só soube que o tal Ed queria uma tal coisa do Ted, e que essa coisa era amaldiçoada e acabou desgraçando o trio de amigos por um momento, esse trecho foi o que maia me chamou a atenção. Achei o começo muito desorganizado, com inserções abruptas de personagens e diálogos sem dono. A história, a trama, precisa ser melhor desenvolvida, pois ela gera curiosidade e prende o leitor.

  14. juliana calafange da costa ribeiro
    9 de dezembro de 2017

    Phill, será que vc escreveu esse conto para o desafio anterior, mas não deu tempo de publicar? Todo esse clima Hollywood, com os nomes em inglês, as cenas bem clichês cinematográficos, me lembrei do filme A Mão Assassina, um dos meus favoritos dos anos 80. Mais pra ‘terrir’ do q pra ‘terror’, mas eu adoro!
    Gosto do mistério que vc dá à coisa, mas confesso q achei um pouco demais. Pelo menos no final, gostaria que mais algumas informações sobre o objeto me fossem dadas. Mesmo q não o revelasse de todo, oferecer um pouco mais do que o leitor tinha até o momento seria um belo prêmio, uma recompensa por ter acompanhado atenta e curiosamente até o fim da história, um gesto de generosidade do autor.
    Ademais, Deus me livre um tio Ted na minha vida! Q medo! Rsrs
    Parabéns e boa sorte!

  15. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    Acho que o superpoder estava no tio (Ted) – Ele tinha o poder de criar uma história onde a pessoa afetada acreditava ser a realidade, então acho que desde o momento em que tio Ted o colocou de castigo, Ed estaria vivendo algo irreal. A ida a escola, os amigos admirando a coisa e tudo que se passou a seguir era ilusório, assim como a perda do braço e os amigos queimados. Ele não saiu daquele quarto, foi uma história plantada em sua cabeça.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  16. Paula Giannini
    8 de dezembro de 2017

    Olá, Phill,

    Tudo bem?

    A coisa que coisa era? Gosto disso. Tratar o misterioso como “a coisas”, quase um ícone do gênero em antigos gibis e filmes dos anos 70, é muito legal.
    O poder em questão, para mim, não é o do menino (capaz de voltar no tempo), ou do tio (criador e detentor da coisa), mas, como leitora, vejo que quem está com o “poder” tema do desafio é justamente a-coisa.

    É ela que altera o tempo, causa alucinações e faz o menino transitar por universos e realidades alternativas. Talvez o conto desse uma bela história mais longa, com as aventuras do menino e a coisa, limpando um pouco a aura de mistério, ou, esclarecendo as lacunas sem precisar se prender ao limite de palavras de um certame. Digo isso pois, além de instigante, a narrativa cria imagens muito vívidas, como a dos meninos em autocombustão, por exemplo.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Luis Guilherme
    8 de dezembro de 2017

    Boa tarde, amigo, tudo bem?

    Olha, seu conto tem um potencial enorme, mas infelizmente não me ganhou totalmente.

    Principalmente pq está muito confuso (em especial, o desfecho). Li e reli várias vezes e continuei sem entender muito bem o que se passou no fim. É uma pena, pq eu tava realmente bem curioso.

    E é justamente o despertar da curiosidade o ponto alto do conto. Você construiu muito bem o clima de mistério.

    Mas aí, vem os poréns, rsrs.

    Primeiro, não posso dizer que se enquadrou no tema, sinto muito. Nenhum dos personagens me parece ter qualquer característica que se assemelhe a superpoder. O “poder” me parece vir da coisa, mas aí não sei se vale como superpoder, e sim como objeto mágico ou talismã ou algo do gênero.

    Tirando isso, o conto tá muito confuso. Realmente tive dificuldades de entender alguns trechos, especialmente o final, como já citei, e o começo, quando tive que ler várias vezes pra sacar quem era quem na família.

    A relação familiar ficou inexplorada e acabou “no ar”, e não deu pra entender muito bem como o conflito tio-sobrinho influiu no enredo.

    Os pontos positivos: o conto é misterioso (como já citado), me deixou bastante curioso. Tem algumas ótimas construções, e ressalto: “A cena mais parecia um parto: dois mandando empurrar e um urrando de dor.” Adorei esse trecho! Hahaha

    Outro ponto positivo: tem cenas boas que se aproximam do terror, especialmente do momento da queimada dos amigos. Essa cena é a melhor do conto, e acho que poderia ser trabalhada como o clímax, dedicando menos tempo ao restante (com exceção da construção da relação familiar, que, como já comentei, merecia mais espaço)

    Enfim, é um conto interessante, mas que pecou no desenvolvimento e acabou não aproveitando todo o potencial que tinha.

    Abraço e boa sorte!

  18. Rubem Cabral
    4 de dezembro de 2017

    Olá, Phill.

    Então, vamos à análise do conto!

    Sendo direto: achei o texto confuso e que este somente tangencia de leve o tema do desafio. É estranho ter nomes como Edward, Theodore, Albert & cia em Anápolis. Sei que tudo é fantasia, mas se espera certa coerência da fantasia. Não há também superpoder propriamente dito, parece que a “coisa” foi inspirada talvez no acidente com césio-137 em Goiânia em 1987.

    A pontuação, em especial junto dos vocativos, está meio ruim, e há variação temporal indevida: narra-se no passado e no presente sem justificativa para a troca. Os diálogos estão estranhos também, muitos soam informativos demais, são recados ao leitor e não falas reais entre as personagens.

    A troca do narrador de 1a pessoa pra 3a e a apresentação de tantos nomes de personagens sem importância para a trama (Laura, Victor), me pareceram escolhas equivocadas.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  19. Pedro Paulo
    4 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Este é um conto maneiro, mas que ainda traz consigo alguns problemas de coerência. O autor começa o conto na primeira pessoa e depois passa para a terceira, fazendo o início na primeira pessoa parecer desnecessário e demonstrativo de uma indecisão do autor, como se ele tivesse esquecido de consertar aquilo na revisão. Ainda assim, o início demonstra agilidade, pois ali somos apresentados ao protagonista, à “coisa” em questão, que motiva a trama, e à dinâmica conflituosa entre Ed e o tio, tudo bem útil à procedência da história.

    Outro problema do conto é a respeito do espaço no qual ele se passa, e com isso quero dizer espaço geográfico. O autor menciona a cidade de Anápolis, mas dá nomes americanos aos protagonistas e à escola em que Ed estuda. Ao mesmo tempo, o programa no rádio é apresentado por locutores de nomes brasileiros. Deixa bem confuso e reforça a existência de uma desatenção do autor quanto à revisão da história.

    A sucessão de fatos ocorre de forma convincente. É tudo bem surpreendente e o autor soube nos imergir na confusão da mochila e dos amigos em chama com descrições bem acertadas. A reviravolta com o tio controlando tudo e segurando a coisa explicou bem o que estava acontecendo, resolvendo também alguns absurdos do ocorrido, como a mochila, a combustão dos rapazes e o graveto-perfurador-de-gargantas. Eu entendi que a coisa imbuía o tio com o poder de criar cenários oníricos que se assemelham à realidade, então vou compreender o conto como disposto dentro do tema.

  20. Priscila Pereira
    3 de dezembro de 2017

    Super poder: o Ted tinha o poder de voltar no tempo e impedir o Ed de mecher na coisa? É isso?
    Oi Phill, seu conto é interessante, prende a atenção e nos leva a querer saber mais sobre a coisa. Gostei especialmente dos diálogos, para mim, soaram bem naturais. Ficamos sem saber o que era a coisa e o super poder fica escondido no texto. Leitura fácil e fluida, frases e metáforas interessantes, muita imaginação. Só faltou revelar mais o superpoder. Parabéns e boa sorte!

  21. Regina Ruth Rincon Caires
    3 de dezembro de 2017

    Estou aqui, sem saber como comentar. Li e reli o texto, não consegui encontrar o superpoder. A “coisa” deve ser um objeto que “liquidifica”, deve ser uma hélice que esmigalha o corpo, e queima, incinera. Mas é um objeto. O texto está um pouquinho confuso, muita rapidez nas descrições. Talvez se o tio estivesse presente e comandasse mentalmente a máquina mortífera, colocando a vontade dele de matar… Sei lá… Desculpe-me, Phill, não consigo comentar. Não consegui entender o seu texto. Falha minha.
    Boa sorte!

  22. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    Eu não sei se entendi muito bem o seu conto. O roteiro é confuso. Até chegar na escola tudo bem, mas depois, a coisa desanda. E onde está o superpoder? Se o superpoder está em um objeto, então, não é superpoder. Porque superpoder só funciona em alguém, certo? Além do mais, demora muito para saber o que é, e quando é revelado, não tem relação alguma com nada do seu personagem. É só algo que é roubado e que, de alguma forma, tem algum poder sobre os mortais. As relações entre o objeto e o personagem não foram construídas de forma a deixar isso consistente. Além disso, tem muitos personagens. Com relação à escrita, ela está boa, sem erros muito gritantes.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  23. Antonio Stegues Batista
    3 de dezembro de 2017

    Se a história se passa no Brasil, ficou estranho (e chato) os nomes americanizados dos personagens, principalmente os diminuitivos dos nomes, Ted, Ed,V, Al. Se fosse Teodoro, o diminuitivo seria Teo, Eduardo: Dudu, Alberto: Beto e assim por diante. Anápolis é um município do interior de Goias. Não é comum as pessoas do interior darem nomes estrangeiros aos seus filhos, mas como se trata de ficção, tudo vale. Acho que o autor é fã da série Black Mirror, pois no final a “coisa” , não sendo revelada, ficou um mistério. Um recurso válido que achei legal. Boa sorte.

  24. Olisomar Pires
    3 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: algumas frases são muito interessantes; “Alguém tirou a pilha do relógio”, por exemplo, sobre o tempo ter congelado.

    Pontos negativos: Os nomes dos personagens e da escola não combinaram com outros ou o local, como a Dª Nazaré e o pé de manga, mas isso é detalhe, pode acontecer. A escrita carece de uma revisão e lapidação.

    Impressões pessoais: não parece ter ocorrido adaptação ao tema.

    Sugestões pertinentes: talvez se “coisa” tivesse dado a Ed algum tipo de poder, o conto estaria salvo.

    E assim por diante: o autor é bem criativo e está no caminho certo. Agora é escrever sempre mais e mais.

  25. Paulo Ferreira
    2 de dezembro de 2017

    O conto tem um enredo que vacila muito nos diálogos, pois são de difícil compreensão, ora entende-se um personagem falando, ora outro. Muito confuso. O Ed tem a faixa etária indefinida, fala como adolescente, mas os brinquedos são de criança. Contraditório. As cenas da luta do Ed com a coisa, (coisa que não se mostra a que veio) parece mais uma pessoa contando a cena de um filme que não corresponde às imagens que ele vê com as que ele conta. Cheia de vai e vem, sem que se entenda o que está acontecendo. Quem sabe melhor elaborado dê um bom conto. Mesmo por que, nem sei se este tema desenvolvido corresponde ao proposto pelo desafio.

  26. Ana Carolina Machado
    2 de dezembro de 2017

    Oiii. A idéia do conto foi boa,mas fiquei meio confusa com alguns pontos. Principalmente sobre a coisa. O que seria essa coisa? No começo pensei se tratar de algum artefato que poderia induzir super poderes no Ed ou algo assim. Naquele momento em que os amigos dele pegam fogo e em que a mochila aparentemente atacou o braço do menino(achei bem narrado esse momento, principalmente quando narra que a mochila parece criar dentes no lugar do zíper normal) pensei que tudo poderia ser devido a alguma propriedade mágica do objeto, algum poder dele, mas no fim quando foi revelado que o garoto continuava com o braço e que o tio dele segurava a coisa e a mochila(que estava novamente inteira) do Ed fiquei sem entender direito. Os amigos dele estavam realmente lá com ele e o que era aquele zumbido? Mas pelo que entendi a coisa tinha realmente algum poder, talvez o de provocar ilusões, talvez por isso o tio dele falasse aquela frase no final.

    • Ana Carolina Machado
      5 de dezembro de 2017

      Reli o conto esses dias e percebi que talvez eu tenha deixado passar algum detalhe, por isso voltei no comentário que fiz. Acho que talvez o superpoder seja o de parar o tempo. Talvez o Ed tenha parado o tempo, pois aquele zumbido alto surgiu como em resposta a ele, pode ter voltado para o começo, por isso ele tinha o braço novamente. Mas ainda não entendi direito o que seria a coisa.

  27. Bianca Amaro
    2 de dezembro de 2017

    Oi Phill. Antes de qualquer coisa, eu o parabenizo pelo texto, e quero que entenda que as críticas que coloquei aqui são construtivas.
    O texto tem uma ideia boa, porém é um pouco confuso. Eu li, e, em alguns momentos, não entendi muito bem. Talvez se você tivesse conseguido organizar suas ideias um pouco melhor, o texto teria sido infinitamente mais legal de se ler.
    A “coisa” é algum tipo de droga? Ou é um objeto mágico inventado pelo autor?
    Porém, não sei se encaixou muito bem no tema superpoderes. Se a “coisa” for realmente uma droga, pode talvez até combinar um pouco. Não sei…
    Me perdoe, mas, sinceramente, não entendi muito bem seu texto.
    O título combinou perfeitamente, e os diálogos são tipicamente adolescentes (o que, na minha opinião, é um ponto positivo, sendo que temos que criar diálogos que combinem com a faixa etária dos personagens).
    Mais uma vez, parabéns pelo seu texto, e boa sorte!

  28. Angelo Rodrigues
    2 de dezembro de 2017

    Caro Phill,

    Superpoder de quê?
    Fiquei algum tempo, após ler o seu conto, imaginando o que poderia escrever acerca do tema superpoder.
    Confesso que não encontrei. Talvez não seja sua responsabilidade eu não ter encontrado.
    Tive a nítida impressão de que o tio teve seu “bagulho” roubado, não a “coisa”, mas o “bagulho”, um ácido lisérgico, uma dietilamida, um super peiote, pcp, ibogaína ou ayahuasca qualquer que o tio malocava no quarto e deu barato na garotada. Talvez o superpoder do ácido em dar um brilho nos pensamentos dos meninos.
    O conto transita sem muita segurança tornando a “coisa” um objeto de desejo sem que seja revelado.
    Os diálogos se confrontam com a ideia inicial de que Ed seja um menino bem pequeno que ainda bagunça o quarto e brinca com trenzinhos. Só que não, dado que os diálogos têm um tom adulto, malandro, típico de adolescente.
    Muitos personagens que não têm significância narrativa, criam presença sem ação.
    Uma “viagem” que precisa ser mais bem arrumada.

    Parabéns pelo conto.

  29. Fabio Baptista
    2 de dezembro de 2017

    Oi, autor(a).

    Primeiro conto que leio no desafio e (infelizmente) já vou começar com o famoso “infelizmente não gostei”.

    Achei que o conto ficou totalmente sem foco, apresentando muitos personagens e elementos que não tiveram tempo de se desenvolver e acabaram deixando a sensação de bagunça. Nem a relação familiar é desenvolvida, nem a amizade dos garotos, nem Laura (que não disse a que veio), nem os superpoderes.

    Ficou mais o climão de uma tentativa de terror do que um conto sobre superpoderes. Algumas escolhas narrativas também não colaboraram… muitos nomes são apresentados, sem que nenhum tenha uma cara. E esse nome “V”? Por que começar em primeira pessoa e depois mudar? O narrador fala a notícia que deu no rádio, para em seguida transcrever o que disseram os radialistas… não precisava, ficou redundante. Na mesma sentença, o narrador diz que o tio estava alheio às notícias, mas a reação dele de comemorar o apagão dá a entender que estava prestando bastante atenção, contradizendo o narrador.

    A escrita me pareceu tentar simular (talvez não dr forma consciente) um jeito estrangeiro, Stephen King ou algo assim. Isso não é de todo ruim, mas aqui não me soou muito natural. Faltaram algumas vírgulas antes dos vocativos e tem um “comece” apunhalando os olhos perdido por aí.

    Desculpe a minha chatice, mas realmente não curti.

    Abração!

    • Phill
      2 de dezembro de 2017

      Obrigado por ler e comentar, entendo que não tenha gostado mas alguns pontos no seu comentário não fazem sentido. Por exemplo, quem comenta a noticia é Ed, Ted em momento algum presta atenção ou comenta as noticias do rádio. Não existe contradição nenhuma. Outro ponto é a transcrição do radio, o tom era de que o radio estava soando, acho legal isso, se não gostou, tudo bem, mas não vejo redundância nenhuma. Abraço

      • Fabio Baptista
        2 de dezembro de 2017

        Tem razão, essa de comentar a notícia foi falta de atenção minha. Em minha defesa, alego que os nomes Ed/Ted não ajudaram muito, mas realmente me enganei.

        Sobre a redundância de dizer “no rádio o lucutor falava sobre um apagão…”, para logo em seguida colocar a fala do radialista falando sobre o apagão… nesse ponto, concordamos em discordar.

        Abraço!

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Informação

Publicado em 1 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.