EntreContos

Literatura que desafia.

O Assassino de New River (Corsário Negro)

Ao leitor, aconselho que antes de iniciar a leitura, tranque portas e janelas, leia com as costas grudadas a parede e não se esqueça de deixar a luz acesa. O mal é traiçoeiro e na escuridão sopra o vento gélido da morte em sua nuca.

Jack, um estudante de psicologia, estava ansioso para voltar a sua casa após dez meses longe de sua família, no ano anterior havia ganhado uma bolsa de estudos, saiu de casa e foi morar sozinho na cidade grande, não era acostumado, mas, não estava sendo nada muito difícil, já havia feito alguns amigos e no fim, sua vida acadêmica era prioridade naquele momento. Isso fazia com que ele não saísse muito de casa, então vivia uma vida monótona e sem problemas.

Estava contente, pois iria para New River, a pacata cidade onde Jack nasceu, na janela do apartamento olhava para o céu e pensava na saborosa comida de sua mãe, na sua cachorra, pensava nos seus velhos amigos, afinal, viveu 20 anos na cidade, quase nunca havia saído de lá, exceto em viagens curtas para visitar alguns tios, em cidades próximas, estava ansioso para ver se algo havia mudado. Pegou um cigarro e o acendeu enquanto olhava pela janela, viu que a lua era coberta rapidamente por nuvens negras, apagou o cigarro, fechou a janela e foi até a cozinha, bebeu um copo de água, voltando para a sala a energia elétrica desapareceu, tudo ficou na mais repleta escuridão. Até que um raio iluminou a sala pela janela, pensou ter visto um rosto junto a luz do relâmpago, mas, não deu muita atenção para isso, viu as primeiras gotas de chuva caírem no vidro. O telefone tocou, provocando em Jack um leve susto que o fez rir.

– Olá, aqui é Jack! Quem fala? – Disse ao atender.

Nenhuma resposta, apenas estática.

– Alô… Alguém ai? – Tentou mais uma vez.

Agora pôde escutar uma voz feminina, mas, não conseguia entender o que ela dizia, desligou o telefone e o deixou cair sob o sofá da sala de seu apartamento, não percebeu, mas na janela iluminada por raios, havia uma mulher que o olhava, sorrindo com um celular em mãos. Quando ele desligou, o sorriso no rosto da mulher se desfez e ela desapareceu.

Deitou-se no sofá e a energia não demorou muito a voltar acendendo as lâmpadas de seu apartamento, ansioso, Jack organizou sua mala para ter certeza que não deixaria nada para trás, tomou um banho e voltou a janela para fumar mais uma vez, abriu a janela com dificuldade, parecia estar emperrada, acendeu o cigarro. A chuva agora era fraca e a mulher o olhava pela fresta de uma porta aberta de um quarto escuro, na escuridão, ela sorria, era uma mulher bela, cabelos ruivos e um belo corpo, usava um longo e decotado vestido branco que deixava fartos seios amostra, após fumar Jack fechou a janela e no vidro viu refletir um vulto, virou-se rapidamente, assustado, mas não havia nada ali, olhou no relógio e viu que já se passava das onze da noite, foi até o quarto, trancou a porta e se deitou na cama com um pouco de receio, um sentimento ruim corria em seu corpo, estava cansado, mas teve certa dificuldade para dormir, após rolar em sua cama, adormeceu.

Enquanto dormia, a porta se abriu lentamente, era ela, entrou no quarto e caminhando devagar se aproximou da cama, ela se abaixou e beijou levemente os lábios de Jack, ficou ali, de pé, parada, olhando fixamente para ele. Ao ver que um relâmpago havia iluminado o quarto escuro, apressou-se em se esconder embaixo da cama. Um trovão ecoou na noite daquele dia e Jack acordou assustado, olhou para a porta que estava entre aberta, estranhou, pois tinha quase certeza de que tinha a trancado, se levantou e foi até o banheiro, pegou o celular que havia esquecido na sala e voltou para o quarto com uma moeda de ouro nas mãos, era sua preciosa moeda da sorte, fechou a porta, desta vez se certificou de girar a chave duas vezes e no segundo movimento deixou que a moeda caísse. A moeda rolou alegremente para debaixo da cama.

– Droga! – Exclamou em voz alta.

Ajoelhou-se próximo a cama, a coberta atrapalhava sua visão, a levantou impaciente e não demorou muito para encontrar, pegou a moeda e com cuidado a colocou novamente no bolso, apagou a luz e se deitou novamente, colocou um fone de ouvido, selecionou a playlist de Led Zeppelin e pouco depois dormiu, dessa vez com facilidade, a noite foi tranquila, sem sonhos ou pesadelos.

Já era manhã quando Jack acordou, o sol já entrava por sua janela, após enrolar um pouco para levantar, foi até a cozinha e preparou um café, fumou um cigarro enquanto bebia, tomou um banho e verificou se não se esquecia de nada, saiu do apartamento, carregando a mala que parecia pesada, desceu os três lances de escada e abriu o porta malas de seu carro. Lá de cima, da janela de seu apartamento, ela o olhava entrar no carro e partir.

A viagem foi tranquila, parou algumas vezes para olhar a paisagem e fumar um cigarro, a viagem durou cerca de nove horas. Chegou em New River as sete da noite, passando pela rua principal viu que o Duhan Cold estava aberto, era o bar mais movimentado de New River, estacionou o carro e entrou no bar, lá, encontrou Alice, uma antiga amiga, que agora era garçonete no Cold. Colocaram a conversa em dia, Jack pediu uma dose de rum e Alice o serviu prontamente. Era bom rever uma amiga, os dois no passado haviam tido um caso, mas agora Jack acabava de descobrir que ela estava comprometida, um pouco depois ele se despediu e saiu do bar a caminho da casa de seus pais.

Após meia hora chegou enfim a casa de seus pais, moravam em uma fazenda que seu pai havia herdado. Era um belo lugar, ali Jack viveu centenas de momentos felizes, era bom rever o milharal onde brincava com seus amigos e a floresta que ficava próxima ao celeiro, se sentia bem junto a natureza. A primeira a recepcionar Jack, fora Maia, uma cadela aposentada da policia de New River, os dois brincavam em frente à varanda da casa, quando ele pôde ver sua mãe abrir a porta sorridente, os dois se abraçaram, Maia latia enciumada. Seu pai, ainda não havia chegado, era xerife da cidade e geralmente se atrasava para o jantar, a cidade era pacata, mas os bêbados do Duhan, geralmente davam trabalho. Conversou com sua mãe que preparava o jantar, ofereceu ajuda que ela recusou, subiu a escada e foi se acomodar em seu antigo quarto, esperariam até que o velho xerife Morgan chegasse para jantarem juntos. Deitou-se na cama, e se lembrou dos livros e quadrinhos que estavam na garagem, pensou em ir até lá, mas preferiu deixar para depois do Jantar, escutou a voz de seu pai lá em baixo e rapidamente se levantou.

Desceu a escada e o abraçou, todos riram com as piadas de Jack que dizia estar com saudades e principalmente fome. Lá fora mais uma vez havia começado a chover, sentaram os três a mesa e começaram a jantar quando Maia começou a latir do lado de fora, Jack se levantou e abrindo a porta, assobiou para que ela entrasse, desobedecendo, ela não parava de latir, olhou para a estrada e viu que lá havia um carro, parado em frente ao portão, pegou uma capa de chuva e uma lanterna, foi até lá. O carro estava atolado, dentro do veiculo uma mulher tentava desesperadamente acelerar, mas, o veiculo não se movia, Jack segurando a lanterna bateu no vidro e viu que a moça no veiculo se assustou, sorrindo ele fez um sinal para que ela abaixasse o vidro, o pai de Jack apareceu logo atrás dele, os dois tentaram inutilmente fazer com que o carro desgarrasse. Quando a chuva piorou e um raio riscou o céu, os dois a convidaram para entrar na casa e esperar que a chuva parasse, ela aceitou.

Agora os quatro estavam à mesa, a mulher era Stefanie estava indo para um aras, que ficava próximo a propriedade do pai de Jack, iria trabalhar lá, havia se formado recentemente em medicina veterinária e conseguido o emprego através de um parente. Enquanto conversavam da janela, algo os vigiava. Jantaram e a chuva havia diminuído, ela e Jack haviam se dado bem, conversaram durante alguns minutos, até que Stefanie pediu ajuda para tirar o carro de lá, Jack pegou a caminhonete do pai e depois de puxar o carro de Stefanie, finalmente ele se desgarrou, Ela o agradeceu com um abraço, os dois se despediram e ela entregou a ele um cartão com um numero de celular, entrou no carro e saiu, Jack guardou o cartão no bolso, enquanto olhava o carro se distanciar e sorrindo voltou para casa, seu pai estava na varanda com duas garrafas de cerveja.

Stefanie já havia percorrido mais ou menos um quilometro, quando viu uma mulher correr no meio da estrada, ela gritava por ajuda, freou o carro bruscamente e descendo do carro segurou a mulher que estava em prantos, a mulher usava um vestido branco, rasgado e manchado de sangue.

– Ei… Tudo bem? – Stefanie perguntou com a voz falha.

– Meu marido me espancou! – Respondeu a mulher ainda chorando.

– Venha comigo. – Falou, levando a mulher até o banco do carona.

As duas entraram no carro, Stefanie virou a chave e olhando para o lado pôde ver que a mulher ao seu lado, agora sorria, rapidamente a mulher de branco agarrou com uma mão o pescoço de Stefanie e enquanto a estrangulava cravou em seu peito treze facadas, a esfaqueava com um sorriso de felicidade nos lábios, os olhos vermelhos como sangue, brilhavam contentes, quando ela disse com tom alegre.

– Você não vai roubar meu lindo Jack! – Gargalhou demoniacamente.

Com o sangue quente em suas mãos, a mulher de branco sorria, jogou o corpo de Stefanie para o banco de trás e assumindo a direção dirigiu até uma cabana de caça, onde deixou o carro com o corpo da pobre mulher.

Na casa de Jack eles comentavam sobre a moça que havia sido a visita da noite, a mãe de Jack já cansada o abraçou e se despediu, iria dormir, os dois continuaram na varanda da casa bebendo algumas cervejas, não demorou e o senhor Morgan também se retirou. Jack ficou sozinho na varanda e acendeu um cigarro, havia passado muito tempo sem nicotina, fumaria e entraria. Maia estava dormindo, então se levantou e escorado próximo a cerca de madeira da varanda olhou para o milharal, viu dois pontos vermelhos, seu corpo estremeceu, jogou o resto do cigarro fora, se despediu de maia, que lambeu carinhosamente sua mão, entrou, trancou a porta e a caminho da escada viu que a porta da garagem estava aberta, lembrou-se de olhar os livros, antes, buscou outra cerveja então foi até a garagem. Encontrou alguns brinquedos da infância, viu que no canto tinha uma pilha de caixas com seu nome, abriu uma delas, dentro havia uma pasta preta com uma etiqueta feita a mão que dizia: “Manuscrito”, Lembrou-se alegre que era um livro que havia começado a escrever aos 19 anos, sorriu ao ver as paginas amareladas pelo tempo. Recordava-se bem do enredo de sua historia, uma obra de terror, onde uma Súcubos se apaixonava por sua vitima, encostado em uma caixa, começou a ler o manuscrito de seu livro, após ler algumas paginas riu e bebeu o resto de cerveja da garrafa, jogou o manuscrito de volta na caixa e saiu da garagem apagando a luz e trancando a porta.

Se preparava para subir quando Maia latiu mais uma vez, olhou pela janela e não viu nada de anormal, já estava saindo novamente e viu um vulto passar em frente a janela, escutou três leves batidas na porta, a abriu e não tinha nada, Maia havia parado de latir, olhou para a varanda e estava vazia, tornou a trancar a porta mais uma vez, desligou as lâmpadas e caminhou até  a escada, chegando ao andar de cima, Maia latiu e chorou desesperada o barulho cessou rapidamente, Jack se preparava para descer quando viu seu pai, sair com um rifle de dentro do quarto, os dois desceram correndo, na escada, o xerife tirou uma Colt Python do coldre e entregou a seu filho,  Jack abriu a porta, segurando o revolver, os dois saíram juntos. Maia estava pendurada pela coleira em uma viga da varanda, se debatia, Jack jogou a arma no chão e rapidamente a tirou de lá, afagando a cachorra que agora tinha dificuldades para respirar. Olhava para Maia enquanto seu pai vasculhava com os olhos o quintal, acariciava a cachorra quando seu pai disse com um tom de voz rouco.

– Jack! Olha… – Apontava para a parede da casa com um olhar aterrorizado.

Na parede estava escrito com sangue que ainda escorria.

“Amo-te Jack… Porque foi que você me abandonou?”

Os dois olhavam assustados para aquilo, Jack pegou a Colt no chão e rapidamente pegou Maia em seus braços, entraram, Morgan trancou a porta, Jack tremeu ao ver que a porta da garagem estava novamente aberta, olhava assustado.

– A garagem… eu fec… – E foi interrompido pelo grito de sua mãe no andar de cima.

O pai de Jack subiu correndo a escada com a espingarda nas mãos, ordenou que ele ficasse lá em baixo, Jack obedeceu, foi até a porta da garagem e viu que a pasta do manuscrito estava aberta, viu algo se mexer atrás do carro que estava estacionado, correu até lá pronto para atirar, não havia nada, olhou novamente para o manuscrito aberto, e quando desviou o olhar do livro, viu uma mulher ruiva com um vestido branco e decotado, os olhos eram vermelhos, os braços estavam manchados de sangue, ela perguntou.

– Olá querido, você se lembra de mim? – Falou com uma voz calma enquanto se abaixava para pegar o manuscrito.

– Quem é você? Não se mova! – Jack gritou apontando a arma que segurava.

– Não faça isso meu amor. – Respondeu sorrindo.

Colocou o manuscrito em cima de uma mesa, pegou uma bolsa que estava no chão, e continuou.

– Tenho um presente para você. – Tirou de dentro da bolsa a cabeça e o coração de Stefanie.

– Eu a matei do mesmo modo que você escreveu na pagina doze… você está feliz? – Corou ao falar.

– Samantha? – Falou com a voz fraca, seu corpo estava paralisado, a Colt em sua mão parecia pesar algumas toneladas, o gatilho não se movia, ele não conseguia atirar.

– Você se lembrou! – Ela sorriu e o abraçou, ainda segurando a cabeça de Stefanie.

A conversa foi interrompida pelo grito do pai de Jack, ele o chamava aos berros do andar de cima, Samantha correu para a sala e Jack a seguiu sem pensar duas vezes. Ao atravessar a porta, viu que ela já não estava mais lá, viu o seu pai no topo da escada de madeira e ao mesmo tempo viu que Samantha se aproximava dele lentamente. gritou, mas antes que seu pai conseguisse compreender o que ele dizia foi empurrado na escada. Ela sorriu para Jack e seguiu para o quarto da mãe de Jack. Ele correu para onde seu pai estava, colocou o rifle na mão dele e disse que voltaria, subiu rapidamente a escada que naquele momento pareceria não ter fim, chutou a porta do quarto e viu que sua mãe estava presa por facas na parede, Samantha estava de pé, sorrindo próxima a um desenho de coração feito com sangue, dentro do desenho que ainda escorria, estava escrito, “Pagina dezessete”.

Ela se sentou na cama, suja de sangue, abaixou a cabeça e começou a chorar.

– Por que você me abandonou Jack? Eu te amo tanto…

Jack estava paralisado, olhava sua mãe que agonizava presa a parede, lagrimas enchiam seus olhos, correu para tirar as facas que a prendiam, quando Samantha se levantou e deu um forte tapa em seu rosto.

– Fale comigo Jack! – Uma expressão de fúria estava agora em seu rosto.

Jack pegou a arma e Samantha com mais um golpe o fez cair batendo com as costas na parede, sangue de sua mãe, pingava em seu rosto, agora ela chorava, ela pegou uma faca que estava no chão.

– Você ama essa mulher Jack? – Cravou a faca na perna de sua mãe, por um momento ela sorriu.

– Você deve amar apenas a mim. – Olhou para Jack que agora chorava.

Ela se abaixou e lambeu carinhosamente as lagrimas que deslizavam no rosto de Jack, em seu ouvido sussurrou.

– Você tem que me amar Jack… – Beijou seu rosto e se levantou após falar.

– Eu… te amo Samantha, mas, salve minha mãe. – Respondeu Jack enquanto se movia lentamente em direção a arma.

– Não posso Jack… Foi você quem me fez fazer isso. Sua mente é realmente cruel querido. – Ela respondeu com um sorriso diabólico no rosto.

Jack enfim pegou a arma e atirou acertando o peito de Samantha que gritou ferozmente, ela caiu sob a cama, Jack tirou sua mãe da parede, e com ela nos braços desceu as escadas, a colocou no sofá e ligou para a policia, agora viaturas e ambulâncias estavam a caminho, o rosto de Jack estava arranhado pelas unhas de Samantha, seu pai caído ao pé da escada, cuspia sangue, estava estancando o sangue dos ferimentos de sua mãe, viu que algo andava na parte de cima da casa e os passos pararam de repente. Ao olhar para janela viu que Samantha o olhava com ódio nos olhos vermelhos que agora brilhavam, ela desapareceu da janela, a porta da garagem se abriu bruscamente, ela estava lá, Jack pegou a Colt e quando estava pronto para efetuar mais um disparo, deixou a arma cair, Samantha estava agora com o rosto colado no de Jack, colocou a mão em seu pescoço e apertou, enquanto ela o estrangulava, ela chorava, as lagrimas eram sangue e o sangue escorria em seu rosto.

O pai de Jack, atirou com o rifle e de repente ela sumiu novamente, não havia sido atingida, Jack agora sem ar, correu para a garagem e pegando um tambor de gasolina, ensopou o manuscrito, tirou o isqueiro do bolso e ateou fogo, a combustão fez com que o papel queimasse rapidamente, Jack subiu a escada, bateu a porta e se sentou próximo a ela, viu que seu pai estava se arrastando para perto de sua mãe, agora já podia ouvir o som das sirenes que se aproximavam, fechou os olhos e escutou uma gargalhada demoníaca, ao abrir os olhos se deparou com Samantha olhando para ele e rindo como louca, se aproximou lentamente.

– Você queimou nossa historia… – falou com um tom sério desta vez.

Jack não podia acreditar, não havia funcionado, ela jogou uma faca no peito do pai de Jack que com dificuldade tentava pegar o rifle jogado ao chão, ela gargalhou mais uma vez, colocou a Colt na mão de Jack.

– Vamos querido, se mate! No inferno você será todo meu.

Jack colocou a Colt na própria boca, algo estava o controlando, estava pronto para apertar o gatilho e explodir a própria cabeça, então alguém quebrou a janela, jogando uma granada de gás, Jack perdeu a consciência quando algo o acertou na cabeça.

Acordou em uma sala totalmente branca, uma luz em seus olhos o deixava quase cego, uma enfermeira falava algo com um dos médicos que estavam na sala.

– Este é o louco que matou os próprios pais? – Uma voz masculina perguntou.

– Sim… ele deve ficar isolado dos outros, mantenha o trancado e sem nenhum objeto que possa ser perfurante e se ele lhe pedir algo para escrever, nunca permita. – Disse a voz feminina.

– Certo senhora… Qual é mesmo seu nome? – Perguntou o homem.

– Pode me chamar de doutora Samantha – Ela respondeu sorrindo.

Nesse momento a visão de Jack se acostumou com a luz, olhou para o rosto da mulher e viu que era a face do demônio sorrindo, começou a tentar se livrar das amarras e então, o homem deu as costas para pegar uma dose de tranquilizante. Ela se abaixou colocando a boca próxima a sua orelha e sussurrou.

– Agora você é todo meu.

O homem, antes que Jack pudesse falar, já colocava uma dose de calmante em seu corpo, Jack novamente apagou…

 

Antes que eu me esqueça, quero escrever que:

SAMANTHA ESTÁ MORTA.

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29 comentários em “O Assassino de New River (Corsário Negro)

  1. werneck2017
    18 de outubro de 2017

    Olá,

    Acho que os colegas abordaram vários pontos sobre o teu texto, todos pertinentes, então não me alongarei. Direi apenas que escrever é uma arte que se aprende aos poucos, com a prática e lendo vários manuais -alguns muito bons – sobre a escrita. Portanto, não desista. Estamos todos na luta, tentando nos ajudar para o aperfeiçoamento da técnica.
    Outra coisa que aprendi é que o personagem fala, tem voz e sentimento. [E complexo, uma hora está triste, noutra alegre, noutra com raiva, tal qual qualquer um de nós. Onde quero chegar?
    Por exemplo, ao dizer que ele estava arrumando a mala e fumando, diga como ele se sente:

    Camisas. Meias. Cuecas. Se minha mãe estivesse aqui ela já teria a lista de pertences feita. Ela estaria me controlando para que eu não esquecesse nada. Um pé no saco. No entanto, sinto falta da sua irritante supervisão. Sinto falta dos meus manuscritos, sinto falta da minha antiga vida. Ao menos uma parte dela.

    É o fluxo de consciência. Outra coisa que aprendi, deixe pistas ao longo do seu texto, pistas que serão retomadas mais tarde. Uma sugestão apenas para que o leitor saiba como pensa e como é seu personagem e assim criar empatia com ele e sua história, OK?

    Boa sorte no desafio.

  2. Luis Guilherme
    18 de outubro de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Tenho dito que esperei ansiosamente por este desafio, já que amo o gênero. Por isso, to lendo os contos com bastante expectativa.

    Dito isto, vamos ao seu:

    Olha, pelo visto já houve muitos apontamentos sobre os problemas na escrita do conto, então vou deixar isso pro fim e focar na historia, ok?

    Gostei do enredo! Principalmente o final, que é bem bom! Se, por um lado, não gostei muito do primeiro parágrafo, pois achei que a interação com o leitor foi inoportuna, por outro amei o ultimo, que achei a cereja no bolo. Achei muito bem sacada a ideia de “matar” a Samantha usando de metalinguagem.

    Sobre o enredo, como eu disse, é bom. Porém, acho que tá um pouco inchado demais, com informações que não acrescentam em nada. Fiquei com a impressão de que a intenção foi chegar ao limite mínimo de palavras, não sei. Acho que numa reescrita, você podia remover informações que não acrescentam nada à história, e ela ficaria ainda melhor.

    Então sobre a questão mais importante, que é do enredo e da criatividade, concluo: tem muito potencial a história, é boa, você é criativo e o desfecho é bem legal.

    Um último apontamento: acho que seria legal você explicar o que é sucubos, de algum modo, durante a história. Eu não conhecia a criatura, e precisei pesquisar no google, o que não é o ideal. Falo por experiência propria, pois houve um desafio em que eu não especifiquei algumas coisas e o pessoal me comeu vivo, e lá aprendi isso: você nao pode contar que o leitor conheça esse tipo de coisa, o proprio texto deve trazer todas infos necessarios. Bom, falo isso como uma dica, pq foi algo que apontaram e na hora fiquei meio decepcionado, mas me ajudou a melhorar a escrita.

    Agora a parte chata: a gramática. Não vou aprofundar nisso, só quero apontar umas coisas:

    – Algumas frases estão muito longas, abusando das vírgulas e faltando pontos finais. Olha uma exemplo:

    “A chuva agora era fraca e a mulher o olhava pela fresta de uma porta aberta de um quarto escuro, na escuridão, ela sorria, era uma mulher bela, cabelos ruivos e um belo corpo, usava um longo e decotado vestido branco que deixava fartos seios amostra, após fumar Jack fechou a janela e no vidro viu refletir um vulto, virou-se rapidamente, assustado, mas não havia nada ali, olhou no relógio e viu que já se passava das onze da noite, foi até o quarto, trancou a porta e se deitou na cama com um pouco de receio, um sentimento ruim corria em seu corpo, estava cansado, mas teve certa dificuldade para dormir, após rolar em sua cama, adormeceu.”

    Nesse período, em vários momentos a vírgula podia ser substituída por um ponto, o que deixaria a leitura muito mais prazerosa e fluida, sabe?

    – Existem problemas com crase e posicionamento de pronomes também.

    Enfim, essa parte da gramática não quero ficar repetindo. O mais importante, pra mim, é que notei muita criatividade e potencial no seu conto. Principalmente do meio pro fim foi uma leitura agradável.

    Parabéns e boa sorte!

  3. Rafael Soler
    17 de outubro de 2017

    Gostei da história desse conto, principalmente do final-Clube-da-Luta, mas alguns erros cometidos me tiraram do texto.
    Acho que o que mais me incomodou foi o estilo da escrita. O grande Stephen King diz mais ou menos o seguinte em seu livro Sobre a Escrita: para melhor entendimento do leitor, quebre as ideias longas em frases mais curtas.
    Acho que essa recomendação se encaixa perfeitamente para esse conto, visto que os períodos são longuíssimos e trazem muitas ações diferentes. Use pontos no lugar de algumas vírgulas.
    O texto tem potencial, mas precisa ser retrabalhado para ficar mais palatável.

    🙂

  4. Fheluany Nogueira
    16 de outubro de 2017

    Enredo e criatividade – Boa premissa: personagem apaixonada pelo autor se sente abandonada, busca tê-lo apenas para si.

    Escrita e revisão – Deslizes na escrita pedem uma revisão gramatical e estrutural cuidadosa.

    Terror e emoção – A condução da narrativa, como foi feita, quebrou o impacto. O autor é criativo e tem potencial. É treinar.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  5. Ana Maria Monteiro
    15 de outubro de 2017

    Olá, Corsário. É preciso ter alma de Corsário para levar (com razão, é certo) tanta pancada e continuar a remar a sua embarcação.
    Bem, os colegas que leram antes de mim deram as suas opiniões e, no geral, concordo como que foi dito. Mas sabe a pergunta que fazia a mim mesma enquanto lia? “O que será que este/a autor/a fumou ou tomou antes de começar a escrever?” É. Nunca vi tamanho speed. E acredite: se você desenvolver a sua escrita dentro dessa vertente narrativa, terá sucesso. Mas primeiro tem de aprender a dominar a fera, é um caminho longo, um aprendizado árduo,mas extremamente gratificante. Aqui,no Entrecontos, você conta com o apoio e colaboração da maioria de nós – isso é um verdadeiro achado; quase todos estamos aqui porque queremos aprender, ser melhores, ir além – e conseguimos.
    Escrever de forma a obrigar o leitor a ler a uma velocidade alucinante tem a sua técnica – que não faço ideia qual seja. Que isto de chamar técnica à técnica é tirar-lhe um bocado o sentido, parece que se está a falar de regras e não existem regras para escrever bem. As regras, aprendemos na escola, a técnica adquire-se. As regras são para usar como quem conduz – sem pensar nisso, porque se sabe. A técnica vai-se apurando e cada pessoa desenvolve a sua, ou as suas.
    Seja como for, o caos não ajuda e a sua pontuação está caótica.
    Aliás, quais são os três grandes problemas que identifiquei: pontuação, acentuação e repetição.
    O resto, ser muito ou pouco narrativo, contar ou mostrar, são opções, opções que, desde que dominadas com perícia, são válidas e encontram sempre apreciadores.
    Nunca alguém vai agradar a toda a gente. Nunca! Aqueles autores de quem toda a gente diz que gosta, na sua maioria foram lidos e apreciados por meia dúzia. Depois, vem o processo do politicamente correto e intelectualmente aceite e uma pessoa tem até vergonha de dizer que não gosta dum Guimarães Rosa ou dum Saramago. Pois nem imaginamos a quantidade de pessoas que não gostam e se limitam a não ter coragem de o dizer.
    Isto tudo para dizer o quê? encontre o seu estilo e trabalhe-o. Se em algum momento não gostar mais dele, mude-o; se lhe apetecer, misture-os, reinvente-os, não pare. Escreva mais e mais, leia o que escreveu, reveja, deixe passar algum tempo, leia de novo, vai surpreender-se com o que encontra de novo e não se apercebeu na altura.
    Guarde tudo o que escreve, mesmo que ache mau; pode até ser, mas existe uma história que ficou ali e você pode querer contar depois.
    Por fim, a ideia,não sendo completamente original, tem traços inéditos que podem ser explorados e levá-la longe. E a história, em si, está perfeitamente adequada ao tema do desafio.
    Parabéns e boa sorte.

  6. Antonio Stegues Batista
    14 de outubro de 2017

    ENREDO: Mulher apaixonada, morre e seu fantasma assombra o namorado. Bom enredo.

    PERSONAGENS: Bem definidos, o fantasma é assustador.

    ESCRITA: Acho que temos aqui, alguém que recém está iniciando na arte da escrita. É assim mesmo, é errando que se aprende, é praticando e lendo os comentários que se vê onde errou. Aceitá-las também é uma virtude. O texto tem erro de pontuação, algumas frases são longas demais, onde deveria ter um ponto, tem vírgula. Precisa rever isso. E criar frases curtas, diretas e claras.

    Quando comecei a escrever, imitava autores de contos policias, os personagens tinham nomes estrangeiro e as histórias se passavam nos Estados Unidos.

    Todo escritor nunca para de aprender, está sempre escrevendo,lendo bastante, fazendo experiencias com a escrita, com as ideias. No início imitamos alguém até conseguirmos descobrir o nosso próprio estilo e desenvolver nossas próprias ideias.

    TERROR: Levei um susto ao ler a ultima frase! Continue assim, Corsário, você está no caminho certo. Boa sorte.

  7. Paulo Luís
    13 de outubro de 2017

    A ideia do enredo é bem interessante, pecando quanto à forma narrativa, simplória e repetitiva em seus termos. Muito descritivos nos detalhes, desnecessários até. Também não vi muito sentido à história se passar nos EUA. Terá o autor ganho um intercâmbio e, aproveitou para homenagear o ambiente, situ-ando sua trama por lá? Alguns tantos erros de acentuação, (paginas – historia – vitima – revolver – lagrimas -) todos carentes de acentos agudos. Um “por-que” (“Amo-te Jack… Porque foi que você me abandonou?”) que deveria ser separado. E mais alguns outros tropeços, que uma boa revisão não repare. Entre-tanto, o autor, desponta como um promissor escritor, basta suar um pouco mais sobre a caneta, e ou, no teclado.

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Agradeço, reconheço meus erros e aceito as criticas. Realmente faltou revisão da minha parte… estava com pressa e não dei a devida atenção. (Além das partes em que não tenho mesmo conhecimento). De qualquer forma, Obrigado.

  8. Andre Brizola
    12 de outubro de 2017

    Salve, Corsário!

    Meu, você fez um conto de terror. Isso é fato e não pode ser tirado de você. Gostei muito da ideia do manuscrito e, embora não seja um enredo muito original, funcionou legal dentro dos limites impostos para esse desafio. Há muito potencial nas cenas mais “gore”, e que pode vir a agradar os que curtem essa linha de terror/horror.
    Entretanto, seu conto sofre com alguns deslizes. Não vou ficar apontando todos os defeitos, mesmo porque cada leitor se incomoda mais com determinado aspecto. Pra mim o que mais gerou ruído durante a leitura foi o tamanho das frases e a utilização das vírgulas. Uma revisão cuidadosa poderia ter aparado essa arestas!
    Não sei se é a sua primeira participando de um dos desafios (mas é a minha primeira vez!). O conselho que eu dou é: aproveite as críticas que virão. Tem algumas pessoas aqui que vão contribuir muito com apontamentos e conselhos. E todos eles são válidos para que você enxergue sua própria criação por outro ponto de vista. E isso faz a gente aprender, meu!

    É isso! Boa sorte no desafio!

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Agradeço, reconheço meus erros e aceito as criticas.

      “Tem algumas pessoas aqui que vão contribuir muito com apontamentos e conselhos. E todos eles são válidos para que você enxergue sua própria criação por outro ponto de vista.”.

      Você é uma destas pessoas… Abraço.

  9. Paula Giannini
    12 de outubro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Quando comentamos nos desafios (todos nós), nos colocamos em uma espécie de pedestal e dizemos o que pensamos para alguém que não sabemos quem é. Por isso, costumo tentar refletir um pouco antes de comentar, a fim de que minhas palavras sejam, de fato, proveitosas e positivas para quem as lê. Para o autor, seja ele um iniciante (que creio ser o seu caso) ou um veterano (se é que por aqui há algum). Escritores precisam aprender todos os dias e para sempre.

    Seu conto tem uma premissa boa. Jovem escritor cria uma história (ou melhor uma personagem) que, ao ser esquecida em um antigo baú, volta para buscar seu criador, exigindo seu amor com a mesma sede de sangue com que foi criada no papel. Isso é muito interessante, ao menos é o que eu acho. É o ponto alto de sua história. A personagem criada por seu protagonista é ciumenta e não quer partilhar seu criador com ninguém. Isso cria uma espécie de metalinguagem em seu conto.

    No entanto, até chegar ao ápice, ou melhor, àquilo que realmente move sua narrativa, seu conto percorreu um longo caminho. Sabemos que esse tal caminho é necessário. É preciso que um contador de histórias apresente seus personagens, introduza o leitor a seu universo e, claro, crie um conflito para que o leitor siga com ele, com interesse e atenção ao logo de toda a trama. Para que isso possa acontecer, é preciso que o autor pense no universo que criou, não como uma fotografia a ser descrita, ou como um filme (um roteiro) no qual cada movimento é visto e descrito. É necessário que o(a) autor(a) enxergue sua história como algo “vivo”, seus personagens têm sentimentos, conflitos e interesses outros que não o cotidiano a que todos nós estamos acostumados. Entenda, você pode e deve falar do cotidiano, mas é preciso tornar as ações interessantes aos olhos do leitor.

    Sabe quando você conversa com alguém, sua mãe, talvez, e ela descreve cada mínimo detalhe daquilo que conversou com outra pessoa? É mais ou menos assim que não deve funcionar.

    Você não precisa dizer que “uma determinada personagem levantou, caminhou três passos, estendeu o braço, esticou a mão, fechou a mão e pegou a maçã que estava previamente envenenada e limpou na blusa vermelha e branca antes de mordê-la”, a não ser que tudo isso que ela fez seja importante para sua trama. Entendeu? Nesse caso o(a) escritor(a) poderia escrever, por exemplo, simplesmente algo como, “sem desconfiar de nada, pegou a maçã e mordeu. Estava envenenada”.

    Em outras palavras, é preciso que você ofereça mais que descrições cotidianas, para que seu leitor não lhe abandone antes de chegar ao interessante final do envenenamento. No caso aqui, para que ele chegue ao seu instigante final onde o leitor ficará curioso sobre quem foi afinal que matou toda a família de Jack. Foi ele mesmo em sua loucura? Ou sua personagem tomou vida de fato e matou a todos?

    Minha sugestão é: leia seu próprio texto em voz alta.

    Parabéns por escrever. Não deixe de praticar e volte aos desafios com outros textos. O Entre Contos oferece uma oportunidade única de aprendizado.

    Boa sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Agradeço, acredite que você me ajudou muito com o seu comentário e de fato realmente estou aprendendo muito aqui. Ou tentando.
      Para falar a verdade, nos primeiros comentários eu fiquei bem mal hehe.(Só olham os erros, nem uma palavrinha sobre o conteúdo. – Eu pensei.) Mas, depois de algum tempo percebi que tinham razão, meu dever é melhorar… O que era de fato o meu objetivo ao escrever aqui. Abraço, obrigado moça.

      • Paula Giannini
        14 de outubro de 2017

        Nem me fale, querido. Aqui a gente aprende a apanhar como gente grande… Eu que o diga! rsrsrs

  10. Lolita
    12 de outubro de 2017

    A história – Personagem de livro ganha vida e mata pessoas próximas ao autor.

    A escrita – Autor, algumas dicas de quem pouco sabe, mas tenta:
    * Use um dicionário de sinônimos enquanto escreve. As repetições de palavras foram um tanto quanto irritantes.
    * Nomes brasileiros são bonitos, não existe apenas os EUA como possível cenário.
    * Tente não ser tão telegráfico. Você não precisa narrar tudo, deixe um pouco para a imaginação do leitor.
    * Acredito que seja alguém bem jovem, então digo para que leia/assista/escute muito tudo o que puder. Reforço que existe vida e arte além dos EUA. No mais, ajudará na gramática (não que eu seja mestra, mas alguns erros estavam gritantes até para mim).

    A impressão – Sinto muito, mas o susto passou longe. Acredito que a experiência levará o autor ao aperfeiçoamento. Parabéns e boa sorte no desafio

    • Lolita
      12 de outubro de 2017

      Outra coisa, o início com instruções surtiu efeito contrário – desacreditei um possível susto

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Agradeço, as dicas serão extremamente úteis.

  11. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de outubro de 2017

    O enredo é muito bom. Alguns deslizes na escrita, basta uma revisão mais apurada, e há um uso excessivo de pronomes em todo o texto. No início, a narrativa, feita apenas com uso de vírgulas, exigiu uma atenção maior. Depois, a técnica foi abandonada. Não sei se vou acertar, mas pela simplicidade da escrita, pela volúpia de “querer contar logo”, sinto que estou diante de um texto feito por alguém muito jovem, alguém que procurou (recentemente) a trilha da escrita, que tem um monte de informação para dar a conhecer. E com muito futuro.

    Autor querido, caramba, “mas como fumava o Napoleon”, hein?! Se quer saber, “lembrei de mim”, tempos atrás.

    Boa sorte no desafio, Corsário Negro, boa sorte na trajetória!

    Abraços…

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Haha Grato.

      • Regina Ruth Rincon Caires
        18 de outubro de 2017

        Quando fiz Teoria Literária (faz muuuuito tempo), entre todas as leituras do currículo, li uma obra de um autor português que não usava pontuação. Era uma doideira! Eu passava horas pontuando o texto para tentar entendê-lo. Já pensei, repensei, nada de lembrar o nome do autor. Há um autor paranaense (acho) que também usa esta técnica. Coisdilocu…Abraços…

  12. Nelson Freiria
    11 de outubro de 2017

    “na escuridão sopra o vento gélido da morte em sua nuca”, ui.

    O terceiro parágrafo passa mais informações do que precisamos realmente saber e ainda conta com quatro aparições da palavra “janela”.

    A cena com a mulher à janela é dita sem nenhum efeito no texto. Sendo o narrador em terceira pessoa, o desafio do tema terror, ele poderia ter feito de suas palavras algo que acrescentasse suspense, ao menos.

    Jack é um personagem um tanto raso, mas isso não chega a ser um problema fundamental, e sim que a maneira como o texto se desenvolve após apresentá-lo no segundo parágrafo, não proporcionando um crescimento do personagem dentro da trama. Assim fica difícil se importar com seu destino.

    No oitava parágrafo, a “janela” aparece mais 3 vezes… começo a achar que ela é o protagonista do conto. A mulher ruiva sexy de vestido sensual é um personagem de papel bem fino e isso cativa menos do que o destino de Jack.

    A moeda da sorte de Jack é um recurso interessante para textos infantis. Mas o conto não consegue dar uma cara de que foi um texto realmente feito para crianças. Acho que a prova disso está na sua pontuação, repetição de palavras, nas longas sequências dos atos de Jack, que mais dificultam a leitura do que facilitam, e nos nomes/locais que não tinham a menor necessidade de serem americanizados.

    É um conto de crime passional/escrita sobrenatural, até se encaixa no tema do desafio, mas não desenvolve terror, pois a falta do domínio técnico da escrita faz ressaltar as carências do texto. Tem mtos erros espalhados ao longo do conto, ressalto o parágrafo onde uma sequência de acentos agudos não apareceram. Se o autor(a) for alguém no início da jornada da escrita, sugiro que continue a praticar, pois só o tempo e a prática vai trazer o aperfeiçoamento de sua escrita, além, é claro, de muita leitura.

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Agradeço, reconheço meus erros e aceito suas criticas.
      Só discordo do “Crime Passional”… Abraço.

  13. Fernando.
    10 de outubro de 2017

    Meu caro Corsário,
    O ser humano sempre anseia por essa real – um tanto de vezes esse retorno se dá mesmo de maneira simbólica – volta à sua origem. Esse voo rumo ao próprio aninho, tão atávica, costuma render boas histórias. Senti que você aproveitou este veio e assim construiu seu conto. Bacana esta sua opção A questão é que a história não rolou de forma redonda. Senti, Corsário, que ela necessita ser melhor relatada. Com certeza meu amigo, que estar com uma boa ideia na cabeça e ter uma caneta na mão, não seja o suficiente para se construir um conto que encante os seus leitores (digo isto e bem poderá ser que haverá gente se encantando com ele, eis que não li os comentários). Com isto quero lhe dizer que, na minha modesta opinião, de quem nada entende de contos de terror, você precisa trabalhar mais a sua história. Suas frases estão muito longas e isto, quando não se tem uma forma de escrita brilhante, o que ocorre com os gênios, ou com que é dono de muita experiência, costuma fazer com que o texto se torne pesado e arrastado. Senti este problema na sua narração. Há também que se rever palavras, questões de pontuação, e mesmo de entendimento no meio do conto. Coragem, amigo, volte ao Assassino de New River e o reveja. Corsários são corajosos, não é mesmo? Grande abraço.

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Segui o teu conselho e voltei ao conto. Obrigado… E sim, São corajosos.

  14. Angelo Rodrigues
    10 de outubro de 2017

    Meu caro Corsário Negro,

    Entenda que tudo que direi aqui terá o único objetivo de empurrar adiante e não para baixo. Ninguém tem em seus primeiros textos qualquer primor. Isso vem com o tempo, com insistência, leitura e releitura, ritmo, e o segredo sempre será ler, ler e ler. Escrever também, claro. Aí a coisa vai pra frente.

    Acho que o seu conto precisa ser melhor trabalhado. Tem problemas sérios de construção, pontuação, com ausências e sobras, equívocos no uso de sinais gráficos e ortográfico, questões de concordâncias verbais e nominais.
    Notei uma minudência na construção de imagens que não ajudam a empurrar a trama e para não ficar no dizer, veja o trecho:
    “Deitou-se no sofá e a energia não demorou muito a voltar acendendo as lâmpadas de seu apartamento, ansioso, Jack organizou sua mala para ter certeza que não deixaria nada para trás, tomou um banho e voltou a janela para fumar mais uma vez, abriu a janela com dificuldade, parecia estar emperrada, acendeu o cigarro.”
    Logo de início a construção – embora não esteja errada – diz que você vai deitar para repor as energias (quem deita quer repor as energias), só que não, você fala da energia elétrica. Isso é um quebra-molas na leitura.
    Notei a existência de frases longas demais com problemas de pontuação. isso gera uma espécie de distanciamento do leitor daquilo que ele lê.
    Embora não esteja errado, a adoção de um distanciamento geográfico como cenário em busca de verossimilhança é bom, às vezes não se justifica. Todo escritor tem o direito de localizar as personagens e o ambiente em que ela vive onde bem quiser, embora, essa escolha deva – pelo menos penso assim – se justificar plenamente. No deserto as coisas do deserto, na cidade as coisas da cidade. Mas por que o deserto?, e por que a cidade? Isso é um segredo que o escritor terá que descobrir.
    Notei no seu conto algumas coisas que já reportei acerca dos diálogos. Diálogos são uma desgraça pra pegar qualquer escritor. Todos ouvimos e falamos e, por intuição ou prática literária, sabemos como as pessoas falam e como falamos. Quando algo fica obliquo a isso é uma desgraça, porque soa falso ou intelectualmente construído para estar ali e daquela forma. Os diálogos devem “falar” como as pessoas falam. No trecho “-Amo-te Jack… Porque você me abandonou?”, não consegui acreditar que alguém diga isso para outra pessoa. Ninguém fala assim.
    Diálogo absolutamente fantástico:
    Lorde – Meu admirado Holmes: não posso mais admitir…
    Sherlock – Certamente. E suponho que fui chamado pa…
    Lorde – Isso mesmo. Preciso que você, no prazo de cin…
    Sherlock – Antes dessa data terei conse…
    Lorde – Comemorarei em nome de toda Lon…
    Sherlock – Sim. A cidade está aterro…
    Lorde – E com razão, porque isto é inacei…
    Sherlock – Concordo. De agora em diante meus…
    Lorde – Obri…
    Sherlock – Não ha de quê.
    E Sherlock Holmes deixou o palácio do prefeito de Londres.
    (Enrique Jardiel Porcela, O Livro do convalescente, in Como escrever diálogos, de Sílvia Adela Kohan)

    Grande abraço e boa sorte Corsário, e obrigado por nos deixar conhecer seu conto.

    • Angelo Rodrigues
      10 de outubro de 2017

      Ajustando:
      Todo escritor tem o direito de localizar as personagens e o ambiente em que elas vivem onde bem quiser, embora, essa escolha deva – pelo menos penso assim – se justificar plenamente.

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      Grato, voltei ao conto seguindo o conselho de um outro comentário. abraço, você ajudou bastante.

  15. Olisomar Pires
    10 de outubro de 2017

    Impacto sobre o eu-leitor: baixo.

    Narrativa/enredo: personagem criado por escritor toma vida e o persegue matando a todos.

    Escrita: muito difícil. Há vários defeitos principalmente na primeira metade.

    Construção: o primeiro parágrafo me desanimou. Geralmente não aprecio essas invocações de “cuidado, perigo”. Soam muito forçadas. Os erros de pontuação criaram muita confusão e travaram a leitura.

    A idéia do conto é boa, se melhor construída dará um bom texto. Mas é óbvio que autor está iniciando em sua escrita, desejo sorte e perseverança.

  16. Fabio Baptista
    10 de outubro de 2017

    Olá, autor(a)

    Primeiramente, gostaria de esclarecer que todos aqui no Entrecontos buscam o aperfeiçoamento. Alguns sabem umas coisinhas a mais, outros a menos, mas ninguém é perfeito e mesmo os mais experientes estão sujeitos a erros em suas interpretações e análises. Algumas dessas análises podem parecer amargas e até destrutivas num primeiro momento, mas nos desafios prezamos pela sinceridade, acreditando que apenas impressões imparciais desprovidas das travas da camaradagem (os pseudônimos estão aí para isso) podem auxiliar um escritor a ver os problemas em seu texto. Elogios são legais e alimentam o ego por alguns minutos, mas são as críticas que nos empurram para frente.

    Enfim… já viu que vou meter o pau no teu conto, né? rsrs

    A parte técnica possui diversos problemas, sendo o principal deles as frases intermináveis. E olha que eu gosto de frases longas! Em muitos lugares a vírgula foi mal empregada e em muitos outros ela deveria ser substituída por ponto, dando uma pausa maior para o leitor “respirar”. Essas frases grandes, quando bem encadeadas, até geram efeitos estéticos e narrativos interessantes, mas aqui muitos períodos e pontos de vistas se misturaram, tornando o texto enrolado e confuso.

    Exemplos:

    – Maia estava dormindo, então se levantou e escorado próximo a cerca de madeira da varanda olhou para o milharal, viu dois pontos vermelhos, seu corpo estremeceu, jogou o resto do cigarro fora
    >>> A frase começa falando da cachorra e só descobrimos que o sujeito mudou depois da primeira vírgula ao chegar no “jogou o resto do cigarro fora”.

    – Recordava-se bem do enredo de sua historia, uma obra de terror, onde uma Súcubos se apaixonava por sua vitima, encostado em uma caixa, começou a ler o manuscrito de seu livro
    >>> Esse “encostado em uma caixa” certamente deveria começar em uma nova frase, pois dessa forma ainda parece que faz parte da história escrita no livro (a vítima estaria encostada numa caixa lá no livro).

    – ao abrir os olhos se deparou com Samantha olhando para ele e rindo como louca, se aproximou lentamente.
    >>> quem abre os olhos é Jack, mas quem se aproxima lentamente é Samantha. Com a frase dessa forma, fica impossível determinar isso.

    Também há muitas palavras sem a acentuação necessária: numeros, paginas, vitima, revolver…

    Repetição de palavras, excesso de adjetivos e adjetivos duvidosos (moeda rolar alegremente?), falta de vírgula antes do vocativo (te amo, Samantha… não posso, Jack).

    Na parte gramatical e concordância verbal está bom, só achei um “entre aberta” (entreaberta) e aras (haras).

    Também tivemos o famoso excesso de contar e falta de mostrar, tirando a emoção da narrativa.

    A trama não é das mais inovadoras, mas nem por isso deixa de ser interessante. A criatura demoníaca descrita em um livro escrito pelo autor na adolescência ganha vida (faltou uma melhor explicação sobre desde quando ela saiu das páginas para a realidade) e passa a atormentá-lo, exigindo seu amor exclusivo. Se melhor trabalhada, poderia render uma boa história, de preferência tirando esse ar de clichezão de filme americano, com xerife e tal. Algumas cenas também poderiam ser cortadas, como o encontro com Alice, que acabou não dizendo a que veio.

    Pra não dizer que não falei das flores: a cena em que a Súcubo mata a mulher no carro é muito boa. Aqui teve um lampejo do “mostrar” e a cena ganhou impacto.

    Enfim… essa é só a minha opinião como leitor. Não sou professor, tampouco especialista no assunto. Espero ter ajudado de alguma forma e espero que continue participando conosco, para que eu possa vir a elogiar seus contos num próximo desafio.

    Abração!

    • Corsário Negro.
      13 de outubro de 2017

      “Enfim… já viu que vou meter o pau no teu conto, né? rsrs”

      Haha… Deu para perceber, mas foram justas as criticas e te agradeço.

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Publicado em 10 de outubro de 2017 por em Terror.