EntreContos

Literatura que desafia.

Não Saiba o Nome Dele (Damião)

Prólogo

 

Ninguém precisa saber quem sou. Sou apenas um ser da escuridão. Um daqueles monstros condenados ao inferno e que vivem fugindo da luz do sol. Durante o dia estamos espreitados debaixo de camas, dentro de armários e em galpões escuros; mas à noite ficamos livres, vagando sem rumo. Você pode até dizer que não acredita em nossa existência, mas eu sei que você já se deparou com alguns de nós. Seja sincero, amigo, ou pelo menos tente se lembrar: Pelo canto dos olhos você já viu algum monstro escapando de sua visão, movimentando-se velozmente para longe de você, ocultando-se em algum canto escuro? Já viu alguma cabeça esconder-se rapidamente atrás de alguma parede no momento em que você olhou? De madrugada, quando liga a luz, você já presenciou algum de nós fugindo pela sombra, se movimentando com rapidez sobre-humana? Pense um pouco!

Somos seres abandonados. Há muito tempo fomos humanos, contudo a nossa maldade e depravação nos fez vagar pelo inferno. Usamos a escuridão como portal para o seu mundo.

Sabe, leitor, eu preciso lhe dizer algo: Ultimamente um maldito demônio tem assassinado muitos humanos. Sua fome está maior do que nunca, por isso tome bastante cuidado! Olhe atentamente para todos os lados; afinal, há um espírito antigo e cruel que gosta de vagar solitário pelas sombras, mesmo durante o dia. Implacável, ele te observa neste exato momento, espreitando-se em algum canto escuro próximo a você. Ele nota os seus movimentos, sua respiração lenta, seus olhos fixos nesta leitura. Está interessante? Chato? Lamento dizer, mas essa besta infernal virá te buscar.

Essa tal besta a qual me refiro é um monstro com habilidades sobrenaturais de se ocultar nas sombras. Agora eu te pergunto uma coisa. Onde você está lendo isto? Em um ambiente cheio de gente? Sente-se seguro por isso? Ou será que está sozinho. Talvez no quarto, deitado em sua cama, ou sentado confortavelmente numa espreguiçadeira no alpendre de casa. Talvez na frente do computador. Ele adora cortar os pescoços de distraídos que estão com olhos fixos para o monitor. Olhe para trás agora! Você o viu? Ele é esperto demais. Mas saiba que em algum canto há olhos vermelhos voltados observando suas ações, porque você está tomando conhecimento da existência desse ser cruel. Ele sente o cheiro de quem o conhece. Ele os odeia. Para sua segurança; não leia mais! Não saiba o nome daquele amaldiçoado que irei citar logo abaixo, pois ele virá atrás de você assim que você ler, mesmo sendo esta uma leitura silenciosa. Ele mata sem piedade aqueles que tomam conhecimento do seu nome.

O aviso foi dado.

Ainda está lendo?

Você é curioso? Corajoso? Ou simplesmente insensato demais para obedecer aos temores que são semeados em seu coração? Está lendo durante o dia, sozinho em casa? Ou à noite? Tome muito cuidado ao dizer o nome dele ou mesmo pensar em sua pronúncia. Ele se esconde pelos cantos de sua casa, esperando o chamado para se espreitar por debaixo de sua cama; e quando você levantar para ir ao banheiro ou beber água durante a madrugada, ele irá te atacar, estraçalhando-o como um cão que rasga em muitos pedaços um chinelo velho.

Você está pronto?

Muito bem!

Saiba então que ele se chama Lammó.

Ele é implacável, sanguinário e existe desde o principio dos tempos. Ele é a própria Morte. Muitos o chamam de Anjo da Destruição. O quarto cavaleiro do Apocalipse. Você provavelmente o conhece, no entanto este é o seu verdadeiro nome, não fale ou sequer pense na sua pronúncia, cada vez que faz isso você o aproxima ainda mais. Muitos já viram o Lammó. Você também o verá. Tenha certeza disso. Ele está neste momento no seu quarto. É um ser que possui a aparência de um homem enorme com estranha habilidade de esgueirar-se em cantos minúsculos. Tem olhos vermelhos como brasa ardente; sua boca é desproporcional ao rosto e seus dedos terminam em garras afiadíssimas, as quais são usadas para dilacerar suas vítimas.

Inicialmente ele te fará ter pesadelos por dias. Acredite! Esta é a melhor parte. Depois você ouvirá barulhos em seu quarto durante a madrugada: unhas riscando o chão e paredes, pequenos ruídos quase imperceptíveis e até uma respiração nasal. Logo você o verá. Acordará no meio da noite e lá estará ele, com a cabeça aos seus pés. Reze para ele não te matar antes de o sol nascer. Seu corpo poderá ser encontrado no dia seguinte, todo destroçado, ou nunca mais ser visto. Algumas vítimas do Lammó são devoradas, e assim ele consegue viver por toda eternidade na Terra sem precisar retornar muitas vezes ao inferno.

Descanse em paz, amigo e tenha bons sonhos. Fique alerta. O Lammó já está te observando neste exato momento.

 

Aquele estranho texto ainda martelava na mente de Jefferson. Era uma mensagem que circulava pelo whatsapp há alguns dias numa pequena cidade do interior de Santa Catarina. Quando leu não deu muita importância, entretanto já há algum tempo acordava por volta das três da madrugada com estranhos barulhos em seu quarto. Um jornal impresso local noticiou que duas pessoas desapareceram pouco dias depois de ler a tal mensagem. Sensacionalismo, a maioria dos habitantes dizia. Na noite passada Jefferson teve a impressão de ver um vulto negro e imenso correndo para dentro do guarda-roupa. Você é um idiota, falava mentalmente consigo mesmo. Ficou impressionado com esta besteira. Levantou-se devido à insônia repentina e os incômodos barulhos que pareciam vir do corredor. Eram como se fossem passos de um homem imenso calçando uma botina pesada. Ainda não sabia se o que ouviu foi sonho ou realidade. Caminhou até a cozinha, abriu a geladeira, retirou uma long neck de uma cerveja importada e deu um largo trago sentando à mesa. Bocejou e coçou a cabeça, bagunçando os cabelos loiros. Grande merda morar sozinho, pensou quando sentiu a calmaria da madrugada torturando-o dolorosamente. Uma semana antes a ex-esposa fugiu com um motoqueiro levando a filha de seis anos consigo. Ela havia avisado que se ele erguesse a mão para ela mais uma vez ela tomaria providência. No primeiro soco no olho depois do aviso foi o bastante para ele perceber que Adriana não havia blefado. Maldita bruxa, pensava.

Jefferson deixou de lado as lembranças e debruçou-se sonolento sobre a mesa. Não percebeu o imenso homem chegando pelas costas. Não arrombou a porta, nem pulou janela alguma. Já estava dentro da sua casa há tempos. Jeffeson apenas sentiu uma mão exageradamente grande apertar com força o seu ombro. Quando olhou para cima, seu sangue congelou. Postado ao seu lado um ser de rosto cadavérico o fitava com olhos rubros como chamas ardentes e um sorriso insano e desproporcional. Sua boca era imensa e parecia haver o dobro de dentes de uma pessoa normal. Embora aquilo tivesse ombros largos e porte atlético, sua cabeça era fina, apenas uma caveira revestida com um pouco de pele podre esverdeada.

Jeffeson gritou o quanto seu pulmão e pregas vocais conseguiram, pouco antes de aquilo o agarrar pelo pescoço com as duas mãos, erguendo-o sem problemas e deixando seus pés balando a vinte centímetros do chão. Ele o esganou até ouvir um estalo. A cabeça pendeu para o lado já sem vida. O monstro olhou para a janela e jogou o corpo do homem com se ele fosse um boneco velho de pano. Os vidros estilhaçaram-se e Jeffesson caiu no jardim da frente em meio à grama molhada pelo sereno.

 

I

 

Saiba então que ele se chama Lammó…

 

– Que merda é essa que tu tá lendo, Thiago? – Gritou Lúcio, colocando o capacete ao passo que cuspia o toco de cigarro no mato ao lado da rodovia. Montado em sua Harley 1970, ele coçou a barba grisalha. Era um sinal de seu nervosismo. Todos os integrantes do motoclube sabiam disso. Naquela noite, além dos dois, Frederico e Everton faziam companhia.

– É só um texto que fala de um demônio chamado Lammó – respondeu, guardando o celular no bolso e dando a partida na sua Kasinski Mirage 650. Antes de acelerar deu uma última olhadela para o bar rock que servia de ponto de encontro. Era uma construção grande de madeira; nos fundos funcionava a oficina mecânica de Lúcio, o líder do grupo.

As motos estradeiras roncaram forte, quebrando o silêncio da noite avançada. O destino não era muito longe. Uma casa na periferia da cidade onde residia um contador cuja perversidade chegou ao extremo de abusar sexualmente da própria filha de seis anos.

Isso não vai ficar assim, foi o que disse Lúcio ao saber do ocorrido pelos lábios de sua amada e mãe da garotinha. Ela tentou evitar que ele fizesse justiça com as próprias mãos. Ele não deu ouvidos. Nenhuma lágrima de medo que ela derramou foram o suficiente para amolecer o coração do motoqueiro. Neste pais só há lei para proteger bandidos, argumentou. Naquela noite juntou os amigos mais corajosos para uma caçada. Aquele ser desprezível vai pagar.

Aceleram e avançaram pela estrada. Minutos depois já estavam passando pela placa de boas-vindas. Entraram na cidadezinha de madrugada. Tudo calmo.

Lúcio sabia onde o cretino morava. Seu coração palpitava quanto mais se aproximava do bairro. Estava ansioso para usar a pistola .40. Todos estavam armados e caso precisasse de algo mais pesado, Everton carregava uma fuzil de uso exclusivo do exército. Era tenente aposentado e, embora não pudesse portar uma arma tão poderosa, não foi difícil consegui-la.

Avançaram por ruas estreitas com casinhas pequenas de ambos os lados sem muros entre elas. Estacionaram na frente da residência do ex-marido de Adriana. Havia luzes acesas dentro da casa. Podiam ver, pelo vidro de uma janela, sombras se movimentarem.

Lúcio desligou a moto antes de falar:

– Vocês esperam aqui! Eu arrombo a porta e meto uma bala na cabeça daquele desgraçado. Se eu precisar de ajuda eu grito e vocês entram.

Everton também desligou sua bobber 2002. O fuzil ele deixou amarrado na lateral da moto sob uma capa de couro.

Erguendo as mãos, Lúcio confirmou seu pedido, fazendo o amigo esperar do lado de fora. Eram amigos há muitos anos, foram companheiros de serviço militar, participaram juntos em missões de paz no Haiti e no continente africano, também estiveram juntos numa missão de resgaste quando o Furacão Mitch devastou grande parte do Caribe em 1998.

Enquanto Lúcio caminhava em direção à porta dos fundos, algo foi jogado pela janela, estilhaçando-a num grande estrondo. O corpo do contador caiu próximo às motos. O pescoço estava quebrado, a língua esticada até o peito e os olhos esbulhados saltavam para fora das órbitas.

Os motoqueiros sobressaltaram-se assustados. Alguém chegou na frente deles! E era muito mais cruel. De dentro da casa uma cabeça grotesca os olhava. Como se aquele imenso ser estivesse levantado do túmulo há poucos instantes. Os olhos queimavam como brasas. Depois de alguns segundos aquilo soltou uma gargalhada cujo som macabro se propagou ao longo da rua. Olhou calmamente para todos até pousar em Thiago. Apontou-lhe o dedo à medida que um sorriso exageradamente largo formou-se em seu rosto deformado.

– Você sabe o meu nome – disse numa voz gutural.

Puta merda, pensou Thiago, sacando seu revólver, porém, Frederico foi mais ligeiro, e disparou duas vezes. A criatura saiu do campo de visão, escondendo-se atrás da parede.

– Vamos entrar na casa e matar aquela coisa! – Gritou Lúcio.

Desmontaram todos das motos. Caminharam lentamente em direção aos fundos. As armas em punho. Lúcio precisou de dois chutes e uma ombrada para arrombar a porta de madeira. Entraram em fila indiana: um atrás do outro. Subitamente ouviram um estranho barulho. Detiveram-se. Era um motor muito potente sendo acelerado com agressividade.

– Voltem para as motocicletas! – Lúcio ordenou quase como um sussurro apavorado.

Nem haviam saído quando um imenso caminhão avançou sobre eles quebrando toda a casa. Embora os quatro fossem homens grandes, sendo Lúcio e Frederico um pouco acima do peso, conseguiram esquivar-se e correr. Montaram em suas motos e deram a partida enquanto o caminhão fazia manobras, contornando e rumando em direção a eles. Era uma imensa Scania vermelha de carroceira baú, incrivelmente longa onde havia o desenho de uma cobra enrolada num crânio perfurado por um punhal; dois canos grossos de escapamento erguiam-se um de cada lado da cabine em cujas bocas cuspiam labaredas de fogo a cada acelerada.

Os motoqueiros rumaram velozes, avançando em disparada pela rua.

II

 

Pedro era um policial federal, detetive conceituado dentro da corporação por ter resolvido alguns crimes deveras estranhos. Trabalhava num setor pouco conhecido que trata de investigações sobrenaturais. Estava entediado quando recebeu uma ligação do delegado de uma pequena cidade do interior de Santa Catarina, o qual relatou que um conto de terror circulando na internet estava conectado a uma série de desaparecimentos e assassinatos misteriosos. Os mais histéricos diziam que o Demônio estava solto na cidade. Pedro decidiu abandonar as férias, ligou para o parceiro e ele não o atendeu; então lhe deixou uma mensagem de texto:

E aí, Edu. Deixa eu te falar. Tem algo sinistro acontecendo em Santa Catarina. Vamos resolver juntos este caso, cara. Vai te fazer muito bem. É exatamente o que vc precisa. Se por acaso receber esta mensagem depois que eu já tiver ido, vá até o bar do amigo Lúcio. Se lembra dele? A cidade fica lá perto, poderá me achar lá ou ter notícias minhas. Abraços!

Na semana anterior, Edu havia sido diagnosticado, pelo psicólogo da polícia, com depressão. Depois disso, quando o Coronel Fonseca o afastou dos trabalhos por tempo indeterminado, Pedro não mais o viu. Ficou sabendo que vendera o apartamento e comprou uma moto caríssima, desaparecendo sem dar quaisquer notícias.

Pedro pegou seu Dodge preto 1968 e partiu de Goiânia, rumando para Santa Catarina.

***

Depois de um dia inteiro de viagem, Pedro parou no bar de motoqueiros, onde a maioria dos frequentadores eram seus velhos amigos.

Lúcio veio recebê-lo:

Quem é vivo sempre aparece, amigão disse, dando-lhe um forte e demorado abraço É bom ter você por aqui.

É bom estar aqui respondeu Pedro notando que o amigo estava tenso, seu rosto meio raivoso com a testa enrugada e as sobrancelhas baixas.

Lúcio, então, pediu duas cervejas. Aconchegaram-se em uma mesa nos fundos do bar, ao lado de uma janela a qual tinha uma vista incrível do pôr-do-sol.

Pedro então perguntou:

Quais as novidades, meu velho?

Nesse momento, como se Pedro tivesse usado as palavras erradas, a pergunta fez a expressão carregada do amigo mudar para melancólico. Pedro logo percebeu que os olhos de Lúcio se encheram de lágrimas.

O que houve? – O que poderia ter acontecido para um homem daquele tamanho, militar veterano, cair no choro?! Os brutos também têm sentimentos!, pensava o policial.

Na noite passada, eu, o Thiago e mais dois companheiros fomos resolver uma parada. Íamos acabar com o ex-marido da minha mulher…

Isso é crime, cara? – Pedro interrompeu, sobressaltado. Ele notou que o amigo usava um colar cujo pingente era um pentagrama invertido e no centro havia a cabeça de um bode.

Acha que eu ligo. Queria enfiar uma bala na cabeça daquele monstro, pedófilo…

Pedro torceu o nariz, debruçou-se na mesa, atento ao restante do relato.

Quando chegamos o desgraçado já tinha sido assassinado…

– Como é? Ah, desculpa, não vou mais interromper.

– Uma caveira do mal… motorista de um caminhão dos infernos… Quando chegamos, aquilo já tinha quebrado o pescoço do cretino.

– Você está falando sério? – Incrédulo, Pedro suspeitou que o amigo tivesse usado drogas, embora não fosse do feitio dele.

– Aquilo entrou no caminhão, demoliu a casa do pedófilo e nos perseguiu até o Vale da Morte. É um trecho da estrada que fica bem numa baixada cercada por morros altos. As pessoas dizem ver fantasmas lá; que é lugar de encontro de macumbeiros; que o Diabo aparece para fazer acordos com quem está disposto a vender a alma, enfim… Não sei se foi a moto do Thiago que falhou ou aquele caminhão era veloz demais… – ele parou e tomou fôlego. Everton e Frederico entraram no bar nesse momento e encaminharam-se em direção à mesa onde estavam. – Aquilo atropelou o Thiago sem piedade.

– E quanto a vocês? – Pedro indagou enquanto os outros dois amigos se sentavam.

Houve apenas apertos de mãos silenciosos. Lúcio continuou:

– Parecia estar atrás só dele. Nos deixou ir. Mas ninguém teve coragem de se aproximar do caminhão para tentar pegar o corpo. Hoje de manhã a polícia esteve lá, e a única coisa que encontraram foi a jaqueta de couro rasgada e ensanguentada.

– Em que merda vocês se meteram, hein?! – Pedro exclamou. Como investigador paranormal era um prato cheio. Será que há conexão com tal texto da internet? O que vocês sabem sobre aquela região e essa tal caveira?

– Não muito – Respondeu Frederico. Pareceu ler pensamentos. – Tinha dias que o Thiago falava de um conto de terror que estava matando as pessoas. Ele mesmo tinha lido antes da gente sair.

Lúcio bebeu um gole de cerveja e falou:

– Minha mulher é meio esotérica, gosta de bruxaria, essas coisas. Ela fala que esse texto é real e místico, porque fizeram um ritual de invocação para libertar um Demônio da vingança e que esse Demônio não pode ser controlado, e uma vez solto não há como fazê-lo retornar ao inferno. É ele que está matando quem lê a mensagem e coisa e tal… Pura besteira!

Foi uma besteira que matou o Thiago? – Pedro revidou, nervoso.

 

III

 

Tudo ficou silencioso quando Edu desligou sua Harley preta. Ele ergueu os olhos, analisou o pub e, em seguida, admirou a Mata Atlântica, com enormes pinheiros que margeavam praticamente toda a estrada desde o instante em que abandou a rodovia, acelerando por vias rurais. O sol de final de tarde tingia tudo com cores quentes, numa mistura de amarelo dourado e laranja intenso.  

Ao descer, espreguiçou-se. Seu corpo doía devido às quase quatros horas seguidas sentado sobre a moto, contudo era uma agradável dor. O que era um mero desconforto na coluna e nos músculos mediante à doce liberdade?  Goiás ficara para trás. Ele nunca iria sentir saudade da vizinhança barulhenta, nem da gravata que era obrigado a usar enquanto lidava com papéis no escritório da polícia. Sentia saudade de ser um agente de campo, mas no último ano lhe reservaram o trabalho burocrático. Por isso tenha ido àquele lugar, porque recebera uma mensagem do antigo parceiro de investigações dizendo para se encontrarem.

Ele passou a mão pelos cabelos negros e lisos repartidos ao meio, amassados e suados devido ao capacete e então caminhou em direção à construção de madeira; parecia uma chácara; com todo o terreno gramado e com araucárias adornando as extremidades. No lado esquerdo aglomeravam-se oito motocicletas estradeiras. Dois triciclos chamaram a sua atenção, tanto pelo tamanho como pela excentricidade, com suas rodas grandes, caixas de som e desenhos de caveiras por toda a pintura.

Um caminho estreito de tijolos levava a uma escada de poucos degraus; no alpendre havia um banco de madeira e na porta um ressecado crânio de um boi chifrudo dava as boas-vindas. Edu empurrou a porta e entrou. Um ou outro olhar curioso lhe foi lançado, mas rapidamente voltaram às suas atividades. No jukebox tocava Allman Brothers. Dois homens grandes jogavam sinuca enquanto um assistia e dava palpites entre um gole e outro de cerveja; dois casais brincavam com dardos; outros quatro homens mantinham-se sentados e afastados a uma mesa no canto, pareciam cochichar e em seus rostos revelava-se bastante preocupação. Se tivesse olhado com um pouco mais atenção teria notado que Pedro estava entre eles. Do que será que homenzarrões como aqueles têm medo?, pensou Edu ao passo que avançava até o balcão onde uma jovem de longos cabelos loiros e brilhantes e olhos azuis servia bebidas e petiscos.

– Aquela Harley preta lá fora é sua, né, rapaz?  – perguntou um velho barbudo. Estava sentado ao balcão. Era um pouco gordo, e os braços musculosos realçavam as correias de couro enroladas nos pulsos. Os olhos estavam aquosos como se houvesse chorado por horas.

– É. 

– Deve ser um playboyzinho

Edu deu de ombros. Mal sabe ele que vendera tudo o que havia conseguido depois de quase meia década como investigador da Polícia Federal para adquirir aquela moto. Abandonou tudo para viver na estrada. Não tinha família. A vida como investigador o fez se afastar de laços afetivos íntimos. Poucas amizades, algumas paqueras que vez ou outra surgiam ou ressurgiam, mas nada muito sério.

Ele olhou para a garçonete e esta se manteve de costas por um tempo, ocupada em qualquer coisa. Não a chamou; ficou admirando o corpo dela. Os cabelos loiros caiam até próximos a bunda; uma bela bunda, magrinha e empinadinha; os quadris eram bem desenhados e as perlas longas. Depois deu uma olhada no espelho atrás da prateleira de bebidas. Seus olhos estavam avermelhados, irritados; a pele morena estava ainda mais escura, queimada pelo sol. Ele então se virou para os homens que ainda se encontravam no canto ao fundo do bar, ainda conversavam com gestos acanhados e semblantes angustiados. 

– Não encare ninguém desse jeito, rapaz – o velho tristonho ao seu lado alertou.

– Desculpa. Força do hábito – Edu estendeu a mão, apresentando-se. – Eduardo Rodrigues. 

– Álisson Almeida.  

Apertaram as mãos. 

– Tem um aperto forte, rapaz – o velho sorriu. – O meu filho também tinha e… Deixa para lá. – Ele voltou a beber seu uísque.

A garçonete voltou-se para Edu:

– O que o senhor vai querer. 

– Primeiramente que não me chame de senhor – ele forçou um sorriso. 

– Tudo bem – Ela debruçou-se sobre o balcão, achegando o rosto próximo ao dele. – Mas o fato de eu te chamar de você não aumentará suas chances de transar comigo.

Álisson gargalhou até perder o fôlego. Despois a melancolia voltou repentina.

Edu riu tímido:

– Eu vou tentar conviver com isso.

Ela se virou, apanhando uma garrafa de uísque e enchendo um copo.

– Esse é por conta da casa – disse, enchendo igualmente o copo de Álisson. Ela observou que Edu também tinha olhos tristes. Ele não tinha mais do que trinta e cinco anos e com certeza não era membro de nenhum motoclube. Os frequentadores daquele bar chamam motoqueiros assim de Lobos Solitários. E aquele era o mais solitário que ela já vira na vida. E ela conhecia bem aqueles tipos, afinal, ela crescera nesse ambiente; o pai era líder de motoclube e construiu aquele bar antes mesmo de ela nascer. – O que faz da vida? – Ela puxou novo assunto.

Edu resistiu: Não bebeu o uísque apesar de tê-lo admirado. Ergueu a cabeça e respondeu:

– Sou policial federal.

Uau! – ela exclamou num sussurro brincalhão.

– Não tem nada demais nisso.

– E não tem medo de revelar isso assim? – ela continuou perguntando.

– O máximo que podem fazer é me matar. – Agora sim ele ergueu o copo e bebeu tudo num só gole.

Calma aí, garotão! Já deu para perceber que você não tem medo de morrer – ela riu, mas seu semblante ficou apreensivo.

– Não se preocupa comigo!

– Se eu fosse me preocupar com todos os malucos que entram aqui – ela sorriu e ele retribuiu.

No entanto o sorriso dela se desfez rapidamente; os olhos se arregalaram incrédulos.

Foi quando Edu sentiu algo gélido na parte de trás de seu crânio, forçando o osso occipital. Isso já aconteceu outras vezes, ele sabia o que era: Uma arma estava sendo colocada na sua cabeça.

– Então tu é policial?

Edu ergueu as mãos pedindo calma a garçonete, pois percebeu que ela estava entrando em desespero, depois ele tentou se virar, mas foi bronqueado:

– Não se mexe!

Atraídos pelos gritos, todos no bar olharam para ver a cena. A música cessou abruptamente.

– Eu vou meter um balaço na tua cabeça – continuava berrando.

Os lábios de Edu desenharam um sorriso de deboche.

se não erra – disse.

– Para com essa merda, Álisson – Pedro esbravejou aproximando-se com passadas apressadas, sendo seguido pelos outros motoqueiros. – O que acha que está fazendo?

– Vocês policiais não prestam para nada – o velho suspirou, baixando o revólver e limpando a lágrima teimosa que brotava no olho esquerdo. – O meu filho foi morto por aquele caminhão, por aquele conto de terror maldito e vocês nada fizeram.

Pedro coçou a cabeça antes de se explicar:

– Vamos vingar a morte do Thiago e vamos descobrir quem invocou aquela criatura.

Edu interferiu:

– Essas coisas não existem. É apenas um homem fantasiado dirigindo um caminhão modificado.

Pedro retorquiu:

– Você viu o caminhão, leu o conto?

Edu sacou o celular e o entregou ao amigo. Nele havia o misterioso texto. Aquela creepypasta que parecia ser real.

– Quando li sua mensagem dizendo que estava vindo a Santa Catarina para investigar um caso, eu logo fiz uma rápida pesquisa sobre os acontecimentos sobrenaturais desta região – Edu esclarecia.

Álisson arregalou os olhos:

Tu leu? Vai morrer também.

Pedro devolveu o celular e falou:

– O que sugere?

– Irmos ao tal Vale da Morte e ver se a criatura aparece – planejava. – Vamos enfiar uma bala na cabeça daquilo, demônio ou homem eu tenho certeza que vai morrer.

– Vamos só nós dois então – Pedro apertou a mão do velho parceiro.

Lúcio e os outros motoqueiros sobressaltaram:

– Nós também vamos – falaram em uníssono.

– Só você – Pedro voltou-se para Lúcio. – Este colar que está usando diz respeito a rituais de invocação. Ou foi você quem chamou aquilo ou a pessoa que fez o ritual te presenteou para te proteger do demônio que foi solto.

Cê tá falando sério? Foi minha mulher quem me deu essa porra!

 

IV

 

A noite estava escura, fria; uma densa névoa se arrastava sombria pelo Vale da Morte. Era um trecho de rodovia situado numa baixada, cercada por altos morros. Havia também algumas estradinhas rurais que davam em fazendas.

Não conseguiram segurar Frederico e Everton. Eles também queriam vingança e eram homens adultos para tomar suas próprias decisões. Pedro havia pegado uma moto emprestada: Um triciclo de 1500 cilindradas. Lúcio seguiu na frente como um lobo líder da matilha. Freou rente a uma placa na qual dizia que a ponte a dez quilômetros havia caído. Mas nem choveu, pensou.

Os motoqueiros cogitavam atrair o caminhoneiro fantasma para uma das estradinhas de terra, caso ele aparecesse; e aí sim meteriam bala sem receio.

Ficaram por algum tempo ali parados rente à placa. Os motores desligados. A noite avançava. Horas se passaram. Perderam as esperanças de ver o demônio. Durante o período de espera, Pedro leu a creepypasta voz alta.

Deram a partida para irem embora. Subitamente ouviram outro motor, mais forte e potente que qualquer motocicleta. Ao longe, duas labaredas de fogo surgiam dobrando a curva. O colossal caminhão vinha buzinando e cuspindo como dois dragões ferozes.

Num misto de alegria e medo, todos saíram em disparada, avançando por um trecho plano de 2,5 km até uma subida extremamente íngreme. Lúcio mais uma vez puxou a fila. Acreditava que o caminhão por mais potente que fosse não conseguiria segui-los por muito tempo, ainda mais quando chegassem ao aclive acentuado. Momento perfeito para descarregaram suas armas.

E como estava enganado! Ainda durante a reta aquela jamanta imensa parecia voar sobre o asfalto.

– Cuidado – Lúcio berrou, desviando de um grosso tronco caído no meio da rodovia.

Todos esquivaram, exceto Everton. Sua bobber deslizou pelo asfalto frio enquanto ele rolou alguns metros.

O monstro o atropelou sem piedade. O crânio partiu em baixo das rodas, o corpo moído e a moto despedaçada.

– Desgraçado!!! – Lúcio não acreditou. Lembranças do amigo vieram à sua cabeça: o serviço militar, as bebedeiras e os passeios de moto. Perdeu o melhor amigo por conta de um mero ritual esotérico de vingança. Mentalmente, amaldiçoou sua mulher. Entretanto, não havia tempo para luto. O caminhão vinha no encalço.

Pedro e Edu sacaram suas pistolas. Dispararam para trás. As balas ricocheteavam no para-brisa sem causar danos àquela imensa locomotiva de asfalto.

À frente, Lúcio se viu numa encruzilhada: Ao pé do morro, do lado direito, encontrava-se a última estradinha de terra. Ou pegava aquele caminho rural ou seguia na rodovia até a ponte caída. Ele acreditou que o caminhão fosse perder velocidade na subida, dando a oportunidade de o fuzilarem sem piedade.

Inesperadamente ouviram pneus fritarem no asfalto quando Edu freou bruscamente sua Harley. Ele manobrou, ficando frente a frente com o caminhão que continuava subindo o morro numa velocidade assustadora.

– O que aquele maluco do seu amigo vai fazer? – Lúcio gritou para Pedro.

– Eu sei lá. querendo se matar.

Mais à frente Frederico temia pela ponte caída. Se o caminhão não fosse parado, jogaria todos ribanceira abaixo. Bateriam com violência nas grandes pedras à margem do rio de fortes correntezas.

Edu acelerava indo de encontro ao caminhão. Por duas vezes o pneu da frente ergueu cinco centímetros do chão.

A criatura abriu um sorriso debochado.

Edu ficou em pé no banco e saltou como toda força. Colidiram de frente. O caminhão sequer sofreu um único arranhão, a moto foi destruída, sendo atropelada e destroçada. O policial se chocou com o para-brisa e voou pela lateral como um boneco de pano. Lammó gargalhou alto; então avançou contra os outros dois motoqueiros.

Pedro e Lúcio estavam acuados, iriam ser jogados para a imensa vala. Não havia mais como escapar. Fim da linha! Ou freavam as motocicletas e deixavam o caminhão os atropelar ou aceleravam para o abismo.

Inesperadamente o braço direito de Edu entrou pela cabine. A mão em forma de gancho agarrou o rosto do monstro, apertando-lhe os olhos, desestabilizando sua direção. O volante foi torcido involuntariamente. Labaredas de fogo ainda mais furiosas saiam dos escapamentos. Sem controle, o veículo gigante entrou mato adentro; derrubando árvores, ao passo que a criatura tentava se desvencilhar dos braços fortes de Edu que grudara na porta como carrapato em boi bravo.

Não conseguiu. O caminhão caiu no despenhadeiro, batendo nas rochas e explodindo em labaredas infernais.

Edu, que saltara pouco antes da queda, rolou pela relva úmida. Quebrou três costelas e o cotovelo esquerdo. Viu quando Lammó saiu de dentro dos destroços, em meio às chamas, andando tranquilamente com todo o corpo sendo carbonizado. O rosto queimado, ainda mais desfigurado, sorriu para ele antes de se jogar na água e desaparecer.

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49 comentários em “Não Saiba o Nome Dele (Damião)

  1. Rose Hahn
    21 de outubro de 2017

    Caro autor, o seu conto, de todos os que li até agora, foi o que escancarou o terror logo de cara. Ponto positivo. Também não sabia o que era Creepypasta, e ficou bem explorado no contexto. Não me demorarei nas questões já debatidas aqui de concordâncias, gramática, etc. Achei as ambientações do bar e dos motoqueiros bem convincentes. Vou me deter, para fins de contribuição à sua escrita, na questão da verossimilhança: a mensagem que rolava no whatsapp, do Lammó, um textão, enorme, acho que dizer pela internet soaria mais coerente; outra coisa foi a viagem de Edu a Santa Catarina, de moto, se bem entendi ele ficou “quase quatros horas seguidas sentado sobre a moto”, são, no mínimo, 1200 km, daria bem mais de quatro horas, né? E por fim o encontro de Pedro e Edu no bar, Pedro havia passado mensagem para Edu, convocando o antigo parceiro para a empreitada em SC, e quando se encontraram no bar, pareciam, inicialmente, dois estranhos, seria legal ter o impacto do encontro dos amigos. Bem, essas foram as minhas considerações, sorte aí no desafio, abçs.

  2. Evelyn Postali
    18 de outubro de 2017

    Caro(a) Autor(a)
    Tenebroso. A primeira parte, aquela na qual se sabe o nome do capeta, me arrepiou. Nenhum dos contos aqui tem algo de original, afinal, tudo já foi contado, não é? Mas o que importa é como foi desenvolvido o resto da trama. Eu gostei do seu conto. Ele está dentro do tema. Uma revisão é coisa que sempre melhora tudo. Gostei dos personagens também. Eles foram bem elaborados. Também quero ressaltar os diálogos. Estão bons. Boa sorte no desafio.

  3. Evandro Furtado
    18 de outubro de 2017

    Esse conto transfigura-se completamente conforme vai avançando. A parte inicial me assustou. Achei que seria aquele sensacionalismo barato até o final. Depois vi que era apenas um recurso dentro da história e o que era ruim tornou-se positivo dentro do contexto. Tudo caminha muito bem até a cena do bar. Os personagens são bem construídos, a trama bem alinhada, ambientação meio Night of the Demon. Depois que o cara encosta o cano na nuca do outro, parece que foi o gatilho para o autor se apressar e correr com a história. Os personagens perdem a consistência. Todo mundo parece se conhecer de repente – o tal do Eduardo era da mesma turma, então? Isso ficou confuso. Mesmo a resolução final não paga a bela construção inicial do monstro. Talvez com o recurso áudio-visual, fosse uma cena interessante. No texto escrito não acho que tenha funcionado.

  4. werneck2017
    16 de outubro de 2017

    Olá,

    Nossa, não imaginava que ia render tanto comentário! Então, já que muito foi dito, atenho-me ao que considero relevante: adorei a introdução, perfeita, diferente, não conhecia a creepypasta e aprecio muito o fato de poder ter sido apresentada a ele.
    Imaginava que o restante do texto seria uma continuidade desse tom mais intimista, mas ele não acabou acontecendo. A sequência de eventos de ação e personagens tomou força e eu acho que algo se perdeu. Ficou ruim? Claro que não, apenas ficou marcado a diferença da continuação.
    Quanto aos erros gramaticais, foram para lá de comentados.
    No mais, muito bom. Boa sorte no desafio!

    • Damião
      17 de outubro de 2017

      Olá, werneck2017, tudo bem?
      Muito obrigado pelas observações.
      Na verdade eu criei essa creepypasta.

  5. Lolita
    15 de outubro de 2017

    A história – Um grupo de motoqueiros caça um demônio que assombra uma pequena cidade no interior do Brasil. Damião, pode não ter sido o que você pretendeu, mas tenha orgulho do seu texto. A história é quase um filme do Tarantino e Rodriguez, o que pode considerar como um elogio.

    A escrita – Eu adoro creepypastas, então o estilo do começo já me era bem familiar. Você escreve bem, mas apenas uma dica: não descreva tanto os veículos. Eu, por exemplo, parava os textos para ir ver as imagens (baita moto a boober 2002) e isso quebrava a carga de terror do texto. No polêmico “pernas longas” você digitou “perlas longas”.

    A impressão – Confesso que fiquei esperando a aparição do Danny Trejo. Tenha orgulho do seu texto, parabéns e boa sorte no desafio.

    • Damião
      17 de outubro de 2017

      Olá, Lolita, tudo bem?
      Muito obrigado pelos comentários.
      Confesso que não conhecia Danny Trejo. Já o vi em muitos filmes, mas não sabia o nome dele. kkkkkk

  6. Lucas Maziero
    14 de outubro de 2017

    Para mim o começo do conto está extenso, não necessariamente enfadonho, mas há informações repetidas, e com menos palavras já nos ficaria esclarecido quem é Lammó. A título de aprimorar o texto, na minha visão como escritor amador, creio que seja um ponto a ser considerado.

    A história é bem bacana, me envolvi com a leitura. Às vezes o prosear pode capturar o leitor muito mais do que a criatividade, como foi, para mim, este conto.

    O texto segue entretendo, e creio que não há muito o que dizer sobre a estrutura, a gramática (sim, encontram-se alguns errinhos).

    O demônio, por incrível que pareça, não teve grande impacto, o que mais emocionou e criou expectativa foi o baita caminhão, ainda mais dirigido pela criatura.

    Enfim, gostei do conto, e o final promete que o demônio voltará, pois com certeza incautos ainda lerão o tal da Creepypastas, que até então eu não fazia ideia do que se trata. Estou pesquisando sobre, e só espero que não me apareça nada relativo a Lammó…

    Parabéns!

  7. Fheluany Nogueira
    13 de outubro de 2017

    Enredo e criatividade – Ótima premissa: uma creepypasta impressionante que consegue entreter rendendo uma narrativa curiosa. Pareceu-me que seriam várias historietas sem ligação uma com a outra, mas logo deu para perceber o elo entre elas através dos personagens. E, no desfecho, saber quem invocou o diabo e saber do amuleto foi interessante.

    Terror e emoção – O terror ficou mais com a creepypasta. Grupo de motoqueiros e caminhão com motorista ensandecido também amedrontam, mas faltou ambientação e suspense mais assustadores. O excesso de personagens importantes para a trama também dispersou o medo ao quebrar a fluidez da leitura e interpretação.

    Escrita e revisão – O texto está bom, tem potencial e merece uma revisão gramatical e estrutural.

    Bom trabalho. Abraços.

  8. Luis Guilherme
    13 de outubro de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Eu aguardei bastante esse desafio em particular, uma vez que adoro o gênero, por isso, estou lendo com bastante expectativa.

    Dito isto, vamos ao seu conto:

    O texto começa com uma creepypasta interessante. Na verdade, antes de perceber que se tratava de uma creepypasta dentro do contexto da história, eu tava um pouco incomodado achando que o texto todo seria uma ameaça ao leitor, e não ia gostar muito disso. Porém, quando foi revelado que se tratava de uma corrente de whatsapp maldita, fiquei mais animado.

    O conto é bom, tem um quê divertido e o enredo, apesar de não ser nada inovador, foi bem conduzido e trabalhado. O terror em si achei que ficou mais no trecho inicial, da creepypasta. Depois, acho que perde um pouco de força como terror, mas mantém a história curiosa e misteriosa. Acho que uma ambientação mais assustadora teria incutido um tom mais sombrio no restante do conto, não sei. Divagações minhas.

    Notei um erro de continuação no enredo, e um que achei que fosse erro, mas que no final acabou se justificando, não sei se sem querer ou se você já tinha planejado isso. Vamos lá:

    Primeiro, o “erro” que se justificou: no começo, o Lúcio pergunta o que o Thiago tá fazendo, e ele responde: “– É só um texto que fala de um demônio chamado Lammó”. Nessa parte, o Lúcio devia ter sido amaldiçoado também, uma vez que conheceu o nome do demônio. No fim, quando descobri que ele tinha a proteção, acabei entendendo pq ele não foi afetado. Acho que você podia ter usado isso como plot twist, seria bem legal. Isso não é uma crítica, apenas uma sugestão.

    Segundo, e isso me pareceu um furo mais grave, a não ser que eu tenha perdido algo: a mensagem é transmitida por whatsapp. Sendo assim, logo no primeiro dia, centenas ou milhares de pessoas deveriam ter lido a mensagem, uma vez que essas coisas se espalham de forma absurda pelas mídias sociais. Imagina se alguém mandasse num grupo, por exemplo. Sendo assim, deveriam haver milhares ou milhões de mortes em poucos dias, sem falar que o acontecimento tomaria rumos nacionais, provavelmente.

    Enfim, foi algo que percebi e que me incomodou um pouco. Achei legal você usar o recurso das mídias sociais pra deixar contemporânea a história, mas acho que acabou deixando uma ponta solta.

    Enfim, concluindo, é um conto divertido e interessante, bem escrito, que apresenta alguns probleminhas na escrita que já foram listados por alguns leitores, mas que pra mim não atrapalharam em nada a fluidez da leitura.

    Parabéns e boa sorte!

  9. Pedro Teixeira
    12 de outubro de 2017

    Olá, Damião!
    Achei o conto divertido. Traz boas descrições. O enredo é bacana e acho que podia ter rendido mais.
    Nos diálogos, me parece que faltou verossimilhança, sabe? Digo, não deu a impressão de pessoas reais lidando com uma situação insólita. Nesse sentido, acredito que diminuir um pouco a quantidade de personagens ajudaria. Há um grande número de situações que criam a impressão de que tudo está acontecendo ao mesmo tempo.
    Na escrita há algumas construções muito boas, outras nem tanto. “Grudado como carrapato em boi bravo”, por exemplo, acabou funcionando mais como algo humorístico, e vi por um comentário seu que não era essa a intenção.
    Enfim, posso dizer que fiquei curioso para saber qual seria a conclusão , o que é positivo, e narrativa traz um texto em sua maior parte claro , com algumas descrições muito boas. Por outro lado, há um certo tom de sátira que não sei se foi em parte proposital ou não. De qualquer maneira, acho que sua prosa tem muito potencial, e que com lapidação pode render muito.

    Abraço.

  10. Ana Maria Monteiro
    11 de outubro de 2017

    Grande discórdia! Não vou entrar nisso e nem li todos os comentários.
    Tinha tomado nota de alguns erros de digitação para lhe apontar, mas acho que nem devo. Apenas um apontamento: esbulhar e esbugalhar não são palavras sinónimas e penso que onde escreveu a primeira você pretendia o sentido da segunda. Vi mais alguns apontados pelos colegas. Fica a noção geral de que o texto precisa ser revisto.
    O conto em si, começou por dar a ideia de que iria ser uma coisa e depois foi outra. Um bom recurso mas, no desafio, funcionou ao contrário, ou seja: parecia que ia ser de terror e depois foi uma espécie de policial. Teria funcionado melhor invertendo isso (atendendo ao desafio, apenas). Mesmo assim considero-o adequado ao tema.
    Quanto à história propriamente dita achei algumas coisas a mais, sobretudo a parte de ser pedófilo. Você diz que a mulher que fugiu de Jefferson (na semana anterior) para se juntar com um polícia, o fez porque ele lhe batia e depois ele passa a pedófilo? que raio de mulher é essa? não se importa que ele viole a filha (no conto existe uma filha que ela leva consigo) e depois deixa-o porque ele lhe bate?
    Isso para mim não fez o menor sentido. Bastava o facto de ele ser violento e já não entrava em inconsequência.
    O ambiente “motoqueiro” é algo que desconheço. Vi em alguns filmes (poucos) e é tudo. Consegui vê-lo, mesmo assim.
    No geral é uma boa história e está bem contada. Merece algumas críticas? Qual não merece? Até muitas das de grandes escritores, quanto mais as nossas.
    Mas é uma boa história e adequada ao tema.
    Então parabéns e boa sorte no desafio.

    • Damião
      11 de outubro de 2017

      Claro que você deveria. Se eu pudesse voltar no tempo… ah se pudesse. Idiotas costumam fazer idiotices mesmo. Eu realmente estava levando na brincadeira. Infelizmente eu não soube brincar e nem deveria. Obrigado pelas observações. Concordo plenamente como todas elas, se que eu tenho moral para dizer isso depois de tanta pataquada.

      Muito obrigado.

      • Damião
        11 de outubro de 2017

        Só para não ficar mal entendido: EU SOU O IDIOTA.

  11. Antonio Stegues Batista
    9 de outubro de 2017

    ENREDO: Texto paranormal, invoca demônio para que lê seu nome. Nenhuma novidade, Existem muitos enredos parecidos, inclusive no cinema, “O Chamado”,etc.

    PERSONAGENS: Com algumas falhas nas descrições, já apontadas pelos colegas. No geral, está bom.

    ESCRITA: Boa escrita, algumas frases legais, outras não, também com falhas. Me pareceu que algumas descrições são parecidas com certas cenas de filmes, especialmente quando Edu entra no bar. Mas, está no caminho certo, só tem que conseguir seu próprio estilo de escrever. Creio que o autor é jovem e tem muito que aprender, especialmente aceitar as criticas, sejam elas boas ou não. Quem está na chuva tem que se molhar. Paciência e trabalho, é o lema dos Vencedores.

    TERROR: Regular. Algumas c enas boas, outras não. O caminhão me fez lembrar do filme Encurralado, com Dennis Weaver, inclusive, se não me engano, a imagem é do filme. Ficou legal. Boa sorte.

    • Damião
      10 de outubro de 2017

      Obrigado, Antonio.
      Guardarei bem suas palavras. Eu não sou jovem, só imaturo mesmo.
      Eu gosto muito do filme, Encurralado.

      Abraço.

  12. Rafael Soler
    9 de outubro de 2017

    Olá, autor. Parabéns pelo texto.

    Gostei bastante da temática envolvendo uma creepypasta e o lance da criatura que não pode ser impedida de matar aqueles que leem a mensagem. A riqueza de detalhes envolvendo os temas abordados (motoclube, polícia, etc) me fizeram conseguir visualizar bem o que se passava.
    Outro ponto positivo foi a estruturação do texto e o ótimo ritmo.

    O que me incomodou um pouco foram alguns erros gramaticais (já apontados) e o final apressado. Acho que esses pontos poderiam ser mais bem trabalhados em uma futura revisão do texto.

    🙂

  13. Paula Giannini
    8 de outubro de 2017

    Oi, Autor(a),

    Tudo bem?

    Caramba… Seu conto, pelo visto, causou polêmica…

    Se serve de consolo, os meus sempre causam também.

    O que eu faço? Leio todos os comentários. Todos mesmo. De todos os contos. E aí eu me pergunto… Eu concordo com o que está sendo dito sobre o outros contos? Sim?! Então deve haver algo de correto no que estão criticando do meu. Mas, se a resposta for não, eu não concordo, o melhor a se fazer é tirar o melhor possível daquilo que me foi dito. Todos estamos aqui para aprender. Os que criticam, estão lá, para ser igualmente criticados. Não por quem são pessoalmente, mas por seus trabalhos. E isso é ótimo. É saudável. Mas dói. Claro que dói. Nossos textos são nossos filhos, nossas criações.

    Bem, mas chega de lero-lero. Vamos ao seu conto e o meu ponto de vista.

    Quando o texto teve início, confesso que pensei que a narrativa toda transcorreria com o(a) autor(a) colocando o leitor como protagonista da ação. Mais que a quebra da quarta parede, o início de texto sugere que, quem está lendo, deverá sentir na carne, todo o medo que o narrador sugere. No entanto, confesso, igualmente, que fiquei imaginando como isso seria possível e um conto com mínimo estipulado de 3 mil palavras.

    O trabalho, no entanto, trilhou por outra linha e, ao menos para mim, o início foi muito bom.

    Sobre o que seguiu, afinal um conto não e feito só de introdução, achei que você optou por uma espécie de “terror trash”. Não concordo com o engessamento de um gênero, como se bate na tecla por aqui. Terror, assim como outros gêneros e estilos passam por várias nuances. Há o terror psicológico, o trash, o terrir (sim por que não?), o grand Guignol, e por aí vai. Não sou especialista no tema.

    Em Curitiba, por exemplo, há o trabalho de “Paulo Biscaia”, um cineasta e teatrólogo local que faz terror ao estilo grand gignol. Muito sague, muito tom de artificial, ums estética quase de histórias em quadrinho, um certo estranhamento narrativo ao se abordar o medo, algo meio “plástico” e ao mesmo tempo “mecânico”, não sei se me faço entender. Esse algo artificial, forçado até, eu encontrei em sua opção narrativa. Isso é um defeito? Não é. Ao contrário. Seu conto me lembrou um quadrinho daqueles para adolescentes, de formato grande.

    No mais, parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio e que volte com outros textos no futuro.

    Beijos
    Paula Giannini

    • Damião
      9 de outubro de 2017

      Obrigado, Paula Giannini. Agradeço pelas palavras de incentivo. Eu não deveria ter questionado o Fábio. Admiro muito ele. Não quis ofender ninguém. Até estava levando na brincadeira, mas a frase “está se prestando ao maior papelão já visto por aqui”, foi o gatilho que tive para perceber que tudo saiu do controle. Há anos eu não escrevia, não me acho ruim de gramática, mas tenho o defeito da leitura viciada e por mais que eu releio, coisas realmente passam despercebidas e eu acabei perdendo quem me ajudava nesse sentindo. Não levei tão a sério assim ao ponde de pensar “vou esperar até o último instante para enviar o meu”, nunca foi o meu objetivo vencer, apenas absorver coisas para melhorar.

      Abraços. Tudo de bom.

      • Paula Giannini
        9 de outubro de 2017

        Então, Damião, aproveite. Aqui a gente apanha (eu ao menos, sim), mas aprende muito. Beijos

  14. Fernando.
    8 de outubro de 2017

    Olá, Damião. Caramba, que história forte você me traz! Tão forte que em alguns momentos achei até que tenha resvalado em questões de baixa verossimilhança, se é que posso dizer assim. Bacana algumas descrições que faz e outras me pareceram um tanto estranhas, mas talvez sejam usuais em grupos de motoqueiros, um ambiente totalmente desconhecido por mim, a não ser naquelas horas em que me deparo com eles em alguma estrada. Ou parados em lanchonetes de beira de caminho. Há alguns erros que logo se vê que são de correção ortográfica, outras palavras achei que não foram bem utilizadas, tem um bronquear, por exemplo que achei estranho. Também questiono a construção, que me pareceu redundante, a dizer que entraram em fila indiana, um atrás do outro.

  15. Nelson Freiria
    8 de outubro de 2017

    Ri demais com essa frase: “Uma caveira do mal… motorista de um caminhão dos infernos…”, tbm teve outros momentos de humor involuntário, mas esse foi o melhor.

    O conto me pareceu um pouco exagerado, mas de forma intencional, como se o autor(a) quisesse não levar a sério o enredo e usar isso para divertir o leitor. Mas não é isso q eu espero de um conto de terror… tanto é que, apesar de estar dentro do tema, quase não há tensão.

    O Brasil é um país onde o uso de arma é restrito, o que não significa mta coisa, mas ainda assim é difícil crer que alguém iria precisar de mais de um rifle para matar outra pessoa…

    A explicação ‘esotérica’ apresentada por Lúcio ficou tão convincente quanto uma coluna de horóscopo…

    Acho que esse tom de excessos tornou o conto numa mistura de ação com aventura e mtos clichês, deixando a abertura com ares de promessa não realizada, o que é uma pena, pois o início se valeu de algo interessante. Até vi alguns erros de digitação, mas nada que me incomodou.

    • Damião
      8 de outubro de 2017

      Obrigado pelas observações. O humor exagerado foi involuntário mesmo. Uma quebra de tensão também, mas não consegui dar o teor de tensão necessário. Faltou capacidade mesmo. Grande abraço.

  16. paulolus
    7 de outubro de 2017

    A mensagem dada pelo “whatsapp” está muito bem escrita, até dá a impressão de que seja um ctrl+c ctrl+v, não que o seja, mas pelo disparate das diferenças com a escrita seguinte, o conto propriamente dito. O que passa a ser um texto viciado, frases de construções não condizentes com uma obra literária. Não que tais sentenças não possam ser articuladas em um texto literário, mas a meu ver, fora do contexto. (“Militar veterano, cair no choro?! – Os brutos também têm sentimentos – Era um pouco gordo, e os braços musculosos”). – Braço musculoso num gordo? (“Os olhos estavam aquosos como se houvesse chorado por horas. – Os cabelos loiros caiam até próximos a bunda; uma bela bunda, magrinha e empinadinha; Álisson gargalhou até perder o fôlego. Depois a melancolia voltou repentina. – ainda conversavam com gestos acanhados e semblantes angustiados”). – Os caras são pintados como trogloditas e agem como simpáticos rapazes sensíveis? O texto cansa com tantas peripécias para dar sentido ao enredo. Marido que bate na mulher, e não bastasse pedófilo incestuoso! Monstro dirigindo caminhão envenenado. As construções dos personagens sem nenhum compromisso com suas constituições. “Perfeitamente” mal construídos. Falta de zelo ao texto. Dezenas de erros de digitação.

    • Damião
      8 de outubro de 2017

      Muito obrigado pelas observação. Não foi o zelo que faltou, foi a a capacidade . Abraços

  17. Angelo Rodrigues
    7 de outubro de 2017

    Caro Damião.

    Minhas observações, por óbvio não são de um especialista, nem de literatura nem de linguagem, mas, vamos a elas, compreendendo que tudo que dito aqui só tem o desejo de ajudar na verossimilhança do texto:
    – Acredito que a inserção de temas como abusadores de criança justificando qualquer coisa já deu, não ajuda. Todos temos horror a isso e não vejo, a essa altura, motivo para pegar uma carona nesse trem. O contador era um filho da puta que merecia morrer. Isso me parece bastante.
    – No trecho “…embora pudesse portar uma arma tão poderosa, não foi difícil consegui-la.” Entendi que o trecho tem uma frágil relação de causa e efeito.
    – no trecho o monstro “soltou uma gargalhada cujo som macabro se propagou ao longo da rua”, me parece que não ajuda no texto. Monstros que dão gargalhada já deu também.
    – Monstro pegando um caminhão… sei não. Me lembrou a história de Encurralado, do Spielberg, de 1971.
    – notei um “enrodilhamento” textual: do telefone à mensagem de texto. A mensagem chegou ao leitor de forma morosa.
    – notei uma proliferação de nomes, pessoas, veículos, motos povoando o enredo.
    – “a maioria… eram seus velhos amigos.” Apenas um ajuste.
    – notei uma disfunção textual quando dois sujeitos machos pra cacete se ACONCHEGAM em mesas para conversar.
    – notei termos de baixa verossimilhança nos diálogos, tais como “amigão”, “meu velho”, “rapaz”, “garotão”. Já falei bastante sobre diálogos. Eles só devem existir se empurrarem a trama adiante. No mais há o perigo de soarem falsos aos ouvidos, pois conhecemos por intuição ou vida literária, como as pessoas falam quotidianamente e, qualquer coisa fora disso nos parecerá irreal, inventado.
    – idem para quatro homens parrudos “pareciam cochichar”. Esses caras não cochicham, eles esporram palavras, bêbados, arruaceiros, disfuncionais…
    – o mesmo com caras parrudos “…ainda conversavam com gestos acanhados e semblantes angustiados.” Cacete, esses caras queriam matar um um homem, depois um demônio. Onde estariam seus gestos acanhados e semblantes angustiados?
    – num dado momento a trama parece mudar de rumo, passando tratar da “vida motoqueira”, depois retorna.

    No resto o texto flui sem grandes problemas. Está legal, mas acredito que mereça algumas correções no rumo da narrativa e do enredo.

    Boa sorte e obrigado por nos deixar conhecer seu trabalho.

    • Damião
      8 de outubro de 2017

      Obrigado. Vou aprendendo com as observações. Realmente é um conto que poderia ter sido melhor. Estarei feliz se não ficar em último lugar. Abraços.

  18. angst447
    7 de outubro de 2017

    T (tema) – O conto está dentro do tema proposto pelo desafio.

    E (estilo) – Estilo que desenvolve boas descrições, ambientação detalhada, diálogos ágeis. Linguagem clara e narrativa sem enrolação. Quanto às inversões, devo dizer que me considero a rainha delas. Acho que dão uma leveza poética ao texto, embora nem sempre funcionem tão bem. Gostei da escolha dos nomes:
    – Everton = tem origem na junção de duas palavras do inglês arcaico, a primeira, eofor que significa javali (olha o javali aí, gente!) e a segunda, tun que significa cidade, lugar ou distrito.
    – Eduardo = “protetor das riquezas”
    – Pedro = significa literalmente “pedra”, “rochedo”
    – Lúcio = nome de origem latina, cujo significado é “Luz”, tem a mesma origem de Lúcifer que significa “estrela da manhã”
    – Lammó – teria alguma relação com Lâmia (em grego: Λάμια)? “Na mitologia grega, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. ” (Fonte: Wikipédia)

    R (revisão) – Acho que já se falou demais sobre isso.

    R (ritmo) – O ritmo ganha velocidade com os diálogos, que eu particularmente adoro. No geral, a leitura flui sem entraves, lembrando um filme de ação. Ponto positivo, sem dúvida.

    O (óbvio ou não) – Como eu não conhecia o termo “creepypasta”, fui pesquisar. Isso por si só, já valeu. O prólogo realmente me deixou com medo, mas acredito que poderia ser um pouco mais curto. Assim, quando o narrador revelou o teor da maldição, o resto tornou-se um pouco previsível, mas não propriamente óbvio.

    R (restou) – Medo do tal monstro vingador. Gostei bastante do final.

    Boa sorte!

    • Damião
      8 de outubro de 2017

      Obrigado mesmo. A questão dos erros poderia ter falado. Eu não deveria ter questionado o Fábio. Admiro muito ele. Não quis ofender ninguém. O texto realmente não está bom. Vou tentar melhorar se continuar a participar de outros desafios. Tentar né. Querer não é poder. Abraços.

  19. Damião
    7 de outubro de 2017

    Deixe-me apenas esclarecer algumas coisas aqui. Serei o mais sucinto possível. Fiz um contraponto no comentário do ilustre amigo, Fabio Baptista, alegando que algumas das suas revisões não foram bem feitas e não foram com o intuito de me ajudar na caminhada literária, e ele não gostou. (!)

    Houve coisas positivas como o “uma fuzil” citado por ele que realmente está errado; nesses não ouve nenhuma objeção de minha parte. E a outra enxurrada de comentários pastelões feito por ele totalmente vazios ou, me pareceu, apenas para fazer graça lá no facebook vamos aqui abordar.

    Acho que o nobre escritor não reconhece/conhece um recurso linguístico chamado inversão; “agradável dor” como está no texto. Não vejo erro aqui e muitos escritores utilizam deste recurso poético, obviamente levando-se em conta que quando você troca o substantivo e o adjetivo de lugar pode causar diferença no sentido. Ou o grande Fabio não sabe que “homem grande” é diferente de “grande homem” ou “pobre menino” não é a mesma coisa que “menino pobre”, será que sabe? Acho que sabe, só lança mão disso quando convém a ele, quando não terá de caçoar, sem razão, do trabalho alheio.

    Toda obra de arte é algo relativo a quem a contempla. Um filme de terror, pode ser engraçado aos olhos de alguns. Se a expressão “pernas longas” o faz remeter ao personagem da nossa infância é problema dele. Agora alegar que não podemos escrever isso no texto é algo totalmente fora de senso e escrúpulos. Chega a ser ridículo.

    Não poder usar os pronomes relativos também é algo idiota. Se ele não gosta, respeitamos, mas não pode criticar quem os usa e estudou para usá-los. Assim como citar um acontecimento histórico não pode ser um defeito, desde que não soe como uma frase forçada daquelas: você sabia que… Detalhes enciclopédicos enriquecem qualquer obra literária. Não é defeito.

    Como já disse bronqueado é diferente de bloqueado e no texto faz sentido sim, porque ele não lê o texto em vez de ficar imaginando como seria se ele tivesse escrito, porque não embarca naquele universo, às vezes ele tem poderes mediúnicos como ele mesmo diz, já que algo gélido para ele é sinônimo de arma de fogo.

    E dizer que o autor precisa escrever errado, como cordas vocais, porque a maioria das pessoas não conhece essa expressão é algo incabível para um grande escritor como ele. Os textos precisam enriquecer o leitor e não martelar erros linguísticos.

    Mas ele me pareceu um tanto quanto confuso, visto que disse ter gostado das Creepypastas e dizer que quebra da quarta parede foi um erro. Ou o excelentíssimo autor não sabe que Creepypastas um sua esmagadora maioria lançam mão deste artifício.

    Em relação aos comentário off, se prestarem a atenção eu não disse nada a respeito disso, quem disse isso foi outra pessoa. Um limpar o outro sim, pois uma pessoa veio com um tópico defendendo o autor como uma galinha que protege os seus pintinhos, sendo que todos os outros tópicos foram ignorados por ela.

    Querem fazer comentários sem sentido para fazer graça, façam. Só não me obriguem a concordar.

    • Fabio Baptista
      7 de outubro de 2017

      Esse comentário tá com cara de recalque dazinimiga, hein? Kkkkkk

      Autor(a), não sei se você está brincando ou não. Se estiver, já perdeu a graça. Se não estiver, está se prestando ao maior papelão já visto por aqui.

      Não, péra… da Patrícia Laftan foi bem maior 😀

      Mas, enfim… não vou mais dar corda. Valeu!

      • Damião
        7 de outubro de 2017

        Nunca foi minha intenção ofendê-lo. Como num jogo de futebol no qual (olha o pronome relativo KKK) os jogadores se cumprimentam mas que no decorrer do jogo há desavenças, e no final voltam a se cumprimentar. Você deu um carrinho por trás, eu achei que tinha o direito de entrar mais forte também. Realmente eu não imaginei que você fosse ficar ofendidinho numa discussão sobre literatura e gramática. Continuo com minhas opiniões acabando que você é quis fazer graça, mas se eu abandono o desafio. Não imaginei que você iria magoar e nunca foi minha intenção ofender ninguém. Abraços. Que Deus possa te abençoar.

      • Damião
        7 de outubro de 2017

        Se você quiser eu abandono o desafio. É o corretor ortográfico aqui atrapalhando minha vida

  20. Fabio Baptista
    7 de outubro de 2017

    Bom, só pra esclarecer alguns pontos, sem querer entrar muito em polêmica:

    Alguns dos meus apontamentos são erros gramaticais, por exemplo: “pés balando” e “uma fuzil”. Ah, é um erro bobo? Sim. Será que o autor não sabe que o correto é “um fuzil”? Tenho certeza absoluta que sabe. Mas revisão faz parte do pacote e os erros, por menores que sejam, devem ser apontados – para que possam ser corrigidos e para o autor evitá-los futuramente. Digo isso imaginando que todos aqui estejam interessados no aperfeiçoamento das técnicas. Elogios e tapinhas nas costas são legais, mas o que nos empurra para frente mesmo são as críticas sinceras com o maior nível de detalhe possível (eu pelo menos penso assim).

    Outros apontamentos são coisas que me incomodaram durante a narrativa, não são necessariamente erros. Na minha opinião, a escrita de um texto literário, assim como a mulher de César, deve ser correta e parecer correta. Há frases corretas que parecem erradas numa primeira batida de olho. Isso trava a leitura, faz o leitor voltar no texto para concluir “ah, não tava errado, não…” e então prosseguir. Isso tira parte da imersão.

    O tal do pregas vocais caiu nisso. Pode até estar certo no dialeto da medicina anatômica, mas acredito que boa parte da população brasileira não vai apontar para a garganta se questionada “em que parte do corpo ficam as pregas?”.

    Bronqueado: Ato de de ficar na bronca, bravo.
    Eu conheço o significado e ele não faz sentido ali onde foi aplicado: “depois ele tentou se virar, mas foi bronqueado”. Você quis dizer “levou uma bronca”, é isso?

    Sobre a arma na cabeça: no contexto em que Edu estava, não precisa ser vidente para entender que “algo gélido na parte de trás de seu crânio” era uma arma. Mas talvez eu tenha poderes mediúnicos e/ou QI acima da média e não estou sabendo kkkkkkk.

    Pernas longas não estaria errado. Eu não usaria num conto de terror uma expressão que remete a um coelho engraçado dizendo “ei, que que há, velhinho?”. E o que não considero bom para mim, não considero bom para meus colegas… por isso recomendo a não utilização. Mas isso não é nenhuma regra da língua portuguesa, nem nada. É só implicância minha, igual tenho com “o qual” / “cujo” / “o mesmo”, etc.

    “Seu corpo doía devido às quase quatros horas seguidas sentado sobre a moto, contudo era uma agradável dor”… pode ser que muitos leitores gostem desse tipo de construção “agradável dor”, mas para mim soa pedante e parece trecho de livro mal traduzido. Evitaria e recomendo evitar, mas também não está infringindo nenhuma norma.

    Sobre ter “um grupinho”, sim, nós temos. Está lá no Facebook e conta com mil e poucos inscritos.

    Temos conversas em off? Com certeza. Mas sem essa de “um limpar o outro”. Deixamos isso para a câmara dos deputados. Aqui no EC, nós prezamos pela ética e transparência. São 4 anos e 28 desafios de histórico que comprovam o que estou dizendo.

    Abração!

    • Damião
      7 de outubro de 2017

      Deixe-me apenas esclarecer algumas coisas aqui. Serei o mais sucinto possível. Fiz um contraponto no comentário do ilustre amigo, Fabio Baptista, alegando que algumas das suas revisões não foram bem feitas e não foram com o intuito de me ajudar na caminhada literária, e ele não gostou. (!)

      Houve coisas positivas como o “uma fuzil” citado por ele que realmente está errado; nesses não ouve nenhuma objeção de minha parte. E a outra enxurrada de comentários pastelões feito por ele totalmente vazios ou, me pareceu, apenas para fazer graça lá no facebook vamos aqui abordar.

      Acho que o nobre escritor não reconhece/conhece um recurso linguístico chamado inversão; “agradável dor” como está no texto. Não vejo erro aqui e muitos escritores utilizam deste recurso poético, obviamente levando-se em conta que quando você troca o substantivo e o adjetivo de lugar pode causar diferença no sentido. Ou o grande Fabio não sabe que “homem grande” é diferente de “grande homem” ou “pobre menino” não é a mesma coisa que “menino pobre”, será que sabe? Acho que sabe, só lança mão disso quando convém a ele, quando não terá de caçoar, sem razão, do trabalho alheio.

      Toda obra de arte é algo relativo a quem a contempla. Um filme de terror, pode ser engraçado aos olhos de alguns. Se a expressão “pernas longas” o faz remeter ao personagem da nossa infância é problema dele. Agora alegar que não podemos escrever isso no texto é algo totalmente fora de senso e escrúpulos. Chega a ser ridículo.

      Não poder usar os pronomes relativos também é algo idiota. Se ele não gosta, respeitamos, mas não pode criticar quem os usa e estudou para usá-los. Assim como citar um acontecimento histórico não pode ser um defeito, desde que não soe como uma frase forçada daquelas: você sabia que… Detalhes enciclopédicos enriquecem qualquer obra literária. Não é defeito.

      Como já disse bronqueado é diferente de bloqueado e no texto faz sentido sim, porque ele não lê o texto em vez de ficar imaginando como seria se ele tivesse escrito, porque não embarca naquele universo, às vezes ele tem poderes mediúnicos como ele mesmo diz, já que algo gélido para ele é sinônimo de arma de fogo.

      E dizer que o autor precisa escrever errado, como cordas vocais, porque a maioria das pessoas não conhece essa expressão é algo incabível para um grande escritor como ele. Os textos precisam enriquecer o leitor e não martelar erros linguísticos.

      Mas ele me pareceu um tanto quanto confuso, visto que disse ter gostado das Creepypastas e dizer que quebra da quarta parede foi um erro. Ou o excelentíssimo autor não sabe que Creepypastas um sua esmagadora maioria lançam mão deste artifício.

      Em relação aos comentário off, se prestarem a atenção eu não disse nada a respeito disso, quem disse isso foi outra pessoa. Um limpar o outro sim, pois uma pessoa veio com um tópico defendendo o autor como uma galinha que protege os seus pintinhos, sendo que todos os outros tópicos foram ignorados por ela.

      Querem fazer comentários sem sentido para fazer graça, façam. Só não me obriguem a concordar.

  21. Andre Brizola
    6 de outubro de 2017

    Salve, Damião!

    Acho que a primeira coisa que me chamou a atenção em seu conto é a o grau de importância que a ambientação envolvendo os motociclistas adquire no todo. Acredito que você tenha alguma experiência com isso. Alguns detalhes são bem vindos, e não me passou desapercebida a opção pela citação ao Allman Brothers, ao invés de um mais popular Lynyrd Skynrd, por exemplo. Entretanto, a imagem que me chegou é aquela estereotipada por filmes e romances, uma vez que a realidade que conheço dos motoclubes é bem diferente. Não sou um especialista no assunto, sou apenas bastante observador. Mas entendo que foi essa a linha escolhida para os personagens.
    Não estava familiarizado com o termo creepypasta até o fim do conto. E peço desculpas por isso, mas achei que o tom adotado no prólogo não ofereceu uma preparação adequada para o clima de terror que o restante do conto tentou criar. A criatura, que parecia ser o ponto chave no início, é deixada em segundo plano, e o conto assume um panorama muito mais próximo de uma aventura policial do que o do terror, com toda a ação dos motociclistas em destaque.
    O texto está OK, com poucas coisas a acertar (e que a essa altura já foram citadas pelos outros colegas comentaristas), e o ritmo é bastante satisfatório. Uma pena que o enredo ficou mais no “vamos destruir a criatura” do que no “que diabos está acontecendo aqui”.

    É isso! Boa sorte no desafio!

    • Damião
      8 de outubro de 2017

      Obrigado pelas observações. Vou tentando aprender a escrever. Acho que nem toda sorte do mundo eu vou longe neste desafio. Abraço.

  22. Fabio Baptista
    6 de outubro de 2017

    Até hoje, o que mais chegou perto de me assustar na literatura foram as “Creepypastas”. A clássica do Link na Clock Tower, do último episódio do Chaves, do cartucho amaldiçoado e várias outras que seguem o mesmo script.

    Apesar das quebras de quarta parede, acabei me empolgando com o “prólogo”, pois pensei que viria algo do gênero. Porém, me enganei. Não cheguei a me decepcionar, pois a escrita no geral é boa e as cenas de ação conseguem empolgar. Mas fiquei com a sensação de “droga, não era uma creepypasta” rsrs.

    Bom, vamos lá…

    No aspecto técnico, destaque para a fluidez narrativa. A escrita é madura a maior parte do tempo, mas alguns trechos oscilam. Problemas com a revisão e algumas falhas narrativas (na minha opinião) também tiraram um pouco o brilho:

    – Eram como se fossem passos de um homem
    >>> Essa construção “eram como se fossem” fica estranha

    – Pregas vocais
    >>> Pô… prega lembra mais… ah, deixa pra lá… rsrs

    – deixando seus pés balando
    >>> balançando

    – Uma fuzil
    >>> um

    – quando o Furacão Mitch devastou grande parte do Caribe em 1998
    >>> aqui me parece o autor acenando e me dizendo “olha, eu pesquisei, hein!”. Não acho legal esse tipo de detalhe “enciclopédico”.

    – os olhos esbulhados
    >>> esbugalhado

    – Entraram em fila indiana: um atrás do outro.
    >>> Pôxa vida, autor… todo mundo sabe como funciona uma fila indiana.

    – dois canos grossos de escapamento erguiam-se um de cada lado da cabine em cujas bocas cuspiam labaredas de fogo a cada acelerada
    >>> evitaria ao máximo usar a palavra “cujas”
    >>> esse “em” (cabine *em* cujas bocas cuspiam) tornou a frase ambígua. Dá impressão que cuspiam NAS bocas.

    – ao lado de uma janela a qual tinha uma vista incrível
    >>> “a qual” também é outra coisa que sugiro evitar
    >>> ao lado de uma janela que tinha uma vista incrível

    – contudo era uma agradável dor
    >>> essas inversões de substantivo adjetivo às vezes ficam estranhas, tipo aqui.

    – perlas longas
    >>> pernas. Mas evitaria “pernas longas” também, pela inevitável lembrança do personagem.

    – ele sabia o que era: Uma arma estava sendo colocada na sua cabeça.
    >>> Outra coisa que todo mundo sabia e não precisava ser falada

    – mas foi bronqueado
    >>> bloqueado

    – Pedro leu a creepypasta voz alta
    >>> em voz alta

    A trama é uma boa aventura e me fez recordar de: O Chamado, Motoqueiro Fantasma (e o olhar da penitência!), Olhos Famintos…

    Fiquei com impressão que o demônio foi revelado muito cedo, perdendo boa parte do suspense que poderia ser gerado em torno de sua figura. Deixando a verossimilhança um pouco de lado, a parte da investigação é ok, assim como os motoqueiros indo caçá-lo. Nas cenas de ação o autor parece ficar mais à vontade e obter os melhores resultados.

    O final é digno. Teria ficado puto se o demonião morresse tão facilmente kkkkk

    Conto divertido.

    Abraço!

    • Damião
      6 de outubro de 2017

      Grande Fábio . Deixe-me apenas fazer alguns pequenos apontamentos. Não sei se um burro como eu pode corrigir um virtuoso da escrita como você (não é ironia):

      Não sei se sabe, mas cordas vocais como você sugere como deveria ser escrito é um termo considerado errado para a medicina? Mas pelo que vi estudar para escrever algo é uma coisa que você não gosta, pois há detalhes “enciclopédicos”.

      Desculpe a minha ignorância, mas sempre achei que o verbo deve concordar com o sujeito: Eram como se fossem passos de um homem. (agora eu fui irônico).

      Desculpa eu não compreender que todo mundo sabe o que é uma fila indiana, detalhar um pouco mais a cena foi um erro gravíssimo cometido por mim. Assim como todo mundo sabia que havia uma arma sendo apontada na cabeça do personagem antes mesmo da cena acontecer; não me dei conta que estava escrevendo para videntes.

      Você sabia que bronqueado vem do verbo bronquear – dar bronca, repreender… (você sabe de tudo, né), tanto que é se alguém escrever pernas longas para se referir aos membros inferiores de alguém não pode porque existe um personagem famoso chamado Perna Longa. CARACA. Eu queria escrever algo sobre um gago baixinho, mas não vou poder usar a palavra gaguinho para me referir a ele, obrigado pela dica.

      Outra coisa que aprendi foi que usar pronomes relativos também é um erro gravíssimo na literatura, exceto o “que”. o qual, cujo, quanto,os quais etc. Não são usados pelos grandes escritores da Língua Portuguesa.

      Entrei neste desafio, pois voltei a escrever depois de alguns anos e achei que isso fosse ajudar, e está ajudando. Estou aprendendo muita coisa.

      Grande abraço.

      • Damião
        6 de outubro de 2017

        Outra coisa que eu me esqueci. Se você gosta tanto de Creepypastas, porque achou defeito nas quebras de quarta parede, sendo que em quase 100 por cento delas há esse recurso?

        Ou estou muito burro, chato, ou as pessoas já estão perdendo a noção do ridículo.

      • angst447
        6 de outubro de 2017

        Caro Damião, como vai?

        Deixe-me esclarecer um ponto aqui:
        – Existem duas orações em “Eram como se fossem passos de um homem.” Sim, duas orações. Repare que há dois verbos – ERAM (que o correto seria ERA) e FOSSEM.
        [Era] [como se fossem passos de um homem]
        Logo os verbos não precisam concordar, pois pertencem a orações diferentes. Como neste outro exemplo:
        [É] [como se eles me conhecessem há muito tempo]

        Espero ter ajudado. Lembrando que todos aqui gostamos de escrever e temos como objetivo principal ajudar uns aos outros com nossa leitura e comentários. E tenha certeza: estamos conseguindo.
        Seja bem-vindo!

    • Fabio Baptista
      6 de outubro de 2017

      Noza, Damiaum… 😦

      • Edinaldo Garcia
        6 de outubro de 2017

        Sem querer ser advogado do diabo aqui.

        Acho totalmente desnecessário tudo isso.

        No comentário do Fabio Baptista há certos pontos que, na minha humilde opinião, foram totalmente infelizes, como dizer que não se pode escrever pernas longas (onde inclusive há um erro de digitação), não poder usar os pronomes relativos (que, por sinal, foram bem usados), caçoar do termo “pregas vocais” ( e é realmente o termo correto, sendo cordas uma expressão genérica), não saber a diferença de bronquear para bloquear enfim. Mas acho desnecessário a resposta.

        Realmente parece haver um grupinho que troca informações em off, e eu até fiz uma postagem no facebook hoje, mas olha: deixa o pessoal trocar ideia off, bobeira quem leva isso aqui a sério. Será que tem algum escritor famoso aqui, autor de um best seller, alguém que ganhou um prêmio importante nacional e internacional? Acredito que não tenha. Então, fique tranquilo, Damião. Deixe as pessoas comentarem como quiserem, o importante é a sua análise, aquilo que você pode absorver de bom, afinal, o seu público é você quem conhece.

        Relaxa aí, gente!

    • Damião
      6 de outubro de 2017

      angst447, tudo bem com você?

      Você esclareceu um ponto e as outras enxurradas.
      Há um grupinho aqui? Um limpa o outro?
      agradável dor é esquisito. Será que há uma cacofonia que eu não percebi?

      Eu sei que o burro aqui sou eu mesmo.

      • angst447
        6 de outubro de 2017

        Uma dor pode ser agradável a um masoquista, por que não?
        Não entendo de burrice,mas acho que você deveria parar de se intitular assim. 😉

  23. Regina Ruth Rincon Caires
    5 de outubro de 2017

    Caramba! Eu estava no início da leitura do seu conto, toda compenetrada. De repente, o zelador bateu na porta para avisar que o gás ia ser desligado. Quase engoli a língua. Que susto!
    Interessante os detalhes, a descrição minuciosa das motos, a citação de motoqueiros, motoclube, armas, policial reformado, policial federal. O autor parece ter uma familiaridade com tudo isso.
    O início do texto é um convite à leitura, prende a atenção, motiva. Técnica muito inteligente.
    Conto bem escrito, narrativa fluente, pleno domínio da linguagem, texto bem estruturado, lógico. Mostra o terror, prende a atenção do leitor.
    Parabéns, Damião!

    • Regina Ruth Rincon Caires
      13 de outubro de 2017

      Interessantes

  24. Olisomar Pires
    4 de outubro de 2017

    Impacto sobre o eu-leitor: médio.

    Narrativa/enredo: texto amaldiçoado circula pela internet e quem o lê é visitado por entidade sobrenatural que o mata. Lembra muito o filme “O chamado”.

    Escrita:boa, não notei erros que travassem a leitura, um ou outro deslize, por exemplo “perlas” em lugar de “pernas”, nada demais. Estilo direto bastante apropriado ao tema e ao conto.

    Construção: o início ficou muito bom. Se tivesse parado na frase “O aviso foi dado” e seria excelente, mas houve uma continuação (entendo que foi para apresentar a lenda) e um pouco do susto se perdeu.

    A narrativa seguiu com boa fluidez. Talvez tenha personagens em demasia, a garçonete bonita e o pai do falecido são os exemplos mais óbvios, mas o autor tem liberdade.

    A última cena ficou muito boa também, infelizmente o conto não se fecha e nem deixa um final possível, ele simplesmente termina como se fosse um capítulo.

    Achei meio exagerado o cidadão ficar só “quase” 05 anos na Polícia Federal e dizer que abandonou tudo. Só o estágio probatório para cargos públicos é de 03 anos, ou seja, era um novato somente.

    Também achei muito divertido o encontro num bar de motoqueiros e aí é impossível não lembrar de vestimentas de couro e aqueles filmes de comédia, bem como do Tom Cavalcante com seu Pit Bicha.

    Essa é a parte do texto que não combinou com a atmosfera (risos):

    “Aconchegaram-se em uma mesa nos fundos do bar, ao lado de uma janela a qual tinha uma vista incrível do pôr-do-sol.”

    No mais, é uma boa aventura.

  25. Edinaldo Garcia
    4 de outubro de 2017

    Escrita: Gostei bastante. Pontuação e vírgulas muito bem empregadas, combinado ao bom uso de palavras simples sem muitas firulas deram muita fuidez ao texto.

    Terror: Gostei dos elementos, da ambientação, do início. Achei o final um pouco acelerado, não sei se foi o tamanho limite o responsável. Fiquei curioso sobre o que acontece a mulher que fez o ritual. O texto absteve-se desta parte, ou eu não percebi.

    Nível de interesse durante a leitura: Completo. Cada cena foi bem construída, atiçando a curiosidade, os elementos narrativos fizeram com que as imagens saltassem aos olhos.

    Língua Portuguesa: Ótima.

    Neste pais – Neste país – erro de digitação.

    uma fuzil – um fuzil

    pedindo calma a garçonete – pedindo calma à garçonete

    Pedro leu a creepypasta voz alta – Pedro leu a creepypasta voz em alta

    saltou como toda força – saltou com toda força

    Achei esses errinhos, nada que tire o brilho da obra.

    Observação: Eu sou goiano e posso dizer: Goiás é barulhento mesmo. Oh povo que gosta de música alta, música ruim, que não respeita a lei de perturbação. hehe

    Veredito: Muito bom.

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Informação

Publicado em 3 de outubro de 2017 por em Terror.