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Detox Literário.

O Manual do Canalha – Simão Pessoa – Resenha (Higor Benizio)

Escrito em 1992, na contramão do livro Na sala com Danuza (uma espécie de crônica misturada com guia de etiqueta feminina, lançado no mesmo ano), de Danuza Leão, O Manual do Canalha é ainda hoje uma tapa na orelha da literatura de comédia, e das suas tendências modernas que vão do pseudocult, ao budismo fast-food à la Paulo Coelho; e que tem seu ápice, é claro, no politicamente correto.

Simão Pessoa é jornalista, poeta, cronista, compositor, autor e, como consta em seu Blog: Cavaleiro Templário da AMOAL (Antiga e Mística Ordem dos Abatedores de Lebres). Falando em AMOAL, o Manual do Canalha é apenas um dos livros que compõem a trilogia sagrada desta instituição milenar dedicada aos machos, juntamente com o Manual do Espada e o Manual do Garanhão.

Como o próprio livro introduz, O Manual do Canalha é “…uma verdadeira carta náutica que aliviará e tranquilizará a mente do macho moderno, tomada por preocupações inúteis, como o fato de querer saber se sua companheira atingiu o orgasmo.” . Cheio de sinceridade e irreverência, o “Manual” passa por lições básicas que vão desde o jeito certo de receber os amigos em casa, e dicas de como conquistar uma mulher em diversos tipos de festas (no forró, na rave, na balada etc.), a um guia detalhado do que agrada as mulheres de cada região do Brasil (entre outros guias e mandamentos divertidos e politicamente incorretos), encerrando com chave de ouro ao tratar sobre o casamento no suculento capítulo intitulado “Casamento: Você ainda vai ter um”.

Caso queira escapar um pouco da patrulha dos bonzinhos e dar boas risadas, este livro é para você. E não se preocupe se em alguns momentos Simão Pessoa lhe parecer um grande imbecil, só porque você encontrou mocréias, barangas, mocorongas e outros animais, inclusive veados. Ninguém vai escapar de ser exposto ao ridículo, ou de passar por uma sessão descontraída de deboches, pode ficar tranquilo. Até o canalha uma hora acaba caindo nas maledicências do autor, como quando se apaixona, por exemplo, e, segundo Pessoa, fica com cara de quem quer dar o cu.

Por fim, que uma coisa fique clara: não, este não é um livro só para homens. É importante ressaltar que esta é uma obra de humor, que não deve ser levada a sério. Seu único objetivo é divertir o leitor(a). Sendo assim, qualquer um pode se aventurar pelas duzentas e trinta e quatro páginas da edição impressa pela editora TOPBOOKS, e gargalhar até as bochechas doerem!

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Publicado às 16 de setembro de 2017 por em Resenhas e marcado , , .