EntreContos

Detox Literário.

Ah, os franceses! – Crônica (Higor Benizio)

Hoje eu vi, pela janela do ônibus, o recente Fiat Toro. Um carro realmente lindo, lindo, lindo. Um 4×4 muito distante da minha realidade de estudante de graduação em Geofísica, no auge dos 23 anos, pobre de mim! Mal tenho dinheiro para lanchar no Rei do Suco, que cobra R$: 3,00 reais por um bom salgado e um refresco razoável.

Eu como no Bandejão, ou Bandejion, como o pessoal gosta de chamar: “Já comeu naquele restaurante francês? O Bandejion?”. Se você não conhece, estou falando do Restaurante Universitário, que cobra R$: 0,70 centavos num bom prato de comida quente e quase boa. Os únicos problemas são a fila do tamanho do mundo que é servida antes do prato principal, e a azia que frequentemente ganho de sobremesa.

Mas perdoe o meu breve desabafo, estávamos falando do Fiat. Bom, vamos voltar a ele. Na traseira do carrão, logo acima da placa, a palavra “freedom” chamou minha atenção. Não era um adesivo de banca de jornal, as letras faziam parte da lataria, coisa de fábrica mesmo. Gostaria de perguntar aos franceses (os que não comem no Bandejão, e nem no Bandejion) que tipo de liberdade é essa que depende de um posto de gasolina que aceite cartão. E nada de Elo, só Visa ou Mastercard. Complicado isso.

Franceses, sempre eles! Fazendo merda desde 1789…

Fato é que não fazem mais produtos que atendem necessidades de consumidores, mas necessidades. O próprio Netflix recentemente publicou que ideologia vende mais do que sexo hoje em dia. Valentina Nappi não chega nem perto da kéfera em número de “views“, se você quer um exemplo. Melhor jogar porra no ralo do que no cérebro.

Se um dia eu ganhar uma miçanga de graça de um hippie, juro que beijo a bunda de um francês.

Agora deixa eu ir pra minha aula de Cálculo 3A. Lá, vou fingir que minha vida depende de uma integral definida (pelo menos por enquanto).

Anúncios

4 comentários em “Ah, os franceses! – Crônica (Higor Benizio)

  1. Regina Lopes Maciel
    11 de setembro de 2017

    A princípio, fui atraída por uma crônica sobre os franceses, mas achei muito confuso e em alguns momentos, indelicado. Quanto à crítica em relação à liberdade, não creio que o problema do mercado, seja algo inventado pelos franceses

    • Higor Benizio
      18 de outubro de 2017

      Obrigado pela sua leitura e comentário Regina. O texto é meio descompromissado, acabei sendo sumário em alguns aspectos, mas enfim, faço aqui uma crítica, mesmo que rasa, às influencias e distorções que ocorrem no âmbito social (engenharia social), questão que, ao meu ver, começou com a revolução Francesa! Abçs

  2. Pedro Luna
    9 de setembro de 2017

    Achei interessante, mas creio que houve aqui um atropelamento de ideias. É revolução francesa, bandeijão, crítica a produtos e a questão da real necessidade, mete Kéfera no meio, e ainda vem com aula de cálculo e o sentido da vida. Tudo isso em um texto super curto, que não aprofunda nenhum desses pontos. São apenas amarguras de um cidadão desiludido.

    Achei bem escrito, mas no fim fiquei sem saber a real intenção da crônica.

    • Higor Benizio
      18 de outubro de 2017

      Grato Pedro, pelo seu tempo! Te daria a mesma resposta que dei a Regina, assim sendo: Idem Resp. Regina! (Nessa mesma página) Abçs

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 8 de setembro de 2017 por em Crônicas e marcado .