EntreContos

Literatura que desafia.

Roça Hills (Roselaine Hahn)

Era uma vez um Reino Encantado, onde as cocadas floresciam à beira da estrada e as rapaduras brotavam em frondosas árvores. Um lugar em que todas as pessoas eram bonitas e felizes. Ou não.

Dizem que Deus passou a duvidar da sua Criação após dar zica na linha de produção. E foi então que nasceu o povoado de Roça Hills. Depois disso, o Todo-Poderoso rendeu-se às teorias de Darwin sobre mutações genéticas.

Pensa numa gente feia. Pensou pouco. Oh! Desgraceira de gente de poucos dentes nas bocas de gamelas, de barrigas saltadas, de pescoços de gazelas, olhos arregalados, de bundas quadradas, tetas caídas, de cabelos-carrapichos-sebosos.

Passado o estado de choque, o Criador, com toda a sua complacência e juízo perfeito, mandou às favas a genética de Darwin e enviou um milagre à Roça Hills. Só unzinho. Depois tirou férias na Ilha de Caras por causa do esgotamento nervoso.

 

O dia amanheceu na fazenda de Dona Sinhá Mocreia. O galo cantou, a vaca mugiu, o cavalo relinchou, a galinha pintadinha cacarejou, e o porco, que é sujinho, mas não é burro, fingiu-se de morto. A bicharada estava alvoroçada. Era o dia do casório da filha de Dona Sinhá.

Pensa numa mulher braba.  Eu disse: Pensa! Oh mania besta de terceirizar as ideias.

A matriarca era um dragão de braba, e de feia também, fazendo jus à linhagem de Roça Hills. Andava com os nervos em frangalhos, por causa do casamento de morzão de mamãe com o estrupício de noivo. E gritava mais ainda com os serviçais, e rebolava as ancas gordas pra lá e pra cá, e mastigava os sabugos das unhas pretas, enquanto cuspia fogo nas ventas, e apontava o dedo grosso de roceira pra todos os lados, deixando à mostra o sovaco suado e um bodum de carniça no ar.

Ela queria tudo tinindo antes da cerimonialista chegar. Ansiava não fazer feio diante da sabichona de modas e festas, contratada da capital.

Gracinha Kalil viajou 200 quilômetros montada num jegue de tração nas quatro patas. Conhecia a fama do lugar, tomou uma dose extra de Ritalina. Quando chegou, a fazenda estava um brinco: o arraial enfeitado, as mesas das comilanças montadas, as bandeirinhas penduradas − da porteira até o chiqueiro do porco vadio −, os estábulos lavados, o altar decorado. Uma belezura.

Miss Kalil colocou a fazenda em polvorosa, torceu o nariz, esticou o beiço. Mandou desmanchar tudo. Dona Sinhá, com a habitual cara de quem chupou um limão, murchou como um limão espremido.

A cerimonialista trouxe da capital uma mala turbinada de panos coloridos, pratarias, arranjos de mesas, miçangas, pulseirinhas do Nosso Senhor do Bom Fim e kits de festas: pulseiras neon, colares havaianos, óculos de coraçõezinhos e tiaras de diabinho. Não descuidou dos detalhes, trouxe lembrancinhas aos convidados: bolinhas tailandesas e anestésico anal. Opa! Festa errada.

No fundo da mala havia o santo milagre divino. O milagre salvador dos cabelos de piaçava. Roça Hills conheceu o poder da chapinha. As roceiras ricas enlouqueceram com os penteados passados a ferro quente. As pobres também, de inveja.

Gracinha Kalil deu os últimos retoques na caipirada, ensaiaram em coro os mantras Om e Ram, que ela aprendeu no curso de namastê, a fim de  mandar boas energias aos noivos. A zen paciência enfureceu porque eles embestavam de dizer Ómmm.

− É Ômmm seus porqueiras! – gritava.

Além dos quitutes clichês de casamentos na roça − como a canjica, pipoca, pamonha, quentão, paçoquinha −, tinha também bobó de camarão, strogonoff de carne de sol e Smirnoff Ice, porque Dona Sinhá era chegada numa ostentação.

Convidou a alta sociedade de Roça Hills, queria tapar a boca do povo fofoqueiro e feio, como ela. Pagou uma nota preta à revista Caras & Bundas para publicar uma notinha.

Os convivas foram se achegando, de barrigas saltadas nos paletós engomados, de olhos mais esbugalhados diante de tanta fartura; as moçoilas empoleiradas nos saltos, as bundas quadradas arrebitadas nos vestidos de chita, e as tetas, não teve jeito, continuaram caídas, mas os cabelos… quanta diferença! Ficaram todas chicosas nos cabelos-carrapicho-sebosos-chapados.

O encarregado da pendenga matrimonial, o pastor da Assembleia do Santo Dízimo, chegou montado numa égua puro sangue e pavoneado num casaco de veludo cotelê. Durante a semana dá expediente no escritório muquifo de advocacia, nos finais de semana realiza casamentos a fim de arrebanhar futuros clientes.

O altar estava pronto. Os noivos chegaram na carroça enfeitada de flores do mato, puxada pela eguinha mimosa. Ele, todo almofadinha, na beca de pinguim, com o cabelo piaçava lambuzado de gel escorrido; a noiva no vestido alvíssimo de mangas bufantes, de sorriso brejeiro na boca de gamela sem o lateral direito e o beque central.

Dona Mocreia fuzilava, de olho arregalado-espremido, o moço de braços dados com a sua filhinha.

− Qual o nome do cidadão? – cochichou o pastor ao noivo, enfiando as mãos no bolso à procura do roteiro da cerimônia.

− É Réeeegis.

− O moço cria cabritos?

− Cumé que o sinhô sabe?

O pastor não se conteve e sussurrou, entre risinhos:

− Tô sabendo que ocê não é chegado, né seu safado?  

Dona sinhá, que havia limpado os ouvidos com o dedo mindinho, especialmente pra festança, escutou.

− Cumé quié? Eu sabia! As camisas de franela de bolinha e o disco da Biónce dos inferno, tocando nos meus zuvidos, nunca me enganou! – repetia a velha ensandecida, de cara melecada do suor misturado com ruge.

Esticou as fuças ao pau mandado do serviçal que, de prontidão, botou um trabuco na mão dela. Ela empinou o queixo e o trabuco em direção ao noivo.

− Mãezinha, para! O Réginho tá curado.

− Curado de que morzão?

− Mãe, o causo é o seguinte, existe a cura gay.

− É sim sogrinha, eu tô curado – confirmou o comedor, digo, criador de cabritos.

− Cumé que ocê sabe que tá curado dessa porqueira?

Deu nó nas tripas da velha, por ter vendido três boizinhos e dois cavalos de estimação, a fim de bancar a festa de arromba pra encher a barriga do povaréu que falaria mal de alguma coisa. Bem, cheia estava a barriga da noiva.

−  Mãeeee, eu tô embuchada do Réginho.

O fuxico se espalhou por todo o povoado. As bocas ociosas da alta sociedade, presentes no evento, alvoroçaram-se. A moça do cafezinho da revista Caras & Bundas, promovida à jornalista na cobertura do casório, anotava até as vírgulas.

− Ai deus do céu, inda bem que teu pai não tá mais aqui, senão te matava. A tua sorte é que matei ele antes. Seu dotô, me casa esses dois sem-vergonha, agora!

O “dotô” ruminou: “Que véia murrinha, sô”.

− Réeeegis e Sinhazinha, ocês querem casa mesmo?

− Sim! – responderam os pombinhos.

− É verdade que o moço alcançou uma graça com a cura gay?

− É simmm. Achei que isso era bestagem, porque tava na minha árvre ginecológica.

− Hein?

− É que o meu pai era gay, o meu irmão era gay…

− Credú! Não tem macho nessa família?

− Tem sim sinhô. A minha mãe.

Pausa dramática. Antes que o mimimi comece, é importante esclarecer que o povo dessas bandas nunca ouviu falar da expressão “politicamente correto”. Na verdade, estão cagando pra esse negócio de diversidade e inclusão do Movimento Retilíneo Uniforme LGBT, canhotos lésbicos e afrodescendentes de albinos.

− Então estamos aqui hoje reunidos, os noivos, as mães, padrinhos, pais ausentes, pra casar o seu Régis e a Sinhazinha – disse o pastor apontando aos presentes no altar.

− E vosmecê quem é? − perguntou ao rapaz com jaqueta de couro e capacete na mão.

− Eu? Vim entregar uma pizza, uái.

− Ninguém pediu pizza, é o casório da minha fiá, chispa!  − disse a Sinhá brabeza, de espingarda na mão.

− Eu vô embora só depois de me pagá o frete da carroça.

− Se veio de carroça pra quê o capacete? – perguntou o pastor-advogado-entojado.

− Ah, é do cavalo, tô segurando pra ele.

− Pega umas paçoquinha e te manda – disse Dona Sinhá.

− Segue o baile. Vossa excelência majestade, Sinhazinha noiva, tá emprenhada, é verdade?

− Tô sim, e com muito orgulho, pra tapa a boca desse povinho.

− E qual vai sê o nome do pestinha?

A noiva piscou pro Réginho. Ele já tinha escolhido os nomes e tricotado os sapatinhos.

− Sô sabe que a internet chegô à Roça Hills, né? A gente qué um nome bem moderno. O meu vô se chamava Creversôn, por isso, se for menino, vai ser Facebokesôn – disse o noivo.

− E se for menina?

− Nóis vai homenageá a minha vó Janete, daí vai ser Facebokete.

− Lindo nome, torço que seja menina.

− Chega desse trololó, anda logo seu enxerido, a vergonha tá armentando – bufou Dona Mocreia.

− Seu Régis, agora que o sinhô virou macho, aceita a Sinhazinha como legítima esposa, promete ser fiel, ama e respeita a patroa?

− Sim sinhô.

− Sinhazinha, a senhora aceita o Régis como marido, promete ama e respeita o dito cujo?

− Simmm.

− Então, se ninguém tem nenhuma obejeção contra essa união, eu os declaro…

− Peraí, eu tenho!

Dona Sinhá trancou a respiração, começou a arroxar. Os convidados se entreolharam de olhos muito mais esbugalhados, esticaram os pescoços de gazela em direção à voz que vinha detrás do galinheiro. O sujeitinho foi se aprochegando de mansinho; o povaréu encarou o estraga prazer como se já o conhecessem. O pensamento era o mesmo nas cabeças de porongo: “Cacete, será que a véia muquirana vai liberar a gororoba?”

− Uái, tu não era o moço da pizza? – perguntou o pastor.

− Eu era sô, mas agora eu sou a bicha, pra economiza o cachê dos ator.

Pois, pois, desembucha bicha!

− Esse bofe era meu, jurou ficá comigo.

− Ai, ai, desgramado, tu tá com um baita pobrema, e nóis vai pra delegacia, agora! – falou a velha, de trabuco enfiado na goela do quase ex-genro. − Acho que ocê vai precisar dum adevogado.

O pastor, de bate-pronto, entregou um cartão do escritório ao noivo e cochichou: “Me procura na segunda”.

− Não percisa, eu quero casá, tô curado, eu sô home com “O” maiúsculo.

− Mocinha, acho que ocê dançou, vaza! – disse o paladino da justiça.

O ex-entregador de pizza saiu desenxabido; no caminho, deu de mão numa garrafa de Smirnoff  Ice.

− Seu dotô, acaba logo que eu tô ficando puta.

− Vamos mantê a ordem, a puta aqui é a sua filha.

Ela ficou vermelha feito uma pimenta, enfiou os sabugos das unhas pretas na palma da mão, de vontade de esbofetear a cara dele. Ele engatou uma primeira pra acalmar os nervos do capeta.

− Povo de Roça Hills, emborasmente esse moçoilo tenha mordido a fronha, e agora se diz curado, e provou ser cabra macho, e não tendo mais ninguém pra aporrinhar as ideias, então eu os declaro marido e mulhé.

Os noivos se abraçaram e se beijaram tão demorado, que dava tempo de cozinhar um miojo. A caipirada fazia ola, gritavam, assoviavam, em completa falta de etiqueta, pra desgosto de Gracinha Kalil.

Dona Sinhá Mocreia respirou aliviada; o foguetório varreu o céu de Roça Hills. Teve de tudo na festança − roceiros encharcados de manguaça, o noivo dando show nas coreografias ao som da Macarena e Beyonce, as caipiras sensualizando com pulseiras de neon e tiaras de diabinho, e piriris por causa do bobó de camarão.

Miss Kalil, antes de montar no jegue de volta à capital do Reino Encantado, presenteou o casal com brinquedinhos para a noite de núpcias. A Sinhazinha ficou se achando com o cabelo de piaçava preso nas marias-chiquinhas de bolinhas tailandesas.

Os dois subiram na carroça puxada pela eguinha mimosa, partiram em direção à lua-de-mel na Ilha de Caras. Quando eles chegaram, Deus picou a mula pela porta dos fundos. E dizem as más línguas que “mimosa” foi o apelido dado ao Réginho pelos atendentes do hotel.

E viveram felizes e feios para sempre, ora pois.

Ah! Sinhazinha ganhou uma menina.

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45 comentários em “Roça Hills (Roselaine Hahn)

  1. Bia Machado
    1 de setembro de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Um pouco cansativo o desenvolvimento do conto. Ao final, parecia que tinha lido tanta coisa, que nem sabia por onde começar, ou recomeçar, rs.
    Personagens – 2/3 – Não sei por que, mas não simpatizei muito com eles. Talvez pela rapidez da narrativa, tudo acontecendo, agora é uma coisa, logo depois outra…
    Gosto – 0,5/1 – Achei criativa a história, mas não me conquistou totalmente…
    Adequação ao tema – 1/1 – Sim, adequado.
    Revisão – 1/1 – Nada vi que atrapalhasse a leitura.
    Participação – 1/1 – Parabéns pela participação!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  2. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    A história relatada no conto é muito bem conduzida e o humor permeia toda sua extensão, estando muito bem inserido no vocabulário e nos pormenores dos personagens, representados em uma versão extrema e absurda de caricaturas rurais, satirizados a ponto de serem “o ponto que deu errado” na criação divina. Do mesmo modo, enquanto fiel às personagens traçadas, a situação central do conto é colocada sem demora e então a história começa a se desenrolar na dinâmica bizarra que também eleva a mil os moldes interioranos de fofoca e família. É um conto bem escrito por criar um pequeno mundo com base em um universo familiar, mas ainda assim com leis próprias que são obedecidas até o final. Há um porém, surgido a partir de um parágrafo que inclusive citarei:

    “Pausa dramática. Antes que o mimimi comece, é importante esclarecer que o povo dessas bandas nunca ouviu falar da expressão “politicamente correto”. Na verdade, estão cagando pra esse negócio de diversidade e inclusão do Movimento Retilíneo Uniforme LGBT, canhotos lésbicos e afrodescendentes de albinos.”

    É um momento no qual o narrador abre brecha para conversar com o leitor sobre elementos do nosso mundo, referenciando o “politicamente correto” e o movimento LGBT. Antes do desafio começar, a conversa sobre “leitores sensíveis” apareceu e eu suspeitei que isso fosse aparecer em algum conto. Não me leve a mal, eu enxergo claramente o sentido mercadológico das editoras em considerar esse tipo de serviço e o repudio totalmente. E, mais do que isso, a quebra da quarta parede é algo que eu aplaudo, quando feito com inteligência. Esse conto não é o único que brinca com homossexuais, negros, estereótipos e etc. As melhores das comédias brincam com esses estereótipos, tanto em potencializá-los e tanto em criticá-los. O seu conto é muito bom em criar um universo próprio em cima do estereótipo da roça. No entanto, esse seu parágrafo expõe a intenção do conto de criticar o suposto “mimimi” que acomete a nossa sociedade, e não numa crítica realmente boa.

    Não estou publicando as notas junto com os comentários, mas uma das coisas colocadas é que certos temas ou piadas baixam a nota de imediato. Falaram dessa “patrulha ideológica” e não quero que pense que é o meu caso. Essa minha crítica sai de apenas um dos critérios com que avalio. A nota é 8,5.

  3. Pedro Luna
    1 de setembro de 2017

    Não gostei muito. O conto meio que força o lado engraçado, e acaba trazendo piadas que já vimos em outros lugares, como: “minha árvre ginecológica.” “Facebokeson”, “jegue com tração nas patas”. A intenção era criar uma enorme confusão nesse casório, e isso foi alcançado, mas tudo me pareceu meio forçado. Ainda aparece um noivo gay que foi curado..kk, outra coisa que já vi por aí. Me entenda, não estou dizendo que você copiou, o humor sempre foi uma rede de influências e de coleta de material da vida real, sem problemas quanto a isso, mas aqui ficou um pouco demais.

    A escrita é boa, conseguiu passar bem esse regionalismo exagerado e a leitura flui sem entraves. Interessante também o narrador “de fora” que se confunde a história, como quando ele fala do anestesico anal, para depois dizer que era para uma outra festa, e meio que não devia ter mencionado. O narrador errou ou a personagem mostrou errado? Bem louco. Só não gostei mesmo da história, mas isso é da minha parte.

  4. Vitor De Lerbo
    1 de setembro de 2017

    O conto, como um todo, me passa a impressão de que o/a autor/a tentou demais ser engraçado. Algumas partes são boas, mas essas partes acabam se perdendo em piadas não tão necessárias.

    Um dos maiores componentes que trazem o riso é o inesperado; quando o leitor já espera três piadas por frase, o riso acaba se dissipando. É claro que nem toda comédia precisa fazer rir, mas pelo que entendi, o objetivo desse texto era esse.

    Boa sorte!

  5. Rsollberg
    31 de agosto de 2017

    Haha

    Então, Disney.
    Nesse conto infelizmente não tenho muito o que comentar. Não resta dúvida que o autor sabe escrever, tem boa técnica e vocabulário. Contudo, como gosto pessoal não curti. Não sou muito fã desse tipo de humor, com algumas piadocas recicladas do tipo “não tem homem nessa casa? Tem, é a minha mãe e algumas observações meio batidas. Ah, e como já disse em alguns outros contos, algumas analogias deviam ser mais trabalhadas “vermelho como pimenta” se não tiver relação com o conto não funciona tão legal.
    De qualquer modo, boa sorte

  6. Lucas Maziero
    29 de agosto de 2017

    Opinião geral: Gostei. Um conto doido que está bem situado dentro da comédia.

    Gramática: Está bem escrito. Nada a acrescentar sobre este aspecto.

    Narrativa: Estilo bem descritivo e eloquente.

    Criatividade: Boa. O povoado de Roça Hills, caipiras doidos em meio ao non sense fantástico, celebram o casamento de Reginho e Sinhazinha, com direito a cerimonialista e sabe-se lá mais o quê (hehehe). Creio que, pela intensidade da narração e o andamento da história, o conflito entre Reginho e o ex-entregador de pizza transcorreu de forma cabível. Poder-se-ia enveredar por outro caminho: Reginho volta atrás em dua decisão, e com isso um conflito maior estaria armado. Mas está bom do jeito que está.

    Comédia: Bem humorado, algumas piadinhas meio sem graças, outras engraçadas. Está em boa medida.

    Parabéns!

  7. Priscila Pereira
    29 de agosto de 2017

    Oi Uau,
    Não gostei do seu conto… sorry!! Achei muito carregado de elemento de humor (que não funcionaram comigo), muito apelativo, muito chamativo, muito escancarado… kkk não sei explicar melhor… não bateu com o meu gosto de humor leve, inteligente e discreto. De novo, desculpe! Boa sorte aí!

  8. Davenir Viganon
    29 de agosto de 2017

    Confesso que o conto ficou arrastado do meio para o fim. O inicio foi bom, apresentou tudo de forma sucinta, mas parece que se estendeu demais, ficou cansativo de ler. Acho que a comédia pede agilidade, mas é apenas uma impressão pessoal. Os diálogos caipiras ficaram cansativos para mim, foi a parte que eu menos gostei, os diálogos. Mas um bom conto no geral.

  9. Rubem Cabral
    28 de agosto de 2017

    Olá, Uau Disnei.

    O conto é divertido, mas da maneira incorreta de ser engraçado. É tão estereotipado que a gente acaba achando graça. Difícil dizer quem não ficaria ofendido com seu texto: gays, negros, nordestinos (seriam eles os bundas quadradas barrigudos?), “caipiras”, pobres, etc. Não sou da patrulha ideológica, mas…

    Apesar de não ser o meu tipo preferido de leitura, não nego que dei umas risadas com essa festa extravagante, brega e louca e com a crítica de costumes muito afiada.

    Quanto à escrita, há de se rever um tanto a pontuação, em especial vírgulas. Quanto à construção de personagens, achei a Dona Sinhá Mocreia até bem sólida, enquanto os outros foram mais esboços de personagens.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  10. Jorge Santos
    27 de agosto de 2017

    Comédia em tom homofóbico, qual Deus fez o milagre de um gay ser pai. Devo notar que existem homossexuais que são pais, pelo que o milagre não será propriamente original. Depois, goza com o caipira e até com o português, num discreto “ora pois”, expressão que apenas é proferida no imaginário brasileiro. O conto está bem escrito, sem erros, mas está saturado de clichés.

  11. Juliana Calafange
    26 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Uau! Se eu fosse um leitor sensível vc ia receber muita ‘trauletada’! Haja pejorativismo no seu conto! Mas eu acho que piada Tb se faz com o pejorativo, então nesse ponto eu sou como os habitantes de Roça Hills, não ligo muito para o “politicamente correto” (e percebi que o autor se “desculpa” com o leitor sensível quando avisa: “Na verdade, estão cagando pra esse negócio de diversidade e inclusão do Movimento Retilíneo Uniforme LGBT, canhotos lésbicos e afrodescendentes de albinos.”, ou seja, a culpa é dos habitantes de Roça Hills e não do Uau Disnei…).
    Sendo assim, achei seu conto divertido, vc tem pegada pra escrever comédia, o estilo da linguagem, o vocabulário a construção das cenas, tudo impregnado de comicidade.
    Mas achei que quando o casamento efetivamente começa, muda o foco da narrativa, que antes era de retratar a sociedade de Roça Hills através da cerimônia de casamento e, a partir desse momento, passa a ser a cura ou não da homossexualidade de Régis.
    É aí que eu achei que o conto perdeu o foco, a força e a graça. Começou a ficar cansativo, repetitivo, apareceram umas piadas batidas, do tipo:
    “- …meu pai era gay, o meu irmão era gay…
    − Credú! Não tem macho nessa família?
    − Tem sim sinhô. A minha mãe.”
    Ou:
    “− Sô sabe que a internet chegô à Roça Hills, né? A gente qué um nome bem moderno. O meu vô se chamava Creversôn, por isso, se for menino, vai ser Facebokesôn”.
    Tem uma cena famosa do programa TV Pirata, lá dos anos 80 (quando ainda não existia “politicamente correto” no humor), que era justamente um casamento maluco desses. No momento em q o padre faz a famosa pergunta, se “tem alguém que seja contra o casamento”, uma bicha se levantava e reivindicava o noivo para si…
    Então, a partir do momento do casório, o seu conto perde criatividade, na minha opinião.
    O final amarra bem a história, fazendo link com o início, quando Deus foi pra ilha de Caras (que é uma imagem hilária, aliás!).
    Destaque: “Assembleia do Santo Dízimo” é óóóótimo!
    Boa sorte e parabéns!

  12. angst447
    26 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    O conto apresenta um tom cômico típico de cidade do interior. Humor singelo, quase inocente, me lembrou das festas juninas. A imagem também contribuiu para a formação deste clima. Não gargalhei, mas achei divertido. Desafio cumprido.
    Não encontrei falhas na sua revisão, principalmente porque o linguajar dos personagens é característico.
    Nada de politicamente correto,né? Acho que aqui não cabe mesmo censura ou patrulhamento. Talvez só o povo do tal Reino Encantado se sinta ofendido. Uma mistura de Shrek com Mazzaropi.
    O ritmo da narrativa é constante e agradável. Os diálogos pontuados em toda a trama agilizam a leitura e facilitam a compreensão. Os clichês são evidentes, mas não prejudicam a história.
    Boa sorte!

  13. Eduardo Selga
    26 de agosto de 2017

    Pelo amor de Deus, caro(a) autor(a), tenha sensibilidade…

    Escritor não é aquele que escreve –qualquer alfabetizado o faz: é quem, além de dominar o código linguístico, sabe que, por mais desconhecido que seja das grandes editoras, o fato de escrever um texto artístico ou pretensamente artístico faz com que ele ocupe um lugar de “discurso autorizado”. Ou seja, o que é escrito assume ares de verdade ou, no mínimo, de palavras que merecem atenção.

    Por isso, escrever esteticamente não é apenas deitar ao papel a primeira ideia que venha à cabeça: é preciso lapidação, mas não apenas quanto à gramática. Existe uma relação entre texto e realidade, no sentido de que o primeiro pode ser mero espelho do segundo, mas também influencia o pensamento de que lê, por ser um discurso com status de autorizado. Escrever, portanto, mesmo que o autor não queira ou não aceite, muito mais que a expressão do “mundo interior” de quem escreve artisticamente, é um ato ideológico. Não partidário, mas ideológico.

    Para alguns podem até ser divertidos os personagens e as representações presentes neste conto, mas eles são profundamente preconceituosos. Afinal, preconceito não é exclusividade do mundo não ficcional.
    Mesmo que não seja explícito (e precisa?), é de uma camada da população brasileira que o(a) autor(a) está falando muito pejorativamente. E de qual camada?

    Não é curioso que dificilmente a elite é ironizada em seu modo de ser e falar, seja em textos literários seja em obras de entretenimento? É raro mostrar o quanto as pessoas dessa classe conseguem ser cafonas ao considerarem-se superiores enquanto sujeitos. Engraçado mesmo é mostrar a fala e o jeito do homem pobre ou interiorano (a “caipirada”, segundo o narrador) como uma anormalidade.

    Quando o(a) autor fala em “carrapichos-sebosos” e “o milagre salvador dos cabelos de piaçava”, de que população se fala? Não é uma criação do(a) autor(a): é um velhíssimo clichê que se reduz a uma referência pejorativa e discriminatória do povo negro pobre.

    – Ah, Eduardo… Pelo amor de Deus digo eu… Porque o autor tem plena autonomia para…

    – Sem dúvida. O leitor também tem plena autonomia para reagir.

    Tentou-se reproduzir, em cores pejorativas, a fala da população sem nenhuma instrução. O problema é que algumas vezes tal reprodução está mal feita, como nos casos abaixo.

    O que seria “Credú!”? “Credu”, a representação oral da palavra “Credo” não pode ter acento, por ser uma paroxítona que não se inclui nas regras de acentuação gráfica.

    Em “[…] é o casório da minha fiá, chispa […]” o correto seria “fia” para representar a corruptela da palavra “filha”.

    Em “[…] aceita a Sinhazinha como legítima esposa, promete ser fiel, ama e respeita a patroa?” ou se deveria usar “amar e respeitar” (norma padrão) ou, para reproduzir a fala, “amá e respeitá”.

    Tentou-se com “emborasmente” criar um neologismo, um advérbio a partir de outro, o “embora”, mas o resultado deveria ser “emboramente”

    • Roselaine Hahn
      3 de setembro de 2017

      Mestre Selga, o comentário do Gustavo Araujo, abaixo, traduz fielmente a proposta do conto. Abçs.

  14. Paula Giannini
    25 de agosto de 2017

    Olá, Uau Disnei,

    Tudo bem?

    Seu conto me remete a sessões da tarde, novelas da faixa das 18 horas, se for para falar em televisão. Um conto ingênuo, tratando do tema “caipira”, sem fazer maiores reflexões sobre tudo que hoje nos bombardeia: politicamente correto, por exemplo. Entenda que isso não é uma crítica negativa, ao contrário, acredito que o humor deva ser isento de tais julgamentos, caso contrário, não haverá riso.

    Dentro do universo que você criou, tudo o que correr é perfeitamente natural e, o casamento, a cura gay, as comidas preparadas, a decoração da festa, bem como personagens protagonistas e coadjuvantes, tudo colabora para dar credibilidade à criação do autor e o trabalho funciona quase como um típico casamento de festa junina, tão conhecido de nosso imaginário popular. Eu, ao menos, já participei de alguns tantos, já fui até a noiva, que casa com o guarda obrigando o noivo a tal com espingarda na cabeça e tudo. Bons tempos. Rsrsrs

    Parabéns por sua participação.

    Beijos

    Paula Giannini

  15. Gustavo Araujo
    25 de agosto de 2017

    Há muito a figura dos habitantes do campo, da roça, tem sido usada na literatura, especialmente para fazer graça. Quem não ouviu falar do Jeca Tatu e do Chico Bento, para ficarmos em território nacional? Mas é preciso ir além das fronteiras, até Brejo Quente (Dogpatch), lar da Família Buscapé (Yokum), que tem em Ferdinando (Li’l Abner), Violeta (Daisy Mae), em Chulipa e no Papai os maiores protagonistas do gênero caipira, de que se tem notícia. Faço alusão a eles porque este conto, talvez sem querer, bebe da mesma fonte do autor americano Al Capp, criador da Família Yokum ao utilizar tal temática para criticar subliminarmente a nossa própria sociedade. Montados num pedestal de cartas, consideramo-nos superiores, descolados, chiques, bonitos e ricos (só faltou o meme da Carolina Ferraz: Eu sou RICAAA!!!), sem nos darmos conta do quão ridículos somos. Capp criticava isso, o modo de vida americano dos anos 30 e 40, fazendo troça com os políticos da época e com figuras do showbizz então emergentes, como Frank Sinatra, ou mesmo com atores consolidados, como Clark Gable. Ninguém estava a salvo de sua pena selvagem, dizia-se à época. Neste conto vê-se essa técnica empregada com maestria, aludindo-se aos nossos costumes ultrapassados, aos nossos ícones (olha lá a Glória Kalil), àquilo que consideramos importante. Ao leitor apressado o conto irá parecer uma mera comédia de situações destinada a fazer graça com o mundo do interiOR; nesse aspecto poderá parecer ofensivo, ou até mesmo provocar revolta perante os mais sensíveis. Porém, aos leitores mais atentos o texto funcionará como uma espécie de espelho, mostrando quem são os trouxas de verdade, quem carrega o verdadeiro preconceito. Enfim, um conto que faz rir, mas que pode fazer chorar também. Parabéns!

    • Roselaine Hahn
      2 de setembro de 2017

      Obrigada Gustavo pela leitura atenta e por traduzir com sensibilidade a ideia do conto. Abçs.

  16. Fheluany Nogueira
    24 de agosto de 2017

    Poderíamos classificar o texto como uma comédia de costumes – análise de comportamento humano e dos costumes num determinado contexto social, tratando de amores ilícitos, da violação de certas normas de conduta, subordinando-os a uma atmosfera cômica: a festa de casamento, o noivo é acusado de ser gay, aparece um impedimento, mas a cerimônia é concluída já que a noiva está grávida.

    Um conto dinâmico, personagens caricatos, um jeito de narrar muito especial, a linguagem faz o humor: o riso é provocado não pelo enredo simples, mas pela forma como a narração é conduzida, pela escolha das palavras, pela construção das frases. Alguns trechos soaram extravagantes, mas o divertido da história está por trás dessa abordagem que ficou muito boa. Ri demais da Miss Kalil e da sátira aos cerimoniais de casamento.Título e pseudônimo criativos, texto gostoso de ler.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  17. Marco Aurélio Saraiva
    23 de agosto de 2017

    Que leitura divertida! Me amarrei em ler o seu conto. Uma escrita muito atraente, engraçada do início ao fim, com um tom de história de fogueira. Isso sim me parece um conto cômico de primeira!

    Não vi erros. Sua técnica é impecável, inclusive nos diálogos. As palavras são bem escolhidas e as frases são limpas, simples mas cheias de significado. Você domina muito bem o que faz, e soube adicionar uma pitada de humor (as vezes, uma boa dose de uma vez) em cada frase escrita!

    Em um ou outro momento fiquei confuso com a leitura. O trecho abaixo, por exemplo, me confundiu: não entendi como que o padre-advogado perguntava para o próprio noivo o seu nome, e falava com ele na terceira pessoa:


    − Qual o nome do cidadão? – cochichou o pastor ao noivo, enfiando as mãos no bolso à procura do roteiro da cerimônia.

    − É Réeeegis.

    − O moço cria cabritos?

    − Cumé que o sinhô sabe?”

    Uma ou outra parte do conto também me confundiu um pouco, como esta acima, mas nada que atrapalhasse muito. A diversão permeou toda a leitura, do início ao fim. Parabéns!

    Destaque para as frases abaixo!

    “Durante a semana dá expediente no escritório muquifo de advocacia, nos finais de semana realiza casamentos a fim de arrebanhar futuros clientes.”

    “…a noiva no vestido alvíssimo de mangas bufantes, de sorriso brejeiro na boca de gamela sem o lateral direito e o beque central.”

  18. Brian Oliveira Lancaster
    23 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Tem sua graça no roteiro de aburdos, apesar de algumas partes um tanto exageradas. A explicação no meio do texto quebrou todo o clima (poderia estar entre parênteses ou itálico). Tem uma leve crítica embutida, mas quase desandou o caldo. O texto tem graça, mas poderia maneirar nas ofensas indiretas ou desabafos quase autorais. – 7,0
    A: É engraçado pelas situações, recheado de bom humor, mas um tanto irônico além da conta, quase ofensivo. – 7,5
    C: A “dona” chama mais a atenção que os outros personagens. A Glória Kahlil genérica não serviu pra muita coisa, mas o núcleo principal convence. – 8,0
    U: Dentro dos padrões regionalistas, está bem escrito, fácil de entender e suave nas construções. – 9,0
    [7,8]

  19. Ana Maria Monteiro
    22 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Que dizer? Num brasileiro tão cerrado, fui obrigada a prestar a máxima atenção para conseguir compreender a história. Está tão recheada de erros que se torna evidente que foi propositado; por esse motivo, eventualmente, estará um texto corretíssimo; E não resta dúvida de que se adequa ao tema. Mistura muita coisa, quanto a mim em excesso: é nonsense, costumes, aparências, tradições, culturas, homossexualidade. Realmente excessivo. Teria apreciado melhor a história com menos elementos de comédia e sem o reforço desnecessário do recurso à forma como o idioma foi utilizado. Tudo isto acaba por absorver até a energia de quem lê. Como leitora não apreciei muito, tornou-se difícil de ler.

  20. werneck2017
    21 de agosto de 2017

    Olá, Uau!
    Um texto muito divertido. Arrancou-me risos. O enredo é interessante, bem contado e bem criativo, coeso, coerente com parágrafos bem construídos e interligados. Não reparei erros de gramática. Os personagens estão bem caracterizados e é fácil fazer a conexão com o leitor. O clímax vai sendo bem traçado até o desfecho final, esse sim, sem grandes reviravoltas. Muito bom.

  21. Olisomar Pires
    20 de agosto de 2017

    Escrita: muito boa. Sem grandes problemas na condução.

    Enredo: O mote é o casamento da filha de uma caipira rodeado das mais diversas características.

    Grau de divertimento: Bom. Tudo tão caricato e estrebuchado. Muita coisa jogada no texto, volume, quantidade, mas o autor soube conduzir. Ficou bacana.

  22. Evandro Furtado
    19 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    A opção de tema escolhida por você a ser retratada no texto é, e creio que tenha consciência disso, extremamente delicada. O humor gerado no leitor depende, extremamente, da visão de mundo que ele possui. No meu caso, em particular, não funcionou. Eu simplesmente não vejo graça nesses aspectos, no entanto, não destruir o texto por isso. Analisando de forma fria, vejo os elementos necessários da comédia presentes, sobretudo o rídiculo. Se esse humor é datado ou ultrapassado, é outro tipo de discussão. Há pontos positivos, como as piadas inesperas – a do capacete foi fantástica. Por outro lado, a atmosfera Zorra Total ainda permeia grande parte do conto. A narrativa já é excepcional, com um claro domínio da língua por parte do autor, que constrói sentenças muito bem estruturadas. No final, o sentimento é negativo, sobretudo em razão do tema não ter sido trabalhado bem o suficiente para esconder os seus problemas. As qualidades do texto recompensam ligeiramente.

  23. Thiago de Melo
    18 de agosto de 2017

    Amigo Disnei,

    Muito engraçado o seu texto. Parabéns! Você conseguiu captar bem o jeito de falar do caipira que já virou quase um personagem folclórico. Gostei dos nomes das crianças hehehehe. Só achei que o início da história demorou um pouco a “engatar”. Não sei se foi muita descrição, ou se você se alongou muito na parte da criação de Roça Hills por Deus, mas quando o casamento começou eu achei que a história “engatou” e ficou muito mais engraçada a partir dali.
    Acredito que, como estamos na era dos leitores sensíveis, algumas pessoas vão se sentir ofendidas pelo seu texto. Particularmente, não vi nada demais e achei o humor bastante leve e sem denegrir ou humilhar nenhum dos personagens por orientação sexual ou qualquer outro motivo, mas sei que haverá quem te critique por isso. Enfim…
    Um ótimo trabalho. Parabéns!

  24. Leo Jardim
    17 de agosto de 2017

    Roça Hills (Uau Disnei)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei bastante divertido o regionalismo e a comédia politicamente incorreta. A trama tá fechadinha, com as agitações típicas de casamento na roça e bastante piadinhas. Sem grandes reviravoltas, mas muito gostosa de ler.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, todos os “erros” que encontrei foram nos diálogos e acredito que eram dos personagens e não do autor. A forma ritmada e descontraída de narrar é o maior destaque do texto na minha opinião.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): um texto com bastante regionalismo e personalidade, mesmo abusando de estereótipos.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): não foi uma daquelas comédias de gargalhar, mas li o texto inteiro com um sorriso no rosto, soltando algumas risadinhas de vez em quando (ver abaixo). Enfim, como já adiantei, um texto que dá gosto de ler.

    🤡 #euRi:

    ▪ a galinha pintadinha cacarejou 😃

    ▪ pulseiras neon, colares havaianos, óculos de coraçõezinhos e tiaras de diabinho 😃

    ▪ bolinhas tailandesas e anestésico anal. Opa! Festa errada 😃

    ▪ Tem sim sinhô. A minha mãe. 😄

    ▪ daí vai ser Facebokete (é boba, mas #euRi) 😄

    ⚠️ Nota 8,5

  25. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    17 de agosto de 2017

    Uau,

    você me fez inveja com essa sua escrita. Gostei muito da maneira como você conduziu a narrativa. Agora, quando a própria narrativa, eu não gostei. Não sei. O enredo me pareceu aquém da sua capacidade: é um besteirol, onde as coisas mais inusitadas acontecem simplesmente por que elas tem que acontecer. Acontecem para forçar o humor. Pelo menos para mim. O entregador de pizza é um exemplo dessa gratuidade.

    Enfim, admirei sua escrita, mas o enredo ficou estrambótico demais. Porém, não deixa de ser humor.

  26. Amanda Gomez
    16 de agosto de 2017

    Olá, Uau Disnei!

    Hehe, Tenho dúvidas se a pausa dramática foi ou não um bom negócio. É chato ter que se explicar, né? quando está exercendo seu direito de escrever o que acha que deve.

    O sotaque dos personagens é bem’ irritantezinho’ e a falta de carisma deles deixa meio complicado criar alguma empatia. Mas eu gostei do conto, digo, foi uma boa leitura, divertida até certo ponto, é meio família buscapé para maiores de 18. As insinuações não passou despercebida, achei que o autor teve até cuidado com isso, não ficou escrachado, nem nada. As descrições estão muito boas, ambientação, dá pra criar imagens nítidas das cenas.

    É um bom conto, divertido até certo ponto, está adequado ao desafio.

    ( Desculpa, eu realmente não estou conseguindo me expressar muito bem nos comentários)

    Boa sorte no desafio.

  27. Wender Lemes
    16 de agosto de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.
     
    ****
     
    Aspectos técnicos: o viés explorado aqui busca a graça através dos estereótipos e do espalhafatoso. Não vi problemas de ortografia que mereçam destaque, mas devo confessar que as trocas de diálogo no final me confundiram um pouco. Com a presença dos noivos, da anfitriã, do sacerdote e a entrada do ex-entregador de pizzas (especificamente após a volta desse personagem), me perdi na marcação de cada fala.
     
    Aspectos subjetivos: penso que a criatividade aqui esteja no transporte de uma mídia a outra. Tive essa sensação, ao menos: o conto parecia a transposição de um quadro de programa humorístico, ou de uma peça teatral, para o formato de conto. Sendo assim, o lado “espalhafatoso” que citei antes pode parecer forçado, mas torna-se uma necessidade da arte cênica. Tenho o pesar de nunca ter assistido a uma peça de teatro, mas creio que seja difícil tornar notável a expressão facial para alguém que está sentado a 30 metros do palco, daí a necessidade de extrapolar a expressão para todo o corpo, ou, no caso da comédia, de tornar mais escrachada a graça.
     
    Compreensão geral: em algum momento, o entregador de pizza diz que mudou de papel porque não contrataram outro ator para o papel, daí a impressão que citei anteriormente. Além disso, quem narra parece estar dialogando com o leitor (transpondo a “quarta parede”?). Neste caso, temos personagens de uma peça que não sabem que são personagens de um conto? Foi o que concluí, ao menos.

    Parabéns e boa sorte.

  28. Anderson Henrique
    16 de agosto de 2017

    Pensa num texto bom. Pensa num psedônimo bom também. Conto chicoso esse, tudo arranjado, dos nomes dos personagens às descriões vivas desse lugar esquecido por Deus. Nonsense arrumado, piadinhas infames bem colocadas. Os trocadalhos com nomes também funcionaram pra mim e, por mais que alguns sejam batidos, encaixaram bem nessa bagunça toda. Acho o que jogou esse texto lá pro alto mesmo, além da fluência narrativa, foi a coerência interna e a maneira natural como os elementos se encaixaram. Não é um texto de gargalhadas, mas é leve, divertido e deixa com um sorriso de canto no fim da leitura. Mandou bem.

  29. Cláudia Cristina Mauro
    15 de agosto de 2017

    Texto criativo, bem desenvolvido.
    O começo se mostra um pouco confuso, mas o decorrer do texto ganha força narrativa e harmonia.
    Foi positivo o uso de linguagem falada, típica dos caipiras, mesmo na descrição, o que levou ao fortalecimento da atmosfera caipira.
    A entrada e saída do autor/a, dando explicações sobre a situação e os personagens mostrou-se eficaz ao aproximar o leitor da história. Como se chamasse o leitor de lado e fizesse um aparte.
    Embora a mãe da noiva, quando entra em cena, ganhe ares de protagonista; os outros personagens interessantes ganham força e espaço, contribuindo para a trama e compondo um conto leve e espontâneo.
    Gostei das várias referências a nossa cultura de massa, usadas de modo cômico e bem estruturado com o texto.
    Nota 9,5.

  30. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2017

    Então, Uau Disney: Uau!! Agora você me fez rir de verdade kkkkk.
    Muitíssimo criativo, inteligente e sem dúvida alguma, uma ótima comédia, esse foi o primeiro conto que – confesso – ri pra valer.
    Claro que tem aquela história do pejorativo, da discriminação, etc, mas digo que estou também “cagando pra esse negócio de diversidade e inclusão do Movimento Retilíneo Uniforme LGBT, canhotos lésbicos e afrodescendentes de albinos.”
    No bom sentido, é claro rsrs. E ops, sou canhota rs.
    Parabéns!
    Nota 10

  31. Jowilton Amaral da Costa
    15 de agosto de 2017

    Bom conto. Tá bem escrito e tem uma narrativa ágil, com passagens engraçadas e situações absurdas. A situação contada estereotipada e as personagens caricatas diminuíram um pouco meu gosto pelo conto, por isso não achei muito bom. A roça mudou muito, tudo que acontece de mais moderno no mundo hoje em dia, chega em segundos na roça e são conhecidas através de celulares e notebooks de ultima geração. Boa sorte.

  32. iolandinhapinheiro
    13 de agosto de 2017

    Método de Avaliação IGETI

    Interesse: Então. A ideia do conto era boa. Um casamento na roça em que as pessoas se esforçam para parecer elegantes e só conseguem produzir constrangimentos. Existe um adágio que fala mais ou menos assim: “A diferença entre a o remédio que salva e o veneno que mata é a dose. Como disse, a ideia era boa, mas o autor seguiu uma única linha para produzir humor e a utilizou ao infinito e além. Se no começo a coisa estava funcionando, o excesso de elementos introduzidos nesta mesma linha acabou por cansar.

    Graça: tinha tudo para ter, mas a dosagem da piada acabou afogando a graça.

    Enredo: um casamento numa cidade pequena em que uma sucessão de imprevisibilidades acontece.

    Tente outra Vez: uma boa enxugada na história faria dela uma ótima comédia

    Impacto: poderia ter sido maior.

  33. Fernando.
    13 de agosto de 2017

    Olá, Uau Disnei, cá estou eu às voltas com seu conto e como em Roça Hills o politicamente correto não conta, vamos que vamos com a avaliação. Gostei da comédia um tanto escrachada que você me apresenta. O tema do noivo gay, apesar de bem batido sempre é um mote legal para um ato de comédia e você o desenvolveu muito bem. Achei que os personagens estão excessivamente caricaturados. Acho que não precisaria tanto, eis que este excesso os fez um tanto “fakes” acho que essa palavra em inglês diz mais do que o similar em português me traduz considerando esta situação. Grande abraço.

  34. Luis Guilherme
    13 de agosto de 2017

    Boa tarrrrde, td bao, amigo?

    Olha, o conto é divertido, apesar do bom gosto meio duvidoso (e la vamos nós pro tal do politicamente correto). Não vou entrar no merito, opinião particular, cada um é cada um.

    Quanto à historia, é divertida! A escrita é leve e fluida, tem um quê sempre presente de humor e ironia, tem algumas sacadas legais e tira sarro do leitor mais politicamente corretão tipo eu.

    Os personagens são caricatos, o que dá o tom do conto. Acho que o conto se baseia no ridículo, e trabalha bem esse aspecto, utilizando bons trocadilhos.

    Enfim, é um conto bem humorado e divertido, com um enredo rápido e bem trabalhado. A escrita é segura, sem problemas gramaticais aparentes.

    Parabéns e boa sorte!

  35. Higor Benízio
    11 de agosto de 2017

    O conto seria melhor, não fossem alguns excessos. Negócio da Caras & Buindas é um exemplo, o paragrafo do politicamente correto também, etc. Mas no geral seu conto é bacana e divertido de ler, parabéns.

  36. Cilas Medi
    11 de agosto de 2017

    Um texto com sustância e muitas informações risíveis. Atendeu plenamente o desafio, porque, em primeira instância, respeitou o leitor, com texto fluente, fácil, com personagens bem definidos e, principalmente, comediantes em seus estereótipos.

  37. Catarina Cunha
    11 de agosto de 2017

    Aqui um bom exemplo de um conto espetacularmente politicamente incorreto. Mas vale salientar que os personagens são preconceituosos e não o narrador. Isso faz diferença entre a característica de um personagem e a opinião do autor. Os personagens estão muito bem caracterizados e o vocabulário realmente hilário.

    Auge: “Os noivos se abraçaram e se beijaram tão demorado, que dava tempo de cozinhar um miojo.” – Para não haver dúvida da intensidade do amor. Kkkk

    Sugestão:

    Trocar o nome de “Gracinha Kalil.”

  38. Fabio Baptista
    11 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Algumas piadas pontuais foram boas, mas, no geral, não achei muita graça.
    Acredito que o autor não foi muito feliz em explorar nenhum dos pontos potenciais de humor que tentou: a feiura do povo, o caipirês, as piadas de gay e a irônia com o politicamente correto.

    – tirou férias na Ilha de Caras
    >>> rsrs

    – Eu disse: Pensa! Oh mania besta de terceirizar as ideias.
    >>> Não sei qual o efeito desejado aqui, mas não funcionou

    – Opa! Festa errada.
    >>> kkkkk

    – confirmou o comedor, digo, criador de cabritos
    >>> boa

    – Tem sim sinhô. A minha mãe.
    >>> kkkkk

    – Eu? Vim entregar uma pizza, uái.
    >>> boa rsrs

    – Facebokete
    >>> kkkkkkkkk

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Nesse eu dispersei bastante. Tive que me esforçar para manter a concentração e precisei voltar alguns parágrafos, mesmo numa segunda leitura.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************

    Roteiro bem simples, contextualiza o leitor na cidade dos feios e daí já nos coloca na festa, onde ocorrem as trapalhadas.
    Como comentei em vários outros contos, faltou um fio condutor mais forte, algo para causar expectativa. Foi apenas um amontoado de situações aleatórias, umas mais divertidas, outras menos.

    Muitos assuntos acabaram se misturando.

    – Tô sabendo que ocê não é chegado
    >>> até voltei no texto para procurar se havia alguma referência a isso. Sem uma dica prévia, a piada não teve efeito.

    – Ah! Sinhazinha ganhou uma menina.
    >>> fechou bem o conto!

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    No que diz respeito ao cenário, está muito boa.

    Já os personagens, não me agradaram muito. Acho que o legal das piadas de caipira (pelo menos as que conheço) é aquele lance dos caras serem subestimados e depois se revelarem os mais espertos da história, deixando quem os subestimou com cara de tacho, saca?
    Criei certa expectativa (bom, quanto a isso o autor não tem culpa alguma) de que seguiria mais ou menos nessa linha, mas não foi o que ocorreu.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************

    Gramaticalmente bem escrito, percebi apenas a falta de vírgulas antes dos vocativos. O caipirês está bem representado.
    As quebras de quarta parede não foram muito bem executadas na minha opinião.

    – A matriarca era um dragão de braba
    >>> depois do “pensa numa mulher braba”, o adjetivo ficou repetitivo. Poderia ter arranjado outra metáfora.

    – quem chupou um limão, murchou como um limão espremido
    >>> mesma situação do “braba”

    – Curado de que morzão?
    >>> Curado de que, morzão?

    – É sim sogrinha
    >>> É sim, sogrinha

    – tão demorado, que dava tempo de cozinhar um miojo
    >>> cozinhar miojo dá ideia de um tempo que passa rápido

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Apesar do tipo de humor não ter me agradado, está totalmente adequado ao tema.

    NOTA: 7,5

  39. Anorkinda Neide
    10 de agosto de 2017

    Olá!
    Eu gostei dos diálogos, fluíram legal e foram engraçados e naturais. Coloque acento ‘amá e respeitá’ pq já que a linguagem popular engoliu os erres, ao grafá-las, precisa do acento.
    Já os parágrafos sem diálogos eu não curti, achei as piadinhas exageradas,, artificiais. Foi aquele problema q eu pensava sobre o desafio comédia, será q o autor vai querer fazer TODA a frase ser engraçada? aí já perde a graça, entende?
    Mas o texto é bom, vc tem talento e criatividade que serao levados em conta qd eu pensar na nota.
    Abraços e sorrisos
    ps: Régis foi a personagem mais bacana: mimosa! hahaha , muito besta a piadinha do nome da criança :p

  40. talitavasconcelosautora
    9 de agosto de 2017

    Minha benevolência começou ao ler “Uau Disnei”. Mas acho que o xará americano nunca filmaria essa história. Ao menos, não com cem por cento de fidelidade à obra. Principalmente aos nomes escolhidos para os filhos do casal.

    Um casamento normal, em buffet, com toda a finesse, já é um prato cheio para confusão. Um casamento na roça, então… Sensacional!

    P. S.: Estou com peninha da filha da Sinhazinha com o Réginho. Mas pelo menos ela já tem desculpa e um bom álibi: não dá para ser uma boa menina com um nome desses.

  41. José Bandeira de Mello
    9 de agosto de 2017

    Adorei. Que conto gostoso de ler. As situações e o dialeto enriqueceram demais esse texto muito bem conduzido, leve e no tamanho justo. Nao sei se tem erros gramáticas nessa cidade única e com fala do povarel… tem? Nao tenho como observar isso, rs. Otimos personagens…otimos diálogos. Parabéns ao autor (a) pela ideia e pela forma especial como escreveu esse curioso conto.

  42. Regina Ruth Rincon Caires
    7 de agosto de 2017

    Comédia que retrata costume e palavreado de algum sertão. Cidade “encantada” nascida de um descuido do Criador, povoada por gente feia. Enredo que cerca uma festa de casamento. Cerimônia de pessoas de “pouca classe” e que foi organizada por pessoas de “muita classe”. Boas situações, mas achei que muitas falas poderiam ser cômicas com palavras mais suaves, menos cruas. É só a minha opinião. Bem escrito, enredo bem tramado. Parabéns, Uau Disnei!

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 2, Comédia Finalistas e marcado .