EntreContos

Literatura que desafia.

Mais uma história (Claudia Roberta Angst)

Não saberia dizer como tudo começou e, talvez, nunca me reconheça como personagem desta história. Toda vez que tento revisar o enredo traçado, arrasto comigo a tempestade de lembranças.    

Sigo, convertida a uma fé sem nome, desatando os nós invisíveis do acaso. Ainda me encanto com o tecer de mensagens, na urgente procura de alguma veracidade. Busco nas palavras transmutadas em sonhos, aqueles olhos que tingiram meus dias com cores tão imprevistas.   

Ele surgiu, assim, como um impulso na madrugada. Um risco no meio de tantas possibilidades. Não tão belo como se esperava, nem tão forte como o desejado, mas quem pode julgar o que é ainda segredo?

Às vezes, penso que tudo foi apenas um sonho a se desfazer nas sombras do esquecimento. Seu nome verdadeiro, eu desconheço. Alguns o chamam de “aquele homem”, mas a maioria o conhece como… Bem, talvez seja melhor começar contando a história do javali.

Logo na subida do Morro das Pedras, morava uma família: Dona Odete, uma matrona de ares afáveis, seu filho Joca e uma garotinha de olhos enormes e ossos sobressaltados. Aninha devia ter cerca de sete anos e era louca por bichos.

Não sei se foi bem assim que aconteceu, mas tentarei combinar as peças disponíveis da melhor forma possível.

− O que é isso, tio?

− Ora, é o que me pediu pro seu aniversário. Esqueceu?

− Um cofrinho?   

− Mas você não queria um porquinho, criatura?  

− Mas era um porco de verdade, tio! Daqueles vivinhos, sabe?

Fato é que o Joca decidiu arrumar o tal porco. Não ia faltar com a sua palavra e decepcionar uma criança. Tinha lá seus contatos e não tardaria a encontrar o que Aninha tanto desejava. Cada ideia! Um porco como bicho de estimação!

Foi Agnaldo, da rua de baixo, quem trouxe o animal, enrolado em uma manta encardida. Joca mal olhou para o embrulho, que pesava mais do que o esperado. Aquilo teria de servir.

Dizem que Aninha ficou tão contente ao ver algo se movendo entre as dobras da manta suja, que mal conseguiu agradecer ao tio. Ah, o bicho não era lá muito bonito, nem parecia com aqueles porquinhos fofos e rosados dos desenhos animados, mas era seu. Batizou-o de Quinzinho.

Semanas se passaram e o porco foi adquirindo um aspecto cada vez mais disparatado. Aninha tratou de defender o seu Quinzinho do olhar crítico da avó e de todos que estranhavam a aparência do animal. Será que era o “cão” que sua avó tanto falava? Era bem feinho, mas ainda assim uma criatura de Deus. Ou não?

Foi quando entrei na história. Não encontrei propriamente um conto de fadas, mas não há como rasgar páginas já escritas. Lá estava eu, uma garota de dezenove anos, cheia de vida, em busca de aventura. Ou melhor, de encrenca.

Conheci o morro através do programa de voluntariado da faculdade. Resolvi participar do projeto mais por rebeldia do que por altruísmo. Meu trabalho resumia-se em conhecer as famílias carentes que se empilhavam nos morros, para melhor conhecer suas necessidades básicas.

Uma tarde, quando estava trabalhando na área demarcada pela ONG, esbarrei em Aninha. A garota vinha, desembestada, atropelando todos pelo caminho.  

− Calma, menina, por que está correndo atrás desse bicho feio?

− O nome dele é Quinzinho. – Disse pondo as duas mãos na cintura e concluiu − E não é feio!

Olhei para ela, procurando por uma deficiência que justificasse aquele disparate. Pude sentir os olhos da menina pesando sobre mim, marejados por lágrimas de raiva.

− Desculpe, mas se ele não é feio, nem sei… Tudo bem, é como dizem: quem ama o feio, bonito lhe parece. – E forçando o meu melhor sorriso, ofereci ajuda. − Vamos atrás dele?

Fomos subindo pelas trilhas que perdiam o sentido e escasseavam habitação. Quinzinho, sempre na frente, parecia conhecer o caminho por instinto.  

Chegamos a uma espécie de túnel, formado por um emaranhado de árvores e outras plantas. Ao fundo, podia-se notar uma pequena casa, muito simples, isolada como se pertencesse a um outro mundo. Atravessamos a passagem de mãos dadas.   

− Fico com ele! Agora, vocês duas, fora daqui!

A voz surgiu forte e um tanto rouca, do jeito que ficam as vozes quando são pouco ouvidas. Impossível ignorar o homem que segurava Quinzinho nos braços. Alto, de proporções fora dos padrões, portando roupas cinzentas, quase invernais. Parecia um aviador daquelas histórias que meu avô Rubens gostava de contar, pondo-se sempre como personagem central. Talvez, os óculos grossos, de armação bastante pesada, tenham me passado essa impressão um tanto distorcida.

− Vamos embora daqui, Aninha. Depois, resolvo isso.

Sim, eu estava com medo, apavorada com o que senti naquele momento. Uma mistura de sensações difusas e crescente desatino. Sabia que precisava sumir dali o quanto antes.

Aninha voltou chorando pelo caminho, temendo pelo destino do seu bichinho de estimação.

− Ele é feio, sim, tia, mas olha, é um filhinho de Deus. − Pausou a fala só para fungar. − E aquele lá… sei não… Vai acabar assando o pobre.

− O sujeito é mesmo bem esquisito. Você ficou com medo?

− Ah, não tenho medo de bicho-papão, não. – Respondeu, parando um pouco de fungar. − Ele é conhecido por aqui, tia. É o Téo Tosco.

Dias depois, Aninha ainda chorava pelo seu porquinho e eu resolvi tentar uma negociação.  Talvez, tivesse errado permitindo que Quinzinho ficasse com aquele homem. Talvez, fosse culpa minha ter me deixado contaminar pelo seu olhar.

− Ora, ora, mas tem gente sem juízo neste mundo!

Senti a garganta secar na mesma hora. Assim mesmo me aproximei, erguendo o queixo em desafio. Estava para nascer quem me fizesse desistir de uma batalha justa.  

− Podemos conversar?

Contrariando minhas expectativas, ele puxou uma cadeira, limpou o assento com a palma da mão e fez um gesto para que eu me sentasse. Não pude recusar o convite, já que ele parecia ser homem de poucos rodeios e raras delicadezas.

− Meu nome é Paula e trabalho na …

− Naquela ONG lá no pé do morro, sei. Já te vi por ali. – Disse, mantendo o olhar firme e a voz baixa.  – E o que quer por aqui?

− Aninha me pediu para pegar o bichinho dela de volta.

− O que uma menina faria com um bicho desses?

− Ela gosta muito desse porco aí.

− Porco?− Ele me olhou espantado. − É um javali!

Prestei atenção ao animal e não notei grande diferença. Criada em uma redoma, minhas referências de animais limitavam-se aos filmes da Disney. Se não era rosa e fofo, ficava aquém do meu conhecimento.

Ele riu. Alto o suficiente para me fazer encolher na cadeira. Tinha dentes lindos, só conseguia pensar nisso. Tirou os óculos e pude ver que ele não era tão velho assim. Calculei que, de banho tomado, passaria por uns trinta e cinco anos, no máximo.

Coçou os olhos e passou as mãos sobre as faces cobertas por uma barba tão cerrada que se assemelhava a musgo. Tudo ali era estranhamente pegajoso, apropriado a um deslocado conto de terror.

− Melhor você ir agora. Até chegar ao chão, leva o entardecer.

Sua voz manteve um tom suave, que me fez sentir a poesia nas palavras e no olhar. Difícil definir o que se estabeleceu entre nós naquele instante. Quando o silêncio pousou asas, nos desnudamos de quaisquer verdades. Aflitos, agarramos o momento como se apresentou. Não haveria melhor sorte do que aquela.

Téo levou-me até o começo da trilha e esperou que eu me distanciasse.

Ele sabia e eu também. Estava claro que voltaria. E voltei.

Com a desculpa de obter notícias do “porco” Quinzinho, passei a me encontrar com Téo quase diariamente. Ele não questionava meus motivos e eu não fazia perguntas sobre coisa alguma. Àquela altura, só desejava ficar ali, sem raciocinar sobre o que estava sentindo. Era jovem e a insensatez me era permitida.

Aos poucos, larguei meu trabalho na ONG, afastei-me da faculdade e fui ficando cada vez mais lá em cima. Não me preocupei com família, estudo ou trabalho. Estava vivendo em outro mundo, quiçá em outro universo.

Téo cedeu cama, privacidade e desejo. Cozinhávamos juntos e relíamos o silêncio um do outro. Quinzinho, o javali, crescia muito rápido e ostentava espetacular forma selvagem. No entanto, era bastante dócil na presença de seu dono, como se os dois pudessem se comunicar. Era tudo bem estranho para mim, mas mesmo assim, me apeguei também ao bicho.

Passei tanto tempo com aquele homem que acabei por ignorar o seu aspecto rústico. Na verdade, não custei muito a apreciar as suas maneiras tão peculiares. Téo já havia percebido que eu preferia andar de mãos dadas a tê-las atadas às costas. Assim como eu aprendi a decifrar todas as notas que vinham dele. Memorizava cada franzir de testa e o tom do discurso monossilábico que emitia cada vez que ficava contrariado.

Tive de descer o morro algumas vezes, me afastando do encantamento para buscar um pouco da minha própria vida. Foi assim que tomei conhecimento dos boatos. Diziam que Téo havia sequestrado uma jovem da zona sul. Logo, entendi que estavam falando de mim. A loira da ONG, ouvi uma mulher comentar com outra:

− Uma dessas vagabundas que vêm aqui mais para infernizar nossa vida do que ajudar. Tomara que ele tenha dado fim nela, mesmo. Essas patricinhas pensam que são quem?

Tivemos nossa primeira e última briga naquela tarde. Ele decidiu que já era hora de eu voltar para casa e seguir meu destino.

− Mas minha vida é isso aqui!

− Não pode chamar isso de vida, menina. – Téo estendeu os braços orientando meus olhos pelo ambiente. − Olha isso! O que há aqui nem é futuro, nem presente. Já se veste de passado e não presta como caminho para ninguém.

− Vou ficar.

− Se você não for embora, eu terei de ir. – Disse com a voz trêmula como se escondesse alguma intenção a mais.

Ignorei a ameaça de Téo. Eu sabia que, da maneira dele, queria que eu ficasse. Sabia que precisava de mim. Concordei comigo mesma: ele me amava.

Mas Téo não era homem de ameaças vãs. Durante a noite, acordei e percebi que estava sozinha. Espiei pela janela e pude ver a silhueta gigante desembaraçando a escuridão. Pensei em chamá-lo, mas minha voz secou na garganta, sem fuga.

No meio daquela noite fria de julho, com as botas sujas de lama e a alma destituída de esperança, Téo partiu.  Coberto com as vestes mais pesadas que alguém pudesse escolher e o olhar camuflado pelos óculos grossos, ele se foi. O andar desengonçado denunciava seu trajeto com passos chacoalhando o mundo a sua volta.

Vesti uma capa por cima do pijama e calcei minhas galochas. Fui atrás dele, esperando que desistisse de me abandonar. Mantive uma distância cautelosa, até poder decidir o que faria. Ele continuava a caminhar por uma trilha que eu, até então, desconhecia.

Tentei enxergar uma saída, mas senti o vazio abrir as asas sobre mim. Chamei pelo nome, pelo desejo, pelo amanhã. Ergui os olhos sob a benção da lua. Ela estava ainda lá. Nos olhos dele.  

− Você fica aqui. – Escutei a voz dele ecoar pela mata.

Parei, quase em pronta obediência e, então, pude observar melhor o quadro que se desfazia a cada passo.  Téo carregava uma mala e puxava Quinzinho, preso por uma corrente. O javali acompanhava o ritmo de seu dono, sem qualquer resistência.

A lua, fatiada em minguante declaração, trazia tênue luz àquele adeus. Téo se virou por um breve momento e sorriu. Ou julguei que o fez. Guardei aquele sorriso como quem esconde a adaga de um cúmplice.

Nunca mais soube dele.

Às vezes, retorno ao morro. Subo pela encosta e sigo até a passagem escondida. Mas, sempre paro no mesmo ponto, na mesma encruzilhada em que os nossos destinos se desapegaram.

Ali, ainda posso crer. Nas histórias que contei para mim mesma. Em Téo e o seu javali.

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122 comentários em “Mais uma história (Claudia Roberta Angst)

  1. Fil Felix
    23 de junho de 2017

    Um conto com construções bonitas e um clima infanto-juvenil, daquelas histórias que líamos quando criança. Alguns pontos achei meio “difíceis de acreditar”, como a moça largar tudo e começar a viver com um estranho, mas a maneira como foi descrevendo as situações me fez comprar a história. Gostei da interação entre a garotinha e o porquinho, foram bem realistas. Um outro ponto legal é que há diversos momentos mais informais, eu ri bastante quando ela procura alguma deficiência na garota (será que era pra rir, mesmo? Eita). Já vi a letra da música aqui por baixo, e o conto fala sobre essas chegadas e partidas que temos pela vida. Nem tudo é para sempre, infelizmente ou felizmente. O final achei meio “ué?”, não sei porque.

  2. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: a organização deste conto foi muito bem feita. É como se a narradora tivesse consciência de seu papel – o que lhe dá total domínio sobre os detalhes que quer contar e o tempo certo de cada um vir à tona. A estética é razoavelmente comum, limitando-se ao necessário para manter a narrativa clara. O tema está literalmente presente em todos os seus detalhes.

    Aspectos subjetivos: conseguiu tirar uma história “romântica” de um aviador com um javali, há de se reconhecer sua criatividade. Percebe-se também a sensibilidade ao tratar dos sentimentos de seus personagens – não é uma “paixão sabrinesca” escrachada, é forte na sutileza que carrega.

    Compreensão geral: tenho uma crítica a fazer… e a coitada da menina? Foi abandonada pelo porco e pela narradora, mas cumpriu seu papel de criar o elo inicial na história. Torci para que Téo deixasse o Quinzinho com ela ao final, devo confessar.

    Parabéns e boa sorte.

    P.S.: Blondie me lembra o modo como “o feio” chamava o personagem do Clint Eastwood em “Três homens em conflito”, mas acho que não tem nenhuma relação com o pseudônimo, não é?

    • Blondie
      22 de junho de 2017

      Oi, Wenny, tudo bem contigo?

      Ainda bem que não achou minha história de amor “sabrinesca” – seja lá o que isso queira dizer.

      Meu apelido nada tem a ver com Clint, embora ele me lembre um pouco do Téo… Sei lá, uma coisa rústica, sabe como é?

      Música para você… Não, não é minha.

      Heart Of Glass (Blondie)

      Once I had a love and it was a gas
      Soon turned out, I had a heart of glass
      Seemed like the real thing, only to find
      Mucho mistrust, love’s gone behind

      Once I had a love and it was divine
      Soon found out I was losing my mind
      Seemed like the real thing, but I was so blind
      Mucho mistrust, love’s gone behind

      In between, what I find is pleasing and I’m feeling fine,
      love is so confusing there’s no peace of mind
      If I fear I’m losing you
      It’s just no good, you teasing like you do

      (…)

      Abraço da Blondie

  3. Antonio Stegues Batista
    22 de junho de 2017

    Achei um conto regular, a história de uma moça que se paixona por um homem de aspecto rude, de vida misteriosa, que depois de algum tempo vai embora sem dizer a razão. Nem eu consegui saber o que ele fazia. A apropriação do javali ficou meio estranha, a existência da menina no conto, foi apenas o meio com que ela chegou ao homem. Podia ser desnecessário, mas fica como “coisas do Destino”. No lugar de “ossos sobressaltados” (alarmado, inquieto) eu colocaria, saliente (ressaltado, protuberante, pontudo). Com o limite de palavras, você não conseguiu desenvolver bem a história, mas poderá reescreve-la, contando mais detalhes sobre o homem.

    • Antonio Stegues Batista
      22 de junho de 2017

      Não que eu esteja interessado nele, é claro. kkkkkkkkkk!

      • Blondie
        22 de junho de 2017

        Oi, Toninho, tudo bem contigo?

        Regular me faz pensar em “morno” e isso já me foi dito que não é um bom sinal por aqui.

        O emprego de “sobressaltados” não foi um engano. Gosto de utilizar palavras onde são menos esperadas. A ideia era essa mesma: ossos que combinassem com a inquieta Aninha. Ossos que se mexem e se exibem no corre-corre da menina.

        Não posso reescrever esta história, pois ela aconteceu assim mesmo. Téo continua sendo um mistério, mas não é tão rude quanto parece a primeira vista. Só um solitário que decidiu que seria melhor se afastar para não me prejudicar. Fofo!

        Seja como for, Téo despertou o seu interesse como personagem.. e isso é bom!

        Segue música como agradecimento pelo seu comentário.

        When We Were Young
        (Adele)

        Everybody loves the things you do
        From the way you talk
        To the way you move
        Everybody here is watching you
        ‘Cause you feel like home
        You’re like a dream come true
        But if by chance you’re here alone
        Can I have a moment
        Before I go?
        ‘Cause I’ve been by myself all night long
        Hoping you’re someone I used to know

        Abraço sobressaltado da Blondie

  4. Raian Moreira
    22 de junho de 2017

    Que texto poético em ,muito bom,muito bonito.
    Você escreveu um conto doce demais para a imagem proposta, foi original.
    O conto mesmo carregado de simplicidade, ficou bem emocionante. Me perdi no meio do texto quando o foco mudou, mas tudo bem. Boa sorte.

    • Blondie
      22 de junho de 2017

      OI, Rai, tudo bem contigo?

      Fico tão boba quando falam que minha história transformou-se em poesia…Ai, ai, ai…

      Minha vida foi assim mesmo: simples, mas bem emocionante.

      Já que você se perdeu no meio do texto, vou escolher uma música que talvez ajude a manter o foco.

      O Mundo é Um Moinho
      (Cartola)

      Ainda é cedo, amor
      Mal começaste a conhecer a vida
      Já anuncias a hora de partida
      Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

      Preste atenção, querida
      Embora eu saiba que estás resolvida
      Em cada esquina cai um pouco tua vida
      Em pouco tempo não serás mais o que és

      Ouça-me bem, amor
      Preste atenção o mundo é um moinho
      Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
      Vai reduzir as ilusões a pó

      Preste atenção, querida
      De cada amor tu herdarás só o cinismo
      Quando notares estás a beira do abismo
      Abismo que cavaste com teus pés

      Abraço da Blondie, simples como poesia de criança.

  5. Pedro Luna
    19 de junho de 2017

    Olá, infelizmente não gostei. Acredito que os elementos mais importantes do conto soaram forçados e aleatórios. Primeira a menina que do nada quer um porco, aí se introduz o porco na história, depois ela faz uma “amizade” improvável com essa personagem da ONG, e as duas encontram o Téo, que no início é velho, sujo, e depois é novo. Então, sem muitas explicações, a personagem da ONG e Téo engatam um relacionamento meio forçado. A moça abandona tudo e fica ali, do nada? Certo, bacana, mas as atitudes dos personagens soam fracas e sem motivações, tornando meio difícil de acreditar que tudo isso poderia acontecer. Talvez fosse o caso de ter mais espaço para o autor ou autora desenvolver as personalidades deles e nos fizesse entender pq eles agiram dessa forma.

    Eu gostei da escrita, só achei a história fraca de alicerces. Desculpa : /

    • Blondie
      19 de junho de 2017

      Oi, Luna, tudo bem?

      Nem vou brincar com você porque já vi que não agradei e, apesar do meu histórico, evito impor minha presença. Alguma coisa, aprendi com a partida do Téo.

      Ah, se o amor tivesse sempre alicerces concretos e lógicos, como tudo seria mais simples na vida,não?

      Pelo menos, você já foi direto ao ponto e agradeço por isso. Não gostei, não gostei mesmo, li, li mesmo e não gostei de verdade. Só por isso, vou te perdoar… eu acho…ou não…rs

      E assim, segue a música escolhida para você:

      Regra Três
      (Toquinho e Vinícius)

      Tantas você fez que ela cansou
      Porque você, rapaz
      Abusou da regra três
      Onde menos vale mais

      Da primeira vez ela chorou
      Mas resolveu ficar
      É que os momentos felizes
      Tinham deixado raízes no seu penar
      Depois perdeu a esperança
      Porque o perdão também cansa de perdoar

      Tem sempre o dia em que a casa cai
      Pois vai curtir seu deserto, vai.
      Mas deixe a lâmpada acesa
      Se algum dia a tristeza quiser entrar
      E uma bebida por perto
      Porque você pode estar certo que vai chorar

      Abraço da Blondie.

  6. Felipe Moreira
    19 de junho de 2017

    Um bom conto, sem dúvida. Não estou certo se é uma história de amor, mas a narrativa incute essa ideia. O começo da história parece desenhar um caminho diferente do que realmente toma, mas é interessante. Achei bem adequado ao tema e se nota que a história foi escrita justamente em função do tema do desafio. Alguns trechos nos oferecem constatações interessantes sobre a vida, é um tanto poético, portanto, um trabalho bem feito.

    Parabéns pelo trabalho, Blondie.

    • Blondie
      19 de junho de 2017

      Oi, Fê, tudo bem contigo?

      Fico contente por você ter gostado do meu conto. E, sim, é uma história de amor. Foi assim que vivi esse tempo – com muito amor e certa poesia.

      Para você, que parece curtir Los Hermanos, vamos de Mallu Magalhães, que ilustra bem a passagem do tempo e minhas mudanças.

      Velha e Louca
      (Mallu Magalhães)

      Pode falar que eu não ligo
      Agora, amigo
      Eu tô em outra
      Eu tô ficando velha
      Eu tô ficando louca

      Pode avisar que eu não vou
      Oh oh oh
      Eu tô na estrada
      Eu nunca sei da hora
      Eu nunca sei de nada

      Nem vem tirar
      Meu riso frouxo com algum conselho
      Que hoje eu passei batom vermelho
      Eu tenho tido a alegria como dom
      Em cada canto eu vejo o lado bom

      Pode falar que nem ligo
      Agora eu sigo
      O meu nariz
      Respiro fundo e canto
      Mesmo que um tanto rouca

      Pode falar, não importa
      O que tenho de torta
      Eu tenho de feliz
      Eu vou cambaleando
      De perna bamba e solta
      (…)

      Abraço da Blondie.

  7. Catarina
    18 de junho de 2017

    INÍCIO dramático, um tiquinho além da conta. Até que enfim uma TRADUÇÃO DA IMAGEM em forma de uma bela história de amor contemporânea. O estilo é marcante e envolvente. A trama charmosíssima e escrita por uma dama (ou cavalheiro). Mal dá para supor que rolou sexo; não, não é só mais uma história.
    EFEITO perda total: O Téo Tosco perdeu o barraco, a narradora perdeu o juízo e o amor da sua vida, Aninha, perdeu o porco feioso e, a maior sacanagem, o javali perdeu a liberdade de correr pelas estonteantes vielas da sua comunidade.

    • Blondie
      18 de junho de 2017

      Oi, Catita, tudo bem contigo?

      Passei um pouco do limite suportável do drama, né? Mas é a vida, ou melhor, foi a vida, a minha vida.

      Hummm…. me considera uma dama? Que surpresa, moça. Adorei saber que achou a trama charmosíssima. Isso me fez lembrar de Téo, que apesar das camadas de tosquice, era um homem cheio de charme (ou será que minha mente adolescente o enxergou assim?).

      Enfim, procurei uma música para você e adivinhe? Drama, drama, drama.

      Impossivel Acreditar Que Perdi Você
      (Márcio Greyck)

      Não, eu não consigo
      Acreditar
      No que aconteceu
      É um sonho meu
      Nada se acabou

      Não, é impossível
      Eu não consigo
      Viver sem você
      Volte e venha ver
      Tudo em mim mudou

      Eu já não consigo
      Mais viver dentro de mim
      E, e viver assim
      É quase morrer
      Venha me dizer sorrindo
      Que você brincou
      E que ainda é meu
      Só meu, o seu amor

      Beijos da Drama (Dama) Queen Blondie.

  8. M. A. Thompson
    18 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: foi feita de uma maneira muito elegante, destoando um pouco da tendência maligna que a maioria destinou as personagens.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que eu tenha percebido ou que tenha comprometido a leitura. Percebe-se que ouve um cuidado para entregar um texto revisado, polido e agradável de ser lido.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): bem desenvolvidos e cativantes.

    * Enredo (coerência, criatividade): conto coerente e com dose de criatividade mediana, se considerarmos que diante de tantas surpresas criativas que vemos nas redes sociais, acabamos mais exigentes com o que consideramos ‘criativo’.

    De um modo geral foi um conto que valeu muito a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

    • Blondie
      18 de junho de 2017

      Oi, MaThom, tudo bem contigo?

      Que bom que você considerou válida a leitura da minha história. Realmente, não fui muito criativa, mas a culpa não foi minha, já que a vida quis assim e eu apenas relatei os fatos.

      Cuidado com as surpresas nas redes sociais, de exigência em exigência, pode acabar se decepcionando ou, o que é pior, se apaixonando.

      Uma música para você…

      Dor Elegante
      (Itamar Assumpção e Paulo Leminski)

      Um homem com uma dor
      É muito mais elegante
      Caminha assim de lado
      Com se chegando atrasado
      Chegasse mais adiante

      Carrega o peso da dor
      Como se portasse medalhas
      Uma coroa, um milhão de dólares
      Ou coisa que os valha

      Ópios, edens, analgésicos
      Não me toquem nessa dor
      Ela é tudo o que me sobra
      Sofrer vai ser a minha última obra

      Abraço da Blondie

  9. Wilson Barros
    16 de junho de 2017

    Haha, uma história cheia de amor, onde todo mundo da imagem tem direito a um pedaço… grande ideia, um verdadeiro sonho de uma noite de verão. A autora, além disso, acabou com dois relacionamentos em menos de 2000 palavras. Pior que é assim mesmo. No entanto, depois que a dor acaba fica o orgulho por ter habitado a infinidade. Quanto só estilo, romanticíssimo, a desrespeitar barreiras, relembra uma famosa música:

    Volver a Los 17
    (Violeta Parra)

    Volver a los 17
    Después de vivir un siglo
    Es como decifrar signos
    Sin ser sabio competente,
    Volver a ser de repente
    Tan frágil como un segundo,
    Volver a sentir profundo
    Como un niño frente a dios,
    Eso es lo que siento yo
    En este instante fecundo.

    Se va enredando, enredando,
    Como en el muro la hiedra,
    Y va brotando, brotando,
    Como el musguito en la piedra.
    Ay si si si

    Mi paso retrocedido
    Cuando el de ustedes avanza,
    El arco de las alianzas
    Ha penetrado en mi nido,
    Con todo su colorido
    Se ha paseado por mis venas
    Y hasta las duras cadenas
    Con que nos ata el destino
    Es como un diamante fino
    Que alumbra mi alma serena.

    Lo que puede el sentimiento
    No lo ha podido el saber,
    Ni el mas claro proceder
    Ni el más ancho pensamiento,
    Todo lo cambia el momento
    Cual mago condescendiente,
    Nos aleja dulcemente
    De rencores y violencias,
    Sólo el amor con su ciencia
    Nos vuelve tan inocentes.

    El amor es torbellino
    De pureza original,
    Hasta el feroz animal
    Susurra su dulce trino,
    Detiene a los peregrinos,
    Libera a los prisioneros,
    El amor con sus esmeros
    Al viejo lo vuelve niño
    Y al malo solo el cariño
    Lo vuelve puro y sincero.

    De par en par en la ventana
    Se abrió como por encanto,
    Entró el amor con su manto
    Como una tibia mañana,
    Al son de su bella diana
    Hizo brotar el jazmín,
    Volando cual serafín
    Al cielo le puso aretes
    Y mis años en diecisiete
    Los convirtió el querubín.

    Ainda, que, no caso, seja volver a los 19

    • Blondie
      16 de junho de 2017

      Caro Wil, como está?

      Os 19 anos não voltam mais, a não ser nas lembranças que carrego em minha alma. E que bom que é assim.
      Habitei a infinitude, sei que sim. Alguns dirão que foi tudo ilusão, mas meus passos não negarei jamais.

      Ilusão
      (Compositores: Arnaldo Antunes / Julieta Venegas / Marisa Monte)

      Uma vez eu tive uma ilusão
      E não soube o que fazer
      Não soube o que fazer
      Com ela
      Não soube o que fazer
      E ela se foi
      Porque eu a deixei
      Por que eu a deixei?
      Não sei
      Eu só sei que ela se foi
      Mi corazón desde entonces
      La llora diario
      No portão
      Por ella no supe que hacer
      y se me fue
      Porque la dejé
      Por que la dejé?
      No sé
      Solo sé que se me fue
      Sei que tudo o que eu queria
      Deixei tudo o que eu queria
      Porque não me deixei tentar
      Vivê-la feliz
      É a ilusão de que volte
      O que me faça feliz
      Faça viver
      (…)

      Abraço da sempre romântica Blondie

  10. Thiago de Melo
    14 de junho de 2017

    Olá Blondie,

    Minha vontade inicialmente é aproveitar a sua história e entrevistar você sobre esse mistério dos mistérios que é a alma feminina. Mas vou deixar isso para o final.

    Quanto ao seu texto, achei bem interessante, uma escrita bonita. Não vi erros gramaticais e consegui seguir na leitura sem problemas. No início, achei que a narrativa demorou um pouco para engatar e o fluxo de consciência me deixou meio perdido. Talvez tão perdido quanto a sua personagem. Se essa era a intenção, funcionou.

    Gostei também da prosa poética. Alguns trechos ficaram muito bonitos, como este: “A lua, fatiada em minguante declaração, trazia tênue luz àquele adeus.” – muito bonito. Parabéns.

    Concluindo o meu comentário quanto ao seu texto, achei que você não desenvolveu muito bem os personagens, especialmente o Téo. Achei que você misturou muito os extremos no caso dele: primeiro o cara é velho, depois na verdade ele é novo; primeiro ele só fala com grosserias “Agora, vocês duas, fora daqui!”, depois ele é o suprassumo do galã de novela “Sua voz manteve um tom suave, que me fez sentir a poesia nas palavras e no olhar.”. Essa dicotomia, na minha opinião, atrapalhou um pouco a minha conexão com o personagem.

    E é aí que vem a minha pergunta pra você, baseada no seu texto, mas voltada mais para a vida real. Existe mesmo isso de um cara não falar absolutamente nada e a mulher ficar completamente caidinha por ele, fazer tudo por ele, querer ir morar com ele, chorar para ele não ir embora, querer se matar porque ele se foi etc etc?

    Talvez seja a minha feiura crônica (talvez, não, com certeza é isso), mas essa idéia de que basta o cara “existir” na frente da mulher para ela começar a tirar a roupa, querer se entregar de corpo e alma pra ele, decidir largar tudo na vida para ser só dele pela eternidade, tudo isso sempre me pareceu um exagero desmedido. Mas já vi isso diversas vezes em filmes e novelas. Então, por favor, mate a minha curiosidade, isso existe mesmo?

    Um abraço!

    • Blondie
      14 de junho de 2017

      Oi, Thi, tudo bem contigo, meu lindo?

      Então, vamos por partes, porque já vi que você é do tipo que faz pergunta difícil só para confundir a loira aqui.

      Téo foi rude a princípio porque estava acostumado a viver só e, de repente, aparecem no seu território uma patricinha e uma menina desembestada atrás de um javali. Vooê seria mais dócil, acredito, mas aquele era o jeitão dele. Perceba que, quando eu voltei lá, sozinha para tentar uma negociação (mentira, porque eu estava mesmo é interessada naquele homem estranho), ele já foi bem mais gentil, me oferecendo uma cadeira (até limpou pra mim, lembra?). Ele é rústico, mas de alma elegante. Eu nunca disse que ele era um velho, só afirmei que, de banho tomado, ele pareceria ter uns 35 anos no máximo. Há tantos mistérios sobre Téo que não dou conta de decifrar, quanto mais te explicar.

      Paixão à primeira vista existe? Não sei, mas que algo aconteceu quando coloquei os olhos em Téo, isso é verdade. No entanto, eu só tinha 19 anos e estava numa fase de rebeldia. Hoje, já bem mais madura, acredito que o amor vem aos poucos e se estabelece se encontrar terreno propício para isso. O que sei, meu caro, é que o amor é lindo em qualquer fase, de qualquer cor, de qualquer jeito.

      Música para você

      Amor a Primeira Vista (Jorge Aragão)

      A primeira vez que te olhei
      O meu coração disparou
      E tão de repente eu notei
      Que alguma coisa mudou…

      Deu uma vontade
      De me declarar
      Posso até dizer
      Que eu nunca senti…

      Amor à primeira vista
      Força dessa conquista
      Fez a gente se revelar
      Se isso for verdadeiro
      Me entrego de corpo inteiro
      Tenho tanto amor prá dar…(2x)

      Abraço da amiga Blondie.

  11. Elisa Ribeiro
    14 de junho de 2017

    Olá Blondie. Também pensei em contar uma história de amor entre o velhote da foto e uma adolescente, mas meu marido não deixou dizendo que era perversão. Você foi esperta e resolveu a hipótese desagradável de perversão dizendo que o sujeito de banho tomado parecia ter 35. Seu conto me rendeu uma leitura agradável. Está muito bem escrito com destaque para as construções poéticas. Não acrescentam à trama, mas deleitaram essa leitora. Gostei também da sua narradora que me convenceu como uma jovem romântica e apaixonada. Não me agradou muito no seu conto a parte da Aninha com o javali. Acho que fez seu conto perder um pouquinho na unidade do enredo. Preferia um ou dois parágrafos narrando a história da garota quando as duas se encontram e só. O javali se integrou ao enredo, mas a imagem do sujeito de capa e óculos ficou pra lá de forçada. Mas isso não será relevante na minha avaliação, já que o raio dessa imagem atrapalhou a maioria dos contos. No geral, o conto me agradou. Parabéns pelo trabalho e boa sorte! Abraço.

    • Blondie
      14 de junho de 2017

      Oi,Eli + Isa, tudo bem contigo?

      Que pena que não escreveu o seu conto pervertido. Na verdade, quando relatei minha história nem pensei nesta questão. Já era maior de idade e Téo nem era tão mais velho assim, só estava acabadinho mesmo.

      Aninha sumiria do enredo? Gosto dessa guria, mesmo que seja bem levada.

      Para você, uma música em agradecimento pelo gentil comentário.

      Só Tinha de Ser Com Você (Tom Jobim)

      É, só eu sei
      Quanto amor eu guardei
      Sem saber que era só prá você

      É, só tinha de ser com você
      Havia de ser prá você
      Senão era mais uma dor
      Senão não seria o amor
      Aquele que a gente não vê
      O amor que chegou para dar
      O que ninguém deu pra você

      Beijos da Blondie, que já não é mais uma adolescente.

  12. Victor Finkler Lachowski
    13 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto foi bem escrito e estruturada, narrativa fluida e uma história original, que fornece várias teorias e nenhuma explicação.
    O maior erro e acerto é questão de nenhuma explicação, funciona em alguns casos e em outros não, infelizmente no seu caso não combinou muito. A trama de Quinzinho não se desenvolve e é ignorada, o Téo não desperta empatia, seja por falta de diálogos ou de um background pro personagem.
    Gostei da história, foi bem original, porém, poderia ser melhor desenvolvida em vários pontos e poderia explicar certas partes.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

    • Blondie
      13 de junho de 2017

      Oi, Vic, tudo bem?

      O seu comentário deixou-me um tanto confusa – erro e acerto/nenhuma explicação que funciona e não funciona.

      Entendi que Quinzinho e Téo morreram por falta de diálogos e de espaço na trama.

      Gostou da história, mas meio que odiou também. Tá certo, entendi.. ou não.

      Música para você

      Eu Te Devoro (Djavan)

      Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
      Mas por dentro eu te devoro
      Teu olhar não me diz exato quem tu és
      Mesmo assim eu te devoro

      Te devoraria a qualquer preço
      Porque te ignoro ou te conheço
      Quando chove ou quando faz frio
      Noutro plano, te devoraria tal Caetano
      A Leonardo DiCaprio

      É um milagre
      Tudo que Deus criou pensando em você
      Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros
      Sem pensar em nada, fez a minha vida
      E te deu

      Sem contar os dias que me faz morrer
      Sem saber de ti, jogado à solidão
      Mas se quer saber se eu quero outra vida
      Não, não!

      Abraço da Blondie … ou não.

  13. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um conto simplório, talvez de amor? Bem escrito, fluente, mas com a condição de serem duas narrativas em uma só. Primeiro o porquinho da Aninha, depois do Téo, sem muitas mais explicações de como a menina desistiu dele, aparentemente, muito facilmente, apesar de adorar o porquinho/javali. Reafirmando, sem muito conteúdo. Atendeu o desafio com relação a foto.

    • Blondie
      13 de junho de 2017

      Oi, Ci, tudo bem contigo?

      Fui eu lá consultar o dicionário porque sempre impliquei com esse adjetivo “simplório” – ingênuo ou tolo. Tá bom, aceito que considerou o conto tolinho e com duas cabeças, digo, duas narrativas.

      Só porque sou loira, não quer dizer que não tenho conteúdo, hein…

      Música para você:

      Não Fui Eu (Paula Fernandes)

      Ei, escuta, para de agir feito criança
      Escuta, sinto em te dizer, mas foi você quem procurou
      Quem partiu um coração, não fui eu

      Ei, escuta, tudo nessa vida tem seu preço
      Escuta, se chegou a hora de colher o que plantou
      Você mesmo quem regou, não fui eu
      Não fui eu

      Eu sei o que dirá
      Vai me culpar
      Por um erro seu
      Se alguém me perguntar
      Irei dizer que não fui eu
      Não fui eu

      Abraço da Blondie

  14. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Um conto formalmente bem escrito. No entanto tenho observações quanto ao conteudo.
    A história é mais sobre o romance da patricinha pelo Teo, do que do amor da menina pelo javali. A menina aparece no primeiro terço da história e depois some.
    A autora não explica por que Joca ofereceu o javali ao invés de um porco.
    E faltou dizer mais alguma coisa sobre o Teo. Por que o javali foi ter com ele?

    • Blondie
      13 de junho de 2017

      Oi, Mazi, tudo bem contigo?

      Sim, você tem razão, me concentrei mais no meu romance com Téo do que com Aninha e o javali. Mas quem nunca?

      Joca foi enrolado pelo amigo que não tinha um porquinho para oferecer e precisava se livrar daquele filhote de javali. Joca percebeu que havia algo errado, mas pensou – “aquilo teria de servir”.

      Algumas coisas acontecem sem explicação. Simplesmente, acontecem. Assim é a vida.

      Aonde Quer Que Eu Vá (Os Paralamas do Sucesso)

      Olhos fechados
      Pra te encontrar
      Não estou ao seu lado
      Mas posso sonhar
      Aonde quer que eu vá
      Levo você no olhar
      Aonde quer que eu vá
      Aonde quer que eu vá

      Não sei bem certo
      Se é só ilusão
      Se é você já perto
      Se é intuição
      E aonde quer que eu vá
      Levo você no olhar
      Aonde quer que eu vá
      Aonde quer que eu vá

      Longe daqui
      Longe de tudo
      Meus sonhos vão te buscar
      Volta pra mim
      Vem pro meu mundo
      Eu sempre vou te esperar
      Larará! Lararára!

      Abraço da Blondie

  15. Rubem Cabral
    13 de junho de 2017

    Olá, Blondie.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Todos os elementos da imagem-tema estiveram presentes: homem encasacado, javali, mala.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto é muito bem escrito; não encontrei erros por apontar. Há muita fluidez e alguma prosa poética também, resultando numa leitura muito agradável.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    A personagem-narradora foi muito bem construída, porém Téo e a menina ficaram um pouco “genéricos”. Os diálogos estão bem naturais.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Achei o enredo muito simples, deixando talvez muitas questões em aberto. Como que Aninha desistiu tão fácil do Quinzinho? Quem era, afinal, o Téo? Traficante, bandido de algum tipo, ou apenas um outsider? Por que ele resolveu tomar o javali da menina? Algum conflito maior teria dado talvez mais “tempero” ao enredo.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Blondie
      13 de junho de 2017

      Oi, Rubinho, tudo bem?

      Pois então, compreendo o que quis dizer. Faltou aprofundamento nos personagens Téo e Aninha. Eu realmente tive de me fixar na minha visão da história pelo limite de palavras.

      A menina seguiu o seu caminho, tendo notícias de Quinzinho, mas ele não era o porquinho que tinha imaginado mesmo. Um outro bichinho aliviou as saudades. Deveria ter explicado isso, eu sei.

      Téo não era alguém fácil de ser definido. Permanece um mistério para mim, que dirá para o leitor? Pelo o que entendi, ele resolveu ficar com o Quinzinho porque percebeu logo que era um javali e não devia ser tratado como um animal de estimação por uma menininha. Sei lá, rolou um clima entre os dois – javali e o bicho do mato (Téo).

      Mas se eu tive de explicar tudo isso, aff… acho que falhei mesmo como contadora …

      Para você, uma música que diz muito do que penso sobre isso.

      Primeiros Erros (Capital Inicial)

      Meu caminho é cada manhã
      Não procure saber onde estou
      Meu destino não é de ninguém
      E eu não deixo os meus passos no chão
      Se você não entende não vê
      Se não me vê, não entende

      Não procure saber onde estou
      Se o meu jeito te surpreende
      Se o meu corpo virasse sol
      Se a minha mente virasse sol
      Mas só chove, chove
      Chove, chove

      Abraço da Blondie

  16. Lee Rodrigues
    12 de junho de 2017

    Caro escritor, começar seu conto por um fluxo de consciência foi golpe baixo, a revelação de ordem sentimental da sua persona aflora no leitor a tão desejada empatia. Aliás, percebe-se no autor a facilidade em projetar personalidades, porque até na rápida passagem do “tio” se cria laços.

    O enredo desfruta de determinados elementos que lhe conferem a devida credibilidade. O conflito, num flerte com a prosa poética, instiga-nos a envolvermos mais na estória.

    Você ousou por um caminho escorregadio, mostrou os lados do amor no paralelismo socioeconômico, sem inclinar para o piegas, tão pouco para o panfletário.

    A narrativa é fluída, numa linguagem simples e cuidada, discorre sob o viés feminino e seus anseios, expectativas e a descoberta do sexo.

    A garotinha me lembrou alguém, e o Téo também, mais isso já é uma outra história rs

    “Ainda me encanto com o tecer de mensagens”
    ** Quem nunca? :´(

    • Blondie
      12 de junho de 2017

      Oi, LeeRo, tudo bem contigo, menina?

      Desculpe pelo golpe baixo, mas esse é o meu jeitinho mesmo. Fluxos muito me interessam, ainda mais os que me levam para dentro das mentes. Agora essa coisa de projetar personalidades, eu desconhecia como minha habilidade.

      Fiquei bem curiosa para saber de quem Aninha e Téo te fizeram lembrar. Se é uma outra história, me conte, por favor. Adoro histórias, estórias, quanto mais, melhor.

      E para você, uma das minhas músicas favoritas.

      Feeling Good (Nina Simone)

      Birds flying high you know how I feel
      Sun in the sky you know how I feel
      Breeze driftin’ on by you know how I feel

      It’s a new dawn
      It’s a new day
      It’s a new life
      For me
      And I’m feeling good

      Beijinhos da Blondie, que está se sentindo muito bem depois de ler o seu comentário.

      • Lee Rodrigues
        12 de junho de 2017

        Nocaute!

        Nina Simone ❤

      • Lee Rodrigues
        14 de junho de 2017

        Então, Blondie, você foi tão doce e mandou uma certeira da Nina que fiquei viajando em quem saberia que gosto dela… acabei não respondendo sua pergunta. Desculpe, às vezes tico e teco precisam de um empurrãozinho para sair do modo “slow motion”. rs

        A Aninha me trouxe à memória uma certa garotinha que gostava de “dogão” com salsicha dupla e tudo o que tinha direito.
        E o Téo, bem, até ri imaginando que essa teria sido sua vida antes de mudar o nome e se tornar cobrador de “impostos” de pequenos serviços e de “corres”. rs

        Deixei-me retribuir a gentileza:

        Killing Me Softly (Roberta Flack)

        I heard he sang a good song
        I heard he had a style
        And so I came to see
        And listen for a while
        And there he was this young Boy
        A stranger to my eyes

        Struming my pain with his fingers
        Singing my life with his words
        Killing me softy with his song
        Killing me softly with his song
        Telling my whole life
        With his words
        Killing me softly, with his song

        Beijos platinados, Blondie!

  17. Givago Domingues Thimoti
    10 de junho de 2017

    Para quem não acredita que o amor surge dos lugares mais inesperados, toma esse texto.

    Adequação ao tema proposto: Alto
    Criatividade: Altíssima… Quem diria que surgiria uma história romântica desse desafio?
    Emoção: Deu para sentir um pouquinho do apego da narradora-personagem com o Téo.
    Enredo: Seria muito bom, se a Aninha tivesse sido esquecida. Particularmente, acho que uma criança encheria o saco da narradora… Pelo menos eu escreveria desse jeito. Mas cada um escreve do jeito que bem entender.
    Gramática: Não achei nenhum erro aparente.

    PS: Adorei a ideia de um romance nesse desafio… Sou suspeito de falar porque eu sou romântico.

    PS2: Tomei a liberdade de te mandar uma música, esperando ganhar uma…

    Você abusou

    “Se o quadradismo dos meus versos
    Vai de encontro aos intelectos
    Que não usam o coração como expressão.

    Você abusou,
    Tirou partido de mim, abusou.
    Tirou partido de mim, abusou.
    Tirou partido de mim, abusou.

    Que me perdoem, se eu insisto neste tema
    Mas não sei fazer poema
    Ou canção que fale de outra coisa
    Que não seja o amor.”

    • Blondie
      11 de junho de 2017

      Oi, Gigi, tudo bem contigo? Deixa eu adivinhar … sua mãe curtia aquele ator Omar Sharif e resolveu que se o bebê fosse menina se chamaria Lara e se fosse menino Jivago (Dr. Yuri Zhivago)?

      Fico tão contente por encontrar almas românticas por aqui! O amor pode surgir em qualquer canto ou conto. É no que eu acredito.’

      E Aninha, o que faço com aquela menina, hein? Deixo crescer e pronto.

      Adorei a música que me mandou. Engraçado que outro dia mesmo alguém me lembrou desta mesma música. Coincidência feliz!

      E agora? Que melodia soprarei no seu ouvido?

      Bem Que Se Quis (Marisa Monte)

      Bem que se quis
      Depois de tudo
      Ainda ser feliz
      Mas já não há
      Caminhos pra voltar

      O que que a vida fez
      Da nossa vida?
      O que que a gente
      Não faz por amor?
      (…)

      Abraço da Blondie que não abusou de ninguém, só quis ser feliz. E foi.

      • Givago Domingues Thimoti
        11 de junho de 2017

        Meu nome não é por causa do filme… KKKKKKKK Mas tantas pessoas pensam isso que eu vou trocar o motivo

        A escolha da música foi muito mais pelo quadradismo dos versos prosaicos do que por um abuso da Blondie (o qual foi inexistente)

        PS: Adorei a música da Marisa Monte!

  18. Gustavo Araujo
    10 de junho de 2017

    O conto se inaugura com uma série de construções muito inspiradas, transbordando poesia, algo que à primeira vista parece deslocado, considerando que a narrativa ganha corpo somente no trecho em que a narradora/protagonista alude à garotinha que vive com o tio e a mãe no alto do morro. É interessante que eu, apesar de apreciar a prosa poética em geral, acabo fisgado quando a história começa a se desdobrar. Isso não foi diferente aqui, especialmente porque Aninha – a guardiã do porco – é muito cativante. Logo em seguida tem-se o sequestro do bicho e a tentativa vã da narradora em reavê-lo, sucumbindo, todavia, a uma atração inexplicável por um homem completamente diferente de todos os que já havia encontrado. A construção desse amor, considerando a exiguidade imposta pelos limites do desafio, ficou ótima, porque afinal de contas essas coisas acontecem assim mesmo, sem explicação ou razão aparente. No fim, a resignação impera, com o abandono e a separação, fazendo com que ela, a protagonista, deixe o mundo irreal que habita e seja guindada à realidade uma vez mais. Achei que ela ficaria com o javali, ao menos.

    O conto revela uma sensibilidade que não se vê com frequência. Na maioria dos casos, o amor e o apego são abordados de maneira piegas e forçada. Aqui, pelo modo paulatino com que é tratado, revela-se verossímil e doloroso, um embate entre o que é realmente e o aquilo que se deseja ser. Nesse aspecto, o conto é perfeito. O único senão é o abandono de Aninha. Uma personagem trazida à luz de forma tão competente não poderia ter sido relegada ao esquecimento na primeira metade do conto. Um gancho com ela, no final, teria sido, a meu ver, o arremate perfeito.

    De qualquer forma, o conto é muito bom, tanto pelo teor da narrativa, conforme dito acima, como pela maneira como foi escrito. Parabéns!

    • Blondie
      10 de junho de 2017

      Oi, Gugu, tudo bem?

      Já percebi que a maioria de vocês se apegou à Aninha. Por falta de espaço, tive de me desfazer da menina nas minhas memórias. Mas você tem razão, ela poderia aparecer no final, dando um tchauzinho pelo menos. Guria carismática tá aí!

      Musiquinha para você, vamos de Queen….

      Bohemian Rhapsody (Queen)

      Is this the real life?
      Is this just fantasy?
      Caught in a landslide
      No escape from reality

      Open your eyes
      Look up to the skies and see
      I’m just a poor boy (JAVALI)
      I need no sympathy
      Because I’m easy come, easy go
      Little high, little low
      Anyway the wind blows
      Doesn’t really matter to me
      To me…

      Abraço da Blondie, que nunca foi o que realmente quis ser, mas estamos aí.

      • Gustavo Araujo
        10 de junho de 2017

        Amo essa música! Vou aumentar a sua nota 🙂 🙂 🙂

  19. Jorge Santos
    7 de junho de 2017

    Conto escrito de forma fluída, diferente de todos os que li até agora neste desafio. A história se assemelha a muitas que já li, de pessoas que abandonam as suas vidas para seguirem paixões. É bem contada e a adequação ao tema surge de forma elegante. É uma história contada no feminino, cheia de emoções, como seria expectável. O confronto existe – a paixão é confrontada com a realidade. E é a realidade que invariavelmente vence. Não há prova de maior amor do que o abandono de uma vida por outra pessoa.

    • Blondie
      7 de junho de 2017

      Salve, Jorge!

      Sempre desconfiei que Téo na verdade se chamava Jorge,mas isso é outra história….
      O que vivi foi mais uma história como tantas por aí. A diferença é que sendo minha, as lembranças ainda me ardem.

      Paixão e realidade nunca se deram bem, você tem razão. Alguém teria de ceder, não é mesmo?

      Para você, uma música que Téo certamente aprovaria…

      Seu Olhar (Seu Jorge)

      Temos rotas a seguir
      Podemos ir daqui pro mundo
      Mas quero ficar porque
      Quero mergulhar mais fundo

      Só de me encontrar no seu olhar
      Já muda tudo
      Posso respirar você
      E posso te enxergar no escuro
      (…)

      Abraço da Blondie

      • Jorge Santos
        10 de junho de 2017

        Gosto muito da música de Seu Jorge. À partida, vou assistir a dois concertos dele. Privilégios de estar deste lado do oceano.

  20. Afonso Elva
    7 de junho de 2017

    Me lembrou Mária, personagem de “Felicidade conjugal” de Tolstói. Como no livro, foi bem apresentado no conto a ingenuidade do amor adolescente. A escrita é suave e agradável, passa rapidinho. “Téo Tosco” valeu algumas risadas 🙂
    Forte abraço

    • Blondie
      7 de junho de 2017

      Af.Elva, tudo bom contigo?

      Não cheguei a ler “Felicidade conjugal”, mas agora fiquei bem curiosa. Acha mesmo que eu quando jovem lembrava a personagem Mária?

      Olha que a alcunha Téo Tosco pode te fazer rir, mas arrancar risada daquele homem era bem difícil, viu? Só mesmo quando pensei que Quinzinho era um porquinho. Aí, ele riu mesmo.

      Para você, uma das músicas que me fazem lembrar de Téo.

      Eu Amo Você (Tim Maia)

      Toda vez que eu olho
      Toda vez que eu chamo
      Toda vez que eu penso
      Em lhe dar
      Ah! Ah!

      O meu amor
      Oh! Oh!
      Meu coração
      (Pensa que não vai ser possível!)
      De lhe encontrar
      (Pensa que não vai ser possível!)
      De lhe amar
      (Pensa que não vai ser possível!)
      De Conquistá-la

      Eu amo você, menina
      (…)

      Abraço da Blondie, personagem (qualquer semelhança com fatos verídicos é mera coincidência…rs)

  21. Brian Oliveira Lancaster
    7 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Atmosfera excelente. Prosa poética misturada a um conto normal. Romântico sem ser piegas. A essência da foto está ali, mas numa versão muito mais suave e realista.
    G: Tenho certa queda por textos mais melancólicos e emotivos, apesar de minha área ser outra, e com esse não foi diferente. É bonito, tocante e triste ao mesmo tempo. Tem muito do cotidiano brasileiro sem soar forçado. As roupas surradas combinaram bem com o ambiente descrito. Mas diz uma coisa: a menininha ficou sem seu bichinho, não é? Tem um pingo de egoísmo aqui, mas a gente perdoa.
    O: A escrita transborda sentimentos e flui que é uma beleza. Está nos meus preferidos pela abordagem mais ‘feliz’ da foto.

    • Blondie
      7 de junho de 2017

      Oi, Bri (agora lembrei de queijo brie), tudo bem?

      Que bom que gostou da história que contei. Sempre é bom perceber que alguém compreendeu o enredo da minha vida. Sim, você tem razão: fui bem egoísta mesmo, mas eu era muito jovem.

      Aninha ficou sem Quinzinho, mas ficou bem com o seu hamster (ou ratinho, sei lá, aquele tio Joca não entendia muito de animais domésticos). E depois nem reconheceu mais o javali. Na cabecinha dela, o bicho ia ficar pequeno pra sempre. Feinho, sim, uma criatura de Deus, mas pequeno.

      Simplesmente Aconteceu (Ana Carolina)

      Simplesmente aconteceu
      Não tem mais você e eu
      No jardim dos sonhos
      No primeiro raio de luar
      Simplesmente amanheceu
      Tudo volta a ser só eu

      Nos espelhos
      Nas paredes de qualquer lugar
      Não tem segredo
      Não tenha medo de querer voltar
      A culpa é minha eu tenho vício de me machucar

      De me machucar
      Lentamente aconteceu
      Seu olhar largou do meu
      Sem destino
      (…)

      Abraço da Blondie

  22. Marco Aurélio Saraiva
    6 de junho de 2017

    Minha primeira nota 10! êêêê! rs rs rs

    ===TRAMA===

    Gostei muito. Você teve algumas sacadas geniais, a primeira delas sendo essa mudança de focos: primeiro Paula, em um discurso confuso para o leitor de primeira viagem (daqueles que você volta para ler depois, agora entendendo tudo, e sorri), pra depois narrar um pouco da vida da garota pobre que criou o Quinzinho na mocidade, para enfim voltar o foco á Paula.

    O conto brilha pela surpresa. Não era de imaginar que Paula se apaixonasse pelo Téo. Mas a metáfora estava lá: a garota apaixonada pelo feio javali, Paula sem entender aquela paixão de criança, mas citando, como uma profecia, o conhecido provérbio: “quem ama o feio, bonito lhe parece”. Então ela mesma se vê no mesmo dilema.

    O conto fala da paixão adolescente, sem filtros e sem razão. E o narra muito bem. Tudo nele é bem feito e inesperado. Téo tem um arco-íris de facetas: começa como um velho louco, para se tornar um homem endurecido pela vida, para enfim revelar um pouco da sua sensatez, deixando a garota para trás, para dar-lhe uma chance na vida.

    Um conto que nos faz pensar. Gostei muito!

    ===TÉCNICA===

    Poética. O conto todo é muito bem escrito, com frases muito bem moldadas, descrições sensacionais e personagens muito bem desenvolvidos. Não notei erros, apenas beleza.

    Destaque para a frase:

    “A voz surgiu forte e um tanto rouca, do jeito que ficam as vozes quando são pouco ouvidas.”

    ===SALDO===

    NOTA DEZ!

    • Blondie
      6 de junho de 2017

      Marquinho, seu lindo! Adorei o seu comentário tão fofo quanto você. E olha que apontou uma metáfora que eu nem tinha construído conscientemente, mas você matou a pau.
      Quanta sensibilidade, rapaz!

      Sensitive (Robbie Williams)

      (…)
      So you wanna find a real man?
      Make him fall in love?
      No matter how thick your skin is
      Never thick enough
      Someone that you can lean on
      When times are tough
      Maybe there’s a reason

      [Chorus]
      Girl, I don’t know why you get so sensitive
      sensitive, sensitive
      When I touch it
      You get so sensitive, sensitive, sensitive
      And you love it, yeah
      You get so sensitive, sensitive, sensitive
      Sometimes I wonder cause
      Girl, I don’t know why you’re not H-A-P-P-Y

      Abraço contente da Blondie.

  23. Evandro Furtado
    5 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O romance é construído de forma gradual, mas intensa. É concedido apenas um dos olhares, o da mulher, o que torna tudo ainda mais poderoso. O amor dela é quase uma devoção, irracional e fiel.

    C: A história se divide em duas partes e é tão bem desenvolvida que é como se o autor entregasse dois excelentes contos. A atmosfera é bastante verossímil, assim como o são os personagens. A relação entre eles é realista e poderosa.

    F: O texto começa poético, passa para um tom mais casual e retorna a poeticidade. Isso cria uma curva bastante interessante que poderia ser chamada de fórmula do conto ideal. Começo forte, diminui a intensidade no meio e fortalece de novo no final. Isso aumenta o impacto. É, há de se destacar, mesmo a parte “morna” é muito bem escrita dentro do que se propõe.

    • Blondie
      5 de junho de 2017

      Eva.. não, melhor não te chamar assim… Querido amigo, gostei muito do seu comentário tão arrumadinho, organizado e bonzinho comigo. Gostei ainda mais porque percebeu a intensidade do romance que vivi. Tão bom quando alguém compreende a gente,né?
      Agora essa coisa de “morna”, ouvi dizer que por aqui o povo não gosta muito dessa temperatura. Ou querem pelando ou congelando. Morno é para a mamadeira.

      Intenso (Gusttavo Lima)

      Minha vida inteira eu vivo num segundo
      E pra ter você dou muito mais que o mundo
      Tenho pressa de viver um grande amor

      Voei no céu da solidão por longos anos
      Mergulhei nas ondas de saudade no oceano
      Você me acompanha aonde eu for

      Seu jeito de amar é forte feito vento
      Tempestade de amor e sentimento
      Vem que você vai saber tudo de mim

      Vivo essa paixão sem peso e sem medida
      Tenho sede de você na minha vida
      Vem porque eu nunca amei ninguém
      E nem me entreguei assim
      (…)

      Abraço da Blondie, intensa, mas boa gente.

      • Evandro Furtado
        6 de junho de 2017

        Fala, Blondie. Me mandar música do Gustavo Lima? Menos dois pontos, kkkk.

  24. juliana calafange da costa ribeiro
    5 de junho de 2017

    Um bom conto, utilizando a imagem-tema de forma inusitada, adorei isso. A narrativa é fluida, sem erros aparentes. Gosto muito da construção das suas frases, da escolha das palavras usadas que provocam uma singeleza sem par, e também adorei a forma direta com q vc vai aos diálogos, é muito bom de ler. Mas, apesar da delicadeza da história, não me comovi. Senti falta de alguns elementos. Mais ou menos na metade do conto, o personagem da Aninha desaparece, como se Paula tivesse simplesmente esquecido-se do propósito que a levara à casa do Téo. Isso me causou surpresa, pq a protagonista estava até então preocupada com a menina, se sentindo até culpada pelo sequestro do porco.
    Tb fiquei surpresa quando Paula diz que Quinzinho “era bastante dócil na presença de seu dono”, sendo que ela sabia q Aninha é q era a dona do bicho. Será, pensei, que Paula está tããão encantada pelo Téo que se transformou em outra pessoa?… E por que não “assumir” a relação de Paula com Téo? Por que em nenhum momento a narradora Paula fala que o beijou, ou que fez amor com ele? Acho que uma jovem de 19 anos não teria problema em nos contar essa parte, ao contrário, ela o faria mesmo com aquelas doces e singelas frases que são de seu feitio. Também a coisa do pseudo sequestro foi colocada ali, mas ficou no ar. Enfim, gostei muito da ideia que o conto propõe, mas acho que faltam alguns ajustes para ficar melhor amarrado. Devo, porém, registrar minha admiração e meus parabéns pela maneira linda com que vc conta essa história, como disse o Fabio, o conto é quase todo feito de frases boas! Boa sorte!

    • Blondie
      5 de junho de 2017

      Juju querida, fiquei bem contente com o seu comentário. Vou até te explicar umas coisinhas:
      – Não me esqueci de Aninha. Você acha que aquela menina levada ia deixar alguém se esquecer dela? Impossível. Continuei levando notícias de Quinzinho para ela, mas a guria foi desencanando do javali. Joca, o tio, finalmente trouxe um hamster que ela adorou. Espero que o bichinho sobreviva!
      – Voltei para casa de Téo com a desculpa (e culpa) de resgatar Quinzinho, mas o que me levou mesmo lá foi a paixão despertada no primeiro encontro.
      – Passei a encarar Téo como dono legítimo do javali. Eles se entendiam tão bem, você precisava ver. No final, acho que o bicho é que escolhe o dono e não o contrário.
      – Julguei que todos fossem perceber que o relacionamento de Téo com Paula não tinha nada de platônico. Ela foi morar com ele, dividiam a mesma cama. Só não fui explícita porque esse não é o meu jeitinho.
      “Quando o silêncio pousou asas, nos desnudamos de quaisquer verdades. Aflitos, agarramos o momento como se apresentou. Não haveria melhor sorte do que aquela.”
      “Téo cedeu cama, privacidade e desejo.”
      – A história do sequestro foi invenção do povo, só porque eu desapareci da ONG e do asfalto. Tem gente com inveja que não sabe o que fazer para perturbar a felicidade alheia, viu?

      Que música vou passar para você, minha linda?

      Queixa (Caetano Veloso)

      Um amor assim delicado
      Você pega e despreza
      Não devia ter despertado
      Ajoelha e não reza
      Dessa coisa que mete medo
      Pela sua grandeza
      Não sou o único culpado
      Disso eu tenho a certeza
      Princesa, surpresa, você me arrasou
      Serpente, nem sente que me envenenou
      Senhora, e agora me diga aonde eu vou
      Senhora, serpente, princesa
      Um amor assim violento
      Quando torna-se mágoa
      É o avesso de um sentimento
      Oceano sem água
      (…)

      Beijinhos da Blondie

      • juliana calafange da costa ribeiro
        5 de junho de 2017

        Cara Blondie, penso que toda essa sua explicação deveria ter ficado clara pra mim quando li o texto. Não digo explicita, mas clara. Por que vc não nos contou sobre o hamster da Aninha? Por que não assumiu que ia lá só pra ver o Téo, se vc antes já tinha assumido até que fazia trabalho social por rebeldia e não por ideologia? Foi explícita pra falar de culpa, mas não de sexo? Uma garota rebelde, de 19 anos, em busca de “encrenca”? Não colou… rsrs
        Agora, essa música do Caetano, é das minhas preferidas e eu sei até de cor! Obrigada pelo presente! Mais uma vez, boa sorte no desafio!!!

  25. Iolandinha Pinheiro
    5 de junho de 2017

    Olá, Dona Moça, bom dia! Detectamos uma quebradora de paradigmas, aqui. Estou chegando perto do término das leituras e esta foi a versão mais original para a imagem do desafio que eu encontrei. O personagem da foto ganhou nome, personalidade e até uma namorada. O começo do seu conto não revela o que ele será a partir do sequestro do jovem javali. Dali a história ganha contornos românticos, e os personagens vão se adequando para que um se adeque ao outro neste improvável relacionamento entre pessoas tão diferentes. A sua habilidade na escrita ainda promoveu belas e poéticas imagens. Parabéns pela acertada escolha. Abraços e uma boas músicas para a trilha sonora do seu conto.

    • Blondie
      5 de junho de 2017

      Oi, Ioio de Iaiá, tudo bem contigo, menina?
      Adoro quebrar coisas, inclusive paradigmas. É o charme da minha personalidade perturbadora.

      Que bom que você gostou da minha história com seus contornos românticos. Ainda bem que não veio com aquela coisa de “sabrinesco”. Tô para entender essa definição ainda.

      Amuleto de Sorte (Mariene de Castro)

      Quero te dar todo o amor da minha vida
      Quero te dar o meu mundo e muito mais
      Toda paz capaz de harmonizar o teu caminho
      Um carinho assim pra você não esquecer jamais
      Tudo isso porque percebi que eu te amo
      Que você bate forte na minha emoção
      Amuleto de sorte é assim que eu te chamo
      Me rendo ao encanto da tua sedução

      Meu coração é teu
      Amor da minha vida
      Dengo que Deus me deu
      Tipo terra prometida
      Meu coração é teu (teu)
      Teu e de mais ninguém
      Cuida do meu amor
      Que ele vai muito mais além

      Beijinhos da Blondie sem paradigmas

      • Iolandinha Pinheiro
        5 de junho de 2017

        Também nunca entendi essa história de Sabrinesco. O fato é que eu gostei sim, da sua mimosa história e de vc dar uma cara nova para os personagens da foto. Saiu-se muito bem. Já estava era triste, pensando que não ia ter musiquinha para mim, rs. Um beijão, menina. Felicidades.

  26. Fheluany Nogueira
    4 de junho de 2017

    Narrativa simpática, linguagem romântica, agradável, imagem-tema retratada com originalidade, leitura agradável, ambiente e personagens bem construídos, título sugestivo e despretensioso. Quero uma boa música de troco: História de Amor / MC Marcinho

    “Hoje pensando na vida
    Lembrei de você
    Dos nossos momentos das nossas noites de prazer
    Cada detalhe daquela paixão, cada sorriso e cada emoção
    O nosso amor era tão bonito
    Parecia infinito
    Mas sem medo de perceber
    Tomei um choque do destino

    Você me deixou
    Eu nem sei por quê
    Era amor que eu tinha por você”

    Parabéns pela participação. Abraços.

    • Blondie
      4 de junho de 2017

      Oi, Fê-Luana, tudo bem?
      Que bom que você gostou da minha história. É só mais uma história, mas que enredo, né?
      Obrigada pela música. Vou te dar o troco agora, tá?

      A Vida quis assim (Oswaldo Montenegro)

      Me fale das andanças ex amor
      Dos melhores momentos que passou
      Me fale que vou te falar dos meus
      Eu tenho todo tempo pra ouvir
      Os melhores momentos que eu vivi
      São todos que passei ao lado teu.
      Mas se você quiser não vou lembrar,
      Pra não te constranger
      Me ver chorar
      A gente fala então do que virá
      Eu tenho toda vida pela frente
      E vou viver da forma mais urgente
      Quem sabe um dia eu pare de te amar.
      E mesmo que isso possa acontecer
      Eu vou sentir saudade de você
      Que culpa pode ter o coração
      Que pena que a vida quis assim
      Você viver feliz longe de mim
      A dor rindo da minha solidão…

      Beijos da Blondie.

  27. Fernando Cyrino
    4 de junho de 2017

    Um conto interessante, uma história de amor entre duas pessoas de classe distinta. A moça que é abandonada pelo homem que a ama, mas que se sente incapaz de lhe dar uma vida além do morro. Achei um excesso de idealização que não me bateu como natural, sabe? Fico aqui matutando que se tivesse havido mais tensão na história o conto teria crescido mais e não teria ficado apenas como “mais uma história”. Agora, a sua redação é muito legal, seu cuidado com o idioma… e é preciso ressaltar que a narrativa em primeira pessoa deu um tom intimista bem bacana ao conto. Abraços de parabéns.

    • Blondie
      4 de junho de 2017

      Oi, Fê, tudo bem com você?

      O excesso de idealização se deve a um fator reversível com o tempo: juventude. E guardei as lembranças com esse peso, mesmo porque nem sei se aconteceu assim ou se foi tudo um sonho.

      Tensão? Olha, te garanto que a situação toda foi muito tensa.

      Tensão (Vowe)

      Fujo da maré,
      Eu sempre remo contra a correnteza
      Subo as montanhas
      Enfrentando o medo de cair
      Vejo que a luz não ilumina
      Mais nosso caminho
      Mas sabemos que o desperdício
      Agora é desistir

      Sinta o coração, me diga então onde
      Foi que nos perdemos
      Sinta o coração e me diga então

      Por que quando você foge eu me sinto
      Bem, sabendo que só quer atenção?

      Abraço da Blondie

      • Fernando Cyrino
        5 de junho de 2017

        uau, ganhei até música. Obrigado. Abraços de paz, Fernando.

  28. Fabio Baptista
    3 de junho de 2017

    Conforme vou lendo, sempre anoto os erros de revisão, oportunidades de melhoria e também as frases de impacto, trechos bem construídos que me arrancaram um sorriso ou um “pqp, por que não pensei nisso antes?”.

    Pois bem… o lado da revisão ficou vazio e parei com o lado das frases boas quando notei que quase o conto inteiro caberia ali.

    Em resumo, a técnica está quase perfeita… só pra não pensarem que fui abduzido: teria marcado os diálogos de outro jeito e evitado o “lá” quase na sequência do “tinha lá seus contatos “. Mas só comento isso porque, como não é segredo, tenho lá minhas implicâncias.

    A trama tem um viés sabrinesco, mas também uma aura inocente do amor que só é permitido aos jovens. Só não entendi muito bem o sumiço repentino da menininha e achei um pouco exagerado o povo comentar que a moça havia sido sequestrada. Mas esses são pequenos detalhes (dizem que isso é redundância, mas só detalhes fica esquisito) que em nada ou muito pouco atrapalham essa leitura deliciosa.

    Parabéns!

    • Blondie
      3 de junho de 2017

      Oi, Fabinho, tudo bem com você?

      Por um momento, fiquei com medo das suas implicâncias. Com tanto texto por aqui, ia implicar logo com o meu? Téo não ficaria nada contente com isso.

      Lá vem você também com esse tal de “sabrinesco”! Do que se trata? Já tentaram me explicar que tem algo a ver com umas revistinhas de banca. Isso é bom ou ruim?

      Você falou tanto em detalhes (pequenos – depende da altura, né? Téo era enorme) que pensei em te mandar a música “Detalhes” do Roberto Carlos, mas… para não ser redundante, mudei de ideia.

      Details In The Fabric (Jason Mraz}

      Calm down
      Deep breaths
      And get yourself dressed instead
      Of running around
      And pulling all your threads saying
      Breaking yourself up

      If it’s a broken part, replace it
      If it’s a broken arm then brace it
      If it’s a broken heart then face it

      And hold your own
      Know your name
      And go your own way
      Hold your own
      Know your name
      And go your own way

      Abraço da Blondie, que já foi bonitinha e inocente.

  29. Olisomar Pires
    3 de junho de 2017

    1. Tema: Adequação presente.

    2. Criatividade: boa. Jovem encontra o amor e o amor a abandona por sabê-lo amá-la mais que a si.

    3. Enredo: partes muito bem postas e conectadas.

    A emoção ingênua do amor para a protagonista e a visão da realidade do outro trazem um contraponto angustiante que denotam a eterna luta entre sonho e concreto despertar onde abrir mão é a verdadeira prova do amor que muitos não conseguem aprender.

    Um conto de profunda emoção, apesar da aparente simplicidade, sejam experiências reais ou não.

    4. Escrita: Boa. Não notei erros que maculassem o texto.

    5. Impacto: alto.

    • Blondie
      3 de junho de 2017

      Ah, Oli, Oli, você me surpreendeu agora. O que posso dizer?

      Tanta emoção me fez lembrar dos tempos com Téo. Sou muito grata pela sensibilidade com que leu minha história e compreendeu que a intenção de Téo era a de me proteger até de mim mesma. Se isso não é amor, o que mais será?

      O Que Eu Também Não Entendo (Jota Quest)

      (…)
      Já pensei em te largar
      Já olhei tantas vezes pro lado
      Mas quando penso em alguém
      É por você que fecho os olhos
      Sei que nunca fui perfeito
      Mas com você eu posso ser
      Até eu mesmo
      Que você vai entender
      (…)
      Agora o que vamos fazer
      Eu também não sei
      Afinal, será que amar
      É mesmo tudo?
      Se isso não é amor
      O que mais pode ser?
      Tô aprendendo também

      Abraço emocionado da sua fã Blondie.

      • Olisomar Pires
        4 de junho de 2017

        Olá… acho que essa música combinaria bem também.

        Meu ex-amor (Amado Batista)

        Eu tive um amor
        Amor tão bonito
        Daqueles que matam
        Com sabor de saudade

        Meu ex-amor
        Tem coisas que a gente não esquece
        Mas você não merece
        Tanta dor

        Foi bonito demais
        Mas eu estou sozinho
        Fui rico de amor
        E hoje estou tão só

  30. Gilson Raimundo
    3 de junho de 2017

    A história foi suave e promissora, porém não encontrei um confronto vibrante, nem um clímax adequado, a paixão sem limites da loira pelo cara misterioso pode ser pelo desejo de rebeldia, o texto foi se desenrolando e achei que teria uma surpresa na próxima linha… no fim não era nada, o sujeito somente vai embora não revelando mistério algum, a expectativa se esvai e terminamos com apenas MAIS UMA HISTÓRIA.

    • Blondie
      3 de junho de 2017

      Olá, Gil Rai, tudo bem com você? O humor vai bem?

      Já expliquei aqui para outro moço que a vida é assim: nem sempre se chega ao clímax, quanto mais a um clímax adequado. É pedir muito de uma vida só.
      Pena que não pude te surpreender nem na última linha, mas fazer o que? A minha história foi essa mesma, enrolada e cheia de mistério.

      Eu só consigo pensar em uma música depois de ler o seu comentário:

      Você Partiu Meu Coração (Nego do Borel)

      Você partiu meu coração
      Mas meu amor não tem problema, não, não
      Agora vai sobrar, então
      Um pedacim pra cada esquema
      Só um pedacim
      Você partiu meu coração, ai meu coração
      Mas meu amor não sinta pena, não, não
      Que agora vai sobrar, então
      Um pedacim pra cada esquema
      Só um pedacim
      Se eu não guardo nem dinheiro
      O que dirá guardar rancor
      Você vacilou primeiro
      Nosso caso acabou

      Ficamos assim, tá? Abraço da Blondie, que não guarda nem dinheiro que dirá guardar rancor…

      • Gilson Raimundo
        5 de junho de 2017

        😈😈😈😈😈😈

  31. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    3 de junho de 2017

    Um conto singelo que retrata um caso de romance imprevisível. Está bem escrito, com uma toada de cotidiano. A adequação está presente, ótimo. Alguns detalhes, talvez possam dizer, de somenos importância, tirou um pouco da plausibilidade desta história, a saber: a narradora, que a um tempo nos demonstra uma sensibilidade poética, noutro momento é de uma falta dessa mesma sensibilidade, principalmente ao lidar com uma criança:

    – Calma, menina, por que está correndo atrás desse bicho feio?

    Ademais, por que o “bicho feio” precisou continuar com o homem e não foi devolvido à criança? A narradora poderia ter insistido nessa devolução, senti que era necessário.

    Assim sendo, seria um conto redondinho. Mas mesmo assim está bom.

    Parabéns!

    • Blondie
      3 de junho de 2017

      Oi, Luc, tudo certinho com você?

      Vou te explicar dois pontos:
      1 – A minha sensibilidade poética só veio com o tempo, depois que fui amaciada com os golpes da vida. Eu só tinha 19 anos naquela ocasião e era mesmo um tanto bipolar.
      2 – O javali não era apropriado para ser um animal de estimação de uma garotinha. Téo e eu concordamos quanto a isso. Eu continuei levando notícias de Quinzinho para Aninha, mas você tem razão – eu deveria ter insistido um pouco mais.

      E para você não achar que o javali não estava redondinho, uma música para você:

      Bicho Feio (Almir Sater)

      Com certeza
      Quando a noite vem
      Tem saci, caipora e curupira também
      Bicho feio, sempre tem
      Ontem e hoje no além

      Meia-noite
      Olha o capa preta
      Galopando a mula sem cabeça
      Bicho feio, sempre tem
      Ontem e hoje no além

      Com certeza
      Todo mundo tem
      Uma história estranha pra contar também
      Sempre alguém
      Assustando alguém
      Ontem e hoje no além

      Abraço da Blondie.

  32. Roselaine Hahn
    2 de junho de 2017

    Olá Blondie, o seu conto começou despretensioso, quase como uma fábula, a menina atrás do porquinho, e foi crescendo até ganhar status de romance. A sua prosa é muito boa, merece investimento para encontrar a sua voz, pois tive a suspeita, e que foi confirmada por vc. nos comentários, de que a história contada era mais do que ficção. Você construiu os personagens e no final, os desconstruiu, tanto que a menina do porquinho, a Aninha, sumiu da história. Frases fortes e densas comprovam que vc. tem jeito para a coisa, e uma verve muito boa para o romance: “A lua, fatiada em minguante declaração, trazia tênue luz àquele adeus”. Só não me venha agora com musiquinhas mela-cueca, canta aí um Peral Jam ou um Radio Head. Abçs. Sorte no desafio.

    • Blondie
      3 de junho de 2017

      Oi, Rô, tudo bem?

      Menina, não posso dizer que vivi tudo isso aí porque, às vezes, a memória nos prega peças, não é mesmo?

      Nada de musiquinhas para você. Saiba que sou muito eclética e que aprendi algumas coisinhas com o meu Téo.

      Creep (Radiohead)

      When you were here before
      Couldn’t look you in the eyes
      You’re just like an angel
      Your skin makes me cry

      You float like a feather
      In a beautiful world
      I wish I was special
      You’re so fucking special

      But I’m a creep
      I’m a weirdo
      What the hell am I doing here?
      I don’t belong here
      (mas bem que eu achava que pertencia àquele lugar, viu?)

      Beijocas da Blondie.

      • Roselaine Hahn
        3 de junho de 2017

        UAUAUAAU!!!! Uma das minhas preferidas! Vais ganhar pontos extras no desafio com essa propina, via caixa 2. Bjs.

  33. Evelyn Postali
    2 de junho de 2017

    Oi, Blondie,
    Gramática – Não percebi erros que pudessem parar a minha leitura. Talvez outros leitores mais atentos a isso apontem para você, se existirem.
    Criatividade – Gostei do conto. É singelo. Simples. Provoca simpatia. Gostei do javali dessa história e de como tudo foi se encaminhando até o final.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado.
    Emoção – Não me provocou muitas emoções. Foi uma leitura agradável, sem percalços, sem conflitos. Um conto doce. Como eu disse: singelo.
    Enredo – Começo, meio e fim entrelaçados. Um momento significativo na parte de uma moça de 19 anos.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Evelyn, tudo bom?
      Que bom que gostou do conto, afinal ele é o retrato de uma parte importante da minha vida. Um período que foi intenso e doce, talvez até singelo mesmo. Se é que aconteceu assim mesmo, pois os 19 anos já se foram….

      Para você, uma música doce:

      Doce Vampiro (Rita Lee)

      Venha me beijar
      Meu doce vampiro
      Ou, ou
      Na luz do luar
      Ãh, ãh
      Venha sugar o calor
      De dentro do meu sangue vermelho
      Tão vivo tão eterno, veneno
      Que mata sua sede
      Que me bebe quente
      Como um licor
      Brindando a morte e fazendo amor

      beijos da Blondie

  34. Luis Guilherme
    2 de junho de 2017

    Olá, amigo (a), tudo bem?

    Gostei! O texto tá super bem escrito, a linguagem é excelente e prazerosa de ler, tem um enredo interessante. O desfecho achei um pouco abaixo do restante, sei lá, achei que faltou um clímax. Mas ainda assim é uma história bem interessante.

    Não notei problemas na escrita, flui bem e a gramática me parece impecável.

    Tem algumas construções bem bonitas, também.

    Concluindo, um belo conto, bem construído, com uma grande beleza estética, que é bem conduzido, mas que acabou carecendo de um desfecho à altura.

    Parabéns e boa sorte!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Lu Gui, como vai?

      Que pena que a minha história te decepcionou um pouco no final, mas a vida é assim – nem sempre chegamos a um clímax.

      Já que você curtiu tanto as construções, te mando uma musiquinha

      Construir, Destruir
      Psiglo

      Destruir
      La insolente virtud
      De condenar
      La verdad que tú buscas
      Construir
      La sana intención
      De madurar
      Madurar la conciencia
      Destruir
      Los muros que bloquean tu ser
      Que forman siempre
      Las fronteras mentales.

      Abraço da Blondie

  35. Jose bandeira de mello
    1 de junho de 2017

    Falta linha de conduçao a esse conto. O autor abriu muitas “ciladas” para ele mesmo e foi tomando rumos sem se preocupar com o que ja havia escrito. E o resultado eh que temos um ladrao cruel, sujo, que causa medo em todos, e que inescrupulosamente assalta uma criança inocente, pousando de galã de folhetim, em par romantico a um mulher completamente desequilibrada, injusta e esquecida de valores. Entendi, eh obvio, onde a autora(autor) pretendia com o conto, mas para chegar a uma historia interessante e coerente de inicio ao fim, deveria usar uma borracha no que foi sobrando para tras, e criar um enredo unico, justo e realista. Abraço ao autor.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Uma mulher completamente desequilibrada, injusta e esquecida de valores? Nossa, não me julgue assim… Eu só tinha 19 aninhos. Podia estar me drogando, me prostituindo, dançando punk, comendo javali, mas não… só me apaixonei!

      Para você, um abraço ao som de Fábio Junior (Não me condene):

      “Ninguém sente o que quer,
      tem que haver emoção,
      Nem se pode evitar,
      quando chega a paixão.”

  36. Jowilton Amaral da Costa
    1 de junho de 2017

    Um bom conto, romântico, diria mesmo, sabrinesco. A escrita é, sem dúvida, o ponto forte do texto. Passagens inspiradas e poéticas. A trama é simples e degringola um pouco do meio para o fim. Boa sorte.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Caro Jowilton, o que seria um conto sabrinesco? Desculpe, eu não entendi e antes que faça alguma brincadeirinha com a cor das minhas madeixas, já adianto que sou loira e inteligente. É algum estilo literário?

      Para você que descurtiu meu conto do meio para o fim:

      Mecanismo (Ludov)
      “Eu não sei se quero fazer parte disso
      Esse mecanismo está prestes a parar
      É tanto desespero que o passo é impreciso
      Esse mecanismo ainda vai degringolar”

      Abraço da Blondie.

      • Priscila Pereira
        2 de junho de 2017

        Querida Blondie, você nunca leu os livrinhos da série Sabrina??

  37. Leo Jardim
    31 de maio de 2017

    Mais uma história (Blondie)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): simples, mas interessante. Prende a leitura, apesar de pouca coisa de fato acontecer: uma adolescente se apaixonou por um homem misterioso que, para o bem dela, resolveu fugir. A parte em que ela decide ficar morando com ele ficou brusca, não senti tanto o amor dos dois. Acho que isso era importante para o texto funcionar um pouco melhor…

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): uma narração em primeira pessoa feita com muita propriedade, de forma não tão linear, com um jeito de causo mesmo. Daquele tipo de contar histórias que dá gostinho de mais.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): o tema paixão-adolescente-por-um-cara-mais-velho-e-misterioso é um tanto comum. O javali trouxe só um pouquinho de novidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): a cena final da fuga de Téo é a imagem-tema.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): como adiantei, não cheguei me identificar tanto assim com o relacionamento dos dois para me emocionar com seu fim. Ainda assim, é uma boa história, mais uma história, mas que dá gosto de ler.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      De repente me deu uma vontade de cantar o sucesso do grupo Molejo…
      Não era amor, ôh, ôh
      Não era
      Não era amor, era
      Cilada

  38. Neusa Maria Fontolan
    31 de maio de 2017

    Eu saberia dizer como tudo começou: você teve um daqueles momentos de uma boa inspiração e escreveu este conto. É sim “Mais uma história”, uma boa história.
    Parabéns
    Sucesso no desafio.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Neusa, sua linda, que bom que achou minha historinha inspirada, mas olha, foi tudo real ( ou não, ih, veio a dúvida de novo). Nem todos são capazes de apreciar um desatino romântico da juventude. Beijos da sua fã Blondie.

      E para você, um sucesso do Legião Urbana:

      “Quem me dera ao menos uma vez
      Explicar o que ninguém consegue entender
      Que o que aconteceu ainda está por vir
      E o futuro não é mais como era antigamente”

      Beijos da sua fã Blondie.

  39. Sick Mind
    30 de maio de 2017

    Tenho dificuldade em lidar com histórias em que alguém cai sob o encanto de outra pessoa sem mais nem menos. O argumento da briga me pareceu vazio por demais, mas o que acontece em seguida foi o que mais estranhei. O sujeito foge de sua própria casa, pq quer que a outra pessoa vá embora. Sei lá… esses acontecimentos não parecem se sustentar, portanto não me convenceram durante a leitura. Mas fora isso, a adequação ao tema foi feita com certa originalidade, construindo a imagem lentamente até o final.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Para uma sick mind, até que você é bem centrado, talvez centrado até demais. Tenho dificuldade em acreditar que alguém nunca tenha vivido nada de forma repentina, como uma paixão, um entusiasmo por uma pessoa diferente, por um sonho maluco.

      Vamos de “Sentido”- MAR ABERTO

      “Não vou deixar você se afastar de mim, não
      Porque tudo começa a fazer sentido agora
      Não vá embora, não

      Já tentei lutar contra esse amor e hoje sei, não dá
      Tudo conspira a favor, então
      Acho que posso deixar ser o que for”

      Abraço e até o encontro em uma dessas clínicas por aí…

      • Sick Mind
        7 de junho de 2017

        Hehe, compreendo, mas torno a dizer o que sempre falo qnd alguém me diz sobre o “poder do amor”: é a criação mais superestimada já inventada, muitas vezes confundida com uma relação de poder.

        Vamos de Nietzsche:
        “Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objeto desses desejos.”

        Até uma dessas clínicas, então.

  40. Olá, Blondie,
    Tudo bem?
    Então, seu Javali é testemunha de um “amor bandido”, heim!
    Você, sem sombra de dúvida, mais que escrever bem, tem o dom de conquistar o seu leitor através da sedução das palavras. Certamente é um escritor experiente que sabe jogar com o tempo/espaço dentro da narrativa, bem como com a música que as palavras proporcionam.
    Falei de tempo/espaço, pois achei muito hábil seu pensamento sobre o tempo que a protagonista levaria durante a descida no morro. Isso mostra o quanto o autor está realmente “presente” na própria história que criou.
    No morro, “bandidos” (e aqui não fica bem claro se o rapaz era um ou não), reza a lenda, costumam ter estranhos animais de estimação. Como jacarés, por exemplo. Um horror para comer suas vítimas. Por que não um Javali?
    A única observação que eu faria, seria quanto à inserção da menina ao conto. Sei que ela funcionou para introduzir o javali ao enredo, mas não sei se esta seria realmente necessária. Digo isso pois, após o desenvolvimento do verdadeiro mote da narrativa, – O romance entre a moça do asfalto e o rapaz do morro – a personagem menina, simplesmente desaparece, deixando uma sensação de “vazio” na trama. Creio que ao “plantar pistas” em um texto, criamos expectativas no leitor, fazendo com que este aguarde pelo momento em que aquela pista será utilizada. Claro que existe a técnica da falsa pista, mas, creio, não foi o caso por aqui.
    De qualquer maneira, este é um ótimo conto, escrito por um ótimo autor.
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      E a Marrom (Alcione) cantaria:

      “Vivo com desculpa
      Pros amigos
      Já não sei o que falar
      Pra minha família
      Já não dá mais pra explicar
      Porque é que ninguém te conhece
      Pois você desaparece
      Antes do Sol raiar”

      E o meu Téo é tosco, mas não é bandido. É um eremita estranho, mas como diria Aninha, ainda assim é um filhinho de Deus.

      Beijos da sua fã Blondie.

      • Ah, Blondie… E a personagem tinha o meu nome. 😉 Esqueci de falar disso. Ponto para você. rsrsrsr
        Gostei muito de seu conto. Amor bandido foi modo de falar. Coisa de escritora.
        Beijos e boa sorte no desafio.

  41. Vitor De Lerbo
    30 de maio de 2017

    Personagens bem desenvolvidos e uma trama que nos surpreende ao fugir do que estamos esperando; a ONG e a família, apresentados logo no começo, são apenas o degrau inicial da história.

    Texto bem escrito e com frases inspiradoras.

    Minha única observação não tão boa em relação ao conto é a abertura de diálogo em um momento sem a presença da narradora, sendo que o conto é narrado em primeira pessoa. Isso faz o leitor imaginar se aquilo realmente aconteceu daquela maneira ou se é apenas um palpite da narradora.

    De qualquer forma, esse detalhe não tira a qualidade do texto; só comentei isso mais como um toque pras próximas escritas mesmo.

    Boa sorte!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Você viu só, Vitor? A história tomou outro rumo, correu solta sem a minha presença em alguns momentos. Por isso, expliquei que não sabia bem se tinha acontecido daquela maneira, mas contei o que imaginei juntando as peças do quebra-cabeça.

      Para ilustrar, Reginaldo Rossi manda Sua Ausência:

      “Comecei brincando
      Sem saber onde ia dar
      Quando me dei conta
      Não podia mais parar”

      Abraço.

  42. Milton Meier Junior
    29 de maio de 2017

    um bom conto e bastante diferente dos que já li nesse certame. muito bem escrito, utiliza belas imagens de escrita para passar a sua carga romântica. os personagens são bem delineados e sente-se empatia por eles. uma leitura deveras agradável. parabéns!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Deveras agradável foi ler o seu comentário, Milton. Sempre me emociono quando um homem não se reprime diante de uma carga romântica…

      Estou aqui, lembrando de Téo e de seu javali Quinzinho. O que eu poderia ter feito?

      Helena – My Chemical Romance

      What’s the worst thing I can say?
      Things are better if I stay
      So long and goodnight
      So long not goodnight
      And if you carry on this way
      Things are better if I stay
      So long and goodnight
      So long, not goodnight

      Abraço.

  43. Sabrina Dalbelo
    29 de maio de 2017

    Olá autor(a).

    Aaaaaaaaaaaa que bom esbarrar com esse conto aqui!
    Pa-ra-béns!
    Tens o poder da narração de quem tem potencial para escrever um romance, se é que já não escreveu.
    Eu poderia ler todos os capítulos que poderiam vir em sequência a esse aqui.
    Mesmo assim, temos aqui começo, meio e fim de uma forma muito bem evoluída, boa de se ler.
    A estrutura insere a narradora de forma muito convincente. Há a história e a história dela… há a verdade, a verdade que ela lembra e a que nos possibilitamos ler.
    Muito bem escrito. Gostei muito!

    Um super abraço,

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Ah, que bom esbarrar com o seu comentário aqui! Potencial para um romance? Acho que exagerou um pouco, amiga, mas agradeço o elogio.
      Você pegou bem o lance de existir a verdade, a verdade que eu lembro e a que possibilitei a leitura.

      Começo, Meio E Fim
      Roupa Nova

      A vida tem sons que pra gente ouvir
      Precisa entender que um amor de verdade
      É feito canção, qualquer coisa assim
      Que tem seu começo, seu meio e seu fim

      Beijos

  44. angst447
    29 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do seu conto não revela nada – é só mais uma história.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado: temos o homem vestido de forma diferenciada, a mala e o javali Quinzinho (não sei porque me fez pensar no Sítio do Picapau Amarelo).
    Não encontrei erros na sua revisão, pelo menos, nada que me chamasse a atenção.
    Apesar de longo, o conto manteve um bom ritmo, evitando longas descrições ou paradas para reflexões. A leitura flui fácil, sem entraves.
    Gostei dos personagens, principalmente de Aninha e fiquei imaginando a garota correndo atrás do seu porquinho, digo, javali.
    Boa sorte!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Quinzinho te fez lembrar do Sítio do Picapau Amarelo? E eu? Da Narizinho?
      Aninha realmente é um doce de menina, embora com um gosto duvidoso para bichinhos.

      Sítio do Pica-Pau Amarelo
      Gilberto Gil

      Marmelada de banana, bananada de goiaba
      Goiabada de marmelo
      Sítio do Pica-Pau amarelo
      Sítio do Pica-Pau amarelo

      Beijos

  45. Priscila Pereira
    28 de maio de 2017

    Oi Blondie, que estória fofa, todos os personagens tão bem delineados, escrita com tanta simplicidade e sentimento. Estória doce e triste. Gostei. Parabéns e boa sorte!!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Priscila. Que bom que achou minha vida fofa, doce e triste. Foi mesmo assim (ou pelo menos, acho que foi).

      Há Uma História Triste
      Elis Regina

      Ha uma historia triste pelo ar
      Historia que não tem era uma vez
      Ha uma historia triste pra contar

      Historia que começa com um talvez
      Ha uma historia triste pelo ar
      Historia que não tem era uma vez
      Ha uma historia triste pra contar
      Historia que começa com talvez
      Foi talvez falta de amor
      Que acabou

      Beijos para você, Pri.

  46. Ana Monteiro
    25 de maio de 2017

    Este conto é tudo menos “Mais uma História”. Só por isso fiquei zangada consigo. Muito bom! A zanga pelo desprezo que transmite ao título despertou em mim o instinto assassino e, desesperada por não encontrar falhas narrativas, procurei as outras: gramaticais, ortográficas, etc. Nada. Consegui descobrir 4 vírgulas que retiraria e a ausência de um acento grave em cima de um “a”. Vitória e frustração. Fim da brincadeira. Já percebeu a minha opinião. Li uma história muito bem contada, recheada de observações inteligentes e sensíveis, com um enredo envolvente e personagens verosímeis. Resumindo e parametrizando: Ortografia e gramática, ótimo; criatividade, excelente; adequação ao tema, total; emoção de cabo a rabo; enredo, muito bom. Digo, sem temer ser injusta para ninguém, que está entre os meus favoritos até ao momento. Parabéns!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Zanga comigo, não, Ana. Afinal, até tem uma Aninha na minha história.
      No meio de tantos contos, sei que esta será apenas mais uma história, mas ainda assim é a minha.

      Fico muito feliz por você ter se emocionado com as minhas palavras. Ainda tenho muito o que contar, viu?

      Se pudesse mandar um recado (com sotaque lusitano) para o meu Téo, seria mais ou menos assim:

      Haja O Que Houver
      Madredeus

      Haja o que houver
      Eu estou aqui
      Haja o que houver
      espero por ti

      Volta no vento ô meu amor
      Volta depressa por favor
      Há quanto tempo, já esqueci
      Porque fiquei, longe de ti
      Cada momento é pior
      Volta no vento por favor…

      Eu sei quem és
      pra mim
      Haja, o que houver
      espero por ti…

      Beijos do outro lado do oceano
      Blondie

  47. Ricardo Gnecco Falco
    24 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Não percebi erros.

    – CRIATIVIDADE
    Boa. Misturar diferentes temperos às vezes rende um bom molho. Morro X Asfalto, Pobreza material X Riqueza Poética, Lua X Javali, Inocência X Audácia, Juventude X Experiência, Desejo X Razão… Caldo X Sopa.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Tá tudo ali no texto: mala, trajes e, claro, javali.

    – EMOÇÃO
    Quase uma prosa poética. O conto começa trivial e termina numa encruzilhada, mostrando diferentes caminhos, diferentes vias de se ver e viver possibilidades, mesmo que impossíveis.

    – ENREDO
    Jovem patricinha de gênio forte e coração sedento resolve aventurar-se no desconhecido dos próprios sentimentos, seguindo trilhas dispostas pela sorte na corajosa busca pelo domínio e direcionamento de seu predestinado caminho.

    *************************************************

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Caro Ricardo, não consegui saber se você gostou ou não da minha história. Uma prosa poética, temperada com destino?

      Mais uma coisa, aquelas mulheres lá me chamavam de patricinha, mas acho que era tudo inveja da minha juventude, beleza e coragem de viver um amor sem margens. Só acho!

      Tempero na Batida (3030)
      Composição: Bruno Chelles / LK / Rod / Rodrigo Cartier

      Ela gosta do tempero dessas rimas, swing da batida
      Conhece a pureza e o veneno dessa vida
      Temperamento forte, ela tem sutileza ainda
      Pra lidar com o mal do mundo e ela não se contamina
      Tem jeito de obra prima, coração de gelo ela domina

      Abraço da patricinha, digo, da Blondie.

      • Ricardo Gnecco Falco
        3 de junho de 2017

        😉 “Eu prefiro ser… Essa metamorfose ambulante!” (Toca Rauuuuuullll!)

        ———

        Gostei… É claro que gostei, Blondie! 🙂

  48. Andreza Araujo
    22 de maio de 2017

    O início do conto, apesar de bem escrito, não me despertou o interesse imediato pela leitura. Pensei que seria apenas uma história sobre uma menina e seu animal de estimação, o que achei meio raso como premissa. Mas então o foco muda completamente, passa a ser uma história sobre Téo e a loira, e não mais sobre uma criança e seu porquinho.

    E mesmo carregado de simplicidade, foi emocionante! Continuei lendo com atenção para enxergar o final da história, que se descortinava, aos poucos, através de uma narrativa quase poética de tão bela.

    O final é triste, mas esperançoso, pois a narradora volta para o local onde eles se viram pela última vez, trazendo a ela as imagens dessa despedida, como se pudesse vê-lo outra vez ou esperar que ele retornasse. Imagino que ele tenha ido embora porque não queria se apegar a ela, sendo que já a amava. Fiquei com vontade de saber mais sobre a vida e os sentimentos desse homem misterioso, mas a graça do conto é exatamente esta.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Andreza. Se eu que sou eu ainda não sei quem Téo é de fato, que dirá você? O homem é um enigma, um mistério só e ainda não retornou para me contar tudo.

      Eu sei que tenho de esquecer, mas fica difícil, viu? Por isso sempre volto lá… Um dia, ele volta, não volta?

      Sei
      Nando Reis

      Sabe quando a gente tem vontade de contar
      A novidade de uma pessoa
      Quando o tempo passa rápido
      Quando você está ao lado dessa pessoa
      Quando dá vontade de ficar nos braços dela
      E nunca mais sair

      Sabe, quando a felicidade invade
      Quando pensa na imagem da pessoa
      Quando lembra que seus lábios encontraram
      Outros lábios de uma pessoa
      E o beijo esperado ainda está molhado
      E guardado ali
      Em sua boca
      Que se abre e sorri feliz
      Quando fala o nome daquela pessoa
      Quando quer beijar de novo, muito
      Os lábios desejados da sua pessoa
      Quando quer que acabe logo a viagem
      Que levou ela pra longe daqui

      Beijinhos da Blondie

  49. Mariana
    21 de maio de 2017

    E de uma imagem tão bruta surge um conto tão doce! Parabéns Blondie, escreveste uma linda história sem cair na pieguice dos romances e amores impossíveis. A menina Aninha é adorável e Téo exala dignidade. Não encontrei problemas gramaticais ou de concordância, a escrita desceu como um copo de leite morno. Certamente já é um dos meus favoritos por aqui, nota 10!

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Mari linda, tudo bem?
      Os brutos também amam, sabia? E meu Téo nem é assim um bruto, é rústico, mas é poeta também. E quem vai encontrar explicação para as coisas do amor?
      Um aviso de amiga – soube que por aqui, as pessoas têm implicância com a palavra “morno” nos comentários. Sei lá porque, mas melhor evitar, né?

      Às vezes, parece que ouço a voz do Téo, mas depois percebo que é só o vizinho cantando uma música do Nando Reis:

      Por Onde Andei

      Desculpe
      Estou um pouco atrasado
      Mas espero que ainda dê tempo
      De dizer que andei errado
      E eu entendo

      As suas queixas tão justificáveis
      E a falta que eu fiz nessa semana
      Coisas que pareceriam óbvias
      Até pra uma criança

      Por onde andei
      Enquanto você me procurava?
      Será que eu sei
      Que você é mesmo
      Tudo aquilo que me faltava?

      Beijos da Blondie.

  50. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá! Que lindeza, hein!!
    Tem frases maravilhosas ae, inspiração poética.. Gostei deste tom intimista, me identifico hehe
    Gostei dos personagens, ate a menina dona do porquinho foi bem ‘desenhada’, a gente consegue ‘vê-la’.
    Parabens pelo talento e por dar este papel coadjuvante ao nosso mascote javali, ele tava ficando meio exibido mesmo no protagonismo de tantos contos 🙂
    Abração.

    • Blondie
      2 de junho de 2017

      Oi, Kinda, posso te chamar assim?

      Pelo jeito, você foi a primeira a comentar aqui. A inspiração poética veio da vida, não de mim. O destino que teceu essa trama que só transformei em palavras.

      Aninha realmente é uma graça, mas guria levada como ela só.

      Já que você se identificou com o tom intimista, escolhi uma música para você:

      No Mais Íntimo Momento de Mim
      Catedral

      Minha fala é como o mar,
      Quem mergulha nela,
      Aprende a me ver dentro dela,
      Escrever na Areia,
      Contar Estrela,
      Significante pra mim.

      (…)

      E como a onda que rasga todo o mar,
      Me rasguei de tudo o que vivi,
      E no mais íntimo momento de mim,
      Encontrei todo amor,
      Dele vem o saber.

      Beijinhos da Blondie.

      • Anorkinda Neide
        5 de junho de 2017

        Show! Nao conhecia esta canção, amei… me identifiquei novamente com este intimismo… hahha valeu

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .