EntreContos

Literatura que desafia.

Frederik (Bentinho)

Fernando acordou numa cama de hospital. Sentia-se atordoado, mal se lembrava quem era naquele momento. Olhou para a direita e viu um leito vazio. À sua esquerda, estava uma grande janela com as cortinas abertas, deixando a luz daquela linda manhã preencher o ambiente. Ele passou um bom tempo quieto e imóvel, apenas movimentando a cabeça para os lados e observando o ambiente branco e frio à sua volta. Uma enfermeira, que havia percebido seu desperatar, correu para chamar o médico. Este veio imediatamente.

— Bom dia, Fernando. Como se sente? Sou o doutro Alessandro, neurologista que vem acompanhando o seu caso.

Fernando ainda não estava entendendo o que havia acontecido. Queria fazer perguntas, mas nem sabia o que dizer. Ao tentar se mover para dizer algo ao médico, percebeu que ambas as mãos estavam algemadas às grades da cama. Então, começou a se debater e gritar:

— Tira isso de mim! Me solta!

— Calma, Fernando. – disse o médico, tocando em seu ombro suvamente. – Vou pedir que soltem suas mãos, mas você precisa se acalmar.

Fernando continuou se debatendo, mas foi se acalmando aos pouco. Alessandro chamou um dos policias que fazia escolta do lado de fora da enfermaria para que soltasse os braços de seu paciente. Sem dizer nada, o policial soltou os pulsos do rapaz, mas ficou próximo, observando-o para que não tivesse qualquer reação violenta contra o médico, a enfermeira ou, mesmo, que tentasse fugir.

Mais calmo e com as mãos livres, o médico explicou seu estado de saúde:

— Você chegou a este hospital desidratado e com muitas escoriações. Havia um curativo em sua cabeça, alguns pontos. Realizamos vários exames e parece que você passou por uma cirurgia para retirada de projétil alojado em seu cérebro. Uma cirurgia muito delicada e de alto risco. Nossa equipe decidiu deixá-lo em coma induzido por algum tempo, até que que tivéssemos um melhor diagnóstico do seu estado de saúde e dos danos neurológicos que você sofreu.

Enquanto o médico falava, um agente da polícia civil entrou no quarto. Esperou o médico terminar de conversar com Fernado e depois sair. O rapaz olhou para aquele senhor um tanto baixo, vestindo calças e camiseta pretas, e também reparou na barriguinha levemente saliente daquele senhor de meia idade.

— Boa noite, meu jovem. Sou o agente Simão. Você ficará sob vigia vinte e quatro horas, até receber alta, então será encaminhado para a delegacia conosco.

Ao terminar sua fala, Simão algemou Fernando à sua cama, que não mostrou resistência, e saiu do quarto. Conversou com o policial que vigiava a entrada do e desceu.

Fernando estava se lembrando do ocorrido.

“Malditos! Me deixaram pra trás! Agora estão gastando tudo… e me deixaram aqui.”

Na televisão do quarto, o jovem via o noticiário:

— A polícia ainda está à procura dos dois assaltantes que levaram 20 milhões de reais de uma agência do Banco do Brasil, em Ribeirão Preto, São Paulo. O terceiro assaltante, baleado na troca de tiros, foi encontrado em um matagal, a 50 km de distância do local do assalto, próximo a Joboticabal. Estava com um ferimento na cabeça e está internado em estado de coma induzido.

Fernando começou a lembrar do assalto, da fuga, troca de tiros, uma forte pancada na fronte e depois se viu caído no meio do mato. “Me deixaram lá pra morrer e fugiram com toda a grana… desgraçados!” Seus pulso estava roxo de tanto se debater, tentando se soltar das algemas. O policial e dois enfermeiros entraram no quarto para imobilizá-lo. Foi necessário aplicar um sedativo para deixá-lo mais calmo. Fernando apagou e dormiu por muitas horas.

 

— Vai pra casa, Simão. A tua mulher deve tá te esperando, cara. – disse o investigador Seixas, colega de profissão e amigo de longa data.

— Quero me certificar que esse marginal não irá escapar. – disse Simão, enquanto enchia mais uma caneca com café. – Eita, cafezinho margoso. – disse, fazendo uma careta.

— Ele só terá alta semana que vem, disse o investigador. A equipe médica quer realizar mais alguns exames. Parece que era para ele estar morto.

— Como assim? – perguntou Simão, antes de sorver outro gole de café e contrair o rosto ao sentir o amargor da bebida.

— Durante a troca de tiros,  Fernando foi atingido na cabeça, dentro do carro. Seus comparsas pensaram que ele estava morto e o jogaram em um matagal, ao atingirem certa distância da viatura policial. – tomou um gole de café e continuou. – Ele foi encontrado somente na tarde do dia seguinte por um anadarilho, que seguia viagem pelo acostamento. Estava inconsciente e com um curativo na testa. Os médicos não acreditam como ele pode ter sobrevivido a um tiro nessa região da cabeça e ter sobrevivido sem nenhuma sequela aparente. Eles não encontraram o projétil, isso quer dizer que ele foi operado.

— Não estou entendendo… alguém o tirou do mato para operá-lo e depois o deixou lá novamente. Por que alguém faria isso? – Simão olhava atentamente para Seixas, aguardando respostas.

— É possível que alguém o tenha operado naquele mesmo local e tenha ido embora logo após. – Seixas baixou o tom de voz e continuou. — Quem fez isso, domina uma técnica muito avançada.

— Por que não o tirou de lá de uma vez? Isso é muito estranho. – Simão havia esquecido o cansaço e queria saber mais sobre o caso.

Seixas olhou para os lados, viu algumas pessoas na recepção. Chamou o amigo para um canto vazio, pois queria continuar a conversa com mais descrição.

— Os médicos estão intrigados, pois durante a tomografia, eles identificaram algo implantado em seu cérebro. É um objeto com menos de 1 cm de diâmetro e que talvez tenha algo de metal em sua composição, mas não o suficiente para prejudicar o funcionamento da máquina, segundo o doutor Alessandro. – disse Seixas, tomando mais um gole de café.

— Ops! – Simão deixou sua caneca cair no chão, pois havia se esquecido de que a havia deixado sobre o braço do sofá.

 

Fernando estava deitado sobre o mato e sua cabeça sangrava. Doía muito e tudo rodava ao seu redor. Sua visão estava turva por causa do líquido grosso e quente que escorria de sua testa. Ele Tentou ficar em pé, mas a forte tontura não permitia, então ele sentou. Viu um homem se aproximando. Ele não estava só; trazia em sua mão esquerda um enorme animal puxado por uma curta e elegante guia. Fernando reconheceu ser um javali, um belo e imponete animal. O homem era alto, vestia um longo sobretudo marrom, cobria sua cabeça com um tipo de capuz e usava algo parecido com óculos de aviador. Em sua mão direita, carregava uma grande mala, feita em couro e de aparência antiga. Fernando não era muito instruído, tendo apenas completado o Ensino Médio, então não compreendia bem que tipo era aquilo à sua frente. Só sabia que aquele homem não era seu conterrâneo, pois era muito excêntrico.

O homem nada falou, mas com gestos fez Fernado se deitar. Ficou de costas e abriu sua mala, não deixando o rapaz visualizar seu conteúdo. O javali estava quieto, sentado, apenas observando ser suposto “dono”. O homem virou-se para Fernando e em sua mão tinha um serrote curvo que ele usou para serrar o topo de sua cabeça.

— Não! – acordou Fernando, ainda algemado, com os pulsos enfaixados.

Seu grito parece não ter sido alto o suficiente para chamar a atenção do policial que estava do lado de fora, conversando. Era uma voz feminina.

Apesar da escuridão no quarto, cortinas fechadas e apenas as luzes do equipamento de monitoramento de seus sinais vitais, Fernando percebeu que sua visão estava excepcionalmente perfeita. Ela podia enxergar com detalhes qualquer coisa dentro da enfermaria. Num movimento mais forte com o braço, a corrente da algema direita quebrou. Ele estranhou, mas tentou com o braço esquerdo, acontecendo a mesma coisa. Sentia-se muito bem, revigorado, sem dores. “Que barulho é esse?” Um andar estranho vinha do outro lado do corredor e se aproximava de sua porta. Fernando viu um javali passar do lado de fora, seguindo para o outro extremo daquele andar. Ele saiu imediatamente do quarto, se esquecendo do polcial que fazia a vigília.

— Ei, parado. – disse o policial, apontando a arma ao meliante.

Fernando tocou no braço do policial, que chegou a apertar o gatilho, mas a arma não funcionou. Uma descarga elétrica saiu do corpo do fugitivo e percorreu pelo corpo do policial, o matando naquele momento. Após matar o policial, o jovem viu o javali entrando no elevador e andou um pouco mais rápido em sua direção, até encontrar um elevador e descer. Câmeras de segurança flagraram a fuga de Fernando e guardas do hospitais foram atrás dele.

Ao chegar no estacionamento, no subsolo, Fernando deu de cara com dois seguranças do hospital, armados apenas com cassetetes. Ele tocou nos homens e os matou imediatamente. Viu  o javali à sua frente e foi atrás do animal, que voltou a correr dele. Fernando, estava indo atrás de algo que não saía de sua mente, com uma caminho bem definido. Resolveu roubar um carro, quebrando os vidros de um modelo esportivo. Tocou no lugar da chave e deu ignição. Estava saindo quando ouviu alguém gritar atrás de si:

— Mãos ao alto, pare esse veículo imediatamente! Você não conseguirá sair, a saída está bloqueada com outros carros. – disse o agente Simão.

Fernando desceu do carro e foi em direção ao policial, que atirou, mas sua arma não funcionou. Simão deu um soco no rosto do criminoso, que caiu batendo a nuca num veículo estacionado. Logo ele se levantou, como se nada tivesse acontecido. Sua mão direita brilhava, ele sentia uma grande energia queimando e ele estava segurando mais um pouco, antes de descarregar tudo em cima daquele maldito policial. Simão não estava acreditando no que via, apenas observava estático. E sua arma ainda não funcionava.

Então, alguma coisa deu errado para Fernando, que não conseguia libertar aquela energia. Ele sentiu um calor insuportável e percebeu que seu braço estava derretendo, entrando em desespero. Toda aquela energia estava consumindo seu corpo, até que ele queimou, queimou se sumiu, deixando apenas marcas pretas no chão.
— Simão! Onde você está? – gritou Seixas.

— Estou aqui, ainda vivo. – disse o velho policial.

— Cadê o criminoso? – perguntou, olhando para todos os lados.

— Se eu te contar, não vai acreditar, então depois você olha no monitor. Vou pra casa agora, chega de trabalho por hoje.

— Espera aí, vai ter que fazer um relatório primeiro.

— Ta certo…

 

Num canto do estacionamento, sem ser percebido pelos policiais e num ponto cego para as câmeras de segurança, um homem alto, encapuzado, comentou, olhando para o javali ao se lado:

— Você tinha toda razão, Frederik. Ele não foi a nossa melhor escolha.

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10 comentários em “Frederik (Bentinho)

  1. Evandro Furtado
    24 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Fantasia, quase super-herói. É um gênero perigoso que facilmente pode se tornar piegas. Quando você insere esse experimento subentendido a coisa se complica porque você não tem espaço para explicar as coisas mais profundamente.

    C: Apesar de não deixar, exatamente, pontas soltas, o conto não consegue apresentar uma trama interessante o suficiente. Os personagens não são muito bem desenvolvidos e suas motivações mal explicadas.

    F: Há alguns problemas com a revisão em um número um pouco maior que o aceitável, a ponto de atrapahar a leitura em alguns momentos. Os diálogos até são consistentes, mas formuláicos demais.

  2. angst447
    24 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto é bastante enigmático. Quem seria Frederik? Bom é que não entrega nada do enredo.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso. Descreveu direitinho a imagem do homem com o seu javali. E não achei a inserção forçada desta vez.
    Mas, amiguinho(a), o que falar da sua revisão? Só vou citar alguns deslizes, para não ficar bancando a professora neurótica:
    seu desperatar > seu despertar
    aos pouco > aos poucos
    Mais calmo e com as mãos livres, o médico explicou > aqui parece que era o médico quem estava com as mãos presas.
    Fernado > Fernando
    Há muitos erros, acredito que por falta de tempo e paciência (sim, revisar o próprio texto é chato mesmo, mas necessário). Se quiser, depois elenco as demais falhas.
    Quanto ao enredo, fiquei satisfeita. É uma trama voltada para o público jovem, com um toque de ficção científica, suspense, ação. Considero que o autor ousou e deixou-se levar pelas ideias “fora da caixa” que lhe vinham.
    Se não fosse pelo grande números de falhas na revisão, eu diria que o ritmo é bom e que a leitura flui fácil. O que atrapalhou mesmo foi a rede de erros que me fizeram parar para suspirar. De resto, gostei de como trabalhou o tema.
    Boa sorte!

  3. Marco Aurélio Saraiva
    24 de maio de 2017

    Um bom início, mas um final meio galhofa. O mistério foi revelado como algo paranormal, meio alienígena, mas que não levou a nada. Gostei do suspense, mas não da conclusão.

    ===TRAMA===

    O início fisga, o mistério desperta a curiosidade, mas o desenrolar foi fraco. Parece o prólogo de um longo filme de ação, onde o homem de óculos de aviador seria o vilão. Não há explicação para o javali, mas também, ninguém disse que deveria ter, rs.

    De qualquer forma, foi uma trama com muito potencial mal utilizado.

    ===TÉCNICA===

    Bastante falha. Encontrei inúmeros erros de digitação espalhados pelo texto, muitas repetições de palavras, e algumas inconsistências com o estilo dos diálogos (às vezes você usa o travessão para separar a ação do personagem da sua fala, mas às vezes usa a vírgula com o mesmo propósito).

    A escrita tem certo brilho em alguns momentos mais inspirados, com algumas descrições de cenário ou de situação muito boas… mas outras descrições são muito falhas e confusas, como se você estivesse apressado(a) para terminar de escrever. A cena abaixo, por exemplo, foi muito estranha de ler:

    “Ele sentiu um calor insuportável e percebeu que seu braço estava derretendo, entrando em desespero. Toda aquela energia estava consumindo seu corpo, até que ele queimou, queimou se sumiu, deixando apenas marcas pretas no chão.”

    Ela deveria ser o ápice do conto, mas foi escrita em 3 linhas com significado confuso.

    ===SALDO===

    Negativo. O texto precisa de uma revisão, e também de um pouco mais de amor na escolha das palavras. Quanto a trama, é algo muito pessoal para opinar. Tudo o que posso dizer é que o final, do jeito que está, soou anticlimático. Eu preferia o suspense.

  4. Gustavo Castro Araujo
    24 de maio de 2017

    Uma trama infanto-juvenil que pode agradar aqueles que privilegiam a ação rápida em detrimento de mergulhos psicológicos. Um homem pratica um assalto e, ferido mortalmente, é operado por um sujeito misterioso. Quando desperta está com uma força descomunal e, demonstrando ser uma má pessoa, é literalmente torrado por aquele que o salvou. É uma ideia simpática, mas devo dizer que se mantém em estado bruto. Tudo acontece muito rápido e sem direito a digressões. Os diálogos são extremamente teatrais e forçados – especialmente entre os policiais -, de modo que tiram a naturalidade da trama. No entanto, percebe-se que o autor tem potencial, pois há boas passagens, reveladas nos detalhes aparentemente insignificantes – estes sim, conferindo verossimilhança à história. Minha sugestão é que continue praticando, escrevendo e lendo, pois estou certo de que em breve estará ousando mais.

  5. Sick Mind
    23 de maio de 2017

    Fernando ficou sob coma induzido e despertou a todo vapor? Já estava achando essa história estranha, até que finalmente os fatos nos revelam o que aconteceu com o personagem. Se o despertar de seus poderes tivesse sido melhor conduzido e o final resultasse em algo mais criativo, seria um conto interessantíssimo, mas ficou apenas como uma surpresa agradável. Essa história poderia ser perfeitamente adequada para um roteiro de quadrinhos, principalmente pelos elementos fantásticos (poderes e o homem com o javali). Uma revisão gramatical também cairia bem, pois empacou um pouco a leitura. Ribeirão preto e Jaboticabal são cidades próximas a minha, mas acho que perdi a edição do jornal que exibiu essa reportagem, hehe!

  6. Olá, Bentinho,
    Tudo bem?
    Você criou um conto meio ficção científica, si-fi, meio policial. Uma narrativa com fluência e até divertida. Porém, talvez (provavelmente) seja sua primeira vez por aqui, e você se esqueceu de algo importante. O Desafio se trata de um certame entre escritores e todos, obviamente, escrevem por aqui para ganhar, mostrar seus trabalhos, talentos, ouvir críticas de pessoas que entendem um pouco mais do assunto. Literatura, gramática. Então, é sempre uma ótima ideia revisar seu projeto antes de enviar para o concurso. Um texto bem revisadinho já é meio caminho andado por aqui.
    Sobre a história, como já disse, é divertida, embora eu ache que o Javali surja na trama meio que “do nada”, como um “Deus Ex Machina” para salvar a pele do autor. De qualquer forma, o homem com a mala e seu bicho estão lá, representando o desafio e abduzindo talvez o personagem, tentando transformá-lo em uma máquina para acabar com o universo, talvez um espião… O motivo para a operação do cérebro do personagem principal ficou aberto, mas isso é até interessante.
    Seu conto, certamente, daria “pano” para uma narrativa mais longa. As cenas de ação são muito bem descritas e criadas.
    Parabéns por escrever.
    Boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  7. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Vou apontar aqui alguns dos vários trechos encontrados durante a leitura que, devido à falta de uma revisão um pouco mais calma/apurada, atrapalharam um pouco o fluir pela história. Tudo, é claro, visando ajudar o/a escritor/a a percebê-los e identifica-los em seu texto, com o intuito — sempre — de ajudar na melhoria de sua escrita. Vamos aos trechos com erros identificados: “Conversou com o policial que vigiava a entrada do e desceu.” , “Seus pulso estava roxo…” , “Ele foi encontrado somente na tarde do dia seguinte por um anadarilho…” , “Chamou o amigo para um canto vazio, pois queria continuar a conversa com mais descrição.” (o correto é discrição) , “apenas observando ser suposto “dono”…” , “…o jovem viu o javali entrando no elevador e andou um pouco mais rápido em sua direção, até encontrar um elevador…” (repetição de ELEVADOR) , “a fuga de Fernando e guardas do hospitais foram atrás dele…” , “Fernando, estava indo atrás de algo…” (não se separa sujeito do verbo) , “…até que ele queimou, queimou se sumiu, deixando…” , entre outros.

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa! Legal a ideia e o tom de mistério dado ao personagem de capa, que parece ser possuidor de algum tipo de poder sobrenatural.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Tem javali, trajes e a mala da foto-tema.

    – EMOÇÃO
    História repleta de emoção/tensão. O leitor sente-se na pele de Fernando e até entristece-se ao final, com seu transformar-se em “chamusco”…

    – ENREDO
    Bom enredo. Tem começo, meio e fim bem delineados e, não fosse uma revisão de texto defeituosa e uma aparente pressa para atingir o desfecho da trama, a história estaria bem redondinha. Gostei da sacada de criar um ser misterioso e com poderes sobrenaturais para o protagonista da foto-tema (será um extraterrestre?) e do clima de mistério-policial dada à história. Parabéns! Depois, você pode pensar em dar algumas ajustadas no que ficou falho/apressado e, livre dos limites impostos pelo Desafio, reescrever esta história. Vai ficar bem legal! 😉

    *************************************************

  8. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Bem… A ideia deste conto é bem fraca, os acontecimentos não convencem e, mais uma vez, tenho que dizer que ficou totalmente deslocada a figura do homem e do javali. Homem e animal surgem do nada e “operam” o indivíduo para não se sabe que propósito. Torná-lo uma máquina mortífera?

    Afora uns erros aqui e ali de pontuação e ortográficos, nada que comprometa o conto. O que comprometeu foi a ideia em si, para mim o conto não cumpriu com sua função primordial, que é entreter, independente do estilo.

    Porém, não sei se tem necessidade em mencionar, mas não quero desrespeitar o seu trabalho. Só uma opinião.

    Parabéns!

  9. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Bentinho,
    Gramática – Tem uns erros. Faltou uma olhadinha mais apurada, quem sabe ler em voz alta. Mas no geral está ok. Gostei de como fez as descrições, apesar de algumas não serem necessárias.
    Criatividade – Um conto de ficção científica! Logo que li sobre a retirada da bala, já me animei porque me pareceu ser algo avançado, de tecnologia desconhecida. Então, na metade, Fernando é o homem-elétrico, ou algo parecido, e no final, veio a confirmação. Estava lendo mesmo uma jornada de cientistas desconhecidos à procura do homem perfeito para o mecanismo, ou seja lá como o chamarão, inventado por eles.
    Adequação ao tema proposto – Não considerei muito boa a descrição do sujeito que encontra o protagonista no matagal. Pareceu mecânica demais. Forçada. Mas ok. A imagem está aí, no conto.
    Emoção – Depois de ler o final, fiquei pensando se, lá pelas tantas, não teria sido melhor um final feliz. Porque, cheguei a me perguntar o que queriam de Fernando. Queriam que ele tivesse controle sobre seus ‘poderes’? Estavam à procura de alguém mais forte e capaz de suportar a mudança dentro dele? Ficaram essas dúvidas.
    Enredo – Está de acordo. Não tem muito que dizer do enredo. Ele é coerente e possível dentro de seu gênero. Gostei do que li, mas não despertou em mim, nada muito extasiante e o final, nas falas dos policiais, me decepcionou um pouco. Esperava um diálogo diferente, talvez.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  10. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1.Tema: Adequado.

    2. Criatividade: Muito boa. Sujeito é abandonado ferido a bala pelos comparsas após roubo, é operado por um desconhecido com javali, sendo que a operação lhe deu poderes estranhos.

    3. Enredo: As partes se conectam, embora a primeira fase esteja um pouco lenta. O texto melhora a partir da conversa dos investigadores, mesmo assim, nota-se certo manquitolar no conto, como se algo não estivesse bem.

    4. A terceira parte, da fuga, é bem descrita e o final com o observador e seu animal ficou bastante bom.

    4. Escrita: Uma revisão corrigiria palavras como “desperatar” e “doutro”, nada grave.

    A questão é o estilo, muita coisa “contada” ao modelo aconteceu isso e aquilo, assim e assim …

    5. Impacto: Médio.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.