EntreContos

Literatura que desafia.

Doação (Ivo Monteiro)

— Ôxe….o que raios é isso? — não podia acreditar no que via!

Há dez minutos comemorava porque achava que tinha pego um peixe dos grandes! Em poucos dias seria o aniversário do meu filho, precisava de um presente legal para o moleque e aquela pescada parecia uma grande oportunidade!

Meus braços estavam cansados, estava esgotado.

O céu estava lindo, parecia brindar a minha vitória: cada estrela naquele grande manto negro era um pontinho festejando minha glória!

Há dez minutos, gritava ensandecido pelo gosto do sucesso:

— Você, vai se cansar, vai parar de se debater Sr. Peixe, sabe porquê? Sabe? Porque sou o rei desse marzão! —a solidão do mar, às vezes, faz o marujo jogar xadrez com a própria sombra.

Quanto mais puxava, mais o Peixão se debatia, era uma luta de guerreiros! Não aguentava mais puxar aquela linha, mas, quando meu arqui-inimigo saiu da água, só não esfreguei os olhos para não perder a linha, era pura insanidade: uma sereia.

Por uns instantes fiquei na duvidando se era real ou a minha senilidade batendo mais cedo na porta da minha consciência, mas quando mais uma vez ela, com sua cauda dourada e cabelos negros, saiu da água novamente, tive uma certeza:

— Vish….isso aí é manifestação do oculto, vou-me embora! —joguei a vara no mar, peguei o remo e fui em direção à areia:

Todavia, ouvi um barulho de algo sendo preso no meu barco, era o meu anzol:

— Meu querido, não se assuste — dizia a sereia com um tom quase angelical em sua voz — desculpa aparecer assim, meu nome é Iara. Aguardávamos ansiosamente a sua visita, mensageiro.

— Mensageiro? Minha dona, sei não do que cê tá falando! Além de achar uma mãe d’água no meio do nada, ainda acho uma com um papo muito estranho.

— Você é ta, ta, ta, ta, enfim, vários tas, neto do Deus dos Ventos, também conhecido como Polo. Seu ancestral era um importante mensageiro de Tupã e, nesses tempos de crise, nós realmente precisamos de você! Por favor, preciso que venha comigo! — dizia com um ar mais desesperado.

— Olha, Sra. Iara, não sei nada sobre esse parentesco aí não. O que eu sei é que minha mãe sempre me disse para jamais acompanhar estranhos e, pelo pouco que sei, sua fama com homens não é muito boa! Tenho esposa e filhos, sou um marido fiel! —disse isso pensando o quando não queria morrer naquela noite.

— Em primeiro lugar, é Srta. Em segundo lugar, não seja bobo, se quisesse fazer algo contra você, já estaria cego! O problema é, preciso de você! Você é importante! Em terceiro lugar, meus feitiços não atingem semideuses!

— Semideus? —dizia com todo o espanto do mundo.

— Sim, queridinho! Você é um semideus! Seu tataravó Polo se envolveu com uma índia muito linda e corajosa, foi daí que surgiu a linhagem da sua família. Foi uma das maiores fofocas do século XV!

Sem esperar qualquer resposta, a mãe d’água soprou no ar e uma bolha gigante envolveu meu barco. De repente, ela puxou a minha vara de pescar e começou a guiar pelo mar adentro.

Um prejereba passa na minha frente indiferente à situação, mas sinto uma risada de sarcasmo vinda da caranha. Sempre adorei o mar por causa do seu jeito misterioso, mas nunca pensei que seria literalmente engolido pelo mar.

Ela batia sua calda com rapidez, disse que precisava de mim e, pela sua pressa, via que a situação era realmente grave.

Em poucos segundos estávamos em um lugar onde estava escrito em letras garrafais: Centro de Tratamento Psicológico/Psiquiátrico. A sereia estacionou a minha bolha e logo entramos no local.

Agora não possuía mais sua cauda, tinha se transformado em mulher, uma bela mulher!

Iara cochicha algo que não consigo ouvir para a enfermeira do tal hospital e logo ela disponibiliza aos meus cuidados, lápis e papel:

— Sr., Sr., preciso que relate tudo o que vir aqui, é muito importante que este conteúdo seja divulgado — disse em tom de seriedade.

— Sim, Sra., pode deixar, vou tomar todo cuidado para fazer todas as anotações! —não sabia do que se tratava, mas pelo tom utilizado pela enfermeira, vi a importância de transcrever o conteúdo com precisão.

Passamos por inúmeras salinhas naquele lugar branco e impecavelmente limpo, todavia, noto que a enfermeira me deixou no salão principal do lugar, no qual encontravam-se inúmeras pessoas no recinto:

— Por favor, sente-se aqui e faça todas as anotações dos pacientes! —rapidamente, sentei.

Quando pensava que minha noite não podia ser mais estranha, vi que toda a dúvida poderia se transformar em uma certeza. Ao meu redor estavam: o Saci-Pererê, a Mula Sem Cabeça, Negrinho do Pastoreio, um homem muito bonito (por isso imaginei que era o Boto), a Caipora, a Sra. Pisadeira, o Curupira e o Corpo-Seco.

A enfermeira sentou em uma cadeira na qual era possível a visualização por todos na roda.

— Olá, bom dia, hoje temos um convidado para assistir nossa sessão. É o ta, ta, taraneto do Polo, o mensageiro de Tupã, tenho certeza que ele será uma solução para nossos problemas — diz com um ar de esperança.

— Espero mesmo, nunca mais amarrei uma crina de cavalo ou derramei sal na cozinha de alguém! —disse o Saci revoltado.

— Esta crise está acabando conosco Sr. Mensageiro, olha a minha mão como está, olhe meus nervos! — Caipora tremia a mão, como se estivesse com medo.

— Gente, gente, calma, sobre o quê devo escrever? —não estava entendendo nada, não estava a par da situação.

— Boto, você que fala melhor, explica pra ele! — falou o Curupira.

O Boto pegou os óculos que se encontravam ao lado da sua cadeira, pigarreou e começou a fazer um discurso com grande eloquência:

— Sr. Mensageiro, precisamos da sua ajuda! Acontece que, com o passar dos anos, ninguém mais acredita na gente. As pessoas preferem ir ao cinema ou na livraria e comprar histórias americanas do que brasileiras! Só ouvimos coisas sobre bruxos, elfos, varinhas, mas e nós?  Estamos esquecidos, ostracismo, puro ostracismo! Ninguém se importa com a nossa cultura! Estamos definhando, morrendo aos poucos! —com pesar, coloca as mãos no ombro do Corpo-Seco.

— Você acha que o desmatamento de nossa floresta está acontecendo porquê, Sr. Mensageiro? Ninguém acredita mais na Caipora e no Curupira, não há ninguém para proteger a floresta! Os valores sobre a importância e respeito a floresta não estão sendo passados de geração para geração! —disse revoltado o Corpo-Seco.

— É, nos meus tempos de moça, brasileiro gostava de ser brasileiro! Agora parece tudo tão americanizado, perdemos nossa identidade — com o peso da sabedoria, a Sra. Pisadeira constatava a nossa realidade.

— Estamos deprimidos Sr. Mensageiro, por isso estamos nesta clínica de reabilitação. Precisamos que o Sr. escreva nossas reclamações e leve para as pessoas, pois aos poucos estamos sumindo do imaginário brasileiro — Boto completa a frase extasiado.

— Eu preciso de sangue, preciso de sangue, tô com fome — ruge Corpo-Seco.

— Fica quieto, para de falar besteira! —repreende a Sra. Pisadeira.

— Ai, essa situação tá acabando comigo, preciso dos meus remédios! —diz a Caipora.

Repentinamente, entra na sala o Sr. Lobisomem também reclamando:

— Aaaa…o Sr. que é o Mensageiro? Viu só a nossa situação? Veja meu caso, que coisa triste!  Hoje é lua cheia, antigamente, iria fazer a festa! Agora? Se saio na rua e começo a uivar, as menininhas correm apaixonadas ao meu redor! Estes filmes e séries estão acabando com a gente, não tenho mais identidade! Agora, aqui na clínica, construíram uma lua artificial para ajudar um pouco na minha situação, estou com esgotamento nervoso! — falava o lobisomem de forma raivosa.

— Calma, Lobs, o Sr. Mensageiro irá ajudar a todos — fala calmamente a enfermeira — por favor, agora é a hora de tomar os remédios e ir pra cama.

Um a um, todos pegaram os medicamentos que Iara trazia na bandeja e foram para seus quartos:

— Tá vendo só, Mensageiro, como não podia matar você? Dava pra sentir o seu cheiro de medo de longe, espero que tenha escrito o suficiente para ajudar os pacientes da clínica. A vida deles está em suas mãos! O único tratamento que achamos para a cura deles é alertar acerca do perigo da descaracterização da nossa cultura, estamos morrendo! Todos nós! — disse Iara.

— Não imaginava que a situação era tão grave! — até então, eu também duvidava da existência das criaturas místicas do nosso folclore.

— Mas é, antigamente, nossas histórias eram contatadas em volta da fogueira ou da mesa, era motivo de reunião de família! Agora, cada um vai para o seu quarto ou pega o livro e, como se o outro não existisse na mesma casa, segue com a sua vida. Está tudo de pernas para o ar! E ainda dizem que estamos na era moderna! — Iara estava com um ar de indignação. — Agora vamos, Sr. Mensageiro, o senhor tem muito trabalho a fazer!

Acordei no outro dia com o barco virado de cabeça para baixo, na beira da praia,  apenas com o bloquinho com as anotações de todas as reclamações. Não lembro como voltei para a superfície.

Contei para todos os meus amigos sobre tudo que testemunhei, mas todos riram da minha cara e diziam a mesma coisa: é uma velha história de pescador!. E pediam para contar de novo apenas para rir.

Como tatatata…neto de Polo, todas as noites, junto com o javali do Curupira, fico incumbido de caçar os sonhadores brasileiros para passar os conhecimentos da mala que está na minha mão e não deixar a cultura morrer.

Mas, minha tarefa tem ficado cada vez mais difícil, pois, um Mickey tem muito mais valor que a nossa Emília.

Bom, agora estou eu, aqui, caro leitor, transcrevendo toda a minha estranha experiência na esperança de que você ajude a salvar a cultura brasileira.

Doe um pouco do seu tempo para conhecer a história, os escritores e as artes do nosso país.

A cultura é o elo de uma nação, não deixe nossa identidade morrer, seja brasileiro!

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16 comentários em “Doação (Ivo Monteiro)

  1. Jowilton Amaral da Costa
    25 de maio de 2017

    : Pô, eu não gostei, desculpe. Achei a narrativa de mediana para fraca e o enredo ruim. Tem alguns problemas de tempos verbais no decorrer da narração. Foi um manifesto disfarçado de conto. O manifesto é interessante, o conto passa longe disso. Boa sorte.

  2. Luis Guilherme
    24 de maio de 2017

    Ola, amigo, td bem?

    Peço desculpas antecipadas pelas prováveis falhas na escrita. Escrevo muito mal no cel.

    Vamos lá: primeiro, achei que a utilizaçao do tema ficou muito abaixo do esperado. Você contou uma história toda que já tinha na cabeça, e no fim só colocou a força o javali e a mala.

    Isso atrapalha um pouco, pois é de se esperar que haja o mínimo de adequação do tema.

    Alem disso, sendo sincero nao me envolvi com a história. Achei um pouco bobo o acontecimento todo, não me cativou.

    Por outro lado, achei criativa a forma como transmitiu uma mensagem importante. Gosto desse tipo de intertextualidade, quando o autor conversa com o leitor e transmite algo.

    Por fim, acho que o texto vários problemas de revisão, algo que vale a pena tomar cuidado.

    Boa sorte e parabéns pelo trabalho!

  3. Priscila Pereira
    24 de maio de 2017

    Oi Ivo, você errou de desafio, não foi? Chegou um pouco tarde… kkk
    Brincadeiras de lado, seu texto é bem imaginativo, claramente panfletário, passa até um sermão importante, mas não é muito eficiente por conta dos erros e pela obviedade de ser um texto panfletário. Seu sermão podia ser muito mais sutil… sobre os erros, sugiro que leia o texto em voz alta, com certeza poderá achá-los e corrigi-los. Boa sorte!!!

  4. Neusa Maria Fontolan
    24 de maio de 2017

    Olha só? Uma defensora (acho que é autora, se for autor peço desculpas) do folclore Brasileiro. Eu Também fico triste vendo o folclore se apagar, não gosto desta situação, mas nem por isso deixo de adquirir livros estrangeiros, que eu amo. A culpa deve ser minha mesmo, talvez eu não conheça muitos autores nacionais que possam superar isso.
    Muito válida a sua luta, continue.
    Gostei do conto
    Um abraço.

  5. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    A história é criativa e surpreendente – admito que, até o final, estava realmente achando que o escritor havia submetido o texto do desafio anterior por engano kkkk.

    Alguns pontos: ao longo de todo o texto, a narração se alterna entre presente e passado. Alguns erros gramaticais também acabaram prejudicando.

    Entendo o ponto do escritor em relação ao resgate da cultura nacional e acho isso louvável; mas o tom didático e instrutivo das últimas frases não combina com um conto. O enredo estava mais atraente quando o humor era o foco.

    Boa sorte!

  6. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Ivo Monteiro,
    Gramática – Precisa de uma revisão. Não percebi nada de muito exagerado.
    Criatividade – Gostei da mensagem no final, mas talvez ela não tenha caído tão bem. Não sei precisar. Quem sabe se ela estivesse inserida em um diálogo, ou se a ação pudesse falar de forma diferente. A questão da valorização da cultura nacional não vai ser resolvida se deixarmos de lado os bens culturais internacionais. Existe todo um processo de depreciação da cultura brasileira e ele vem de muito longe. Já faz anos que isso acontece. Existe uma trama complexa e ficaríamos discutindo os aspectos durante muito tempo. O fato se dá aqui mesmo, nesse desafio. Li um comentário que me deixou pensando quando afirma que o desafio do folclore já aconteceu. Ora! A mitologia brasileira, o folclore, pode e deve ser usada em qualquer desafio. Não é preciso que haja um desafio específico para usar o que temos. O desconhecimento da nossa cultura é o ponto de afastamento. Só gostamos, só eliminamos preconceitos, quando conhecemos. O conhecimento nos aproxima do que é nossa identidade, nossa referência de mundo. Quando fazemos relações, quando discutimos, quando comparamos sem desmerecer, é quando também crescemos e enaltecemos nossa cultura. E confesso que estou bem decepcionada com o que leio ultimamente. Mas tenho muita fé que, um após outro, escritores começarão a dar mais presença às coisas brasileiras. Na medida do possível também, porque depende das ideias que temos, daquilo que conseguimos fazer. E, por favor, leve isso como uma opinião. Posso estar errada.
    Adequação ao tema proposto – Eu vou dizer que está ok.
    Emoção – Talvez porque a escrita não está muito bem, a emoção que eu deveria supostamente sentir, não vingou.
    Enredo – Começo, meio e fim, ok.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  7. Elisa Ribeiro
    23 de maio de 2017

    Olá Autor! Você retomou o tema do desafio anterior. Também acho a cultura popular brasileira muito rica e lamento que ele tenha sido e continue sendo tão pouco explorado pela nossa literatura, cinema, etc. Vamos ao conto. Gostei da sua história. A narrativa é muito agradável, com destaque para os diálogos que você construiu muito bem. Preferia que você tivesse encerrado o conto ao final do parágrafo iniciado por “Como tatata…neto…”. As explicações do narrador no final apagaram um pouco o brilho da sua mensagem. Boa sorte! Abraço.

  8. Leo Jardim
    23 de maio de 2017

    Doação (Ivo Monteiro)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é um texto-apelo pela valorização da cultura nacional. Creio que é uma luta infelizmente perdida, mas que ainda vale a pena lutar. A trama passa pelo comum em casos de contato com fantástico: o protagonista é escolhido por um parentesco com alguém importante e vive uma aventura improvável (citando exemplos que o conto tenta combater: Harry Potter, Percy Jackson, entre outros).

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): achei um pouco crua e imatura, com uns errinhos que incomodam. Destaco esses:

    ▪ Por uns instantes fiquei *na* duvidando (sobrou uma palavra na revisão)

    ▪ Um prejereba *passa* na minha frente (até aqui o texto estava no passado e essa variação daqui pra frente ocorre por todo o texto; escolha um tempo verbal e se mantenha sempre nele)

    ▪ Estamos deprimidos *vírgula* Sr. Mensageiro (alguns outros problemas de pontuação, sendo esse o que mais me incomodou)

    Mas o autor é inventivo e com mais treino e atenção, tem futuro.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): pelos argumentos que já citei, não achei o texto muito criativo.

    🎯 Tema (⭐▫): este conto estaria 100% adequado ao desafio anterior (folclore brasileiro), mas nesse a inserção do javali e da imagem ficou um tanto forçada.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): apesar da boa reflexão do fim, o texto não me empolgou muito.

  9. Mariana
    22 de maio de 2017

    O conto é divertido, me lembrou bastante o bom humor de Macunaíma. Quanto a imagem, ela está escondida no conto e tive que cavar para encontrar a referência. Gostei, mas está didático e panfletário demais. A mensagem é bastante urgente no cenário atual que vivemos, mas o leitor é esperto para captar a ideia por si só. Parabéns ao autor.

    • Ivo Monteiro
      22 de maio de 2017

      Oi Mariana, tudo bem?

      Bom, primeiramente obrigado por comparar meu conto ao do Macunaíma.

      Senti honrado.

      Então, minha ideia foi tentar deixar toda a imagem do desafio por último, pois acreditei que iriam ler a história até o final para achar a relação com a imagem. Talvez, um pouco de insegurança de principiante.

      Não quis subestimar o leitor, foi mais uma questão de desabafo mesmo.Nós temos uma cultura tão legal, tão rica, mas poucas pessoas dão o devido valor. O que me deixa muito triste.

      Obrigado por ler meu conto, fico feliz pela crítica. Ajudou bastante!

  10. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Gostei do conto, mas realmente não se enquadra em nada com a proposta do desafio. Mesmo assim, está bem escrito e é bem divertido. O final didático também me incomodou, poderia passar sem (muito embora concorde com a opinião do autor de que a cultura brasileira é desvalorizada). Parabéns!

    • Ivo Monteiro
      22 de maio de 2017

      Oi Milton Meier, tudo bem?

      Primeiramente, obrigado por ler minha história.

      É legal ler os comentários alheios porque aí a gente vê que uma ideia que na sua cabeça era dá hora, não é tão dá hora assim e te renova, como indivíduo e escritor.

      Bom, a ideia mais era instigar o leitor ir até o final, por isso quis fugir um pouco da proposta. Assim, a pessoa ia ficar curiosa para ler tudo e achar a parte do desafio…parece que não deu tão certo assim.

      Foi mais um desabafo, minha intenção não foi ser didático. É que me entristece muito ver como o brasileiro fala do Brasil, falo da parte cultural sem maiores detalhes com relação a política.

      Sinto que temos pouca autoestima.

      Mas é isso aí, críticas anotadas na próxima vez farei melhor.

      Fico feliz de ter alegrado o seu dia!

  11. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Olá Ivo Monteiro. O seu conto pareceu-me bastante bom, apenas eu, não sendo brasileira, apenas pude intuir quem são todos aqueles personagens que desconheço em absoluto. Fazem parte do vosso imaginário e cultura. Existe um claro apelo a que não se permita votá-la ao esquecimento substituindo-a por fantasias importadas e provavelmente bem mais pobres e sem qualquer identidade semelhante à vossa. A intenção é bastante louvável, mas as rotas de civilização tendem a essa homogeneização,concorde-se ou discorde-se. É o preço da globalização. Mais tarde ou mais cedo as subculturas nacionais perder-se-ão, engolidas na voragem desta nova era. Seria mesmo interessante que alguns enciclopedistas, um pouco por toda a parte, se dedicassem a registar essas memórias coletivas de cada povo. Quanto aos parâmetros de avaliação, vamos lá: gramática e correcção ortográfica – nota-se que não houve uma revisão cuidada, eventualmente nem revisão alguma, tem falhas que só assim se justificam. Felizmente não chegam a atrapalhar a leitura que se faz com ligeireza e prazer. Existe bastante criatividade e também emoção. O enredo poderia estar mais desenvolvido, mas ficou q.b.. Falhou na adequação ao tema; a história não tem nada a ver. Tal facto poderá fazer-se sentir nas avaliações,o que é uma pena, visto que a história está muito boa e bem contada. Boa sorte.

    • Ivo Monteiro
      23 de maio de 2017

      Oi Ana, tudo bem?

      Não, minha intenção não foi chamar as fantasias importadas de mais pobres, muito pelo contrário. É importante que haja a interação cultural, até mesmo por uma questão de evolução, a cultura não pode ficar limitada.

      Sou a favor de todos os tipos de cultura e a interação de todas.

      Não sei se você alguma vez veio até o Brasil, mas uma boa parte da população não dá valor a cultura nacional. Por exemplo, o Carnaval. Quando é perguntado a um brasileiro sobre esta festa, muitas palavras indecorosas serão ouvidas e todo o objetivo da festa é perdido.

      E isso acontece com várias coisas, o meu desejo é que o brasileiro valorize mais a própria cultura.

      Agora quanto a interação das culturas, tem que acontecer mesmo, faz parte da evolução da humanidade.

      Com relação aos enciclopedistas, concordo em gênero, número e grau. Se não fossem os Irmãos Grimm a Disney seria pobre!

      Então, quanto a gramática, confesso que pequei. Não por falta de revisão, mas sabe quando a gente lê alguma coisa e fica gravado na nossa cabeça como correta? Eu sou da era do papel, quando revejo só pelo computador, dá nisso! Mas tomarei mais cuidado nos próximos.

      Minha intenção foi tentar instigar o leitor ficar até o final do conto, por que eu ficaria curiosa para saber a ligação entre a história e o desafio. Mas parece que o tiro saiu pela culatra, não é? E bem…tentarei ficar mais atento ao tema das próximas vezes!

      Muito obrigado por ler a minha história tão atenciosamente, bom ouvir os prós e os contras.

      Obrigado mesmo!

  12. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Um conto cuja criatividade é atraente, por envolver os folclóricos. A narrativa bem humorada é o ponto forte aqui. Foi uma leitura divertida, pelo menos no começo até perto do final. Este tomou ares didáticos, algo que não é de minha preferência.

    Agora, quanto a adequação ao tema proposto, é quase inexistente. Uma melhor revisão deixaria o texto redondinho. Pelo que pesquisei, salvo engano, em lugar do Curupira com o javali, seria mais acertado usar o Caapora, mas este fato não desabona o conto.

    Enfim, gostei, o conto cumpriu com seu papel.

    Parabéns!

    • Ivo Monteiro
      21 de maio de 2017

      Fico feliz que tenha gostado do texto no geral e que tenha comentado!

      Também concordo que a gramática deixou um pouco a desejar. Depois que está publicado no site, a gente olha e …putz, que vergonha!

      Com relação a escolha do Curupira ao invés da Caipora, eu achei que ia dar um ar mais selvagem/aventureiro se o dono fosse o primeiro citado. Acho a figura do Curupira mais marcante do que a da Caipora (talvez seja a maior afinidade do escritor com a figura).

      Então, com relação a parte didática, faz parte de uma revolta pessoal.

      Mas obrigado pela análise comprometida, fiquei muito feliz. Com certeza ajudará na minha evolução!

      Obrigado!

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.