EntreContos

Literatura que desafia.

Ciclos (André Luiz)

awesome-black-end-white-dark-grunge-favim-com-2151994

Acordei sobressaltado, saindo de um longo e belíssimo sonho, em que eu a tinha novamente no peito. Porém, ao me lembrar dos anos que haviam passado, e de que eu talvez nunca mais a teria, entristeci-me.

Regressei ao sono eterno, sozinho mais uma vez no infinito.

Abri os olhos e pude ver luzes piscando, iluminando meu rosto. Eu estava molhado e quente. Vi o choro nos olhos de minha nova família, e chorei também, de felicidade. Eu estava vivo novamente!

Anúncios

82 comentários em “Ciclos (André Luiz)

  1. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Foi uma jogada arriscada que deu certo… Não sou de espiritualidades, mas gostei do conto

  2. Sabrina Dalbelo
    23 de janeiro de 2017

    Achei um conto bom que abordou uma situação muito interessante de uma forma também interessante, entretanto, levemente singela.
    Uma boa ideia não tão bem executada, talvez, pois exigiu muitas leituras para que entendamos as nuances e os momentos retratados.
    Desejo que o autor siga investindo em textos como esse, pois ele mostrou muita criatividade.

  3. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Um tema diferente, que, para alguns é batido. O que me surpreendeu foi a forma como a ressurreição foi abordada. Foi singelo e profundo.
    Parabéns

  4. Thata Pereira
    23 de janeiro de 2017

    Nossa, que conto lindo. Confesso que li três vezes até conseguir entender, pois o tema não é muito escolhido pelos autores aqui. Após entender, percebi que foi muito bem conduzido e foi certeiro nesse desafio de microcontos, pois acho que qualquer palavra a mais estragaria todo o encanto passado na história.

    Belíssimo trabalho.

    Boa sorte!!

  5. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): o texto fala sobre ressurreição de uma maneira bonita e poética.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): passa bem a mensagem.

    💡 Criatividade (⭐▫): um tema comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): conta bastante com poucas palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): não chega a impactar muito, mas é um tema que me faz pensar bastante.

  6. Thiago de Melo
    22 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    Meus parabéns pelo belo trabalho. Ficou muito bom. É a primeira vez que eu vejo uma “reencarnação em primeira pessoa” por assim dizer. Hehehhehe
    Você conseguiu captar sentimentos que provavelmente estão presentes no fim e no início de cada vida e, como se não bastasse, conseguiu colocar esses dois extremos num único microconto de apenas 99 palavras. Meus parabéns novamente.
    Troféu domador de extremos pra vc! Abraço

  7. Luiz Eduardo
    22 de janeiro de 2017

    Gostei da proposta, mas me senti um pouco deslocado quanto à primeira personagem. Tinha a impressão de que o locutor falava de alguém que havia partida e que ele permanecia vivo. Pleo visto ele também havia morrido. Fora isso achei bonito e sensível, parabéns.

  8. Gustavo Castro Araujo
    22 de janeiro de 2017

    Um conto simpático com forte teor espiritual. Construído de forma singela e com palavras simples, flui bem e passa o recado: há esperança para todos em renascimentos sucessivos. Independentemente da crença que se possua, é sempre um alento imaginar que há uma segunda chance nos esperando. Um bom mote, original, pelo menos neste certame.

  9. waldo gomes
    22 de janeiro de 2017

    Conto ” fui, mas voltei” sobre reencarnação.

    Ótimo tema, mas a execução foi pequena, sobrou uma personagem, não temos muita emoção e a gente fica meio perdido.

  10. Glória W. de Oliveira Souza
    22 de janeiro de 2017

    Pesadelo ou ressuscitação? Trauma ou experiência pós-morte? Tudo isso é possível ao ler o texto. Senti falta de uma apresentação mais condizente, um desenvolvimento mais detalhado e uma conclusão mais impactante.

  11. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Gostei de como abordou o tema da reencarnação. Talvez ele possa rever aquele ente querido um dia. Muito bacana, parabéns!!

  12. Lídia
    22 de janeiro de 2017

    Ao que eu entendi, têm-se uma primeira cena em que o personagem sente a falta de um ente querido e este reencarna em um bebê, começando um novo ciclo de vida.
    Em 99 palavras, você conseguiu fazer uma história assim… estou impressionada!
    Boa sorte no concurso!

  13. Juliano Gadêlha
    22 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi, o início trata da morte dele. Depois, ele fica em um limbo, adormecido. No fim, reencarna. Cabe discussão aí, principalmente quanto ao começo.
    Gostei bastante do conto, o tema foi bem explorado, deixando espaço para discussão, e o texto foi bem escrito. Parabéns pelo trabalho!

  14. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Que bonito, o começo inteiro se passando na mente de uma pessoa que havia estado lutando contra uma doença, fazendo no fina ele acordar triunfante sobre seu mal com as lagrimas de seus entes queridos nutrindo sua fé em sobreviver.
    Lindo conto e um abraço ao escritor.

  15. Wender Lemes
    21 de janeiro de 2017

    Olá! O que me deixou mais encucado foi a simbologia por trás da primeira vez em que o protagonista acorda. Uma vez que o segundo despertar remete claramente ao nascimento, fiquei imaginando o propósito do primeiro. Talvez não tenha um objetivo metafórico em si e sua única função seja apresentar a ideia que guia o conto, talvez represente o momento em que seu espírito foi ligado ao bebê. Assim, o sono entre as duas partes seria o período de gestação. Enfim, sempre concebi nosso caminho em vida como um acumular de lembranças. Esse conto me fez pensar se não seria justamente o contrário: um constante esquecer.
    Parabéns e boa sorte!

  16. Tatiane Mara
    21 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto sobre reencarnação.

    Não sei se é mesmo um conto, o relato pareceu-me direto demais, sem emoção, sem subjetividade.

    Boa sorte.

  17. Vanessa Oliveira
    21 de janeiro de 2017

    Bem, achei o conto meio rápido demais, na sucessão de acontecimentos; fica entendido que ele morreu e retornou de outra forma, mas fique em dúvida sobre algo: quando reencarna, as memórias da vida passada continuam? Eu não sei mesmo, então fica ai o questionamento. Fora isso, é um bonito conto sobre a vida e a morte. Triste, tocante, e, ao mesmo tempo, esperançoso. Boa sorte!

  18. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    20 de janeiro de 2017

    Soou como o sujeito em coma profundo… ressurgiu… Boa sorte!

  19. catarinacunha2015
    20 de janeiro de 2017

    MERGULHO em placenta fresquinha. Há uma boa ideia, mas com execução primária. Precisa trabalhar mais a pontuação e o vocabulário. São ciclos que precisamos passar ao escrever um conto. O IMPACTO foi amortecido pela execução precipitada.

  20. Luis Guilherme
    20 de janeiro de 2017

    Gostei!

    Acho que consegui abordar bem a questão da reencarnação, e gostei da forma como abordou a vida e a morte como um ciclo eterno.

    Afinal, acredito também que a morte é apenas o passo seguinte, e que leva à vida.

    Dessa forma, vida e morte são dois aspectos da mesma natureza, né?

    Enfim, bonito! Parabéns e boa sorte

  21. elicio santos
    19 de janeiro de 2017

    Não me cativou, mas reconheço que é um texto bem trabalhado. Exige certa interpretação quanto ao tema, pois pessoas sem conhecimento ficam confusas ao lerem a obra. Boa sorte!

  22. Antonio Stegues Batista
    19 de janeiro de 2017

    Ha quem acredite que ao morrer, renascemos em outra vida, nova reencarnação. Um conto simples, sem grandes revelações, sem mistério. Não me impressionou, infelizmente. Talvez na próxima…

  23. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2017

    Um bom conto. O tema da reencarnação é bom. A separação em duas partes distintas deu uma boa compreensão ao texto. Boa sorte.

  24. Tiago Volpato
    18 de janeiro de 2017

    Isso me lembrou um dia, quando um amigo meu veio com a teoria de que quando morremos, renascemos imediatamente com uma rápida lembrança da vida anterior e por isso os bebes choram.
    Muito bom o texto, ele cria uma enorme reflexão com poucas palavras. Parabéns!

  25. Douglas Moreira Costa
    17 de janeiro de 2017

    Você conseguiu criar dois núcleos interessantes em um texto curtíssimo. Primeiro nos deparamos com a triste perda da amada dx personagem, e nos perguntamos o que aconteceu e nos entristecemos ao ver a dor que ele sente. Depois disso, quando ingressa no infinito negro da inexistência nos deixa meio perdidos, e no último parágrafo uma luz muito clara se acende em nosso rosto e nos deparamos com o tema da reencarnação. Eu goste muito do seu conto, me fez ver a morte em uma perspectiva diferente da tratada aqui nos demais contos. Morrer para viver novamente.
    Meus parabéns!

  26. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Foi bom ler o seu conto, porque acabamos (eu acabo) desmistificando o fato de se estar morto. Seria um sonho? O limbo de fato existiria? E como seria? Um rememorar de ideias e anseios com consciência do não poder ter? Gostei de pensar assim e de perceber a reencarnação do narrador.

    É simples, mas curto que a maioria deste certame, mas passa seu recado.

    Boa sorte no desafio.

  27. Marco Aurélio Saraiva
    17 de janeiro de 2017

    Eu sempre gostei desta ideia de que, quando nascemos, ainda lembramos de tudo da nossa antiga vida, mas apenas por alguns segundos: muito rapidamente viramos um bebê, uma vida nova a nascer. Mas naquele instante do nascimento, naquele ínfimo instante, sorrimos felizes, nem que apenas internamente, entendendo enfim que fechamos um ciclo e iniciamos outro.

    Muito legal o texto e a forma como o ciclo é abordado. O fato da pessoa acordar durante o sono eterno da morte é um tanto metafórico. Afinal, muitos aspectos da nossa vida são ciclos: nosso processo de aprendizado, o processo de se tornar um pai ou mãe, o processo de envelhecimento, nossos amores e amizades… o “acordar durante o sono da morte” pode muito bem significar aquele momento nostálgico, onde tentamos estender o braço para alcançar aquela época da vida que sabemos jamais poder alcançar novamente (a infância, a adolescência, etc).

    Texto muito bom e bem escrito. Gostei das rimas e da estética.

    Parabéns!

  28. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    História aberta, mas coesa. Exposição, desenvolvimento e conclusão bem amarrados, que levantam perguntas interessantes. Gostei.

  29. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Esse conto me lembrou aqueles contos sobre aborto, descritos sob ponto de vista do feto arrancado do útero. Só que ao contrário, olhando pelo lado do espírito reencarnado, com um final feliz.

    Uma pena que a felicidade acaba não tendo o mesmo impacto da tristeza e contos com final feliz tendem a marcar menos (isso é uma estatística totalmente subjetiva).

    Aqui, apesar da boa escrita, não fui cativado e não me emocionei.

    Abraço!

  30. Guilherme de Oliveira Paes
    16 de janeiro de 2017

    Há originalidade no tema, que é desenvolvido bem e somente percebido inteiramente no fim – parecia que sua centralidade seria, mais uma vez, a morte, mas a reencarnação é que ganha os holofotes.Talvez haja um erro de concordância em “talvez nunca mais a teria”. Bom conto.

  31. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Regresso.

    Você conseguiu resumir bem perda, tristeza e renascimento. Há, evidentemente, a questão da reencarnação, que para mim (eu filtro assim) significa um ressurgimento com possibilidade de ser melhor e descartar as escolhas decisivamente ruins da vida passada (ou da configuração de momento).

    Uma chance de fazer tudo diferente, o que levará a situações distintas e, quem sabe, evite profundos dissabores.

    Boa sorte neste desafio.

  32. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    Um conto completo.
    Linguagem simples. Temática boa.
    Reencarnação ou renascimento?
    Parabéns!

  33. Fheluany Nogueira
    15 de janeiro de 2017

    Muito boa a narrativa, a tensão crescente, detalhes que, aos poucos vamos descobrindo e tendo a certeza do que há nas entrelinhas.

    Talvez eu quisesse mais explicações sobre “ela”, mas a vida é mesmo misteriosa. Acredito que o tema é mesmo a reencarnação. A “alma” como narradora em primeira pessoa ficou um pouco estranho para mim, sobretudo no último parágrafo em que teríamos o nascimento do bebê. A consciência de todo o processo também ficou estranha diante do pouco que conheço sobre espiritismo.

    De qualquer forma, parabéns pelo trabalho! Bem escrito e leitura agradável. Abraços.

  34. Bianca Machado
    15 de janeiro de 2017

    Um texto com uma temática que não é muito comum de ser vista aqui. Tem como base a reencarnação voltada para o espiritismo, mas a ideia de regressar ao sono eterno, sozinho mais uma vez no infinito combina mais com as ideias da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, a Mórmon, rs. Não me empolgou, no entanto, mas foi uma leitura agradável.

  35. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Já fui espírita. No Kardecismo, quando se reencarna não se tem ideia do que se viveu no passado, mas a perspectiva escolhida pelo autor não afirma se é kardecista ou qualquer outra crença, portanto, há liberdade criativa para a realidade entremundos e para o que acontece a partir do momento da reencarnação. Mas se lembrássemos, todos os que reencarnassem lembrariam das várias vidas e várias mortes que tiveram, neste ângulo de pensamento, creio que a ignorância seria uma vantagem, mas, voltando ao conto: bonito mas não emociona. Um conto morno e com um problema de colocação pronominal. É isso. Sorte no desafio.

  36. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    A questão da reencarnação,conduzida de maneira um tanto ambígua,porque no meio do conto, fiquei em dúvida se o personagem retornou á vida eterna através do suicídio ou de outra forma de morte e o desfecho me pareceu um tanto forçado.

  37. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    Achei bem emocionante. Estava sem esperanças e de repente, renasce.
    É uma visão original da vida espiritual, desconheço se há alguma religião que mostre desta forma, se há,me diga, pois sou bastante curiosa quanto às religiões ^^
    a que me refiro… ao espírito esperar em sono eterno (com alguns momentos de lucidez) pela próxima existência. No kardecismo, o espírito vive consciente do ‘outro lar’. Tem atividades, estuda e tudo o mais. Não fica dormindo o tempo todo.
    .
    Nas religioes q não aceitam a reencarnação, sim, o espírito dorme até o dia do juízo final e não reencarnaria como bebê, mas quando acordarem serão os mesmos a partir do ponto em q morreu.
    .
    Bem, tirando este questionamento o texto é bem bonito, ele mergulha o leitor na situação, gerando sensações, isto é ótimo! vc está de parabens.
    tb fiquei com uma duvida do q seria ‘ela’, quis entender como uma pessoa amada, uma filha, talvez.. mas depois de alguns comentarios, quer me parecer que é a vida.. bonito ,mas poderia ter ficado mais claro.
    abraço

  38. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Tem o espaço certo pra interpretação, como a primeira frase, que pode ser a morte da personagem. As lacunas estão na medida certa, mas não me emociona. Foi bem executado e parece cumprir a função que o regresso desejava.

    Boa sorte.

    Abraços.

  39. Evandro Furtado
    15 de janeiro de 2017

    Um conto meio espiritual, mas de certa forma no bom sentido. A narrativa é fluída, com alguma rimas sem intenção que nem prejudicam nem ajudam. A trama fala de morte e ressureição de forma simples e, relativamente, efetiva.

    Resultado – Average

  40. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    Bacana, gostei! No começo, achei que seria mais um daqueles contos lúgrubes e tristes, mas o final me surpreendeu, mostrando a reencarnação e a nova oportunidade em viver e amar. Lindo, parabéns!

  41. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Caramba, de novo cá estou eu com as minhas dificuldades. Mais um conto que não me provoca emoções, que não me leva a fazer reflexões. Lastimo esses meus problemas…. Abraços de sucesso.

  42. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Tema: reencarnação.

    A alma “sonha” com a vida anterior quando percebe que nada pode fazer e volta ao silêncio eterno até que renasce.

    É bem escrito a seu modo cristalino, mas não passa conflitos emocionais ou algo que o valha, é uma reflexão comum, digamos assim.

    A personagem citada no “sonho” ficou sobrando, uma vez que não era necessária para o desenlace do texto.

  43. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Os colegas já disseram tudo: Sua narrativa transpôs o físico e utilizou o etéreo para representar a reencarnação. Achei um conto belo e fechado, com início,meio e fim, um ciclo infinito. Mesmo quem não acredita reconhece que é uma boa narrativa.

    -Originalidade(8,5): É um tema comum, porém foi retratado de uma forma diferente, na perspectiva do espírito que renasce em forma de bebê. A cena do parto foi interessante.

    -Construção(8,0): Um texto bom que, assim como o Eduardo Selga disse, pode ter sido melhor amarrado e esclarecido o “ela” ao qual o narrador se trata. Seria “ela” a própria vida? Quando se lê “eu talvez nunca mais a teria, entristeci-me.”, o leitor pode até entender que esta é a primeira encarnação, ou a primeira a qual o espírito tem consciência. Bizarro.

    -Apego(8,5): Por tratar de um tema tão pertinente e intrigante a todos nós, e como já disse, mesmo que a pessoa não acredite em reencarnação, de alguma forma se conectou ao seu texto.

    Boa sorte!

  44. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2017

    O conto apresenta um tratamento pouco usual para a suposta vida após a morte: um espírito que sonha, o que é uma ideia bem interessante porque o sono é uma espécie de morte temporária e o kardecismo sustenta que, a depender do modo como se dá “a passagem”, o espírito tem a sensação de estar no interior de um sonho.

    Há uma passagem de um tempo indeterminado, por meio dos três pontos, e logo a seguir ocorre a reencarnação. Contudo, entendo que os dois blocos temporais não possuem uma ligação, por assim dizer, “cármica” entre si. Teria sido muito bom se isso ocorresse, para amarrar melhor o texto, com a reintegração da personagem feminina à vida do protagonista, ela a quem o espírito “tinha no peito”.

  45. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um cotidiano interessante. Pelo que entendi trata-se de um nascimento (ou renascimento) sob a perspectiva de dentro. Curioso. Numa primeira leitura parece outra coisa, mas a imagem ajudou a tecer a história. Uma reflexão de um feto (espero estar certo). – 8,5
    O: Não é tão original, mas é profundo. Traz certa sensação antiga inexplicável, de aconchego, literalmente, de berço. – 8,5
    D: Há algumas rimas não intencionais na parte final, mas não destoam do enredo construído. – 8,5
    Fator “Oh my”: o conto não conseguiu me prender tanto quanto eu gostaria. Tem suas reflexões, ações e consequências, mesmo assim, senti falta de algo à mais.

  46. Andreza Araujo
    14 de janeiro de 2017

    O próprio título já nos trás essa ideia de reencarnação, sem com isso entregar a história. Quando iniciamos a leitura, o “ciclo” poderia ser sobre qualquer coisa, então percebemos que trata-se da própria vida. Minha interpretação é a de que o narrador se matou pela falta que tinha “dela”. Embora não saibamos quem seja “ela”, foi possível perceber a dor mesmo em tão poucas palavras, culminando na morte do personagem. O texto traz dois sentimentos, o de tristeza pela dor do personagem, para logo em seguida ficarmos felizes pela esperança de uma segunda chance. Gostei do que fez em tão pouco espaço!

  47. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi autor(a), apesar do seu conto falar sobre reencarnação (algo em que não acredito), está muito bem escrito, eu, pelo menos, entendi perfeitamente do que se tratava, foi muito bem construído, está bonito de se ler. Parabéns!!

  48. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Me perdi um pouco. Aparentemente tinha se afogado, ou algo assim, e ficou feliz no final por ter voltado a consciência? Está muito aberto. Eu até gosto que o conto deixe margem para o leitor, mas esse senti que passou um pouco do meu limite. De qualquer forma, fora isso está tudo muito bem feito e bonito, parabéns.

    • Virgílio Gabriel
      15 de janeiro de 2017

      Retornei aqui, e lendo os comentários, pude ver claramente a descrição de uma reencarnação. Agora sim tudo fez sentido, e muito! Parabéns, e perdoe a minha má interpretação. Ótimo conto.

  49. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Começo, meio e fim. E começo outra vez, e meio e fim. Acordar e dormir. Reencarnar. Renascer. É possível perceber isso de forma direta, mas não abrupta. Gostei das palavras, da delicadeza da escolha, da história atrás da primeira vida e do que se poderia ter na segunda. Gostei do tema.

  50. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Outro bom exemplo de microconto. Aberto, o leitor faz seu caminho até o entendimento total do texto. Magnânima forma de mostrar a reencarnação. O espírito acordando do sono eterno também foi muito bem bolado. Ótimo texto.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .