EntreContos

Detox Literário.

Esquecidos (Renato Silva)

ultima

Há muito tempo, deixei minha humanidade para trás. Habito um corpo cibernético para poder continuar existindo neste planeta frio e seco. Impossível sobreviver às condições inóspitas a qualquer forma de vida conhecida na Terra num lugar como este. Atmosfera tóxica, seca e de um frio altamente congelante. Sobrevivemos em corpos cibernéticos, cheios de metais, plásticos, fios e cabos (por onde circulam líquidos que mantém nossos parcos tecidos moles ainda vivos e hidratados, além de evitar nosso congelamento). Este planeta já foi uma próspera colônia. Vivíamos em belas a iluminadas cidades, cobertas por grandes redomas. Vivíamos aqui há algumas gerações. Tínhamos de tudo e éramos felizes. Do planeta Terra, só tínhamos imagens e sons. O contato era pouco, mas eles sempre nos forneciam os materiais necessários para a nossa manutenção neste planeta-colônia. A pesar da vida simples, eu era feliz.

Demorei para perceber os problemas. Sem motivo aparente, perdemos contato com a Terra. Eles não enviaram mais sinais e nem recebiam os nossos. Algumas naves partiram daqui para a Terra, mas nunca mais retornaram ou enviaram qualquer sinal. Nossos recursos começaram a ficar escassos e pessoas começaram a morrer de doenças e de fome. Algumas pessoas perceberam que haveria maiores chances de sobrevivência ao mudarem alguns órgãos e outras estruturas orgânicas por implantes sintéticos e mecanizados. Quem fez isso se tornou mais apto a sobreviver com pouco ou nenhum alimento e não ficou mais doente. Puxa vida! Deus sabe o quanto relutei para me submeter ao traumático processo de cibernetização. Eu não queria trocar o meu corpo e todos os prazeres que ele me proporcionava por uma casca seca e dura.

Vi meus pais morrerem doentes. Apesar da imensa tristeza, eu ainda queria continuar vivendo. Aceitei ser submetido às cirurgias que me transformaram nisso que sou hoje.
Não senti dor, não a física. Doeu ver meu mundo ruir, meus pais morrerem e eu perder minha vida. Eu ainda subsisto, há tanto tempo que nem me lembro mais. Cem, duzentos anos? Não sei… talvez mais. Somos feitos de materiais criados para resistirem a todas as adversidades deste planeta. É irônico pensar na real utilidade de tudo isso. Não preciso de alimento, só um pouco de água, cápsulas de minerais retirados do solo, gases da atmosfera e luz solar. Os dias são curtos e frios, mas a pouca radiação que nos chega é suficiente para carregar minhas baterias e me manter vivo por mais algum tempo. E assim vou subsistindo…

Após o colapso de nossa sociedade e a cibernetização de todos os sobreviventes, procuramos viver nossas vidas como antes. Ninguém mais nasceu, mas aprendemos a construir réplicas de crianças e animais. Minha primeira esposa se chamava Flora e vivemos algumas décadas juntos.

 

Nos conhecemos após o processo; cada um de nós veio de uma cidade diferente. Estávamos na cidade de Terrana, para ajustarmos os nossos novos sistemas orgânicos-mecânicos. Ela manteve os traços e as formas que tinha quando humana. Era bela em sua pele sintética e seus olhos azuis brilhantes. Seus cabelos prateados de fios finos e anticongelantes davam-lhe um charme único. Alguns dias após nos conhecermos, decidimos viver sob o mesmo teto. Ela se mudou para o meu apartamento em Ferruginosa. Passou a trabalhar junto comigo. Eu fazia manutenções no edifício onde morávamos (que sempre precisava de reparos). Não existiam mais as redomas, estávamos todos expostos aos efeitos da atmosfera congelante e tóxica, mas nossos corpos cibernéticos nos permitiam sobreviver sem problemas. A radiação não podia cegar nossos olhos envidraçados e luminosos.

Em sua vida toda, Flora nunca quis ser mãe, mas aceitou um animal de estimação. Eu construí um cão mecanizado e revestido com pele artificial. Inseri um cérebro positrônico, que comprei na cidade de Sílica. Foram três horas, viajando numa locomotiva que sai da estação de Ferruginosa apenas três vezes por semana. Todos viajamos em pé, num único vagão. Não precisamos de assentos, pois nunca nos cansamos. Não conversamos. Não nos cumprimentamos. Não há qualquer tipo de interação entre nós. Descendo em Sílica, corri direto à loja especializada.

— São trezentos e cinquenta pulsos. – disse um ser de plástico, cuja boca não se movia e sua voz não me permitiu distinguir seu gênero.

Tocamos nossas mãos e transferi a quantia pedida. Foi caro, me custou meses de trabalho; mas agora teria alguém para alegrar o nosso melancólico lar. Tive de esperar por dois dias. Enquanto isso, andei pela cidade que eu ainda não conhecia. Um dia, Sílica foi um lugar próspero e tinha a melhor medicina do nosso planeta-colônia, mas agora é só mais uma cidade decadente, escura, fria e suja. Perambulam ciborgues e androides pelas ruas. Parecem tentar reproduzir um estilo de vida do qual não nos tem mais sentido, com prazeres dos quais não somos mais capazes de sentir. Uma das lojas que visualizei prometia um órgão sexual “idêntico ao natural, tanto na aparência quanto nas funções”, por 500 pulsos. Eu não me interessei. Aprendi a buscar outras atividades que pudesse realizar com Flora. Mais à frente, garotas emborrachadas e estranhamente sensuais convidavam os transeuntes e entrar na casa.
Tão logo voltei para casa, instalei o cérebro, acertei a programação e Harry acordou. Flora ficou feliz  ao olhar para o cão correndo em círculos, latindo e abanando a cauda. Quando abrimos mão de nossos corpos e órgãos naturais por este monte de metal e plástico, também esquecemos de nossa humanidade. Ficar doente de vez em quando, sentir um pouco de dor, de fome, de frio, alguma sensação que me fizesse sentir mais humano. Casamos para nos sentirmos humanos, mas o tempo nos torna apáticos novamente. Harry veio para tentar resgatar isso em nós.

Uma das poucas coisas que fazemos ainda é dormir; precisamos descansar nossos cérebros. Utilizamos câmaras para realizar a manutenção de nossos corpos e purificar nossos líquidos. Eu e Flora dividíamos uma câmara dupla. Um dia, acordei e não a vi. Busquei-a pela casa e nada. Não vi Harry. Ela me deixou uma mensagem holográfica, dizendo que partiria com o nosso cão. Sentia-se infeliz e entediada. Foi embora com um engenheiro que lhe prometeu sua humanidade de volta. Ela foi tola em acreditar nele. Foi a primeira vez em anos que senti tristeza. Agradeço a Flora por me trazer de volta essa sensação tão humana. Eu jamais imaginei que ficaria tão triste em perder alguém, como senti ao perder Harry.

Passei muitos anos só. Não vi o tempo passar e nem importava com isso. Já havia perdido minha humanidade de vez e não sei como poderia estar ainda… vivo? Um planeta feito por seres robotizados, frios. Não era mais um lugar vazio como no começo, as cidades voltaram a crescer. O número de androides aumentou bastante. Parecia não haver mais diferença entre um e outro. Todos não passávamos de bonecos gelados. A  diferença entre nós é que um não sente nada e o outro é programado para fingir sentir algo, mas também não sente nada. Eu levei um tempo para perceber essas coisas. Faz tanto tempo que estou aqui…

Tive uma outra esposa: Alexia. Era médica, responsável pelos cuidados de nossos tecidos moles e perecíveis. Ainda mais bonita que Flora e mais feminina. Sim, ela tinha um corpo feminino. Completo. Quando descobri isso, voltei à Sílica e gastei os quinhentos pulsos que guardava para alguma emergência. Não me arrependi.

Alexia me fez resgatar antigos sentimentos e sensações que havia deixado para trás, quando troquei meu corpo natural pela casca fria que hoje visto. Fui trabalhar no hospital com manutenção de câmaras e instalações.

Um dia, Alexia me disse:

— Quero aumentar nossa família.

— Escolha que eu monto para você. Cachorro ou mais um gato?

— Quero um filho.

Pensei que ela estivesse satisfeita em ter a gata Marta, que eu mesmo construí.

— Mas uma criança custa dez mil pulsos!

— Não se preocupe, eu tenho essa quantia. Guardo há anos. – disse ela, sorrindo.

— Só conseguiremos comprar uma criança em Última, que está a dois dias de viagem daqui.

— Pedi férias para nós dois.

Alexia tomou a decisão sem me consultar. Não gostei, mas resolvi acompanhá-la nesta viagem. Embarcamos para Última, a mais avançada cidade deste planeta. A última a ser construída e a ruir. Ela é a única que manteve sua redoma, mas não há mais climatização. Durante a viagem, o trem parou na cidade de Sete Anéis. Uma cidade cheia de barracos por toda a extensão dos trilhos. Foi o local mais miserável que já vi. Ciborgues faltando partes do corpo, com suas partes orgânicas praticamente expostas. Provavelmente, eles morreriam logo naquelas condições. Cidade violenta, miserável e decadente. Tínhamos mais um dia de viagem.

Última era uma cidade fechada e todos que chegavam nela eram revistados. Era uma cidade diferente, com mais recursos para seus moradores. A cidade era limpa e mantida por modernos sistemas mecanizados. A redoma que ainda existia na cidade conseguia impregnar um certo brilho à cidade durante as poucas horas do dia naquela região. Alexia conhecia a cidade, pois me conduziu o tempo todo.. Fazia tempo que não tocávamos nossas mãos. Mesmo tendo a sensação de que ambos usávamos luvas, pude sentir seu calor, apesar das temperaturas negativas do planeta.

Vislumbrei belos e altos prédios, os mais altos que tinha visto; mas nada comparado aos construídos na Terra. Era nossa nova capital (antes, era Marte Novo) e  local para embarque e desembarque de naves espaciais de grande porte. Última tinha vegetação artificial e só servia para adornar o local. Pássaros artificiais eram vistos voando por todos os lados.

— Chegamos. – ela sorriu.

Entramos no elevador de um belo envidraçado e a cabine correu por um túnel em alta velocidade. A porta se abriu e fomos recepcionados pelo dono da empresa.

— Sejam bem-vindos, senhores. Por acaso, estou diante do casal D’Ambrosio?

Olhei feio para Alexia, tomei a frente e respondi:

— Não, casal Serkis.

— Sejam muito bem-vindos, senhor e senhora Serkis. Já trouxe a encomenda de vocês. – disse o homem.

Um carrinho se aproximou trazendo uma câmara fechada. Ao parar diante de nós, esta se abriu e assim pude ver Joshua pela primeira vez. Era um garotinho com um metro e trinta. Tinha a pele acinzentada, cabelos finos e muito escuros. Era uma réplica muito bem feita. Ele foi despertado e a primeira coisa que nos disse foi:

— Oi, mãe. – disse sorrindo para Alexia, que também sorriu.

— Oi, pai. – disse olhando para mim, que apenas acenei com a cabeça.

Alexia acertou o pagamento e fomos embora com o menino. Alexia escolheu o nome Joshua e eu não vi problemas. Eu gostei do menino à primeira vista, mas não havia como amá-lo. Era apenas um boneco animado, algo programado para dizer coisas bonitas, sorrir e fingir afeto. Como eu disse, mal conseguia amar outra pessoa, havia pouca humanidade em mim.

A viagem de volta não apresentou problemas. Retomamos nossas vidas normalmente, mas agora precisaríamos dividir nosso tempo com Joshua. Não que houvesse realmente necessidade, mas era uma forma de parecermos uma família humana de verdade. Reduzimos nossa jornada de trabalho e passamos a dedicar mais tempo ao nosso filho. Alexia lhe ensinou matemática, física e primeiros socorros. Eu lhe ensinei a realizar manutenções técnicas de todo tipo. Eu também o ensinei a afiar objetos cortantes, a soldar e a retirar minerais do solo. Contei-lhe sobre a Terra e sobre a vida que levávamos na colônia antes de viramos homens-máquinas. O menino parecia realmente interessado e expressava surpresa, espanto, medo, euforia e até mesmo tristeza. Seu cérebro positrônico, com certeza, era o mais avançado que já tinha visto. Joshua tinha um amigo, filho do casal Garcia, que ainda moram no andar de baixo. Rick era um menino androide. Um sempre estava no apartamento do outro.

Tudo parecia seguir bem por alguns meses, mas logo coisas estranhas e desagradáveis começaram a acontecer. Alexia chegou para mim, chorando. Seus olhos de vidro estavam secos, mas ela chorava. Marta foi encontrada estraçalhada no hall do nosso prédio.

— Ela pulou da janela. Foi uma fatalidade. – eu disse a ela.

— Ela nunca faria isso. Por quê?

— Podemos consertá-la.

— Não, seu cérebro está completamente destruído. – disse ela, ainda segurando os restos da gatinha mecânica no colo. – Mesmo com um cérebro novo, jamais será ela novamente.

Enterrei Marta num local mais afastado. Alexia estava junto. Voltamos para o nosso apartamento e Joshua estava brincando com o amigo.

Ela começou a desconfiar de Rick. Joshua mudou após fazer amizade com esse menino. Rick às vezes discutia com os pais e os insultava. Joshua começou a ficar agressivo conosco, xingando mais Alexia do que a mim. E isso a magoava.

Alexia proibiu Joshua de ver o amigo e este ficou muito chateado, tomando raiva de nós e também do nosso filho. Objetos começaram a sumir de apartamentos vizinhos. Animais apareciam estraçalhados em nosso bairro. Rick havia se tornado mais agressivo e seus pais cogitavam a possibilidade de devolvê-lo para a empresa. Não estavam dispostos a criarem um pequeno criminoso em seu apartamento. Certo dia, ouvi Alexia conversando com a senhora Garcia em nossa sala:

— Eu sinto muito pelo seu marido. Ele está bem?

— Organicamente, sim, mas ele precisará de muitos reparos para as pernas. Ele teve de ser levado para Sílica, onde será tratado. Iremos gastar nossas economias em sua restauração.

O casal Garcia devolveu o menino Rick para a fábrica, onde seu cérebro positrônico foi desativado.

Certo dia, cheguei mais cedo em casa. Alexia teria uma cirurgia para fazer e ficaria até mais tarde. Fui procurar Joshua em seu quarto, mas ele não estava. Achei estranho, pois ele sempre dizia onde estava. Vi algo no quarto que me chamou a atenção. Umas peças soltas dentro de uma caixa de metal. Ao olhá-las com mais cuidado, vi que pertenciam ao senhor Garcia. Não entendi o que aquilo estava fazendo no meio das coisas de Joshua. Pensei que ele e Rick não se falavam mais. Algumas coisas me vieram à cabeça. Passei meia hora mexendo nas coisas de Joshua e meu cérebro humano e lógico começou a me mostrar algo do qual eu ainda não havia percebido. Alexia chegou logo neste momento.

— Alexia, precisamos conversar.

— O que foi? Aconteceu algo com o nosso filho?

— Não, Joshua não está em casa desde que cheguei. E é sobre ele que preciso te falar.

Em breve conversa, disse a Alexia minha desconfiança com o menino. Todas as evidências me convenceram de que o culpado dos roubos, dos ataques aos animais e até mesmo ao senhor Garcia foi culpa de Joshua e não Rick. O filho dos Garcia mudou de temperamento ao ter seus sistemas envenenados por Joshua. Tínhamos em casa um pequeno psicopata. Mostrei a Alexia uma amostra do pelo e fios de Marta que encontrei presos ao casaco de nosso filho.

— Não, eu não acredito. Por que está fazendo isso? Você nunca gostou dele, não é mesmo? Não o aceita. Essa era a única forma que eu encontrei para te dar um filho. Ele me custou todas as minhas economias. – Alexia começou a se desesperar e não me deixava dizer nada.

— Ele é perigoso. Quando ele aparecer aqui, irei desativá-lo e devolvê-lo à empresa. Depois veremos se arrumamos outra criança, mas Joshua não pode ficar mais conosco. Ele causou muitos males e é uma ameaça para nós. – disse eu, decidido.

— Você não entende, Joshua é especial. Ele…

Não ouvi o resto da frase. Apenas senti uma forte pancada sobre meu ombro direito e caí semiconsciente. Alexia ainda gritou algo, mas eu não consegui compreender. Era Joshua me acertando com um instrumento arcaico de corte, que ele mesmo preparou com uma chapa de metal que retirou de alguma parte da estrutura do nosso edifício. Ele conseguiu abrir meu ombro por quase quinze centímetros, rompendo alguns cabos e fios ligados ao meu sistema vital. Perdi muitos líquidos e isso me deixou fraco e atordoado. Não conseguia mais mexer meu braço direito. Estava recobrando um pouco minha consciência e audição quando vi Alexia pulando na minha frente e implorando para Joshua não me machucar.

— Não faça isso, meu amor. Ele é o seu pai…

Neste momento, Joshua usou o mesmo instrumento para abrir a cabeça dela com um golpe vindo por cima. Neste momento, usei todas as minhas forças e me levantei. Joshua tentou me acertar novamente com a lâmina, puxando-a para trás. Não pensei em nada, apenas usei minha mão esquerda para dar o soco mais forte que dei na vida. Minha mão destruiu sua fronte, esmagando seus olhos e arremessando a placa que revestia sua cabeça para longe, expondo um cérebro humano. Joshua caiu no chão e muito líquido verteu de pequenos e delicados tubos ligados à redoma que cobria seu cérebro, irreversivelmente danificado. Eu deveria ter ficado espantado, mas descobrir naquele momento que Joshua era um ciborgue, que tinha um cérebro natural, não me surpreendeu. A pele sintética de minha mão estava esfacelada, revelando ossos de kevlar revestidos por um tipo de musculatura de náilon. Corri para socorrer Alexia, esquecendo dos meus próprios ferimentos.

Ela estava morta. Seu cérebro positrônico estava completamente destruído. Sim, Alexia era uma ginoide. Foi programada para agir como uma humana de verdade. Sempre me pergunto se ela apenas agia segundo sua programação ou ela realmente me amou, e se também amou nosso filho? Provavelmente nem ela sabia que era um robô. Ironicamente, uma ginoide me fez resgatar um pouco mais da minha humanidade. Eu deveria ter chorado naquele momento.

Joguei o corpo de Joshua em uma vala e enterrei. Espero nunca mais ver essas aberrações. Guardei o corpo de Alexia. Ela é uma ginoide de modelo avançado. Em seu corpo havia um microchip que salva suas memórias para um possível backup em caso de avaria do cérebro positrônico original. Um cérebro como o dela só é fabricado em Vulcana, no hemisfério norte.

A viagem não será fácil.

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39 comentários em “Esquecidos (Renato Silva)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): Uma história longa com muita gordura para remover. A parte do primeiro casamento do narrador poderia ter sido muito mais resumida, pois quase não tem utilidade para a trama. A descrição de várias cidades diferentes também sobrou, poderia ser bem mais resumida ou até mesmo suprimida. Ignorando esses problemas, é uma boa trama e, se centrasse o foco em Joshua, com alguns flashbacks e infodumps para explicar o mundo, acho que teríamos um conto muito bom.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): a narrativa está muito sequencial e descritiva, deveria saber alternar melhor momentos com cenas (mostrar) e momentos com resumos (contar). Fora isso, encontrei uns probleminhas de pontuação no diálogo.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): essa ideia de trocar nossos corpos por máquinas é comum, mas todo o ambiente criado é com certeza bastante criativo.

    🎯 Tema (⭐▫): um texto muito sci-fi, mas sem o elemento punk. Seria assim se focasse mais no submundo desse planeta.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): A parte de Joshua é boa, mas um pouco mal executada. A parte anterior a isso fica muito descritiva e com pouca utilidade para o resto.

    ⚠️ Nota 7,0

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  2. Rubem Cabral
    16 de dezembro de 2016

    Olá, Lino.

    Achei o “mundo” criado bem original e bem desenvolvido. Contudo, não gostei muito do narrador-personagem, que muito “conta” e pouco “mostra”. O enredo é um tanto estranho, apontando para direções diferentes o tempo todo, inserindo novos personagens e novos eventos; não parece ter um fio condutor.

    A escrita foi boa, achei que houve boa adesão ao tema do desafio e o worldbuilding foi muito bom.

    Nota: 7

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Senti como se fosse muita coisa de uma vez só. Demorei a me envolver com a trama apresentada, não sei se por ser muito descritivo, muita narração e poucos diálogos. Queria ter gostado da parte do ataque do Joshua, rs… Mas acho que essa foi a parte de que menos gostei. É bom dar uma revisada nos diálogos, achei o tom muito impessoal. E na narração também, visto que é em primeira pessoa, poderia ser mais carregada de emoção. Ainda bem que no final do conto eu fiquei com a sensação de que tudo há de se acertar, porque não é justo, né? 😉

  4. Evandro Furtado
    16 de dezembro de 2016

    Gênero – Average

    Talvez um cyberpunk? O que me incomodou, em alguns momentos, foi o aspecto meio enciclopédico do conto, quando o narrador para pra explicar algo para o leitor. Isso tira um pouco do clima.

    Narrativa – Average

    Acho que a narrativa em terceira pessoa seria mais efetiva nesse conto. Outra coisa que incomodou foi a mudança dos tempos verbais a todo instante, é preciso uniformidade nesse caso.

    Personagens – Good

    Esse robô-criança-assassino é assustador. E nem foi preciso explicar muita coisa, ele é simplesmente cruel e isso basta. A mulher androide que quer ser mãe também é uma personagem notável. Acho que há material pra expandir.

    Trama – Average

    Achei interessante a ideia dos humanos se adaptando a um novo planeta. Acho que se o autor investir nisso poderemos ter uma obra bacana.

    Balanceamento – Average

    Um conto com uma premissa interessante que peca na narrativa.

    Resultado Final – Average

  5. Marco Aurélio Saraiva
    16 de dezembro de 2016

    Gostei. Uma história de terror e suspense fantasiada de Ficção Científica. Bem interessante a sua escolha e abordagem. O clima da narrativa e as motivações diferiram bastante do que vi neste desafio. Gostei da sua originalidade.

    O problema neste conto é que durante muitos momento ele mais parece um relato jornalístico do que um conto. A quantidade de informação jogada é tão massante e retilínea que cansa. Isso, aliado ao fato de o conto, por natureza, já ser melancólico (afinal, ninguém na história tinha sentimentos), tornou a leitura um tanto monótona. A história do primeiro casamento do personagem principal foi completamente inútil para a trama. Talvez você pudesse ter usado este espaço para adicionar vida ao enredo, narrando os cenários com mais afinco e atenção.

    Não vi erros graves na escrita. Notei algumas palavras e fonemas repetidos (como cidade, cidade, cidade, por exemplo), mas só. Sua escrita e vocabulário são muito bons, faltando pouco para serem “excelentes”.

    No meio do enredo melancólico, a parte final do conto trouxe fôlego para a leitura. A adição de suspense e um tom de terror foi boa. Infelizmente, dava para notar de cara que o culpado deveria ser Joshua. A correria e a melancolia na narração acabaram não ajudando a criar suspense. Ainda assim, o final foi bem interessante e me pegou de surpresa. Ambas as descobertas foram geniais: o garoto tinha um cérebro humano, e Alexia tinha um cérebro positrônico. Foi uma boa reviravolta!

    Boa sorte!

  6. rsollberg
    16 de dezembro de 2016

    Esquecidos (Lino Serkis)

    Caro (a), Lino.

    O conto começa com um ar saudosista fazendo paralelos entre o passado e o presente. Mostrando as diferenças e a relutância do protagonista. Em seguida, percorre o caminho que grande parte dos contos de cyberpunk desse desafio escolheram trilhar -, a mistura de homem e máquina, com a longevidade amaldiçoada, a troca monetária ao estilo “in time”. Obviamente, que isso não é um problema, desde que exista inovação na forma de narrar ou até mesmo a subversão de alguns conceitos.

    O texto está bem escrito, algumas passagens são ótimas “Perambulam ciborgues e androides pelas ruas. Parecem tentar reproduzir um estilo de vida do qual não nos tem mais sentido, com prazeres dos quais não somos mais capazes de sentir.”

    Ademais, gostei do humor refinado em algumas partes: “Ela foi tola em acreditar nele. Foi a primeira vez em anos que senti tristeza. Agradeço a Flora por me trazer de volta essa sensação tão humana. Eu jamais imaginei que ficaria tão triste em perder alguém, como senti ao perder Harry.” Assim como essa, “Quando descobri isso, voltei à Sílica e gastei os quinhentos pulsos que guardava para alguma emergência. Não me arrependi.”

    Todavia, no final, o conto dá uma puta reviravolta em uma espécie de “Anjo Malvado”, “órfã” e outros títulos dessa linha. Repentinamente, vira um terror, mas sem ter cativado essa relação pai, filho e esposa. Ou seja, ele é abrupto, e toda a primeira parte, boa por sinal, parece ter sido gratuita. Temos um verdadeiro encolhimento. A experiencia fica parecendo uma pegadinha.

    De qualquer modo um texto com muito méritos.
    Parabéns e boa sorte!

  7. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    39. Esquecidos (Lino Serkis): Nota 7
    Amigo escritor(a),
    Imagino que você receberá muitos comentários dizendo que seu conto não se adequa ao tema proposto para o desafio. Infelizmente, foi assim que me senti ao ler seu texto. Como você já deve ter lido isso diversas vezes, não vou me alongar muito.
    Esquecendo a falta de “punk”, li a sua história como sendo um texto de ficção científica. Devo dizer que gostei bastante. Achei que o humor ficou na medida (ri bastante com o rápito de Harry, coitado). Além disso, achei que você conseguiu construir um mundo interessante com um espaço reduzido de palavras. Também fiquei intrigado com a mente doentia do menino psicopata. Achei até que faltou um pouco de história por trás desse desvio. O menino foi comprado de uma empresa, mas tinha um cérebro humano comum? E esse cérebro ainda era de um psicopata? Talvez seja interessante explorar mais, mesmo que só um pouco, esse pano de fundo do menino.
    Te dou os parabéns pelo texto, gostei, mas não dei uma nota tão alta porque senti que o texto fugiu um pouco do tema do desafio.
    Parabéns e boa sorte.

  8. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: acho que o conto ficou bem adequado ao tema, pela mediocridade da vida dos protagonistas e pela roupagem de F.C.. A história me pareceu bem coerente com a busca inconsciente do protagonista por resgatar seu lado humano. Ortograficamente, não notei nenhum problema grave.

    Criatividade: fugir com o cãozinho robótico é sacanagem, ao menos dessa vez ele não foi usado para explodir a turma. Gostei do modo como trabalhou a personalidade do protagonista, com a nostalgia dos tempos em que era humano associada à apatia de uma vida robótica. Chamem-me de bobo, mas ri um bocado com a passagem em que resolve comprar o membro robótico kkkkkk.

    Carisma: o carisma nesse conto se sobressai à própria à estética. É uma leitura cativante acima de tudo.

  9. Pedro Luna
    15 de dezembro de 2016

    Meu amigo, esse conto é muito louco. Achei curioso que você também meteu um cachorro robô no meio, igual fiz no meu conto..kk. Bom, eu gostei do conto. Acho que ele ficou super salada mista, mas cada parte teve um bom desenvolvimento e assim não ficou chato ou confuso. Você inicia explicando a condição da vida dos personagens, a realidade, depois explora um pouco da vida do personagem, falando do seu primeiro relacionamento e do cão, depois mostra o próximo relacionamento e ainda enfia uma criança boneco animado que se mostra um psicopata..kkk. Realmente é muita coisa, mas é como eu disse, você soube dosar as partes, então não ficou a impressão de que está tudo espremido no conto.

    A única coisa chata é que você termina a leitura sem saber direito qual era mesmo o objetivo do conto. Se no caso foi apenas contar a trágica história do azarado personagem, você conseguiu com êxito. Gostei.

  10. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Gostei do conto! Principalmente a ambientação/climatização. O cenário ficou bem legal, e bem contextualizado. Por algum tempo achei que o enredo não tava correspondendo, mas o final ficou bom, e justificou o enredo todo. Eu tava me perguntando a importância da família na história, pois até então parecia se tratar de um conto descritivo.
    Mas a trama se desenrolou bem, e terminou interessante.
    Um psicopata androide foi uma boa ideia hahaha.
    Quanto à parte técnica, tem alguns probleminhas na escrita e revisão, e tem uns momentos meio truncados, mas isso não compromete o todo, é só algo pra tomar cuidado.
    Parabéns e boa sorte.

  11. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Muito bom, conduzido com maestria, personagens bons, poderia ter ampliado mais no moleque doido, mas ficou ótimo.

    Narrativa instigante e envolvente.

    Parabéns.

  12. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Olá, autor(a)!

    Então, muitas partes interessantes e bonitas em seu texto, mas também alguns poréns. Todo universo criado é muito bom, interessante e bem estruturado (quero dizer o lance do planeta que perdeu contato com a terra e o fato de as pessoas serem levadas a se reestruturar em sua fisiologia e “casca” para resistir). Bem, eu gostei de como apesar das tecnologias você preferiu falar sobre cotidiano, sobre relações entre humanos e família. Particularmente agrada bastante e você consegue estruturar sentenças reflexivas >>> “Casamos para nos sentirmos humanos, mas o tempo nos torna apáticos novamente.” , “Todos não passávamos de bonecos gelados. A diferença entre nós é que um não sente nada e o outro é programado para fingir sentir algo, mas também não sente nada.” Achei isso sensacional! Entretanto, apesar de belas passagens o seu conto engrena mesmo quando o Joshua entra na jogada. Sendo assim, ACHO que seria mais interessante não se prender tanto em detalhes e descrições uma vez que o que interessa mesmo é essa relação, sabe? Pai, mãe, filho e o desafio de fazê-lo alguém capaz de conviver em sociedade. Há a necessidade de uma revisão para aparar umas besteirinhas, mas digo que a repetição de mesma palavra e outras com mesmo radical em curto espaço acabam retirando o brilho do texto e entruncando a fluidez narrativa.

    É isso, queria ter gostado mais.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7,8

  13. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor Lino Serkis, aqui está minha avaliação:
    PREMISSA: um casal robótico com um filho substituto. Muito próximo de uma adaptação de Inteligência Artificial.
    DESENVOLVIMENTO: apesar de guardar semelhanças, a história se desenvolve de forma bastante envolvente, mantendo a curiosidade do leitor. Acho que esse é um ponto extremamente positivo.
    RESULTADO: o conto tem uma ambientação futurista e cibernética, mas o elemento punk é bastante vago – a revolta de Joshua? Faltou, a meu ver, escuridão.

  14. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Boa ironia ao perder, com tristeza que adquiriu ao ver a esposa partir, o Harry. No mais, uma leitura fácil, dinâmica e divertida, apesar dos dissabores, mesmo cibernéticos, de uma vida comum e estressante. Mais o perigo de um psicopata em família. O amor prevalece sobre os nossos atos e o conto nos direciona para esse fator imprescindível do nosso viver. Sem erros, bem estruturado e atualizado na literatura ficcional futurística. Aprendi o que é uma ginoide. Nota 8,5.

  15. catarinacunha2015
    13 de dezembro de 2016

    O início é lento, mas depois melhora. Um robô psicopata foi uma ideia bem legal. Embora toda a estrutura do conto tenha seguido o esquema de roteiro tradicional de filmes de crianças psicopatas, a interação entre a personalidade humana e cibernética foi bem construída.

  16. Sick Mind
    13 de dezembro de 2016

    O primeiro parágrafo descreve como o narrador deixou seu corpo humano para se transformar em um ciborgue e explica a causa disso em poucas linhas, até aí perfeito, ele conseguiu descrever o ambiente e o personagem de forma eficaz! O problema é que logo em seguida ele repete a mesma coisa… Já havia ficado entendido, não havia porque repetir tudo novamente. Então, o parágrafo poderia ter acabado ali e a descrição do passado da colônia deveria ser o início de outro parágrafo, a estrutura do texto seria perfeita assim. Parágrafos iniciais longos não é a melhor maneira de introduzir o leitor no universo criado. Com exceção disso, a única coisa que me incomodou, foi a quantidade de vezes que o personagem se refere a própria falta humanidade, sempre com a mesma abordagem. Mas o resto do conto está muito bom, conseguiu equilibrar doses de worldbuilding e conflitos na medida certa. Não achei os personagens carismáticos, coisa que acontece também em outras histórias cyberpunks, como no clássico Neuromancer.

  17. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    A história é muito boa, uma das que mais gostei até agora. Há um começo, meio e fim bastante delimitados, mas com um final aberto e dando possibilidade pra mais. A atmosfera desse planeta está bem descrita e realmente consegui visualizar tudo muito bem. É quase um Precisamos Falar Sobre Kevin 3.0, fazer com que o pai “mate” o filho também foi uma sacada bacana, fugindo de algo mais piegas e sentimental. As pequenas cidades/ bairros passando pelo trem, o modo de vida dessas pessoas/ máquinas, as crianças, os animais, gostei bastante da mitologia que o conto criou.

    O X DA QUESTÃO

    Muito cyberpunk, super dentro do tema. É a distopia clássica, pós-fim de mundo, vamos nos adaptar. Mas as soluções foram interessantes, como a redoma ainda quase intacta. Só não leva um 10 porque o texto precisa de algumas melhorias, há uma falta de revisão, muitas palavras repetidas no mesmo parágrafo, faltando um polimento melhor. Em alguns momentos repete-se muito a “falta de humanidade” do protagonista, poderia dar uma diminuída sem perder o sentido.

  18. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um conto com adequação adequada ao tema, isso é bom. Cyborgs vivendo uma colônia da Terra em um planeta distante. A parte científica está meio inverossímil… O planeta tem pouca luz, mas mesmo assim uma população inteira de cyborgs conseguem o suficiente para manterem seus corpos? Sabe, um corpo humano ativo precisaria de um monte de luz solar para continuar vivo, seria preciso muitos painéis de energia solar para alimentar diariamente tantos humanóides movidos a eletrecidade. E a comida é só água e cápsulas de minerais? Se o cérebro ainda for humano, seria necessário glicose, que o sistema nervoso usa como fonte de energia principal, e aminoácidos, necessários para a síntese de proteínas. Mas tudo isso são detalhes perto do absurdo que veio a seguir. Os cyborgs não tem órgãos genitais?!?! E protagonista diz que não são necessários, já que ele prefere outras atividades? Esse trecho denuncia que a história foi escrita por uma mulher. Homens nunca aceitariam serem transferidos para corpos assexuados, perfeririam qualquer outra coisa. Esse nível de indiferença ao sexo só (algumas) mulheres conseguem atingir, por isso sei que a história foi escrita por mulher. Em seguida aparece um cachorro robô. Lembrei do Dognybble, de “O Sonho de Yago”. Aliás, depois temos Joshua, numa situação que lembra Yago, mas na verdadde é praticamente a oposta. Temos algumas semelhanças entre os contos, mas prefiro o outro, ignorem a autoria, minha opinião é pura e isenta de qualquer pessoalidade (hahaha). Ele tinha um cérebro humano? Isso quer dizer o que, os humanos são piores que qualquer máquina? Outra coisa, cérebro positrônico? Melhor não usar mais essa palavra, criada por pelo Isaac Asimov. Acho tanto o nome quanto o conceito ridículos, uma mistura de eletrônico com pósitron, só porque na época o pósitron havia acabado de ser descoberto e soava muito moderno usar essa palavra. O fim me deixou meio vazio, ficou faltando alguma coisa. Uma história tão fria e mecânica quanto seu protagonista, mas se adequou ao gênero, e manteve certa coerência. Conto satisfatório, parabéns, desejo para você muito Boa Sorte.

  19. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2016

    Como boa parte dos contos do certame, esse aqui pecou por querer apresentar todo o ambiente de uma só vez logo no início.
    A escrita não é ruim, pelo contrário, e isso tornou a leitura agradável, porém, nesse espaço de ambientação que ocupa mais da metade do conto, sobrou “contar” e faltou “mostrar” o que invariavelmente acaba não gerando emoções no leitor.

    Quando o enredo se volta para o núcleo familiar, a morte dos animais e outros problemas causados pelo garoto, a leitura melhora bastante.
    Infelizmente essa parte acabou menos desenvolvida e tudo passou muito rápido.

    Acho que esse final não combinou em nada com o estilo do conto, que pedia algo mais melancólico, não um gancho para uma nova aventura.

    – Casamos para nos sentirmos humanos, mas o tempo nos torna apáticos novamente.
    >>> fiquei com impressão de estranheza nos tempos verbais em algumas frases. Essa aqui foi mais gritante.

    – Neste momento
    >>> Num dos últimos parágrafos se repete com proximidade

    NOTA: 7,5

  20. tatiane mara
    11 de dezembro de 2016

    Excelente conto. Bem narrado e com situações bastante verossímeis. A trama é muito boa e cativante.

    É isso.

  21. Bruna Francielle
    11 de dezembro de 2016

    Tema: Não houve exatamente uma revolta com o sistema, ou uma perseguição. Enfim, penso que faltou mais elementos para ser considerado 100% punk. Porém, dá para passar

    Pontos fortes: – boa narrativa, fluida e consistente. Tem ritmo.
    – A ambientação. O outro planeta ,a radiação e a forma como perderam contato com a Terra.
    – Gostei de como a vida no lugar foi apresentada de modo bastante deprimente e melancólico. Realmente algo triste de se imaginar.
    – O personagem era ‘sincero’ com ele mesmo. Humilde, sabia de suas limitações e aceitava suas dificuldades.
    – Conseguiu passar bastante informações dentro dos caracteres disponíveis

    Pontos fracos: – sinceramente, a revelação que Alexia não tinha cérebro humano, não impactou-me. Ficou uma revelação bem sem emoção. Acabou não tendo um impacto de “reviravolta” ou “super-revelação “.
    – O Joshua fazia aquelas coisas sem motivo nenhum? Era apenas um psicopata? Mortes sem motivo acabam deixando a história com ar de incompleto

  22. Eduardo Selga
    10 de dezembro de 2016

    Dois aspectos da estrutura narrativa me chamaram a atenção: a morosidade narrativa e a demora do(a) autor(a) em chegar ao núcleo do conto. Estou destacando como situações distintas porque o fato de haver vagarosidade não necessariamente implica outro aspecto (o conto pode iniciar-se já em sua porção central, por exemplo).

    O primeiro ponto, não obstante possa incomodar determinados leitores, apesar de não ser em si mesmo uma falha narrativa (como o seria, por exemplo, inconsistência do enredo), o primeiro ponto encontra razão de ser no tédio, na falta de vitalidade do personagem e do cotidiano do espaço ficcional em que se desenvolve a trama.

    O segundo é um grande circunlóquio cujo intento é ambientar o leitor e, assim, seduzi-lo. O problema, do ponto de vista narrativo, acredito eu, é que, uma vez atingido um ponto nevrálgico, o casamento com Flora, o conto não chefa ao fim a partir dele: há um outro núcleo dramático,o casamento com Alexia. Assim, o primeiro é uma espécie de antessala para o segundo, dramaticamente mais denso.

    Terá sido uma boa escolha os dois núcleos, tendo em vista a demora em se atingir o primeiro? Acredito que não. E não digo isso por causa da cartilha que reza que o conto só pode ter um centro dramático para manter sua unidade. Acho isso hoje uma bobagem. A regra é perfeitamente cabível a contos escritos nos moldes tradicionais, mas na contemporaneidade, com o hibridismo de gêneros literários e textuais e outros aspectos, considerar essa regra imutável é um equívoco. Digo que a escolha não foi interessante porque a inclusão do primeiro núcleo não fez o segundo ganhar em dramaticidade.

    Assim como algumas outras narrativas desse Desafio, “Os esquecidos” aborda o biopoder, mas com um detalhe ainda mais sórdido: o abandono dos indivíduos submetidos a essa força, de modo que as pessoas foram modificadas pelo biopoder, no entanto este não se exerce mais naquela sociedade. Apesar disso, as marcas do biopoder, no texto chamado de “cibernetização”, permanecem nos indivíduos, fazendo deles criaturas sem humanidade. O resultado disso é um artificialismo permanente, um fingimento constante como um valor social.

    O conto aponta uma ambiguidade bem interessante, a partir do seguinte ponto: o vilão da estória, o ciborgue Joshua, tem “[…] um cérebro natural”. Daí pode-se inferir duas coisas: ele é mau porque seu principal órgão é humano, caindo no discurso de que o ser humano é essencialmente mau; ele é mau porque a mescla do humano com o cibernético é negativa, funcionando assim como um contradiscurso ao biopoder.

    Em “orgânicos-mecânicos” o correto é ORGANOMECÂNICO.

    Em “parecem tentar reproduzir um estilo de vida do qual não nos tem mais sentido […]” a oração está mal construída, por que DO QUAL equivale a DELE, referindo-se a vida, mas não cabe na frase; NÃO NOS TEM deveria ser NÃO NOS FAZ.

    Em “[…] com prazeres dos quais não somos mais capazes de sentir” DOS QUAIS não cabe, pois equivale a DELES (os prazeres), o que torna sem sentido o trecho.

    Em “entramos no elevador de um belo envidraçado e a cabine” se BELO E ENVIDRAÇADO é o elevador faltou palavra para identificar, ao mesmo tempo em que se o termo ELEVADOR fosse repetido haveria uma redundância.

    Coesão: alguns erros importantes.

    Coerência: certos erros de coesão interferiram na coerência. As partes dramáticas estão bem articuladas.

    Personagem: o fato de serem relativamente muitos, entre principais e secundários, poderia abrir espaço para que um ou alguns fossem mais bem construídos do que outros, mas tal não ocorreu. Todos eles foram bem equacionados, embora eu veja alguma similaridade entre Flora e Alexia.

    Enredo: os pontos abordados são interessantes, mas o desenvolvimento pecou um pouco, pelo o que eu comentei anteriormente.

    Linguagem: conforme já disse, a lentidão narrativa faz parte do contexto, mas não a demora em chegar ao centro, tanto mais que este são dois, o primeiro com menor força dramática que o segundo.

  23. Priscila Pereira
    10 de dezembro de 2016

    Oi Lino, muito legal seu conto, gostei bastante!! Está bem escrito, a ideia é muito interessante e, para mim, original; os personagens, principalmente o principal, são muito bem construídos e as partes tecnológicas parecem bem verossímeis e não são tediosas. Parabéns!!

  24. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Gostei muito do teu texto, só me parece que o inicio precisa de uma revisão, repetes muitas coisas e deixaste escapar uma gralha deixando a frase sem sentido, mas de resto conseguiste criar um mundo bem interessante de ler, muitos parabéns.

  25. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Olá, autor(a)

    Achei o conto bem interessante, nada muito mais que isso, porém. As extensas explicações limitaram um pouco a participação do leitor na história… e a narrativa linear tornou a leitura um pouco monótona. Senti-me quase tão apática quanto o personagem. Será essa a intenção?

    Está bem escrito, com elementos bem trabalhados e, o enredo encaminha-se para algo definido sem muitas surpresas. Isso não é exatamente ruim, porém o conto não é empolgante. ( Não que seja obrigatório que seja).

    Quanto à adequação ao tema, um ponto chato da crítica mas necessário. Não acho que seja a alma X-Punk. É ficção científica, que me lembrou várias outras histórias do gênero. Contudo, o autor demonstrou habilidade nas palavras e soube desenvolver bem a história. O mundo criado está bem nítido, as descrições estão boas, o personagem apesar de pouco expressivo é bem construído. Dá aquela sensação meio claustrofóbica de ficar na mente dele o tempo todo, por ser em primeira pessoa e quase não ter diálogos.( é apenas uma preferência pessoal).

    Tem uma passagens tristes, mas logo fica nítido que tudo se trata de recomeço. Ele teve uma esposa, depois deteve mais uma… e dali por diante. É só escolher e ter Pulsos.. rs. Essa questão me fez sentir pena do personagem. Também fiquei curiosa para conhecer as outras cidades e fronteiras desse mundo novo, velho… reformado.

    No mais, o conto entretém, mas talvez tenha faltado o elemento X.

    Boa sorte no desafio. 😃

  26. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Lino
    Gostei muito do seu conto. A construção de mundo foi muito boa, com os ciborgues e as cidades com cúpulas [usei no meu conto também]. Gosto desses contos que contam toda a estória da vida do cara até o momento chave, pois dá profundidade ao personagem. Pena que as mortes apareceram apenas no final e tudo de uma vez.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?” [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Vou te indicar, “Ah, ser um bolho!” porque no meio do seu futuro decadente teve um drama familiar, algo que é muito difícil de aliar devido a FC estar ligada a ação, aventura ou terror. Um abraço.

  27. Gustavo Castro Araujo
    6 de dezembro de 2016

    O conto está muito bem escrito, com destaque para a primorosa ambientação. Sem parecer enfadonho, o autor nos conduz a uma comunidade decadente, criada no espaço, com cidades que se encontram em deterioração. Também nos apresenta os avanços tecnológicos e como isso transformou seres humanos em ciborgues, em seres híbridos, que passaram a coexistir com androides (da gema), seres completamente eletrônicos, ao lado de animais do mesmo tipo. A boa ambientação, aliada à narração com leve teor melancólico, de conformismo, me cativou ao menos no início, mas creio que com o desenvolvimento do texto algumas partes ficaram sobrando. Refiro-me, por exemplo, ao trecho que narra o primeiro casamento de Lino – trecho esse que em nada influencia no andamento da trama e que torna a leitura pesada e arrastada. O conto recupera a pegada no momento em que Lino e Alexia viajam a Última e compram Joshua. Aqui o texto muda completamente, deixando a vertente psicológica e filosófica para se tornar um texto sobre suspense. Opção do autor que eu respeito mas que não gostei. Se fôssemos ser honestos, toda a primeira metade do conto poderia ser descartada, já que o objetivo, ao fim, era falar do garoto-ciborgue-psicopata. Em minha opinião, o conto teria sido muito melhor se a pegada inicial, que versava sobre a natureza humana e seus questionamentos, fosse mantida. Ao sucumbir à vertente hollywoodiana, o conto me decepcionou. Isso definitivamente não era necessário.

  28. Pedro Teixeira
    6 de dezembro de 2016

    O conto é bom, bem escrito, mantém o interesse, tem personagens bem construídos. Mas não tem elementos punk, é uma mistura de FC e suspense. Num parágrafo há muitas repetições de “cidade”, e acho que foi o único trecho mal-revisado do texto, no restante ele flui com facilidade. Importante destacar também a construção do ambiente, deste mundo em que os personagens vivem, foi muito bem elaborado e a opção pela narração em primeira pessoa, acertada. Há um bom equilíbrio entre contar e mostrar. Bom conto.

  29. Fheluany Nogueira
    4 de dezembro de 2016

    A narrativa é iniciada com uma ambientação bem fantasiosa, que, à medida que foi evoluindo foi se tornando cada vez mais convincente, apesar da barafunda tecnológica: ciborgues, androides, robôs, ginoide, etc…Gostei bastante do visual e do cenário, e consegui visualizar uma imagem bastante interessante das situações apresentadas.

    O conto, como muitos outros de Desafio, tem como centro o fim da humanidade, com a novidade de mostrar uma forma de reabilitação de tudo e dar a lição de que, os males podem permanecer e é preciso certo cuidado.

    O texto traz um ritmo bom, porém mecanizado; talvez com mais um pouco de suspense ficasse ainda melhor, já que se trata de uma história de crimes , investigação e uma reviravolta final. Enfim, faltou emoção ao narrar.

    No geral é conto um muito bom, bem escrito. Parabéns pela engenhosidade. Abraços.

  30. Anorkinda Neide
    3 de dezembro de 2016

    Olá! Achei este texto recheado de incoerências, precisa de uma revisão de enredo.
    A meu gosto, não me capto por este tipo de historia, minha antipatia por ciborgues é enfática! Mas isso nao vai influenciar a nota, o q pesou mesmo foram as incoerências e a historia em si não tem um mote central.
    Boa sorte, abraço

  31. Brian Oliveira Lancaster
    2 de dezembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: O texto tem uma pegada cyberpunk, só que em outro planeta. Isso destoa um pouquinho da premissa básica, mas ainda mantém as características do gênero; apesar de perder um pouco a força no decorrer da história. – 7,0
    R: É uma bela história inventiva e muito plural. Mas você tentou colocar o Brasil dentro de Açores. Poderia ter enxugado alguns detalhes e focar mais na emoção. Do jeito que está, parece “narrado” demais, como se estivéssemos lendo um jornal. Tem muita história ali dentro que poderia se transformar em uma única, de poucas palavras. Sua mente inventiva deu vazão a algo que não caberia em três mil palavras e sim em mais de dez mil, para ser possível captar as nuances e detalhes descritos, que são realmente interessantes. A história tem coração e muito potencial, basta dar uma enxugada. – 8,0
    E: Desenvolvimento um tanto complexo, devido ao excesso de informações. Não ter um final propriamente dito, baseando-se na premissa do texto, não funcionou tão bem. – 7,0
    M: No entanto a escrita é agradável, sem grandes sobressaltos. Faltou apenas mais sentimento (aliás, se ninguém mais sentia qualquer coisa, como havia uma cidade oferecendo “prazeres”?). – 8,0
    [7,5]

  32. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    2 de dezembro de 2016

    Olá, Lino,

    Tudo bem?

    A inversão na qual o androide é capaz de ser mais humano que o humano é muito interessante em seu conto. No final das contas, a premissa toca o questionamento: afinal o que é ser humano?

    Quanto ao conto em si, gostei da estrutura narrativa. Na primeira separação, da primeira mulher, me peguei pensando – “Separação é sempre separação”, só muda de endereço, de era, de conto. O que quero dizer com isso? Você consegue envolver seu leitor na história.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. angst447
    1 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, devo esclarecer que não levarei em conta a adequação ou não ao tema proposto pelo desafio. Não me considero capacitada para tal.

    O conto, no geral, está bem escrito. Linguagem limpa, sem nada muito marcante, mas também sem entraves. Encontrei poucos deslizes de revisão:
    – A pesar > Apesar
    – Parecem tentar reproduzir um estilo de vida do qual não nos tem mais sentido, com prazeres dos quais não somos mais capazes de sentir. > Aqui, achei que ficou confuso -> (…) um estilo de vida que não faz mais sentido, com prazeres que não somos mais capazes de sentir.
    – foi culpa de Joshua e não Rick. > (…) e não de Rick

    O narrador revela um ser já destituído de sua humanidade, mesmo querendo preservar parte dela. Os dois casamentos, os bichinhos de estimação e o filho foram tentativas, mas que se revelaram infrutíferas. O narrador surpreendeu-me quando disse “Eu jamais imaginei que ficaria tão triste em perder alguém, como senti ao perder Harry.” Pois, o leitor imagina a princípio que ele sentiria falta da Flora e não do cão. Aliás, sorri nesta parte, pois o nome do meu cachorro é Harry.

    O enredo desenvolveu-se bem, revelando um cenário frio, sem possibilidade de retomada a uma humanidade mais sensível. Fiquei um pouco deprimida. 😦

    Boa sorte!

  34. olisomar pires
    30 de novembro de 2016

    Muito bom conto. Parabéns. As possibilidades são quase infinitas com essa trama.

    Bem escrito e bem conduzido, não me atenho a detalhes de continuidade ou l´[ogica.

    Boa sorte.

  35. Leandro B.
    28 de novembro de 2016

    Oi, Lino.
    Sobre a história, acho que ela altera momentos positivos com outros não tão bons assim. Algumas passagens ficaram ótimas, embora uma revisão final pudesse dar uma melhorada geral no conto.

    Sobre a história em si, dois problemas gerais fizeram com que ela não funcionasse muito bem COMIGO. Veja bem, talvez seja mais uma impressão minha mesmo.

    O primeiro problema foi a ênfase nesse mundo que deixou de ser humano e onde os ciborgues perderam sua capacidade de sentir. Isso é enfatizado ao longo de todo o texto e, talvez, fosse melhor demonstrar essa falta de sentimento ao invés de discutir sobre ela. Da maneira que está, senti o texto um pouco distante.

    O segundo problema é que faltou um pouco de… rumo à história. Ora se apresenta o mundo ciborgue, depois se fala, da primeira esposa, depois das diferenças entre as cidades, sobre como não se sente nada, então a segunda esposa, o conto vira um drama familiar, então uma pitada de horror e, por fim, se sugere o inicio de uma nova aventura para reaver a esposa… Acho que faltou um pouco de foco na narrativa.

    Algumas sugestões para uma próxima revisão:

    “Vivíamos em belas a iluminadas cidades”
    e

    “A pesar da vida simples, eu era feliz”
    Apesar

    “convidavam os transeuntes e entrar na casa.”
    a

    “Eu jamais imaginei que ficaria tão triste em perder alguém, como senti ao perder Harry.”
    acho que “fiquei” era mais apropriado. Ou “me sentiria tão triste”.

    “Última era uma cidade fechada e todos que chegavam nela eram revistados. Era uma cidade diferente, com mais recursos para seus moradores. A cidade era limpa e mantida por modernos sistemas mecanizados. A redoma que ainda existia na cidade conseguia impregnar um certo brilho à cidade durante as poucas horas do dia naquela região. Alexia conhecia a cidade, pois me conduziu o tempo todo. ”
    Talvez valesse a pena suprimir algumas “cidade”.

    É isso. Parabens e boa sorte.

  36. Zé Ronaldo
    28 de novembro de 2016

    O texto é fluente, transcorre bem. Lê-se com facilidade.
    As personagens não são tão fortes assim, mas deixam sua marca. Há um trabalho com as características psicológicas delas.
    A trama é interessante, mas poderia ter sido bem mais elaborada, bem mais trabalhada, contudo acabou sendo interessante a crítica feita, como sendo o fator humano o que perverte sempre tudo.
    A ideia é original.
    Há alguns erros de ortografia no texto.

  37. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    Caramba!!! que mais posso dizer, a não ser que adorei a história?? 😀
    Penso muito sobre o assunto, já escrevi vários contos sobre a longevidade artificial, e o que sempre me pergunto é:será que gostaríamos mesmo de viver para sempre? Ainda que algum dia isto seja perfeitamente possível, gostaríamos de nos submeter a isto? Não acabaríamos simplesmente nos cansando de existir em algum momento?

    Este conto me trouxe de volta todas estas questões. Por mim, é o vencedor! 😀

  38. Jowilton Amaral da Costa
    26 de novembro de 2016

    Bem, não gostei muito do conto. Achei a história arrastada e a narrativa e os diálogos pouco trabalhados. Na minha opinião, a narrativa em primeira pessoa não caiu bem ao conto. É uma história triste, mas, não me pegou. Também achei que o tema X-punk não apareceu na trama. Boa sorte.

  39. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Oi, Lino Serkis,
    É um mundo caótico o seu, com esses humanos não–humanos, só a casca, mesmo. Muito dramático. Eu gostei de como explicou tudo, desse drama da destruição, dessa coisa toda. Não vai levar muito tempo para que essas visões se tornem realidade total ou parcialmente. A maneira de narrar, de compor os diálogos. Ficou bom.
    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .