EntreContos

Literatura que desafia.

Poço das Almas (Evelyn Postali)

 

Procura-se coveiro instruído, com 2° de escolaridade para enterrar mortos e realizar serviços adicionais, disposto a receber R$ 1500 mensais. A saber: o referido cargo não exige conhecimento imediato sobre inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários. O candidato deve passar pelo exame médico para aferimento das capacidades físicas e morar no emprego.

Edmilson não pensou duas vezes. Não se desperdiça uma chance estando desempregado e sozinho. Só depois de uma semana soube o motivo da contratação urgente. O sujeito da loja de ferragens mostrara a notícia.

“Coveiro morto no interior impõe um intrigante quebra-cabeça para o delegado de Vale Feliz.”

Jogou o jornal em cima da mesa.

— Coisa mais estranha…

O título da manchete em letras enormes sobressaía-se junto da imagem de capa. E o texto mais abaixo explicava algumas particularidades da contratação.

“A empresa proprietária da área do cemitério-parque Portas do Paraíso afirmou que o funcionário assassinado exercia muito bem as funções. Sem passagem pela polícia ou qualquer antecedente criminal, o homem foi encontrado sem traço de sangue no corpo dentro de uma das gavetas depois de um sumiço de mais de 48 horas. Os investigadores não descartam a possibilidade de vingança, mas o ocorrido levantou uma série de disque-me-disque na pequena cidade, próxima da área do campo santo, uma vez que ele seria a terceira vítima na região.”

Leu a matéria outra vez para ter certeza.

— Vai tomar no…

Rosnou e seguiu para os fundos.

Desde a chegada tivera mais trabalho com pequenos consertos do que com cerimônias propriamente. O lugar estava caindo. Assassinado ou não, o ex-coveiro desmerecia recomendação profissional. Fazia corpo mole diante do serviço, isso sim!

Na primeira noite dentro da casa Edmilson enfrentou problemas com os disjuntores. As piscadelas e a queda da energia só pararam quando ele grudou provisoriamente com fita isolante a chave geral. No dia seguinte precisou trocar a porcaria toda. Depois, o pepino ficou por conta do portão lateral, do lado sul. Alguém o abrira forçando as engrenagens. Levara um dia e meio para consertar tudo à força de pancadas e palavrões.

O dia começara avesso. Precisara desentupir os tubos de drenagem do refrigerador da sala mortuária fazendo-o voltar a funcionar. Agora, eram os castiçais do altar e as luminárias externas do mausoléu secundário, aquele contendo as gavetas pequenas com as urnas do crematório. Estava faminto. Não colocara nada para dentro daquele corpo enorme, mas o serviço não esperava.

Abriu com força as portas do armário e puxou para fora a caixa. Agachou-se, destampou-a e revirou as peças de cima.

— Cadê a chave de… Aaaaaah!

Soltou um grito seco. Caiu para trás.

Uma aranha do tamanho da palma da mão saiu do meio dos fios e peças sobressalentes.

— Que droga!

A bichinha reconhecia o caminho devagar. Tateou a superfície e deslizou para fora. Não teve chance, porém, de contar até dez. Edmilson ergueu-se e pisou na criatura sem dó. PAM! A caixa de ferramentas tremeu.

Ela esperneou por um tempo.

Ele se aproximou. Olhou mais de perto.

Pisou outra vez. Precisava ter certeza. Esmagá-la por completo.

Notou o corte feito a si mesmo ao apoiar a mão bem em cima da lâmina da serra de arco.

— Maldição!

Deu uma boa olhada no sangue.

— Diabos!

Pegou o primeiro pano que encontrou e enrolou. Apertou bem no corte. Não se importou com o machucado.

Naquele dia amontoaram-se os serviços e coisas estranhas.

Logo pela manhã, o refrigerador com defeito. Depois, encontrara uma gaveta funerária aberta. Uma das novas. Virgem. O granito fora retirado da parte da frente e deixado encostado na base da parede.

O telefone convencional apresentou estática logo cedo. Pouco se ouvia das falas do outro lado da linha e as ligações não se completavam.

Precisara ir à cidade procurar um mecânico para consertar os rolamentos do portão principal. Os desgraçados não deslizavam sobre a barra.

Um fato curioso, porém, acontecera no dia anterior, perto do meio-dia: o telefonema de uma das funerárias da capital, avisando sobre um enterro de última hora.

— Mas por que essa hora, senhor?

— Você não é pago para perguntar. Ele é o dono do lugar, rapaz. A morta é parente. O enterro será à tardinha, ao sol poente, no Poço das Almas, o antigo cemitério.

— Gente mais doida, isso sim. Como se fosse fazer diferença…

Resmungou, ao se lembrar da trabalheira dada pelo funeral, na parte mais estranha e isolada: o antigo cemitério, mantido nos fundos do novo, no caminho da casa. Imagine você: lápides de pedra, escondido no mato, isolado por uma grade escura alta e guardado por um enorme cadeado. Sombrio. Com cara de filme de terror.

Na humilde opinião de Edmilson, aquela velharia destoava da demarcação daquela necrópole, quase perfeita, com as plaquinhas de propriedade e as lápides discretas com espaço para uma única flor, cortado por trechos de calçadas e recantos de descanso e oração.

Puxou o ar e prendeu nos pulmões. Soltou ruidoso. Colocou para trás a cabeça. Sentiu os estalos no pescoço. A barriga roncou. Movimentou os ombros. Bufou, contudo, o serviço não se fazia sozinho.

O pequeno conserto ainda esperava por ele. Sim… O maldito do conserto.

— Ontem não tinha problema com aquela joça…

Nos 40 anos, quase quinze de profissão, presenciara todos os tipos de enterros e trabalhara em todos os tipos de campos santos. Definitivamente, aquela semana se sobressaia e bem! de todo o restante. Retirou a camisa. Sentiu o corte arder.

— Mas não acha estranho, padre? Com tanto espaço, vai enfiar a moça lá dentro, naquele lugar cheio de capoeira e bicho estranho?

— Excentricidades, meu jovem Edmilson.

— Excentricidades.

Repetiu em voz alta. A palavra do padre ficara gravada.

— O senhor não vai entrar no velho cemitério, padre?

— A alma da bela Margot Alencastri já está encomendada. Agora é com você. Entre lá e faça o seu trabalho, filho.

Enquanto saía em direção da empreitada, lembrou-se da cerimônia. Poucas pessoas presentes. Rostos estranhos. Quatro sujeitos enormes conduziram o esquife da pequena capela para dentro do cemitério antigo. Ninguém mais entrou. A cova foi aberta na hora por ele. Fez o serviço de maneira rápida, sem perguntas. O suor pingava pelo nariz. Abriu-a, esperou colocarem o caixão e a fechou com determinação. Saiu antes e esperou próximo da coluna da direita.

Depois de meia hora, os homens de terno apontaram perto do portão e ordenaram que passasse a corrente e apertasse o gancho do cadeado.

Livrou-se das lembranças e verificou a iluminação da parte de dentro. Apertou os parafusos dos lustres do pequeno altar. Trocou as lâmpadas e, depois de certificar-se do conserto, ligou a luz externa. Funcionava. Terminou de fechar o mausoléu e notou a lua.

Seguiu para casa. Pensou no banho para tirar a canseira e no almoço que não aconteceu. A boca estava seca. Beberia litros de água.

— Água não. Umas cervejas! E bem geladas.

Parou no momento em que percebeu o clarão dentro da área do cemitério antigo.

Estreitou os olhos.

Segurou a respiração. Não moveu um único músculo. Depois de instantes, imóvel, endireitou-se.

— Naaaaaaaum…

Balançou a cabeça. Coisa da imaginação.

— Nem bebi e já estou vendo coisas.

Retomou o rumo de casa.

Viu o lampejo outra vez.

Estancou. Sentiu o calor subir pelas pernas; aquele mesmo de quando o medo começa a ganhar espaço. O arrepio arranhou a espinha. O tremor o fez segurar mais firme as chaves de fenda.

— Mas que puta merda!

Não vira ninguém aproximar-se.

Levantou uma única hipótese.

Roubar a tumba recém-feita.

— Sacanagem!

Despendurou a lanterna do cinto e seguiu até o portão.

Ao aproximar-se das grades altas focou a luz no arvoredo.

Nada.

Fez silêncio para escutar qualquer indício de presença humana.

Só os grilos.

Enfiou as ferramentas no bolso traseiro da calça. Puxou o molho de chaves.

Retirou o cadeado.

Sempre atento, soltou as correntes.

Um novo arrepio bateu nas costas. Depois, o calor envolveu a garganta.

O estômago apertou.

Seguiu pela picada.

Um pio estridente ecoou do nada.

Estancou próximo das lápides.

Pensou ter enxergado um vulto passar entre as sepulturas.

Lembrou-se da tampa de granito da gaveta.

O homem foi encontrado sem qualquer traço de sangue no corpo dentro de uma das gavetas…

Deu pra trás. Um galho seco estalou.

Edmilson sequer pensou. Desatinou a correr.

Tropeçou. Caiu. O portão estava longe.

Uma rajada de vento quente levantou as folhas secas.

O portão rangeu, movendo-se.

— Jesus…

Atravessou-o alucinado.

Caiu vencido, já na parte de fora. Lanterna para um lado. Ferramentas espalhadas. Respirava atropelado. A boca seca. O coração na garganta.

O vento ergueu-se mais uma vez.

As partes do portão bateram com força.

Edmilson olhou para trás, encarando a escuridão do lado de dentro.

Arrastou-se de costas. Não despregou o olho da entrada.

Foi erguendo-se com dificuldade; a lucidez voltando a lhe pertencer.

Mas que merda…

O coração desacelerando aos poucos. A respiração tomando ritmo.

Olhou ao redor.

Puta cagaço.

Ainda atrapalhado, recolocou a corrente e o cadeado. As mãos tremiam. As pernas também.

Afastou-se incrédulo.

Precisava mesmo de umas cervejas.

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104 comentários em “Poço das Almas (Evelyn Postali)

  1. Rodrigues
    15 de outubro de 2016

    Não gostei muito do conto, me parece que algumas construções estão diferentes demais das outras, como se tivessem sido escritas por várias mãos. Isso não é uma acusação nem nada, mas acontece com muitos autores, ou pode ser que o escritor teve pressa na derrocada do texto e, para isso, mudou muito a velocidade dos fatos, descrições. Há um mistério bacana entremeando toda a história, mas acabou ficando perdido.

    • Bunny Jack
      15 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Rodrigues.
      Abraço.

  2. Pedro Luna
    15 de outubro de 2016

    Olá. Não gostei muito. Estava gostando do início, quando o conto trouxe de forma bacana a rotina do coveiro e todas as suas atribulações. Porém, no final, as frases curtas me incomodaram o bastante, criando um suspense que não se concretizou. Também tem outro conto pegadinha do malandro aqui, senão me engano é o Miudinha, mas aqui faltou o parágrafo final cômico que surpreende pelo nada.

    Abraço

    • Bunny Jack
      15 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Pedro.
      Abraço.

  3. Marcelo Nunes
    14 de outubro de 2016

    Olá Bunny.
    Gostei da escrita, a estrutura do texto me agrada. A leitura flui bem, apesar de frases curtas. A história no início até que prendeu minha atenção, mas da metade para o final, perdeu força.

    Os consertos do coveiro achei morno e cansativo. Ficou muito em cima destes detalhes e faltou no final, na minha opinião. Ambientação foi muito boa, atende o tema do desafio.

    Boa sorte no desafio. Parabéns pela escrita.
    Abraço!

    • Bunny Jack
      14 de outubro de 2016

      Obrigado, Marcelo, pelos comentários.
      Abraço!

  4. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    38. Poço das Almas (Bunny Jack)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: o terceiro parágrafo de um texto é talvez o mais importante, depois do primeiro e do último. Se ele não causar estranheza ou curiosidade, a leitura pode se perder. Gostei das frases curtas, conduzindo a velocidade da leitura deste texto, além dos pequenos sustos, como a aranha. Confesso que o final não foi exatamente o encerramento marcante que eu esperava.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Suspensivo.

    • Bunny Jack
      14 de outubro de 2016

      Obrigado, Daniel, pelo comentário.
      Abraço!

  5. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Gosto bastante de textos com frases curtas, mas acho que faltou liga aqui. A história não vai pela novidade e o final é um pouco anticlimático. Não achei ruim, mas precisa de trabalho.

    • Bunny Jack
      13 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Anderson.
      Abraço!

  6. Fil Felix
    12 de outubro de 2016

    Que boca suja!

    GERAL

    Tá aqui um estilo narrativo bem distinto. E isso tem seus prós e cons, como seus fãs e críticos. Geralmente curto sentenças mais rápidas. A história é interessante e pega pelo lado do humor. O que seria clichê (mais um corpo encontrado com o sangue todo drenado) acaba se transformando no caricato, o que permite trabalhar com os clichês de melhor forma. O próprio protagonista não se acredita. Acho que até eu devo ter soltado um “arre égua” no final. E essa coisa do caricato e até do clima novelesco com a notícia de jornal/ anúncio de emprego, ficaram bons.

    ERRORr

    As frases curtas funcionaram bem no começo, mas do meio pro fim virou praticamente o jogo rápido da Marília Gabriela. Isso, aquilo, isso, aquilo. Esteticamente, não achei tão bacana. Edmilson me pareceu um bom personagem, mas quando falou só foi pra dizer “ferrou, droga, merda” e afins, não sendo tão aproveitado.

    • Bunny Jack
      13 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Fil.
      Vou prestar atenção nos apontamentos.
      Só uma pergunta: acredita que um cara feito o Edmilson teria um vocabulário mais sofisticado, ou filosófico? Porque ele é um sujeito muito comum, sem muito estudo e pouco ligado na reflexão. Se ele fosse diferente pareceria real? Ou pareceria falso?
      De qualquer maneira, o texto será reescrito.
      Grande abraço!

      • Priscila Pereira
        13 de outubro de 2016

        Ei Bunny, eu gostei do seu conto do jeito que está!! Se você quer mesmo reescrever, tente não perder a sua essência.

      • Priscila Pereira
        13 de outubro de 2016

        Ah, esqueci de dizer, seu texto está no meu top 10.

      • Fil Felix
        13 de outubro de 2016

        Olar, Bugs Bunny! Houve um conto (o da Kombi), me fugiu a memória o título, que o coveiro possui um vocabulário refinado e não parece verossímil (mas dentro da proposta, funciona). Você tem razão, um diálogo muito pomposo muitas vezes não condiz com a personagem, não soa natural. O que quis dizer é que Edmilson poderia ter falado muito mais que apenas xingamentos, seja em sua simplicidade ou ignorância. Não precisando ser sofisticado pra isso. Mas é minha humilde opinião, a Priscila (como comentou) gostou de como está. Cabe a você, numa revisão, observar o que é melhor. Boa sorte!

    • Bunny Jack
      13 de outubro de 2016

      Obrigado, Priscila!
      Se eu reescrever, vou procurar não mudar muito ao que me propus no começo.
      Obrigado!
      Grande abraço!

    • Bunny Jack
      14 de outubro de 2016

      Então, Fil… Eu me propus a reescrever e ajustar algumas coisas que apontaram por aqui. E eu vou dar atenção à fala do personagem como você sugeriu. Só não sei se essa fala vai ser complexa porque o Edmilson não é um sujeito muito dado à reflexão.
      Obrigado mais uma vez pelo apontamento. Eu gostei muito de tudo o que o pessoal falou. Com exceção de alguns comentários – não sei se posso chamar de – rudes, do tipo ‘espanta freguês’ não pelo nível de exigência, mas pela acolhida.
      Então, é isso.
      Grande abraço, Fil!

  7. Bia Machado
    11 de outubro de 2016

    Tema: Bem adequado ao tema e levou a temática para o humor, ou pelo menos em grande parte do texto.

    Enredo: Começa bem, desperta curiosidade, mas depois foi me cansando, mostrando-se uma leitura obrigatória.

    Personagens: O Edmilson é uma personagem muito boa e que deve ser bem aproveitada. Aqui até que foi, em grande parte do texto. Eu gostei dele, mas acho que o narrador não lhe deu a devida atenção em alguns momentos.

    Emoção: Gostei no início, depois não me animei muito, mas em algumas partes me divertiu, me peguei rindo imaginando a cena.

    Alguns toques: O final um tanto aberto demais para o meu gosto. Talvez o conto mereça uma revisão após o desafio, sem o problema do espaço, por exemplo. Assim sendo, até daria uma noveleta interessante a partir do cotidiano do Edmilson.

    • Bunny Jack
      12 de outubro de 2016

      Obrigado, Bia, pelo comentário.
      Sei que tem muita coisa para consertar. E gostei demais da sugestão: uma noveleta. Isso abre uma nova perspectiva para ele.
      Valeu!
      Abraço!

  8. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Olha, acabei não gostando muito do conto, apesar do começo promissor. Achei a história um pouco cansativa, e não conseguiu me prender. Eu queria terminar logo, principalmente do meio pra frente. Não gostei muito da mudança de estilo, especialmente quando a história começa a ser contada em parágrafos muito curtos, dando a impressão de se tratar de uma receita, como se fosse um roteiro pra uma história. Achei que a escrita tinha mais qualidade na primeira metade.
    Também achei que tem algumas informações que não acrescentam muito pro todo, como o momento da aranha. Acaba deixando a história meio cansativa, sabe? Tem momentos de alta, quando a escrita é mais objetiva e acrescenta mais ao enredo.
    Por fim, achei que a pontuação em alguns momentos também atrapalhou, deixando a história ainda mais truncada, como no trecho “Puxou o ar e prendeu nos pulmões. Soltou ruidoso. Colocou para trás a cabeça. Sentiu os estalos no pescoço. A barriga roncou. Movimentou os ombros. Bufou, contudo, o serviço não se fazia sozinho.”
    Desculpe se acabei sendo crítico demais, mas acho legal ressaltar que você tem um talento legal pra escrita, e achei que acabou se perdendo um pouco.
    Por exemplo, gostei bastante da climatização, e achei criativo. Gostei do início do conto, especialmente do fato dele começar com um anúncio de emprego. Gosto muito desse tipo de inserção no texto.
    Desculpe por qualquer coisa, e boa sorte no desafio!

    • Bunny Jack
      11 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário Guilherme.
      Não se desculpe. Gostar ou não é de nossa liberdade.
      Abraço!

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    O conto é uma grande “pegadinha”. Durante seu desenrolar, o autor vai soltando elementos aqui e ali, compondo um cenário de suspense, que faz com que o leitor imagine os motivos e monte teses que possam explicar por que, afinal, tantas coisas misteriosas e estranhas estão acontecendo. Só que no fim, não era nada. Ou seja, todo o contexto elaborado, refletido no medo e na correria de Edmilson no final, era produto da imaginação do protagonista – e por consequência do leitor. Sob esse aspecto, o autor do conto está de parabéns porque soube construir um cenário interessante, mas confesso que fiquei frustrado com o final ao perceber que tudo isso se traduziu numa espécie de experiência, mais ou menos como o pai que mostra um pirulito ao filho, que o deixa com vontade e, no fim, guarda o doce só para ver a reação do menino.

    • Bunny Jack
      11 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Gustavo!
      Eu deveria não ter dado muitas pistas falsas. Talvez na reescrita tudo se conserte.
      Eu não mostraria o pirolito para o filho e depois esconderia. Criança tem prioridade nessa minha existência.Talvez fizesse isso com os inimigos, kkkkk. Mas, brincadeiras à parte, tenho anotado os apontamentos.
      Abraços!

  10. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Excelente trama a precisar de uma repegada. Depois gostaria de ler o resultado. Muitos parabéns pelo texto, mas apresentas muitas pontas soltas e a precisar de uma melhor explicação. Certamente fruto do limite de palavras. Mas gostei do teu texto e gostava de te ver no top final.

    • Bunny Jack
      9 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Vitor! Sim. Eu refaço o conto depois do desafio. Já me propus a isso. Sim! As pontas soltas, as explicações. O limite de palavras é um limite.
      Grande abraço!

  11. Leandro B.
    4 de outubro de 2016

    Oi, Bunny.

    Como vai?

    Existe este filme clássico que todos que eu conheço, todos os críticos que já vi e o público em geral gostam bastante. Chama-se O Grande Lebowski. É um filme que acaba subvertendo o gênero, uma vez que cria premissas que poderiam levar a muitos lugares, mas, no fim, não geram o conflito esperado, porque o protagonista não está nem aí para nada.

    Eu não gostei muito de O Grande Lebowski.

    Já li em manuais por aí que devemos selecionar bem o que entra e sai do conto, cada palavra deve ter uma função e etc. Claro, manuais não devem ser regras, afinal, se todos seguíssemos, nunca haveria inovação. Mesmo assim, alguns aspectos da narrativa me incomodaram um pouco ao fugir dessa regra específica.

    Por exemplo,
    “Notou o corte feito a si mesmo ao apoiar a mão bem em cima da lâmina da serra de arco.”

    “Pegou o primeiro pano que encontrou e enrolou. Apertou bem no corte. Não se importou com o machucado.”

    “Retirou a camisa. Sentiu o corte arder.”

    Temos inúmeras referências ao corte e, por isso, esperamos que ele vá desempenhar alguma função na trama e… nada. Era só um corte mesmo.

    De uma maneira um pouco mais problemática, o mesmo acontece com o mistério que cerca o enterro improvisado. Esperamos uma solução, uma explicação, uma orientação para o que de fato está acontecendo e… nada de novo.

    O caso das pessoas sem sangue é referenciado no início, no meio e no fim da narrativa e então… nada. Não sabemos o que está acontecendo, ou o que pode estar acontecendo.

    Não é que eu não goste de contos abertos, mas acho que este ficou aberto demais e, em certa medida, achei frustrante demais enquanto leitor.

    De todo modo, parabens pelo trabalho.

    • Bunny Jack
      7 de outubro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Leandro.
      Abraço!

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    29 de setembro de 2016

    Uma escrita cativante e sem muitos floreios. Acertou em cheio na narrativa de um conto que é muito competente, mas não arrebatador.

    Gostei da premissa, da forma rotineira e atarefada do personagem.

    Parabéns pelo trabalho.

    O final é o epitáfio da minha vida após esse desafio:

    Precisava mesmo de uma cervejas.

    • Bunny Jack
      29 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Gustavo.
      Uma pena o conto não ser arrebatador, mas podemos dividir as cervejas no final desse certame. kkkkk
      Abraço!

  13. Thiago Amaral
    29 de setembro de 2016

    Oi!

    Uma leitura bem agradável, com escrita impecável. Está de parabéns nesse quesito. O texto descreve uma série de atividades no cemitério que não são tão interessantes, mas pela linguagem simples e bem trabalhada não houve problemas de tédio.

    Parece que o autor quis fugir do gênero terror ou poético, mostrando outro lado do cemitério: os afazeres mecânicos de alguém que lá trabalha. Conseguiu passar muito bem esse aspecto.

    Apesar de ficarmos na dúvida quanto a se de fato havia ameaça ou não no clímax da história, por enquanto foi o melhor suspense que li no certame, descrevendo tudo que o homem sentia e todas as ações de forma certeira e eficaz.

    Para não dizer que fui muito bonzinho, algumas observações: O anúncio parece escrito por um empregador excêntrico (hauhauha). E o “disque-me-disque” não me pareceu uma expressão muito jornalística. Mas sempre puxo uma sardinha pro escritor, e imagino que o empregador era “diferente”, e a matéria era de uma seção não tão séria do jornal.

    Depende da qualidade dos outros contos para aparecer no meu Top 10.

    Abraço!

    • Bunny Jack
      29 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Thiago.
      Muito bom ler sobre fugir do gênero terror ou poético. A maioria dos contos que li tendem para esse lado. Eu quis mesmo fugir de questões que remetessem ao sentimental. Também quis me esquivar do que considero já bastante escrito, aquele estereótipo de coveiro misterioso e agourento. Algumas questões serão revistas.
      Abraço!

  14. mariasantino1
    28 de setembro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Então, um conto que narra o cotidiano de um coveiro é legal e você não deixou moroso, porque não se prendeu apenas em falar do serviço de enterrar pessoas. A narrativa inicial pareceu que o conto iria ser algo mais rebuscado, e gostei do vocabulário usado porque acabei aprendendo algumas palavras novas (e isso é bom). O decurso do conto é agradável, ágil, mas estranhei quando falou que o Edmilsom tinha 40 anos sendo 15 de profissão. Estranhei isso porque ao que me parecia, esse era o primeiro trabalho dele como coveiro. Curti o lance de ver aquilo que se quer ver, porque está dúbio e pode ser apenas uma noite de cagaço, ou pode haver algo mais sobrenatural. As partes curtas aceleram tudo e dão ar de descrição de receita de bolo, mas entendo que vc quis correr solto para deixar que cada um imaginasse as coisas conforme iam acontecendo.
    Sinto, mas o espaço me pareceu pequeno para uma maior profundidade e consequentemente, maior afeição de minha parte para com o personagem e sua situação.

    Entreteu, fez rir e houve alguma reflexão, mas as pernas ficaram curtas para dar passadas maiores.

    Boa sorte no desafio.

    • Bunny Jack
      29 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, mariasantino1.
      Abraço!

  15. Maria Flora
    27 de setembro de 2016

    Esta história é bacana, foge do lugar comum de terror e suspense tão em voga atualmente. O drama do personagem é real, faz parte do dia a dia. Percebe-se a irritação com os constantes afazeres, a ansiedade com os fatos incomuns (enterro fora de hora) e o medo comum dos perigos de um lugar como o cemitério. Somente a narrativa que se diferencia da metade do texto para frente. Corre o risco de confundir ao invés de trazer o clima de suspense.

    • Bunny Jack
      27 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Maria Flora.
      Fiquei feliz que percebeu que ela foge do comum.
      E sim, já me atentei para a diferença de forma narrativa da metade para o fim. Preciso corrigir algumas coisas depois do certame.
      Abraços!

  16. Davenir Viganon
    27 de setembro de 2016

    Olá Bunny Jack
    O titulo é de comum para contos de terror. A leitura mostrou ser de outro tipo, deixando o título irônico.
    Dois momentos da narrativa me chamaram a atenção: Primeiro é a sequência que descreve secamente o trabalho rotineiro do protagonista. Parece propositalmente carregado de irritação, como é, na verdade, realizar tais serviços. Segundo a cena do personagem correndo com medo da “assombração”, me peguei lendo rápido e acho que o efeito era esse mesmo. Contudo esse medo, só ficou plausível por conta das pequenas migalhas de pão que você deixou no caminho: O padre que não quis chegar perto da cerimônia, a aranha e os defeitos contínuos das instalações do cemitério e, obviamente, o modo como o outro coveiro morreu. Ao fim de tudo, tudo era o que realmente parecia ser. Inclusive este conto que não é de terror, como se você dissesse: “foi você que enxergou coisas sobrenaturais ai…”
    Gostei do resultado.

    • Bunny Jack
      27 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Davenir.
      Títulos são sempre um problema. Tenho grande dificuldade em encontrar. Nesse desafio, o título veio do nome do local onde o velho cemitério se encontrava. A questão das ‘pistas’ é bem simples. Não era para enganar, mas o leitor sempre tende a encontrar coisas aonde não existem. A morte do coveiro era uma morte peculiar, investigada por um delegado. Isso não significava que estaria relacionado ao cemitério. A lápide da gaveta estava lá porque foi onde o ex-coveiro foi encontrado e o novo só viu naquele dia. O padre não quis entrar no cemitério velho porque já havia feito a cerimônia. Não havia necessidade de acompanhar. As excentricidades do dono do cemitério velho são particulares dele. Tem gente muito estranha no mundo, você há de convir.
      A intenção era de que lessem mais rápido e que entrassem no jogo, porque o coveiro novo estava estressado e carregado de desconfiança e medo. Tudo junto gera algo maior ainda. E sim, só os leitores enxergaram coisas sobrenaturais.
      Valeu! Abraço!

  17. Amanda Gomez
    26 de setembro de 2016

    Olá,

    Mais um conto que termino de ler me sentindo meio ” trolada” rsrs mas calma, isso é uma coisa boa.

    Gostei do conto, estamos tão acostumados a esperar o sobrenatural, o drama e o terror que quando não tem nesse tema, acaba por ser surpreendente, mesmo que não seja surpreendente.

    A ambientação chama atenção, as imagens são claras, sentimos também toda a disposição do Edmilson pra fazer o seu melhor, gostei dele, e torçi pra que não fosse uma vítima.

    O autor engana, deixando falsas pistas ao leitor, a cena em que o suspense é palpável , quem lê, espera que algo ruim aconteça. Não aconteceu, tudo Bem. Mesmo assim não tirou o agradável que foi ler este conto.

    Sou meio cismada com finais abertos, mas esse não me importei.

    Parabéns, cumpriu o que se propôs, um conto bem escrito, que entretém.

    • Bunny Jack
      27 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Amanda.
      Sim. Bem isso que disse. Estamos acostumados a esperar o sobrenatural. E quando não encontramos, ficamos decepcionados. Não sei se foi o seu caso. Creio que não ao extremo.
      As pistas estavam aí para quem as quisesse levar a sério.
      Abraço!

  18. Simoni Dário
    26 de setembro de 2016

    Olá Bunny

    Acho que foi muito “cagaço” para pouca ação, ou melhor, para nada.

    Não entendi, foi suspense pelo suspense o que vi no texto. Penso que você quis mostrar o que a cabeça pode fazer com uma pessoa assustada. Típico para esse tcenário e não deixa de ser clichê (inevitável).

    O destaque aqui vai para a excelente ambientação de cemitério narrada no começo do texto e a decepção acontece por não termos um desfecho das várias portas que você deixou abertas. A conclusão ficou toda para o leitor (ao menos vi assim).

    O final foi tão corrido que ficou engraçado, ri muito nessa parte. No mais, você escreve bem e desejo um bom desafio.
    Abraço

    • Bunny Jack
      26 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Simoni.
      Acho que depende muito do que você procura em um conto cujo tema era cemitério. Eu busquei uma história comum, onde não houvesse apelo para o sentimental. Porque quando se pensa em conto com cemitério, vem o terror em primeiro lugar, e depois as histórias que apelam para o lado sentimental. E eu não queria nem uma coisa, nem outra.
      Eu acho que todo o leitor deve ser também um intérprete das histórias. E se houverem finais abertos, ele deve ser capaz de completá-los com sua infinita capacidade de criação. Alguns são mais capazes que outros.
      E discordo totalmente de você com relação ao clichê.
      Abraço para você.

  19. Pétrya Bischoff
    25 de setembro de 2016

    Buenas, Bunny Jack! O primeiro conto que leio até agora que foge do lugar comum do melancolismo ou morbidade. E eu gostei muito dessa abordagem.
    A escrita é boa, correta, sem apresentar grande singularidade. Mas também não creio que houvesse necessidade de outro tipo nesse conto.
    A narrativa, para mim, foi o ponto forte. Vi alguns colegas apontando a mudança de estilo na primeira e segunda parte, mas isso não me incomodou. Aliás, o segundo estilo de narrativa foi o que mais me agradou. Gosto da sensação de velocidade que impõe à leitura, como se o leitor estivesse correndo junto do personagem.
    A ambientação é suficiente para a história que foca, a meu ver, muito mais no personagem e em como ele está encarando os acontecimentos. Gostei, também, das descrições de todos os afazeres mais irritantes. Apesar de a temática pressupor histórias de terror, essa abordagem me trouxe à “vida real” (ou uma ótica sobre ela), onde fantasmas, talvez, não existam. E seja apenas isso, medo irracional.
    De maneira geral, gostei do conto, especialmente pela abordagem e por não sentir aquela pretensão inerente aos contos mais emocionais.
    Parabéns e boa sorte.

    • Bunny Jack
      26 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Pétrya.
      Fico feliz que tenha gostado de como a história transcorreu. Seu comentário dá um ânimo para seguir adiante. Obrigado!
      Grande abraço!

  20. José Geraldo Gouvêa
    23 de setembro de 2016

    O estilo narrativo que você emprega no começo é significativamente diferente do usado do meio para o fim. Você vai perdendo a mão do estilo a cada novo parágrafo, como se quisesse apressar a história.

    Não é que você narre mal do meio para o fim, é que simplesmente os dois estilos são diferentes demais, prejudicando a unidade do conto. Dando a impressão de que do meio para o fim você correu para ficar dentro do limite de palavras.

    Mas eu gostei mais da segunda metade do que da primeira (veja só). Ali você narra com liberdade, com um estilo moderno e original, sem se perder em estilismos vazios.

    Achei que existem certos elementos na história que ficam deslocados, gratuitos. A aranha e o corte na mão do personagem são completamente supérfluos na história e ocupam um espaço precioso na narrativa.

    Também acho que o conto não devia começar com o anúncio de emprego, mas com uma breve apresentação do personagem, e que o anúncio mesmo não ficou legal, ninguém escreve anúncios assim.

    Mas no geral é um conto que alcança um bom efeito e merece boa nota.

    • Bunny Jack
      23 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, José Geraldo.
      Foi mesmo uma falha mudar o estilo. E eu nem me dei por conta disso. Eu já me propus a reescrever e consertar alguns pontos. Talvez, siga aqui, o que diz. Manterei o segundo estilo. Gostei muito de saber que o considerou livre, moderno e original. Eu tenho que rever esses elementos – aranha, corte – e também sobre o anúncio. Nossa… Gostei muito do seu comentário.
      Valeu!

  21. Jowilton Amaral da Costa
    22 de setembro de 2016

    Bom conto. Rápido e cheio de estilo na narrativa. Foi criado um bom suspense deixando o leitor aqui motivado para continuar a leitura, no entanto, o mistério continuou misterioso, hehehe. Não vi erros e achei bem escrito. Boa sorte.

    • Bunny Jack
      23 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário Jowilton.
      Hahahaha o mistério continuou misterioso mesmo. Mas não era para ter mistério resolvido na morte do coveiro anterior. Era só uma desventura de alguém estressado pelo dia.
      Valeu!

  22. Catarina
    22 de setembro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO: Claro que quero continuar, pensei até em mandar currículo. Vejamos se adiante tenho potencial para o cargo.

    TRAMA – A trova foi tão intensa que, se não fosse minha natureza troncha, teria me emputecido com esse fim estropiado; só que não. Adoro ser corneada por uma trama de ação sagaz.

    AMBIENTE. Onde foi mesmo? O personagem desenvolveu uma personalidade tão forte que o conto poderia se passar até numa plantação de alface de monges beneditinos.

    EFEITO modernoso. Entrei na cápsula. Acabou-se o disse-me-disse, agora é disque-me-disque, ou watsap-me-sap… bem, sei lá; funcionou. Opinião: Não alonga não. “É nos menores frascos que estão os melhores perfumes.”. O problema é que poucos sabem escrever muito com pouco. Você sabe, aproveite o dom e lapide.

    • Bunny Jack
      22 de setembro de 2016

      Catarina! Caramba, Catarina! Eu gostei muito mais do seu comentário pela forma que escreveu do que pelos pontos positivos que apontou do conto! Me ganhou nessa. Obrigado pelo comentário. Gostei do roteiro: plantação de alface de monges beneditinos. Escreverei uma história em sua homenagem. Posso usar o seu nome? Minha mãe tem Catharina como segundo nome. Já me identifiquei.
      E essa coisa do disse-me-disse… Tá explicado lá embaixo, nos comentários. Não alongar? Vou ponderar sobre não alongar, mas o pessoal apontou essas falhas de estrutura. Já leu os comentários?
      Obrigado novamente pelas palavras.
      Abraços!

      • Catarina
        29 de setembro de 2016

        Li agora os comentários porque você falou. Eu não encontrei falha de estrutura nenhuma. Acho que uns têm dom para o prolixo e outros para a síntese. Não existe texto melhor por ser maior e vice-versa muito pelo contrário. Rsrsrs… Mas eu prefiro os curtos e impactantes.
        A questão aqui é o que VOCÊ quer escrever.

    • Bunny Jack
      12 de outubro de 2016

      Oi, Catarina,
      Desculpe a demora. Só vi seu comentário agora.
      Vou guardar suas palavras.
      Abraço carinhoso.

  23. Felipe T.S
    22 de setembro de 2016

    Olá Bunny!

    Você foi criativo, me fisgou logo de início, mas do meio para frente, não sei o que aconteceu, acabei perdendo parte do interesse na história. Não que eu não goste, mas acredito que a mudança da forma como a história é narrada (do meio pra frente vc se atenta a poucos detalhes, joga informações curtas e descrições breves) do meio para o fim, atrapalhou bastante na apreciação do texto. Não entendi qual foi sua intenção com esse “afunilamento” na forma de escrever, senti apenas que as coisas se aceleraram, mas até aí tudo bem, o que fez eu não gostar muito foi que o desfecho não traz nada tão forte, ao ponto de justificar a pressa do mesmo.

    Acredito que não consegui captar sua intenção, mas isso faz parte. Você escreve bem e construiu algumas frases bem legais, continue firme!

    Bom, boa sorte no desafio.

    • Bunny Jack
      22 de setembro de 2016

      Bah, Felipe, verdade. Terei que refazer tudo. O pessoal nos comentários anteriores já me alertaram desse final. Não, não tem como entender, porque não tinha intenção de afunilar, mas fui escrevendo. E no fim, ficou isso aí.
      Até!

  24. Brian Oliveira Lancaster
    22 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Versão insólita, cheia de humor não intencional (ou intencional), de uma característica bem incomum ao gênero. Gostei do tom utilizado para contar uma história aparentemente simples, com eventos não naturais, explicados por meio de devaneios e imaginação.
    ME: O texto tem uma atmosfera de causo, o que é excelente. Apesar de entender a urgência no final, a construção ficou um tanto deslocada do início. Entendi a intenção, mas poderia ser utilizado apenas nas frases conclusivas – a urgência teria o mesmo efeito e não quebraria tanto o ritmo. Sua atitude no encerramento foi bastante hilária. Ah, e no parágrafo inicial, acho que faltou um “grau” ao lado de 2º.

    • Bunny Jack
      22 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Brian.
      O humor não foi intencional, mas gostei de saber que existe aí, em algum lugar do texto. Obrigado pelas dicas das frases no final. Reescrever é uma das coisas que já está sendo feita.
      Abraço!

  25. Fheluany Nogueira
    21 de setembro de 2016

    Esta narrativa mexe com a imaginação dos leitores, tem uma boa dose de suspense, o dinamismo da linguagem vai crescendo com o desenrolar desajeitado das tarefas cotidianas do coveiro novato, mas muitas pontas ficam soltas no desfecho. Os mistérios criados ficam sem respostas.

    Gostei muito do conto, mesmo sem as soluções pedidas, tem um quê de moderno, um tom de humor e o personagem traz certo glamour, a leitura é fluente. Parabéns pela participação e sorte no Desafio.

    • Bunny Jack
      21 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário Fheluany.
      Já me propus a amarrar as pontas soltas e dar uma resposta para os mistérios.
      Ele deverá ficar melhor com as sugestões apontadas aqui, no desafio.
      Abraço!

  26. Gilson Raimundo
    21 de setembro de 2016

    Gostei das desventuras do Edmilson que no começo sofreu com outros afazeres do cemitério e pouco tinha de coveiro. Pensei também que seria sua primeira experiência na área, mas vi que havia trabalhado em outros não tão misteriosos quanto aquele. O conto foi um espetáculo até ser assassinado no final. Contos com final aberto é bom para estimular a imaginação do leitor, mas contos abertos não tem o mesmo efeito… Quem eram os proprietários do cemitério? Pq tinha outro cemitério escondido atrás do portão trancado? Pq ninguém o visitava? Pq o padre não entrou? Pq a moça foi enterrada lá? Pq não tinha acompanhamento no funeral? Do que ela morreu? Qual o mistério da morte dos outros coveiros? O que o autor quis dizer com isso tudo? São muitas coisas no ar, cada um completa do jeito que quiser mas o autor produz um texto que parece querer encher linguiça.

    • Bunny Jack
      21 de setembro de 2016

      Obrigado pelo seu comentário Gilson Raimundo.
      E é o que conta no final, não é mesmo? Cada um entender de um jeito e encher a linguiça a seu modo. Essas muitas perguntas vão servir de base para a reestruturação do conto depois desse desafio.

  27. Fabio Baptista
    20 de setembro de 2016

    O conto ficou prometendo, prometendo e no final não cumpriu. Criou uma atmosfera até legal de suspense, com as notícias do jornal (apesar que esse suspense já está ficando batido aqui dentro do desafio… e ainda estou no começo das leituras), mas quando era para tocar o terror mesmo… acabou sem mostrar nada além da correria.

    Essas frases curtas e a quebra contínua de parágrafos no final cansou mais do que demonstrou desespero (imagino ter sido essa a intenção).

    – Com cara de filme de terror.
    >>> descrição muito fácil, poderia caprichar mais

    – cheio de capoeira
    >>> poeira?

    Abraço!

    • Bunny Jack
      21 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Fabio.
      Vou anotar aqui os apontamentos, mas eu não sabia que o conto precisava ter obrigatoriamente terror. Pensei que a história deveria acontecer em um cemitério ou que houvesse uma cena. As notícias do jornal eram para ser apenas notícias e não provocar frustrações nos leitores.
      E sobre o cheiro de capoeira… Você deve ser urbano demais. Cheiro de capoeira, de mato, daquele mato ciliar que compõe a floresta, só que é escasso, menor. Fica no entorno das árvores maiores. É um mato que protege e ao mesmo tempo serve de abrigo para animais menores. Esse termo não pertence muito aos que são urbanos, não? E, não. As frases curtas não eram para causar desespero em você, nem em qualquer leitor. Não foi essa a intenção.
      Abraço!

      • Fabio Baptista
        21 de setembro de 2016

        Oi, Bunny. O tema do desafio é cemitério e nisso seu conto atendeu perfeitamente.

        Pelo começo eu fiquei com a sensação que fosse se desenrolar um terror (dentro do tema cemitério). Pode ter sido sem intenção, mas você criou um belo clima de suspense ali, do cara indo preencher uma vaga onde coisas estranhas estavam ocorrendo.

        Realmente sou “urbano demais” e pra mim capoeira remete de imediato a um tipo de luta.

        Bom, com intenção de transmitir o desespero do personagem ou não, as frases curtas não me agradaram.

        Abraço!

      • Olisomar Pires
        21 de setembro de 2016

        Eu reconheci o termo “cheiro de capoeira”, mas, claro, sou de Goiás, né ? rsrsrs .

        E aqui é comum dizer sobre uma grande área de terra aberta: ” – É um capoeirão danado.”

        Só pra contribuir com o assunto. 🙂

    • Bunny Jack
      21 de setembro de 2016

      Sim! Entendo isso! Concordo com você. Eu deveria ter deixado de lado determinadas coisas. Tem razão. Mas capoeira é um termo técnico…
      Capoeira – formação vegetal que resulta da exploração parcial do capoeirão ou da evolução de um “cultivado”, no sistema fitogeográfico descrito por Loefgren ((brushwood)
      Capoeirões – formações vegetais oriundas da exploração parcial da mata virgem ou da evolução de uma capoeira
      https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Bracatinga/CultivodaBracatinga/21_glossario_bracatinga.htm
      Talvez eu devesse ter usado outro.
      Abraço!

      • Bunny Jack
        21 de setembro de 2016

        É um termo usado no interior. Não faz parte do vocabulário urbano. Creio que ninguém conheça esse termo, ou poucos conhecem.

  28. Phillip Klem
    20 de setembro de 2016

    Boa noite Bunny.
    Cara, pra falar a verdade, gostei pra caramba do seu conto!
    Foi simples, modesto, linguagem clara, personagem carismático. Uma maravilha de ler. Até ri um bocado em algumas partes.
    Gosto bastante de contos que não tentam ser o que não são. Pelo que percebi você não pretendia escrever um conto épico, grande, completo. Apenas uma parte comum da vida de um coveiro comum que xinga pra caramba e que teve uma noite difícil depois de um dia cansativo de trabalho. Quem nunca?
    Adorei. Gosto de contos despretensiosos e o seu me ganhou por completo.
    O final foi um pouco corrido? Sim
    Algumas informações ficaram faltando? Sim
    Mas acho que nada disso atrapalhou a narrativa como um todo.
    Meus parabéns pelo conto e pela criatividade.
    Boa sorte no certame.

    • Bunny Jack
      20 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Phillip.
      Não pretendia, não, escrever algo épico, grande, completo. Era só um dia comum, na vida comum de um cara que aceitou um emprego sem ter muita noção. Os colegas leitores apontaram várias falhas também. Quero reescrever para trabalhar o final e as informações que faltaram.
      Bacana ter gostado do texto.
      Obrigado, mais uma vez.

  29. Pedro Teixeira
    20 de setembro de 2016

    Olá, Bunny Jack! É um conto bacana, divertido. A linguagem é clara e eficiente, fazendo a leitura fluir com facilidade. O maior problema aqui pra mim é que ficou parecendo parte de uma estória maior: algumas situações são narradas com detalhes demais, e o final, considerando o episódio do antecessor morto de forma misteriosa, acaba frustrando, ficou com cara de capítulo de uma narrativa mais longa. Agora me ocorre que o incidente no fim e toda a trabalheira passam a ideia de que ele está esgotado e nervoso, tornando-o sugestionável, o que é reforçado com sua fala final, mas não funcionou bem pra mim. Não percebi erros gramaticais. Enfim, um bom trabalho, mas eu esperava algo mais. Parabéns e boa sorte!

    • Bunny Jack
      20 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Pedro.
      Gostei muito do que falou e, de forma geral, das sugestões que deixaram aqui. Elas farão o texto ficar muito bom, sem essas falhas de narrativa, coisas que ficaram faltando. Sobre o que apontou, a intenção era bem essa: que o Edmilson, depois de um dia muito complicado, se tornasse alvo fácil de seus medos.
      Abraço!

  30. Anorkinda Neide
    19 de setembro de 2016

    Pois é, tchê.. passou tanto tempo descrevendo detalhes insignificantes dos consertos aos quais o coveiro teve q fazer, q até cansei por ele… e dae qd finalmente apareceu um enterro sinistro, um fato assustador, o autor pega e termina a historia.. ahh pera lá! 😛
    Achei q todo o conto foi um roteiro de filme, com algumas poucas (e boas) inserções proprias à narrativa do conto em si. Mas é assim mesmo, vamos escrevendo e lendo bastante q pegamos o jeito, me incluo nessa.
    Nao entendi bem o enterro.. entendi q o portao grande e sinistro, com corrente e cadeado era a divisa do cemiterio novo, bem descrito no texto, com o cemiterio velho, meio abandonado e tal, cheio de capim e sei lá… mas.. quando ocorre o enterro da moça, achei q o coveiro havia cavado a terra e cobrido o caixao com terra..ok, dentro do cenario de enterros antigos, feitos na terra. ..mas ele ‘sai’, de onde? e deixa os 4 homens lá ‘dentro’… de onde? e depois ele verifica as luzes e castical, altar e tals, dae q vi q a moça fora sepultada num mausoleu? esse mausoleu apareceu ‘do nada’!!!
    tive q reler varias vezes este trecho
    bem, qual o misterio deste mausoleu? ou da moça falecida? q vulto ele viu? ou seja, qd a historia começou, vc simplesmente nos privou da contação da mesma 😦
    frustrei muito. rsrs
    Abração

    • Bunny Jack
      19 de setembro de 2016

      Ah… Não se estresse mulher. Não entender faz parte! Eu também quando leio – e leio muita coisa diferente – me perco na leitura e tenho que reler. Isso é normal.
      Obrigada pelo comentário.
      Abraço!

    • Bunny Jack
      19 de setembro de 2016

      Eu também me propus a reescrever a história. Os colegas leitores já apontaram muitas coisas para melhorar. E sinto muito pela frustração. Mas acontece.

  31. Ricardo Gnecco Falco
    19 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> O começo da leitura foi mais lento do que o restante. O conto foi ganhando agilidade e consegui facilmente vislumbrar as descrições e até mesmo um pouquinho da personalidade do Edmilson. Fiquei esperando um final mais apoteótico, principalmente por causa das ‘pistas’ deixadas no decorrer da leitura (gaveta aberta, estática do telefone, cemitério antigo, corpo sem sangue…). Portanto, o fim da história não me foi satisfatório. Ficou parecendo que faltou espaço para desenvolver melhor o final. Na verdade, se houvesse um “continua no próximo Desafio…” eu iria querer ler, para saber tudo o que não consegui saber ao final da história. Inclusive, tem muito pano pra manga ainda pra ‘ser revelado’ numa continuação… 😉 De 1 a 10, daria nota 7 ao conto.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Frases longas e parágrafos maiores no início; frases curtas e pequenas estrofes ao final. Houve uma ruptura em algum lugar. Talvez a fome estivesse apertando a inspiração do(a) autor(a), apressando-o rumo ao final. As frases curtas casaram melhor com a narrativa; principalmente contribuindo para um aumento de tensão na segunda parte. O final ficou aquém do que poderia render o texto. Boa sacada na utilização do foco narrativo, prendendo-se à visão do coveiro. No entanto, penso eu que a 1ª Pessoa seria uma escolha mais acertada. Parabéns pela criação!

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Aguardando as cenas do próximo capítulo! 🙂

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Bunny Jack
      19 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Ricardo.
      Gostei demais do que apontou! Eu já me propus a reescrever esse conto baseado nos apontamentos feitos pelos leitores. Valeu, cara!
      Abraço!

  32. Adolf
    18 de setembro de 2016

    Gostei do conto. Está escrito com ritmos diferentes em cada momento, devagar, no início, focando no personagem e no porquê ele está ali e acelerada, quando aproxima-se do desfecho. Gostei como o tema, de acordo com o desafio, foi abordado, sob a perspectiva do coveiro, que geralmente não recebe muita atenção. As frases ditas pelo personagem foram bem colocadas, ajudando a transmitir a tensão desejada. A pouca descrição da figura no cemitério e a dúvida sobre o que realmente seria (um vampiro, um fantasma?) também criaram uma sensação de mistério. Acho que em uma história maior haveria muitas outras coisas interessantes para se descobrir do personagem.
    Boa sorte!

    • Bunny Jack
      18 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Adolf.
      Apontou coisa que não consigo enxergar na análise – ritmos diferentes.
      Quem sabe se eu reescrever, ele pode tomar uma forma diferente e ficar bom.
      Abraços.

  33. Iolandinha Pinheiro
    18 de setembro de 2016

    Muito bom conto. Personagem fortemente delienado, marcante, as sensações presentes, as impressões (emoções, pensamentos, sentimentos) muito bem fabricados. A história bem talhada com um terror leve, mas verossímil. Ah, gostei. Você é um escritor de verdade, fez um ótimo trabalho. Uma pequena correção: não é “disque me disque” mas ” disse me disse”. Fora isso, história muito boa, ambientação cuidadosa, texto envolvente, um bom toque de suspense, cenas bem trabalhadas (adorei a parte em que ele se arrasta para trás como se tivesse medo de dar as costas para o que o assustava). Um conto que me conquistou. Sucesso.

    • Bunny Jack
      18 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Iolandinha.
      Fico super feliz de você ter gostado de como construí a história e o Edmilson.
      Nos comentários anteriores eu expliquei sobre a expressão disque me disque. Tremenda falta de atenção na revisão. Falha minha. Era para corrigir e deixar diz-que-me-diz-que. Obrigado por apontar a falha.
      Abraços.

  34. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    16 de setembro de 2016

    Olá, Bunny Jack,

    Gostei muito do seu conto. Fugiu do lugar comum e trabalhou com uma figura chave dos cemitérios, o coveiro.

    Gostei de como você mostrou que o personagem era uma figura comum, obviamente empática a todos, com seus afazeres cotidianos, fome, sede… Enfim, não a estereotipada figura recorrente em filmes de terror.

    Sobre a escrita em flashs, sou contrária a algumas opiniões acima. Eu gosto. Para mim, soa como uma cadência do desenrolar da história. Talvez isso se deva ao fato de eu escrever roteiros.

    A única coisa que me incomodou nessa sequência de frases curtas foi o fato de ela surgir em determinado ponto do texto e não nele inteiro. Isso quebrou um pouco o ritmo da leitura.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio!

    • Bunny Jack
      16 de setembro de 2016

      Oi, Paula! Obrigado pelo comentário! Fiquei super feliz que percebeu sobre o coveiro não estar estereotipado. Normalmente fazem uma caricatura do sujeito e isso me incomoda porque foge da realidade. A questão das frases curtas foi para evidenciar o atropelo, o desassossego da cena final. Mas vou considerar refazer o texto e equilibrar o uso tanto dos parágrafos longos, quanto das frases curtas.
      Eu normalmente trabalho o esqueleto dos textos com frases curtas como se fossem roteiros. É prático e eficiente. Gosto de usá-las.
      Obrigado novamente pelo comentário. Abraços.

  35. Evandro Furtado
    15 de setembro de 2016

    Fluídez – Good

    O texto não apresenta problemas com a ortografia ou a sintaxe. Em geral, corre bem sem maiores obstáculos, apesar de não apresentar algo diferenciado nesse aspecto.

    Personagens – Good

    Edmilison – homem solitário, provavelmente nunca se casou ou divorciado. Nunca teve oportunidade de seguir seus sonhos na vida, sempre trabalhou pensando no hoje. Leve medo de aranhas. Tendência ao alcoolismo. Não parece ser muito religioso. Humilde, falta-lhe auto-confiança.

    Trama – Weak

    O desenvolvimento da história até a metade é bastante interessante, depois o autor parece se perder um pouco. O conflito do personagem nunca se explicita de fato. Os diálogos parecem soltos, sem importância para a história. O final parece abrupto e sem apelo.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Average

    Estilo – Average

    O conto começa com uma pegada das histórias policias da coleção Vagalume, o que seria algo bem interessante se mantido. Ao longo de seu desenvolvimento, no entanto, vai se metamorfoseando sem nunca assumir uma identidade própria. A narrativa em terceira pessoa para uma história que gira em torno de um único personagem talvez não tenha sido a melhor escolha. Mais para o final do texto, o autor opta por utilizar parágrafos curtos, compostos de apenas um período. Escolha interessante e ousada, mas que não teve muita força graças à trama um tanto fraca.

    Efeito Catártico – Very Weak

    O impacto final é praticamente nulo graças aos fatores mencionados anteriormente. Faltou entregar algo mais palpável. Não estou criticando, exatamente, a natureza aberta do conto em si, mas pelo início de texto, permeado por descrições precisas, eu esperava algo mais tangível pelo senso de unidade. Além disso, tem o peso do fantástico pseudônimo, a partir do qual eu esperava os mais baixos graus de Weird Ficction, o que nunca veio. Claro que, nesse caso, eu não posso culpar o autor pela minha mente perturbada.

    Resultado Final – Average

    • Bunny Jack
      15 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Evandro. Gostei muito mesmo de como avaliou o texto. Isso me dá a possibilidade de melhorar bastante, de refazer em algum outro momento o que foi iniciado aí. Você acredita que se mudar de terceira pessoa para primeira vai melhorar? Ou é uma questão mesmo de linguagem? Pode explicar melhor sobre a questão dos diálogos e da weird ficction? Valeu, cara.

      • Evandro Furtado
        16 de setembro de 2016

        Fala, Bunny. Que bom que gostou das sugestões.

        Em relação à primeira pessoa, você tem que pensar em qual será o foco de seu texto. Eu achei que ficaria melhor porque você tem um único personagem que realmente importa. Escrever em primeira pessoa te permitiria desenvolver melhor os conflitos internos desse personagem pela sua própria voz. É claro que isso também seria possível na terceira pessoa por meio do discurso livre indireto, mas perderia o caráter mais intimista.

        Em relação aos diálogos, achei-os desnecessários. Eles não estão fazendo muita diferença no texto. Não contribuem para o desenvolvimento do personagem ou da trama. Claro que se você, eventualmente, aumentar o texto, pode criar as conexões entre esses diálogos e o restante do texto. Basta dar um senso de unidade a tudo.

        Quanto ao pseudônimo, falei de weird ficction porque achei que tinha alguma coisa de Deep Web nele. Acho um pseudônimo bacana a ser adotado caso queira se aventurar no gênero.

    • Bunny Jack
      16 de setembro de 2016

      Valeu Evandro!

  36. Wender Lemes
    15 de setembro de 2016

    Olá! Um conto de leitura fácil, o que por si só não é um defeito (pode ser uma questão de estilo, como me parece o caso aqui). Senti falta, por outro lado, de um pouco mais de tempo para apreciar o que estava sendo contado, os cenários, o protagonista. A fluidez é um bom aspecto na narrativa, mas, em alguns pontos, é conveniente diminuir o ritmo e proporcionar ao leitor algum tempo para assimilar o que está se passando. Sobre o tema, não há nem o que questionar, perfeitamente adequado. O fato de ter deixado “em aberto” o que realmente aconteceu no cemitério antigo foi uma boa opção (cabe ao leitor decidir entre o real, o sobrenatural ou a alucinação de medo de Edmilson). Parabéns e boa sorte.

    • Bunny Jack
      15 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Wender. Sim, concordo com você. Eu poderia ter trabalhado melhor o cenário, o protagonista. E sim, com relação ao ritmo, também. Valeu, cara!

  37. Taty
    14 de setembro de 2016

    Olá, eu até que gostei do conto com suas histórias soltas, rodeando-se para se amarrarem no cemitério.

    Só não me cativou o estilo tipo flashs: fez isso, fez aquilo, pegou lá, voltou etc. Meio mecanizado.

    No geral é um conto mediano, pra mim. Espero que ninguém se ofenda com meus comentários.

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário Taty. Por que eu iria me ofender? Estamos aqui para aprender, não é mesmo? Se não for assim, do que adianta essa coisa toda de comentário?

  38. mhs1971
    14 de setembro de 2016

    Olá

    Como vai?
    Achei o conto bem dinâmico e de leitura rápida, bem prático para o Desafio do EntreContos, não é? rsrs
    Tão rápido que foi a leitura que em menos de 3 minutos já estava a escrever o meu comentário.
    Creio que isso seria um recurso aplicável até em contos para o Wattpad, que pela praticidade e velocidade ganharia muitos leitores jovens ou apreciadores desse estilo de escrita.
    Existem detalhes que poderiam ser melhorados, tal como a notícia do jornal, que poderia ter seguido a escrita típica desse tipo de texto. Digo isso pois trabalhei com jornal e revistas e meio que estou habituado a esse tipo textual. Aponto para a melhoria para que desse um embasamento sério, um tom dramático que faria um clima inicial interessante.
    Bem enfim.
    As frases curtas cairam bem no contexto dinâmico, fora que o uso do coloquialismo de classes menos letradas foi bem colocado. Não faria sentido uma pessoa de pouca instrução falar em um tom Parnasiano, não é?
    Achei a passagem das lembranças do coveiro um tanto abruptas, me atentando em qual estado (lembrança/realidade) ele se encontrado.
    No contexto geral gostei do conto, e foi uma leitura agradável para o eu almoço curto e atropelado na rotina de trabalho.
    Parabéns e continue bem.

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado, mhs1971.
      Eu vou atentar para esses detalhes que falou para melhorar o conto. Fiquei muito feliz que gostou da linguagem. O conto tem quase 1500 palavras, então, a rapidez é pela forma de escrita mesmo.

  39. Claudia Roberta Angst
    14 de setembro de 2016

    O tema proposto pelo desafio está presente e bem desenvolvido. O conto desperta logo o interesse. Queremos saber o que aconteceu com o antigo coveiro, apesar de já haver a dica de se tratar de uma espécie de vampirismo.

    O ritmo da narrativa é muito bom, sem entraves, sem ralentar nas passagens. No entanto, o final mostrou-se bastante apressado. Entendo que a intenção do autor tenha sido de pontuar o texto como se tratasse dos takes de um filme, roteirizando a trama. Teria funcionado melhor se o recurso fosse empregado apenas no finalzinho mesmo.

    Não sei se o autor quis fazer um trocadilho usando “disque-me-disque” no lugar de “disse-me-disse”.
    Ao aproximar-se > Ao se aproximar (a preposição funciona como partícula atrativa do pronome oblíquo SE)
    ninguém aproximar-se. (NINGUÉM puxa o SE para perto)

    Um bom conto.

    Boa sorte!

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Cláudia.
      Entendido sobre fazer as frases curtas só no final. Gostei da sua dica.
      Sobre a expressão, já elucidei para o Olisomar. Era para ter corrigido.

  40. Olisomar Pires
    14 de setembro de 2016

    Uma correria esse conto. Tanta que no final (ou meio mesmo) já faltava fôlego e começaram as frases soltas, meio desconexas. Acho que ficou sem trama, sem enredo e o estilo de jogar um monte de informações, como se fosse um diário do personagem, não me conquistou.

    Detalhe: A expressão “disque-me-disque” é um regionalismo ? Pois conheço apenas a “disse-me-disse”.

    Boa sorte.

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Olisomar.
      Correria? Talvez você tenha lido depressa. Pode explicar o que significa ‘sem trama’? Gosto de regionalismos nos textos. Eles dão identidade para eles. Percebo que os autores evitam trabalhar isso e, no fim, se perde a beleza da diversidade.
      Sobre a expressão… Falha minha. Era para corrigir e deixar diz-que-me-diz-que.

      • Olisomar Pires
        14 de setembro de 2016

        Por “correria” refiro-me aos elos do conto: anúncio de emprego, imediata contratação, tarefas automáticas, o personagem já age no trabalho como se tivesse empregado há tempos, aparece até a familiaridade com certo padre, assim do nada rsrsrsr….

        “Sem trama” significa, pra mim, sem trama. Qual é a trama ? Qual é a rede que agrupa os personagens ? A mim me pareceu que são eventos distintos que não interligaram a coisa, por fim o coveiro não se dá conta do perigo e fica o dito pelo não dito ?

        Quanto à expressão, essa que vc colocou agora também conheço, a outra do texto é que achei estranha rsrsr

        obrigado por responder. Sempre lembrando que possivelmente eu esteja errado na análise, não se preocupe com isso e continue escrevendo, é o que eu faço rsrsrs.

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Bem verdade, Olisomar. Obrigado por responder. Vou prestar atenção a esses detalhes que falou. Gostei demais que explicou. Valeu!

  41. Priscila Pereira
    14 de setembro de 2016

    Oi Bunny Jack, eu gostei bastante do seu conto, bem informal, gostei da linguagem, deu um toque de realidade, as frases curtas deram ação ao conto, não achei o final abrupto, o conto todo me agradou muito. Parece que é um autor bem experiente… Boa sorte!!

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Priscila. Fiquei feliz que entendeu o propósito das frases curtas. Experiente, não, mas vamos tentando, não é?

  42. Ricardo de Lohem
    14 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Uma história, pelo que se percebe no final, de vampiro. O problema é que o autor parece ter ignorado o limite de 1500 palavras e gastado quase todas na intro da história, restando quase nada para o clímax, deixando a narrativa com um final abrupto demais e insatisfatório. Devia ter se concentrado mais no meio e no fim da história, em vez do começo. Boa Sorte.

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Ricardo.
      Não foi bem vampiro. Todo mundo sempre lembra deles, antes de outros seres. E, talvez, nem tenha sido algo sobrenatural. O Edmilson pode ter viajado legal no dia que teve.

  43. Evelyn
    13 de setembro de 2016

    Oi, Bunny Jack,
    Gostei da ambientação e está bem escrito. A leitura flui.
    Gostei também do Edmilson e acredito que o mistério do ex-coveiro poderia ter sido mais desenvolvido. Talvez depois, possa ser ampliado como outros contos dentro desse desafio.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Ricardo de Lohem
      14 de setembro de 2016

      Ampliado como? Cada pessoa só pode enviar um conto, e como os outros vão complementar, se isso não foi combinado previamente? Não faz muito sentido isso…

      • Evelyn
        14 de setembro de 2016

        Oi, Ricardo,
        Eu quis dizer que, existem outros contos, dentro do desafio, que podem ser trabalhados depois, quando o desafio terminar. Me pareceu possível isso em alguns. Foi o que eu quis dizer.
        Abraço!

    • Bunny Jack
      14 de setembro de 2016

      Obrigado pelo comentário, Evelyn. Posso reescrever. Alongar. Sim.

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Informação

Publicado às 13 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .