EntreContos

Detox Literário.

Óleo sobre tela n° 16 (José Leonardo)

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Pica nesse cu, Seo Élio, dizia o bafo me chegando à nuca. É dizer vai, patrão, a Berenice tá com o focinho comichando, dois buracos compridões no rumo da mata, e coragem não pode faltar. Tá certo, Zé Cumprido, eu respondi, mas desfechar logo o balaço, e se for homem humano?; me lembrei do Guima Rosa, licença poética da porra. Minha vez primeira enfronhado naqueles esguichos de folha verde, parecem cair do céu de meu Deus e ficar assim suspensas, ad aeternum. Mas o patrão não entende patacas do campo?, perguntou, Povo da capital não sabe o que é macaxeira, roda de matuto, nada? Não tem galinha pra comer, na mesa? Na cidade, Zé Cumprido, é a galinha que corre atrás de um pé de mesa, mas deixa pra lá. Oilá, tá mexendo! Pega o comedor dos patos, patrão! Num deixa escapar igual ontem!

Pám-pám!

Puta que me pariu, patrão!

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62 comentários em “Óleo sobre tela n° 16 (José Leonardo)

  1. José Leonardo
    30 de janeiro de 2016

    [ATENÇÃO: este comentário é absurdamente 17 vezes maior que o micro conto. Uma incongruência minha, embora ache que vale a pena tamanho agradecimento e esclarecimento.]

    Olá, caríssimos.

    Terminado o certame, e como disse anteriormente, gostaria de trazer à luz algumas elucidações e detalhes que ficaram meio obscuros em “Óleo sobre tela n° 16”.

    Comecemos pelo título. Quis aludir, com ele, a uma ‘pintura’, ideia que poderia afluir em outra, que é um ‘momento’, mas não como um fotograma parado, e sim com um simples instante (dura talvez vinte segundos) durante a caçada de um animal. O “n° 16” só faz sentido para o autor: é a décima sexta tentativa de escrita para o EC desde minha última participação (“Multitemas”). O enredo é pobre e insosso: dois homens prestes a abater um possível predador de patos. O narrador (o “patrão”, um citadino arraigado, que eu quis deduzir “recentemente instalado no campo”) e seu ajudante (esse sim, um típico e abençoado roceiro), carregando uma espingarda antiga, de dois canos (“Berenice”), observando movimentação suspeita num matagal e prestes a soltar o balaço (atire primeiro, pergunte depois). O desfecho é interpretação pessoal.

    Se quiserem ler, assim ficaria o microc:


    — Pica nesse cu, Seo Élio — dizia o bafo me chegando à nuca, como dizendo: “Vai, patrão, a espingarda tá com o focinho comichando, dois buracos compridões no rumo da mata, e coragem não pode faltar.”

    — Tá certo, Zé Cumprido — respondi-lhe —, mas desfechar logo o balaço, e se for homem humano?

    Lembrei-me do Guima Rosa, uma licença poética da porra! Minha vez primeira enfronhado naqueles esguichos de folha verde, parecem cair do céu de meu Deus e ficar suspensas, ad aeternum.

    — Mas o patrão não entende patacas do campo — perguntou-me —, povo da capital não sabe o que é macaxeira, roda de matuto, nada? Não tem galinha pra comer, na mesa?

    — Na cidade, Zé Cumprido, é a galinha que corre atrás de um pé de mesa, mas deixa pra lá…

    —Oilá, tá mexendo! Pega o comedor dos patos, patrão! Num deixa escapar igual ontem!

    Pám-pám!

    — Puta que me pariu, patrão!

    Porém, das profundas do Inferno das Ideias, Ed Gein subiu até mim, dizendo: “Mas isso tá muito ruim. E muito fácil. Picota, retalha! Bagunça logo essa porra toda!”. Cedi. Ainda tirei “espingarda” e pus “Berenice”, para dar um possível duplo sentido de objeto (espingarda ou cadela de caça). Portanto, o Diabo sendo o Pai da Mentira, posso muito bem ser o Padrasto da Tesoura Incoerente.

    Sempre estou experimentando. Ainda não me vejo pensando concorrer aos primeiros lugares. Sou um químico (mau, mas químico) ainda apanhando béqueres de palavras, estudando fórmulas frasais, montando estruturas maleáveis de parágrafos instáveis, e depois, como numa roda de baianos espoletados, misturando tudo e chegando em lugar nenhum.

    Eu, deliberadamente, compliquei a vida do leitor (como no “Multitemas”, em que pus tantas notas de rodapé). Isso fez parte da experimentação. De modo que, se não puderam entender, grandiosíssima parte da culpa é minha.

    —– & —–

    HARLLON, as ideias estão conectadas, embora tal conexão (a costura) não esteja clara. Culpa do autor. Agradeço pela opinião.

    NIJAIR, obrigado pelo comentário, pois vejo que você captou o “espírito” da coisa e gostou do resultado. Realmente, somos tantos Brasis e um só, ao mesmo tempo.

    TAMARA PADILHA, também não sou muito fã de palavras do tipo, mas a expressão inicial significa algo como “mão na massa” ou “prossiga”. Concordo que tenha ficado brusco; minha inabilidade e o limite exíguo acabaram deixando o texto assim. Obrigado pelo comentário.

    RAFAEL SOLLBERG, fico muito contente por você ter gostado do texto, pois é um cara cuja escrita admiro bastante, principalmente na arte dos diálogos. Ah, Berenice! Quando escrevi, o nome remetia àquela personagem, sim. Muito obrigado pelo comentário, é muito valoroso.

    THALES SOARES, pudera eu escrever um romance que tivesse um único parágrafo!… Como o “Noturno do Chile”, de Bolaño, que só para “quebrar” cento e tantas páginas de parágrafo único, “zoou” com um final em linha nova, com poucas palavras. Escrever em blocão é um desafio em que pretendo ainda me arriscar… Mas entendo perfeitamente a sua colocação. Muito obrigado pelo comentário, é de grande valia.

    TOM LIMA, fiquei muito feliz com suas palavras, foi mais ou menos o que quis demonstrar, sobretudo no que você cita no segundo parágrafo. Muito obrigado.

    PEDRO LUNA, entendo seu comentário e me desculpo pela confusão que fiz no texto, tornando-o não tão fácil de ser compreendido. Muito obrigado pelo comentário, ótimo ano para ti.

    WILSON BARROS JÚNIOR, minha intenção não era usar o “gancho” da citação de Guimarães Rosa para seguir num estilo parecido, mas entendi seu comentário e fiquei muito, muito feliz com ele, e com o fato de você ter compreendido o conto. Muito obrigado pelo comentário, considero bastante.

    MIGUEL BERNARDI, fico muito feliz que tenha gostado! Acompanhei suas produções no Recanto, principalmente nos DTRLs. O que você externou é, na verdade, síntese da intenção desse texto. Agradeço pelas suas impressões.

    FIL FELIX, como respondi ao seu comentário, ter citado Guimarães Rosa talvez tenha feito o leitor imaginar que o autor enveredaria por um estilo semelhante ao grande autor de Cordisburgo. Meu texto está muito aquém até mesmo para uma “tentativa” de Guima Rosa. Compreendi sua crítica, e a levarei em consideração certamente. Muito obrigado pelo comentário, é de grande valia.

    MKALVES, sinto muito por fazê-la ler mais de uma vez uma mesma frase. Isso é inabilidade minha, e pretendo melhorar para evitar coisas do tipo. Agradeço pelo comentário, pois é muito importante para mim.

    MARIANA G, obrigado pelo comentário, eu o faria — separação de parágrafos — se não tivesse mudado de ideia logo em seguida. Levarei suas palavras em consideração.

    SWYLMAR FERREIRA, faltou realmente algo, ou melhor, faltou eu organizar melhor o enredo dentro das 150 palavras. Isso certamente facilitaria o entendimento. Agradeço pelo comentário e pelos elogios. São muito importantes para mim.

    JOWILTON AMARAL, os regionalismos podem mesmo ter travado a leitura. Como disse mais acima, foi um texto experimental, portanto, estou em dúvida se devo me embrenhar nesse estilo blocão. Assim como está longe de Guimarães Rosa, nem preciso dizer a distância quanto ao Rubem Fonseca, de quem admiro os romances (não os contos, rs). Muito obrigado pela opinião, amigo.

    DANIEL REIS, você acertou na mosca. O “ad aeternum” foi dito, na verdade, pelo patrão, o narrador — porém, não devo ter sido suficientemente claro na distinção das falas dos personagens, causando essa pequena confusão. Muito obrigado pela opinião, a considero bastante.

    RENATO SILVA, que pena não ter gostado. O início parece uma expressão de impacto, mas não passa disso, e não pretendia “tentar chocar” (na verdade, nunca pretendi, e autores que utilizam o quesito “impacto”, por exemplo, sempre notam a falta deste em meus textos). Mesmo assim, muito obrigado pela opinião, é bem relevante.

    VITOR LEITE, olá, fico feliz que tenha gostado. Seu conto “Mundo Paralelo”, a meu ver, foi um dos melhores do desafio “Multitemas”, e gosto do seu estilo, o modo como dispõe ideias e riqueza em detalhes. Agradeço bastante pela atenção e comentário.

    ANDRE LUIZ, obrigado pelo comentário; resumiu meu objetivo com este experimentalismo.

    ELICIO SANTOS, de fato, esconder demais é um grande defeito meu nos contos. Eu gosto quando o leitor fareja, força um pouco o entendimento para vislumbrar a situação/objeto que eu teria exposto em palavras mais claras, mas para isso é necessário ter habilidade, e eu ainda não a tenho em grande cota. Agradeço seu comentário.

    CILAS MEDI, o senhor não sabe o quanto me contentei com seu comentário. Era mesmo uma atmosfera descontraída a que eu tentei externar ao leitor. Muito, muito obrigado.

    CATARINA CUNHA, é sempre gratificante receber opiniões de quem sabe do riscado, nesse caso, de quem é especialista em escrever micro contos. O texto é truncado, mesmo, e a culpa é do autor. Agradeço bastante pelos seus apontamentos.

    MARINA, fico feliz que tenha compreendido a atmosfera, mesmo tendo de ler uma segunda vez. Agradeço por isso, pois não é sempre que é concedido ao autor a chance de uma segunda leitura. Muitíssimo obrigado pela opinião.

    PEDRO HENRIQUE CEZAR, com algo igualmente apontado pela MKalves: não sei exatamente onde estaria minha “ousadia”. A primeira frase, na verdade (mesmo que necessário ler a sequência para perceber), é somente uma expressão geralmente usada em círculos masculinos, coisa entre amigos ou colegas de trabalho, por exemplo. É muito comum aqui onde moro. Agradeço bastante pelo comentário.

    SIMONI DÁRIO, eu contribuí para que houvesse esse estrago na leitura. Quando um texto é experimental (e o autor sendo bem amador), raramente o leitor compreenderá tudo de primeira. Resta ao autor burilar mais, desenvolver o estilo, ser mais transparente… Obrigado pela opinião.

    ANTONIO STEGES BATISTA, aquilo na verdade foi somente uma citação, mas minha salada acabou misturando tudo e dando a falsa impressão de que o que se caçava era um homem. Na verdade, mata fechada, eles tendo observado algo na mata, o patrão ainda hesitou, pois poderia ser um homem. Agradeço bastante por seu comentário.

    LEONARDO JARDIM, a técnica (ou falta dela) foi mesmo proposital, pois deliberadamente quis “dificultar” a leitura, como disse mais acima. Agradeço bastante pela leitura e pelos critérios utilizados.

    EVANDRO FURTADO, gosto do critério adotado, e agradeço pela análise. Fico contente que, no geral, tenha gostado.

    LAÍS HELENA, “Berenice” realmente era para gerar ambiguidade, se era uma espingarda ou cadela de caça. Sou um louco querendo complicar tudo rsrs. Isso desde a leitura de David Foster Wallace. Muito grato pelos apontamentos.

    GUSTAVO ARAÚJO, que baita comentário. Já vale muito para mim. Afora minha tentativa de dificultar a leitura como alguém que coloca obstáculos numa pista no meio da prova, meu objetivo era exatamente aquilo que você apontou. A citação foi ligeira. Dentro do proposto, e apesar de minhas dificuldades (150 palavras, para mim, é botar elefante num táxi), acho que o resultado pode ser dito como positivo. Agradeço com força seus apontamentos.

    MATHEUS PACHECO, grato pelo comentário. A confusão ficou por minha conta.

    DANIEL, errar na fluidez de diálogos, tendo somente 150 palavras à disposição, realmente comprometeria toda a estrutura e dificultaria ainda mais o entendimento. Muito grato pela opinião expressa.

    THATA PEREIRA, tanto fui sintetizando aquele início de texto que só depois de enviado ao site é que fui perceber a ambiguidade que poderia ser interpretada na frase destacada por você no comentário. Grato imensamente pela opinião dada.

    KLEBER, eis um dos percalços por tentar experimentar novos estilos: testar a paciência do leitor e querer que ele leia novamente. De fato, um texto enxuto e realmente bom deveria “se mostrar entendido” na primeira tacada. Agradeço pela opinião sincera.

    RUBEM CABRAL, compactei demais aquilo que planejava ser separado em parágrafos, e isso contribuiu para o não-entendimento pleno da coisa. Muito obrigado pela opinião, sempre hei de altamente considerar os apontamentos do autor de “As velhas opiniões”, uma pérola de que não esqueço.

    ANORKINDA NEIDE, é isso mesmo, deveria ter dividido em parágrafos, embora minha parte péssima tenha feito o que fez rsrs. O título, no fim das contas, demonstra menos conexão com o conto do que eu supunha. Mais uma vez, agradeço pela opinião e pelos chubs.

    BIA MACHADO, muito obrigado pelo comentário, realmente errei na dose, podia ter facilitado a leitura. A opinião de quem trabalha com editoração de livros, independentemente do meio de publicação, é sempre muito bem vinda.

    LEDA SPENASSATTO, pois é, texto compactado demais e nesse estilo (na verdade, tentativa de estilo) acabou truncando o enredo. Obrigado por ter lido duas vezes, o autor não se sente merecedor de duas tentativas, mas mesmo assim agradece.

    MARCO PISCIES, sim, mais um escritor que soltou um perdigonaço e acertou bem no centro do alvo. Fico constrangido de você ter se dado ao trabalho de copiar e separar o conto como ele deveria ter sido, são muitos textos e isso atrasa e atrapalha, e peço desculpas por isso. Obrigado pelo comentário.

    CLAUDIA ROBERTA ANGST, grato pela opinião. Era a cena de uma caçada, mas fui diminuindo, diminuindo, até (como escrevi no início desse comentário) deixá-la bem “travessonada” e separada. No entanto, vi o resultado, não gostei, e misturar teimosia e confusão numa panela de pressão é pedir para a tampa voar longe… Sempre grato pelos comentários, são importantes para este que vos fala.

    SIDNEY ROCHA, pois é, travessão, travessão e travessão. Além de deixar tudo aclarado sem ser insosso ou demasiado transparente. Grato pelo comentário; “Óleo sobre tela” não foi uma experimentação muito boa.

    MARIA SANTINO, mana do Amazonas, a história ficou confusa, mesmo. Na verdade, quando se pretende que o leitor faça uma espécie de perspectiva de final ou suposição anterior ao começo, é preciso que o autor tenha a habilidade suficiente para deixar tais ganchos. Neste microconto, acho que falhei neste sentido também. Como sabes, sempre muito grato por seus apontamentos, e isso já de outros recantos…

    SIDNEY MUNIZ, a Amante, haha, aquele funk. É verdade. Talvez eu não tivesse habilidade o suficiente para o que se pretendia arriscar aqui, e isso travou a leitura, sem falar no entendimento. Obrigado pelo comentário, na verdade, por todos, EC, DTRL…

    JC LEMOS, entendo, eu devia ter separado melhor, como havia planejado a princípio. Muito obrigado! “O Voo da Fênix” é um daqueles textos que ficam na memória da gente.

    ROGÉRIO GERMANI, fico feliz de que tenha gostado da linguagem, mesmo que não tenha gostado da comparação naquele momento. Grato pela opinião.

    BRUNO ELERES, é verdade. O início tende a desagradar mesmo. (É doloso, intencional — sou maluco, não? rs). Se, de alguma forma, o micro conto fez você refletir sobre o que é apontado na segunda parte de seu comentário, já me sinto feliz por tê-lo escrito. De verdade, muito obrigado pela opinião.

    RICARDO DE LOHEM, grato pelo “péssimo” e pelo “não tem história nem coisa nenhuma”.

    MARCELO PORTO, sim, eu poderia ter facilitado. Escolhas, escolhas… Muito obrigado pela opinião.

    DAVENIR VIGANON, entendo perfeitamente. Ainda estou tateando nesses cenários de 150 palavras; fui experimentar e deu no que deu. Super obrigado pela sua colocação. Pretendo ser mais objetivo nos próximos desafios.

    FABIO BAPTISTA, o campeão!, entendo a colocação “sair do nada e ir a lugar nenhum”, na verdade, faço isso desde “Saturnália” rsrs. Botei coisas desnecessárias no quebra-cabeças, ao menos duas peças definitivamente não encaixavam: título e ilustração. Quem não compreendeu o texto tentou associá-lo à imagem, e como a imagem em nada ajudava… Tenho muito que melhorar. É sempre gratificante receber sua opinião; agora, em especial, que tens duas taças em cada braço.

    JOÃO MURIM, é verdade. Seu eu tivesse deixado como primeiramente planejado, não haveria esse embaralhamento (leitores concluindo que as falas de um, na realidade, eram de outro). Muito obrigado pelo comentário e bem-vindo lá na comunidade EC.

    DANIEL VIANNA, agradeço pela opinião. Pudesse reiniciar e ter mudado a forma de contar, mas as águas passaram, ficou o aprendizado e o que não fazer. Grato mesmo.

    ANDRÉ LIMA DOS SANTOS, entendo perfeitamente. Prometo que vou melhorar; isso está mais do que nunca implícito em mim. Muito obrigado.

    BRIAN OLIVEIRA LANCASTER, Victor Faria, muito obrigado pelos apontamentos e por seguir um critério sempre coerente. É salutar receber tal avaliação do autor cujo conto mais atraiu minha atenção neste desafio. Grato, de verdade.

    EDUARDO SELGA, agradeço bastante pela atenção dispensada neste texto e a opinião sempre bem fundamentada. De fato, a sintaxe muito mais atrapalhou que favoreceu. Foi o início de uma bola de neve que, ao final, nem parecia ter início, pois se tinha tornado um novelo difícil de desmanchar. Grato, muito grato.

    RENATA ROTHSTEIN, obrigado pela opinião. Ficou confuso, sim. Quis acentuar o contraste de linguagem que, na verdade, é um contraste de modos de viver.

    —– & —–

    Assim sendo, grato a todos!

    E mão na massa, pica nesse cu!

    AVANTE!

  2. harllon
    29 de janeiro de 2016

    Um emaranhado de ideias certamente desconexas, fez com que eu não tivesse nenhum libido para uma leitura e releitura.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Óleo sobre tela n° 16 (Cedilha Inglesa)
    1. Temática: Regional e experimental.
    2. Desenvolvimento: O regionalismo deu toque especial ao texto. Somos vários ‘Brasis’ num imenso território.
    3. Texto: é a galinha que corre atrás de um pé de mesa – que maravilhosa sacada!
    4. Desfecho: Pica, pica, pica a mula – que lá vem o bicho!
    Muito bom! Parabéns!

  4. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Ah, mais um conto que eu não entendo. Acho que estou um pouco devagar hoje… Acho que foi tudo muito rápido, muito brusco, não deu tempo para o leitor formar ideia alguma. Sem contar que eu não sou fã de palavras de baixo calão.

  5. Rsollberg
    29 de janeiro de 2016

    kkkkkkkkkk, curti bastante!
    E ai, acertou ou não?

    Esse conto é praticamente uma esquete, seu grande atrativo é o estilo. A linguagem peculiar, que me fez lembrar do José Cândido de Carvalho, do incrível “O Coronel e o lobisomem”. O diálogo entre o Seo Élio e o Zé cumprido foi muito divertido. Ambos os personagens bem construídos. Ótimas tiradas, como a comparação da galinha do campo e a da cidade. rs

    Berenice – do Poe – era o nome da arma cano duplo, certo?

    Parabéns! Boa sorte no desafio.

  6. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    O conto em nada me agradou.

    Primeiro porque eu desaprovo totalmente essa ideia de criar um conto na forma de blocão, com um único parágrafo enorme. Segundo por, além de estar pouco fluido, eu não consegui entender quase nada. Vi umas palavras vulgares aqui e ali (algo que gosto), mas não vi muito sentido no que lia, mesmo quando reli depois.

    Também não consegui compreender o significado da imagem de acompanhamento ou do título do conto.

    De qualquer forma, desejo boa sorte no desafio!

  7. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    O estilo ficou muito bom. O contraste das falas funcionou e o final aberto fechou perfeitamente. A crueza das falas de um contrastando com a erudição do outro soaram bem.

    O titulo avisa que vem uma pintura, e assim foi. Como em uma, não se sabe o que acontece depois, e só um pouco do que aconteceu antes. O resto é conjectura, imaginação.

    Muito bom! Parabéns!

  8. Pedro Luna
    28 de janeiro de 2016

    Infelizmente não gostei porque não entendi direito.

    No início, achei que os personagens estavam fugindo de algo, mas depois achei que eles estavam caçando algo. Principalmente na menção aos buracos virados pra mata, ou seja, os furos da arma.

    Mas, supondo que o conto seja a cena de uma caçada, não gostei do todo, já que me pareceu simples demais. O ponto alto realmente fica no estilo da escrita, mas que também não me desceu bem, pois prefiro tudo muito mais simples.

  9. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    É como o título diz, uma pintura ao estilo Guima Rosa, com tintas dos regionalismos, as frases populares do sertão. Encontramos alguns quadros parecidos com esse em Sagarana:

    “Aí a beldroega, em carreirinha indiscreta – ora-pro-nobis! ora-pro-no bis! – apontou caules ruivos no baixo das cercas das hortas, e, talo a talo, avançou. Mas o cabeça-de-boi o capim-mulambo, já donos da rua, tangeram-na de volta; o nem pôde recuar, a coitadinha rasteira, porque no quintal os joás estavam brigando com o espinho-agulha e com o gervão em flor. E, atrás da maria-preta e da vassourinha, vinham urgente, do campo – ôi-ái! – o amor-de-negro, com os tridentes das folhas, e fileiras completas, colunas espertas, do rijo assa-peixe. Os passarinhos espalhavam sementes novas. A gameleira, fazedora de ruínas, brotou como raizame nas paredes desbarrancadas. Morcegos das lapas se domesticaram na noite sem fim dos quartos, como artistas de trapézio, pendentes dos caibros. E aí, então, taperização consumada, quando o fedegoso em touças e a bucha em latadas puderam retomar seu velhíssimo colóquio, o povoado fechou-se em seus restos, que nem o coscorão cinzento de uma tribo de marimbondos estéreis.”

    Um belo quadro “naif”, digno de um Ernane Cortat. Gostei muito.

  10. Miguel Bernardi
    28 de janeiro de 2016

    E aí, Cedilha. Tudo bem?

    Conto interessante, com diálogos fortes e muito marcantes. O começo ficou na minha cabeça, pois tem efeito. Efeito, este, que creio ter sido planejado pelo autor. A forma de contar também se destaca, já que os diálogos estão ali pra somar, dar continuidade, ou até mesmo explicar algo. Não mostrando o que aconteceu, não, mas mostrando a reação frente ao que aconteceu. Genial!

    Gostei muuuuito, um dos melhores que li.

    Parabéns e boa sorte! Abraços!

  11. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Olha, não consegui entrar no seu conto. Você arriscou bastante entrando com uma narrativa mais experimental, o que é louvável, mas já deve se preparar para aqueles que vão gostar e os que não vão, meio que natural.

    E é difícil errar, propositadamente, sem cair num limbo. Acho que pegar o “Guima Rosa”, foi meio para justificar a escrita. Então entramos no conto, já sabendo disso. Porém, da metade pra frente, parece que essas características desaparecem. Também não peguei muito bem o fio da meada, fiquei meio boiando na superfície, sem conseguir adentrar no texto.

    • Cedilha Inglesa
      28 de janeiro de 2016

      Estimado Fil Felix,

      A citação do personagem é apenas isso, uma citação. Não justifica a escrita, ela está muito aquém. Acredito que induzi os leitores ao erro com tal citação. É falta de habilidade minha.

      Saudação afetuosa pra você.

  12. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Gosto da ousadia com a gramática, mas acho que é das coisas mais difíceis de se fazer sem perder a mão. E não vou dizer que foi isso que aconteceu. Não acho um problema ter de reler a mesma frase até captar o sentido, mas ao captar o conjunto, não me emocionei. Parabenizo a ousadia, porém.

  13. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    Muito bom! Parabéns! Pica, pica, pica a mula – que lá vem o bicho!

  14. Mariana G
    27 de janeiro de 2016

    O tema diferente é um ponto positivo para o micro-conto, bem corajoso não ter seguido um já batido. Mas a técnica que você usou me confundiu em alguns pontos, uma dica é separar esse parágrafo grande em dois, mas claro, aceite-a se quiser.
    Enfim, boa sorte!

  15. Swylmar Ferreira
    26 de janeiro de 2016

    Técnica de escrita excelente. Enredo muito interessante com diálogos ‘fortes’, diria. Bem criativo – caçada . Tive a sensação que faltou algo,mesmo para um mini conto.
    Boa sorte.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2016

    O conto é cheio de estilo. Usando diálogos dentro das frases sem uso de travessões. Rubem Fonseca faz muito isso. Penso que você deveria trabalhar mais este tipo de escrita, já que a leitura não foi tão fluida quanto nos livros do Fonsecão. Acho também que a fluidez possa ter sido prejudicada em consequência dos regionalismos usados, que ajudaram a travar aina mais a leitura. Boa sorte.

  17. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Oi, Cedilha, digo o seguinte:

    TEMÁTICA: o mais experimental, com seu regionalismo, deste desafio. Gostei de cara e não vi problema no uso do baixo calão, já que faz parte do personagem e contribui com a história.

    TÉCNICA: um pouco confusa, mas é derivada do experimentalismo. Ainda assim, tem alguns pontos que não combinam com o vocabulário esperado do narrador, como “ad aeternum”. E a pontuação ficou meio confusa, como o ponto e vírgula colado na interrogação.

    TRANSCENDÊNCIA: o texto é um causo, e bem contado. Mas só vai até aí.

  18. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    Tive que ler algumas vezes para, enfim, compreender que se tratava de uma caçada.

    A primeira frase já vinha com palavrões e isso não me cai bem quando avalio contos. Não por moralismo, mas por me parecer uma vontade de querer “chocar” ou algo do tipo. Só após ler o conto mais algumas vezes, compreendi o sentido da frase, que de nada tinha de sexual. Eram só dois homens caçando e xingando, algo absolutamente normal entre homens.

    Mesmo assim, não gostei do micro conto. Não gosto desses formatos espremidos, tudo resumido num único parágrafo. São mais chatos de ler, porque nos obrigam a voltar e a ler a mesma coisa várias vezes. O principal ponto negativa é fazer isso com os diálogos, causando mais confusão ainda.

    Também não entendi a relação entre o título e o texto. Fiz uma rápida pesquisa, pensando se tratar de um retrato de caça inglês ou algo do tipo, mas não vi nada que tivesse a ver. Acho que é só isso que tenho a dizer.

    Boa sorte.

  19. vitormcleite
    23 de janeiro de 2016

    olá, conto forte e ousado com bom uso das palavras e dos palavrões, muito bem escrito e muito criativo, e, ainda carregado com humor, parabéns e boa sorte no desafio

  20. Andre Luiz
    23 de janeiro de 2016

    Gostei do regionalismo do seu conto, uma escrita a meu ver descompromissada com a linguagem culta e normativa, ousando e sabendo brincar com as palavras. Boa sorte!

  21. elicio santos
    23 de janeiro de 2016

    A linguagem é apurada e criativa, ousada. Mas o texto parece mais o excerto de algo maior. É necessária a mensagem subliminar nos textos curtos, mas esconder demais ofusca o prazer da leitura. Boa sorte!

  22. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2016

    Pica no cu. Começou ótimo e terminou melhor ainda. O palavrão e as assertivas regionais, posso assim dizer, lhe fez bem nesse conto. Apesar de não haver parágrafos e uma melhor definição nos diálogos – compreendido perfeitamente em uma segunda leitura – não chega a desmerecer o referido. E patrão burro ou com péssima mira merece mesmo o final. Completando, sempre sobra para o empregado afastar o matador dos patos. E mais, misturar – no pensamento, com certeza – que na cidade é as galinhas que correm atrás de um pé de mesa. Excelente. Compreendi bem o título, ao enganar e não dizer o roteiro antes da leitura. Surpreendeu pelos motivos apresentados. Parabéns. Um dos meus preferidos. Sorte!

  23. Catarina
    22 de janeiro de 2016

    Esse INÍCIO me prendeu, mas o título… O que o cu tem a ver com as calças? Seu FILTRO, nota-se claramente, não soube sintetizar bem as ideias dentro das 150 palavras. Deve ter sofrido horrores cortando palavras. Não sei se faz sentido, mas espaço para parágrafo não conta aqui como palavra, tá? ESTILO delicioso, mesmo com os diálogos enganchados. Estava faltando aqui uma TRAMA matuta. Os PERSONAGEns são impagáveis e o FIM aberto foi uma boa sacada. Se você tivesse mais espaço, talvez 300 palavras, seria um ótimo conto; mas não é.

    • Cedilha Inglesa
      22 de janeiro de 2016

      Estimada Catarina,

      Não sou tão ignorante sobre contagem de palavras, tá? (Estou brincando com a senhora, não se preocupe.) Explicarei as intenções do conto quando a urna fechar e o resultado for proclamado.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Saudação afetuosa.

  24. Marina
    22 de janeiro de 2016

    O contraste do título me fez esperar uma coisa e veio outra totalmente diferente. Fui surpreendida e, de início, não gostei. Achei que seria alguma coisa erótica, meio naturalista. Mas fui embarcando no diálogo e exultei à referência de Guimarães Rosa. Achei genial. De verdade. Parabéns.

  25. Pedro Henrique Cezar
    21 de janeiro de 2016

    Ousado, mas não me fez entender muito bem. Sinto muito, mas não gostei da forma como foi elaborado. Mesmo assim, parabéns pela ousadia!

  26. Simoni Dário
    21 de janeiro de 2016

    O estrago na leitura pra mim está feito. Com esse começo, li todo o texto como tendo sentido erótico, e depois até achar o fio da caçada tive que ler mais duas vezes. Ri com o o diálogo do patrão e empregado, mas aí já forcei um pouco.
    Bom desafio!

  27. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2016

    Metalinguagem caipira! Acho que ficou meio confuso, misturar Guimarães Rosa com Monteiro lobato, nem o Jeca Tatu aguenta! Confesso que não entendi a ideia do autor ao descrever uma caçada a um “homem humano”, comedor (?) de pato.

  28. Leonardo Jardim
    21 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐▫▫): achei confusa, o formato (e conteúdo) dos diálogos obscureceu a trama. Não tenho certeza do que eu entendi, na verdade.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): é boa e creio que o autor escreveu dessa forma de propósito, mas isso tornou a leitura muito difícil.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): tem alguns elementos criativos, principalmente a forma e os regionalismos.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): os palavrões não me incomodaram, pelo contrário, foi a parte que mais gostei do texto. Se a trama estivesse mais visível, tinha tudo pra gostar muito.

  29. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9/10 – um pouquinho travado no início, depois a gente se acostuma;
    Estilo – 10/10 – escrita bem peculiar, vocabulário amplo, construções de frase interessantes;
    Verossimilhança – 10/10 – belo desenvolvimento de trama. Os personagens ficaram um pouco escondido, mas nada que prejudicasse a história;
    Efeito Catártico – 9/10 – tom humorístico na medida certa, bem trabalhado ao longo do conto e bem finalizado ao final.

  30. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    O conto traz uma ideia simples, mas até interessante (contraste entre cidade e campo, pelo que deduzi). Mas achei que os diálogos misturados à narrativa causaram certa confusão. Até que funcionou em um conto pequeno, mas em uma narrativa maior o estilo se tornaria cansativo. Algumas construções ficaram interessantes, porém, como “a Berenice tá com o focinho comichando, dois buracos compridões no rumo da mata”. Achei que foi uma forma criativa de dizer que a cadela já estava farejando a caça.

  31. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2016

    A força deste conto está no regionalismo empregado de modo competente e convincente. Mais do que nisso, no final aberto em que não se sabe se Seo Élio matou o bicho(?), se se feriu, ou se feriu Zé Cumprido. Ou até Berenice. Fora isso, o texto tem ótimas sacadas — talvez um tanto politicamente incorretas, o que é ótimo — como “Na cidade, Zé Cumprido, é a galinha que corre atrás de um pé de mesa”. Também contrasta certa erudição de Seo Elio com o vocabulário caipira de Zé Cumprido, comprovado pela alusão a Guimarães Rosa e pelo uso do latim. Pelo que se vê, no geral, a intenção foi brincar com as diferenças de quem vem da cidade para o campo e vê-se em apuros, provocando, talvez, um acidente. Não senti dificuldades pela prosa que emenda pensamentos, diálogos e narração. Dado o contexto empregado, acho que ficou bem de acordo. Enfim, um conto competente naquilo que se propõe, destacando-se pela criatividade. Ótimo trabalho.

  32. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2016

    Cara, um pouco confuso, mas eu achei bem caracterizado pelo que eu achei ser um “Caipira”, eu posso usar esse termo porque uma boa parte da minha infância foi numa fazendo, além das historias que ouvia sobre os coronéis e patrões.

  33. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    Precisei ler duas vezes para entender, confesso. O melhor aspecto do conto, p/ mim, é a fluidez do diálogo. Achei que o autor conseguiu sim estruturar bem as conversas, inclusive a pontuação. O que faltou ao conto foi uma contextualização, alguma coisa que permitisse entender o que se passava na cena.

  34. Cedilha Inglesa
    18 de janeiro de 2016

    Estimados colegas,

    Terminada a competição, pretendo responder aos seus comentários, preservando os próximos escritores e assegurando que eles mesmos tirem interpretações.

    Deixo prévio agradecimento pelas leituras

    O texto está confuso, falta de habilidade de minha parte.

    Senhor Piscies e senhora Neide, estão no caminho, mas falarei posteriormente.

    Fraternal saudação.

    a. j. est

  35. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    “Pica nesse cu, Seo Élio, dizia o bafo me chegando à nuca”, pensei que eu estava lendo uma cena de sexo, sério. Depois disso fiquei COMPLETAMENTE perdida kkkkk’ ainda tinha uma Berenice no meio, então piorou tudo!

    Só depois da segunda leitura que consegui entender que se tratava de uma CAÇADA!! Gente… ainda estou meio perdida…

    História muito legal, mas precisa fragmentar os parágrafos e separar os diálogos, fiquei doidinha.

    Boa sorte!!

  36. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Cedilha.

    Um conto de “Chico Bento” tresloucado. Pra te ser sincero, li 5 vezes o seu texto. A cada vez as coisas clareavam um pouquinho mais. Acontece que justamente este é o problema. O ideal é ser entendido de primeira. Mas, claro. O EC um blog de desafios, uma oficina literária onde todos nós aprendemos. Se não fosse assim, seríamos todos profissionais.
    Mesmo assim, algo tão tipo “bula de remédio” não atinge o objetivo. E isto é algo em que precisa pensar. Me perdoe, não quero ser professoral porque aqui também sou aluno. Mas tinha de ser franco contigo.

    Sucesso!

  37. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gosto muito de regionalismos e tbm sou fã de experimentalismos ou emulação de estilos, feito o discurso indireto livre à la G.R.

    Contudo, fiquei um tanto confuso sobre o que eles estariam realmente caçando, por exemplo.

    Abraço e boa sorte.

  38. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2016

    Na segunda leitura, eu entendi! 🙂
    Fui lendo e captando onde começa uma fala e termina a outra.
    Até gostei, achei ágil. E vc usou bem o espaço de que dispunha.
    Acharia melhor separar os diálogos com ‘nova linha, travessão’.
    Eles ‘caçaram’ algo que não era para caçar, provavelmente uma mulher, devido à imagem trazida. Mas acho que a informação tinha q vir do texto e não de recursos externos e o título? totalmente fora de minha percepção o sentido deste título!!! hahaha
    Parabéns pelos pontos positivos do texto. 😛
    Abraço

  39. Bia
    17 de janeiro de 2016

    Uma pena eu não ter conseguido entender completamente, bem que eu tentei. Tem história, sim, e só o que eu sei é que estão numa caçada, mas o resto… Principalmente o começo, tô sem entender até agora, rs. Assumo a dificuldade que tenho para ler nesse estilo. Parabéns a você, por ousar, mas talvez fosse melhor maneirar um pouco na dose. Enfim, boa sorte.

  40. Leda Spenassatto
    17 de janeiro de 2016

    Fiquei curiosíssima li uma vez e não entendi pacas nenhuma.
    Li outra vez, mais pausadamente, e entendi um pouco mais.
    Reli, e cheguei a conclusão de que a história ficou um pouco truncada
    para minha ingênua interpretação.
    Boa Sorte!

  41. Piscies
    17 de janeiro de 2016

    Curti o conto depois de lê-lo duas vezes, copiar e colar no word e separar as ideias e diálogos da forma correta para que o texto ficasse inteligível.

    Caramba, precisava dificultar tanto a leitura assim?

    Pior que o conto é legal. Primeira vez do patrão na caçada, não sabe o que é bicho e o que é gente, o Zé Cumprido chega a tirar um pouco de sarro do patrão… legal! Mas CARAMBA que dificuldade pra ler isso.

    De qualquer forma, boa sorte!

  42. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    Usar o discurso indireto livre é ousado, mas muito arriscado. Às vezes, pode embolar o texto inteiro e o leitor se vê obrigado a refazer o caminho tentando sair do labirinto de palavras.
    Seu conto tem um gostinho de Guimarães Rosa e nem sempre é dia de G.R. Será que desaprendi a voar como disse uma autora de novela por aí?
    Os dois estão na mata caçando um comedor de patos? Que animal seria esse? E mais uma vez o patrão errou a pontaria.
    Boa sorte!

  43. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Achei confuso e com muitas palavras que poderiam ser evitadas. Sei que foi intencional o uso dos palavrões, mas mesmo assim faltou uma lógica e coerência. Gostei da comparação com Guima, da próxima vez, tente usar o travessão para não deixar muito confuso.

  44. mariasantino1
    16 de janeiro de 2016

    Hey!

    Travessões ajudariam a, pelo menos, compreender quem falou o quê.
    Bem, o patrão (ao menos penso que seja ele) fala “mas desfechar logo o balaço, e se for homem humano?”, então penso que haja alguma coisa na mata que a cadela deles está mostrando e que o tiro no fim, certifica que eles atiraram em alguém. Mas, até para chegar nesse pensamento (que pode ter passado bem longe do que você pretendia com o texto) eu tive que reler e pensar bastante. Enfim, sempre tento ver além (ou quase sempre), mas não consegui mesmo (e olha que adoro coisas campestres).

    Desejo sorte no desafio. Abraço!

  45. Sidney Muniz
    16 de janeiro de 2016

    Não gostei, o autor(a) se arriscou bastante e talvez eu não esteja preparado para isso, ainda.

    Não gostei do linguajar usado, mesmo com todas as referências, e não sou fã mesmo de tabuísmos, principalmente quando sinto que eles não casam com a situação.

    Ainda mais que você joga de cara um na abertura do conto, o que, me desculpe, remeteu-me a um funk da pior categoria. Depois até melhora um pouco, mas infelizmente não me agradou.

    Boa sorte e parabéns pela ousadia, esse certamente é o mais ousado!

  46. Jef Lemos
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Cedilha.

    Confesso que o conto ficou um pouco obscuro para mim. A linguagem dificultou a leitura e eu não consegui entender muito bem a mensagem. De todo modo, a história também não me cativou.

    Ainda assim, parabéns pelo trabalho.

    Boa sorte!

  47. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    O uso da linguagem ao estilo Guimarães Rosa trouxe um frescor diferenciado aos estilos cadenciados deste certame. No entanto, o texto peca por apresentar uma reflexão comparativa entre o homem da cidade e o matuto, justamente na hora da caça.

  48. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    Achei interessante as diferenças na linguagem do Zé Cumprido e do Patrão, mas a falta de parágrafos o faz parecer, a princípio, um fluxo de pensamentos. Além disso, o final não trouxe suspense ou surpresa – poderia ter sido melhor pensado.

    “Pica nesse cu, Seo Élio”, gostei desse início porque, de cara, me surpreendeu e já criou uma ligação negativa entre mim e o seu texto; e depois pensei “por que diabos não se poderia construir um texto assim? Pra que tanta normatização?”, e aí passei a gostar da surpresa e da quebra do padrão hiper-dicionarizado-intelectualizado que a literatura tenta nos passar.

  49. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Não entendi nada, não tem história nem coisa nenhuma, não é conto. Desculpe o autor, mas não posso evitar dizer: Péssimo.

  50. Marcelo Porto
    15 de janeiro de 2016

    Tive dificuldade de entender o recado. Gosto quando se tenta trazer para a literatura a linguagem caipira, mas a tradução foi dura.

    Pelo que entedi deu merda, a caçada se transformou num acidente grave.

    Poderia ter facilitado mais pra gente.

    Boa sorte.

  51. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Eu entendi que se trata de uma caçada e dois homens conversando e nada muito além disso. Não consegui me conectar com o conto, tanto que nem posso dizer se gostei ou não. Resumindo, não gostei de não entender.

  52. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Achei bem divertido o diálogo, mas ao final fiquei com a infeliz impressão que saiu do nado e foi até lugar nenhum.

    Apenas um trecho aleatório de uma história, ou algo realmente sem muito sentido do começo ao fim.

    Acredito até que tenha alguma lógica nessa loucura, um quebra-cabeça envolvendo a imagem, o título, o pseudônimo e, claro, o próprio texto.

    Mas infelizmente não fui capaz de decifrar.

    Abraço!

  53. Murim
    14 de janeiro de 2016

    Confesso que não entendi patacas do título. Seria o conto um quadro pintado pelo autor, um instante de vida no interior retratado de forma isolada? A leitura é confusa, principalmente pelo tamanho do texto. Em uma obra de maior fôlego nos acostumamos com o discurso do personagem, mas aqui fica difícil de saber quem fala. Principalmente porque o matuto junta elementos de formalidade (patrão) ao tempo em que dirige expressões extremamente grosseiras ao personagem da cidade (Pica nesse cu). Ainda assim achei um bom conto.

  54. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    A caçada tem até certa dinâmica, mas a linguagem, mesmo típica e talvez apropriada, não foi utilizada da melhor forma.

  55. André Lima dos Santos
    14 de janeiro de 2016

    O estilo de narrativa não me agradou.

    Achei bem confuso. Não consegui captar a história.

  56. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Texto um tanto complexo em sua estrutura, abordando de forma voraz o cotidiano do mato. – 8
    O: Não gostei muito do estilo. Sei que a intenção era surpreender e causar sensações diversas, mas confunde um pouco a falta de divisões. Claro que essa é minha opinião; não tiro o mérito do autor. – 7
    D: Um dia de caça. Gostei das alusões e metáforas com certo regionalismo. Não é meu estilo preferido de escrita, mas consegue ‘chocar’ mesmo assim. – 7
    E: A atmosfera foi bem representada na função ‘líder-empregado’, tendo o clima como ponto alto. – 8

  57. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2016

    A SINTAXE TRABALHA CONTRA

    Não funcionou, acredito eu.

    A opção pelo discurso indireto livre, marcando as falas de ambos os personagens, a despeito de ser um recurso do qual gosto bastante, precisa ser usado com cuidado, de modo a não provocar confusão no leitor. Aqui, um elemento que colabora no sentido de evitar o tumulto é a marcação das falas: de um lado o chamado inculto, do outro o letrado (nem tanto assim), além evidentemente de termos como “eu respondi”, que designam quem está de posse do discurso.

    O problema, acredito, está na sintaxe usada para o personagem que parece um subordinado ao “patrão”. Veja: não falo da grafia propositalmente “errada” de algumas palavras, falo da construção sintática, da oração. Em “é dizer vai, patrão, a Berenice tá com o focinho comichando, dois buracos compridões no rumo da mata, e coragem não pode faltar” temos um exemplo: Se por um lado “é dizer vai” é uma modo comum da comunicação falada, por outro causa “ruído” na comunicação por não a identificarmos como válida textualmente. Noutras palavras, soa errado, embora não seja. E “a Berenice tá com o focinho comichando” também é estranho, pois o substantivo próprio é o de uma mulher, o que não confere com “focinho”. Berenice é um animal, é claro.

    Nem tão evidente assim. É que “pica nesse cu, Seo Élio, dizia o bafo me chegando à nuca”, frase inicial e posta antes do trecho de que falo, sugere uma situação erótica, por causa de “pica”, “cu”, “bafo” e “nuca”. Sim, mas logo em seguida temos o focinho da Berenice. Então, ela é mesmo um bicho ou uma mulher escondida no mato? o desenrolar do conto desfaz a possível ambiguidade, mas para certo leitor o estrago está feito.

  58. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Cedilha Inglesa.

    Não sei se a grafia do Zé é proposital (dá certa ênfase no fonema, em se tratando de um homem interiorano) ou se escapou na revisão. O microconto é um fragmento de ação, a caça de um inexperiente auxiliado por alguém do lugar. O final pode ser ambíguo: a caça escapou ou o ajudante levou o tiro (nesse caso, o leitor aventando elementos de fora do texto, mas mesmo assim não fazendo sentido)? Mas você preencheu bem o limite e o argumento me pareceu fechado, sem necessidade de complemento (exceto no final).

    Sucesso neste desafio.

  59. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Achei interessante esse contraste entre a linguagem do patrão (com termos em latim), e a do empregado, regional e bem inocente, a ação prende a atenção, mas o texto ficou bastante confuso, de forma geral.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .