EntreContos

Detox Literário.

30 Minutos de Mergulho (Marcos Miasson)

30min

Dirigir até o ponto A. Coletar a carga. Dirigir até o ponto B. Entregar a carga. Retornar a central. Assinar uma via do relatório em todas as etapas anteriores. Por algum motivo esse roteiro não sai da minha cabeça enquanto o caminhão da transportadora se encarrega de me levar até o “Ponto A” – um cliente do outro lado da cidade. Levemente adormecido, sou despertado pela voz programada no painel do caminhão. Paro o som do Black Sabbath com um comando de voz, mas mantenho o veículo ligado – não deve demorar.

O caminhão estaciona em frente a um escritório comercial de uma única entrada, uma porta larga de madeira, solitária em uma imensa parede branca, sem nenhum outro detalhe além de uma campainha da qual aperto sem remorsos. Mesmo sem escutar som algum, ao tirar o dedo da tecla, a porta se abre.

– Boa noite! Transportadora? – Um senhor inexpressivo me interroga antes que eu me apresente.

– Isso mesmo, chefia! – Respondo amistosamente – Estava esperando atrás da porta? Após uma gargalhada espontânea, o ‘chefia’ de terno impecável abre espaço para que eu possa passar. Fico atento a todos os detalhes, caso seja necessário descrever o sujeito para a central. Para meu alívio, o escritório que adentramos parece não ser mais do que uma única sala estreita e comprida. Quanto menor a quantidade de portas, mais fácil fica o trabalho.

– Desculpe a solicitar seus serviços a essa hora, mas a transportadora me garantiu que durante a noite o percurso seria mais tranquilo. Essa carga é bastante sensível – ele diz, cauteloso – Agradeceria se programasse seu veículo para usar a velocidade reduzida.

– Não se preocupe, é minha única entrega hoje, chefe!

Todos os clientes dizem a mesma coisa, todas as cargas são sensíveis, importantes, urgentes, caras… Provavelmente eu dormirei o caminho inteiro. Caminhamos por um salão totalmente vazio, de iluminação ineficiente. Em determinado local, bem ao fundo, o senhor puxa uma lona empoeirada que cobria um grande volume.

– Essa é a carga, meu caro.

– Puta merda! – Tento reprimir o palavrão, mas a surpresa pelo tamanho da máquina é mais forte do que eu. Isso sempre acontece: ligam para a central pedindo um transporte para um lugar qualquer sem se preocupar com o esforço que a tal carga pode exigir para ser transportada. A central, que tenta a todo custo diminuir os custos e aumentar o lucro, não se dá ao trabalho de detalhar o pedido. Acabam enviando apenas um homem para realizar o trabalho de dois ou três. Tenho que arrumar um emprego decente.

– Tem idéia do que é isso? – O velho pergunta, talvez para me acordar, talvez apenas para quebrar o silêncio. Apesar de não saber como, respondo automaticamente – É uma espécie de tanque de isolamento? – no mesmo instante, me pergunto onde diabos vi um desses.

– É isto mesmo, filho. – ele me encara, ressabiado. – Já transportou um destes?

– Não… Devo ter visto em algum filme ou documentário. – desconverso, mas na verdade não tenho idéia do que seja a máquina. Lembro apenas seu nome. O homem retira um pequeno dispositivo do bolso, digita alguns comandos e rapidamente se volta para o tanque. Seus movimentos são de uma sincronia quase mecânica.

– Espero que as rodinhas amenizem o trabalho de carregá-lo. – o velho reforça – Você deve tomar cuidado durante o percurso, o tanque está cheio.

– Cheio?

– Ele é operado com um líquido especial, que não pudemos preparar fora daqui. Como ele é totalmente selado, não vi problemas em transportá-lo cheio.

– Tudo bem… – mais surpresas. Isso deve pesar uma tonelada! Faço uma anotação mental: nunca mais trabalhar com entregas, nem mesmo de pizzas – Se soubesse que era algo tão pesado, teria vindo acompanhado. Na próxima vez, não deixe de informar isso para a central.

Estudo um pouco o tanque. É praticamente uma caixa d’água retangular em aço escovado, mais ou menos do tamanho de um carro sedam. No que julgo ser a parte da frente, existe uma pequena portinhola que lembra uma escotilha. Um pouco mais acima, encontro uma janela de observação com aproximadamente uns dois palmos de largura. Arrisco uma espiada através do vidro totalmente escuro…

– Não tente abrir ou manusear os controles, filho. Você pode desativá-lo por engano – Surpreso, disfarço a curiosidade enquanto direciono o tanque para a caminhonete. Deus salve as rodinhas.

Despeço-me do senhor engravatado e, ao voltar para o volante, continuo me perguntando onde já vi uma máquina daquelas. Aparelhos parecidos, de aparência muito mais moderna me vêm à mente. São inteiramente brancos e arredondados, em formato oval. Este que carrego aparenta ser muito mais arcaico, quase que feito a mão.

Pronuncio ao volante as coordenadas do destino de entrega. Aconchego-me no banco do motorista e espero o caminhão se movimentar enquanto praguejo contra a rotina monótona que me aguarda. Esse trabalho deveria ser menos tedioso quando os veículos eram guiados manualmente. Tento me lembrar de quando entrei na transportadora. Ainda existiam veículos assim? Não consigo lembrar bem. Não recordo quando isso ocorreu, só tenho em mente que foi a muito tempo. Forço os pensamentos à procura do meu primeiro dia de trabalho. Lembro apenas de uma recepcionista me entregando papéis. Um supervisor me indicando um corredor. Um café. Jornais espalhados em várias mesas. Não faz sentido, a décadas não existem mais jornais impressos. O caminhão passa pelas ruas estreitas de um bairro residencial deserto. Atravessa um longo trecho de um centro comercial cheio de prédios altos, porém sem nenhum dos habituais letreiros luminosos de propaganda.

Paro em um semáforo, e uma garota de gorro vermelho atravessa. O semáforo abre, o caminhão arranca – em velocidade reduzida, para deixar bem claro – e se encaminha novamente para mais um bairro residencial. O sono começa a vencer nossa briga particular, e os olhos já não se mantêm abertos. O painel no volante informa que restam aproximadamente trinta minutos para chegar ao destino. Percebo que estou naquele tipo de sono em que é possível confundir sonhos com realidade, ao mesmo tempo em que ficamos alheios a tudo que acontece ao redor. Sinto os desníveis no asfalto, acompanhando o ritmo da música na cabine. Sonho com padrões de som enquanto mergulho, em um estado de transe que me faz até sentir os cabelos molhados. Acordo com o caminhão parado em mais um semáforo. Abro os olhos em alerta, e novamente uma garota atravessa, parecendo usar um gorro vermelho.

– Moda outono/inverno de gorros vermelhos – penso – O que será que prepararam para os homens desta vez?

O caminhão atravessa outro um bairro residencial, mais um centro comercial e para novamente em um semáforo. Lá está a garota do gorro vermelho, novamente. Verifico os controles. O painel exibe apenas o tempo restante de viagem – os mesmos trinta minutos.

– Não é possível – Paro o caminhão e desço. Por algum motivo o painel do volante não exibe o mesmo bairro de antes no mapa. Olho em volta nas ruas, mas não encontro placa alguma que indique minha localização. Pouco atrás do caminhão parado, o sinal fecha e novamente uma moça de gorro vermelho atravessa. É a única pessoa que vejo andando no centro comercial, não tenho escolha. Saio do caminhão e ando alguns passos até a esquina.

– Hey, garota! Pode falar onde estamos? – tento não assustá-la, mas cabeludo e com a barba por fazer é uma tarefa difícil. A moça pára e me olha, mas não responde nada e volta a seguir seu caminho.

– Obrigado pela ajuda! – resmungo. Volto para a cabine, tento contato com a central, mas ninguém responde. Vasculho lembranças sobre o que fazer em uma situação dessas, mas não adianta – Hoje minha cabeça está vazia! – Na verdade, não me lembro de nenhuma outra entrega que tenha feito. Começo a ficar irritado, ou seria insegurança? Um sentimento de frio no estômago preenche meu pensamento. Começo a sentir uma leve tontura.

– A pressão de novo, droga! – Rebato o começo de uma possível crise de pânico insultando o pobre caminhão. Talvez eu tenha ferido seus sentimentos metálicos, pois ela não mais responde aos meus comandos.

Nesse momento sou surpreendido por um estampido na parte de trás do veículo. Desço rapidamente, esperando encontrar o motivo. Em vão. Dou a volta no caminhão e analiso todo o local ao meu redor. Não vejo ninguém. Ajoelho para olhar embaixo do veículo. Nada. Levanto muito rápido, o que me causa tonturas. Apoio as costas no caminhão e escuto, de sobressalto, uma nova pancada, ainda mais alta. O susto me derruba e por segundos fico estatelado de barriga pra cima no chão, esperando que o sujeito que está me assustando venha logo terminar o serviço. Como nada acontece, resolvo verificar se está tudo certo com o tanque de isolamento, que amarrei minutos antes – Talvez essa banheira tenha se soltado e caído – penso – Seria melhor ter sido roubado, não seria obrigado a pagar o prejuízo. Ao abrir o baú do caminhão, encontro o tanque intacto, porém o vidro da janela de observação emite uma forte luz azulada.

– Mas o que… – Temendo ter estragado algo, me aproximo do vidro para vasculhar seu interior. Dentro do tanque vejo algo que não faz o menor sentido: meu próprio corpo, nu, boiando em um líquido denso e transparente. Nesse momento tudo se confunde. Sinto o cabelo molhado, meu estômago gela ainda mais, não escuto som algum, com exceção do próprio coração em disparada.

– Puta merda! – Digo pela segunda vez naquela noite. E para meu espanto, ao mesmo tempo o ser lá dentro abre os olhos e balbucia as mesmas palavras. Sinto meu corpo emergir de um mergulho profundo, enquanto o ambiente ao meu redor se inunda de azul. Nesse momento, eu mesmo me encontro dentro do tanque.

Escuto o ruído metálico da escotilha se abrindo e ecoando por todos os lados. Inutilmente tento me debater, mas nenhum músculo sequer se mexe. Uma figura me puxa pelos ombros, e com a ajuda de outra, me coloca em uma maca, onde sou rapidamente coberto por um cobertor, apesar de não sentir frio. A figura se revela um senhor de aparência tranquila, vagamente familiar. Não demonstrava nenhum espanto.

– Muito bom! Ótimo mergulho, meu rapaz! – o ouço falar – Você aguentou até os trinta e um minutos dessa vez. Quatro a mais que a última tentativa.

– Provavelmente ele conseguiu se auto-questionar de novo – diz uma voz feminina – Ainda existem muitas variáveis a detalhar nesse roteiro. Estamos longe do plano mínimo de sessenta minutos.

– É por isso que o escolhemos – diz o senhor, enquanto coloca algum aparelho no meu braço – Anote aí que não estou de acordo com os modelos de repetição de cenários.

– Você já disse isso umas dez vezes…

O doutor, se é que posso chamá-lo de doutor, analisou o aparelho, franziu o cenho e finalmente notou meu olhar de pavor.

– Calma, garoto, calma… – diz enquanto fura meu braço com uma agulha – Avançamos demais, você ainda está muito agitado.

– Ele ainda não se lembra quem é. – ouço a mulher falar. Os dois me olharam em silêncio.

– Você vai se lembrar em algumas horas, não tenha pressa. Esse foi o terceiro mergulho dele, não? – A mulher assentiu – É melhor descansar e se recuperar. Que fique registrado: a idéia de simular seu emprego anterior foi excelente! Mas pelo seu estado, deve ser um trabalho extenuante, não? – Os dois riem como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo! – O que acha de algo mais leve para a próxima? Um entregador de pizza, talvez?

Só pude pensar uma coisa antes de apagar: Entregador, não!

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94 comentários em “30 Minutos de Mergulho (Marcos Miasson)

  1. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 8/10

    → Criatividade: 8/10 – Um conto muito criativo! Não esperava esse desfecho.

    → Enredo: 8/10 – Gostei bastante da história, mas a cereja do bolo foi o final. Fiquei com desejo de maiores explicações!

    → Técnica: 9/10 – Está bem escrito e não pude encontrar erros.

    → Adequação ao tema: 10/10 – É ficção científica.

  2. Cácia Leal
    11 de agosto de 2015

    Legal, gostei! Inusitado! Não entendi muito bem essa máquina e esse simulador, mas a ideia do coto e a dinâmica me pareceu muito criativa. Gostei de como foi desenvolvida. Encontrei poucos erros de português e acho que sua trama pode sim se encaixar na ficção científica, já que fala de máquinas que ainda não existem. Gostei do desenvolvimento.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Oi Cássia! Obrigado pela atenção! Essa ‘máquina’ na verdade já existe, e é utilizada desde a década de 50. O efeito que ela causou, neste conto, é que é ficção =)

  3. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Dou um 9 quase 10. Adorei este aqui. Diálogos abundantes, tal como eu gosto! Um final memorável e um autor com maturidade para usar de linguagem mais adulta, e usá-la bem. Invejo-o! =O
    A transmutação de consciência, o jogar com o tempo, tudo isso respira FC, e por isso eu gostei. A subtilidade é muito boa.
    Sugiro ao autor que, numa próxima vez, os diálogos não sejam tão frequentemente interrompidos com achegas do narrador. Estas achegas são importantes, mas podem retirar espontaneidade à troca de locutor-interlocutor. =)

    Bem jogado!! =D 9

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Fábio, muito obrigado pela análise, e pela dica! Estou começando agora, e ainda estou estudando uma fórmula de deixar os diálogos mais corridos, obrigado pela observação!

  4. Marcel Beliene
    11 de agosto de 2015

    Hehehe! Seu conto é divertido, cara, com uma narração leve e coloquial; mas isso não provoca a perda de qualidade no texto. Gostei bastante. Confesso que lá pelo meio da estória, quando o protagonista saiu para ver o tanque no baú do caminhão, ou quando viu a moça de vermelho, eu fiquei perdido, tão perdido quanto ele; mas, no final, você explicou tudo muito bem e naturalmente, através de diálogos. Parabéns!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Obrigado Marcel! O trecho da moça teve mesmo essa intenção. Obrigado pela análise!

  5. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    Uma história interessante e originalíssima. Pelo menos a mim deixou pregado na leitura. Uma grata surpresa o final, o tipo da coisa que vale a pena ler. O estilo paradoxal é digno mesmo do matemático heliconiano, criador da psicohistória. Parabéns.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Wilson, obrigado pela atenção! Quem me dera chegar aos pés do Sr Seldon, hahaha

  6. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei bastante do desenvolvimento. O enredo prende o leitor, faz com que se queira avançar ao parágrafo seguinte para saber o que, afinal, irá acontecer. Muito bacana a ideia de ver a si mesmo no tanque e perceber que tudo é… um mergulho. Um argumento bem engenhoso. Gostei da construção da história, dessas cenas que lembram uma realidade ordinária, corriqueira, e das divagações do protagonista. Contudo, achei o final muito fraco, evidentemente em um nível abaixo do restante do conto. Pareceu-me um tanto apressado, na verdade. Até gosto de finais em aberto, mas aqui ficou faltando alguma coisa sobre os motivos da experiência. Outra coisa que me incomodou um pouco foram os seguintes trechos:

    “O caminhão atravessa outro um bairro residencial, mais um centro comercial e para novamente em um semáforo. Lá está a garota do gorro vermelho, novamente. Verifico os controles. O painel exibe apenas o tempo restante de viagem – os mesmos trinta minutos.
    – Não é possível – Paro o caminhão e desço.”

    e

    “Seria melhor ter sido roubado, não seria obrigado a pagar o prejuízo. Ao abrir o baú do caminhão, encontro o tanque intacto, porém o vidro da janela de observação emite uma forte luz azulada.
    – Mas o que… – Temendo ter estragado algo (…).”

    Repare que em ambos os casos, termina-se um parágrafo com uma ideia e começa-se o seguinte com uma interjeição do narrador. Essas interjeições têm o intuito – percebe-se – de ratificar a ideia anteriormente exposta. Acho desnecessário, para não dizer que soa teatral. Para mim, ambas poderiam ser suprimidas. Isso tornaria o texto mais ágil, sem comprometer a linha de narração.

    No geral, portanto, um bom conto, ainda que o final tenha deixado a desejar.

    Nota: 8

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Preciosas dicas, mestre Gustavo! Estou preparando uma revisão desse texto com as observações dos comentários e, se possível, gostaria de atualizá-lo aqui no Entre Contos. Adorei esse tipo de interação com mais escritores!

      Quanto ao final, pretendia deixar em aberto, para não deixar tudo mastigadinho para os leitores. Percebo agora que ele dividiu as opiniões, e até eu mesmo acredito que dar um pouquinho mais de sentido à experiência seria benéfico pra deixar o conto bem fechadinho. Fica de lição para os próximos.

      Muito obrigado pela análise, e pela atenção 😉

  7. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Gostei muito do conto por ter me prendido a atenção. O personagem é daqueles que me cativam, ao parecer que tudo ali no conto é verdadeiro e natural. Gostei muito, muito mesmo, mas penso que a finalização poderia ter sido melhor. Ficou com um toque de humor, até por conta daquela fala final, mas eu esperava algo mais, talvez até mais apoteótico, rs. Claro que é um desejo meu, de leitora, e talvez essa tenha sido a melhor forma de concluir dentro do tamanho limite do texto. Mas reitero que gostei muito, parabéns!

    • Bia Machado (@euBiaMachado)
      10 de agosto de 2015

      Esqueci: Dicas: O verbo “adentrar” não é muito querido entre revisores, rs. Tire-o da frase e nem sentirá falta! =) Também tem “ideia” e “para” com acento ainda, sobrou um “a” na parte “Desculpe A solicitar seus serviços…”; nas partes “foi a muito tempo” e “a décadas não existem…” deveria ter usado o HÁ, na verdade, que denota passado.

      • Marcos Miasson
        14 de agosto de 2015

        Bia, muito obrigado pela análise! Estou preparando um revisão com as dicas de todo o pessoal aqui do blog, vocês ajudam muito!

        Quanto ao final, quis fugir de um desfecho apoteótico de propósito. Sou mais atraído por pequenas estórias, mas quem sabe de pouquinho em pouquinho não vira algo grande? Rs

        Muito obrigado mesmo pela atenção! 😀

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Pequenas histórias têm seu valor, e bobo é quem não as aprecia. Se gosta de escrevê-las, escreva. Com a habilidade que demonstrou aqui, gostaria de ler, com certeza! Sobre o “apoteótico”, acho que me expressei mal, quis dizer que da forma como terminou não me arrebatou, faltou algo para que acontecesse. Eu não me incomodo com finais, desde que sejam coerentes. O seu foi. Só agradaria mais se seguisse a mesma qualidade do restante do conto. Novamente, parabéns!

  8. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    30 Minutos de Mergulho
    Hari Seldon

    ஒ Habilidade & Talento: Excelência na habilidade, grandiosidade no talento. Poderia falar mais e mais, porém, não adianta de nada. Não adicionaria em nada!

    ண Criatividade: Sim, é uma história criativa. O desenvolvimento ficou excelente. Até o final. O problema não foi ele ter ficado em aberto, mas sim ter sido brusco. No final, o que era para ser um mistério, virou apenas uma lacuna, uma ponta solta. Talvez tenha sido por causa do limite de palavras.

    ٩۶ Tema: Mais ou menos. Vemos que a ciência está presenta na história, porém, está tão no plano de fundo, que quase some por completo.

    இ Egocentrismo: Sinceramente? Sincero sinceramente? Gostei bastante da narrativa e da situação. Mas o final ficou broxante.

    Ω Final: A Habilidade está apaixonada pelo Talento. A Criatividade está ali, observando o casal, mas ficou de fora por ser um pouco apressada demais. O Tema aparece no fundo, mas ninguém dá atenção para ele. E o Egocentrismo se divertiu, mas não gostou do final de tudo.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Fabio, muito obrigado pela análise e atenção! E que comentário filosófico, não? rsrs
      Até a próxima

  9. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Não entendi bem o conto, o cara tava trabalhando como “cobaia” para o tiozinho? Faltou um detalhe a mais para a estória se tornar mais compreensível. Bom, pode ser que a minha impressão mude com mais algumas leituras, mas como as regras me obrigam a ler TODOS os contos, terei de deixar essas releituras para uma outra ocasião.

    Boa sorte

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Renato, obrigado pela atenção! Ele trabalha sim para o ‘tiozinho’, mas como optei pela narrativa em primeira pessoa, o personagem não poderia lembrar de tudo quando ‘acorda’ e ainda está confuso.

      Até a próxima!

  10. Marcellus
    9 de agosto de 2015

    Gostei do conto. A atmosfera com pitadas de nonsense e o final aberto me agradaram, mas faltou a bendita revisão… “uma campainha da qual aperto” ou “a décadas não existem mais jornais”.

    Mesmo assim, é um bom material, que vale ser revisitado e ampliado. Boa sorte!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Obrigado pela análise e ajuda, Marcellus! Realmente o texto clama por uma revisão decente, e pretendo terminá-la logo.

  11. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Li duas vezes, porém fiquei voando do mesmo jeito. Se o conto quis passar algo, eu não soube qual foi. Gostei da narrativa. Achei o foco na carga muito extensa, deveria variar mais as cenas. O que só complicou foi o entendimento; não sei se só da minha parte.

  12. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Gostei desta história, pareceu-me bem escrita conseguindo agarrar o leitor. Vou dar a minha opinião: o final pode ser melhorado, muito melhorado, mas é só uma opinião. Muitos parabéns pelo conto.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Obrigado pela opinião, Vitor! Trabalharei essa questão nos próximos contos 😉

  13. Pedro Luna
    8 de agosto de 2015

    Interessante. Se destacou devido a forma da escrita: bem leve, seguindo a rotina do cara, intrigando e deixando o leitor preso. Quando a situação da repetição com a mina do gorro ocorre, fiquei bem intrigado. O final explica, o que é bom, só não é melhor porque a explicação ocorre, mas é bem superficial. Lógico, eu não esperava que fosse preciso explicar tim tim por tim tim, mas só fiquei mesmo curioso em relação a esse experimento feito com o cara, esse tipo de simulação.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Muito obrigado pela análise, Pedro! A intenção foi mesmo deixar o final em aberto. Estou notando pelos comentários que isso dividiu as opiniões.

      Obrigado pela atenção! Até mais

  14. Fil Felix
    5 de agosto de 2015

    Gostei bastante deste conto! É o tipo de narrativa que me prende, além de várias ideias loucas pra gente questionar ^^. Há toda uma construção clássica, da viagem com o item misterioso que a qualquer momento pode revelar-se um inimigo. A ideia da simulação, da auto-consciência e de se questionar, de poder transportar o inconsciente ou o simulacro, deixar essas coisas no ar, são pontos que considero muito importantes. Não sei se há realmente essa referência, mas a cena da garotinha me lembrou de duas coisas: o erro de atualização de Matrix, que é mostrado pela repetição de uma ação (deja vu – no primeiro filme ocorre com o gato que aparece duas vezes), pode ter entregado essa falha na simulação; e Silent Hill, essa coisa de entrar numa outra cidade e tentar se comunicar com um estranho.

    Não sei se to viajando muito, mas mesmo assim isso é muito bom, faz ler num outro nível.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Oi Fil! Obrigado pela análise, fico feliz que tenha gostado! Não os tive como inspiração, mas confesso que a idéia da repetição pode ter ficado na minha cabeça por causa do Matrix. Tento jogar tudo no liquidificador e no final sai esse ‘monte de idéias loucas pra gente questionar’, hahaha

      Um grande abraço, até mais.

  15. Laís Helena
    3 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    A narrativa me prendeu e sua escrita é boa, apesar de alguns leves erros (como trocar “há” por “a”). Os últimos parágrafos pareceram um pouco (mas só um pouco) apressados.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Gostei do enredo, o conto me prendeu até o fim. Também gostei das questões deixadas em aberto, ainda que tenha ficado curiosa sobre os motivos de precisarem fazer essas simulações, talvez isso pudesse ter sido um pouco mais trabalhado.

    3 – Criatividade (3/3)

    Achei toda a ideia muito interessante.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Oi Lais! Muito obrigado pela análise! O final ficou mesmo apressado, com cara de deixa para o ‘próximo episódio’. Preciso me atentar mais a isto 😉

      Muito obrigado pela atenção!

  16. William de Oliveira
    2 de agosto de 2015

    Bem legal o rumo da história, gostei bastante é diferente, e isso é muito bom!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Olá Willian, fico feliz que tenha gostado! Muito obrigado pela atenção.

  17. Mariza de Campos
    31 de julho de 2015

    Olá! o//
    Devo admitir que senti dó do narrador e fiquei ansiosa para saber o que tinham feito com ele e qual o motivo de escolher um simples entregador para isso, por isso achei melhor saber que ele já estava acostumado com isso e só tinha perdido a memória, então não era um entregador, mas sim outra pessoa que não sei qual.
    Eu acharia melhor se tivesse falado do porquê eram feitos esses experimentos e se o narrador era uma simples cobaia, ou se também queria esses testes.
    Achei engraçada a última frase, gostei de como terminou também.
    Bom, é isso.
    Abraços!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Oi Mariza, fico feliz que tenha gostado! A idéia foi deixar o final em aberto para o leitor se questionar, mesmo.

      Muito obrigado pela análise e atenção.

  18. Claudia Roberta Angst
    26 de julho de 2015

    Uma ótima ideia para trabalhar o tema FC. Ficou bem legal. Conto bem escrito, narrativa com ritmo, leitura flui fácil.
    Gostei do suspense em torna da carga pesada. O que seria? Ele mesmo…rs. Bom, não deve ter sido um trabalho fácil mesmo.
    Boa caracterização leva o leitor a acompanhar atento o desenvolver da trama. Os diálogos ajudam a orientar o foco da atenção e agilizam a narrativa. Aprovado.
    Boa sorte!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Fico feliz que tenha gostado, Claudia! Muito obrigado pela análise e atenção!!!

  19. Phillip Klem
    26 de julho de 2015

    Boa noite e meus parabéns pelo conto. Você soube escrever como um verdadeiro escritor, mantendo-me interessado a cada linha que passava. Nem as vi passar, para falar a verdade. O suspense já se instalou desde que o “chefia” apareceu. Logo depois o tanque me deixou inquieto e, obviamente, à medida que a menina de capuz vermelho passava repetidamente pelo caminhão meu coração subia à garganta. Aliás, foi um truque de mestre utilizá-la como um sinal de que algo não estava certo.
    Adorei o tom do conto, o bom humor que você usou foi um acréscimo muito bem vindo. O personagem é muito identificável com qualquer um de nós. Seja por ser um homem simples, seja por seu humor e irreverência.
    A partir do momento que ele acordou do mergulho, já não consegui entender o que se passava. Concluí que era algum tipo de experimento, um mergulho em algum tipo de realidade virtual. E apesar de não ter entendido a finalidade do mergulho, gostei da forma como foi escrita a conversa entre o médico e a enfermeira. Talvez você devesse desenvolver esse conto em algo maior. Tenho certeza de que ficaria ainda melhor.
    E temos, é claro, a brilhante frase final. Digo honestamente que foi essa frase que me fez gostar tanto assim do texto.
    A naturalidade do desespero do protagonista foi simplesmente hilária, fazendo conexão com um dos pensamentos que ele havia tido anteriormente o conto e conferindo-lhe ainda mais personalidade.
    Em suma, este foi o meu conto favorito até o momento.
    Meus parabéns e muito boa sorte.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Fico feliz que tenha gostado, Phillip! Confesso que essa última frase tinha sido descartada, e voltou ao texto quase sem querer, rs

      Muito obrigado pela análise e atenção, nos vemos na próxima!

  20. Piscies
    26 de julho de 2015

    Gostei… e não gostei. Achei a história MUITO interessante mas o final anticlímax. Não vi conclusão alguma da trama.

    A escrita está impecável. Só achei a narração corrida demais: tão corrida, que às vezes os diálogos começavam mesmo no corpo do parágrafo, contrariando o padrão que você adotou no texto de diálogos em linhas novas precedidos de travessão. Mas faz sentido: você estava quase atingindo o limite de palavras.

    Enfim, foi um bom conto mas daqueles que me deixou querendo mais…

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Cara, muito obrigado pela análise, e pela atenção! O final realmente ficou em aberto, faltando uma cerejinha no bolo. Fica de lição para os próximos 😉

  21. josé marcos costa
    26 de julho de 2015

    Uma história muito boa, bem escrita e envolvente, talvez faltou um pouco mais de suspense ou algum elemento narrativo que a deixasse mais emocionante mas mesmo assim gostei muito.

  22. Thales Soares
    26 de julho de 2015

    Obaa!!!
    Obrigado, Hari Seldon!! É exatamente este tipo de conto que estou buscando neste desafio!! Cara… vc acertou em cheio!!!

    Ahh, isso sim é ficção científica! Não precisamos apelar para viagens intergaláticas, sociedade futurística robótica, civilização avançada alienígena, bla bla bla…
    Eu gosto de ver o cotidiano, mas com toques de ficção científica!!!

    Adorei o clima de suspense criado em torno da misteriosa carga do caminhoneiro!!
    O final fechou o conto com chave de ouro… achei um dos melhores contos entre os que li até agora (para mim, está empatado com o Homem do Caos)

    Sua história ficou bastante no estilo daquele antigo seriado: Além da Imaginação. Eu adorava…. estou gostando muito dos contos que estão me dando essa sensação de nostalgia!

    Este é daqueles contos que ficarão para sempre em minha memória… nos próximos desafios eu vou sempre pensar “Nossa, sinto falta de contos como o 30 Minutos de Mergulho!”. Nos desafios passados, por exemplo, eu sinto muita falta de “O Sabor da Fúria”, “Avra Kedabra” e “À Sombra de um Sicômoro” , todos do desafio dos Pecados, que foi o último que participei

    PS: A imagem do seu conto ficou mto legal!! Foi você que fez?

    Parabéns, Hari Seldon!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Thales, muito obrigado pela análise! É exatamente a minha opinião sobre sci-fi hoje, tem que ser mais pessoal, mais íntimo… A guerra fria já passou, e muitos escritores insistem naquele estilo. Acredito que o tema deve ser abordado como uma alegoria a época atual, e esta época é muito mais emocional do que violenta.

      A imagem do conto é uma montagem minha, utilizando um fundo que encontrei no google mesmo. Mudei apenas os tons e acrescentei o título.

      Muito obrigado pela atenção!

    • Leonardo Jardim
      19 de agosto de 2015

      Opa, feliz pelo humilde Sabor da Fúria ter sido citado aqui 😀

      Aliás, falando nisso, nunca esquecerei das caveirinhas da Ponte das Almas Perdidas 🙂

      Abraços

  23. Evandro Furtado
    26 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 9/10 – alguns “a”s onde deveríamos ter “há”s, mas de resto, tudo certo;
    História – 8/10 – não entendi muito bem o que era o mergulho, mas a maneira como você contou tornou isso meio desimportante;
    Personagens – 10/10 – muito bem construídos e verossímeis;
    Entretenimento – 7/10 – de início um pouco lento, se tornou interessante, principalmente na parte dos gorros vermelhos;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em primeira pessoa permeada por diálogos muito bem construída, devo dizer que gostei do tom cômico que você imprimiu.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Evandro, muito obrigado pela análise! Estou trabalhando numa revisão gramatical para o conto, em breve devo atualizá-lo. Até mais!

  24. Felipe Moreira
    25 de julho de 2015

    Gostei desse plot twist. O final foi bem engraçado. HAHA

    Quando chegou na parte em que ele se encontra dentro do tanque as coisas começaram a fazer um pouco mais de sentido, porque aí eu passei a esperar esse tipo de reviravolta. No geral, um bom texto, sobretudo original e diferente do que se tem utilizado nesse desafio.

    Parabéns e boa sorte.

  25. Anorkinda Neide
    25 de julho de 2015

    Dizendo bem a verdade, não entendi não… rsrsrs
    Achei o texto fraco, apenas narrando os fatos,como um roteiro, sem uma narração apurada, conectando o leitor.
    É um relato. Bem escrito, até, porém a literatura exige um tantinho de beleza no texto e tb clareza, ponto de vista meu, visto que eu não entendi o porquê dos mergulhos do rapaz.

    Boa sorte , ae!

  26. mariasantino1
    24 de julho de 2015

    Olá!
    Que conto curioso, hum?
    Eu gostei do clima que você deu para sua narrativa, da sua maneira de ir desvendando aos poucos nos fazendo descobrir a trama junto com o personagem, sem pressa e com uma linguagem acessível que não destoa misturando o rebuscado com o coloquial (por assim dizer). Ainda que tenha ficado algumas lacunas no ar, essa proximidade fez eu me importar com o personagem.

    Probleminhas [desculpe a solicitar(sobrou um “a”)… só tenho em mente que foi “a” muito tempo… não faz sentido, “a” décadas não existem mais jornais impressos (“há” e não “a” em ambos casos)… problemas com tempo verbal>>>> o senhor puxa uma lona empoeirada que cobria um grande volume… (se usou “puxa”, presente, use “cobre”, pra ficar tudo no presente)… a moca pára e me olha (não precisa mais de sinal diferencial (infelizmente 😦 )]

    Bom conto.
    Nota: 08

    • mariasantino1
      25 de julho de 2015

      moça*

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Muito obrigado pela ajuda, Maria!!! Farei uma revisão do texto logo mais, e suas dicas serão muito úteis!

      Fico feliz que tenha gostado, nos vemos na próxima 😉

  27. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=7

  28. Renan Bernardo
    23 de julho de 2015

    Conto razoável.

    Pontos positivos:
    – Me deixou curioso.
    – A escrita não é ruim.
    – Enredo legal

    Pontos negativos:
    – Usar “a” ao invés de “há” para indicar tempo passado.
    – A linha entre o que é a realidade e o que é “sonho” do protagonista não ficou muito convincente.

  29. Angelo Dias
    22 de julho de 2015

    Parabéns! Além de intrigante, a história é bem escrita e tem um desfecho divertido. Gostei muito!

  30. Antonio Stegues Batista
    20 de julho de 2015

    Texto bem desenvolvido, mas não entendi o por que da experiencia, qual a finalidade?…Acho que ficou faltando alguma coisa…

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Antônio, a idéia foi deixar o final em aberto mesmo, para o leitor se questionar. Nos próximos, tentarei melhorar um tiquinho a conclusão 😉

      Muito obrigado pela leitura!

  31. Marcos Miasson
    19 de julho de 2015

    Recado para o ‘eu’ do futuro: reveja o primeiro parágrafo, e dê um sentido mais profundo para a estória, rs

  32. Michel M.
    19 de julho de 2015

    Gostei do texto e da história. Percebi apenas um erro de continuidade: no início é falado que o personagem dirige um caminhão. Mais à frente, ele mesmo afirma que dirige uma caminhonete, que, até onde me consta, é um veículo diferente.

    Apenas uma impressão: a relação do personagem no final com o seu “duplo” me lembrou um pouco o que ocorre na trama do filme “Moon.” Poderia esse filme ter sido uma das inspirações
    do autor?

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Bem observado, Michel! Deixei passar o caminhão (com o perdão do trocadilho).
      Assisti ao filme sim, porém não o tinha como inspiração. Mas pensando agora, faz total sentido sua comparação!

      Muito obrigado pela análise, nos vemos nos próximos desafios!

  33. José Marcos Costa
    15 de julho de 2015

    Cara, entendi sua tentativa de criar um conto de humor negro misturando elementos fantásticos e do cotidiano, seu conto é bom, mas faltou algum elemento que prendesse minha atenção. mas continue você tem potencial, só acho que deve focar um pouco mais na história e evitar tentar fazer tantas colocações no texto.

  34. catarinacunha2015
    15 de julho de 2015

    TÍTULO inteligente. Fez com que eu viajasse no objetivo.
    TEMA. Uma crônica do cotidiano em FC. Vou experimentar escrever um desses. Muito bom.
    FLUXO. As palavras fluem naturalmente dando a tônica perfeita. Estilo simples e curioso. O domínio do contexto entre realidade e sonho foi gostoso de ver.
    TRAMA Muito bem costurada. A menina do gorro vermelho foi um toque genial.
    FINAL arrepiante. A sensação de laço infinito ficou na minha mente.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Catarina, tudo bem? Fico imensamente feliz que tenha gostado! Muito obrigado pela leitura. Até mais 😉

  35. Tiago Volpato
    14 de julho de 2015

    Gostei do texto, ele é bem simples, porém bem interessante. Sua escrita é agradável, me manteve interessado no texto. Meus pontos negativos tem mais a ver com o enredo, o enredo é interessante, mas quando ele foi transportar o equipamento já dava para esperar que ele acabaria entrando nele, apesar de que o final, ele estar numa experiência voluntária, tenha sido ‘surpresa’. Não gostei muito da piada com o entregador de pizza, trouxe um tom banal pro clima da história, posso estar errado, mas para mim quebrou um pouco o clima futurista (não que no futuro não terá pizza, enfim :P). Isso me leva pro seu final, que o personagem implora para não ser mais entregador, só que antes disso, deu a entender que a ideia da simulação do emprego anterior foi dele, então para mim não fez muito sentido.
    Eu gostei do texto. Acho que ele cumpriu o que foi proposto. Abraços.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Tiago, muito obrigado pela análise! Espero melhorar nos próximos. Até mais

  36. Andre Luiz
    13 de julho de 2015

    Gostei bastante da evolução do conto, que foi sugerindo mais do que mostrando, ou seja, deixando o melhor para o final. O que fez com que eu ficasse interessado na história, o que me fisgou, foi esse mistério do que estaria carregando este tanque de isolamento, para onde iria e, após saber que estava cheio, imaginar o que poderia conter. Bem, gostei do que estava lá dentro, com certeza, e espero que toda essa história( que tem uma cara de prólogo ou epílogo) ainda dá muito “caldo pra sopa”, como diriam os mineirinhos da gema.

    PS: Esta imagem e o nome do conto também são ótimos ‘chamarizes’ para toda a história. Parabéns!

  37. Leonardo Stockler
    13 de julho de 2015

    Excelente! As coisas ficaram um pouco confusas do meio pro final, mas tudo bem, não vejo como poderia ser de outra forma. O que me fez gostar particularmente desse conto é a opção por uma ideia relativamente original que não se vincule a nenhum grande tema (que já tenha se tornado clichê), como por exemplo o fim do mundo, o amor, a amizade, memórias sentimentais. Já ouvi falar desses tanques de isolamento e inúmeras experiências psiconáuticas chegaram a ser feitas desde os anos 70, sendo que algumas delas até faziam o uso de alucinógenos como LSD, então, imagine só, fiquei extremamente feliz em ver esse objeto sendo utilizado pra fazer um conto de ficção científica de qualidade, de alguém que sabe que uma boa história não está obrigatoriamente vinculada a um grande tema humano, e que deixa brotar, da própria escrita, aquilo que na literatura nos interessa e nos faz querer continuar lendo. Parabéns!

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Leonardo, tudo bem? A idéia foi exatamente esta: fugir dos cliches! E te garanto que o LSD teria um lugar no conto, não fosse o limite de palavras. Fica para um próximo, quem sabe? Abraços

  38. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) tem um potencial interessante e prende bastante a atenção. Mas o final aberto, sem saber o real objetivo dos “mergulhos” me deixou frustrado. Acho que faltou informação.

    ✍ Técnica: (2/5) achei um pouco amadora, com erros na pontuação de diálogos, dentre outros (ver abaixo). Mas tem potencial, pois narra bem. Resta treinar, seguir os conselhos dos colegas e ler bastante!

    ➵ Tema: (2/2) tecnologias futurísticas (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) consegui ver alguns elementos criativos, mesmo não entendendo muito bem a ideia do mergulho.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei bastaste do meio, senti bem a confusão do personagem, mas o final sem muitas respostas foi frustrante.

    Exemplos de problemas de pontuação nos diálogos:
    ● – Isso mesmo, chefia! – Respondo amistosamente *ponto* – Estava esperando atrás da porta? *travessão* Após uma gargalhada espontânea
    ● ele diz, cauteloso *ponto* – Agradeceria se programasse seu veículo para usar a velocidade reduzida.
    ● Apesar de não saber como, respondo automaticamente *dois pontos, parágrafo* – É uma espécie de tanque de isolamento?
    ● – É isto mesmo, filho *sem ponto* – ele me encara, ressabiado.
    ● Devo ter visto em algum filme ou documentário *sem ponto* – desconverso
    ● – Espero que as rodinhas amenizem o trabalho de carregá-lo *sem ponto* – o velho reforça *ponto* – Você deve tomar cuidado durante o percurso
    ● nem mesmo de pizzas *ponto* – Se soubesse que era algo tão pesado

    Outros problemas:
    ● só tenho em mente que foi *há* muito tempo
    ● *há* décadas não existem mais jornais impressos

  39. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    O final é divertido.

    Porém, a história é mais do mesmo. “Personagem vítima de experimentos onde vive num mundo simulado”.

    Vejam, o problema não é o tema. É a abordagem. É colocar algo pessoal ou diferente que faça o leitor “entrar” na história.

    Ao meu ver, uma boa história não é aquela onde você escreve, por exemplo, sobre personagens vivendo numa realidade simulada, é aquela onde o autor diz “isto é o que eu penso sobre realidade simulada”.

  40. Felipe T.S
    8 de julho de 2015

    Gostei do conto, a narrativa é boa, a gente lê rapidinho, Curti também os diálogos e algo me diz, que eu sei quem é o autor desse. hehe

    O final do seu conto, lembra um pouco um que escrevi pouco tempo atrás, achei isso divertidíssimo! kkkk

    Parabéns e sorte no desafio.

    • Marcos Miasson
      14 de agosto de 2015

      Caro Felipe: PERDEU! Hahaha. É meu primeiro conto, estou começando agora. Muitíssimo obrigado pela leitura! Abraços

  41. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). Ideia bem interessante, confesso que precisei ler duas vezes para entender. Você escreve bem e mantém o mistério até o fim, o que eleva muito a qualidade do trabalho. Ressalvas: usar “a” no sentido de tempo decorrido, salvo engano seria “há muito tempo. E não consegui criar grande empatia pelo personagem, embora seja fã de Black Sabbath, como ele, hehe. Parabéns e boa sorte no desafio.

  42. Davenir da Silveira Viganon
    7 de julho de 2015

    Gostei, ficou engraçado esse final. Do meio pra frente teve um suspense bacana. O inicio me pareceu um pouco inchado, mas no geral é muito bom, parabéns!

  43. Jefferson Lemos
    7 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    A sua técnica é simples, no quesito de novidade, mas é boa. Consegue transmitir bem a mensagem e torna o passeio agradável. A história, no entanto, não foi muito satisfatória para mim. O começo eu gostei bastante. O clima era bem convidativo e os cenários bem trabalhados. Mas em algum momento esse interesse se perdeu. Acabei não gostando do final e isso prejudicou a minha visão geral do texto.
    A rima frase, dando certo ar cômico, não ficou muito boa, ao meu ver.

    De qualquer forma, você escreve bem e merece os parabéns! Boa sorte!

  44. Rogério Germani
    6 de julho de 2015

    Olá, Hari!

    O argumento de um ser humano cobaia servindo de experimento num futuro irreal foi muito bem elaborado. Teve apenas alguns erros que não tiraram o brilho do texto… basta uma revisão rápida.

    Boa sorte no desafio!

  45. Alan Machado de Almeida
    6 de julho de 2015

    Pela história eu dou 8, ela foi bem criativa. Porém, tenho que dar um puxão de orelha no autor. Me pareceu que ele escreveu as pressas, pois o conto carece de algumas revisões. Nada muito gritante, um errinho de concordância aqui ou ali.

  46. Brian Oliveira Lancaster
    6 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: De forma bem sutil, um cotidiano recheado de mistério e imaginação. >> 9.
    G: Gostei do tom intimista, questionador e sarcástico. FC também se apega a nuances. Aqui você consegue esconder o jogo até o final. Quase um cotidiano comum, não fosse o sonho simulado para alguma coisa não especificada – não mencionar o objetivo final até foi bom, assim não sobrecarrega o leitor e nos deixa meditando. >> 9.
    U: Escrita leve e fluente, com boas pinceladas de humor. >> 9.
    A: Apesar de estar “escondido”, o tema permeia todo o texto. >> 9.

    (Hari Seldon ressuscitou? Só quem conhece sabe do que estou falando).

    Nota Final: 9.

  47. Rubem Cabral
    6 de julho de 2015

    Olá, Hari Seldon. Como vão as coisas na Fundação?

    Gostei do conto! Achei misterioso e instigante. Só não entendi bem o motivo dos mergulhos: melhorar a capacidade de apneia humana? Experimentar o equipamento de realidade virtual?

    Há alguns pequenos erros a acertar, por duas vezes você errou ao usar “a” no lugar de “há”. Dica, se puder substituir por “faz”, será sempre “há”.

    O humor descontraído do texto deu um quê especial ao conto.

    Bom conto!

    Boa sorte no desafio e abraços.

  48. Lucas
    6 de julho de 2015

    Olá,
    Gostei da história. O mistério sobre o que é esse mergulho ficou muito bem, sem explicações gigantescas e bisonhas. O drama do personagem no final do conto por ter que ser entregador mais uma vez foi um bom alívio cômico haha. A história intriga e diverte.
    Parabéns e boa sorte.

  49. Ed Hartmann
    6 de julho de 2015

    Surpreendente!

    Um final absolutamente inesperado. Seriam os experimentos iniciais para a escravização humana pelas máquinas??? hehehe.

    Outro dos contos aqui escritos que nos convidam a lê-lo até o final.
    Não identifiquei erros de concordância ou pontuação. Fluxo de ideias bem organizadas e bem dispostas dentro do texto.

  50. Fabio Baptista
    5 de julho de 2015

    Gostei, ficou bem divertido e muito bem narrado.

    Na revisão só encontrei uma palavra sobrando em “outro um bairro residencial”, nada que me fizesse mudar de ideia quanto à avaliação que esse foi o conto melhor escrito até aqui.

    A trama, entretanto, acabou me decepcionando um pouco. Até a parte em que o transportador pega a carga estava ótimo, gerando aquela ansiedade gostosa de se avançar nos parágrafos para ver o que vai acontecer em seguida.

    As voltas pelo bairro residencial começaram a ficar repetitivas (sim, eu sei que era essa a intenção kkkkk) e a Chapéuzinho Vermelho dava pinta que seria um personagem chave (tipo a Oráculo do Matrix, ou algo assim), mas revelou-se algo dispensável.

    E o final me deixou meio intrigado (não de um jeito bom), com aquela sensação de “wtf???”.

    A última frase acaba suavizando esse sentimento, deixando o leitor com um sorriso no rosto após a leitura desse conto acima da média.

    NOTA: 8

  51. Anderson Souza
    5 de julho de 2015

    O Conto escapa mais para o lado do terror do que ficção cientifica mesmo considerando Caminhão autônomo e simulação de emprego… Um problema também é o fato do conto ser narrado em primeira pessoa. O final deixa claro que a experiência faz com que a pessoa perca a lembrança do fato anterior. Quando o entregador desperta e acompanha o diálogo dos “Doutores” percebe que a experiência irá se repetir, logo não poderia lembrar da experiência do conto… Nota 3

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 4 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .