EntreContos

Literatura que desafia.

Fobofilia (Leonardo Jardim)

Palhaço-macabro

Eu acordei em um quarto muito escuro, fracamente iluminado pelas frestas da única porta existente. Sentia cheiro forte de mofo e conseguia me ver em um espelho no teto. Estava amarrada em “xis”, mãos e pés atados à cama — completamente nua. Forcei as cordas e obtive apenas hematomas nos pulsos e tornozelos. E chorei, pois sabia o que iria acontecer.

Poucos minutos ou toda uma eternidade depois — difícil saber —, ouvi o som enferrujado da porta abrindo. A luz do cômodo externo cegou-me por alguns segundos, mas pude desde o princípio perceber a entrada de alguém. Conforme meus olhos foram adaptando-se à nova condição, vi tomar forma o meu pior pesadelo: era um homem vestido de palhaço, peruca vermelha simulando uma calvície na parte superior, rosto pintado de branco, maquiagem preta em torno dos olhos e boca, nariz vermelho, gola alta, roupa espalhafatosa e — o mais perturbador — nu da cintura para baixo.

Antes de continuar, preciso dizer uma coisa: eu tenho medo de palhaços desde que nasci. Medo mortal. Pavor. Coulrofobia, segundo pesquisa na internet. Não conheço nenhuma explicação lógica para isso. Não tive, que eu saiba, nenhum evento traumático relacionado a esses caras estranhos na infância.

Quando criança, chorava desesperadamente e fugia para casa toda vez que via alguém vestido de fantasia colorida e identidade disfarçada sob  maquiagem espalhafatosa. Ficava o carnaval inteiro me escondendo no meu quarto para evitar encontrar aqueles bate-bolas e clóvis. Passava vergonha em festas de amiguinhos com tema de circo, irritantemente comum na época. Certa vez, meu tio, responsável por mim após a morte de meus pais, tentou combater esse medo usando roupa de bufão.

— Calma, minha pequena, sou eu — ele disse, aproximando-se devagar. Usava apenas a vestimenta colorida e o nariz vermelho, mas eu me escondi debaixo da cama e tremia compulsivamente. — Sou eu, seu tio, não vou te fazer mal.

— Sai daqui! Sai! — eu conseguia gritar entre os soluços.

Ele se aproximou, abaixou-se com muita cautela e segurou na minha mão. Eu sabia que era meu tio e não me faria mal, mas não conseguia controlar o pânico. Coitado, numa atitude de desespero, eu peguei a mão dele e tasquei uma dentada daquelas. Sangrou horrores! Foi parar no pronto-socorro e levou três pontos. Ele nunca mais fez outra tentativa.

Conforme fui crescendo, aprendi a evitar certas situações. Para minha sorte, circos estão cada vez mais raros, não tenho filhos e não preciso ir a aniversários infantis. Nunca mais passei vergonha por causa da minha fobia.

Juliana também tinha um medo assim. Ela dividia apartamento comigo e trabalhávamos na mesma agência. Uma agência de acompanhantes de luxo. Assim como eu, fazia programas para conseguir pagar a faculdade. A dela era de arquitetura e a minha de psicologia. Dada nossa intimidade, acabamos compartilhando nossos maiores medos. O dela era de cobras.

— Morava no interior de Mato Grosso — ela disse. — Lá tem muita cobra. Quando era pequeninha, fui mordida por uma. Quase morri, mas consegui tomar o soro a tempo. Depois disso, entro em pânico só de imaginar, olha aqui — me mostrou os pelos do braço arrepiados. — Por isso vim pra cá.

Um dia, ela simplesmente sumiu e ficou horas sem dar nenhum sinal de vida. Faltou aula, inclusive. Achei que estivesse com um cliente dos bons, porém quando apareceu, percebi que havia acontecido algo muito sério.

— O que houve, amiga? — perguntei.

— Nem te conto — respondeu ela. — Você não vai acreditar.

— Conta, Ju. Sou sua melhor amiga. Não temos segredos, lembra? — insisti com olhar suplicante.

— Fui estuprada — confessou, mostrando-se estranhamente calma.

— Como!? — inquiri, apavorada.

— Saí do metrô aqui perto e um cara esbarrou em mim — franziu o rosto. — Não lembro direito como foi, mas me senti mal e desmaiei logo depois. Acordei nua numa cama de um motel fedorento. — Arregalou os olhos. — Estava cheia de cobras!

— Cacete, Juliana! — gritei. — Como você ficou?

— Apavorada, claro, né amiga? Como mais ficaria?

— Elas te morderam?

— Algumas, sim, mas acho que estavam sem veneno. — Ela mostrou marcas de mordida.

— E então? — perguntei.

— Gritei feito louca, tentei me debater, mas estava muito bem amarrada. — Lembrando agora a nossa conversa, sinto até um calafrio das semelhanças em nossas histórias.

— E aí?

— Aí entrou um cara pelado usando uma máscara de cabeça de cobra. — Então seus olhos ficaram vazios, como se visse um filme em sua mente.

— E ele… ele… — não soube a melhor maneira de perguntar. O silêncio da minha amiga era perturbador. Apenas nos abraçamos e choramos alguns longos minutos juntas.

— Amiga — finalmente disse, olhado pra mim —, não conta isso pra ninguém.

— Claro que não, amiga. Só pra polícia…

— Não! — ela me interrompeu de repente. — Nem pra polícia.

— Juliana… — tentei iniciar alguma argumentação.

— Aninha — interrompeu novamente, dessa vez com mais ênfase —, você não pode contar isso pra ninguém, ouviu? Pra ninguém.

Confesso que fiquei muito assustada com esse comportamento dela, porém aceitei. Depois de um trauma envolvendo estupro e sua maior fobia, conseguia entender um pouco a decisão dela. Entendi também quando ela decidiu voltar para casa dos pais e ficar um tempo longe da cidade grande. Nunca mais conseguimos conversar e isso me entristece até hoje. Mudou de celular, de e-mail e — incrível! — apagou suas redes sociais.

Nem precisa dizer esse episódio me abalou bastante e comecei a pesquisar por conta própria. Fucei um bom tempo, perguntando para colegas e clientes e pesquisando na internet. Descobri, enfim, alguns casos semelhantes envolvendo medo e estupro. Sempre num motel barato, sem queixa na polícia e em várias cidades diferentes e distantes. Quando consegui o telefone de uma vítima, depois de muita pesquisa e ajuda de um importante cliente, ela desconversou e não me deu nenhuma informação sobre o estuprador. E nunca mais consegui falar com essa mulher.

Fiquei mais louca ainda, atrapalhando até o trabalho e a faculdade. Virou uma espécie de obsessão na minha vida pegar esse cara e entender essa reação das meninas. Isso tudo durou cerca de um ano. No final, a pista foi esfriando e não achei mais nada. Voltei a trabalhar e recuperei as matérias perdidas na faculdade.

Anos depois, eu estava correndo na praia e um homem de roupa escura esbarrou em mim. Ele me deu a mão e pediu desculpas. Lembro-me de ter visto bem os seus olhos azuis, quase brancos. Em seguida, vi apenas breu.

Acordei amarrada na cama daquele motel sujo e o palhaço depravado entrou e veio com o pau empinado em minha direção. O filho da puta sabia o meu maior medo. Não sei como, mas esse safado é capaz disso. Entrei em pânico, óbvio, e comecei a me debater convulsivamente na cama. Ele se aproximou devagar, saboreando cada segundo. Sentia prazer com o medo alheio. No meu trabalho já tinha visto praticamente tudo, porém nunca uma tara tão estranha.

Quando parei de me debater e tive forças apenas para chorar, ele subiu na cama e posicionou-se sobre mim. Beijou minhas coxas e a virilha. Deu um selinho de leve na minha… vagina e, continuou as preliminares lambendo meu umbigo e subindo para os seios. Preciso admitir que até seria uma boa preliminar, melhor que muito cliente já fez, não fosse o pavor incontrolável consumindo minha alma.

No momento que ele começou a me penetrar, eu conseguia somente chorar baixinho e tremer descontroladamente. Meu estômago revirou-se e prometeu devolver o café da manhã, ingerido em outra era há tempos esquecida. Eu fechei os olhos e, sem poder fazer nada, totalmente impotente, aguardei o fim daquele terrível pesadelo.

Após gozar, o safado olhou para mim com aqueles olhos azuis, quase brancos, e viu apenas desprezo e apatia em troca. Queria fazer alguma coisa, cuspir, morder, matá-lo, mas não conseguia. Foi quando eu vi uma pequena faísca percorrer aquelas estranhas íris claras e uma onda de relaxamento percorreu meu corpo.

Pode parecer loucura ou efeito do medo, mas eu sei que não era nada disso. Esse cara tinha algum tipo de poder, magia, hipnose ou sei-lá-o-quê capaz não só de identificar nosso maior medo, mas de controlá-lo e — ainda mais impressionante — domá-lo. Eu olhei para aquele palhaço bizarro, fonte infinita dos meus maiores momentos de pânico, e consegui enxergar afeto, carinho, compaixão…

— O-O que você fez? — perguntei, com voz rouca.

— Removi seu medo — me respondeu em um timbre carinhoso.

— Por que fez isso? — Olhei ao redor. — Por que você faz isso?

— Essa é a minha sina. — A boca a poucos centímetros da minha, eu sentia sua respiração quente e meus pelos arrepiaram-se. — Sinto muito ter feito você passar por isso, mas essa é a única forma.

— Quem é você? Qual é o seu nome? — Infinitas dúvidas pairavam na minha mente.

— Chame-me como desejar — respondeu ele, dando-me um beijo amoroso. — Agora você deve apenas dormir.

 

Medo, dor

Eu posso sentir

Com o toque das mãos

A beleza do pavor

 

Prazer, satisfação

Não posso negar

Com as agruras da minh’alma

Essa é minha paixão

 

Compaixão, ternura.

Sou obrigado a perceber

Com a força do meu coração

A importância de sua cura

 

Paixão, amor

É necessário evitar

Com o poder de nossas mentes

A força deste clamor

 

Ouvi esses versos no meu subconsciente enquanto minha visão apagava. Acordei em casa, como se tivesse despertado de um sonho muito bom e um peso do tamanho do mundo tivesse saído de minhas costas. E finalmente entendi Juliana e todas as outras. Elas tinham vergonha do que havia ocorrido, mas no fundo de suas almas, perdoaram o maníaco sedutor. E, assim como eu, descobriram uma tão impossível quanto inevitável paixão.

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68 comentários em “Fobofilia (Leonardo Jardim)

  1. Leonardo Jardim
    14 de junho de 2015

    Falou tudo, chefe. Como já disse em outros comentários, a cena inicial estava pronta e tentei escrever o resto. Fiz uma tentativa de final diferente e impactante, mas não agradou muito e você explicitou bem os motivos.

    Abraços e parabéns pelo conto! Já sabe que sou seu fã, né? 🙂

  2. Laís Helena
    13 de junho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A narrativa me prendeu, apesar de vários parágrafos sem ação, contando apenas com relatos. A fobia foi bem retratada, mas o poema está ali apenas para cumprir o requisito.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Não gostei do desenvolvimento do enredo, achei que a inserção de um elemento fantástico poderia ser melhor trabalhada; da maneira como foi feito, ficou inverossímil.

    3 – Criatividade (2/3)

    Apesar da inverossimilhança, achei criativa a ideia de um ser destinado a curar fobias (ainda que ele pudesse ter sido melhor explorado).

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Obrigado pelo comentário, Laís. Como disse para outros colegas, reescreveria diferente se o pegasse hoje. Provavelmente focando mais no estuprador. E tentar passar melhor os seus sentimentos: ele tem uma relação muito forte com o medo. Sente prazer com o medo alheio e descobriu, que no ápice do medo, poderia conseguir removê-lo. Bom, em resumo seria isso. Abraços!

  3. mariasantino1
    13 de junho de 2015

    Olá!

    ↓ Não consegui gostar. O lance de sobrenatural, de cura de fobias não me convenceu não. Você corre nalgumas partes como as pesquisas e sinto até que o conto é meio corrido. No final a mulher estuprada sente paixão? Ah! Não desceu redondo. Não ficou crível e nem bem amarrado.

    ↑ Ótima narrativa e teria tupo para permanecer firme até o fim, mas depois que entra a segunda personagem o conto perde um pouco o ritmo. A revisão é muito boa e imaginar a cena me fez sentir calafrios.

    Obs: Seria melhor manter uma só fobia, a do palhaço. E também um só estupro. Acho que caberia muita coisa ainda. A Escrita é muito boa. Parabéns!

    • mariasantino1
      13 de junho de 2015

      ops* tudo

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Maria, obrigado pelo comentário. Fiquei feliz que conseguiu comentar todos os contos. Ainda mais depois de saber quem nem tinha enviado um.

      Sobre sua sugestão, gostei bastante. Como já disse em outros comentários, escreveria a história de forma diferente se começasse hoje. Mas peguei aversão ao texto e deixarei ele guardado para um futuro distante.

      Abração!

  4. Bia Machado
    13 de junho de 2015

    Escreve bem, mas não foi o suficiente para que eu conseguisse comprar essa ideia de estuprador que quer tirar a fobia de alguém, me desculpe. Poderia ter desenvolvido mais a fobia de palhaços, criado alguma situação nesse sentido, mas… Pra mim ficou inverossímil. Boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Oi Bia, eu entendo o que quis dizer. Hoje, se fosse reescrever essa ideia, faria de uma forma bem diferente. Também tive pouco tempo para trabalhá-la e por pouco não me arrependi de ter enviado. Valeu, como sempre, pelos comentários a a participação em mais esse desafio (dificilmente conseguiria participar, pela minha crônica falta de tempo, se não tivesse enviado o texto). Abraços!

  5. Wallace Martins
    13 de junho de 2015

    Olá, meu caro, Autor(a), tudo bem?

    Então, seu conto me agradou em partes, mas desagradou em outras. A sua escrita é muito boa, a ousadia para criar a história, a forma como conduziu a narração me agradou muito, mas a forma como colocou a fobia presente, a forma como fez para tratá-la, pois, simplesmente, quando ela se deparasse com o estuprador, ela ia desmaiar, ter taquicardia e afins, por conta da fobia, deveria ter tido um pouco mais de pesquisa e cuidado para entender como se comportam as pessoas que possuem este medo, como elas reagem, quais os sintomas e tudo que permeia este medo gigantesco.

    Não me agradou tanto quanto eu queria, porque a sua escrita é muito boa, tem um talento grande para a escrita, mas a forma como conduziu o tema não foi de meu grado.

    Desejo-lhe boa sorte no desafio e meus parabéns por tê-lo escrito.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Nunca tive fobia de nada, Wallace. E não tive muito tempo de pesquisa. Mas acredito que existem vários níveis de fobia, não é mesmo? Sei lá, deixo isso para os especialistas. Obrigado pelo comentário e abraços!

  6. Fabio D'Oliveira
    13 de junho de 2015

    ❂ Fobofilia, de Aninha ❂

    ➟ Enredo: O que falar do texto em si… A história é diferente. Ela é muito boa. Muito bem desenvolvida. Mas é para um grupo seleto de leitores. A protagonista não tem vida própria. Seria necessário trabalhar mais isso. O melhor do texto é o estuprador misterioso. A forma escolhida para eliminar a fobia foi um tanto, como vou dizer, vulgar. Desejos reprimidos da autora, talvez…

    ➟ Poema: Gostei, mas não consegui ligá-lo completamente com o conto.

    ➟ Técnica: É boa, precisa de melhoras, mas é boa. Pratique mais, sinto um talento inato em você!

    ➟ Tema: A fobia está ali, mas ficou superficial demais. Tendo realmente Coulrofobia, a protagonista teria desmaiado com a aproximação do estuprador. Muitos realmente não entendem o que é uma fobia de verdade…

    ➟ Opinião Pessoal: Não consegui gostar do texto. Achei a situação muito forçada e o único personagem interessante é o estuprador.

    ➟ Geral: História muito boa, mas exclusiva para algumas pessoas. Técnica boa, precisando de pequenos aprimoramentos, principalmente na revisão final. Poema ótimo. Fobia forçada.

    ➟ Observação: Nada a declarar!

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Obrigado pelo comentário, Fabio. Fico ainda mais feliz por ele sabendo que você nem enviou seu conto. Andei pensando que talvez devesse ter contado a história do ponto de vista do maníaco… talvez conseguisse explicar mais algumas coisas. Não tive muito tempo pra trabalhar a ideia. Abraços!

  7. Cácia Leal
    13 de junho de 2015

    Não gostei muito do conto, pelo menos não do desfecho. A história até seria interessante, mas esse final deixou a desejar. Ele estupra para remover o medo? Como assim? Não gostei. É melhor sentir o maior pavor da vida e ser estuprada do que viver com uma fobia? Sei lá qual dos traumas é maior!
    Gramática: percebi alguns errinho, mas esqueci de anotar aqui, desculpa.
    Criatividade: Achei criativo, sim.
    Adequação ao tema: Bem adequado ao tema.
    Enredo: O texto é bem escrito, mas não gostei da trama, por questões pessoais. Não acho que nenhum tipo de estupro seja melhor do que uma fobia, por mais belo que seja o cara. Não gostei também do tipo de linguagem adotada em determinados pedaços, mas talvez o autor quisesse chocar o leitor.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Entendo seu ponto de vista, Cácia, e até concordo com ele. Confesso que nem mesmo eu entendi muito bem o final… hehehe. Foi uma tentativa de impactar, de mostrar alguma coisa diferente do esperado, mas saiu pela culatra. Abraços!

  8. Pétrya Bischoff
    13 de junho de 2015

    Olá, Aninha.
    Cara, acredito que tu tenhas sido infeliz na abordagem. Te utilizasses de uma situação EXTREMAMENTE delicada para justificar uma “ajuda” nos casos de fobia. A escrita está correta, até onde pude notar e as descrições são boas. O poema e a fobia estão presentes. No entanto, há tanto descaso no tratar o estupro, que realmente desgostei do conto. Desculpe e boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      A ideia era mesmo tocar em uma situação delicada com objetivo de chocar. Acho que errei um pouco a mão na reação da personagem. Tentei passar os sentimentos dúbios que ela ficou do cara, mas não fui muito feliz. Desculpa pelo texto excessivamente “dark”. Abraços!

  9. Fil Felix
    13 de junho de 2015

    Não gostei muito, achei um pouco trash :/ Está bem escrito, a fobia está presente, até trabalha com a questão da superação (enfrentar o medo para combatê-lo), mas as cenas vieram e achei um tanto caricato, a ideia das cobras mordendo, do palhaço com “poderes” e de estuprar pra curar o.O Não sei se há alguma outra ideia por detrás do conto, mas não foi dos meus preferidos, apesar de bem narrado.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Obrigado pelo comentário, Fil. Entendo porque não gostou, pode ficar tranquilo. Abraços!

  10. Evandro Furtado
    13 de junho de 2015

    Finalmente uma fobia com a qual me identifico. Mas, nesse caso, realmente prefiro mantê-la, he he.

    Achei ousado e perturbador, no melhor estilo creepypasta. Uma narrativa fluída, sem medode usar os termos certos nos momentos certos – algumas pessoas não gostam, eu sei – e com um final, de certa forma, inesperado.

    O único ponto que eu destacaria seria o de extender a tortura um pouco mais, pra dar esse tom de agonia.

    Parabéns e boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Valeu, Evandro, mais um que entrou na vibe “pertubadora” que o conto tentou passar. Cara, tive dificuldade em escrever a parte da tortura, até meio pulei algumas partes. Abração!

  11. Fabio Baptista
    13 de junho de 2015

    * TÉCNICA : 3 / 3
    Cara, essa leitura é absolutamente megnética.
    Por mais que os eventos narrados fossem perturbadores, fica difícil largar.

    Não encontrei nenhum detalhe gramatical que tirasse a nota máxima.

    * TRAMA : 2 / 3
    A ideia é totalmente insana e muito bem executada.
    Mas infelizmente o final pareceu um tanto corrido e gerou uma certa decepção.

    *POESIA : 0 / 2
    Olha… acho que esse foi mais um caso em que a poesia apareceu só “pra cumprir tabela”.

    * PESSOAL : 2 / 2
    Gostei pra caralho!
    Texto ousado, que consegue impactar sem apelar.

    * TEMA : x1
    Adequação total

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Fiquei feliz pra caralho com seu comentário. Além de finalmente ganhar uma nota boa na técnica (acho que é a primeira vez), ganhei nota máxima também no quesito pessoal. Já tava quase jogando o texto fora, ainda bem que alguns leitores aceitaram bem a ideia “doentia” 🙂

      Abração!

  12. Felipe T.S
    12 de junho de 2015

    Achei a escrita muito interessante, os primeiros parágrafos onde é feita a ambientação, simplesmente excelente. A cena do palhaço pelado ficou bem construída. Infelizmente para mim o enredo tomou um caminho complicado. Acho que é porque não gostei do restante da ideia, ou simplesmente porque esperava mais da história. A ideia é louca, inusitada, mas não causa nada no leitor, não adiciona nada, muito menos leva à algum tipo de reflexão. Mesmo assim, é notável o talento do autor com as palavras, quem sabe faltou um propósito maior ai… Boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Obrigado, Felipe. Entendi o que você quis dizer. A ideia surgiu meio à força e deixei ela fluir. Acho que não ficou muito bem explicada. Abraços!

  13. simoni dário
    12 de junho de 2015

    Conto corajoso e ousado. Desse aqui tentei não gostar, pode isso? Sim, é complicado assumir que gostei de uma história dessas…mas eu achei muito interessante e criativa, O texto mexeu com meus nervos, e tem alguma coisa nas entrelinhas que deixa uma leitora como eu intrigada, não sei explicar. Agora, falando da fobia em si, a ideia da Anorkinda é muito boa, isso significa que você colocou um enredo que dá pano pra manga, acho isso muito positivo, sinal que seu conto dá margem à imaginação de quem lê, ou seja, fica-se com a história na cabeça um tempo depois de ter terminado a leitura.
    Parabéns e boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      15 de junho de 2015

      Obrigado Simoni. Não imaginei que agradaria uma moça que escreve histórias de amor 🙂

      Abraços!

  14. Virginia Ossovski
    12 de junho de 2015

    Meu deus! O que me assusta é que gostei do conto kkkk. O início cheio de suspense, o desenvolvimento instigante e o final… bem, é perturbador. Eu sinto falta de alguma explicação a mais sobre esse estranho… benfeitor? Só que não… Parabéns pela ideia ousada!

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Obrigado, Virginia. Bom que gostou do meu texto louco e perturbador. Dei uma passeada numa área negra da minha alma, mas já voltei. 🙂

      Abraços!

  15. rsollberg
    12 de junho de 2015

    Esqueci de dizer, adorei o título!

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      O título foi uma das primeiras coisas que surgiram, junto com a cena inicial 🙂

  16. rsollberg
    12 de junho de 2015

    Oi, Aninha!

    Estava esperando a hora da Coulrofobia, uma das mais intrigantes fobias na minha opinião. Acho que o Stephen King é responsável por pelo menos metade dos pacientes desta enfermidade.

    Bem, seu conto é muito louco. É de uma originalidade impar e de muita coragem.
    Um sujeito, que com algum poder (ou maldição) cura a fobia de suas vítimas através do estupro. E as pobre coitadas ainda ficam com um estranho sentimento sobre o agente. Sinceramente, não saberia catalogar esse texto. Mas gostei.

    A narrativa é boa e ágil. As descrições são oportunas, e não vi qualquer gratuidade na linguagem empregada.

    Achei o poema mais ou menos, mas cumpriu seu papel.

    Parabéns e boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Rafael, você pegou bem a essência da história, era isso que eu queria passar. Fico que feliz que alguns conseguiram gostar 😀

      Obrigado pelo comentário. Grande abraço!

  17. Wilson Barros
    12 de junho de 2015

    Contos que contêm muitos diálogos, como este, são lidos muito mais facilmente. Além do mais a história é muito imaginativa, uma espécie de suspense psicológico através do estupro”. Aliás, um título que ficaria bem seria “Remédio Violento”, ou “Tratamento de Choque”. Brincadeiras à parte, o conto é realmente muito bom. Pelos comentários que eu li, dá margens a várias interpretações, estilo Henry James. O poema, sobre a “beleza do pavor” é bastante original. Boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Obrigado, Sr. Wilson. Seu comentário é de muita valia. Um dos primeiros com avaliação positiva, já estava ficando triste. Fico feliz que tenha participado do desafio. Grande abraço!

  18. vitor leite
    11 de junho de 2015

    para analisar esta história tive que me despir – de ser homem e de “todas” as questões do bem e mal. Depois li outra vez, sem pesar a história. Olha, dou-te os parabéns pelo conto, bem escrito, apresentando um bom ritmo. No entanto parece-me que há certos diálogos que merecem ser mais trabalhados e talvez mesmo a história possa ser mais bem explicada, e, só mais uma coisa final: muitos parabéns.

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Obrigado Vitor. Que bom que conseguiu fazer uma análise sem preconceitos. Grande abraço!

  19. Anorkinda Neide
    11 de junho de 2015

    Eu trabalho com cura espiritual, na real, e esta só pode ser alcançada com a permissão do ‘doente’, então começa por ae, que esta história não encaixa.

    Mas… é ficção, vamos deixar isso de lado.

    Mas..mesmo assim, está tudo estranho! rsrsrs
    Tudo o que se esperava é q ela desmaiasse ao ver o palhaço sem calças! Com uma fobia forte assim, existente desde a infância… o caso da moça das cobras tb… não é possível que elas se apaixonem pelo cara. Não dá pra comprar essa ideia.

    Achei fofa até a intenção dele, porém,aquela tal faísca poderia ter saído de seus olhos sem necessitar violar as garotas, nao acha? Pensei agora, essa tal faísca curadora poderia aparecer antes do sexo, sem amarrar a dita cuja na cama, obviamente, e entao sim, eles poderiam ter uma transa legal, mesmo que única e inesquecível. hehehe q tal?
    dae a guria curada, teria o melhor sexo da vida com o palhaço, sua antiga e traumática fobia! olha eu gostei! kkkkkkk

    Na real, este conto me pareceu uma fantasia sexual, vez em quando rola uma por aqui nos desafios. 😉

    O poema está bacaninha, parabens por ele!

    Abração

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Gostei da ideia, Anorkinda. Acho que ficaria melhor assim mesmo, né? Agradaria mais o povo também 😀

      De resto, já conversamos sobre ele lá no grupo. Abração!

  20. Gustavo Castro Araujo
    11 de junho de 2015

    É um conto corajoso, para dizer o mínimo. Utiliza-se de uma realidade corriqueira – ainda que escamoteada – para falar de medos. Gostei da prosa bem fluida, que torna a leitura fácil, tranquila e sem atropelos. Fácil de gostar de Aninha, de torcer por ela e de ficar aflito por ela. É isso exatamente que o prólogo nos traz: como, afinal, ela foi parar na cama, amarrada, à espera de um maníaco?

    À medida que o texto se desenrola, porém, essa premissa bem construída se torna instável – e nem falo da piada pronta que é uma garota de programa ter medo de cobra, rs – especialmente no que diz respeito aos motivos que levaram cada uma das moças violentadas a perdoar o responsável pelos abusos. Imagino que isso jamais aconteceria. Nem mesmo a cura de um medo patológico serviria de desculpa para algo tão hediondo. Fosse uma questão de vida ou morte, talvez… Mas, enfim, é só minha opinião.

    O problema com a ficção é que ela precisa ser mais verossímil do que a realidade. E isso, infelizmente não ocorre aqui. A trama se perdeu um pouco nas justificativas.

    Em suma, o conto funciona pela criação da atmosfera de terror, mas falha no desenvolvimento. Um texto mediano, portanto.

    Boa sorte no desafio.

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Falou tudo, chefe. Como já disse em outros comentários, a cena inicial estava pronta e tentei escrever o resto. Fiz uma tentativa de final diferente e impactante, mas não agradou muito e você explicitou bem os motivos.

      Abraços e parabéns pelo conto! Já sabe que sou seu fã, né? 🙂

  21. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    10 de junho de 2015

    Aninha, que conto criativo! Fobia é um negócio que mexe com quem escreve e deveria mexer com que lê, mesmo que não entenda a fobia narrada. Você descreveu a fobia, mas parece que não se entregou a ela para que eu me entregasse a ela também. Odeio palhaços; adoro circo, mas odeio palhaços. O medo de palhaços que você mostrou no conto só me lembrou que odeio palhaços, mas não me fez mergulhar nisso com você. Como literatura de terror ou fantástica é um contão. Seu modo de escrever, levar o leitor pela mão pelo causo a fora, a habilidade nos diálogos naturais e convincentes e a credibilidade do causo são de se admirar. Concordo que seja bem difícil mergulhar nessas situações que você escolheu, sendo você menina ou menino; aposto que é menina. Então está de parabéns.

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Carlos, foi MUITO difícil entrar nessa personagem, acho que a maior falha no conto. Mais difícil ainda eu não sendo menina rs

      Imaginei a cena inicial, mas tive dificuldade de fazer o resto. Sou melhor em escrever ficção fantástica que algo sombrio assim. Tentei e acho que não fui muito feliz.

      Abraços!

  22. Ana Paula Lemes de Souza
    9 de junho de 2015

    Ahh, Aninha, não sei muito bem o que comentar no seu conto. Foi bem escrito, execução perfeita, sem erros, leitura rápida, gostosa, acessível. Mas a ideia da trama… Ahhh, a ideia… Não comprei, perturbador demais. As meninas ainda perdoando o cara depois de tamanha violação. Não gostei da trama, de forma alguma. Mas parabenizo pela execução, você é um ótimo escritor!
    Boa sorte no desafio!

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Desculpa pelo texto perturbador, Ana. Andei lendo alguns autores muito sombrios ultimamente e isso acabou influenciando minhas ideias. A pressa em escrever também me atrapalhou a passar corretamente a ideia. De qualquer forma, nunca tinha escrito nada nesse tom doentio. Foi uma tentativa e não agradou a maioria. Talvez deva voltar para os contos de ação 🙂

      Abraços!

  23. rubemcabral
    8 de junho de 2015

    Olá, autor(a).

    Difícil para mim, comentar o seu conto. A ideia de um estuprador que cura pessoas de suas fobias soa-me um tanto doentia. Terminei de ler e fiquei com a sensação de quem viu A Centopeia Humana ou A Serbian Movie.

    Analisando o texto somente, considerei o conto mediano: a escrita está boa, o enredo é criativo e o poema não é de todo ruim. Achei, contudo, as reações das moças um bocado artificiais. OK, podemos considerar que a criatura violadora-fobófila tivesse poderes de remoção das fobias, porém as garotas haviam passado pela terrível experiência de encararem seus maiores medos + violação.

    Enfim, eu não “comprei” bem o anti-herói ou as reações de suas vítimas-pacientes.

    Boa sorte no desafio. Abraço.

    • Leonardo Jardim
      14 de junho de 2015

      Oi Rubem, primeiro parabéns pelo seu ótimo texto! Tô ficando craque em identificar suas autorias 🙂

      Bom, desculpa pela ideia doentia. A cena inicial surgiu na minha cabeça junto com o título, mas não estava conseguindo dar um desenvolvimento satisfatório pra ela. Desisti de participar várias vezes. Na véspera do fim do prazo, resolvi tentar alguma coisa e a cena final surgiu enquanto as palavras eram cuspidas no monitor. Fiquei pensando se tinha pegado pesado, mas era o que eu tinha. Faltando poucas horas para enviar, quase no final do prazo, escrevi o meio (por isso ficou corrido) e revisei. Vou pegar mais leve na próxima.

      Abraços!

      • rubemcabral
        15 de junho de 2015

        Oi, Leo. Desculpe aí se fui muito duro ao criticar este texto. Acho que estava de mau humor no dia e o seu tema “insano” não me desceu muito bem.

        Obrigado!

      • Leonardo Jardim
        15 de junho de 2015

        Tranquilo, Rubem. Eu entendi. Abraços!

  24. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    6 de junho de 2015

    Olá, Aninha. Tudo bem?

    A sua narração é boa. Não achei cansativa e consegui terminar de ler rapidinho, sem nenhum problema. A fobia estava no conto, do jeito que deveria estar e o poema também, combinando com trama. No entanto, não curti muito a história. As motivações e o “salvador” não me convenceram muito. Ficou uma coisa improvável demais, sei lá.

    De qualquer forma, você mandou bem por conseguir ilustrar bem a fobia e conseguir os parâmetros do desafio.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte!

    • Aninha
      6 de junho de 2015

      Ai, Jeff, que pena que não gostou. Acho que deixei muita coisa em aberto. Expliquei ainda agora ali pra Claudinha o que pretendi passar com o texto. Se estiver interessado, dá uma lida ali. Obrigada pelo comentário. Bjsss ^^

  25. Claudia Roberta Angst
    6 de junho de 2015

    Já tinha lido este conto antes, mas resolvi reler para então comentar. Não sei ainda como me sinto em relação à narrativa. Um certo estranhamento, talvez. Não sei se o homem é um anjo libertador ou um estuprador sem noção. Dom esquisito esse de arrancar a fobia alheia, mas só de mulheres, né? Não sei, não consigo conceber algo bom com sexo sem consentimento. Mesmo que depois algo bom tenha surgido, o ato foi uma violação. Não me convenceu muito, não.
    O poema está aí, a fobia também. Tema trabalhado, mas ainda assim não fiquei satisfeita. Boa sorte!

    • Aninha
      6 de junho de 2015

      Claudia, querida, entendo perfeitamente seu estranhamento e sua dúvida. Foi assim que acho que todas as meninas se sentiram depois de encontrar esse cara. Ele é um safado sem coração que nos usa para conseguir prazer com nosso medo ou é um homem gentil que faz o que faz apenas porque é a única forma que ele conhece para remover nosso medo? Ou ainda: um pouco desses dois (sente prazer com o nosso medo, mas sente pena e decide por removê-lo)… Foi essa dúvida que tive que tentei imprimir no texto. Talvez tenha falhado nisso.

      Obrigada pela leitura. Bjsss

  26. catarinacunha2015
    5 de junho de 2015

    Preso muito o título do texto. O que é “Fobofilia”? Não achei no Dr. Google, mas seria medo de fobia ou tara por fobia? Não entendi e gostei.
    Eu já tinha feito o comentário abaixo, mas não sei o que houve, pois não apareceu até agora. Será que é aguardando moderação ou pinimba do WordPress?
    Um pouco de sexo para alegrar uma boa fobia. A trama é boa, mas os diálogos poderiam explorar melhor o terror e o prazer. Desenvolvendo o controle técnico sobre o clímax teríamos um final com resultados dignos da excelente ideia. O poema passou um pouco dessa emoção.

    • Aninha
      5 de junho de 2015

      Obrigada, Catarina. Os comentários precisam passar por uma aprovação antes de aparecer, por isso pode demorar um pouco a aparecer.

      A palavra “fobofilia “não existe, eu acho, mais seria algo como sentir tara no medo alheio ou tara em sentir medo. Tem gente tarado por tudo hoje em dia, né?

      Muito agradecida pelas dicas e uma bjoka pra vc!

      • Aninha
        6 de junho de 2015

        Poxa, menina, passou um “mais” ali que doeu na espinha. Corrigindo: A palavra “fobofilia” não existe, eu acho, mas seria algo como…

        Isso que dá comentar desses malditos aparelhinhos portáteis! 😡

        Bjss

  27. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um texto bem denso e diferente.
    G: Não gosto muito de textos mais “crus” e diretos, mas esse capta a curiosidade do leitor com suas primeiras frases. No entanto, do meio para frente, o estilo muda completamente. Não combinou tão bem quanto o início. A fobia está clara e a poesia está adequada, no lugar certo. O final, que nos faz refletir, ficou muito bom.
    U: A gramática está bem aplicada e flui bem.
    A: A poesia está aí e a fobia também. O texto não me agradou como um todo, mas está dentro do proposto.

    • Aninha
      5 de junho de 2015

      Obrigada pela análise, Brian. Eu concordo com muita coisa que você disse. Pena que não te agradou tanto. Bjsss

  28. Catarina Cunha
    5 de junho de 2015

    Um pouco de sexo para alegrar uma boa fobia. A trama é boa, mas os diálogos poderiam explorar melhor o terror e o prazer. Desenvolvendo o controle técnico sobre o clímax teríamos um final com resultados dignos da excelente ideia. O poema passou um pouco dessa emoção.

  29. Tiago Volpato
    4 de junho de 2015

    Gostei do texto. Você construiu um conto bem interessante, bem diferente. Gostei dessa trama sobrenatural, da ‘criatura’ que se alimenta da fobia alheia, bem Stephen King. Você tem um estilo de escrita que me agrada, suas frases são bem construídas e não se perde em exageros, sempre é bom ler um texto assim. O que não gostei no texto, é que ele possui muitos cliches. A menina do interior que foge pra cidade, a paixão por um bonitão (presume-se) misterioso. Mas pro nosso desafio ele funciona. Um conto simples, mas muito bem construído. Abraços.

    • Aninha
      5 de junho de 2015

      Que bom que gostou da minha história, Tiago. Fico muito feliz! Sobre os clichês, infelizmente a vida é repleta deles, né? Bjsss

  30. Rogério Germani
    3 de junho de 2015

    Olá, Aninha!

    Vamos à análise do conto.

    Pontos fortes

    1- Apresentação de diversas fobias lapidadas num tom simples, porém convincente.
    2- Poema reproduz de forma fidedigna as agruras da personagem.

    Pontos negativos

    1- As aparições do “maníaco sedutor” ficaram confusas para mim. Das duas, uma: ou o estuprador era um cafetão muito influente ou um super espião que só sequestrava acompanhantes de luxo portadoras de fobias.

    2 Penso que, no trecho a seguir, a fala tenha sido proferida pelo narrador e, assim sendo, não necessita de travessão. Talvez o uso de itálico funcionaria melhor, sem perder o foco do diálogos entre as amigas.

    “— Lembrando agora a nossa conversa, sinto até um calafrio das semelhanças em nossas histórias.”

    3- “Nem precisa dizer esse episódio me abalou bastante e comecei a pesquisar por conta própria.”

    = faltou a palavra “que” antes de esse episódio.

    Parabéns pelo conto e boa sorte!

    • Aninha
      5 de junho de 2015

      Obrigada pela análise, Rogério.

      Sobre os pontos negativos, acho que preciso explicar melhor:

      1. Ele tinha algum dom sobrenatural. Não deixei claro no texto, mas nem sempre seus “ataques” eram com prostitutas, embora reconheço que ele tenha uma queda por nós. Ele conseguia sentir nosso medo. Só não tenho certeza se ele programava nos encontrar ou descobria aleatoriamente nas ruas. Ah, como gostaria de vê-lo novamente…

      2. Esse travessão vem depois da fala da Juliana para introduzir um pensamento meu. Aqui no site acabou ficando na linha de baixo, mas pertence ao mesmo parágrafo. Acho que está certo.

      3. Ok, falha minha! 😦

      Bjsss

  31. Jowilton Amaral da Costa
    2 de junho de 2015

    Bom conto. A narrativa é simples, mas, é bem conduzido. O tom sobrenatural que foi dado ao cara que roubava medos, poderia ter sido mais trabalhada, ficou pouco convincente. A parte do sexo me pareceu um tanto pudica, vamos dizer assim, talvez o autor(a) não fosse importante para a trama. Acho que uma mulher que está sendo estuprada por um cara que está representando seu maior medo, não pensaria se a preliminar estava sendo boa ou não. Suspeito que um homem tenha escrito este conto. Boa sorte.

    • Jowilton Amaral da Costa
      2 de junho de 2015

      Talvez o autor(o) não achasse que fosse importante para trama, foi o que eu quis dizer.

    • Aninha
      2 de junho de 2015

      Jowilton, querido, a experiência foi apavorante, pode ter certeza. Eu contei a história depois da experiência, quando já estava mais calma, e foi naquele momento da preliminar que eu comecei a perceber que ele não era um estuprador comum, pois me tratava com muto carinho. Eu mesma não acredito muito no sobrenatural, mas juro que foi assim que aconteceu! Juro que daria tudo para saber mais alguma informação desse cara. Obrigada pelo comentário. Bjssss

  32. Sidney Muniz
    1 de junho de 2015

    É um conto diferente.

    Confesso que não é meu tipo predileto de conto, sem justificativas, sem aquele alicerce, mas a escrita é muito boa e a poesia também.

    Eu sinceramente gosto mais dos contos, para esse tipo de tema, embasados em ações mais plausíveis, bom, por isso o desfecho me decepcionou um pouco.

    Fora isso é um conto muito bom, a fobia está aí, há até mais de uma e a poesia é boa. Certamente agradará por inteiro, muitos colegas.

    Deixo aqui algumas observações:

    mas eu me escondi debaixo da cama e tremia compulsivamente. – escondia, para manter o tempo da narrativa.

    finalmente disse, olhado pra mim – para

    no mais desejo-lhe boa sorte e parabenizo pelo trabalho.

    • Aninha
      2 de junho de 2015

      Ai, Sid, que pena que não gostou. Quando contei essa história estava ainda sob o efeito da estranha experiência. Eu mesma não tinha muito mais informação para passar. Acho que o safado faz alguma coisa com a gente que nos deixa desnorteada. Obrigada pelos elogios e pelos toques. Bjssss

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Publicado às 1 de junho de 2015 por em Fobias e marcado .