EntreContos

Detox Literário.

A Primeira Bandalheira (José Leonardo)

STONE-AGE-MAN

A tempestade é socialdemocrata mesmo num mundo onde isso inexiste — consegue fazer-se medonha muito acima de copas cogumelo-frondosas tão virgens quanto o colo de Maria a.C. até as verdes platitudes quilométricas cheias de gente. Um ponto cospe seu tridente Oriente adentro; a luz provoca revirar de intestinos antes do estrondo-Cronos. Não é de se admirar que pequenos seres de cabeça alfinética e sujíssimos fios cobreados enfiem carões-de-lua para além do círculo da entrada espichando pescoços temerosos.

Tendo morada no meio termo de uma área supersolitária, deslizando o corpo pela superfície lateral da caverna, o sujeito Hum fazia cabana com mãos no cocuruto craniano a cada descarga pespegada e sentida como um nervo abruptamente precipitado do centro nervoso. A chuvarada criava UFOs aquosos nas clareiras circulares, açoitava pedregulhos-sacrificais e atiçava a virulência do pequeno riacho a quarenta e sete passos. Mas nosso amedrontado Hum deve à boa sorte de uma plaft-expansão-branca ter posto olhos num arbusto requebrando para além da suspeição.

Hum, astrofóbico-de-ocasião1, dificilmente percebia que era tão retino-esquadrinhado quanto observava, ainda que pressentisse certo perigo — motivo pelo qual executou um moonwalk quelônico2 até o fundo e, sem despregar a visão daquele arbusto tremeluzente, apanhou dois tacapes de valor. O homem armou uma pose o-ataque-é-a-melhor-defesa (tacapes erguidos acima da cabeça, costas curvadas em sinal de iminência agressividade) arfando “Hu-ru-rá!3” quando o farfalhador-de-arbusto tão temido resolveu se desocultar.

E era um Bicho esquisito. Bem diferente do primeiro Róf-Róf4, aquele tiquinho rançoso e esquelético que ousou se achegar, no entanto, difícil de cativar no começo (luas e luas dispendendo esforço nessa empreitada de atrair o animal e torná-lo seu objeto-caçador); As dimensões: o Bicho era maizão5 e não franzino-famélico. A criatura deve ter perdido o medo e veio cambaleante, ondulando o dorso empapado se achando naja ou dançarina-do-ventre. À medida que se aproximava, via Hum desenvergando braços demonstrando gradativamente ceder e desfazer o rosto iracundo-hitlérico de certo saudoso Seu Madruga6. Com o Bicho a dois passos de distância — quiçá por conta do dorso encharcado —, Hum vagamente estranhou sentir um CC autêntico naquele monstrinho de rosto escondido atrás de pelos protuberantes, ondulados7.

Carinho e afeição (não de forma imediata e ao modo dele) deflagraram-se no espírito do cavernoso. Alisando a farta pelugem da cabeça desconhecida, vinha à (pequena) mente de Hum a lembrança choro-caudalosa do Róf-Róf leal de outrora (verminose estomacal mortal, acredito), além do desejo de substituir tal recordação por algo real-concreto: nomear o Bicho forte-peito-respirante como seu novo escudeiro e álibi caçadorístico. A reação do Bicho, entretanto, não foi 100% senil-diligente: recebeu a bênção-mão dedilhando a copa dos fios e logo esgueirou-se (naquele jeito lasso de onça narcotizada) até o fundo da caverna, traseiro no chão, duas patas dobradas e duas em riste — o eterno pelo da cabeça cobrindo como um véu o imaginado focinho, limitadas quantidades distribuídas pescoço abaixo. Nas reentrâncias que todo animal tem para reproduzir: fartura, abundância8.

A noite diluviana se dissipou cedendo à manhã a primeira experiência pega-rango entre Hum e o Bicho9. Deixaram para trás a elevação, depois subiram e desceram o longo platô a nordeste rumo à densa floresta cujas folhas démodés (esportistas num Bungee Jump arbóreo e sem cordas) formavam camadas e camadas de um amarelo-ocre no solo. O Bicho de quando em vez parava para comer restolhos de frutas e caroços; o caçador, esbugalhando cinquenta olhos em derredor e o cabo da machadinha preso como um ímã na mão direita. Mais à frente, coisa de duzentos passos, um imenso vale se abriu entre montanhas imponentes e Hum pôde observar outras moradas-cavernas e companheiros de Idade da Pedra fitando-o com desconfiança. O passo da dupla homem-bicho não foi alterado. Os trinta cavernosos de nove casebres-dentro-das-rochas executaram seus moonwalks retornando à atividade interrompida.

— Uvum-vum-vu-fan-fer-own!10 Hum ouviu atrás de si enquanto deixava o vale.

O resultado posto à porta da caverna, no ápice solar, foi suficiente, ou seja, não-sobejante: dois filhotes de raposa com pouco mais de empunhadura-e-meia do rabo ao focinho mais um roedor enrolado no próprio corpo. Três itens conquistados por duro esforço de Hum e meticuloso espreitar do Bicho, se bem que tal espionagem deu em água quando um robusto javali, vendo-se cercado, avançou em pulos trajetoriando na jugular do Bicho e este, temeroso, recuou. O migué do Bicho (ou a inteligente tática tipo “furo-na-cerca” do javali) rendeu-lhe bastantes pontapés, rosnados de indignação e cambalhotas à cause de tanta ira.

O Bicho nem teve tanto medo do fogo no pedaço de madeira quanto dos safanões de Hum diante da carne quente. Mais bordoadas desferidas à simples lembrança do javalizão perdido. Passado algum tempo, porém, o cavernoso sacou a pata esquerda traseira da raposa menor e principiou a alimentação papai-aviãozinho-nenê (imaginando o Bicho como o substituto de Róf-Róf). Polegar e indicador imundos segurando a ponta-bundinha do osso ao passo que a parte carnuda chegava ao cortinado-pelo cobrindo a boca do animal. Lindo de ver o Bicho comer sem mostrar o maxilar, os cicios de saciedade da fome — Hum sentindo seringadas de ternura no grosso do coração suficientes para, ao menos, evitar futuros chutões punitivos na diferente criatura que nem au-auzava como o magérrimo-categoria-Auschwitz de outrora Róf-Róf, tampouco gania na desconfiança de haver outro cavernoso urubusservando em meio à distante relva ciliar do riacho — Hum sentindo par de olhos pregados nos seus movimentos, mas sem poder notá-los; a vigilância insone a varar noites próximas.

No quarto ou quinto troca-troca lunissolar desde a grande tempestade que atraiu nova companhia para Hum, imediatamente após o poente, o Bicho sofreu lesuras. Rolou três ou cinco vezes do chão à parede e versa-vice espalhando punhais de pedra e demais instrumentos a bem da verdade nada organizados. O homem se precipitou ao encontro do Bicho e não teve êxito no abraço que tentava acalmar o tremor epilético não-febril do animal. Lentamente, como sobrevivente de apneia mortífera, o animal foi ficando pianinho, pianinho — as ondas espasmódicas diminuindo.

Hum perpassou o torso das mãos naqueles fios e na pele árida entre os maços. Girou a criatura para cima de modo que o conjunto, a olhos/2015 d.C., parecia o chassi de um Fiat de quatro patas. Pensando (!) em possíveis novos tremores, deitou-se feito uma chapa por sobre o Bicho. Nesse movimento, os enormes pelos faciais deslocaram-se como os paredões do Mar Vermelho mosaico, à direita e à esquerda.

E Hum, meio que inesperadamente, viu a face da criatura. Não é possível determinar se o choque veio antes ou depois de sua carne esquecida latejante latejar.

O Bicho não era animal. O Bicho, pela constatação do cavernoso, era Huma.

Um soco gostoso no estômago dele. A carne pulsando verticalmente. Pequenos seios-verrugas. Um rosto retorcido, carunchoso, mais para o animalesco. Ainda assim um rosto humano. E corpo.

A carne não pedia explicações, pois não era Freud, Dragnet, 007 ou o Agente 86. A carne unicamente pulsava num revoluteio sanguíneo interno. O cogumelo incheiroso forçando uma porta proibida para os santos, abrindo mais as coxas e ansiando-fungando pelo _______ ____-___________11.

É oportuno observar que não há troca de fluidos corporais-aromáticos entre neolíticos (coitos entre cavernosos mais asseadinhos ainda aludem ao rolar suíno numa pocilga — nível crítico pacas igual em ambos, ninguém absorvendo nada de novo por osmose), mas Hum e Huma souberam tirar o cume do prazer nessa primeira relação — largadões e extenuados em lados opostos. Em meio ao torpor seminal, Hum vislumbrava a pequenez daquele ser (nunca vira semelhante em outras paragens e aldeias), os joelhos rotundos agora detectados, a compleição de Huma lateralizando o corpo anão no sentido da bagunça de ferramentas e salientando, assim, a forma do quadril. (A carne ainda viscosa depois da pequena-morte francesa.)

O homem caiu em si com o coração (ou a virilidade impulsiva) ligado/a àquela baixota, embora não tivesse ainda certeza de que abandonaria completamente a ideia de Huma-como-substituta-de-Róf-Róf. O próprio feedback carinhístico proveniente da anã, segundo ele, não condizia em equivalência ao seu, aparentando ser menor, mais frio, feio um calor vazio12. Essa ausência de amor transbordante (apenas uma noite depois do tchaca) doeu dentro de Hum; o rancor do desamor descambava na violência pretérita: o homem obrigando Huma a continuar andando de quatro, por exemplo, ou desferindo-lhe sopapos sola-pezísticos, cotovelísticos, insultos rombudos de fundo de pulmão etc.

A situação fake-matrimonial de Hum e Huma pendeu à piora quando a parte masculina desta união estável neolítica principiou a notar a provável desbragada fome noturna da companheira. Bastava um cochilo de, digamos, cinco horas do-nosso-século para sumir comida. O vacilo13 na guarda de suprimentos era agravado pela rotineira pesada sonolência de Hum. “On’diabo cabe tanta comida nesse toquinho de gente?”, matutaria o cavernoso se fosse um homem do século XXI.

Rios fluem para o mar: Huma surrada até se sentir descadeirada e nenhuma Maria-da-Penha a socorrê-la. Os murros potentes beiraram o surgimento de fissura leporina na ex-criatura. Bolachadas castigadoras sempre sucedidas por cenas animalescas de sexo-imundície (puro estilo morde-e-assopra).

As caçadas continuaram; Hum permitindo à anã de vez em quando caminhar unicamente sobre as pernas (pequena concessão, pois geralmente Huma se via forçada a se locomover feito o Róf-Róf falecido; como ser superior que era, o cavernoso cria que aquilo ajudava a acossar as presas; nunca passara pela cabeça a possibilidade de que os maus tratos ressuscitassem os tremores nela ou leve achaque14).

Mais caroço no angu veio com a possível subtração de um tacape (em linguagem de hoje, claro, pois neolíticos — de maneira matemático-deliberada — não subtraíam, nem somavam, nem aplicavam a fórmula pitagórica), furto/roubo ocorrido na décima segunda (ou terceira) noite de coito-casados, a melhor e mais recente das suas machadinhas, feita de couro caprino. Dentre os inúmeros instrumentos manufaturados, era a queridinha-do-papai, portanto, pode-se imaginar a ferocidade do subtraído.

Puxões de cabelo e destempero. Hum soltando fonemas avassaladores sem ter a certeza de que era inteiramente compreendido. Tapas descrevendo a parábola de um corpo-anão até a parede oposta. Ameaças de dedo rijo e esfregões de tacapes contra a face acusada (supõe-se que ele se fazia entender, então). Huma, atacada, só fazia nãos com a cabeça. A surra se aproximando da bocona-entrada cavernosa.

Vendo o fracasso da sessão de tortura/confissão, Hum radicalizou. Pôs um pé sobre a nuca da companheira pressionando contra o chão e proporcionando posição de avestruz-de-cabeça-enterrada ou frango assado. Fosse mulher moderna, Huma iria constranger-se mortalmente respirando o próprio suor (quem entrasse na caverna toparia com um total arregaço anão). Seu companheiro lançou mão num raspador semelhante a cabeça de martelo. Dos dois orifícios explicitamente visíveis, escolheu o mais ao norte para introdução. Huma viu estrelas do elo perdido circulo-pandeirando numa zona entre seu marido/agressor e o firmamento; o cavernoso, aplicando seu ódio em movimento de parafuso15.

Huma se contorcia sob a sola do pé de seu companheiro; tinha impressão que as carnes evacuatórias eram rasgadas naquilo que, para nós, se assemelhava a um funil reto-opressor. Mesmo assim, sob tamanha pressão pau-de-ararística, a anãzinha nada confessou.

A gana violenta-primitiva e as costas dadas para o exterior da caverna serviram de tapa-ouvidos para os sentidos de Hum, totalmente alheio aos tais olhos animalescos que neuroticamente intuía vindos além do riacho e aos passos sagazes e abafados vindo ao seu encontro. Huma chorando grosso e mesclando gotinhas vermelhas a cada dez, quinze lágrimas. Seu companheiro inserindo redondo o raspador como a rolha de uma garrafa do Porto já esvaziada. Bolotas guturais estabelecendo o mínimo da comunicação subtraído/acusada e desconhecendo piedade, comiseração.

E o golpe traiçoeiro.

O atônito Hum ergueu os braços; dedos vazios. A primeira estocada à altura da omoplata esquerda, e as posteriores picando em escadinha até a base da espinha. O cavernoso ainda pôde cravar a mira dos olhos no rosto de seu assassino, mas virar-se defensivamente, de frente, e caído no solo, permitiu golpes perfuro-cortantes no peito e no pescoço. A última constatação de Hum enquanto ser vivente não pôde ser tolhida pela vista embaçando a caminho das trevas totais: homenzarrão o traiçoeiro.

Tempus fugit. Inaplicabilidade de cuidados emergenciais. O assassino — conhecido como Humoutro — sacou a fazenda de pele de ovelha inteligente e firmemente atada às costas e ativamente embolsou o que as retinas alcançavam, “limpou” a caverna feito incêncio lambendo tudo. Huma se recuperava ainda sobre os quatro apoios dos membros.

Quando o latrocida usou o braço canhoto para erguer e ajudar no coxear de Huma, soltou-lhe um sorriso triunfal, tendo em paga um outro, doloroso, aliviado. Seus passos claudicantes cessaram, obrigando o novo-antigo parça à mesma atitude. Deposto à terra o sacolão do crime, Huma retirou o objeto que, a partir de então, permaneceria perenemente grudado ao seu quadril e anularia qualquer ameaça.

A machadinha pontilhada de sangue — o laço de couro que qualquer cabra balé-saltitaria ao vislumbrar, de tão bem acabado, no suporte de madeira.

_____________   NOTAS  ______________________

  1. Assim como todos os seus parças pré-históricos predominantemente pré-religiosos e pré-científicos, ninguém entendia patavas de São-Pedro-dono-das-torneiras-do-Paraíso nem de Zeus-descarregador-de-raios, tampouco manjava de cumulonimbus, cirros tipo algodão-doce-negroide e sarapatéis de elétrons doidinhos para cair no solo.
  1. Em velocidade lenta, em compasso-de-cágado.
  1. Versão neolítica para “Vade retro, Zé Capeta! Salta fora!”.
  1. A situação “educacional” de nosso personagem Hum era semelhante aos quase-analfabetos de hoje, mas dentro do Neolítico (ou seja, um pobre-coitado-onomatopeico elevado ao cubo), por isso, nomeava: Róf-Róf (seu primeiro cão cativado), bruuuuum (trovões), chiiiiááá (correntezas) e iiihhhhhfrrrrrr (relações sexuais equinas).
  1. Maizão refere-se a maior que; é maneira atenuada para a forma redundante-rocambolesca-interiorana-arranhadora-de-ouvidos mais-maior.
  1. Embora entremos num parêntesis textual para dizer: há controvérsias sobre status mortis. Ramón Valdés teria simulado o próprio passamento meio que pê da vida com tamanha fama e dívida tributária. Munido de passaporte falso fornecido por uns cucarachas da Polícia Federal mexicana, zarpou num voo clandestino para Havana; depois, um bote soviético quase o matou enquanto aportava na Nicarágua. Anos mais tarde, o bloco carnavalesco de travestis ¡Viva el obelisco! jura — de róseas-botinas juntas — tê-lo visto resfolegante e setentão-acabadão no bordel Carajo de Oro de Bogotá. Quando os rumores elvis-presleyanos a respeito de Valdés cessaram, eis que a estranha performance de um candidato presidencial num debate das Eleições/2014 brasileiras fez muitos chavesmaníacos franzirem o cenho e recomendarem aos herdeiros de Ramón um pedido judicial de exumação do corpo ou do caixão (suposta e desconfiadamente) vazio. Quem teria feito tamanho milagre plástico-cirúrgico?
  1. Certa escala foi concebida por antropólogos através de observações de pinturas rupestres lindinhas onde figuras-humanas portavam triângulos isósceles (narizes) apontados para diversas figuras-animais e outras caricaturas, digo, pinturas de homens. “CC” é a sigla de Cheiro Compatível. Esse nível é imediatamente superior ao CIPA (Cheiro Incompatível Parcialmente Agradável), geralmente aplicável aos quadrúpedes doguísticos; por sua vez, o CIPA supera o CI categoria 1 e o Cheiro Dejetos-da-Própria-Merda (mais conhecido como Futum-de-Bebê-Zumbi). Se você não é quadrúpede nem francês, certamente possui CC.
  1. Matagal vera-fischeriano.
  1. Status/homem: NORMAL; OBSERVADOR.

Status/animal:  OBEDIENTE; INDIFERENTE.

  1. Equivalente a “Esse cabra anda na mó marra e não se mistura com a gente!” em língua arcaica.
  1. Vide nota 8.
  1. “Calor vazio” é o mesmo que abraço-de-amputados, manjam? Truque de aparências.
  1. Curiosidade: no exótico idioma oficial da República do Ceará, vacilo é sinônimo de “peidar na farofa”.
  1. Achaque, no presente texto, flexionado do verbo achacar e no sentido “adoecer” — não no significado ex-ministro-cid-gomístico “extorquir”.
  1. Sem saber, Hum tornou-se precursor dos futuros líderes inquisidores obscurantistas-cavernosos que torturaram, empalaram e incineraram milhões a partir da Idade Média.

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Este texto foi baseado no tema “Idade da Pedra”, sujeito ao limite máximo de 3000 palavras.

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43 comentários em “A Primeira Bandalheira (José Leonardo)

  1. José Leonardo
    29 de abril de 2015

    Não consigo expressar o quanto agradeço pelos comentários neste conto. Cada um é muito importante para mim. Claudia Angst, Maria Santino e todos os demais: muito obrigado, mesmo.

    Estou certo que, por minhas próprias limitações, não consegui transmitir a mensagem com êxito. Acreditei que o pseudônimo fosse ajudar um pouco (Emmett Brown, aquele cientista do “De volta para o futuro”, como quem narra nos tempos atuais acontecimentos da época do conto).

    Abraços a todos.

  2. Tamara padilha
    28 de abril de 2015

    Começo escrevendo esse comentário antes mesmo de terminar a leitura para lhe perguntar: Onde estão as vírgulas? Pronto. agora comentando após o término da leitura. Infelizmente não consegui gostar. Um conto muito rápido, sem pausas que me fez nem entender direito o sentido de tudo. Uma pena, pois. o tema idade da pedra me atrai muito e acho que teria chance de ser um dos melhores temas dados nesse desafio. Fiquei extremamente confusa na parte que já citou 2015. Não era idade da pedra? Preciso revelar que foi profundamente difícil chegar ao fim desse conto. Se você tivesse caprichado tanto no texto quanto nas notas acho que o resultado teria sido um pouquinho melhor.

  3. Wender Lemes
    28 de abril de 2015

    Genial, meu caro Emmett! O começo dá a impressão de um conto chato, falando nada com nada, uma viagem sem sentido algum, mas você vai nos acostumando com este vocabulário um terço rebuscado, um terço neologismo, um terço gíria (perfeitamente balanceados) e a coisa acaba ficando fluida. A trama é razoável, os personagens também, mas a técnica é excepcional! Parabéns e boa sorte!

  4. Wilson Barros Júnior
    28 de abril de 2015

    Seu conto, como sempre, possui o estilo Gôngora->Mallarmé->João Cabral->Vasko Popa. Esse estilo está muito em voga atualmente. São contos cheios de símbolos, e representações da realidade através de metáforas polivalentes, que pelo fato de você usar termos regionais ficam mais bonitas ainda. As notas irônicas, no final, dão um toque irônico de fino humor. Na verdade, o próprio estilo do conto já propicia uma viagem milenar. Muito bom.

  5. mkalves
    28 de abril de 2015

    Deu uma canseira danada ler esse texto. Não por ruim, mas porque a linguagem não é fluída. O humor que atravessa toda a narrativa agradou deveras e foi impossível não sorrir vingada junto com Huma ao final da história.

  6. Bia Machado
    26 de abril de 2015

    Desculpe, mas pra mim a coisa não fluiu, tendo que ir ler nota de rodapé e voltar… Pelo menos na tela do computador, isso não funciona muito, a meu ver, desconcentra demais, cansa… Li inteiro apenas por conta do concurso, se fosse em outra situação teria desistido, a não ser que o texto estivesse em outro portador, não em um site, com essa dificuldade estrutural apresentada… E como fui forçada a ler, achei o enredo bem desenvolvido no que pedia adequação ao tema, apesar de algumas passagens desnecessárias e outras cansativas… Justificando o zero do meu item “emoção”, não senti nada com a leitura, não me disse muita coisa.
    Emoção: 0/2
    Enredo: 1/2
    Criatividade: 1/2
    Adequação ao tema proposto:2/2
    Gramática: 1/1
    Utilização do limite:1/1
    Total: 6

  7. Anorkinda Neide
    26 de abril de 2015

    Não gostei nem um pouquinho mesmo.
    Muita tentativa de rebuscamento, exageradamente falando…e muita violência com a intenção de fazer graça…? oi? não curti.
    não vou nem comentar das notas de rodapé 😛 uma vez fiz duas notinhas, quase me cortaram o pescoço…então, filho, vc tá perdido…kkkk

    é isso, abraço

  8. Eduardo Selga
    26 de abril de 2015

    O tratamento linguístico é bem interessante. Há uma mistura de coloquialismo, gíria e muitos neologismos bem criados que lembram um pouco o personagem Odorico Paraguaçu, de Dias Gomes.

    O fato de o narrador estar posto no tempo presente narrando um episódio do Neolítico causa algum “ruído na comunicação”, dado que em função disso ele provavelmente é um narrador mentiroso (ou pelo menos não confiável), considerando que o conto não mostra o meio pelo qual ele teve acesso à história que narra.

    Mas há exageros um tanto comprometedores. Por exemplo, em “Assim como todos os seus parças pré-históricos predominantemente pré-religiosos […]”, há uma informação que não procede. O homem primitivo era profundamente religioso, por ver no sobrenatural a única explicação para o natural. Claro, não se trata de religião institucionalizada, e sim de religiosidade. A expressão “pré-religioso”, portanto, não faz muito sentido.

    De certa maneira essa afirmação textual é contraditada um pouco além, quando na nota 3 está escrito: “Versão neolítica para “Vade retro, Zé Capeta! Salta fora!” O Capeta, que estaria na intenção da afirmativa do personagem, não pertence ao universo da religiosidade?

    Ao contrário da muitos narradores, que dão a sensação de estarem contando a estória frente a frente em relação ao leitor, esse narrador não simplesmente conta a história: escreve-a. Sabemos disso por causa das notas. Por se tratar de uma espécie de parêntesis, o tom costuma ser impessoal, mas no conto elas contém a voz do narrador muito claramente. Então o(a) autor(a) escreveu um narrador que escreve a estória que narra.

    As notas de rodapé, se por um lado reforçam o caráter um tanto anárquico do texto, com referências como o caso de Ramón Valdéz que narram uma estória paralelela ao conto, elas também ajudam muito a quebrar o ritmo do texto. Ele, por si só, não é simples, por causa das características mencionadas no primeiro parágrafo desse comentário, e com a necessidade de descer ao pé da página essa leitura se complica.

  9. Ricardo Gnecco Falco
    25 de abril de 2015

    Até o momento, este foi o conto que mais força fiz para chegar até o final. Talvez até fosse desejo do autor, mas a forma enciclopédica como escolheu contar esta história deixou-me o tempo todo distante da mesma. O paradoxo é que o resultado da leitura (difícil) deixa clara a facilidade do autor (domínio) em escrevê-la! E é um sentimento muito ruim não gostar de um trabalho tão bem escrito e revisado. Mas, sinceramente, eu não curti. E não curti, única e exclusivamente, por questão de gosto pessoal.
    Desejo boa sorte ao autor no Certame!
    Paz e Bem!
    🙂

  10. vitor leite
    24 de abril de 2015

    a linguagem utilizada parece-me interessante com a invenção de novas palavras. parabéns. Não gostei muito às referencias a momentos mais actuais (hitelrianas, freud…) misturando idade da pedra e actualidade, mas é uma opção de autor e a história está interessante de ler até ao fim

  11. Leonardo Jardim
    24 de abril de 2015

    ♒ Trama: (3/5) uma trama bem feita, que se desenvolve bem, com reviravoltas (embora nenhuma surpreendente) e bem amarrada.

    ✍ Técnica: (4/5) todas as palavras do texto parecem ter sido escolhidas com muito cuidado. Foram alguns neologismos e muitas metáforas engraçadinhas, aliás, o texto todo é escrito assim. Se por um lado, isso mostra a qualidade literária e o cuidado do autor ao escolher as palavras, por outro deixa o texto muito travado e cansativo. Interpretar cada metáfora e subir e descer pra ler notas de rodapé atrapalhou bastante a fluidez da narrativa. Confesso que foi um texto que deu muito trabalho para ser lido e teria desistido se não estivesse em um desafio…

    ➵ Tema: (2/2) idade da pedra (✔)

    ☀ Criatividade: (3/3) nota máxima pela criatividade das metáforas e do modo de contar, nem tanto pela história.

    ☯ Emoção/Impacto: (1/5) então, afora as qualidades já citadas, não gostei do texto. As piadinhas não me fizeram rir e o texto realmente cansou muito. Espero ter sido justo com meu sistema e pontuado as qualidades do texto, apesar de não me agradar…

    ● Não entendi esse trecho: A tempestade é socialdemocrata (?)

  12. Jowilton Amaral da Costa
    21 de abril de 2015

    O conto é bom, tem muitas passagens engraçadas. No entanto, até se pegar o ritmo da leitura é uma sacrifício, o que na minha opinião fará com que perca pontos. Acho que o texto pecou pelo excesso de estilo, se é que isso exista. Achei Interessante os nomes dos personagens, Hum, Huma e Humoutro. Boa sorte.

  13. Fil Felix
    20 de abril de 2015

    Esteticamente, o conto é interessante e todas a novas palavras, adjetivos e sentenças saltam aos olhos. Entretanto, teve tudo isso em excesso, dificultando a leitura, deixando-a travada demais. Em muitos momentos, particularmente, entendi nada. No contexto geral, peguei a ideia do homem da caverna, de um possível cachorro/ lobo (?) e da mulher etc. Mas devido a densidade do texto, dificulta o entendimento dos detalhes.

    Curto adjetivos criativos e essas sentenças (adoro isso em Fausto Fawcett, recomendo caso não conheça). Mas é uma estética que apela mais pro cyberpunk que pra Idade da Pedra.

  14. Pétrya Bischoff
    18 de abril de 2015

    Ah, que trabalho interessante! Além da escrita rebuscada em medida certa (gostosa de forçar entendimento), a narrativa me fez sentir tão íntima da estória como se estivesse vislumbrando em um cinema. Mas a atenção especial é para todos os acontecimentos inerentes à humanidade. Desde a confusão diante do desconhecido, a descoberta do sexo e a maldade mortal que habita a todos. Gostei da ideia dos nomes – Hum, Huma, Humoutro… – e das notas de rodapé, com linguagem igualmente particular. A escrita me faz crer que conheço a autoria, aguardemos. De qualquer maneira, um belíssimo conto! Parabéns e boa sorte.

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de abril de 2015

    Tem conto que não dá pra falar de técnica e essas coisas, assim como o seu. Sou fã de coisas “diferentes” e ousadas, mas essas notas… Sem comentários! Demais!

  16. Rodrigues
    15 de abril de 2015

    O escritor conseguiu criar, com nem tanto espaço, um mundo para situar estes personagens no período que pede o tema. Apesar da diversidade e mistura de elementos, há uma unidade de estilo e citações que vai do começo ao fim do conto. Obviamente que para uma leitura no computador, precisando buscar as referências ao final, torna-se cansativo, mas não por demérito do contista. O ponto forte foi a carga descritiva do trecho em que Hum acomete Huma à dor, deixando qualquer leitor com arrepios na espinha.

  17. Sidney Muniz
    14 de abril de 2015

    Excelente!

    Acho que sei quem escreveu… risos, isso se eu não estiver errado.

    Bom, não há o que falar, só digo que foi um dos contos mais interessantes que li por aqui. O trabalho, o tema, o zelo, a característica, os nomes – ah, os nomes “sensacionais”. Ao fim senti que estava vendo parte da história do João de Santo cristo, posso estar enganado, pode ter sido involuntário, risos, e pode não ter nada a ver.,. mas quando humoutro aparece fica meio assim – e isso também foi demais.

    Não há ressalvas, e ta tudo salvo aqui em minha cabeça para não esquecer jamais dessa estupenda e divertida viagem.

    Absorvi demais por aqui!

    Parabéns e boa sorte!

  18. Swylmar Ferreira
    12 de abril de 2015

    Texto atende ao tema proposta e está dentro do limite de palavras.
    É bem escrito, tem boa estrutura. A linguagem usada não é de fácil entendimento, usando muitos floreios. A trama é interessante e o autor procurar mostrar aspectos da vida moderna no neolítico.
    Boa sorte!

  19. Pedro Luna
    12 de abril de 2015

    Bom, após ler DFW experimentei fazer textos assim como o seu e o resultado é uma experiência maravilhosa para qualquer escritor. Meu texto ficou questionável, mas o prazer que senti escrevendo foi sem igual. Imagino que o autor desse deve ter se divertido pra caramba. No entanto, como conto e nessa temática, não me desceu. Alguns vão achar divertido, mas os pontos cômicos, comparações, distorções de fatos atuais, não me atingiram. Fora que descer a barra de rolamento pra ver as notas não foi legal. Enfim, boa construção, demonstra talento, mas não gostei muito do conto. Acredito que esse tipo de escrita pede uma história certa. Mesmo assim, parabéns, foi um trabalho e tanto.

  20. Jefferson Reis
    11 de abril de 2015

    Ufa!
    Ensaiei ler este conto várias vezes, mas acabei deixando para depois.
    Uma viagem. E que viagem!
    São tantos os termos constru-encaixados por Emmet Brown que me senti tendo uma alucinação esquiso-aliçóide-maravilhábica. Não entendi muita coisa. Precisei aguçar minha mente sapienosa no nível mais-do-que-um-jovem-adulto-comum-desinteressado e, bem, estou com medo de não voltar a ser “normal”.
    Kubrick deveria ter a chance de filmar “A Primeira Bandalheira”.

  21. Virginia
    9 de abril de 2015

    Adorei o tema, quem será que sugeriu? kkkk, adorei o conto, gostei mesmo, achei realista, criativo, inovador… O autor abordou o tema com maestria, gostei principalmente da linguagem primitiva. Foi tão convincente que dá quase para ver os homens das cavernas nas suas bandalheiras… Parabéns!!

  22. Felipe Moreira
    9 de abril de 2015

    DAMN! Eu ri demais desse conto. A criatividade me impressionou. Não conseguiria fazer algo com esse humor. Sensacional. E bem artístico. Ainda li poucos textos desse certame, mas esse teve um trabalho mais competente, envolvendo tema, narrativa, ambientação, humor… Não esperava receber um trabalho desse. Obrigado, foi uma ótima leitura.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  23. Lucas Formaglio
    8 de abril de 2015

    Quando comecei a ler o texto pensei: Que diabos é isso?!? Mas ao ir lendo acabei gostando muito do conto, que por vezes é surpreendente.
    O autor nos transporta ao cotidiano do homem das cavernas, usando algumas vezes chavões regionalistas e outras termos científicos. Achei tudo isso uma salada muito rica para o texto. Achei o conto muito bem escrito e o tema foi bem desenvolvido. Parabenizo o autor.

  24. Mariana Gomes
    6 de abril de 2015

    Olá. Infelizmente eu não gostei.
    O conto poderia ser melhor no humor que tentou empregar. Sério que você narra a história de forma “complicada” e sem simpatia nenhuma(e em uma primeira leitura parece sem nexo, e isso não sendo nenhum pouco positivo ao meu ver), para que, nas notas de rodapé, usado o oposto do texto, explicando pontos “importantes” com linguagem coloquial e tentando se envolver com o leitor? Para mim, essa técnica foi falha, cansativa e sem graça.
    Porém o conto acerta em alguns pontos, como no nome dos personagens. Pode encontrar talento aí, ou criatividade até, só que mal empregado. Boa sorte e Tchau.

  25. mariasantino1
    5 de abril de 2015

    Bom desafio para você, autor/a!

    Mais um conto que retira qualquer chance de um possível profissionalismo de minha parte, só peço encarecidamente que a pessoa que escreveu esse conto não me odeie para sempre :/

    Eis aqui uma mostra das plumas e paetês que tanto gosto, da importância e encantamento narrativo, pois veja como seria simplório (e eu vou deixar mais simplório ainda) se não fosse sua narrativa cômico-irônica para embelezar uma história que fala do encontro de um homem das cavernas, numa tempestade, com uma criatura que julgou ser o seu bichinho de estimação outrora morto por verminose, e num ato de conter seus arroubos dentro da caverna descobre que este, na verdade, é um humano de gênero oposto ao seu? Claro que não estou desmerecendo nada (nem por sombra), mas sinto que é a narrativa que recheia o conto que o faz brilhar bem mais que a trama em si. O que mais me encantou, fora a narrativa, é sua preocupação em dar um motivo para as sessões de espancamento, mostrando algo que pra mim é real nas relações, pois quem se utiliza da violência é porque é inseguro, e em seu texto você menciona que é pelo desamor (depois do tchaca. rs) que o Hum se inflama (mais). Essa justificativa não era necessária – fosse outro tipo de narrativa– mas aqui coube e enriqueceu o texto. Todas as tiragens e essa comparação com nossos olhos de leitores curiosos (2015 d.c) que me retiraram lágrimas de riso. Confesso que não curto textos cômicos, mas tudo o que é irônico/social/político, me ganha.

    Parabéns mais uma vez por toda leitura acumulada para poder soar assim tão insano (!).

    Abraço!

    Obs — ninguém entendia patavas (não seria patavinas?)

  26. Cácia Leal
    4 de abril de 2015

    Interessante as brincadeiras com as palavras. Acho apenas que o autor brincou com palavras que são muito exclusivas do nosso século ou do século passado em suas metáforas. Digo isso porque o conto se refere a homens da caverna e, naquela época, algumas metáforas não fariam sentido, como “parecia o chassi de um Fiat de quatro patas” ou, ainda, “Freud, Dragnet, 007 ou o Agente 86”. Talvez teria sido melhor utilizar expressões mais primitivas, que se encaixariam melhor nesse tipo de tema. Apesar de bastante criativo, achei o conto muito confuso.

  27. rsollberg
    1 de abril de 2015

    Hilário, louco e caótico.
    Impossível não criar uma conexão com o estilo do David Foster Wallace, e sua cabeça-pseudo-neurastênica-macroreducionista-neogêneseconceitual! O que na minha opinião, não ofusca nem um pouco a criação aqui publicada.

    Obviamente, é um texto que demanda muita atenção e calma. No entanto, observado isso, é um conto deliciosamente divertido.
    Como gosto da dinâmica, li cada frase torcendo para encontrar uma letra encimada por um numerozinho

    As notas são formidáveis. Destaque especial para a controvérsia ao redor da morte do Senhor Ramon Valdés, que por si, já vale toda a leitura.

    Parabéns e boa sorte no desafio

  28. Tiago Volpato
    31 de março de 2015

    Um conto difícil. Pede que o leitor preste bastante atenção, tem algumas palavras um tanto, digamos, complexas(?). Mas combinou bem com o tema, acho que você conseguiu explorá-lo muito bem. Gostei do uso das notas de rodapé, embora no formato que o texto foi apresentado, ficou um pouco complicado de acompanhá-las, o uso de hyperlink resolveria o problema, mas isso não é com você.
    Em resumo, ótimo texto.

  29. Jefferson Lemos
    29 de março de 2015

    Olá, autor! Tranquilo? Um texto e tanto!

    Sobre a técnica.
    Está muito bem escrito, cheio de gírias do tempo da pedra e com uma narração bem diferente do que estou acostumado a ler. Entretanto, creio que essa narração diferente tenha agido de forma negativa comigo. Achei, apesar de muito bem escrita, enjoativa. Demorei uns três dias para ler o conto todo.

    Sobre o enredo.
    É bom, faz algumas analogias muito boas, outras não muito, mas é bem legal. O desenvolver da trama funciona no texto presente, e apesar da escrita um pouco mais “pesada”, consegui acompanhar. Só tenho a impressão de que a coitada da Huma se fodeu de novo.

    Sobre o tema.
    É um bom tema. E foi interessante a forma como você desenvolveu, O que pegou no texto, foi a questão de gosto. Mesmo com o glossário no final, ainda não funcionou muito bem comigo.

    Nota.
    Técnica:8,0
    Enredo:7,0
    Tema:7,0

    A narração me lembrou o Fabio Baptista. Talvez seja dele.

    Parabéns e boa sorte!

  30. simoni dário
    27 de março de 2015

    Mas que filho da mãe esse Hum, vontade de matar a “tacapadas”. Céus! Seu conto é fantástico, autor inteligentíssimo! Aquela coisa toda na Idade Média, já se desenhava por ali então… cruzes! Nem vou desejar sorte, nota 1000.
    Parabéns!

  31. Andre Luiz
    27 de março de 2015

    Olha, infelizmente seu texto possui palavras difíceis demais e uma linguagem que não me agradou muito na leitura(ter que consultar o glossário de minuto em minuto já me fez abandonar muitos outros textos). Não consegui terminar de ler satisfatoriamente, mesmo que eu tenha achado o tema muito interessante… Enfim, acredito que o texto inteiro precise de uma “limpa” geral, tirando muito dessas “palavras esquisitas” e deixando a história mais concisa. Contudo, (para não dizer que não falei das flores) digo que gostei do tom de humor empregado.

  32. André Lima
    26 de março de 2015

    Bom, vou dividir esse comentário em “ponto positivo” e “ponto negativo”.

    PONTO POSITIVO: Admiro sua habilidade de misturar os tipos de linguagem. Sempre quis ter essa habilidade de misturar linguagem coloquial com linguagem formal. Foram criados bons neologismos também.

    PONTO NEGATIVO: Achei o texto muito cansativo. Você é um escritor habilidoso, isso ninguém pode negar, mas parece que esse conto foi “exagerado”, e não estou falando do exagero proposital, estou falando de um que transcende sua ideia original. Achei o conto confuso e cansativo, além de não ter uma trama muito interessante ou envolvente.

    Portanto para sua habilidade de escrita: excelente.
    Para a ideia do conto: não gostei.

  33. Rafael Magiolino
    25 de março de 2015

    O conto não me agradou, mas deixo meus méritos ao autor. Conseguiu criar um enredo em torno do tema interessante, com uma escrita boa, apesar de excessivamente rabuscada em alguns momentos, além de implementar metáforas interessantes ao longo do texto.

    Abraço e boa sorte no desafio!

  34. rubemcabral
    25 de março de 2015

    Conto pra lá de curioso. Lembrou-me, meio remotamente, um conto do livro “A voz do fogo”, do Alan Moore. Não por se assemelhar em estilo, mas por inventar termos e expressões para coisas antes delas terem ganhado nome. Gostei muito de algumas invenções e um pouco menos de outras. De qualquer forma, achei muito criativo e engraçado.

  35. Fabio Baptista
    24 de março de 2015

    O conto está bem escrito. Muito bem escrito. Numa escala Pétryo-Miguel-Bernardiana, diria que está bem escrito pra caralho!

    Mas acho que pecou no excesso de rebuscamento.

    O início é bem divertido e as notas de rodapé são um show à parte, porém no decorrer da história esse efeito vai perdendo força e em alguns momentos precisei voltar no parágrafo para entender bem o que estava sendo contado.

    A piada do orifício mais ao norte foi muito bem sacada.

    Bom conto, mas acredito que um pouco mais de concisão e “limpeza” deixaria ainda melhor.

    NOTA: 7

  36. Brian Oliveira Lancaster
    23 de março de 2015

    E: Ao iniciar a leitura me veio a frase “já vi este estilo em algum lugar, por mais que tente emular outro.” Leitura de difícil digestão, mas atinge o objetivo. Nota 9.

    G: Aqui complica. Méritos e palmas para “fraseamentos” e âmbitos linguísticos desconhecidos. Talvez seja de propósito para que nós, “reles mortais”, aprendamos construções novas e fora dos padrões conhecidos. Tenho que ser sincero em dizer que só consegui entender direito do meio para o final. Aí cai a ficha e extrai aquele “Ah!” do leitor. A enciclopédia sarcástica no final foi muito bem elaborada, de início achei que seriam apenas explicações da história, mas fazem parte do clima surreal. No final das contas, é a história de um neandertal macho-alfa-violento encontrando uma companheira, perdida pelos maus tratos ao salvador macho-alfa-violento-com-consciência. Estou procurando deixar gostos pessoais de lado, mas ainda assim, prefiro textos mais claros e poéticos. Nota 8.

    U: Sem problemas aparentes, até porque não dá para entender tudo. Nota 10.

    A: Puxou para o lado surreal, mas adaptou bem o tema definido. Nota 9.

    Média: 9.

  37. Thales Soares
    23 de março de 2015

    Não gostei.

    O conto, certamente, foi escrito de forma primorosa!! O autor possui habilidades incomparáveis, invejáveis. Conseguiu dar um verdadeiro show com as palavras. Todavia, foi por esse mesmo motivo que a obra não me agradou. A escrita é demasiadamente pesada, levei quase 5 dias para terminar de ler (lendo um pouquinho por dia). É claro que isso é um gosto totalmente pessoal, mas eu gosto de histórias leves e descontraídas. Todo mês aparece uma peso pesado nos desafios, normalmente é do mesmo autor, então já imagino de quem seja a autoria deste conto.

    O tema e o limite de palavras foram extremamente confortáveis aqui, vc foi sortudo pra caramba! Gostei da forma como a história é narrada na visão do personagem, com palavras que se encaixam a ele. Não gostei da nota de rodapé no final da página pq aqui o conto todo está numa única pagina, dá um trabalho desnecessário ficar subindo e descendo a página toda hora.

    A grande vantagem de um desafio de votação por nota em comparação a uma votação por escolhas de favoritos é que, na segunda opção eu nunca escolheria este conto como meu favorito. Mas, ao atribuir uma nota para este conto, eu nunca daria uma nota abaixo da média, pois reconheço as habilidades fascinantes do autor.

  38. Gilson Raimundo
    22 de março de 2015

    Fiquei de fora deste texto. Este foi o primeiro casamento e o primeiro corno a ser assassinado, isso eu consegui entender. Este conto ou é uma daquelas obras de arte abstrata de valor incalculável onde a beleza apenas poucos eleitos conseguem ver ou sua linguagem truncada não quis dizer nada… na minha parca capacidade compreensiva um texto onde precise de ajuda dos universitários não pode ser tão bom. Loas a lembrança do agente 86.

  39. Marquidones Filho
    21 de março de 2015

    É uma forma diferente de se usar as palavras. Mas não gostei. Não sei se há termos já existentes, apesar de crer que a maioria foi inventado, misturados com gírias e outras coisas. Essa mistura, ao meu ver, poluiu o texto.

  40. Alan Machado de Almeida
    20 de março de 2015

    Os termos inventados foram criativos, mas o excesso deles dificultou a leitura do conto. As notas de rodapé também foram excessivas ao meu ver.

  41. Claudia Roberta Angst
    20 de março de 2015

    Ufa, que viagem! Olhei primeiro o tamanho do texto, torci o nariz arrebitado, quis estralar os dedos (não o fiz porque lembrei da professora de piano falando que ficaria com dedos tortos) e resolvi ler tudo de uma vez. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que a leitura não só corria fácil como também divertida.
    Não me apaixonei pelo Hum e olha que tenho lá minha queda por homens rústicos, mas sem dúvida, achei o personagem muito bem construído (ou deveria dizer desconstruído?) e a ambientação pré-histórica perfeitamente lapidada em abundantes adjetivos.
    Tudo poderia culminar em uma leitora cansada e desolada com o sofrimento primitivo de Huma, mas as ideias foram de tal forma desembaraçadas que só pude rir com as notas finais. Tema muito bem conduzido e desenvolvido.
    Passou-me pela cabeça a suspeita da autoria do conto, mas não tentarei adivinhar e apenas aceitarei o óbvio: você escreve de forma magnífica! Parabéns!

  42. Neusa Maria Fontolan
    20 de março de 2015

    Tive que consultar o dicionário várias vezes. Isso acaba com meu entusiasmo em ler.
    Em minha opinião um conto tem que ser algo que prenda sua atenção, agite suas emoções, seja ela qual for. Mas, essa é minha opinião, a opinião da massa, do povão que ignora o alto grau do aprendizado e, contudo, gosta de ler.

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Informação

Publicado às 19 de março de 2015 por em Multi Temas e marcado .