EntreContos

Detox Literário.

Inverno (Fabio D’Oliveira)

O vento gelado bateu com força nos dois, mas apenas Helena sentiu frio. Hiems sorriu gentilmente ao ver a careta da menina.

— Vamos falar das estações do ano — falou Hiems.

Helena espirrou e concordou com a cabeça.

— O que você acha da primavera?

— Apaixonante! — exclamou ela.

— E o verão?

— Hum… Alegre!

— Certo. Me diga agora sobre o outono.

— Ah, essa é difícil. Acho que… Que tal sabedoria?

— Interessante. Agora, fale-me sobre o inverno.

— Oh, o inverno! Meu querido Hiems, não tenho dúvidas! Solidão…

O jovem de pele alva e cabelos negros olhou fixamente para Helena. Tão pequena e inteligente. De fato, as leis universais estão sempre certas. As crianças sempre sabem das coisas.

***

Helena vivia num pequeno vilarejo chamado Puttin. Quando o inverno chegava, a maioria das pessoas viajava para onde o verão estivesse. No entanto, a família dela tinha uma tradição diferente. Cuidar e proteger seu lar era mais importante do que tudo. Por causa disso, Helena era a única criança que ficava na região. A vida seria realmente solitária se não fosse por Hiems, um jovem que sempre aparecia no inverno nas redondezas da vila. Com seu sorriso bondoso e gestos protetores, ele a acompanhava em suas aventuras.

— Cuidado, Helena, um dia você pode se machucar.

— Você me salvará se isso acontecer, não vai, Hiems?

— Claro.

A menina gostava muito daquele rapaz. Ela contava suas histórias para os adultos, que morriam de rir. Alguns, inclusive, tinham um interesse em especial nele. Entretanto, as crianças não acreditavam nela. Chamavam-na de mentirosa.

— Heims… As outras crianças falam que você não existe.

— O que você acha? Eu existo ou não?

— É claro que existe.

— Somente isso importa, então. Não se preocupe com os outros. Eles vão sempre duvidar de você, pois não conseguem me ver com seus próprios olhos.

— E o que é necessário para te ver?

— Pureza.

Assim era a vida de Helena. Não era grandiosa ou especial, mas pacífica e cheia de amor.

***

Os anos foram se passando. Helena cresceu e começou a se tornar uma bela mulher. Porém, sua amizade com Hiems permaneceu intacta. Quando o inverno chegava, eles corriam pelos bosques de Puttin.

Mas as coisas mudaram quando Helena tinha 15 anos.

O inverno estava chegando ao fim. Ela e Hiems estavam sentados na neve, bem perto um do outro, observando uma espécie de raposa, que aquecia seus filhotes com paixão.

— Helena…

— Que foi?

— Esse é o último inverno que nos encontramos.

As palavras de Hiems ecoaram pelo bosque. Helena sentiu um intenso frio na barriga.

— Você me entendeu?

— …

— Helena.

— Por quê? Você quer ir embora?

— Não.

— Não quer mais me ver?

— Quero.

— Mas… Não estou entendendo.

Não quis acreditar nele.

— Se você não quer ir embora e ainda quer me ver, então simplesmente fique e me veja.

— Não é tão simples assim.

— Por quê?

Helena não sabia o que sentia. O turbilhão de emoções que a envolveu era poderoso demais e ela se perdeu dentro dele.

— Você se lembra qual era a condição para me enxergar?

— Seria pureza, não é? — respondeu ela, depois de pensar por um tempo.

— Sim. Porém, existem algumas regras universais. Para a humanidade, essa pureza começa a se extinguir depois de certa idade e retorna depois. São os anos dourados.

— Quer dizer que deixarei de ser pura?

— Na teoria, sim. É possível se manter na pureza, mas é necessário muito poder espiritual. E você não tem isso.

— Sabe, eu não te entendo, Hiems…

— Você nunca entenderá, talvez. Sou um espírito. Sou o próprio inverno personificado, por assim dizer. Compreendo essa situação naturalmente.

— Quando minha pureza vai embora?

— Ela não vai embora. Vai se esconder dentro de você. E será quando completar 16 anos.

— E volta quando…?

— Quando estiver perto da morte natural, a partir de 70 anos.

Helena ficou quieta por um tempo. Fixou o olhar na raposa e seus filhotes.

— Não fique triste, minha querida. A vida é assim, cheia de despedidas, mas cabe a nós decidirmos como tudo acaba, com uma lágrima ou com um sorriso.

Ela sorriu. Ele sorriu. E aproveitaram o tempo que tinham com felicidade e amor.

***

Hiems estava certo. Depois daquele inverno, Helena não conseguiu mais vê-lo. Por alguns anos, insistiu em chamá-lo pelos bosques e montes de Puttin. Chorou muito. Mas a vida continuou, como sempre continuava.

Helena não conseguiu amar outra pessoa.

***

O inverno havia chegado. E Hiems apareceu. Estava parado na beira do lago congelado que ficava perto de Puttin, observando o nascer do dia. Sentiu a presença de alguém. Virou-se e viu uma senhora. Seus olhos se encontraram. Um filete de lágrima desceu pela bochecha cansada. Hiems sorriu.

— Olá, Helena.

………………………………………………

Baseado na música de Ólafur Arnalds com a particição de Arnor Dan, “For Now I Am Winter”.

38 comentários em “Inverno (Fabio D’Oliveira)

  1. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    A frase inicial (lindíssima) passou a fazer sentido quando findei a leitura.

    “O vento gelado bateu com força nos dois, mas apenas Helena sentiu frio”.

    Um bom conto. Ingênuo, em partes, mas cheio de significado e com uma certa melancolia que me cativou. Parabéns.

  2. Fabio D'Oliveira
    4 de outubro de 2014

    Gosei do conto. Singelo, puro e fantástico. Melhoraria o desenvolvimento dos personagens, revelando mais coisas sobre Helena. A narrativa também ficou muito boa. Parabéns!

  3. angélica
    4 de outubro de 2014

    Gostei do conto, e da forma como o autor descreveu cada acontecimento com riquíssimos detalhes, e como encaixou os diálogos dos personagens. A estrutura do conto ficou muito boa apesar da simplicidade empregada que ajudou a reforçar a pureza e a inocência que os personagens tem no conto.E a ideia explorada de amigo imaginário em minha opinião ficou bastante interessante. Boa sorte!

  4. Edivana
    4 de outubro de 2014

    Bom, é um conto com capacidade de muito mais. É uma história bonita, mas que não me agradou por correr com o tempo. A introdução é muito boa, mas na minha concepção, não se mantém ao longo da narrativa.

  5. tamarapadilha
    4 de outubro de 2014

    ^Gostei, ficou um conto simples e inocente. Esse é um dos textos que poderia exceder as quatro mil palavras que não ficaria cansativo. Uma curiosidade: o nome do personagem significa inverno em alguma língua ou você escolheu por acaso?
    Boa sorte

  6. Andre Luiz
    4 de outubro de 2014

    O texto é fabuloso, casando perfeitamente com a música (que, diga-se de passagem, é maravilhosa) e completa o sentido de inverno. Se, segundo a própria Helena, o inverno é solidão, Heims é um personagem misterioso demais para a garota. Desenvolve-se então um drama terrível, quando ela deverá de conviver com a solidão de perder a própria pureza, deixando de lado o amigo de anos. Enfim, uma narrativa muito mágica e arrasadora, fazendo-me refletir principalmente sobre a questão do frio invernal. Parabéns pelo conto!

  7. Felipe Moreira
    4 de outubro de 2014

    Um conto mágico, bem puro realmente. E a maneira como o autor decidiu conduzir a história, basicamente através de diálogos, até por se tratar de um texto obrigatoriamente curto e um universo particular. Helena é encantadora e entendo a razão de Hiems ter gostado tanto dela e lamentado o fato de ela não ter possuído o nível espiritual necessário para continuar encontrando-o. O que no fundo foi bom, mesmo não tendo sido narrado, sabemos que nesse hiato de décadas, Helena viveu uma vida plena.
    Podemos discutir a necessidade ou não de explorar as personagens, mas eu gostei de como está; simples.

    Parabéns e boa sorte.

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Um conto bastante eficiente em sua simplicidade. Adorei a ideia dos habitantes que, no inverno, vão para “onde o verão estiver”, e a pungência da relação entre Helena e Heims. A brancura da neve como metáfora da pureza não foi lá muito sutil, mas mesmo assim o conto conseguiu me cativar. Só gostaria de ter visto mais investimento nos personagens centrais, na dinâmica de sua relação, porque percebi que o autor tem cacife literário para isso.

  9. Fabio Baptista
    2 de outubro de 2014

    ========= ANÁLISE TÉCNICA

    Uma bela narrativa, casando muito bem com a proposta do conto (mais um conto repleto de ternura, aliás).

    – sempre certas / sempre sabem das coisas
    >>> Evitaria essa repetição próxima de “sempre”

    ========= ANÁLISE DA TRAMA

    Uma história simples, praticamente um conto de fadas, que agrada pela doçura, mas peca no desenvolvimento e na completa ausência de desvios no caminho. Fiquei com a mesma impressão do Gustavo… tudo que fala que vai acontecer realmente acontece, com pontualidade britânica!

    E essa travessia por um mar sem ondas é gostosa (afinal, é o mar!!!), mas ao final fica o pensamento – “bem que podia ter vindo ao menos uma onda, nem que fosse somente uma marola…”.

    ========= SUGESTÕES

    – Não daria uma data exata para a perda/retomada da inocência. Acho que seria melhor o sujeito avisá-la que ao perder a inocência não mais o veria e ela responder “isso não vai acontecer”… para depois começar a perceber (através de suas atitudes) que sim, ia acontecer.

    – Como sugeriu o José Geraldo, acredito que o texto acabaria melhor com ela esperando a volta da inocência, com saudade do inverno.

    ========= AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: **
    Impacto: ***

  10. Swylmar Ferreira
    1 de outubro de 2014

    Outro conto simples. História de amor?
    O texto é bem escrito, apresenta boa estrutura semântica . O história escolhida pelo(a) autor(a) é o que chama a atenção pela singeleza e leveza. A linguagem é objetiva e a escrita é muito boa, O final romântico era o esperado, não houve surpresas.
    Parabéns e boa sorte.

  11. David.Mayer
    1 de outubro de 2014

    Belíssimo conto. De uma singeleza e naturalidade sem igual. Gostei dos cortes, para delinear mais a relação dos dois, bem como o laço que os unia.

    Tenho preferência por contos simples, sem tantas frases de efeito. Apenas uma bela história, e foi isso o que me prendeu ainda mais a ela.

    Só careceu de algo impactante, como costumo dizer, mas de qualquer forma um conto formidável.

  12. Camila H.Bragança
    1 de outubro de 2014

    Prezado/a colega

    Não vim distribuir elogios ou tomar o chá das cinco, muito menos pisotear o sonho/desejo/ambição/inspiração, de ninguém. Como dito antes, em meu comentário, gosto da vida como ela é, encantamentos como o cerne de vossa obra, não me atraem. Para se ter uma ideia, em minha concepção, o único livro de autoajuda que deveria existir seria a Bíblia, e a título de curiosidade – leia ironia -, o último Young Adult que li, chamava-se: Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída. O que quero dizer, colega, é que vosso texto é belo/singelo/puro/encantador, mas não funciona com todos os receptores/leitores. . Percebo que faltou dados tais quais –>> Como se perde a inocência. O que houve com Helena que não foi capaz de amar… Mas, ainda que não houvesse tais desacertos, e somente devido as minhas preferências e secura de “espírito”, vossa obra não teria alcançado a mim.

  13. Thiago Mendonça
    30 de setembro de 2014

    Conto bem singelo e bonito. Você escreve, mas (como todo e qualquer escritor) poderia melhorar um pouco algumas partes. A história é bonita mas fica um pouco no clichê.

    Parabéns e boa sorte!

    Sugestões:
    — Heims… As outras crianças falam que você não existe.
    — O que você acha? Eu existo ou não?
    — É claro que existe.
    *você repete bastante o ‘existe’

    Mas as coisas mudaram quando Helena tinha 15 anos.
    *eu trocaria esse ‘tinha’ por ‘fez’ ou ‘completou’

    *a raposa com os filhos dão uma ambientação legal, mas poderia ser utilizada pra fazer alguma analogia com o enredo

  14. Lucas Almeida
    30 de setembro de 2014

    Gostei do seu texto, mas senti falta de um pouco mais de profundidade, algo que trouxesse uma surpresa pra me prender a história por completo. Boa sorte!

  15. Anorkinda Neide
    29 de setembro de 2014

    Que lindo!! Gostaria de saber mais sobre Helena, seus sentimentos e pensamentos na fase adulta, a unica informação que temos é que ela jamais amou outro jovem…
    Os diálogos tb achei curtos demais…
    Mas a historia é linda, emocionante.
    parabens,

    nao consegui a letra da musica pra ver a adequação, mas ouvi.. e tem realmente o clima do inverno.. Hiems…
    gostei deste nome 🙂

    abração

  16. Carolina Soares
    28 de setembro de 2014

    Olá,

    sua escrita é agradável, suave, mas o tempo do conto foi muito longo, para acompanhar a música, claro. Talvez se escrevesse com mais detalhes de uma ou outra parte da música, e não dela por inteiro, ficaria mais interessante. Boa sorte no desafio!

  17. Andréa Berger
    28 de setembro de 2014

    Um doce seu conto, cheio de delicadeza. Me lembrou um pouco a história de Peter Pan e seus meninos perdidos… Tem uma escrita boa e uma história que tem potencial. Acredito que se trabalhar um pouco mais nele vai ter um excelente conto (sendo ele de fadas ou não).
    Um abraço e boa sorte.

  18. williansmarc
    27 de setembro de 2014

    Gostei do conto, mas algumas coisas me incomodaram, vou colocar em tópicos:
    – Queria saber por que a cidade chama-se Puttin, que pra mim é o presidente da Russia…
    – Achei uma contradição Helena achar o inverno solitário e Hiems, sua unica companhia, ser a personificação do inverno.
    – A pureza sumir entre 16 e 70 anos ficou uma coisa muito precisa. Não necessariamente uma criança de 12 anos é pura (tipo aquelas que ouvem e dançam Funk) e um adulto de 30 as vezes é mais puro do que uma criança.

    No geral, gostei do conto de fadas, parabéns e boa sorte no desafio.

  19. Lucimar Simon
    27 de setembro de 2014

    Um bom texto. Nem sei se classifico ou não. Não conseguir gostar da narrativa, de como ele termina, mas é isso, duvido que ele tenha sido escrito para me agradar. rssr. depois de um belo debate interior, o que sobrou foi aquilo, aquilo, não isso, só aquilo. Parabéns, boa sorte. The end.

  20. Miguel Bernardi
    26 de setembro de 2014

    Filbert LaCroix.

    Achei sua obra leve, sublibe. Soa como uma história de ninar: remeteu-me à minha infância, e me senti muito bem com isso. Não peca na narrativa, não tem erros, não falha na proposta.
    Mas… ainda creio que deixou a desejar algo. Uma parte que marcasse o conto fortemente, senti falta disso. Mas isso é pessoal, e não tira o brilho da obra.

    Grande abraço!

  21. rsollberg
    26 de setembro de 2014

    É um conto singelo, leve, bonito. Uma mistura de fábula e conto de fadas.
    Penso que o autor podia ter entrado mais na relação de Hiems e Helena, na “dependência”, acho que daria mais emoção na despedida e obviamente no reencontro. Por outro lado, é possível que tivesse efeito reverso – arrastado. Sendo assim, está bom do jeito que está! rs (foi mal, indecisão ambulante)

    Os diálogos foram bem empregados e deram dinamismo.
    Um ótimo texto.

    Parabéns e boa sorte.

  22. Thata Pereira
    25 de setembro de 2014

    Caro(a) autor(a),

    me permite chegar ao final desse conto completamente frustrada??? Eu estava ADORANDO a história, até que eu cheguei no final que tinha a capacidade de ser o mais perfeito desse desafio, mas passou mais rápido do que a pureza da menina! O que aconteceu??? Você quis deixar ele assim mesmo ou foi involuntário? :/

    Boa sorte!

  23. pisciez
    24 de setembro de 2014

    O conto tem muito potencial. Gosto muito de contos “mágicos” assim, cheios de metáforas (apesar do que, as metáforas neste conto são explicadas, o que quebra um pouco o encanto).

    Mas achei o conto muito sem conteúdo e com um quê de apressado. As explicações da perda da inocência poderiam ficar ocultas, talvez descritas com ações (como Helena perdeu sua inocência?). Gosto de contos que te deixam pensando depois, mas este não faz muito isso.

    A ideia é boa. Acho que com um pouco mais de trabalho em cima ficaria muito bom!

    PS: tentei encontrar a letra da música para ler mas estou no celular e o 3g não ajuda, rs.

  24. fmoline
    23 de setembro de 2014

    Uma graça o conto. Curto, com pensamentos na medida certa e aquele pouquinho de mágica que o deixou, como eu disse, uma graça. Muito clara a sua escrita, o que ajudou bastante na compreenção do Hiem e da menina sem deixar nada incompreendido, mesmo em um tema que é fácil se perder.

    Digo, repito e repito, uma graça! Boa sorte.

  25. Gabriela Correa
    23 de setembro de 2014

    Sua história é tão bonita! Amo contos de fadas, e seu conto me remeteu a esse domínio da pureza e da magia… Achei um doce a relação entre Helena e Hiems… Em uma palavra, adorável. Boa idéia, boa escrita, boa execução… Só senti esse “vácuo” entre a Helena dos 15 e dos 70 anos, o reencontro deles soou repentino. Mas isso não tira o brilho de seu texto encantador. Parabéns e boa sorte!

  26. Brian Oliveira Lancaster
    23 de setembro de 2014

    Chegar ao último texto não foi fácil (sim, eu leio de baixo para cima). Aproveito o espaço do colega para dizer que está sendo uma experiência e tanto; não achei que fosse tão complicado dissociar essência de regras, ou criar um conto baseado em música. Mas é para isso que estamos aqui, trocando experiências.

    Fantasia urbana – fez falta por aqui. Gosto desses prólogos, pois geram expectativa e já nos colocam dentro do clima. A essência da letra está aí, mas parece que faltou alguma coisa. Escrita leve, com belas palavras. No entanto, o excesso de açúcar me afastou um pouco, mas se o objetivo era demonstrar inocência, conseguiu. Talvez nós, leitores, é que estamos ficando velhos e esquecendo o mais importante: a felicidade está nas pequenas coisas. Não, não li isso em um biscoito.

  27. Fil Felix
    23 de setembro de 2014

    #O que gostei: adoro histórias místicas e personagens que personificam forças da natureza, esse climão de fábula. A ideia inicial do seu conto gerou essa ideia em mim.

    #O que não gostei: depois do impacto inicial, com o diálogo sobre as estações, não acontece mais nada de interessante, nenhum clímax ou surpresa. Particularmente, não sou muito fan de conto cheio de diálogos, no seu caso muitos deles ainda são rasos, que poderiam ser descritos numa única frase. Num pedacinho ali no começo, errou o nome do espírito.

    #O que mudaria: exploraria a questão do espírito, de ser uma força da natureza e sua influência sobre a protagonista. Deixar um pouco mais longo, pra não ficar com cara de fábula, pois você narrou um grande espaço de tempo em pouco tempo.

  28. Pétrya Bischoff
    22 de setembro de 2014

    Bueno, penso que o texto esteja bem escrito, e a ideia foi passada com clareza. No entanto, mesmo toda melancolia que a estória pressupõe não me emocionou. Os diálogos são simples, ao mesmo tempo que forçados. Não chegou a funcionar comigo, mas desejo-lhe boa sorte.

  29. JC Lemos
    22 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    O conto está vem escrito e é bonito. Um conto de fadas mesmo. Porém, não me cativou. Faltou algo na história que a tornasse menos simples. Assim como está, não tem nenhuma ação e nada que possa dar uma emoção maior.

    Enfim, é um conto bem escrito, bem casado com a música, mas não me cativou muito.

    De qualquer forma, parabéns pelo trabalho!
    Boa sorte!

  30. rubemcabral
    21 de setembro de 2014

    Um conto de fadas bonito e inocente, porém de enredo por demais simples. Faltou arriscar-se mais na narração, com metáforas interessantes, expressões criativas, etc.

    Achei bonitinho, mas penso que já não tenho a pureza necessária para me agradar com algo tão singelo. :/

  31. Gustavo Araujo
    21 de setembro de 2014

    Histórias simples têm mais chance de cativar o leitor. Aqui a narrativa começa muito bem, com um diálogo repleto de inocência. A personagem da menina é bastante interessante e, por incrível que pareça, o do rapaz é ainda melhor. E é aí que reside minha frustração como leitor. Creio que o autor poderia ter aprofundado mais a relação entre eles, poderia ter ousado mais. No fim, a história, apesar de bonita, ficou com jeitão de fábula, especialmente por causa do final. Aliás, foi isso o que mais me incomodou. Tudo acontece exatamente como previsto. O rapaz disse: você vai me encontrar lá pelos 70 anos. E, pimba: quando ela está velha, o reencontra. Faltou alguma coisa que aí, algo que tirasse o leitor dos trilhos e o fizesse torcer para que no fim eles realmente se encontrassem. Essa falta de obstáculos deixou o conto, enfim, sem muita emoção. Quem sabe, se você trabalhar melhor esse desenvolvimento, o texto não fique melhor? Um abraço e boa sorte no desafio!

  32. José Leonardo
    21 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Você usou as palavras certas para o tipo de enredo que quis transmitir. Sua escrita é bem polida e seus diálogos, requintados. Pensei que Hiems fosse uma espécie de preceptor inglês de Helena à moda do século XIX. A inspiração musical também foi boa.

    No entanto, creio que o autor se policiou demais na escrita e deixou de lado um desenvolvimento maior (o texto ficou excessivamente “parado”, plano, na minha opinião). Talvez o escritor conheça a obra máxima de Proust, que aborda em demasia os salamaleques aristocráticos (que não me atrai) mas dispõe diálogos excepcionais e enredo complexo (que me atraiu para aquele manancial de palavras).
    Sua história não é ruim, mas poderia ter sido contada de outra forma ou ser mais desenvolvida (eu acrescentaria algumas poções de conflito e emoção para abanar o marasmo — dentro dos limites de definição de um conto, por exemplo, talvez se preenchesse o lapso temporal do reencontro de Hiems com o desespero de Helena ou, quiçá, uma busca ainda que louca e fracassada pelo “amigo imaginário”).
    São somente sugestões. Aliás, muitos gostarão do que não me atraiu aqui, portanto, minha opinião é (ou pode ser) isolada.

    Boa sorte.

  33. Maria Santino
    21 de setembro de 2014

    Boa tarde!

    Ah! É de onde vem o Vladimir Putin? Hehe! (brincadeirinha).
    Outro conto relâmpago. Senti falta de algo, mais emoção, mais caracterização dos personagens. Não acontece muita coisa, a Helena cresce e rever o amigo, mas o meio? Não dá para colocar algum acontecimento na vida da moça para que sintamos mais afeição? Particurlarmente gosto de ambientações e nomes abrasileirados (gosto e não regra). Observe que sentar na neve é estranho, ok?
    Não gostei muito, mas desejo sorte e que os demais colegas gostem mais que eu.
    Abraço!

  34. Claudia Roberta Angst
    21 de setembro de 2014

    Olá! Gostei da música, não a conhecia. Bom fundo musical para as personagens melancólicas.
    Quanto à narrativa, ficou quase infantil. Os diálogos agilizam a leitura, claro. No entanto, parece que a mesma ideia ficou se repetindo.
    O final ficou bonito. Continue escrevendo! Boa sorte!

  35. José Geraldo Gouvêa
    21 de setembro de 2014

    Não sei se realmente gostei. A história é muito simples e o desenvolvimento não é nada seguro. O final, por exemplo, poderia ser apresentado como uma esperança, e não como um acontecimento. Poderia ser evitado esse salto temporal explícito. Mas essa é uma sutileza que o autor adquire com o tempo.

    Enfim, um texto ainda bem verde, mas que já mostra algumas ideias interessantes.

  36. Alana Santiago
    21 de setembro de 2014

    Gostei do enredo, mas faltou desenvolvimento. Com tanto espaço, poderia ter desenvolvido mais, você criou personagens muito belas, melancólicas, mas sem o desenvolvimento necessário não pude apreciá-las. Talvez tenha sido a pressa em postar e o prazo acabando, enfim… Boa sorte!

  37. mhs1971
    21 de setembro de 2014

    Sendo uma história composta quase só de diálogos, achei simplista e quase beirando a inocência. O inverno é um tema naturalmente intimista e meio que contar algo sensível como a separação é suavizar algo triste como tal. Válida a tentativa.

  38. Leandro
    21 de setembro de 2014

    Gostei da forma como o autor retratou os sentimentos e no geral o conto ficou muito bom, um pouco triste como o inverno!!!! Abrsss

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Publicado às 20 de setembro de 2014 por em Música e marcado .