EntreContos

Literatura que desafia.

Sonham as Montanhas Russas com Trilhos de Ouro? (Victor O. de Faria)

Dizia que me amava. Que aquele passeio seria especial. Fez promessas. Acreditei em tudo.

No fim, a realidade falou mais alto. Fui abandonada sem dó nem piedade naquele imenso deserto. Sabia que não devia confiar nele, tentei ser compreensiva, mas ele tinha outros planos. O quê estava errado? Não era mais especial?

Pulou em seu carro e partiu, sem mim, rumo às estrelas. Atrapalharia seus sonhos. Talvez merecesse esse destino.

Estava sem dinheiro, sem meu livro preferido e uma tempestade se aproximava. Tinha de encontrar um abrigo ou seria levada pela força dos ventos. Aquela luz, de espectro laranja, amarelo e carmesim, só piorava as coisas. Fiquei atrás das rochas sedimentares e aguardei meu fim.

Hello, you fool I love you!

C’mon join the joyride

I hit the road out of nowhere,

I had to jump in my car

and be a rider in a love game

following the stars,

don’t need no book of wisdom,

I get no money talk at all

 

A poeira levantou ao meu redor, um redemoinho de micrometeoritos. Fechei os olhos. Escutei. Sons estridentes e descompassados invadiram meus sentidos. Turbinas?

Não era uma tempestade qualquer. A atmosfera se agitava pela chegada de um imenso disco flutuante. Coloquei a mão sobre os olhos. Colorido. Berrante. Quase um… Circo espacial. O que, de fato, comprovei logo em seguida.

Um palhaço sem rosto estendeu seus braços, literalmente, até me alcançar no solo. Poderia ser um autômato?

Fui erguida e jogada para dentro da nave (ou o que quer que fosse) com todo cuidado. Um monotrilho interno surgiu através das paredes enfeitadas. Quando iniciamos a descida e o frio no estômago me atacou, percebi. Aquele sonho bizarro era real.

O cenário interno estava montado de tal forma que me fez viajar à Lua, em poucos segundos – um trem desgovernado que logo bateria em seu olho gigante. Um cisco, seguido por inúmeras caretas e um balão semitransparente. Desceu na superfície do rosto assustador. De seu interior, segredos brotaram. Serpentinas explodiram em minha face.

Quando, finalmente, recuperei-me da sequência surreal de imagens, entramos em um túnel estreito, desacelerando a fim de observar o que viria a seguir: o coração do picadeiro espacial. Aplausos eclodiram. Um parque de diversões mantido pelas criaturas mais estranhas que já tinha visto: uma ameba superdesenvolvida com apenas um olho, uma armadura vazia da ordem dos templários, um cavalo encouraçado e um autômato de duas cabeças, apenas para começar.

Ironicamente, eu era o centro das atenções. Afinal, tudo termina onde se inicia. Ou seria o contrário?

No instante em que o palhaço sem rosto começou a assobiar para o mágico, descobri. Aquela seria minha nova vida. Uma montanha russa elíptica, sem fim. Pelo menos estava curtindo o passeio.

 

She has a train going downtown,

she’s got a club on the moon

and she’s telling all her secrets

in a wonderful balloon.

She’s the heart of the funfair,

she’s got me whistling her private tune

 

And it all begins where it ends,

and she’s all mine,

my magic friend

 

She says: hello, you fool, I love you,

c’mon join the joyride, join the joyride

 

Ouvira isso antes. Esperava que aqueles “desajustados” cumprissem a palavra. Unir-me a eles em uma turnê? No entanto, mudei de ideia assim que vi aquela jovem flor segurando uma criança reluzente, filha do Sol. Uma pintura. Um quadro.

Picasso.

Éramos parte deste conjunto, sem poder voltar atrás ou correr. Não precisava de um adivinho para descobrir que minha “sorte no amor” ia mudar. Simplesmente acontecera.

Meu segredo permaneceria ali, enquanto estivesse a bordo do aterrorizante – e inexplicavelmente aconchegante – Circo Cosmos, cercada por várias classes circenses. Éramos todos amigos mágicos.

She’s a flower, I can paint her,

she’s a child of the sun,

we’re a part of this together,

could never turn around and run

Don’t need no fortune teller

to know where my lucky love belongs oh no

 

Cos it all begins again when it ends, yea,

and we’re all

magic friends.

 

Fui persuadida a ficar.

Naquele dia, o circo espacial deixou o planeta vermelho para trás. E finalmente pude entender que, a desajustada, no meio de tantos recolhidos, era eu. Soube com o tempo que o dono percorria mundos, nebulosas, estrelas e galáxias, procurando os excluídos da sociedade. Infelizmente, nunca o vi.

Continuava passeando pelos céus como o palhaço havia me prometido, uma grande família, buscando ilusionistas de quatro braços, mulheres fosforescentes e insetos bailarinos…

Uma vez descemos em um planeta aquático. Contribuí com algo de minha terra natal: tubarões. A plateia de algas telepáticas foi à loucura, caindo em meus encantos. Como a vez em que montamos um trilho voador para os netunianos e descobrimos a dama do pôr do Sol. Fiquei famosa.

Quantas lembranças…

 

She says: hello, you fool, I love you,

c’mon join the joyride, join the joyride

 

She says: hello, you fool, I love you,

c’mon join the joyride, be a joyrider…

 

I take you on a skyride,

I felling like you’re spellbound

The sunshine is a lady

who ROX you like a baby

 

A maior aventura se deu em Júpiter. Ninguém sabia responder a simples pergunta “o que acontece se riscarmos um fósforo aqui?”. Foi o que fiz. No mesmo instante surgiu uma auréola gigante, esfumaçada. Viva. Ávida pelo calor. Passou a me perseguir.

Com o tempo, também foi absorvida pelo circo. O mágico a ensinou uma série de sinais. Podia comunicar-se através de formas. “Como você veio parar aqui”, foi a pergunta da novata para mim, no alto de seus dez metros de diâmetro.

Bem, contei-lhe a história de uma rejeitada. Assobiei como fez meu anfitrião e cantei. Sim, descobri um dom.

Começava assim:

She says: hello, you fool, I love you.

Para em seguida, ele dizer.

c’mon join the joyride, join the joyride.

E tudo se iniciar onde terminou.

Hello, you fool, I love you,

c’mon join the joyride, join the joyride

Hello, hello, you fool, I love you,

c’mon c’mon join the joyride, be a joyrider

 

Até ser encontrada por um palhaço sem rosto. Não. Ele não estava triste. Nem feliz. Tudo dependia de quem o olhava. De seu próprio estado de espírito. Foi acolhida pelo circo e se tornou uma mochileira.

(Encerrou o curto relato ali. A criatura envolveu-a de cima a baixo e desenhou um sorriso; surpresa. Depois de muito tempo, aprendera algo inerente ao ser humano. Lágrimas escorreram por seu rosto metálico. Como se uma máquina estive proibida de amar…).

***

[Nota: uma interpretação diferente da música “Joyride”, da banda Roxette].

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53 comentários em “Sonham as Montanhas Russas com Trilhos de Ouro? (Victor O. de Faria)

  1. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Acho que pecou na descrição a medida que o conto progredia, tornando a leitura um pouco complicada, porém, a história é simples e prende a atenção do leitor.

  2. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    É muito raro um conto carregado no psicodelismo me agradar. Este aqui não foi exceção. A aparente ausência de conexão entre os episódios narrados tem, a princípio, um efeito inebriante, mas a busca pelo elo lógico unindo todos os disparates teve o efeito de me cansar bem depressa. O resultado é algo como uma versão em prosa de O Cão Andaluz, mas sem o charme onírico daquela obra.

  3. Gustavo Araujo
    2 de outubro de 2014

    Bom, Roxette é da minha época, rs Eu gostava muito — na verdade, gosto até hoje. Achei que o conto refletiu bem a proposta, ainda que com uma abordagem inovadora. Aliás, é isso que deve ser ressaltado, a coragem da autora em buscar uma leitura diferenciada, ainda que ancorada na canção. Gostei da viagem à la Mochileiro das Galáxias, me vi no circo com as criaturas esquisitas e, claro, me senti um pária também. Surreal, como deve ser, um mergulho divertido na sandice. Parabéns.

  4. Gustavo Garcia De Andrade
    2 de outubro de 2014

    Me senti numa música.
    Dito isto, posso dizer que é daquelas músicas que a gente sente demais a pegada, mas quando tenta cantar percebe que não sabe a letra direito, e quando vai ver a letra se toca de que não faz tanto sentido quanto a gente pensava e algumas coisas simplesmente não encaixam… mas que é muito bom saber a letra porque finalmente a gente consegue cantar aquela música loucona que a gente sempre gostou. Sacou a metáfora?

    Assim: você consegue passar, E MUITO, uma vibe de leveza, pluralidade, espiritualidade (no sentido mais humanista da coisa) e harmonia – por mais que, por vezes, dissonante – e isso é extremamente aplausível. Consegue transgredir as barreiras de texto e transformar em emoção, entende?

    No entanto, o problema é que a emoção se tornou, ao invés de um veículo, um enfoque/uma gravidade/um motorista do texto. Pareceu que você se preocupou muito em transmitir o feeling, mas que esqueceu de dar essa preocupação ao enredo geral, às construções narrativas de personagens e cenários e à profundidade no total (em um sentido literário).

    Talvez a mensagem exista e não seja só emoção, e só preciso ler de novo e de novo até decifrá-la, também. Mas permanece o comentário.

  5. Edivana
    27 de setembro de 2014

    Achei a história toda uma grande viajem, e não é que eu não goste delas, pois as coisas mais doidas costumam me agradar – logo isso me agradou; mas eu não me vi presa pela história, e o final me fez pensar o que exatamente aconteceu aqui? Seu conto tem, na minha concepção, um desenrolar onírico, e penso, faz jus ao título, mas bem, confesso que não o compreendi completamente, pois a parte mais doida é fácil acompanhar, duro para mim foi trazer isso para o tom de realidade que o final do texto impõe. (suponho eu que seja esse o tom).
    Inspiração sempre!

  6. Camila H.Bragança
    27 de setembro de 2014

    Prezada colega

    Vim por meio deste comentário discorrer acerca das impressões causadas pelo seu texto. Tenho plena certeza que foi intencional a inserção de todos os elementos como objetivo dar a mesma sincronia da canção escolhida. Como dito antes em meu comentário, muitas vezes as músicas tomam sentido dúbio contentando a uns e não a outros. No presente caso, me enquadro nos que não conseguiram identificar o sentido. Estou acostumada com textos que possuem maior clareza e, portanto, sugestiono a reformulação das ideias caso sua vontade seja atrair leitores como eu, contudo, caso não seja essa a sua intenção permaneça.

    Saudações!

  7. Andre Luiz
    24 de setembro de 2014

    Somente tenho a dizer uma coisa: Psicodélico. Um conto que me prendeu a atenção inicialmente pela escolha do nome. Que brilhante escolha! Isto demonstra domínio de técnicas de persuasão aquém de minhas competências como escritor. O enredo em si é tão distorcido e difusivo que às vezes acho que vou me perder na leitura, quando na verdade estou é tão mergulhado em tudo que permeia os personagens que esqueço a realidade e me transporto para o maravilhoso circo voador. Parabéns pelo conto, atendeu à proposta e, de forma graciosa, encantou meu coração.

  8. Lucas Almeida
    22 de setembro de 2014

    Bom, fiquei um pouco confuso com os acontecimentos da história, acredito que se trabalhasse um pouco mais na descrição teria dado mais certo. Enfim, boa sorte no desafio.

  9. Alana Santiago
    21 de setembro de 2014

    No geral, gostei do texto, mas para isso tive que me render à proposta, bem surreal. Ficou bem no clima da música, a meu ver, mas confesso que não sou muito fã desse estilo. Além disso, acho que faltou descrever mais, em algumas partes não consegui me “conectar” com o que o/a autor/a quis passar, fiquei com essa sensação. Enfim, boa sorte!

  10. Swylmar Ferreira
    21 de setembro de 2014

    Conto interessante, surreal, fantasioso. Misturando ficção e a introspecção o autor(a) nos convida a um desenlace com o pragmático.
    Boa sorte.

  11. Thiago Mendonça
    21 de setembro de 2014

    Achei o texto interessante e diferente, bem “fora da caixa”. Só achei meio estranho o desenrolar dos fatos, um pouco sem nexo, sem um fio condutor pra ligar as coisas. Eu tentaria focar um pouco mais pra manter a atenção do leitor,mas sem perder a magia psicodélica do seu conto.

    P.S.: Gostei do toque no final

  12. Thiago Mendonça
    21 de setembro de 2014

    Achei o texto interessante e diferente, bem “fora da caixa”. Só achei meio estranho o desenrolar dos fatos, um pouco sem nexo, sem um fio condutor pra ligar as coisas. Eu tentaria focar um pouco mais pra manter a atenção do leitor,mas sem perder a magia psicodélica do seu conto.

    P.S.: Gostei do toque no final.

  13. Felipe Moreira
    21 de setembro de 2014

    De fato, o conto é uma interpretação diferente da música. Uma viagem mais profunda no subconsciente e com um apelo ainda mais pessoal e filosófico como vemos no final do texto.
    Conheço Roxette e foi gostoso rever esse clipe e matar a saudade desse estilo 80’s. Eu vi o clipe antes de ler o texto e por essa razão já esperava embarcar num conto com essa fabulação muito utilizada na música, abstrato e subjetivo de forma que compreenda cada leitor à sua forma. Isso eu considerei extremamente positivo, embora na literatura não esteja muito habituado a esse tipo de texto.
    A letra da música distribuída ao longo do conto foi indiferente pra mim, porque eu segui a narrativa de forma independente da música, pois já considerava Joyride uma inspiração que culminou em algo singular para o autor(a). Não sei se foi por minha falta de experiência com esse estilo narrativo, mas o conto exigiu, onírico como é, projeções demais para frases muito curtas, exatamente como um videoclipe.
    O texto é bom, cheio de possibilidades, divertido por haver uma aventura pessoal que permite brincadeiras através do cosmos, como a travessura em Júpiter, por exemplo. Já a súbita troca de narrativa desestabilizou meu ritmo. O final do texto é primoroso, carregado de uma filosofia que eu esperava ao longo da leitura. Terminei feliz, mesmo sabendo que parte da narrativa passou direto, sem que eu pudesse compreender realmente.

    Enfim, parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  14. Angélica Vianna
    20 de setembro de 2014

    Seu conto é bem diferente, muito surreal, eu particularmente não sou muito fã desse estilo, achei que ficou muita coisa sem encaixar para obter um enredo mais linear, confesso que não consegui apreender muito do que você estava tentando passar em alguns momentos do conto. Mas gostei do tema central apesar do desenrolar dos fatos serem muito confusos .

  15. Andre Luiz
    20 de setembro de 2014

    Interessantíssima a abordagem do tema. Gostei principalmente das psciodelias tremulantes que se misturavam a sonhos no meio da escrita. Em minha opinião, faltou um pouco de descrição dos cenários, algo que completaria o entendimento geral da narrativa. No mais, foi uma leitura intrigante e, tirando isto que comentei acima, apreciei o conto. Parabéns!

  16. tamarapadilha
    19 de setembro de 2014

    Bom dia! Então, a primeira coisa que me chamou atenção foi o grande uso da pontuação. E o que para muitos pode ser uma crítica, para mim é um elogio, porque eu adoro escrever textinhos cheios de pontos assim. Gostei da música, sim, eu vejo qual é e corro para ouvir enquanto leio só para ver se encaixa. É um tema simples, conto sem muita prolongação, sem muita enrolação mas me cativou. Confesso que dessa vez não encontrei nada de ruim na gramática, não sei se porque fui envolvida pelo conto ou se não tinha nada mesmo. Não há muito a falar, eu não sou a maiorr fã dessas coisas surreais, mas aí ficou bacana.

  17. Fabio D'Oliveira
    19 de setembro de 2014

    Olá, senhora Lennart, espero que esteja tudo bem contigo!

    Gostei do conto. Acho situações surreais e mágicas fascinantes. Elas me conquistam com rapidez.

    Achei a história bem interessante. Mas devo admitir que o desenvolvimento foi fraquíssimo. Acredito que foi a narrativa do conto, que tomou a forma de relato. Seria bem melhor se o leitor acompanhasse a protagonista desde o início, como se estivesse do lado dela, vivenciando tudo.

    Existem alguns erros de português, mas tudo bem, isso acontece. Outra crítica: a narrativa poética do conto não ficou muito legal. É necessário um equilíbrio, uma harmonia entre tudo, e isso não aconteceu no texto. Agora, não sei explicar o porquê disso. Simplesmente não agradou.

    Bem, foi uma boa leitura. Mas você deve reaproveitar esse material e reescrever o texto com calma, com mais desenvolvimento dessa vez. É uma ideia ótima!

  18. Fil Felix
    18 de setembro de 2014

    #O que gostei: particularmente, eu adoro texto surreal e psicodélico, não é a toa que também escrevo assim. Gostei de muitas frases suas, do teor nonsense, das criaturas que criou e a pegada rápida (bateu até aquela invejinha branca hahha), realmente gostei! Porém….

    #O que não gostei: a narrativa parece um caminhão, atropelando tudo. Apesar das sentenças rápidas, tem coisa que passa despercebida porque não deu tempo de absorver. O início, principalmente, entendi quase nada (quando passa pro disco-circo-voador), sem contar que esse estilo “mudando a toda hora” funciona na música (que adoro, amo Roxette), mas num conto só fica confuso.

    #O que mudaria: as frases em inglês, pra mim, foram desnecessárias, poderia ter posto só no final o nome da música, que teria um impacto maior. Entregou muito de cara a temática. Mas continua no estilo!

  19. Rogério Moraes Sikora
    16 de setembro de 2014

    Gostei do conto, embora achei (por questão meramente pessoal) muito psicodélico, meio surreal. A narrativa é boa, mas às vezes meio truncada. Penso que poderia ter menos citações em inglês. A narrativa é simples, por isso, cativante. Boa sorre!

  20. Andréa Berger
    13 de setembro de 2014

    Por uma ponto totalmente pessoal, adorei o seu conto. Adoro essas coisas psicodélicas, oníricas, misturadas com ficção científica, como se tudo e nada estivessem fundidos. Ou seja, tudo que tenha um pouquinho de nonsense (o seu cenário bem que poderia figurar algo de Lewis Carroll, por exemplo) tem grandes chances de me agradar. E o seu conto me agradou muito.
    Mas nem tudo são flores. O jeito que escolheu para narrar (como se fosse uma colcha de retalhos) prejudicou um pouco a progressão da narrativa, e como o tempo do seu conto parece ser mais extenso, a progressão é algo fundamental. A questão da letra da música intercalada com a história não ficou muito bom, esteticamente falando. E o que mais me incomodou foi a súbita mudança de 1ª para 3ª pessoa, o que prejudicou a coesão do seu conto. Pense nesses detalhes futuramente.
    Um abraço e boa sorte.

  21. José Leonardo
    12 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Um ótimo título para um bom texto. Gostei da sucessão dos quadros oníricos das viagens interplanetárias (me lembraram um desenho antigo, uma adaptação de “O Pequeno Príncipe” que ainda reprisa numa emissora daqui). Quando o conto não se prende a um eixo de concisão principal (opinião minha, somente — talvez por preferir romances a contos), atrai mais minha atenção.

    Entretanto, achei a inclusão das estrofes musicais excessiva (principalmente quando o leitor — meu caso — desconhecia a letra e fez uma pesquisa). Há trechos já amalgamados ao texto. Algumas construções frásicas poderiam ser reformuladas para facilitar o entendimento. Finalizando: o conto não me atingiu o suficiente (em grande parte, por mero gosto pessoal).

    Boa sorte.

  22. Thata Pereira
    12 de setembro de 2014

    Não conheço a música, vou ouvi-la depois.

    Vou confessar: fiquei na corda bamba. Acho que cursar jornalismo está fazendo mal para mim nesse sentido. Esse lance de “encarar todas as possibilidades” e naõ ter certeza de nada… rsrs’

    Lado que gostei: parece a tradução de uma música. Gosto de ler traduções porque não fazem sentido, mas isso, para mim, faz todo o sentido! rs’ É delicioso dar essa viajada. Você ainda me menciona a palavra “galáxias” haha’ Lembrei na hora do livro doido do Haroldo de Campos, sem sentindo (ou talvez eu não tenha sentido e por isso não entendi ele) e que não consegui ler.

    Lado que não gostei: como conto, para mim, não funcionou. Puro preconceito, porque gostei da sua escrita. Acontece que não costumo ler contos assim e o julgamento acaba sendo influenciado… infelizmente.

    Boa Sorte!!

  23. Wesley Buleriano
    12 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?
    Pois bem, contanto que esteja, vamos ao conto!

    A narrativa não flui fácil, não mesmo, e isso de maneira alguma é algo ruim. Assim como é textos de qualidade, há leitores de qualidade e há leituras qualificadas. Nesse caso, exigir do leitor um pouco mais de atenção é ponto positivo.

    O conto tem narrador personagem em primeira pessoa. Mas esse narrador personagem, no final, é trocado por uma novo narrador, onisciente, em terceira pessoa. Ou seja, é como se o conto fosse de alguém contando uma história de outro alguém contando outra história. Um circulo meio confuso e perigoso para o leitor e para o bom entendimento. Um sonho dentro de um sonho, como aquele filme Inception.

    Esta seria uma ferramenta interessante, não fosse a temática surrealista que, por essência, na literatura já é deveras confusa. Aliás, as descrições e ambientações, por vezes, parecem se misturar e confundir com metáforas e analogias. É um texto complexo do ponto de vista da produção de sentido, mesmo se tratando do surreal. Parece um álbum com colações e recortes, flashes de memória, instabilidade emocional, felicidade e tristeza, a vontade de ficar para sempre versus o medo de não sair dalí nunca. Todas essas emoções e alucinações remetem ao uso de drogas psicoativas, quer dizer, soa como uma viagem de LSD. E talvez seja essa a melhor leitura. O reforço dessa tese é a musica de fundo, ambientando e sendo o gatilho dessa cadeia de eventos alucinógenos, que são sempre relacionados a letra. Também ajudaria a entender essa “esquizofrenia de narradores”.

  24. Pétrya Bischoff
    11 de setembro de 2014

    Cara, quando vi que era Roxette senti empatia imediata, pois é uma banda que minha mãe ama e cresci escutando.
    Quanto ao surreal mundo que criaste, amei-o. É tudo tão psicodélico e fantasioso e, por isso, absolutamente possível! Achei a narrativa simples e direta e as descrições suficientes. Enquanto na estória do circo e suas criaturas bizarras (e maravilhosas), pensei em uma releitura de Freaks. Parabéns e boa sorte.

  25. Miguel Bernardi
    11 de setembro de 2014

    O conto é diferente. Ele me passou a sensação do ‘maravilhoso’, ‘incrível’ e ‘mágico’, e gostei muito disso. Mas o enredo me pareceu meio confuso, os quadros também. Li duas vezes, e lerei mais algumas para buscar entender melhor. Como já foi dito, a música é meio sem pé nem cabeça rs.
    Mas essa sensação que o conto acordou em mim é tão diferente, tão única, e levo muito isso em consideração.

    Adorei.

    Boa sorte, e abraços!

  26. José Geraldo Gouvêa
    10 de setembro de 2014

    Não gostei realmente deste conto. Para mim ele padece de algo que deveria ser essencial a qualquer narrativa: enredo. É certo que a inspiração não ajuda. “Joyride” é uma canção meio sem pé e nem cabeça (aliás, eu não gostar da música ajuda a não gostar do conto, hehehehe).

    Mas o principal problema, em minha opinião, é citar demais a letra. Isso me pareceu algo pedante e excessivo. O leitor deveria ser capaz de buscar a inspiração do original, caso gostasse. Citar a letra impõe ao leitor uma visão do mundo. Nega a ele o direito de gostar do conto mesmo detestando a canção inspiradora.

  27. Lucas Cabral
    10 de setembro de 2014

    ótimo conto, ótima escrita, muito psicodélico e perfeitamente adequado à música escolhida

    parabéns
    gostei muito

  28. Leandro B.
    10 de setembro de 2014

    Oi, Karla. Tudo bem?
    Vou comentar algumas impressões que tive lendo o conto.

    Entendo que é uma interpretação diferente da música, mas logo no início a imagem de ser abandonada no deserto me pareceu muito, muito estranha. Só então pensei “tenho que parar de ler tudo tão literalmente, o deserto pode ser uma metáfora, como na música”. Não sei se foi a proposta aqui, mas o resto do texto tem um aspecto de relato literal forte demais para sustentar uma leitura mais simbólica.

    Claro, a falha pode também ser minha. Leituras mais poéticas não são bem o meu forte.

    Também é possível que a ideia fosse fazer a viagem de forma literal mesmo, e aí acho que a estranheza das situações não foi explorada como devia para sustentar toda a história. Não sei nada sobre a personagem, então não me empolguei muito com os acontecimentos que ela viveu. Aliás, o conto teria um aspecto de fábula não fosse a primeira pessoa.

    De um modo geral, acho que senti que a história era muito relato (por mais inusitado que fosse) e pouco envolvimento.

    Sobre a interpretação da música, gostei. Achei o vocabulário e a escrita bem feitas. O que me incomodou mais foi esse aspecto de relato. Só para reforçar, isso pode ser mais uma questão pessoal do que qualquer outra coisa.

    Boa sorte!

  29. Anorkinda Neide
    9 de setembro de 2014

    Olha.. gostei não…ficou um roteiro de video clip.
    Na primeira parte, achei que a canção inspiradora havia sido Joyride dos Killers e não do Roxette…
    Pra seguir melhor a música do Roxette, de repente, o narrador sendo o palhaço sem rosto, ficaria bom: C’mon join the joyride! Ele está chamando não é?!
    Bem, boa sorte ae!

  30. Lucas Rezende
    9 de setembro de 2014

    Bom, vamos lá.
    Achei interessante a psicodelia toda, apesar de não fazer meu gosto.
    A viagem ficou legal, bem guiada. O único ponto que não curti, foi o fato de não haver uma “história” em si. Achei superficial, subjetivo demais. Boa sorte

  31. rsollberg
    9 de setembro de 2014

    Que viagem!!!
    Diante de textos desta sorte, pergunto: quem precisa de ácido?

    Gostei muito do tom psicodélico, das cores, formas e som (claro!).
    Essa jornada surreal do Circo solidário que acolhe os “desajustados”. (já viu Carnivale?).

    Esse trecho é absolutamente sublime “Até ser encontrada por um palhaço sem rosto. Não. Ele não estava triste. Nem feliz. Tudo dependia de quem o olhava. De seu próprio estado de espírito.”

    Na minha opinião, o texto representou muito bem a música.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  32. piscies
    9 de setembro de 2014

    Não existe falha na escrita. As palavras se encaixam e fluem com perfeição. Técnica impecável.

    O texto é interessante, transformando em história uma das músicas do Roxette. Tudo é bastante poético e intangível, só que isto muitas vezes dá a entender que o texto é mais voltado ao escritor do que ao leitor. Tive que reler diversos trechos para entender o significado, o que não considero um ponto bom em texto algum.

    Diria que, como um conto, este é um excelente poema.

  33. rubemcabral
    9 de setembro de 2014

    Gostei do texto e gosto da música do Roxette. O texto está bem escrito e há algumas ideias/construções bem interessantes: mundo aquático, circo intergaláctico, a citação ao famoso filme “Viagem à Lua”, etc.

    Contudo, achei que faltou um pouco de “liga”, mais cor e detalhes ao conto. Tudo foi “amarrado” de forma meio tênue demais, ao menos para mim.

    Ah, o título é ótimo: referência ao “Do androids dream of electric sheep?”?

    • Karla Lennart
      12 de setembro de 2014

      Com certeza ^^

  34. Rogério Moraes Sikora
    8 de setembro de 2014

    Gostei muito do conto. Embora, devo confessar, que não prendeu muito minha atenção, talvez pelo fato de que não consegui identificar o foco principal da narrativa. O surrealismo não me agrada muito (mera questão pessoal) e considero que os textos em inglês são longos de mais, bem como poderia reduzir um pouco a quantidade de citações em inglês. De um modo geral o texto é bom. Boia sorte!

  35. Brian Oliveira Lancaster
    8 de setembro de 2014

    Nossa, Roxette. Tocava muito nas rádios anos atrás. Curti a ambientação “quase new-weird” e, apesar de fazer sentido as passagens com as letras descritas, creio que faltou um pouquinho mais de desenvolvimento interno, com respeito às viagens. Interessante como cada um dá sua interpretação à história. Eu li de forma diferente dos colegas abaixo e entendi (spoiler) porque ela foi descartada. Afinal, ela era um robô fêmea, que acabou sendo absorvida pelo circo dos “horrores”. Gosto bastante da banda também. Acho que os pontos já apontados merecem atenção, então encerro por aqui para não ser repetitivo.

  36. fmoline
    7 de setembro de 2014

    Olá!
    Antes de tudo, parabéns e boa sorte pelo ótimo conto!
    Bem, a história em si, eu não achei o foco principal, mas o jeito como você escreveu que deu uma forma bem legal para o texto. Uma viagem saudável por uma música que, eu, pelo menos, nunca tinha interpretado assim. É bem legal ver pontos de vistas diferentes. Gostei bastante.
    Boa sorte, de novo.

  37. JC Lemos
    7 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?
    Sendo direto, gostei do que escreveu, mas não sei se consegui me ligar de forma apropriada. Conheço uma pessoa aqui irá adorar o que você fez. haha

    Não que o insólito não funcione, mas creio que tem seus admiradores, ou seja; as pessoas que já conhecem e já lidam com esse estilo há um tempo. Não sou uma dessas, mas tenha certeza que consegui apreciar as belas imagens. Apesar de surreais, ao imaginá-las, fui remetido ao mundo onírico criado por Gaiman, então acho que isso é bom.

    No geral, mesmo não tendo se ligado na história, gostei de como foi escrita, de modo a formar belas e estranhas imagens.

    Enfim, espero que outros possam apreciar mais do que eu, mas deixo aqui meus parabéns!

    Boa sorte!

  38. mariasantino1
    6 de setembro de 2014

    Olá!

    Você deu a sua interpretação para a música e eu dei uma para o seu texto, acho que no fim acabou que nossas mentes foram instigadas e isso é bacana. Foi muito bom imaginar o que você descreveu como delírio causado pela derrelição da protagonista (disso eu gostei). Porém, não houve descrições para se criar vínculo maior com a trama e essa ausência me impediu de apreciar mais seu texto. Em resumo, é um bom texto, cheio de imagens insólitas, mas que para mim não foi absorvido por inteiro.

    Boa sorte neste desafio. Abraço!

  39. Gabriela
    6 de setembro de 2014

    Boa escrita! O tom introspectivo da narração em primeira pessoa caiu muito bem à viagem surreal da protagonista. Traz um pouco de, digamos, “pessoalidade”, uma humanização da personagem, eu diria. O universo circense, uma paixão pessoal, também contribuiu para que eu apreciasse seu texto. Traz algo de lúdico, de afetivo ao universo geralmente frio e cru da ficção. Sua descrição me trouxe à memória o Teatro Mágico de Hesse. Não sei se foi essa a intenção: se foi, parabéns pela referência. Se não foi, fica a minha dica de leitura! hahahah
    A mim, porém, essa sucessão de espaços intergaláticos de soa desinteressante – justamente por não perceber na sua trama um “fio condutor”, o que impede a imersão de fato do leitor no universo proposto. Apesar disso, sua originalidade ainda deixa seu conto acima da média.
    Parabéns e boa sorte! 🙂

    • mariasantino1
      6 de setembro de 2014

      Teatro Mágico de Hesse = O Lobo da Estepe.

      Ohh! Boiei! Não fiz essa associação, mas agora que você falou é algo a se observar. 🙂

  40. Guga Pierobom
    6 de setembro de 2014

    O texto está bem escrito (eu usaria, em alguns casos, mais vírgulas ou ponto e vírgula, no lugar dos pontos.
    O texto foi, sem dúvida nenhuma, muito criativo, mas não me agradou devido a um gosto pessoal. Gosto de uma coisa mais… simples? Não sei se essa é a palavra.
    Mesmo assim, no tema proposto, achei um pouco sem sentido o texto no geral ou eu não entendi mesmo, rsrs. Li duas vezes.

    Boa sorte 😉

  41. Lucimar Simon
    6 de setembro de 2014

    Li o texto duas vezes, “uma boa viagem”, bem escrito gramaticalmente, mas as ideias estão sem conexões, fora de lugar, sem coerência, isso trouxe prejuízo a narrativa. Outra problemática foi a troca continua de espaço territorial, meio que psicodélica essa viagem ao espaço sideral, entre planetas. Na narrativa não se percebe uma cronologia temporal. Isso durou um dia, uma semana? Ficou muito no fantástico, no surreal, o namorado é um sádico, a protagonista uma louca, mas não portadora de uma “loucura sã”. A música é legal, gosto da banda.

  42. Claudia Roberta Angst
    6 de setembro de 2014

    Sabe que eu não me lembrava dessa música?
    Gostei do começo acompanhando mais ou menos a letra. Aí já estava imaginando outra coisa (ah, esta minha mente!) e esbarrei nesse surrealismo pós-moderna de narrativa (tá, acabei de inventar isso).
    Não simpatizei com o o palhaço sem rosto e realmente senti falta de um tantinho de caracterização dos personagens.
    A letra não precisava ser tão repetida, ou inserida na sua integridade. Um toquinho já seria o suficiente.
    O texto está bem escrito, só que não me envolvi o suficiente. Acho que é mais por uma questão de gosto mesmo. Vai ver que eu não sou muito ligada a esse coisa de circo intergaláctico, mas admiro a criatividade expressa. Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      6 de setembro de 2014

      correção: * um tiquinho

  43. Bia Machado
    6 de setembro de 2014

    Passei o finalzinho da infância e começo da adolescência escutando “Joyride”, mas confesso que do Roxette eu gostava mais das românticas, rs. Nunca tinha parado pra prestar atenção ao clipe, nem nunca fui atrás da tradução. Neste desafio, pra ser sincera, vou me ater ao conto produzido, não à música que foi inspiração para o texto. Bem, eu gostei no geral do texto. Lendo assim, sem se preocupar com muita coisa, só seguindo a surrealidade, dá para ler numa boa. Mas, falando apenas por mim, esse tipo de conto não me cativa muito. Posso achar bonito, bem escrito, interessante, mas a mim não me diz muita coisa. E é isso o que procuro nos desafios: contos que me cativem, que me chamem a atenção. O que mais eu poderia dizer, acho que já foi dito. Parabéns pelo texto, boa sorte!

  44. Davi Mayer
    5 de setembro de 2014

    O que gostei:
    Da narrativa e do estilo que creio o autor está descobrindo e se redescobrindo.

    O que não gostei:
    Da história. Achei algumas passagens confusas. Uma leitura em momentos entediante, sem nenhum clímax, diálogos, etc. Talvez por ser tão diferente, com uma abordagem tão diferente, não tenha me agradado tanto.

    O que pode ser melhorado:

    Aqui vai a minha opinião pessoal, que é um exercício de analise literária tanto para o benefício do escritor quanto para o meu próprio. Evolução para ambos! \o/

    O quê estava errado -> não caberia o acento no ê. O quê correto é quando ele funcionar como substantivo, final de frase, interjeição, etc.

    (…) jogada para dentro da nave (ou o que quer que fosse) com todo cuidado. -> jogada e cuidado não se combinam (ao meu ver). Quando você joga alguma coisa dá uma ideia de que foi lançada de qualquer forma. Enfim. Remeteu-me a esta ideia, mas nada que prejudique essa passagem de forma alguma. Perfeccionismo meu mesmo… *.*

    Quando iniciamos a descida e o frio no estômago me atacou, percebi. Aquele sonho bizarro era real. -> aqui ficou estranho o ponto. Poderia ter dado continuidade “(…) percebi que aquele sonho bizarro era real.” e a parte do “e o frio no estômago…” poderia ser: “quando iniciamos a descida o frio no estômago me atacou.”

    descobri. Aquela seria minha nova vida. -> o mesmo detalhe da continuidade “(…) descobri que aquela seria minha nova vida.”

    (Pelo uso repetitivo deste artifício do autor pode-se configurar um estilo próprio, talvez deixar algo no ar para depois mostrar ao leitor o que está por vir. Se eu estiver certo, beleza, é estilo, e isso não se pode retirar, mas pode aperfeiçoar. Por isso estamos nesse laboratório intelectual de escritores amadores ehehehe)

    No mais gostei da narrativa, não da história.

  45. Eduardo Barão
    5 de setembro de 2014

    Por reconhecer o estilo, já tenho alguns palpites sobre a autoria. Hehe.

    Sobre o conto em si: muito bem escrito do ponto de vista gramatical, mas confuso em termos de apreciação. Eu tenho sério problemas com essa pegada surreal, mas isso é preconceito meu e nada tem a ver com a competência da autora. Eu só penso que, por mais poética e metafórica que a narrativa possa ser, faz-se necessário separar o joio do trigo. Nem tudo que pensamos é bom para colocar no papel.

    Para toda obra há um leitor e para que o mesmo consiga extrair algum sentido de passagens mais “kafkianas”, é preciso expor com mais clareza o que se quer transmitir. Neste aspecto, ressalto que faltou um aprofundamento nas descrições; algo que prenda a atenção do leitor e que o faça descobrir/desvendar o(s) universo(s) proposto(s) pela autora.

    No mais, um conto acima da média. Continue escrevendo.

    • Eduardo Barão
      5 de setembro de 2014

      Correção: sérios*

  46. Fabio Baptista
    5 de setembro de 2014

    ====== ANÁLISE TÉCNICA

    Boa escrita, quase perfeita do ponto de vista gramatical (pelo que vi apenas uma frase escapou à revisão).
    Porém senti falta de construções mais elaboradas, que passassem com a combinação de palavras a beleza dos cenários descritos.

    Os trechos em inglês também ficaram longos. Para quem não conhece a música ou não associou a letra à melodia (meu caso), ficou um tanto desinteressante.

    – ele tinha
    >>> Não chega a ser uma cacofonia como “ela tinha”. Mas sei lá… essa combinação de palavras sempre me soa estranha.

    – Como se uma máquina estive proibida de amar
    >>> Faltou (ou sobrou) alguma coisa nessa frase

    ====== ANÁLISE DA TRAMA

    Aqui é pura questão de gosto. E eu não gostei.

    Não consegui ver uma história sendo contada, mas uma colagem de trechos “surreais” (não sei se esse é o termo certo).

    ====== SUGESTÕES
    – Cortar ao menos partes dos trechos em inglês
    – Tentar construir ao menos um fio de trama que gere expectativa

    ====== AVALIAÇÃO
    Técnica: ****
    Trama: **
    Impacto: **

    • Karla Lennart
      5 de setembro de 2014

      Agradeço as sugestões. Irei aplicá-las.
      Já vi que este desafio será prejudicado pelo desconhecimento das músicas.
      Como assim, não conhece Roxette? Aqui vai o clipe surreal dessa música “clássica” e, talvez entenda de onde tirei algumas ideias:

      • Davi Mayer
        5 de setembro de 2014

        Fiz questão de pesquisar a música depois de ler o conto, antes mesmo de tu postar. É bem psicodélico mesmo… kkkkkkkkkkk

  47. williansmarc
    5 de setembro de 2014

    Apesar de escrito de forma bem simples, o conto não conseguiu reter minha atenção. Acredito que a jornada da protagonista deveria ter sido exposta de forma mais concisa, da maneira que foi feita parece apenas uma sucessão de passagens por vários planetas, isso funciona bem para a musica(que eu nunca tinha ouvido), mas não para a prosa. Também percebi que faltam descrições tanto dos personagens, quanto dos cenários expostos, isso não ajuda o leitor a entrar no mesmo mundo(fazendo um trocadilho com o conto) que o autor(a) imaginou.

    Abraço e boa sorte no desafio.

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Publicado às 5 de setembro de 2014 por em Música e marcado .