EntreContos

Detox Literário.

Seis no dado, avance quatro casas (Rodrigues)

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Lembranças do neto

— É filho de índio, vai até os 100. – meu tio-avô falava.

O vô Moacyr não era um Éder Jofre, mas tinha aguentado bem os socos da vida. A vó cuidava dele, dava comida, mandava pra sala assistir tevê – aqueles programas, “Aqui Agora” – e levava o leite com canela antes de dormir. Não tinha muito pra pensar – além de ficar tranquilo, ali. Pelo jeito meio caladão, todo mundo pensava que tinha passado por muita coisa ruim. Ele tinha dirigido até pro Maluf quando era motorista do Estado. Quando via um mendigo passando na rua, falava daquele jeito sério:

— Andante…

Era assim mesmo, não falava nada, duas ou três frases – se lá – no dia. Tinha um pedreiro que vivia com a calça caindo, sujava a casa inteira pra fazer um serviço e o “Cyr” reparava:

— Fia da puta…

Se levava o neto no cinema e a criançada começava a gritar aquele “COMEÇA, COMEÇA!” de criança, ele já resmungava:

— Bagunça…

Dizem que é melhor ouvir direito pra não falar besteira, mas acho que ele entendeu tudo errado. Um vez minha irmã fez uma peça – é metida com essas coisas de arte – e falou que o personagem principal era baseado no vô. Ninguém gostou da peça, mas parece que foi elogiada no jornal. Também, puta negócio parado.

Depois que a cortina abria, um moleque ficava na frente de um tabuleiro gigante – desses de Jogo da Vida, Banco Imobiliário – rodeado por amigos, parente. O pessoal ficava perguntando por que ele não falava nada, só jogava tirava a sorte, movia o pino. Não dava pra saber se ele era mesmo mudo ou só ranzinza. Conforme ia jogando, todo mundo em volta começava a morrer, a mulher que estava fazendo bolo caía do nada no chão.

Um outro jogador se matava, duas meninas sumiam num efeito estranho e o pai infartava. Aí o tabuleiro começava a ficar gasto de tanto o moleque jogar. Quando não sobrava mais ninguém além dele, o papelão pegava fogo e a cortina fechava. Era isso.

Eu era pequeno, o vô não comentava nada, mas parece que via muita coisa e tinha que ficar de bico calado. Minha vó me contou que, uma vez, a limusine que ele guiava tava cheia de vagabunda, som alto, garrafa de bebida rolando pelo chão, fumaceira, e a ladroagem tocando o puteiro no banco de trás. Meu vô era sério, não gostava nem que tocassem o dedo nele. Nesse dia ele chegou em casa nervoso, chutou até a bunda do cachorro, ficou na porta de casa e não deitou pra descansar. Minha vó ficou preocupada, o velho não fumava há anos, mas estava lá sentado na calçada, cigarro na boca, reclamando:

— Putaria…

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O colega de quarto do vô era o Adamo, um polaco velho que gostava de rock. Ninguém sabia falar o que era o lugar onde eles tavam – diziam que era casa de repouso, asilo; e tinha gente que chamava de clínica – ali era triste demais. O Seu Adamo vivia pedindo pro pessoal que ia visitar – pra que levassem discos pra ele – pedia só rock pesado, Iron Maiden, Metallica. “Ah, essa era do tempo que usava bandana, pegava as menininhas”. O velho se achava. Meu vô, é claro, não trocava uma palavra com ele – mas o Adamo gostava de ter o velho como companheiro de quarto. “Seu Moacyr é rock’n’roll!”, dizia.

A memória do meu vô tava indo embora, acho que quando a pessoa fica assim, no começo, não é que não lembra de nada, mas começa a confundir tudo. Por exemplo, ele chamava todo mundo pelo nome trocado, umas pessoas que a gente nem sabia que existia, só conseguia lembrar mesmo era do nome da minha vó. Repetia: Dirce, Dirce, Dirce… Na hora da visita ele sempre ganhava um carinho na cabeça, um agrado na careca, e ficava…

— Brigado, Dirce. Vamo pra casa? Quero ir embora.

E o outro lá cantando no quarto…

— Run to the hiiiiillss!

Eu não gostava de ficar muito tempo ali por que me fazia mal, era meio castelo dos horrores. Pra ver meu vô – ele ficava no quarto dos fundos – tinha que passar pela Dorotéia, uma senhora que ficava gritando amarrada numa cadeira de rodas. Na passagem da casa pra edícula – onde tinha uma churrasqueira velha que ninguém nunca usava – o Dr. Ferreira – era dentista quando novo, eu acho – ficava perguntando se a gente podia levar ele de volta pra Santo André. Mas o que me assustava mesmo era um senhor corcunda que ficava deitado no sofá. Não conseguia levantar, tentava subornar o pessoal, dizia que era barão. Quase ri, uma vez.

— Você tem carro? Eu pago, tenho dinheiro, sou barão! – dizia.

E se você não desse bola ou falasse que não podia…

— Mentira, é mentira! Eu te pago, sou barão em Itararé.

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Tinham ficado cuidando dele no hospital, tava com virose. O Hospital do Servidor Público não era dos piores, mas tava longe de ser bom. Os médicos e as enfermeiras deviam ter tanto doente pra curar que não conseguiam nem parar pra falar com a gente. Tinha que correr atrás. Pela janela a vista era bem bonita, só trânsito e poluição. Teve um dia que a mulherada da família cercou ele todo. Diziam pra ter fé.

Ele teve alta rápido e voltou lá pro quartinho do… Asilo. Chegou e o Adamo tava esperando com som, tinha ganhado um disco duplo do Led – “ouve aí, seu Moacyr, rock’n’roll pra te dar uma força!”. Pra comemorar que o meu vô tinha voltado são e salvo do hospital – diziam que era por causa do pai, o bugrão – fomos com ele no shopping. Sempre gostou de hambúrguer, Coca-cola e sorvete. Comia bem.

Na hora de voltar ele não ficava nem triste, nem contente, continuava com aquela cara de nada com nada – mas não gostava quando o carro dava uns trancos.

— Porcaria…

Meu padrasto ajudou ele a chegar na poltrona, onde ele ficava com o pescoço torto, olhando a tevê no alto. Os enfermeiros disseram: “Boa noite, Seu Moacyr”. Ele nem respondeu. Não gostava de mimo, mas quando alguém chegava junto, ali, agradava o velho com uma massagem ou só passando a mão pelo ombro dele, ele não resistia.

— Brigado, Dirce.

A enfermeira da casa de repouso era forte, tinha que ser, por que levar aquela velharada de lá pra cá não era fácil. Minha irmã falava que ela tinha braço de biscoiteira – sacanagem – a verdade é que era bem robusta, cabelo loiro cheio de trança, cara cheia de pinta, parecia alemã. Não era de papo, que nem ele. Ela foi tirando os velhos da sala, um por um, depois veio perto do vô.

— É hora dele dormir – disse.

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O passado na metrópole

Bem antes da internação, quando tomava “café-cum-pão”, uma xícara de café e dois pãezinhos tostados, Moacyr conseguia lembrar-se dos próximos passos: depois de lavar a boca, o tempo passaria no banquinho de madeira do quintal da frente – a observação dos tipos da rua: o maltrapilho, o cachorro, a velha, o gordão, o trabalhador. Após o grito da esposa (Cyrrr!), comeria dois pratos de arroz com feijão e bife – talvez batatas-fritas ou berinjela de forno.  O restinho iria pro cão. Depois sentaria no sofá da sala para assistir tevê e ganharia um copo de leite e bolachas de maizena após as quatro. À noite, sua mulher o chamaria para a janta (repetição contida do almoço) e, por fim, para dormir.

Era estranho para Moacyr – àquela altura numa vida fechada para maiores riscos – lembrar-se do tempo que chegou à cidade. Se o pai era bugre, a mãe era da Espanha, e dela o homem tinha o sangue quente e picaresco que o fazia andar tanto. Se nos romances espanhóis o pícaro é homem jogado à própria sorte, Moacyr – por via das dúvidas e sem ter lido nada na vida – fez as próprias regras e, a partir do primeiro momento em que se viu perdido na metrópole, procurou não falhar. Primeiro, gastou as botas na construção da São Paulo Railway, batalhando trilho a trilho o emprego com os imigrantes.

— Economia…

O corpo não resistiu e o homem interiorano acabou tendo que largar o emprego por causa de uma hérnia. A partir daí, não poderia mais fazer nenhum tipo de empenho físico. Deitado em sua cama na pensão do barranco, com dificuldade de subir o escadão de pedras que, diziam os otimistas, uma hora desabaria com tudo que havia ali para cima, passou a noite inteira agradecendo baixinho o novo emprego de manobrista – indicação do irmão.

— Graças a Deus.

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Engraçado por que o centro da cidade parece misturar tudo – nunca se sai como se entra. Nessas metamorfoses que ocorrem por aí, virando esquinas e mudando o circuito das coisas, três personagens deram por se encontrar: Moacyr, Serjão e o Dr. Manuel. A engrenagem da coisa toda andava muito tranquila. “Cyr” – entre outros manobristas – estacionava os carros, lustrava, limpava o estofo, procurava vagas e ficava de olho nos pilantras.

Mas nem mesmo as gorjetas eram de serventia aos funcionários. Se Serjão – que fazia jus ao nome e era irmão do dono da garagem – visse algum deles guardando caraminguás nos bolsos furados, era rua na certa. Ao fim de cada dia de trabalho, o “gerente” juntava as merrecas que cada um conseguia e, como bem entendia, fazia a divisão.

E foi mesmo um mal hábito do doutor Manuel – advogado que trabalhava no fórum do centro – que levou Moacyr desta para uma melhor. O português fumava em exagero, mas seu péssimo vício era, na verdade, levar um cinzeiro de cristal no porta-luvas, apetrecho que costumava deixar em cima do painel enquanto pitava. Depois de exalar a fumaça pela avenida, ele deixou o carro na mão de Serjão.

— Põe na conta!

— Moacyr, cuida desse aí! – disse Serjão.

— O menino é novo? – disse Manuel.

— Começou ontem. – respondeu Serjão.

— Venha cá, ó menino, de onde vens?

— Quê? – disse Moacyr.

— Não me escutas, infeliz? De onde vens?

— Interior. – respondeu.

— Pois cuide bem da máquina, ãh? – disse Manuel rindo.

— Tá tranquilo, Seu Manuel! Tá com Deus! – disse Serjão.

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Incerto se aquela empáfia de Serjão, seu jeito truculento com os manobristas, não tinha o objetivo de amedrontar somente os funcionários, mas mostrar aos clientes de que matéria era feito e quais eram seus termos, doutor Manuel hesitou por alguns dias antes de reclamar do sumiço do cinzeiro. Vejam, também, que sua mãezinha estava reclamando muito pela ausência do objeto que ficava em cima da vitrola da sala.

Num dia de céu escuro – em que Serjão tinha melado toda a latrina da garagem  – o doutor Manuel foi buscar seu carro. Suspeito de falar o que queria e do modo de queria, o portuga – primeiro – pediu que Moacyr buscasse o carro, fez-se de bobo, deu uma gorjeta gorda e ficou com a porta aberta, fumando um cigarro e batendo as cinzas no chão.

Serjão ruminava a madeira de um palitinho e praguejava alguma coisa. Encenando João Bobo, Manuel caminhou até a sala do “gerente” e lançou ali aquele papo de quem viu, mas não viu, e com a experiência dos anos – em meio a uma discussão sobre o campeonato – deu a entender o caso do sumiço do cinzeiro da dona Amélia. Serjão coçou a borda aparente da nádega direita e ajeitou as calças, saiu da sala e arrastou o manobrista magro para conversa de homens honrados.

— Aqui não tem otário! Devolve aí o cinzeiro do dotô, ô, cara!

— Num peguei.

— Então quem? Tá me chamando de mentiroso?

Assim como não era o homem mais forte do mundo, Moacyr estava longe de ser o mais corajoso, mas ficou a pensar por que diabos devia assumir a culpa e livrar a cara do Serjão. Lembrou-se que certa vez, nas cercanias do sítio em que morava, seu pai tinha sido acusado de roubar um cabrito. Moacyr sempre lembrava da provocação que o dono da venda fazia toda vez que apareciam por lá. O comerciante ficava cantando baixinho.

— O que se pega, se paga… O que se pega, se paga…

Enfezado, desviou olhar para o chão, o desgosto mascando as tripas. Dois passos à frente, as botinas puídas perto dos sapatos de couro do Serjão. Ajeitou a cara de tonto, engoliu a bola da garganta e – assim como o pai tinha feito – assumiu peito de galo:

— Vá pro inferno!

— Quer morrer, caipira? – disse Serjão.

— Não roubei nada, você que pegou!

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É claro que depois – vendo a cena de trás para a frente e pensando na situação – Manuel ficou certo de que Serjão queria jogar a culpa no manobrista – intimidando-o para que assumisse o roubo. Mas de “dotô” o advogado muito tinha e – sabedor das regras gerais da rua (ele mesmo, um franco pilantra), fingiu fazer vista grossa e mandou ambos à merda. Moacyr, que conseguiu correr da briga, foi demitido e ficou uma noite inteira chiando:

— Desgraçado…

Se aos pés do pícaro, que continuava caminhando pela cidade, os cadarços fossem desamarrados, é certo que algum tipo de mandinga indígena não o deixaria desabar de cara no piche. Nessas ironias que só por Deus ou outra entidade entendemos – Moacyr deu de cara com o doutor Manuel na entrada do Mercado Municipal. Talvez com pena – ao ver o homem ainda bem alinhado, mas seco, mão no bolso, encarando os tomates – o advogado jogou o molho de chaves para Moacyr.

— Estaciona a máquina, ó, diabo!

O Santo Expedito – pequenino ali, algemado no chaveiro – piscou de um olho só.

Depois de um tempo trabalhando como motorista do doutor Manuel – guiando entre as bestas que se mordem em trilhos de ferro e asfalto – Moacyr foi indicado para o cargo de motorista oficial do Estado. Após aprovação, logo aprendeu a usar o código Q – nada mais certeiro para ele: poucas palavras, estrada e salário.

— Q.R.T.*

* Cesse a transmissão.

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A festa

Deixado ali há algum tempo, em baixo das folhas das samambaias que – com o vento – pareciam fazer uma “Ôla”, Moacyr aproveitava o calor da manhã. Mal percebia a neta ao lado. Se não fosse trágica, a cena poderia ser engraçada: a garota olhando para ele, acenando e falando ao vento, enquanto o gigante calava. Pudesse “Moaça” (como o filho chamava-o), lembraria que Dirce não era dada a vasinhos dentro de casa – achava frescura – adorava era cultivar coisa que brotasse no quintal: mexerica, cenoura, jabuticaba.

— Esperta… – diria.

A mocinha não estava ali por acaso, tinha saído mais cedo de casa para levar os remédios do avô. Mas aqueles não eram de forma alguma os presentes ideais para o dia em questão. Uma recepção digna da idade de Moacyr aguardava-o. No apartamento da família, a mesa estava posta com um bolo de café – obra da confeiteira amiga dos Cruz – refrigerantes, salgadinhos e doces.

Moacyr chegou num instante – carregado pelo genro. Logo sentou-se à sala, alheio ao troque dos canais da tevê e das conversas. As amigas da neta com celulares tirando fotos ao lado dele.

Naquele dia, o filho não conseguiu aparecer, privando o velho de criar mais um personagem de chapéu panamá, terno bem cortado e gravata. Estando a casa povoada por pessoas desconhecidas para Moacyr – vizinhos do prédio e amigos em geral – ele começou a nomeá-los como irmãos, tios, primos, amigos e sobrinhos – como bem entendesse – afinal, a festa era dele! Antes da velinha acender, via ali o camarada de infância, Zico, a cunhada, Rosa, a irmã, Neusa, e o sobrinho, Zé.

Na vida toda, Moacyr tinha recusado abraços e aproximações, sempre estendendo a mão para os mais afoitos por intimidade – alguns o chamavam de grosso ou índio velho. Fazia, até mesmo, uma brincadeira com os netos, na qual desviava a mão antes do cumprimento e tirava sarro. Aos ecos de “Parabéns para Você”, foi encurralado pela neta e as amigas, ganhou beijos e abraços. Sem ter como fugir, riu sem graça, mas depois espantou-as como moscas e ponderou:

— Frescura…

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Longe de ser um “festaço”, como dizia Moacyr das festas que irmão organizava na casa dos pais, mesmo assim a celebração dos seus 97 anos deixou os infalíveis restolhos de salgadinhos e granulado pelo chão. Neide, umas das faxineiras do prédio, foi ao apartamento da família ajudar na limpeza. Ligou o rádio na estação de pagode e, entre varridas e espumadas, vendo o pessoal ir embora, a arrumação ia rápida. Amassou os copinhos e pratos plásticos e ensacou tudo junto aos laços do bolo as garrafas. Enquanto dava um jeito no chão, Neide reparou na bandeja de coxinhas, quase cheia.

— Leva, Neide. Sobrou muita coisa.

— Nossa, se é lá em casa não sobra nada. Meu marido é limpa-trilho.

— Essas meninas, aí. Não comem, mania de magreza.

— Eita…

— Pode levar tudo.

— Precisa não, que é isso…

— Deixa disso, mulher. Leva pros meninos, vão gostar.

— Tá, mas deixa que eu embrulho aqui. Brigada.

— Mas esconde do seu marido, hein?

— Hahaha. E como é que tá o Seu Moacyr?

— “Cyr” tá forte, comeu e bebeu bastante ontem.

— Tadinho…

— Tadinho, é? Tadinha de mim. Olha esse chão.

— Hahaha. Ele é um doce, né.

— Tava engraçado, chamou o porteiro de Guilherme.

— Guilherme?

— É. Um conhecido dele lá do sítio. Que sempre aparecia na casa dos outros no almoço pra roubar a boia.

— Aí é fácil, né? E ele chama você de quê, Dona Marlene?

— Dirce…

Levado de volta ao asilo, foi colocado na cama pelo genro. A filha solicitou o boleto para pagar a mensalidade. Antes de sair, deu uma última olhada no pai, tinha dormido. Puxou a manta e lhe cobriu as canelas finas. Era engraçado, tão robusto e com aqueles gambitinhos. O Seu Adamo – incrivelmente quieto – repousava ao lado. Moacyr ficou ali caído ao canto dos pássaros, dividindo o sono com o camarada. Igual nos tempos de pensão.

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19 comentários em “Seis no dado, avance quatro casas (Rodrigues)

  1. Cristiane
    12 de julho de 2014

    De fato um texto muito longo, cansa um pouco, mas o Moacyr conseguiu me conquistar. Queria ter gostado mais!

    Boa sorte no desafio.

  2. Bia Machado
    12 de julho de 2014

    Gostei mais do início, talvez o restante tenha tido um impacto menor sobre mim por conta do tamanho. Penso que essa é uma história que não cabe muito bem em um conto, da forma como está. Se vai continuar conto, seria melhor delimitar mais. Mas parabéns, é uma história muito boa, com personagens cativantes.

  3. Thata Pereira
    11 de julho de 2014

    A primeira parte me encantou, mas depois esse encanto foi se perdendo. Acabei gostando do final, ganha o mesmo tom do começo novamente. Gostei do senhorzinho do rock’n’roll haha’

    Boa sorte!!

  4. Pétrya Bischoff
    11 de julho de 2014

    Cara, que baita conto. Foi apresentando pequenos recortes da vida do velho, fez-me sentir empatia. O tempo todo receei que tu fosse matar o cara no fim! Hahah’ inda bem que não o fez. Um homem de poucas palavras, como tantos senhorinhos que ficam toda tarde sentados nos bancos de praças, com suas bengalas. Também curti que ele visse no carinho de sua filha, a falecida esposa. E quanto às bandas do companheiro que divide o quarto, cara, fiquei pensando que um velho de uns setenta anos, nos anos 70/80 teria 35 anos, no mínimo. É estranho pensar que um cara dessa idade curta Metallica ou Iron, faria mais sentido se ele curtisse Doors ou Led. Mas enfim, foi muito bom. Parabéns e boa sorte.

  5. tamarapadilha
    4 de julho de 2014

    Achei bem escrito, bem narrado só que um pouco cansativo. Confesso que comecei ler, no fim já estava pulando partes, tive que me obrigar a voltar e ler a parte que pulei, mas ficou bacana. Bandas boas as utilizadas e não acredito que tenham ficado fora de contexto.

    • Lazo Gato
      4 de julho de 2014

      Essa história das bandas foi polêmica, rs. Valeu a leitura!

  6. Marcelo Porto
    2 de julho de 2014

    Gostei muito da narrativa.

    Me envolvi com o Moacyr e fiquei bem tocado com a trajetória do nem tão bom velhinho. A técnica do autor é notória, a forma com que inseriu as informações tornou a trama bem palatável e nem um pouco chata, apesar de não haver nenhum sobressalto ou conflito na história.

    Um relato que se encaixaria em qualquer família que tem o privilégio de ter um avô/avó em casa. Só senti falta de algo mais tenso ou fantástico, talvez uma redenção final com o velhinho voltando para a família ou algo assim.

    Muito bom.

  7. Thiago Tenório Albuquerque
    30 de junho de 2014

    Gostei da primeira parte do texto, mas ele não conseguiu me prender até o fim.
    Assim como dito por outros leitores, certas referências musicais não pareceram casar com o personagem.
    Mas é um bom texto e espero que agrade outros.
    Boa sorte no desafio.

  8. Anorkinda Neide
    24 de junho de 2014

    Gostei demais! exceto pelo relato da juventude do Moacyr.. não achei legal.. acho q poderia falar apenas do velhinho, q tava lindo demais! 🙂
    Parabens

    • Anorkinda Neide
      25 de junho de 2014

      ahhhhhhh… esqueci de agradecer pelo prato de coxinha! adoooro! \o/

  9. Jefferson Reis
    23 de junho de 2014

    Primeiramente, NÃO TROQUE AS BANDAS DE ADAMO.
    Achei-o tão divertido, velhinho e ouvindo Metallica. Seria ainda mais divertido se fosse fã de alguma banda de rock super atual.

    O conto é interessante, bem escrito, soa profissional.
    Há algumas falhas gramaticais, assim como em todos os outros contos inscritos no desafio, mas nada que uma revisão não resolva.

    Parabéns, autor(a), sua narrativa me cativou,

  10. Tiago Quintana
    22 de junho de 2014

    Gostei! Uma narrativa descompromissada mas divertida, e bem escrita também, sobre um personagem interessante. Gostei especialmente da maneira que realmente parece estarmos acompanhando os pensamentos do narrador, quase um fluxo de consciência (embora não chegue a tanto).
    Só tenho duas sugestões, além do já tradicional “um pouco mais de atenção com a ortografia”: em diálogos, não se usa ponto final antes de travessão (por exemplo, em vez de “— É filho de índio, vai até os 100. – meu tio-avô falava.”, deveria ser “— É filho de índio, vai até os 100 – meu tio-avô falava.”), e o parágrafo que começa “Um outro jogador se matava” não precisa ser um parágrafo próprio, pode fazer parte do anterior.

  11. Eduardo Selga
    21 de junho de 2014

    Há um teórico brasileiro de literatura que afirma o conto ser um “recorte da fração decisiva” da vida dos personagens, do ponto de vista dramático. Noutras palavras, é preciso “acontecer algo relevante” no texto.

    Se isso não significa necessariamente um enredo mirabolante e a busca do autor em causar surpresas e adrenalinas no leitor, também não pode haver a sensaboria típica da vida real. Se a intenção é um recorte realístico, como é o caso aqui, cores são necessárias, na medida em que ficção é um universo paralelo à realidade, com regras próprias.

    Dentro desse paradigma, o presente conto não dá conta do recado, ao tentar mostrar uma fração da vida de Moacyr. A vida do protagonista é sem graça, e o conto tentou demonstrar essa aura? Sim, talvez tenha sido essa a intenção, mas o conto não pode ser sem graça, ainda que a vida do protagonista seja. Há que se ter ferramentas narrativas para isso.

    O segundo capítulo sobra. Não se liga umbilicalmente nem ao primeiro sem ao terceiro. E considerando que o conto é UMA célula dramática (pois se for mais do que isso deixa de ser conto), a parte citada é dispensável no todo.

    O(a) autor(a), muito claramente, usa o coloquialismo, opção acertada por dar o tom da banalidade da vida do protagonista. Mas ocorrem incoerências. Ao mesmo tempo em que o narrador usa “tava / tavam” (variantes populares de “estava / estavam”) e “café-cum-pão”, outros verbos que possuem variantes populares são apresentados na norma padrão, e o vocábulo “edícula”, nada usual na língua contemporânea, é empregado. Não estou a condenar o coloquial, apenas mostrando incoerência no trato narrativo.

    Também há o uso equivocado de POR QUE: “Eu não gostava de ficar muito tempo ali por que me fazia mal […]” (PORQUE)

    Em “Teve um dia que a mulherada da família cercou ele todo” deveria ser EM QUE. No entanto, a forma usada foi a variante popular (coloquial), o que se enquadra e reforça o que tentei dizer antes sobre esse aspecto.

    O conto inteiro segue os protocolos realistas, mas há uma pequena passagem que foge disso, o que considero muito interessante. O(a) autor(a) talvez devesse ter ampliado o caminho do insólito sugerido em “O Santo Expedito – pequenino ali, algemado no chaveiro – piscou de um olho só”. Fizesse isso, a sensaboria do recorte cotidiano talvez não ocorresse.

  12. Edivana
    20 de junho de 2014

    Olha, a história me conquistou! A forma como foi contada, a personalidade forte de “Cyr”, a graça da família como um todo, a triste realidade de um asilo, enfim , gostei muito! Parabéns!

  13. Claudia Roberta Angst
    18 de junho de 2014

    Ideias para um romance, não? Já tem até a divisão dos primeiros capítulos. A narrativa vai perdendo a força à medida que avança para o final. Avançar não é bem o caso, pois a leitura torna-se um pouco morosa.
    O Cyr não me irritou. O texto longo sim, cansou um pouco e desfez meu interesse. Se condensar um pouco a história, acho que ficaria muito bom. Boa sorte!

  14. Fabio Baptista
    18 de junho de 2014

    Caramba… a Maria Santino já falou tudo que eu queria falar!

    O começo é muito bom, mas o texto se arrasta demais, sem necessidade. Dá tempo da gente não se impressionar mais com o seu Moacyr (realmente esse “cyr” irrita! kkkkk). Se terminasse no primeiro trecho o impacto teria sido melhor.

    Abraço.

  15. Maria Santino
    18 de junho de 2014

    Oi!
    .
    Só gostei do primeiro capítulo, ok?
    .
    A narrativa é descompromissada, e acho que é por isso que o autor escolhe SEU (Senhor) ao invés do correto SEO, mas acho que há algumas repetições exageradas, principalmente do TAVA e esse “cyr” de Moacyr é tão irritante… rs. Acredito que você poderia escolher referências mais antigas.
    .
    Os diálogos não foram bem usados (em minha opinião, claro) e o capítulo O passado na metrópole não acrescenta muito.
    .
    Desejo boa sorte no desafio. Abraço!
    .
    Ps- As bandas do Adamo são boas, mas eu escolheria as dos anos 70, acho que ficaria melhor, mais antigo (Pink Floyd, Creedence, Sabbath, Kiss…)

    • mariasantino1
      18 de junho de 2014

      Correção: Acredito TAMBÉM que você poderia escolher referências mais antigas*

  16. Lazo Gato
    18 de junho de 2014

    ERRATA: em baixo = embaixo (desculpem fazer os olhos de vocês queimarem).

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Publicado às 18 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .