EntreContos

Detox Literário.

Perdidos no Borrão da Noite (Rodrigues)

Gino e Heleno caminham pela Rua da Federação Paulista, já passa da meia noite. Um motoqueiro descamisado para ao lado dos dois.

– Vaivaivaivaivaivaivai! Perdeu, perdeu playboy filhodaputa!

Heleno protege Gino, que dá alguns passos para trás. O bandido aponta a arma.

– Cara, vem cá. Você gosta de uma boa história? – diz Heleno.

O ladrão nada entende.

– É, cara. Uma história sobre mortes e motocicletas. Você gosta de moto, não é?

– Playboy filho da puta! Passa essa carteira logo. Vai, vai! O celular! Mato os dois, agora!

Heleno tira a carteira e o celular, estende um em cada mão. Deixa-os na ponta dos dedos. Leva até o assaltante em passos cuidadosos. O ladrão arca a moto para pegar, mas Heleno puxa e ri.

– Não tem medo da morte não, playboy?

O ladrão desce da moto, tenta dar-lhe uma coronhada na cara. Heleno esquiva-se bem, chuta a arma do bandido enquanto Gino dá-lhe um mata-leão. Heleno olha na cara dele.

– Irmão, agora você vai ter que ouvir a minha história…

☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻

Cara, meu vô Heleno era nordestino. Era sangue quente, não roubava trabalhador com arma de brinquedo, sabe? É da Glasslite esse cano aqui? Negócio dele era olho no olho. Foi por isso que se fodeu. Mas a história não começa aí, a história começa antes, bem antes disso. Meu pai, que também era Eleno, mas esse sem H por erro do escrivão, também gostava muito de andar de moto, igual a você.

Mas ele não tinha essas latas velhas, que eu tô dando soladas. Ops, acho que rachei a carenagem. Que lixo, hein, irmão? Enfim, ele gostava de pilotar à noite, também, alta velocidade. Aí que tava passando ali perto do Palmeiras, ali. Ae! Você tem cara de porco. Mais dois tapas na cara dele, por favor, Gino. Paf! Paf! Paf! Paf! Calma, eu disse dois. Sim, eu sei, é bom. Mas, deixa eu terminar… Calma aí…

Bom, outro pilantra igual você veio de moto atrás dele, mas estava armado de verdade. Mandou meu pai encostar, deixar a moto no chão e se afastar. O coroa era metido a machão, mas não era igual meu vô, era mais tranquilo. Eu e o Gino, a gente era criança, sabe? É, era bem pequeno e pobre. Só que meu pai sabia se virar, tinha as mutretas dele. Ele repassava pássaros raros. Contrabando, mesmo. Canarinho da terra, Trinca-Ferro. Viviam cantando lá em casa, azucrinavam, mas dava uma boa grana. Olha como são as coisas. Ele era um bandido, também, safado igual você. Paf! Paf!

– Me solta, caralho! Cêis tão FODIDO!

– Calma, calma ae, ô… Vida loca. A história é longa. Posso ficar aqui por horas contando. Detalhe por detalhe…

– Gino, pede aí umas cervejas no Super-Breja.

– Demorô, Leno…

– Deixa, senta ele aí na calçada. Me dá essa arma, vai fazer merda, vai… Se liga, Gino.

Aí meu pai se afastou da moto, estava desarmado, colocou a mão na cabeça e seguiu tudo que o assaltante disse. “Gordo filho da puta, fica de quatro, coloca a língua no asfalto e não se mexe”. O coroa obedeceu; só que o puto do bandido não esperava que o velho tivesse uma Hornet 250 importada. Dessas que você e os irmãozinhos chamam de RORNÉTI, cabaço. É, isso. A japonesa, ela mesmo… O certo é RORNÊTI, aprende, fala junto comigo… ROR – NÊ – TI.

– Mas não é assim que fa…

– Cala a boca, Gino, não me interrompe. Mas que cacete… Já pediu a cerveja?

– Já…

Só lembro da minha mãe chorando, tentando esconder da gente. Na época saiu até na TV. Deram que um empresário tinha sido baleado depois de reagir a um assalto na Barra Funda, só que jornalista só conta mentira. Meu tio era amigo do delegado, e a história que ele contou não foi a que saiu no jornal. O deléga disse que o arrombado do ladrão não conseguiu ligar a moto. Nosso velho não era bobo, tinha mandado o mecânico alterar a partida. Tinha um segredo, um esquema. Aí que o alarme acionou, era automático depois de três tentativas. O filho da puta do ladrão ficou desesperado, achou que meu pai tinha acionado o alarme. Foi até ele, deu dois tiros nas costas e deu fuga.

Depois disso nem vale a pena te contar, o estado do meu pai ficou precário. A gente não entendia muita coisa, era pequeno, mas doía, mesmo assim. Mas aí vem a parte mais legal da história. “Legal? Ôooorra, Leno…”. “Porra, Gino! Legal no sentido de… Sei lá, no sentido de mais foda, violento, sei lá… Ah, cheira meu saco! Fica interrompendo!”. Bom, antes de o meu pai morrer, o meu vô, assim como você e meu velho, também era chegado numa parada ilegal.  Ele queria ganhar dinheiro com bicho, só que com Jogo do Bicho.

Essa parte da história começa com um sonho do meu vô. O pai dele morreu fuzilado na Revolução de 32, sabe? Aquela em que os paulistas queriam colocar no cu do Getúlio, mas acabaram se fodendo… Enfim, ele sonhou que o pai dele, meu bisavô, tinha sido fuzilado por um traidor no quartel. Acordou gritando, minha vó fala até hoje… Gritando o nome do pai. Tinha uma tia minha que manjava essas paradas de sonho, tirava tarô. Meu vô foi fazer a merda de perguntar pra ela sobre o que tinha sonhado. Ela disse que não sabia o significado, mas mandou ele jogar no Bicho, jogar no 24, no veado. “Hahahaha!”. Tinha uma lista que ligava os sonhos e os bichos, e quem sonhava com exército tinha que jogar no veado, tava na lista. Mas aí meu vô ficou meio assim… “Porra, jogar no veado?”.

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            Do fim da avenida, um entregador vestido de super-herói acelera uma moto. Carrega uma mochila grande nas costas, seu uniforme é amarelo, contrastando com a capa e a sunga que lhe encobre as calças, ambas vermelhas. É assim que se vestem os motoboys do Super-Breja. Envolvidos naquela cena bizarra, Gino, Heleno e o bandido sequer perceberam que ele já havia passado ali umas três ou quatro vezes. Provavelmente, não conseguia achar o endereço de entrega das cervejas, e nem desconfiou que o pedido pudesse ser daqueles malucos que discutiam ao lado de uma moto caída na rua.

Fodido, fodido-e-meio, né? Lá foi o velho pra borracharia do Alcides jogar no veado. Aproveitava a hora do almoço da construção pra fazer a fézinha. Esse tal de Alcides, depois, ficou rico com o Bicho, mas começou tudo ali naquele pé-de-porco, minha mãe odiava. Cheio de pôster de mina com a boceta de fora. Meu vô foi lá e escolheu o par de dezenas 24-25. Só que quem fazia as apostas era uma caipira, um tal de Zé Bedeu. Ele odiava nordestino.

– No VÊÁDÔ, Seu Helênô!?

– E o que é que tem?

– É, seu Helênô, dizem que quem aposta no vêádô, é que gosta da cérrtas coisa que o vêádo góstá… Haha!

– É, apostei no veado, mas apostei na sua mulhé, também.

– Como é que é?

– Joguei no 25. 25 é VACA, em respeito a sua sinhora.

– O que é que cê díssê, ô, seu cabeça-chata? Falou o que da minha muié?

– Hahahaha! Ficou é puto da cara! Vai, passa minha aposta e vai cuidar da vaca que tá lá no seu pasto, seu caipira frouxo…

Até aí tudo bem, discussão besta de boteco. Mas naquela época nada ficava barato. Meu vô voltou pra construção, depois foi pra casa, tranquilo. Eram umas sete da noite, já. A molecada veio pra porta da nossa casa e começou a chamar meu pai. Ele saiu. Disseram pra ele que o Zé Bedeu tinha espalhado pro bairro que ele era um veado, tinha jogado no veado, e que era um covarde, que tava esperando ele pra um duelo na pracinha da Igreja, mas ele não tinha aceitado.

Meu vô não pensou duas vezes, passou a mão na peixeira foi subindo o morro do jeito que tava, sem camisa, só de bermuda, descalço. Foi atrás do caipira com o facão. Quando viu meu vô armado, o puto do Zé Bedeu saiu correndo pra dentro da Igreja, falando que morria de medo de brigar com nordestino. Meu vô era inocentão, acreditou. Fora isso, achava que todo mundo resolvia as coisas na faca que nem ele. Quando virou as costas pra ir embora, o caipira acertou dois tiros de espingarda nas costas dele, à queima-roupa. Meu vô morreu na escadaria da igreja.

Então, daí você vê, que desgraceira toda isso, né? E meu pai, 20 anos depois, morreu igualzinho meu vô, duas balas nas costas…

            Gino entra na conversa.

            – Leno, eu acho que entregador passou aqui, cara. Não deve ter achado o endereço. Vi barulho de moto…

– Porra, que endereço você deu pra ele?

– O da Federação, que é aqui do lado. Eu ia falar o que?

– CÉ É BURRO? PORRA! Como é que vai me passar o endereço da Federação Paulista?

O assaltante entra em desespero.

            – Deixa eu ir embora, já ouvi a história, sinhô.

– Sinhô é o caralho! Que eu não sou PM nem Jesus Cristo. – diz Heleno.

– Ceis tão bem loco, seus boy do caralho!? Daqui a poco um chama a polícia! – diz o ladrão. – diz o ladrão.

– BOY? VOCÊ ME CHAMOU DE BOY, IRMÃO? – diz Heleno.

Perde a paciência. Corre, dá um gancho no ladrão. Nocaute. A cabeça bate na calçada. Heleno monta a motocicleta do bandido e chama Gino. O irmão titubeia, mas acaba sentando na garupa. Dão partida e seguem até cair na Avenida Antártica. Heleno acelera, Gino treme enquanto tenta se equilibrar nas laterais da rabeta.

Barulho de sirenes, a luz azulada ondula entre os galpões e muros sem fim. Motores urram, a viatura se aproxima dos irmãos. O policial pende o corpo para fora da janela, atira, acerta Gino nas costas. O corpo cai, raspa em cambalhotas no asfalto. A moto silencia, vai parando aos poucos. “Mão na cabeça! Mão na cabeça, vagabundo!”.  Heleno observa o corpo do irmão no canteiro, um bolo de carne inerte. Saca a arma de brinquedo do ladrão, aponta para os policais e faz questão de morrer com dois tiros no peito.

           

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17 comentários em “Perdidos no Borrão da Noite (Rodrigues)

  1. Frank
    5 de dezembro de 2013

    Bem, eu gostei e previ que os irmãos iam continuar a tradição familiar…hahaha. Muito bom! Me tornei fã dos dois. Parabéns.

  2. Andrey Coutinho
    3 de dezembro de 2013

    Nesse desafio, resolvi adotar um novo estilo de feedback para os autores. Estou usando uma estrutura padronizada para todos os comentários (“PONTO FORTE” / “SUGESTÕES” / “TRECHO FAVORITO”). Escolhi usar esse estilo para deixar cada comentário o mais útil possível para o próprio autor, que é quem tem maior interesse no feedback em relação à sua obra. Levo em mente que o propósito do desafio é propriamente o aprendizado e o crescimento dos autores, e é isso que busco potencializar com os comentários.

    Além disso, coloquei como regra pessoal não ler nenhum comentário antes de tecer os meus, pra tentar dar uma opinião sincera e imediata da minha leitura em si, sem me deixar influenciar pelas demais perspectivas.

    Dito isso, vamos aos comentários.

    PONTO FORTE

    O humor, a fluidez da narrativa oralizada e a trama extremamente inusitada. Excelente conto.

    SUGESTÕES

    Já que há uma mistura muito grande de discursos (você tem o narrador onisciente em terceira pessoa, os diálogos no presente, a narrativa oral do Heleno e os diálogos que fazem parte dessa narrativa), é importante uniformizar elementos indicativos de cada um. Por exemplo, quando no corpo do texto surge “Legal? Ôooorra, Leno…”, são os personagens no presente conversando, mas anteriormente você já tinha mostrado esse tipo de discurso fazendo uso de travessões ao invés de aspas no meio do parágrafo. Essa falta de uniformização pode tornar o texto um pouco mais confuso do que deveria, de maneira desnecessária.

    Não entenda como se eu não gostasse de textos que utilizam desse recurso de misturar discursos e narrativas. Acho isso sensacional. É só uma pequena sugestão para tornar o texto mais amigável para o leitor sem atrapalhar em nada o conteúdo.

    TRECHO FAVORITO

    “Do fim da avenida, um entregador vestido de super-herói acelera uma moto. Carrega uma mochila grande nas costas, seu uniforme é amarelo, contrastando com a capa e a sunga que lhe encobre as calças, ambas vermelhas. É assim que se vestem os motoboys do Super-Breja.”

  3. Alana das Fadas
    3 de dezembro de 2013

    Gostei da história, mas a maneira como ela foi contada não me cativou!

  4. Masaki
    2 de dezembro de 2013

    Um conto muito interessante… A escrita, bem diferente, “corre” muito bem. Os personagens até possuem carisma, contudo a história está sem pé e cabeça. A sacada do autor em usar o linguajar coloquial deu uma excelente dinâmica ao texto, mas peca por passagens improváveis. Como, por exemplo, a parte que eles contam histórias ao bandido e depois, sem mais ou menos, o protagonista faz questão de morrer. Ficou parecendo com aquele filme: “Um Dia de Fúria”. Entretanto gostei muito de ter lido. Parabéns!

  5. Marcellus
    1 de dezembro de 2013

    Gostei do conto. Realista até certo ponto, tem um ar de “página policial”. Não e’ noir, mas é bom.

  6. Felipe Falconeri
    29 de novembro de 2013

    Sei lá… o conto tem uma certa pegada ultrarrealista, mas parte de uma ideia bem inverossímil, dos irmão decidirem parar e contar a história para o bandido.

    Mas resolvi aceitar isso e embarcar na ideia. A história é interessante e a maneira como Heleno a conta conseguiu prender minha atenção.

    Achei o linguajar um tanto caricato em alguns momentos. Também não vi sentido na fuga do Alcides para a igreja. Ele tava armado, o outro cara só com uma peixeira, podia ter sacado a arma logo ali e pronto.

    O final ficou meio confuso. Por que exatamente a polícia perseguiu os irmãos? Estavam atrás da moto do bandido? Era uma moto roubada? Acho que podia ter ficado mais claro.

    No fim, foi uma leitura até que agradável, embora irregular. Conto mediano, ao meu ver. Mas fugiu bastante do tema.

  7. rubemcabral
    27 de novembro de 2013

    Gostei do conto e da forma (oral) com que ele foi contado, mas enxerguei poucos elementos de “noir” no mesmo…

  8. fernandoabreude88
    25 de novembro de 2013

    É, mais um caso de conto fora do tema. A única coisa noir aqui é a escuridão da noite e o coração desse tal de Heleno. Essa historinha da maldição familiar é bem bacana, bem escrita, só que não há um histórico sobre os dois personagens, Gino e Heleno são dois perdidos por aí, queria uma coisa mais trabalhada, sei lá, esse texto poderia ter sido escrito em flashbacks, envolvendo o assalto aos dois irmãos, com uma interferência de imagens da vida familiar dos dois, a raiva entre os caipiras, os nordestinos, e ainda com a colocação de elementos do noir. História boa, execução simples demais. Destaco o diálogo do jogo do bicho, muito bacana, mesmo mesmo. Conto que dá água na boca, mas deixa a desejar.

  9. Agenor Batista Jr.
    23 de novembro de 2013

    Apenas um conto realista com linguagem bandida sem qualquer ligação com o tema exceto pela narrativa marginal. Funcionaria, talvez, em um tema limítrofe tal qual “Dois Perdidos numa Noite Suja” do saudoso Plínio Marcos. Mas a forma de escrita é cativante de qualquer forma.

  10. Pedro Luna Coelho Façanha
    20 de novembro de 2013

    Não gostei. Também achei confuso, mas isso porque o texto não captou minha atenção e precisei insistir para chegar até o fim. De ponto positivo, um humor trágico e realista infiltrado nas palavras ficou bacana..rs

  11. Thata Pereira
    19 de novembro de 2013

    Fico até sem graça de discordar de pessoas como o Gustavo e a Bia, que são uns dos que leio todos os comentários, querendo absorver o máximo de conhecimento, mas não gostei. rs’

    Essa rapidez até funcionaria, sim, para mim, mas achei o conto confuso demais. Mistura muitos estilos de narração e isso me incomodou.
    Até acho interessante esses diálogos mais “jogados”, pois ajudam a caracterizar os personagens, quando a narração não faz.

    Acredito que se você tivesse escolhido narrar de uma só forma, me agradaria.

  12. charlesdias
    18 de novembro de 2013

    Confuso, meio sem sentido em algumas parte. Não curto contos baseado quase apenas em diálogos e pobre em descrições como esse. De noir não tem nada. Ponto positivo para o modo como o autor soube lidar com a agilidade no texto.

  13. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    15 de novembro de 2013

    A rapidez favorecida pelos diálogos deixou a leitura fácil. Não sou uma especialista, longe disso, mas não achei elementos noir no conto. Sem grandes pretensões, mas interessante.

  14. Jefferson Lemos
    15 de novembro de 2013

    Achei bem escrito, mas não gostei.
    Sei lá, a história não me agradou.
    De qualquer forma, parabéns. Tenho certeza que outros irão gostar, como alguns já gostaram.

  15. Bia Machado
    15 de novembro de 2013

    Gostei também! Como o Gustavo disse, não é noir, isso é bem visível, mas essa agilidade da narrativa “soou” bem pra mim! =)

  16. Ricardo Gnecco Falco
    15 de novembro de 2013

    Despretencioso demais, né não mermão?
    😛
    Mas, tá valendo! 🙂

  17. Gustavo Araujo
    13 de novembro de 2013

    Sei que algumas pessoas vão torcer o nariz para este conto… Respeitando o juízo de cada um, vou dizer que achei ótimo. Diálogos rápidos, com a cara da realidade. O dia a dia cuspido diante de nós sem rodeios, sem maquiagem, sem floreios. A trama, apesar de simples, foi bem montada – dá para entender a raiva do principal personagem e por vezes até se identificar com ele. Gostei mesmo. Não é um noir, é verdade, mas não dá para negar que é um conto com uma pegada interessante.

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Informação

Publicado às 13 de novembro de 2013 por em Noir e marcado .