EntreContos

Detox Literário.

À paulistana (Rodrigues)

paulista

Desde tempos de moleque na Cohab apanhei e aprendi bater, certo que a vida ia ser isso até o fim. Mas, cá pra nós, nas entranhas das ruas a gente sempre acha uma margarida ou uma rosa que fazem tudo valer. Comecei por baixo, estagiei, me fodi, fui explorado. Loja de quinquilharias do centro, produtora falida, chefes bastardos. Tive juízo. Firme nos estudos, me formei, mestrei e professorei.

Começou nessas andanças no centro. Depois da eufórica aula que brindava o feriadão, desci a Brigadeiro Luis Antônio, passando na frente dos botecos quentes de começo de madrugada. Um grupo de alunos me viu. Berraram. “Professor!”. Dotados com seus mil e um celulares espertos, me encurralaram e tiramos algumas fotos que logo cairiam em alguma rede social. Me despedi dos “pequenos” e continuei descendo a Brigadeiro. Lá embaixo, perto da estação da Sé, garotos de rua vieram me pedir dinheiro.

Começou nessas andanças no centro. Depois da eufórica aula que brindava o feriadão, desci a Brigadeiro Luis Antônio, passando na frente dos botecos quentes de começo de madrugada. Um grupo de alunos me viu. Berraram. “Professor!”. Dotados com seus mil e um celulares espertos, me encurralaram e tiramos algumas fotos que logo cairiam em alguma rede social. Me despedi dos “pequenos” e continuei descendo a Brigadeiro. Lá embaixo, perto da estação da Sé, garotos de rua vieram me pedir dinheiro.

– Tem algum, tio?

– Tenho.

E passei reto.

Sempre fazia isso. Uma vez falei: “Tenho, e olha que tenho mais aqui na carteira, mas não pra você, campeão”. Molecada não quer fazer nada e ganhar dinheiro na maciota. Comigo não tem. Nem de metrô ando pra não gastar. Um cansaço me pegou de jeito, mas não queria voltar logo para o apê. Caminhei por cima do Vale do Anhangabaú e acabei na Praça Roosevelt, o novo reduto dos hippies urbanos. Na frente dos teatros e bares, grupos conversando, mesinhas cheia s de garrafas e a fumaça desenhando nas luzes. Duas garotas sozinhas, uma me chamou a atenção. Magra, tinha uma flor no cabelo preto. Gostei dela. Olhar aristocrático, jeito de quem acabou de ganhar um selo de raridade. Tentei me aproximar, mas se esquivaram. Ao fim da praça, virei à direita e comecei a subir. Sujou! Eu estava na rua Augusta.

Olhei as noturnas de verdade. Bonitas de pernas peladas, morcegas bêbadas das calçadas. Após dois quarteirões, entrei num bar movimentado. No boteco, as meninas aconchegantes pareciam estar em convenção. Grupinhos, risadas, meias-calças e mini-saias se remexendo. Sábio do que eu e elas poderíamos querer, por ventura ou desventura, em um consenso monetário e moral, me afastei. Fui ao barmen, pedi uma água com gás, gelo e limão. Elas começaram a me encarar, como se quisessem uma atitude automática. Nunca fui com sede ao pote. Sou de observar, reter a experiência, ver além das trincheiras e… Nossa! Coisa estranha! Austeros à paisagem melancólica e luminosa dos fantoches de proxeneta (1. Pessoa que serve de intermediário em casos amorosos; Aulete), dois tiozinhos estavam sentados ao lado do b alcão.

Pareciam dois predinhos tradicionais, feitos por engenheiro gabaritado e nobre, esperando a vez de brilharem em avenida cosmopolita. Um era forte, marcado pelo tempo, suspensório marrom contrastando com a camiseta branca. Chapéu panamá, palito na boca cuspindo de lado com classe. Barba espessa, empunhava um violão de sete cordas. Parecia diluído no copo de cerveja, vibrando desgostoso nas espumas da música sertaneja universitária e do funk latido pelas gatinhas descoleiradas.

Ao seu lado, outro figura. Total oposto. Senhor magrinho, baixo, meio corcunda. Camisa social azul clara de listrinhas vermelhas e calça jeans. Um pouco mais novo que o amigo, cabelos semi-grisalhos. Os cachos alvinegros fugiam-lhe da boina enrolando-se pelas orelhas. Um bandolim ao lado. Remexia peças de dominó na banqueta e insinuava partida ao colega, que refutava a proposta.

Eu tam bém estava de boina, com uma jaqueta preta (segundo um amigo, eu parecia um caçador de patos). Peguei uma mesa próxima à dupla. Uma das meninas sentou ao meu lado, mas continuei olhando os tiozinhos. Ela saiu. “Eu hein, cara estranho”, pensou. O senhor mais velho logo me notou e, ajeitando a barriga, empunhou o violão. Sorri. Ele estalou os dedos para o companheiro distraído. O amigo ajeitou a coluna e, numa jogada malandra de braços, sacou o bandolim.

– Chorinho? – gritei. Rompi o murmúrio feminino e cortei um refrão romântico.

Não responderam. O mais velho esticou o braço e fez um sinal. O som ambiente foi desligado, restando os resmungos das meninas. “Bota o Juan Santaella, aí, meu!”. Os músicos se olharam e, pela osmose dos anos, tocaram o mesmo acorde no mesmo e exato momento. “Tico Tico no Fubá”, Zequinha de Abreu. O mais baixo dedilhava o bandolim como um artesão de capim amargoso. O mais velho mantinha a guarda, olhar sério, encarando. Acompanhava o parceiro co m o peito de pombo inflado e impunha uma atenção cirúrgica ao cancioneiro. Famintos há anos por esse tipo de atenção, emendaram uma música na outra, emulando uma velha cidade ao redor do bar.

Nelson Gonçalves pegou uma mesa. Levou quatro meninas com um sinal e calou as doidivanas com bebidas coloridas e doces. “Princesinhas”. Perdido em seu chapéu redondo no meio do bar, Adoniran Barbosa observava quietinho a dupla e gorjeteava a  garçonete. Quanta cerveja! Sentados na mureta do bar, Paulo Vanzolini, a bela Cacilda Becker e  outros músicos da velha guarda assistiam e aplaudiam no pequeno espaço entre as canções. Até mesmo os três Mutantes, Clemente e os punks do subúrbio invadiram a época e o lugar.

Agraciado pelo senhor Tempo Bom, que não volta nunca mais, caminhei pelo bar e tentei falar com aqueles mestres. Não me deram atenção. Voltei para minha mesa e pedi um suco de goiaba. A música parou. E parou porque dela mais nada havia. Uma salva de palmas ecoou pela cidade. Ant igas lamparinas desativadas acenderam e sobrados corroídos ganharam vida, famílias e donas-marias discutiam berrando pelas varandas e quintais. Levantei e, com descrição, depositei uns cruzeiros em uma caixinha ao lado da dupla. Todos fizeram o mesmo e, da mesma forma, desapareceram. Arrumei meu terno e engomei minha gravata. Comecei a descer a Augusta em direção a minha morada na Martins Fontes. Um moleque saiu de um beco.

– Vai aí, tio!?

Mas este queria mesmo era engraxar os meus sapatos.

…………………………………………………………………..

Este conto foi escrito por Rodrigues sob o pseudônimo “Beto Palitinho” para o Desafio Literário sobre “Viagens no Tempo”

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26 comentários em “À paulistana (Rodrigues)

  1. Rodrigues
    30 de outubro de 2013

    Muito obrigado a todos que leram, comentaram, gostaram e desceram a lenha! Hahahaha. Muito legal ter visto a ideia que fizeram desse conto, pois ele é a reprodução do relato de um amigo meu. Isso realmente aconteceu, tirando a parte da viagem ao passado, esse carinha (professor e tals), fez esse percurso, encontrou os dois tiozinhos no bar, mas ficou por aí. Obrigado mais uma vez, e vamos ver se eu melhoro no ranking do próximo concurso!

  2. dibenedetto
    30 de outubro de 2013

    A premissa do cara revisitando “tempos áureos” num boteco paulista é boa e, tirando algumas coisas, achei bem escrito.

    Mas, como disseram outras pessoas: 1- Em bom português: o protagonista é babaca. E isso não acrescenta nada na história. Ele só é babaca. 2- Faltou contextualizar melhor a coisa.

  3. selma
    29 de outubro de 2013

    esta bem escrito, mas faltou originalidade.

  4. Felipe Holloway
    25 de outubro de 2013

    Ainda que o personagem represente um tipo com o qual não estou acostumado a lidar, mesmo em ficções, achei-o bastante caricatural. Frases curtas, juízo de valor até das baratas que encontra, um palito imaginário entre os dentes. Tudo isso seria virtude, se sob a fachada do malandro boêmio fosse possível entrever um ser humano inseguro, por exemplo, ou que busca na manutenção desse comportamento uma forma de escapar ao fato de que ele se tornou anacrônico, de que sua belle époque já passou. Essa ponte para a dissecação do homem antecedendo a caricatura poderia ser criada estabelecendo-se uma ligação mais orgânica entre ele e a sucessão de eventos que narra. Eu não sei por que ele sente o que sente vendo o que vê, escutando o que escuta. Sou como um argentino ouvindo “Festa da Música Tupiniquim”, do Gabriel Pensador. Pouca coisa faz sentido, como numa piada interna, e chego ao final do texto envolto em apatia.

  5. Juliano Gadêlha
    25 de outubro de 2013

    Remete automaticamente a “Meia-noite em Paris”, nenhum problema nisso. Mas achei a história simples demais, não teve nada de muito novo ou de muito original que me tenha chamado a atenção. Talvez pelo fato de eu não ter muita ligação com as referências utilizadas. Creio que o texto seja mais especial e nostálgico para quem tem essa vivência. No mais, o texto é muito bem escrito e a leitura flui bem.

  6. Arnold Arg
    24 de outubro de 2013

    Foi bem clássica a forma de nos contar sobre o tema proposto, principalmente a ideia do bar, isso me atraí.

  7. fernandoabreude88
    24 de outubro de 2013

    Não posso dizer que não senti certa afeição por esse conto quando li, pois sou de São Paulo. Li outro dia um livro do Tchekhov, no qual ele dizia que as maiores mentiras de um conto estão no começo e no fim, acho que isso acontece por aqui. O meio está ótimo. Eu cortaria tudo que está acima de “Olhei as noturnas de verdade” e limaria a última frase. Ficaria redondão.

  8. Andrey Coutinho
    23 de outubro de 2013

    Um fenômeno interessante causado pelo desafio, graças ao tema, é a expectativa do momento da viagem no tempo. Esse conto realmente me pegou desprevenido: à altura em que a “viagem” aconteceu na história, eu nem esperava que fosse haver alguma, não conseguia imaginar como iria se encaixar uma “viagem no tempo” ali. E ela aconteceu de maneira muito criativa.

    O tom narrativo é impecavelmente bem construído, e os diálogos são críveis.

    Infelizmente, não tenho muito envolvimento pessoal com os elementos geográficos e históricos explorados pela narrativa, mas percebi a tentativa de evocar um sentimento nostálgico para quem é mais familiarizado com eles.

    No mais, foi uma leitura agradabilíssima. Parabéns.

  9. Sérgio Ferrari
    22 de outubro de 2013

    Como dito pela Bia, “Meia noite em Paris” para paulistanos. Conto local, mas parece mesmo uma estante onde o autor foi colocando gente bacana. A idéia cativa, mas a forma prejudica. Eu queria mais, só que de outro emissor. Acho q pesa um pouco saber do filme do Allen. Poderia ter acontecido alguma coisa a mais no meio da coisa toda, pra dar uma quebrada no foco. é isso.

  10. Ricardo Gondim
    22 de outubro de 2013

    Gostei particularmente deste conto. A transição do espaço do boteco para a ‘nostalgia’ é coisa de mestre. A ambientação e a caracterização também. Muito bem escrito e resolvido. Conciso como um bom conto deve ser.

  11. Elton Menezes
    21 de outubro de 2013

    Sobre a história… La belle epoque, só que bem abrasileirada, daquelas que todos queriam viver um dia na vida. Mais uma viagem ao tempo que não foi viagem, mas que caminhou no tempo, andou nas horas, e nos deu um texto que fugiu ao tema, mas marcou. O ambiente criado é um espetáculo. O personagem narrador talvez careça de maior teor descritivo, mas isso não o torna chato ou rancoroso em demasia. Ele é mesmo bom de ler!
    Sobre a técnica… Achei primoroso. Alguns erros bobos de digitação, mas nada comprometedor. O texto é mesmo muito bom, e faz uma mescla corretíssima de coloquialismo (até palavrão!) e lirismo, dando um tom muito único, que nenhum dos contos lidos até agora tem. Palmas para a estruturação!
    Sobre o título… MARAVILHOSO.

  12. Alexandre Santangelo
    21 de outubro de 2013

    Me deixou nostálgico. Na medida certa, nem mais, nem menos. Parabéns. Excelente.

  13. Ricardo Gondim
    20 de outubro de 2013

    Conto clássico. Modelo de concisão. Muito belo.

  14. José Geraldo Gouvêa
    18 de outubro de 2013

    O conto se baseia numa ideia relativamente simples, mas cativante. Porém restou enfraquecido por vários fatores que, em minha opinião, “matam” completamente o texto.

    O primeiro é falta de contextualização do personagem. Um conto com apenas 958 palavras, quando o regulamento permite 3500. O autor não tem desculpa para não ter feito melhor desenvolvimento dos personagens. Como apontou o Gustavo, não há uma ligação entre o passado do personagem (que, por ser oriundo de uma Cohab, deve ter nascido nos anos 70 ou pouco antes e não poderia ter mais que cinquenta anos). Esta viagem que ele faz não é a um universo particular de seu próprio passado, mas a um passado alheio. Isto não seria um problema se o texto criasse esse nexo necessário (e convenhamos, havia mais 1500 palavras disponíveis para fazer isso, que poderia ser feito em quarenta e poucas).

    Contrariamente aos outros colegas que viram neste texto uma viagem sedutora, eu não vi nada que me cativasse porque não existe proximidade entre o cenário e a narrativa. Tudo é narrado com excessiva distância. Nomes são atirados, mas não contextualizados. Não é citada nenhuma letra, ou assunto de alguma letra. Nenhum motivo para o autor gostar especificamente de uma música ou de outra, nenhum elo sequencial.

    Então o que vemos é apenas a história de um personagem que começa sendo apresentado como um bad boy, depois o vemos como um professor, depois como um muquirana reacionário, depois um cara que chega num bar para tomar uma água com gás, por fim um sujeito que se mela todo porque dois desconhecidos tocaram música antiga.

    Esse personagem é incoerente, ele não tem uma identidade. Ou melhor, ele muda de identidade o tempo todo, sem que sejamos informados de porquês.

    Este texto não estará entre os meus escolhidos, e sequer estará na “melhor metade” dos participantes, a menos que o nível seja muito ruim este mês.

  15. bellatrizfernandes
    18 de outubro de 2013

    Não curti muito. Achei a narrativa pesada e meio densa, apesar de bem construída.

  16. Claudia Roberta Angst (C.R.Angst)
    17 de outubro de 2013

    Alguns erros e digitação como já apontaram nos outros comentários. A narrativa desenvolve-se fácil e envolvente. Uma boa viagem aos “bons tempos” paulistanos.

  17. Frank
    14 de outubro de 2013

    Muito bem escrito e para mim, como bom paulistano, a história foi um deleite. A forma de viagem também foi bem legal. Muito divertido e uma excelente leitura.

  18. Rodrigues Araujo
    11 de outubro de 2013

    Achei interessante a viagem para o tal “tempo bom”. Realmente, quando a mini-jornada cai na boate, o texto ganha uma tonalidade mais atraente e vibrante. A caminhada inicial não chega a ser maçante, mas, visto o poder alcançado nas linhas que descrevem o idílio e, até mesmo, o pré-idílio, nasce uma necessidade de clamar que o conto penda mais para a parte sonhadora do que para a sobriedade dos primeiros parágrafos.

  19. Inês Montenegro
    10 de outubro de 2013

    Há alguns erros de digitação e a última parte pareceu-me correr demasiado depressa. De resto, gostei da narrativo, da caracterização da personagem, e do contexto, que se entende muito bem pelo ambiente criado.

  20. rubemcabral
    10 de outubro de 2013

    Gostei do conto, a escrita é boa, com alguns poucos erros de digitação e a leveza da viagem foi muito agradável e simpática. Só penso que o autor deveria ter esticado um pouco esta parte da viagem e limado um tanto do inicio, que ambienta, mas que me pareceu longo demais.

  21. Gilnei
    8 de outubro de 2013

    Um verdadeiro conto urbano. Muito bem feito.

  22. Gustavo Araujo
    7 de outubro de 2013

    Confesso que o início me deixou um pouco confuso. Não consegui visualizar uma ligação entre o passado sofrido do protagonista e a experiência pela qual ele iria passar – o fato de ele ter vindo da Cohab, de não dar dinheiro aos meninos de rua, enfim. Imagino que a intenção do autor tenha sido de contextualizar o “quem”, o que poderia levar a uma melhor compreensão dos motivos pelos quais ele acabou tendo essa experiência – como disse a Bia Machado – à la Meia Noite em Paris. Porém, não acho que tenha funcionado. No filme do Allen, o protagonista Gil Pender é escritor e, ora, ao viajar no tempo encontra escritores – sim, encontra também músicos, pintores, mas o mote é, sempre, a escrita. Essa é a graça do filme, algo que poderia ter sido aplicado aqui. O que quero dizer é que o conto talvez funcionasse melhor se o protagonista fosse alguém ligado à música e não simplesmente um misfit ordinário que gosta de bancar o babaca.

    Mas, tirando isso, o conto é magistral. Quer dizer, a partir do momento em que o sujeito entra no bar, a narrativa ganha outro fôlego, como se uma brisa passasse a soprar. Realmente ficou muito bom. O parágrafo que começa com “Nelson Gonçalves pegou uma mesa….” é simplesmente incrível. Eu pude me sentir como se estivesse assistindo, embasbacado, tudo aquilo acontecendo. Ouvi – juro – o som do cavaquinho, do violão, a voz do Adoniran. Por esse trecho, o conto me fez acreditar na viagem. E, como a sensação que fica é sempre a última (always save the best for last), para mim, o conto teve um resultado muito bom. Se a ideia era fazer uma ode à música antiga, aos artistas da velha São Paulo, o resultado foi positivo, sem qualquer dúvida. Parabéns.

  23. mportonet
    7 de outubro de 2013

    Um grande conto. A transformação urbana e os tipos retratados emulam a viagem no tempo de forma magistral.

    Gostei muito!

  24. Ricardo
    7 de outubro de 2013

    “Tam bem”, “an tigas”, e o errinho dEscrito pela Bia não chegam a incomodar em nada uma ótima narrativa, que prende o leitor já desde o início e o leva junto nesta viagem!
    Gostei muito do trabalho do autor! Parabéns!
    🙂

  25. Thata Pereira
    6 de outubro de 2013

    Senti o mesmo que a Bia. Dei uma viajada na narrativa, imaginando cada detalhe, gostei muito disso, mas a história em si não me atraiu tanto :/

  26. Bia Machado
    6 de outubro de 2013

    Não sei se entendi bem, mas o cara fez uma viagem no tempo, a la “Meia noite em Paris”, do Allen? Ainda assim, gostei da narrativa, talvez minha dúvida seja justamente por isso, por eu ter me envolvido na narrativa e imaginado essa situação toda. Ah, como eu queria fazer uma viagem dessas! =D Alguns errinhos que acho que foram de digitação, um “descrição” no lugar de “discrição”, mas no geral, gostei muito! =)

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Publicado às 6 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .